Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q1743721 Português

Para responder à questão, observe a charge.

(https://www.google.com/search?q=cartum+sobre+consumismo. Acesso em 22.02.2020)

É correto afirmar sobre a charge que
Alternativas
Q1743714 Português
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
   Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
   O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
   Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.

(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
O termo destacado no terceiro parágrafo – É um caso singular de amor ao próximo – é entendido, no contexto, como um caso
Alternativas
Q1743713 Português
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
   Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
   O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
   Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.

(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
As palavras em destaque na frase – sobram problemas e falta planejamento. – indicam oposição de ideias, o que ocorre também entre as palavras destacadas da frase:
Alternativas
Q1743710 Português
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
   Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
   O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
   Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.

(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
De acordo com o primeiro parágrafo, Trigueiro afirma que as cidades devem
Alternativas
Q1743709 Português
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
   Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
   O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
   Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.

(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
O jornalista citou o caso de José Alcino Alano, porque o aposentado
Alternativas
Q1743708 Português
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
   Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
   O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
   Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.

(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
Segundo o texto, André Trigueiro aponta algumas causas da degradação ambiental, entre elas:
Alternativas
Q1743546 Português

Leia o texto para responder à questão.


    A cidade turística de Serra Negra, no interior de São Paulo, fica a cerca de 140 km da capital, e integra o chamado Circuito das Águas Paulista, um conjunto de nove municípios na região da Serra da Mantiqueira conhecidos pela qualidade de suas águas.

    Por decisão da Secretaria de Turismo da cidade, o funk foi vetado nos blocos de rua do Carnaval 2020. A proibição do gênero consta em uma cláusula inserida no contrato dos músicos que participam das folias da cidade – o repertório precisa ser acordado com a prefeitura.     

    De acordo com a Secretaria de Turismo de Serra Negra, a proibição tem como objetivo “retomar o Carnaval família”.

    Segundo Cesar Augusto Bordoni, Secretário do Turismo, o funk musical está associado ao início de confusões, que colocam em risco a segurança da população local e também dos turistas que visitam a cidade.

(Cesar Gaglioni. A cidade do interior paulista que proibiu o funk no Carnaval. www.nexojornal.com.br, 24.02.2020. Adaptado)

No trecho – …o funk musical está associado ao início de confusões… –, a expressão destacada pode ser corretamente substituída, no contexto em que se encontra, por:
Alternativas
Q1743545 Português

Leia o texto para responder à questão.


    A cidade turística de Serra Negra, no interior de São Paulo, fica a cerca de 140 km da capital, e integra o chamado Circuito das Águas Paulista, um conjunto de nove municípios na região da Serra da Mantiqueira conhecidos pela qualidade de suas águas.

    Por decisão da Secretaria de Turismo da cidade, o funk foi vetado nos blocos de rua do Carnaval 2020. A proibição do gênero consta em uma cláusula inserida no contrato dos músicos que participam das folias da cidade – o repertório precisa ser acordado com a prefeitura.     

    De acordo com a Secretaria de Turismo de Serra Negra, a proibição tem como objetivo “retomar o Carnaval família”.

    Segundo Cesar Augusto Bordoni, Secretário do Turismo, o funk musical está associado ao início de confusões, que colocam em risco a segurança da população local e também dos turistas que visitam a cidade.

(Cesar Gaglioni. A cidade do interior paulista que proibiu o funk no Carnaval. www.nexojornal.com.br, 24.02.2020. Adaptado)

No trecho – … o repertório precisa ser acordado com a prefeitura. –, a palavra em destaque tem como sinônimo, no contexto em que se encontra:
Alternativas
Q1743544 Português

Leia o texto para responder à questão.


    A cidade turística de Serra Negra, no interior de São Paulo, fica a cerca de 140 km da capital, e integra o chamado Circuito das Águas Paulista, um conjunto de nove municípios na região da Serra da Mantiqueira conhecidos pela qualidade de suas águas.

    Por decisão da Secretaria de Turismo da cidade, o funk foi vetado nos blocos de rua do Carnaval 2020. A proibição do gênero consta em uma cláusula inserida no contrato dos músicos que participam das folias da cidade – o repertório precisa ser acordado com a prefeitura.     

    De acordo com a Secretaria de Turismo de Serra Negra, a proibição tem como objetivo “retomar o Carnaval família”.

    Segundo Cesar Augusto Bordoni, Secretário do Turismo, o funk musical está associado ao início de confusões, que colocam em risco a segurança da população local e também dos turistas que visitam a cidade.

(Cesar Gaglioni. A cidade do interior paulista que proibiu o funk no Carnaval. www.nexojornal.com.br, 24.02.2020. Adaptado)

Segundo a notícia, na cidade de Serra Negra
Alternativas
Q1743542 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Numa cidade grande, a gente se sente pequeno. Numa cidade pequena, a gente se sente grande. Será mesmo assim? No interior é tudo mais calmo e pacato, e as pessoas só escutam músicas do estilo sertanejo? Existem inúmeras vantagens e desvantagens de viver no interior, mas tudo depende do estilo de vida e do objetivo de cada um.

    Os interioranos são mais apegados, mais solidários e mais simpáticos. Talvez seja assim pela facilidade de todos se conhecerem ou terem algum conhecido em comum. Isso acaba deixando-os mais atenciosos uns com os outros. Nas cidades grandes, você só vê os habitantes andando pelas ruas com fones de ouvido, sempre apressados, indiferentes, e sem olharem uns para os outros. Se uma pessoa vai comprar um bilhete do metrô, a atendente vende o bilhete, mas é capaz que não fale nem um “bom dia”. Se alguém precisa de uma informação, as pessoas têm receio de ajudar esse alguém.

(Diego Carza. Vida no interior. http://apezinho.com.br, 08.07.2014. Adaptado)

No 2º parágrafo, duas palavras com sentidos que se opõem são:
Alternativas
Q1743540 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Numa cidade grande, a gente se sente pequeno. Numa cidade pequena, a gente se sente grande. Será mesmo assim? No interior é tudo mais calmo e pacato, e as pessoas só escutam músicas do estilo sertanejo? Existem inúmeras vantagens e desvantagens de viver no interior, mas tudo depende do estilo de vida e do objetivo de cada um.

    Os interioranos são mais apegados, mais solidários e mais simpáticos. Talvez seja assim pela facilidade de todos se conhecerem ou terem algum conhecido em comum. Isso acaba deixando-os mais atenciosos uns com os outros. Nas cidades grandes, você só vê os habitantes andando pelas ruas com fones de ouvido, sempre apressados, indiferentes, e sem olharem uns para os outros. Se uma pessoa vai comprar um bilhete do metrô, a atendente vende o bilhete, mas é capaz que não fale nem um “bom dia”. Se alguém precisa de uma informação, as pessoas têm receio de ajudar esse alguém.

(Diego Carza. Vida no interior. http://apezinho.com.br, 08.07.2014. Adaptado)

Para o autor do texto,
Alternativas
Q1743536 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou um salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. Quando infartou e não pôde mais trabalhar, ficou com uma mão na frente e a outra atrás: não teve direito a pensão nem aposentadoria. O marido cata papel no lixão. O filho que morreu foi gari, açougueiro, entregador de verduras no Ceasa. Fez até curso de segurança. Depois de um ano desempregado, virou traficante. Durou um ano vivo. “Ele ganhava 1500 reais por semana. Pagava meus remédios, passagem, prestação do guarda-roupa, gás, tudo”, diz Francisca. “Não era o que eu desejava para ele. Sonhava que fosse mecânico. Mas eu aceitava o dinheiro porque não tinha opção.”

    Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de ferramentas. “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa”, Francisca dizia. Como bom filho, ele obedecia.

(Eliane Brum. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado)

No trecho – Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou um salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. –, a palavra em destaque refere-se
Alternativas
Q1743535 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou um salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. Quando infartou e não pôde mais trabalhar, ficou com uma mão na frente e a outra atrás: não teve direito a pensão nem aposentadoria. O marido cata papel no lixão. O filho que morreu foi gari, açougueiro, entregador de verduras no Ceasa. Fez até curso de segurança. Depois de um ano desempregado, virou traficante. Durou um ano vivo. “Ele ganhava 1500 reais por semana. Pagava meus remédios, passagem, prestação do guarda-roupa, gás, tudo”, diz Francisca. “Não era o que eu desejava para ele. Sonhava que fosse mecânico. Mas eu aceitava o dinheiro porque não tinha opção.”

    Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de ferramentas. “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa”, Francisca dizia. Como bom filho, ele obedecia.

(Eliane Brum. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado)

Assinale a alternativa em que há palavra ou expressão empregada no sentido figurado.
Alternativas
Q1743534 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou um salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. Quando infartou e não pôde mais trabalhar, ficou com uma mão na frente e a outra atrás: não teve direito a pensão nem aposentadoria. O marido cata papel no lixão. O filho que morreu foi gari, açougueiro, entregador de verduras no Ceasa. Fez até curso de segurança. Depois de um ano desempregado, virou traficante. Durou um ano vivo. “Ele ganhava 1500 reais por semana. Pagava meus remédios, passagem, prestação do guarda-roupa, gás, tudo”, diz Francisca. “Não era o que eu desejava para ele. Sonhava que fosse mecânico. Mas eu aceitava o dinheiro porque não tinha opção.”

    Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de ferramentas. “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa”, Francisca dizia. Como bom filho, ele obedecia.

(Eliane Brum. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado)

No trecho – Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de ferramentas. –, a frase destacada tem relação de sentido com o seguinte trecho do texto:
Alternativas
Q1743533 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou um salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. Quando infartou e não pôde mais trabalhar, ficou com uma mão na frente e a outra atrás: não teve direito a pensão nem aposentadoria. O marido cata papel no lixão. O filho que morreu foi gari, açougueiro, entregador de verduras no Ceasa. Fez até curso de segurança. Depois de um ano desempregado, virou traficante. Durou um ano vivo. “Ele ganhava 1500 reais por semana. Pagava meus remédios, passagem, prestação do guarda-roupa, gás, tudo”, diz Francisca. “Não era o que eu desejava para ele. Sonhava que fosse mecânico. Mas eu aceitava o dinheiro porque não tinha opção.”

    Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de ferramentas. “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa”, Francisca dizia. Como bom filho, ele obedecia.

(Eliane Brum. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado)

Para Francisca, o filho que morreu
Alternativas
Q1743392 Português

Leia o texto a seguir.


Você ainda vai comer insetos


    Há pouco tempo, uma amiga que mora em Nova York me falou que tinha comprado farinha de grilo para fazer cookies. A princípio achei que “grilo” se tratasse de uma nova marca, mas estava completamente enganado. Ele se referia precisamente à farinha – cada vez mais popular – feita dos abundantes insetos, sobre os quais pouca gente no Brasil pensa como comida.

    O fato é que insetos estão se tornando, lentamente, a nova onda gastronômica no ocidente. Prova disso é que varias startups (empresas em fase inicial que desenvolvem serviços inovadores) estão surgindo nesse mercado da entomofagia. Dentre seus produtos estão grilos, larvas e barras de proteína feitas de insetos comestíveis.

    Basta um passeio rápido pela internet (e pelos principais supermercados de produtos orgânicos nos EUA) para ver a chegada desses produtos. Os rótulos são bem claros: nenhum deles contém glúten, aditivos, corantes ou alimentos geneticamente modificados. Além disso, a cada 10 gramas, 6 em média são de pura proteína.

    Hoje, são dois bilhões de pessoas no mundo que comem insetos todos os dias como parte de sua alimentação básica, conforme relatório das Nações Unidas. Mais do que isso, a alta gastronomia descobriu há algum tempo esse nicho. Restaurantes que estão no topo da lista dos melhores do mundo têm pratos com insetos em seu cardápio. 

    A ONU publicou até o ranking dos insetos-comida mais populares. Em primeiro lugar vêm os besouros, seguidos das lagartas, abelhas, vespas e formigas. Gafanho tos e grilos vêm a seguir. As posições seguintes são ocupadas pelas cigarras, os cupins e as libélulas.

    Do ponto de vista da sustentabilidade e da segurança alimentar, insetos fazem todo sentido como comida. Do ponto de vista nutricional, são ricos em proteínas, ácidos graxos, açúcares e têm altas concentrações de vitaminas. Além disso, são baratos.

    É claro que o aspecto cultural no ocidente torna o consumo de insetos praticamente um tabu entre nós. Mas as barras de proteínas e a farinha de grilo adicionada a outros produtos funcionarão como a porta de entrada para a entomofagia ocidental.


(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo. Mercado, 03.09.2018. Adaptado.)

Leia a frase:


Mais do que isso, a alta gastronomia descobriu há algum tempo esse nicho.


Assinale a alternativa em que o verbo haver foi empregado com o mesmo sentido dessa frase.

Alternativas
Q1743391 Português

Leia o texto a seguir.


Você ainda vai comer insetos


    Há pouco tempo, uma amiga que mora em Nova York me falou que tinha comprado farinha de grilo para fazer cookies. A princípio achei que “grilo” se tratasse de uma nova marca, mas estava completamente enganado. Ele se referia precisamente à farinha – cada vez mais popular – feita dos abundantes insetos, sobre os quais pouca gente no Brasil pensa como comida.

    O fato é que insetos estão se tornando, lentamente, a nova onda gastronômica no ocidente. Prova disso é que varias startups (empresas em fase inicial que desenvolvem serviços inovadores) estão surgindo nesse mercado da entomofagia. Dentre seus produtos estão grilos, larvas e barras de proteína feitas de insetos comestíveis.

    Basta um passeio rápido pela internet (e pelos principais supermercados de produtos orgânicos nos EUA) para ver a chegada desses produtos. Os rótulos são bem claros: nenhum deles contém glúten, aditivos, corantes ou alimentos geneticamente modificados. Além disso, a cada 10 gramas, 6 em média são de pura proteína.

    Hoje, são dois bilhões de pessoas no mundo que comem insetos todos os dias como parte de sua alimentação básica, conforme relatório das Nações Unidas. Mais do que isso, a alta gastronomia descobriu há algum tempo esse nicho. Restaurantes que estão no topo da lista dos melhores do mundo têm pratos com insetos em seu cardápio. 

    A ONU publicou até o ranking dos insetos-comida mais populares. Em primeiro lugar vêm os besouros, seguidos das lagartas, abelhas, vespas e formigas. Gafanho tos e grilos vêm a seguir. As posições seguintes são ocupadas pelas cigarras, os cupins e as libélulas.

    Do ponto de vista da sustentabilidade e da segurança alimentar, insetos fazem todo sentido como comida. Do ponto de vista nutricional, são ricos em proteínas, ácidos graxos, açúcares e têm altas concentrações de vitaminas. Além disso, são baratos.

    É claro que o aspecto cultural no ocidente torna o consumo de insetos praticamente um tabu entre nós. Mas as barras de proteínas e a farinha de grilo adicionada a outros produtos funcionarão como a porta de entrada para a entomofagia ocidental.


(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo. Mercado, 03.09.2018. Adaptado.)

Observe os fragmentos do texto:


I. Basta um passeio rápido pela internet e pelos principais supermercados de produtos ...

II. O fato é que insetos estão lentamente se tornando a nova onda gastronômica no ...

III. Mas as barras de proteína ... funcionarão como a porta de entrada para a ...

IV. Além disso, a cada 10 gramas, 6 em média são de pura proteína.


Assinale a alternativa que exemplifica o uso de linguagem figurada.

Alternativas
Q1743390 Português

Leia o texto a seguir.


Você ainda vai comer insetos


    Há pouco tempo, uma amiga que mora em Nova York me falou que tinha comprado farinha de grilo para fazer cookies. A princípio achei que “grilo” se tratasse de uma nova marca, mas estava completamente enganado. Ele se referia precisamente à farinha – cada vez mais popular – feita dos abundantes insetos, sobre os quais pouca gente no Brasil pensa como comida.

    O fato é que insetos estão se tornando, lentamente, a nova onda gastronômica no ocidente. Prova disso é que varias startups (empresas em fase inicial que desenvolvem serviços inovadores) estão surgindo nesse mercado da entomofagia. Dentre seus produtos estão grilos, larvas e barras de proteína feitas de insetos comestíveis.

    Basta um passeio rápido pela internet (e pelos principais supermercados de produtos orgânicos nos EUA) para ver a chegada desses produtos. Os rótulos são bem claros: nenhum deles contém glúten, aditivos, corantes ou alimentos geneticamente modificados. Além disso, a cada 10 gramas, 6 em média são de pura proteína.

    Hoje, são dois bilhões de pessoas no mundo que comem insetos todos os dias como parte de sua alimentação básica, conforme relatório das Nações Unidas. Mais do que isso, a alta gastronomia descobriu há algum tempo esse nicho. Restaurantes que estão no topo da lista dos melhores do mundo têm pratos com insetos em seu cardápio. 

    A ONU publicou até o ranking dos insetos-comida mais populares. Em primeiro lugar vêm os besouros, seguidos das lagartas, abelhas, vespas e formigas. Gafanho tos e grilos vêm a seguir. As posições seguintes são ocupadas pelas cigarras, os cupins e as libélulas.

    Do ponto de vista da sustentabilidade e da segurança alimentar, insetos fazem todo sentido como comida. Do ponto de vista nutricional, são ricos em proteínas, ácidos graxos, açúcares e têm altas concentrações de vitaminas. Além disso, são baratos.

    É claro que o aspecto cultural no ocidente torna o consumo de insetos praticamente um tabu entre nós. Mas as barras de proteínas e a farinha de grilo adicionada a outros produtos funcionarão como a porta de entrada para a entomofagia ocidental.


(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo. Mercado, 03.09.2018. Adaptado.)

Considere o trecho:


Os rótulos são bem claros: nenhum desses produtos contém glúten, aditivos, corantes ou alimentos geneticamente modificados.


Nessa passagem, o sinal de dois-pontos é usado para introduzir uma:

Alternativas
Q1743389 Português

Leia o texto a seguir.


Você ainda vai comer insetos


    Há pouco tempo, uma amiga que mora em Nova York me falou que tinha comprado farinha de grilo para fazer cookies. A princípio achei que “grilo” se tratasse de uma nova marca, mas estava completamente enganado. Ele se referia precisamente à farinha – cada vez mais popular – feita dos abundantes insetos, sobre os quais pouca gente no Brasil pensa como comida.

    O fato é que insetos estão se tornando, lentamente, a nova onda gastronômica no ocidente. Prova disso é que varias startups (empresas em fase inicial que desenvolvem serviços inovadores) estão surgindo nesse mercado da entomofagia. Dentre seus produtos estão grilos, larvas e barras de proteína feitas de insetos comestíveis.

    Basta um passeio rápido pela internet (e pelos principais supermercados de produtos orgânicos nos EUA) para ver a chegada desses produtos. Os rótulos são bem claros: nenhum deles contém glúten, aditivos, corantes ou alimentos geneticamente modificados. Além disso, a cada 10 gramas, 6 em média são de pura proteína.

    Hoje, são dois bilhões de pessoas no mundo que comem insetos todos os dias como parte de sua alimentação básica, conforme relatório das Nações Unidas. Mais do que isso, a alta gastronomia descobriu há algum tempo esse nicho. Restaurantes que estão no topo da lista dos melhores do mundo têm pratos com insetos em seu cardápio. 

    A ONU publicou até o ranking dos insetos-comida mais populares. Em primeiro lugar vêm os besouros, seguidos das lagartas, abelhas, vespas e formigas. Gafanho tos e grilos vêm a seguir. As posições seguintes são ocupadas pelas cigarras, os cupins e as libélulas.

    Do ponto de vista da sustentabilidade e da segurança alimentar, insetos fazem todo sentido como comida. Do ponto de vista nutricional, são ricos em proteínas, ácidos graxos, açúcares e têm altas concentrações de vitaminas. Além disso, são baratos.

    É claro que o aspecto cultural no ocidente torna o consumo de insetos praticamente um tabu entre nós. Mas as barras de proteínas e a farinha de grilo adicionada a outros produtos funcionarão como a porta de entrada para a entomofagia ocidental.


(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo. Mercado, 03.09.2018. Adaptado.)

No trecho – Basta um passeio rápido pela internet e pelos principais supermercados de produtos orgânicos dos EUA para ver a chegada desses produtos. – a expressão destacada estabelece relação de:
Alternativas
Q1743388 Português

Leia o texto a seguir.


Você ainda vai comer insetos


    Há pouco tempo, uma amiga que mora em Nova York me falou que tinha comprado farinha de grilo para fazer cookies. A princípio achei que “grilo” se tratasse de uma nova marca, mas estava completamente enganado. Ele se referia precisamente à farinha – cada vez mais popular – feita dos abundantes insetos, sobre os quais pouca gente no Brasil pensa como comida.

    O fato é que insetos estão se tornando, lentamente, a nova onda gastronômica no ocidente. Prova disso é que varias startups (empresas em fase inicial que desenvolvem serviços inovadores) estão surgindo nesse mercado da entomofagia. Dentre seus produtos estão grilos, larvas e barras de proteína feitas de insetos comestíveis.

    Basta um passeio rápido pela internet (e pelos principais supermercados de produtos orgânicos nos EUA) para ver a chegada desses produtos. Os rótulos são bem claros: nenhum deles contém glúten, aditivos, corantes ou alimentos geneticamente modificados. Além disso, a cada 10 gramas, 6 em média são de pura proteína.

    Hoje, são dois bilhões de pessoas no mundo que comem insetos todos os dias como parte de sua alimentação básica, conforme relatório das Nações Unidas. Mais do que isso, a alta gastronomia descobriu há algum tempo esse nicho. Restaurantes que estão no topo da lista dos melhores do mundo têm pratos com insetos em seu cardápio. 

    A ONU publicou até o ranking dos insetos-comida mais populares. Em primeiro lugar vêm os besouros, seguidos das lagartas, abelhas, vespas e formigas. Gafanho tos e grilos vêm a seguir. As posições seguintes são ocupadas pelas cigarras, os cupins e as libélulas.

    Do ponto de vista da sustentabilidade e da segurança alimentar, insetos fazem todo sentido como comida. Do ponto de vista nutricional, são ricos em proteínas, ácidos graxos, açúcares e têm altas concentrações de vitaminas. Além disso, são baratos.

    É claro que o aspecto cultural no ocidente torna o consumo de insetos praticamente um tabu entre nós. Mas as barras de proteínas e a farinha de grilo adicionada a outros produtos funcionarão como a porta de entrada para a entomofagia ocidental.


(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo. Mercado, 03.09.2018. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que a expressão destacada apresenta sentido de tempo.
Alternativas
Respostas
48761: B
48762: D
48763: A
48764: E
48765: D
48766: C
48767: D
48768: C
48769: B
48770: B
48771: D
48772: A
48773: B
48774: D
48775: A
48776: C
48777: B
48778: C
48779: D
48780: C