Questões de Concurso
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China envia primeiros astronautas para a construção de sua nova estação espacial
Sete horas de viagem. Poderíamos estar falando da _________ ao litoral em véspera de Ano Novo, mas foi o quanto durou a viagem dos três astronautas a bordo da espaçonave Shenzhou-2, que chegou em junho em Tiangong, a nova Estação Espacial Chinesa. É a primeira missão tripulada feita pelo País desde 2016.
Os astronautas partiram do Centro de Lançamento de Satélite de Jiuquan, no deserto de Gobi (noroeste da China). Eles foram lançados a bordo do módulo Shenzhou-2 pelo foguete Longa Marcha 2F, um propulsor chinês projetado para voos tripulados.
Ao chegar à Estação Espacial Chinesa (CSS, na sigla em inglês), a cápsula em que estavam foi acoplada ao Tianhe – o primeiro módulo da estação enviado para a órbita da Terra, em abril.
O módulo Tianhe é o principal da Tiangong, já que abriga os centros de controle da estação e também um alojamento com capacidade para três astronautas. Além da Shenzhou-2, outra cápsula que levava suprimentos para os novos hóspedes também se atracou ao local.
A CSS começou a ser construída em 2021, e a previsão é para que as “obras” acabem em 2022. O papel dos astronautas está intimamente ligado ______ isto: eles devem cuidar da instalação de equipamentos e testar as tecnologias estabelecidas ali.
Além disso, ______ duas caminhadas espaciais agendadas. Nelas, eles deverão sair da nave para resolver pendências na área externa da estação – 390 quilômetros acima da Terra. Se tudo ocorrer como planejado, essa missão se consagrará como o período de permanência mais longo que astronautas chineses já ficaram no espaço.
Após os três meses de estadia, os astronautas retornarão para a Terra e outro grupo partirá rumo ao espaço para continuar o serviço. A construção total da estação espacial demandará cerca de 11 lançamentos, dos quais quatro serão tripulados.
A CSS é a terceira estação espacial já lançada pela China. As duas anteriores permaneceram em órbita por poucos anos e logo foram desativadas, mas o País asiático tem planos de manter a Tiangong em órbita por, pelo menos, uma década.
(Site: Abril - adaptado.)

Internet: <https://www.bbc.com>
Julgue o item, que consistem em proposta de reescrita para o trecho destacado do texto, no que se refere à correção gramatical e à manutenção dos sentidos do texto.
“de acordo com uma pesquisa divulgada em 2017, no
Canadá. Isso porque” (linha 2): conforme pesquisa
divulgada em 2017, no Canadá, de modo que

Internet: <https://www.bbc.com>
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“enquanto” (linha 20) por ao passo que
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(LUFT, Lya. In www.pensador.com/lya_luft_textos/. Acesso em 20/06/2021.)
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(LUFT, Lya. In www.pensador.com/lya_luft_textos/. Acesso em 20/06/2021.)
A respeito do texto, assinale a afirmativa em que a característica dada é própria do gênero textual ao qual o
texto pertence.
Leia as falas a seguir.
1. Senhores, minha vinda para esta cidade deve-se exclusivamente ao fraco desempenho da Secretaria da
Saúde em relação à aplicação da vacina contra a COVID-19.
2. O meu, você viu o carrinho que o Neymar deu no outro cara?
3. Tenho que esclarecer que o que você chama de mandioca eu chamo de macaxeira.
4. Supimpa essa fatiota, exclamou surpreso o avô da noiva ao ver seu compadre.
Sobre a linguagem utilizada nas falas, analise as afirmativas.
I- Na fala 1, foi empregado registro formal da linguagem, com obediência às regras da norma culta.
II- Uso de gíria ligada ao mundo futebolístico, variedade social da linguagem, está presente na fala 2.
III- Nas falas 3 e 4, há exemplos de variedade histórica da linguagem, palavras utilizadas em tempos idos, não mais atualmente.
IV- As falas 2 e 3 exemplificam registro informal da linguagem e uso de palavras que marcam variações geográficas da linguagem.
Estão corretas as afirmativas
“Ser goleiro é a maior glória que pode acontecer a um ser humano. Nada é mais belo do que ser um guarda-metas, um arqueiro, um guarda-rede, um guardião, um vigia. Ele é o anjo da guarda, a última esperança, aquele que impede que seu time e seu coração sejam alvejados pelo inimigo. Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama. É a injeção mágica que cura a doença terminal, é o galho à beira do abismo, o salto para fora do carro no último segundo. O goleiro é a prova de que Deus existe e escuta nossas preces. O goleiro é a salvação. Ele é tão nobre que usa luvas; é um cavaleiro andante parado; um defensor que barra a entrada da cidade santa aos infiéis. O goleiro é a não vaidade, é o desejo de ser invisível e inútil. É como o bombeiro, que é melhor que não tenha chamas a combater, é como o médico, que é melhor que não tenha sangue a estancar. Ser goleiro é ser pássaro sem penas, é voar sem asas, é se lançar no espaço feito astronauta à deriva, sem saber se abraçará o redondo objeto de seu desejo. Ser goleiro é sacrifício, é altruísmo, é jogar sem tabelas, parceiros, lançamentos e passes. Ser goleiro é solidão. É estar à porta do inferno, sentindo o bafo quente das chamas; é ser coveiro de cemitério, vendo a indesejada das gentes rondando a todo instante. Enfim, ser goleiro é lutar contra a morte”, pensava Antônio Frederico antes que a bola batesse em seu poste direito, desestabilizando o pesado e mal encaixado travessão que caiu em sua cabeça, causando um traumatismo crânio encefálico fatal.
Antônio Frederico jogava no Clube Recreativo e Esportivo de Inocência, em Inocência, Mato Grosso do Sul, poética cidade entre os rios Viola e Sanfona.
(TORERO, J.R. Uns. Curitiba – PR. Biblioteca Pública do Paraná. 2020.)
“Ser goleiro é a maior glória que pode acontecer a um ser humano. Nada é mais belo do que ser um guarda-metas, um arqueiro, um guarda-rede, um guardião, um vigia. Ele é o anjo da guarda, a última esperança, aquele que impede que seu time e seu coração sejam alvejados pelo inimigo. Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama. É a injeção mágica que cura a doença terminal, é o galho à beira do abismo, o salto para fora do carro no último segundo. O goleiro é a prova de que Deus existe e escuta nossas preces. O goleiro é a salvação. Ele é tão nobre que usa luvas; é um cavaleiro andante parado; um defensor que barra a entrada da cidade santa aos infiéis. O goleiro é a não vaidade, é o desejo de ser invisível e inútil. É como o bombeiro, que é melhor que não tenha chamas a combater, é como o médico, que é melhor que não tenha sangue a estancar. Ser goleiro é ser pássaro sem penas, é voar sem asas, é se lançar no espaço feito astronauta à deriva, sem saber se abraçará o redondo objeto de seu desejo. Ser goleiro é sacrifício, é altruísmo, é jogar sem tabelas, parceiros, lançamentos e passes. Ser goleiro é solidão. É estar à porta do inferno, sentindo o bafo quente das chamas; é ser coveiro de cemitério, vendo a indesejada das gentes rondando a todo instante. Enfim, ser goleiro é lutar contra a morte”, pensava Antônio Frederico antes que a bola batesse em seu poste direito, desestabilizando o pesado e mal encaixado travessão que caiu em sua cabeça, causando um traumatismo crânio encefálico fatal.
Antônio Frederico jogava no Clube Recreativo e Esportivo de Inocência, em Inocência, Mato Grosso do Sul, poética cidade entre os rios Viola e Sanfona.
(TORERO, J.R. Uns. Curitiba – PR. Biblioteca Pública do Paraná. 2020.)
Em relação ao texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O goleiro, que morreu após um jogo fatal, encarava sua profissão como glória, algo belo e desejado.
( ) A parte do texto entre aspas é uma narrativa do goleiro, escrita em primeira pessoa, em que expõe suas ideias sobre ser goleiro.
( ) O segundo parágrafo situa o personagem do texto enquanto profissional do esporte, revela onde atuava e em que local do país.
( ) Em Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama., foi usada a forma verbal oramos que inclui o autor e tenta incluir o leitor no ato de orar.
Assinale a sequência correta.

Sobre a tira que envolve os personagens Caramelo (o caramujo) e Maria Joaninha (a joaninha), assinale a afirmativa correta.
Se começou errado, não tem conserto
O destino da democracia se decide no momento de sua fundação. Se os lobos são eleitos para estabelecer as regras do jogo, será inútil que as ovelhas que os elegeram berrem depois ao serem transformadas em churrasco. Pois os lobos, que elas elegeram como seus representantes para fazer as leis, escreveram como lei: “É direito dos lobos comer ovelhas”. Não existe caso em que os lobos tenham, democraticamente, aberto mão dos direitos que eles mesmos estabeleceram. As ovelhas são as culpadas de sua desgraça. Foram elas que, pelo voto, deram poder aos lobos.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
Se começou errado, não tem conserto
O destino da democracia se decide no momento de sua fundação. Se os lobos são eleitos para estabelecer as regras do jogo, será inútil que as ovelhas que os elegeram berrem depois ao serem transformadas em churrasco. Pois os lobos, que elas elegeram como seus representantes para fazer as leis, escreveram como lei: “É direito dos lobos comer ovelhas”. Não existe caso em que os lobos tenham, democraticamente, aberto mão dos direitos que eles mesmos estabeleceram. As ovelhas são as culpadas de sua desgraça. Foram elas que, pelo voto, deram poder aos lobos.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
Sobre o texto e os elementos coesivos utilizados, analise as afirmativas.
I- Esse texto pertence ao gênero discursivo denominado alegoria, pois tem intuito de transmitir uma ideia expressa com linguagem figurativa.
II- Nos trechos que elas elegeram e que eles mesmos estabeleceram, o pronome relativo retoma o mesmo referente.
III- No trecho Não existe caso em que os lobos tenham, é adequado substituir em que por no qual, sem prejuízo gramatical ou semântico.
IV- Os conectores Se (linha 1) e Pois (linha 3) estabelecem ideia de condição e explicação, respectivamente.
V- Os pronomes os (linha 2) e seus (linha 3) são elementos coesivos referenciais e retomam o sentido da palavra lobos.
Estão corretas as afirmativas
Gostar de política não é uma opção, mas uma necessidade. Primeiro, porque o cidadão precisa de um conhecimento político para escolher seu candidato. Depois, porque a política está presente na escola, no trabalho, enfim, na vida. Logo, torna-se fundamental o gosto por ela, pois é ela que rege a nossa existência.
(Sildomar S. Vieira, UFAM, 2008.)
Sobre o texto, analise as afirmativas.
I- A intenção que rege o texto é buscar o convencimento do leitor em relação ao ponto de vista apresentado.
II- A tese defendida no texto refere-se ao ato político como necessidade de todo ser humano.
III- Expressa um ponto de vista, defende-o com argumentos pertinentes, podendo ser denominado texto argumentativo.
IV- Os operadores utilizados na construção do texto expressam prioridade, relevância na exposição dos argumentos que defendem a tese.
Estão corretas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia o texto do empresário e filantropo Elle Horn e responda à questão.
Doar como missão
Na vida, para tudo há uma causa original: Deus. E pode-se traçar uma sequência lógica a partir disso. Se o homem tem uma missão, qual é ela? Descobri que é fazer o bem. Eu era uma pessoa completamente avessa à exposição. Não gostava de conceder entrevistas, fosse para falar sobre minha empresa, fosse para falar sobre filantropia. Diziam-me que estava sendo egoísta. Afinal, não há sentimento melhor que fazer o bem. Comprometi-me a doar 60% de tudo o que tenho em vida, e assim procedo ano a ano. Agora, um dos próximos passos é construir uma cultura de doação.
Hoje faço parte do grupo The Giving Pledge, entidade filantrópica criada por Bill Gates e Warren Buffett. Nem de longe sou o maior filantropo deste país. Temos personalidades reconhecidas e outras que fazem muito, até mais do que eu fiz, seja por esforço, seja por volume financeiro, e nem são tão conhecidas. Entendi que ficar calado sobre isso não me levará a lugar algum. Porque não é suficiente apenas dar. Podemos doar quanto quisermos, mas estaremos fazendo um único bem. Se conseguirmos convencer outra pessoa, esse bem se multiplica por dois. E, se esse novo doador conquista o coração de outros, essa multiplicação se torna algo de crescimento exponencial. Quando encontramos pessoas com condições de fazer diferença, sempre percebemos que elas têm sentimentos bons. Contudo, há uma corrupção social muito grande causada pelo egoísmo. É preciso uma campanha sobre o altruísmo.
[...]
(HORN, Elle. Revista Veja, ed. 2673.)
INSTRUÇÃO: Leia o texto do empresário e filantropo Elle Horn e responda à questão.
Doar como missão
Na vida, para tudo há uma causa original: Deus. E pode-se traçar uma sequência lógica a partir disso. Se o homem tem uma missão, qual é ela? Descobri que é fazer o bem. Eu era uma pessoa completamente avessa à exposição. Não gostava de conceder entrevistas, fosse para falar sobre minha empresa, fosse para falar sobre filantropia. Diziam-me que estava sendo egoísta. Afinal, não há sentimento melhor que fazer o bem. Comprometi-me a doar 60% de tudo o que tenho em vida, e assim procedo ano a ano. Agora, um dos próximos passos é construir uma cultura de doação.
Hoje faço parte do grupo The Giving Pledge, entidade filantrópica criada por Bill Gates e Warren Buffett. Nem de longe sou o maior filantropo deste país. Temos personalidades reconhecidas e outras que fazem muito, até mais do que eu fiz, seja por esforço, seja por volume financeiro, e nem são tão conhecidas. Entendi que ficar calado sobre isso não me levará a lugar algum. Porque não é suficiente apenas dar. Podemos doar quanto quisermos, mas estaremos fazendo um único bem. Se conseguirmos convencer outra pessoa, esse bem se multiplica por dois. E, se esse novo doador conquista o coração de outros, essa multiplicação se torna algo de crescimento exponencial. Quando encontramos pessoas com condições de fazer diferença, sempre percebemos que elas têm sentimentos bons. Contudo, há uma corrupção social muito grande causada pelo egoísmo. É preciso uma campanha sobre o altruísmo.
[...]
(HORN, Elle. Revista Veja, ed. 2673.)
Texto para a questão.

Internet: <https://tirasarmandinho.tumblr.com>.
Altos e baixos na política
(Milton Santos)
É pelo menos insólita a insistência dos nossos círculos oficiais em querer separar, de modo absoluto, o que é político do que não é. Assim, toda a ação sindical, toda reclamação da igreja, em suma, todo movimento social, ao postular mudanças, é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política. Ao contrário, as atividades dos lobbies e as exigências de reforma do Estado feitas pelas empresas não são tidas como atividades políticas. Essa parcialidade é tanto mais gritante quando todos sabemos que o essencial na produção da política do Estado tem como atores principais as grandes empresas, cabendo aos políticos propriamente ditos e ao aparelho do Estado um papel de figurantes secundários, quando não de meros porta– vozes.
A política se caracteriza como exercício de uma ação ou defesa de uma ideia destinada a mudar o curso da história. No mundo da globalização, onde a técnica e o discurso são dados obrigatórios das atividades hegemônicas, o induzimento à política é exponencial. O mundo da técnica cientificizada é também o mundo das regras, de cujo uso adequado depende da maior ou menor eficácia dos instrumentos disponíveis. [...]
(Folha de São Paulo, 1/10/2000)
Considere o fragmento abaixo para responder a questão .
“é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política.” (1º§)
A locução destacada no trecho cumpre papel
coesivo e introduz o valor semântico de:
Altos e baixos na política
(Milton Santos)
É pelo menos insólita a insistência dos nossos círculos oficiais em querer separar, de modo absoluto, o que é político do que não é. Assim, toda a ação sindical, toda reclamação da igreja, em suma, todo movimento social, ao postular mudanças, é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política. Ao contrário, as atividades dos lobbies e as exigências de reforma do Estado feitas pelas empresas não são tidas como atividades políticas. Essa parcialidade é tanto mais gritante quando todos sabemos que o essencial na produção da política do Estado tem como atores principais as grandes empresas, cabendo aos políticos propriamente ditos e ao aparelho do Estado um papel de figurantes secundários, quando não de meros porta– vozes.
A política se caracteriza como exercício de uma ação ou defesa de uma ideia destinada a mudar o curso da história. No mundo da globalização, onde a técnica e o discurso são dados obrigatórios das atividades hegemônicas, o induzimento à política é exponencial. O mundo da técnica cientificizada é também o mundo das regras, de cujo uso adequado depende da maior ou menor eficácia dos instrumentos disponíveis. [...]
(Folha de São Paulo, 1/10/2000)