🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.662 questões

Q2117187 Português
ENTÃO, ADEUS!
Lygia Fagundes Telles
 
       Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro:
        — Vejo que aprecia essas imagens antigas — sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: – Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?
       Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos… Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.
          — Volte sempre — pediu-me.
       — Impossível — eu disse. — Não moro aqui, mas, em todo o caso, quem sabe um dia… — acrescentei sem nenhuma esperança.
      — E então, até logo! — ele murmurou descerrando os lábios num sorriso que me pareceu melancólico como o destroço de um naufrágio.
        Olhei-o. Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover. Até logo?… “Então, adeus!”, ele deveria ter dito. Eu ia embarcar para o Rio no dia seguinte e não tinha nenhuma ideia de voltar tão cedo à Bahia. E mesmo que voltasse, encontraria ainda de pé aquela igrejinha arruinada que achei por acaso em meio das minhas andanças? E mesmo que desse de novo com ela, encontraria vivo aquele ser tão velhinho que mais parecia um antigo morto esquecido de partir?!…
        Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida, tão poucas que poderia enumerá-las nesta breve linha. Porém, uma certeza eu tive naquele instante, a mais absoluta das certezas: “Jamais o verei.” Apertei-lhe a mão, que tinha a mesma frialdade seca da morte.
          — Até logo! – eu disse cheia de enternecimento pelo seu ingênuo otimismo. Afastei-me e de longe ainda o vi, imóvel no topo da escadaria. A brisa agitava-lhe os cabelos ralos e murchos como uma chama prestes a extinguir-se. “Então, adeus!”, pensei comovida ao acenar-lhe pela última vez. “Adeus.”
           Nesta mesma noite houve o clássico jantar de despedida em casa de um casal amigo. E, em meio de um grupo, eu já me encaminhava para a mesa, quando de repente alguém tocou o meu ombro, um toque muito leve, mais parecia o roçar de uma folha seca.
             Voltei-me. Diante de mim, o padre velhinho sorria.
              — Boa noite!
              Fiquei muda. Ali estava aquele de quem horas antes eu me despedira para sempre.
             — Que coincidência… — balbuciei afinal. Foi a única banalidade que me ocorreu dizer.— Eu não esperava vê-lo… tão cedo.
          Ele sorria, sorria sempre. E desta vez achei que aquele sorriso era mais malicioso do que melancólico. Era como se ele tivesse adivinhado meu pensamento quando nos despedimos na igreja e agora então, de um certo modo desafiante, estivesse a divertir-se com a minha surpresa. “Eu não disse até logo?”, os olhinhos enevoados pareciam perguntar com ironia.
           Durante o jantar ruidoso e calorento, lembrei-me de Kipling. “Sim, grande e estranho é o mundo. Mas principalmente estranho…”
                Meu vizinho da esquerda quis saber entre duas garfadas:
                — Então a senhora vai mesmo nos deixar amanhã?
               Olhei para a bolsa que tinha no regaço e dentro da qual já estava minha passagem de volta com a data do dia seguinte. E sorri para o velhinho lá na ponta da mesa.
                 — Ah, não sei… Antes eu sabia, mas agora já não sei.

Disponível em: <http://www.releituras.com.br/lftelles_entaoadeus_imp.asp.> Acesso em: 06 jul. 2020.
Ao descrever os itens vistos na igreja e chamá-los de “pequenos tesouros”, a narradora assume uma postura de 
Alternativas
Q2116861 Português
          Você vai ao cinema e pede uma pipoca. Enquanto o filme dura duas horas, o petisco não dura nem dez minutos. Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade – fazendo com que simplesmente não consigamos parar de comê-los.
       Muitos artigos científicos e documentários se dedicaram aos hiperpalatáveis, mas um novo estudo publicado no periódico científico Obesity destaca que esses alimentos “têm sido definidos com termos descritivos, mas sem uma definição padrão”.
       De 2000 a 2018, segundo o artigo na Obesity, o número anual de publicações sobre os alimentos palatáveis aumentou 550%, demonstrando o alto interesse pelo tema nas pesquisas sobre nutrição. O problema é que as descrições dos alimentos hiperpalatáveis são genéricas ou muito restritivas. Por exemplo, uma descrição sugere que os hiperpalatáveis são qualquer alimento adquirido em uma rede de fast food. No entanto, alguns desses lugares também vendem saladas ou alimentos grelhados, que não são o mesmo que um hambúrguer com queijo. Assim, com definições tão genéricas, há alimentos hiperpalatáveis que acabam não entrando na categoria de perigosos ou viciantes porque não estão em redes de fast food.
         Os autores do estudo, da Universidade do Kansas, nos EUA, propõem agora um método mais certeiro para identificação dos hiperpalatáveis, focando nas informações nutricionais que podem ser observadas durante a compra. Os autores criaram três categorias de alimentos hiperpalatáveis combinando informações sobre a presença de gorduras, açúcares e sódio: 25% ou mais das calorias vindas de gorduras e mais de 0,3% do peso constituído de sódio; mais de 20% das calorias vindas de gorduras e outra porcentagem superior a 20% de açúcares; cerca de 40% das calorias constituídas de carboidratos e mais de 0,2% do peso constituído de sódio.
      Os alimentos ricos em sódio, açúcar e gorduras aumentam a propensão a obesidade, hipertensão arterial e diabetes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
      Com a categorização, os pesquisadores analisaram mais de 8 mil alimentos vendidos nos Estados Unidos. Desses, 62% preenchiam os requisitos de uma das três categorias, como pizzas, alimentos fritos e doces.
     Os pesquisadores reconhecem algumas limitações do estudo, como a concentração em alimentos sólidos.

(Provou, já era: como identificar os alimentos hiperpalatáveis, dos quais é
(quase) impossível fugir. www.bbc.com, 29.11.2019. Adaptado)
No trecho “Muitos artigos científicos e documentários se dedicaram aos hiperpalatáveis” (2º parágrafo), a expressão destacada pode ser corretamente substituída, sem prejuízo do sentido e em conformidade com a norma- -padrão, por
Alternativas
Q2116859 Português
          Você vai ao cinema e pede uma pipoca. Enquanto o filme dura duas horas, o petisco não dura nem dez minutos. Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade – fazendo com que simplesmente não consigamos parar de comê-los.
       Muitos artigos científicos e documentários se dedicaram aos hiperpalatáveis, mas um novo estudo publicado no periódico científico Obesity destaca que esses alimentos “têm sido definidos com termos descritivos, mas sem uma definição padrão”.
       De 2000 a 2018, segundo o artigo na Obesity, o número anual de publicações sobre os alimentos palatáveis aumentou 550%, demonstrando o alto interesse pelo tema nas pesquisas sobre nutrição. O problema é que as descrições dos alimentos hiperpalatáveis são genéricas ou muito restritivas. Por exemplo, uma descrição sugere que os hiperpalatáveis são qualquer alimento adquirido em uma rede de fast food. No entanto, alguns desses lugares também vendem saladas ou alimentos grelhados, que não são o mesmo que um hambúrguer com queijo. Assim, com definições tão genéricas, há alimentos hiperpalatáveis que acabam não entrando na categoria de perigosos ou viciantes porque não estão em redes de fast food.
         Os autores do estudo, da Universidade do Kansas, nos EUA, propõem agora um método mais certeiro para identificação dos hiperpalatáveis, focando nas informações nutricionais que podem ser observadas durante a compra. Os autores criaram três categorias de alimentos hiperpalatáveis combinando informações sobre a presença de gorduras, açúcares e sódio: 25% ou mais das calorias vindas de gorduras e mais de 0,3% do peso constituído de sódio; mais de 20% das calorias vindas de gorduras e outra porcentagem superior a 20% de açúcares; cerca de 40% das calorias constituídas de carboidratos e mais de 0,2% do peso constituído de sódio.
      Os alimentos ricos em sódio, açúcar e gorduras aumentam a propensão a obesidade, hipertensão arterial e diabetes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
      Com a categorização, os pesquisadores analisaram mais de 8 mil alimentos vendidos nos Estados Unidos. Desses, 62% preenchiam os requisitos de uma das três categorias, como pizzas, alimentos fritos e doces.
     Os pesquisadores reconhecem algumas limitações do estudo, como a concentração em alimentos sólidos.

(Provou, já era: como identificar os alimentos hiperpalatáveis, dos quais é
(quase) impossível fugir. www.bbc.com, 29.11.2019. Adaptado)
Encontra-se em conformidade com as ideias presentes no texto e com a norma-padrão a frase:
Alternativas
Q2116857 Português
Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade… (1º parágrafo)
Assinale a alternativa em que o vocábulo como foi empregado com valor equivalente ao daquele encontrado, em destaque, no trecho:
Alternativas
Q2116856 Português
Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade… (1º parágrafo)
Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, esse trecho pode ser assim reescrito:
Alternativas
Q2116855 Português
          Você vai ao cinema e pede uma pipoca. Enquanto o filme dura duas horas, o petisco não dura nem dez minutos. Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade – fazendo com que simplesmente não consigamos parar de comê-los.
       Muitos artigos científicos e documentários se dedicaram aos hiperpalatáveis, mas um novo estudo publicado no periódico científico Obesity destaca que esses alimentos “têm sido definidos com termos descritivos, mas sem uma definição padrão”.
       De 2000 a 2018, segundo o artigo na Obesity, o número anual de publicações sobre os alimentos palatáveis aumentou 550%, demonstrando o alto interesse pelo tema nas pesquisas sobre nutrição. O problema é que as descrições dos alimentos hiperpalatáveis são genéricas ou muito restritivas. Por exemplo, uma descrição sugere que os hiperpalatáveis são qualquer alimento adquirido em uma rede de fast food. No entanto, alguns desses lugares também vendem saladas ou alimentos grelhados, que não são o mesmo que um hambúrguer com queijo. Assim, com definições tão genéricas, há alimentos hiperpalatáveis que acabam não entrando na categoria de perigosos ou viciantes porque não estão em redes de fast food.
         Os autores do estudo, da Universidade do Kansas, nos EUA, propõem agora um método mais certeiro para identificação dos hiperpalatáveis, focando nas informações nutricionais que podem ser observadas durante a compra. Os autores criaram três categorias de alimentos hiperpalatáveis combinando informações sobre a presença de gorduras, açúcares e sódio: 25% ou mais das calorias vindas de gorduras e mais de 0,3% do peso constituído de sódio; mais de 20% das calorias vindas de gorduras e outra porcentagem superior a 20% de açúcares; cerca de 40% das calorias constituídas de carboidratos e mais de 0,2% do peso constituído de sódio.
      Os alimentos ricos em sódio, açúcar e gorduras aumentam a propensão a obesidade, hipertensão arterial e diabetes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
      Com a categorização, os pesquisadores analisaram mais de 8 mil alimentos vendidos nos Estados Unidos. Desses, 62% preenchiam os requisitos de uma das três categorias, como pizzas, alimentos fritos e doces.
     Os pesquisadores reconhecem algumas limitações do estudo, como a concentração em alimentos sólidos.

(Provou, já era: como identificar os alimentos hiperpalatáveis, dos quais é
(quase) impossível fugir. www.bbc.com, 29.11.2019. Adaptado)
As aspas empregadas nos 1º e 2º parágrafos servem, respectivamente, para indicar
Alternativas
Q2116854 Português
          Você vai ao cinema e pede uma pipoca. Enquanto o filme dura duas horas, o petisco não dura nem dez minutos. Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade – fazendo com que simplesmente não consigamos parar de comê-los.
       Muitos artigos científicos e documentários se dedicaram aos hiperpalatáveis, mas um novo estudo publicado no periódico científico Obesity destaca que esses alimentos “têm sido definidos com termos descritivos, mas sem uma definição padrão”.
       De 2000 a 2018, segundo o artigo na Obesity, o número anual de publicações sobre os alimentos palatáveis aumentou 550%, demonstrando o alto interesse pelo tema nas pesquisas sobre nutrição. O problema é que as descrições dos alimentos hiperpalatáveis são genéricas ou muito restritivas. Por exemplo, uma descrição sugere que os hiperpalatáveis são qualquer alimento adquirido em uma rede de fast food. No entanto, alguns desses lugares também vendem saladas ou alimentos grelhados, que não são o mesmo que um hambúrguer com queijo. Assim, com definições tão genéricas, há alimentos hiperpalatáveis que acabam não entrando na categoria de perigosos ou viciantes porque não estão em redes de fast food.
         Os autores do estudo, da Universidade do Kansas, nos EUA, propõem agora um método mais certeiro para identificação dos hiperpalatáveis, focando nas informações nutricionais que podem ser observadas durante a compra. Os autores criaram três categorias de alimentos hiperpalatáveis combinando informações sobre a presença de gorduras, açúcares e sódio: 25% ou mais das calorias vindas de gorduras e mais de 0,3% do peso constituído de sódio; mais de 20% das calorias vindas de gorduras e outra porcentagem superior a 20% de açúcares; cerca de 40% das calorias constituídas de carboidratos e mais de 0,2% do peso constituído de sódio.
      Os alimentos ricos em sódio, açúcar e gorduras aumentam a propensão a obesidade, hipertensão arterial e diabetes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
      Com a categorização, os pesquisadores analisaram mais de 8 mil alimentos vendidos nos Estados Unidos. Desses, 62% preenchiam os requisitos de uma das três categorias, como pizzas, alimentos fritos e doces.
     Os pesquisadores reconhecem algumas limitações do estudo, como a concentração em alimentos sólidos.

(Provou, já era: como identificar os alimentos hiperpalatáveis, dos quais é
(quase) impossível fugir. www.bbc.com, 29.11.2019. Adaptado)
O vocábulo postergam (1º parágrafo) apresenta como sinônimo no contexto em que se encontra:
Alternativas
Q2116853 Português
          Você vai ao cinema e pede uma pipoca. Enquanto o filme dura duas horas, o petisco não dura nem dez minutos. Esse é um exemplo de como ficamos diante dos alimentos chamados “hiperpalatáveis”. A composição desses alimentos ativa mecanismos no cérebro que postergam a sensação de saciedade – fazendo com que simplesmente não consigamos parar de comê-los.
       Muitos artigos científicos e documentários se dedicaram aos hiperpalatáveis, mas um novo estudo publicado no periódico científico Obesity destaca que esses alimentos “têm sido definidos com termos descritivos, mas sem uma definição padrão”.
       De 2000 a 2018, segundo o artigo na Obesity, o número anual de publicações sobre os alimentos palatáveis aumentou 550%, demonstrando o alto interesse pelo tema nas pesquisas sobre nutrição. O problema é que as descrições dos alimentos hiperpalatáveis são genéricas ou muito restritivas. Por exemplo, uma descrição sugere que os hiperpalatáveis são qualquer alimento adquirido em uma rede de fast food. No entanto, alguns desses lugares também vendem saladas ou alimentos grelhados, que não são o mesmo que um hambúrguer com queijo. Assim, com definições tão genéricas, há alimentos hiperpalatáveis que acabam não entrando na categoria de perigosos ou viciantes porque não estão em redes de fast food.
         Os autores do estudo, da Universidade do Kansas, nos EUA, propõem agora um método mais certeiro para identificação dos hiperpalatáveis, focando nas informações nutricionais que podem ser observadas durante a compra. Os autores criaram três categorias de alimentos hiperpalatáveis combinando informações sobre a presença de gorduras, açúcares e sódio: 25% ou mais das calorias vindas de gorduras e mais de 0,3% do peso constituído de sódio; mais de 20% das calorias vindas de gorduras e outra porcentagem superior a 20% de açúcares; cerca de 40% das calorias constituídas de carboidratos e mais de 0,2% do peso constituído de sódio.
      Os alimentos ricos em sódio, açúcar e gorduras aumentam a propensão a obesidade, hipertensão arterial e diabetes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
      Com a categorização, os pesquisadores analisaram mais de 8 mil alimentos vendidos nos Estados Unidos. Desses, 62% preenchiam os requisitos de uma das três categorias, como pizzas, alimentos fritos e doces.
     Os pesquisadores reconhecem algumas limitações do estudo, como a concentração em alimentos sólidos.

(Provou, já era: como identificar os alimentos hiperpalatáveis, dos quais é
(quase) impossível fugir. www.bbc.com, 29.11.2019. Adaptado)
Segundo o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2116850 Português
      Meu pai teve formação cosmopolita. Mudamo-nos de Buenos Aires para São João da Boa Vista, depois para Poços de Caldas. Eu tinha dez anos, mas os irmãos mais velhos Martha, Rosita, Felipe e Clara traziam os ares da mais cosmopolita cidade da América Latina e conviveram sem problemas com o cosmopolitismo das temporadas de Poços e, fora das temporadas, com a cidade docemente caipira do interior.
    Mas minha mãe vinha de uma família de imigrantes que se constituiu em São Sebastião da Grama, mudando-se para Poços logo após a Revolução de 32. Ela e suas irmãs traziam uma característica que encontrei em sucessivas gerações de filhos e filhas de imigrantes.
    Nossos avós, os imigrantes do início do século, aportaram no Brasil com o sentimento de cidadania suficientemente desenvolvido para não se abrigarem debaixo do manto de proteção de algum coronel. Chegaram trabalhando como colonos, depois foram para as cidades. Alguns se tornaram agitadores políticos, outros se converteram em comerciantes, quase todos trouxeram conceitos de cidadania que o Brasil ainda não conhecia.
     Em um país com pouca mobilidade social, com tantas crises sucessivas e sem a rede de relações sociais dos fazendeiros, a progenitura desses imigrantes aprendeu com seus pais que a maior herança que receberia seria a educação e a seriedade, a palavra dada, a honradez e o trabalho. A âncora social consistia em ler, ler, sempre ler, valorizar os valores intelectuais, o trabalho, a seriedade, serem exigentes consigo próprios, considerando supérfluo qualquer prazer.
    Como minha mãe ironizava minhas irmãs quando elas, adolescentes, se empetecavam para ir aos bailinhos! Minha mãe dizia-lhes que era bobagem, que o importante são os valores intelectuais.
     Ao longo da vida, invariavelmente me deparei com rapazes e moças do interior mantendo vivos esses valores do trabalho, do excessivo rigor consigo próprios. São diferentes dos cosmopolitas, daqueles que tiveram pais que trabalharam em grandes empresas, com a segurança das grandes organizações, e aprenderam a conviver com essas relações hierárquicas, a navegar pelas regras tácitas do emprego, engolindo um sapo aqui, aprendendo a vender o peixe ali, montando pactos com colegas, chamando o superior de chefe e tendo paciência para galgar os degraus hierárquicos.
      A rapaziadinha do interior vai para a cidade grande sem saber dessas coisas, mas com uma acuidade muito maior para entender pessoas e situações. Como contou Antonio Cândido, no prefácio de “O Menino do São Benedito”, no interior convivemos com o prefeito e com o lixeiro e se percebem grandes e pequenos homens tanto entre os poderosos quanto entre os humildes.

(Luis Nassif. Os jovens do interior.
https://jornalggn.com.br, 24.11.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, em destaque, vocábulo empregado em sentido figurado, segundo o contexto em que se encontra:
Alternativas
Q2116849 Português
      Meu pai teve formação cosmopolita. Mudamo-nos de Buenos Aires para São João da Boa Vista, depois para Poços de Caldas. Eu tinha dez anos, mas os irmãos mais velhos Martha, Rosita, Felipe e Clara traziam os ares da mais cosmopolita cidade da América Latina e conviveram sem problemas com o cosmopolitismo das temporadas de Poços e, fora das temporadas, com a cidade docemente caipira do interior.
    Mas minha mãe vinha de uma família de imigrantes que se constituiu em São Sebastião da Grama, mudando-se para Poços logo após a Revolução de 32. Ela e suas irmãs traziam uma característica que encontrei em sucessivas gerações de filhos e filhas de imigrantes.
    Nossos avós, os imigrantes do início do século, aportaram no Brasil com o sentimento de cidadania suficientemente desenvolvido para não se abrigarem debaixo do manto de proteção de algum coronel. Chegaram trabalhando como colonos, depois foram para as cidades. Alguns se tornaram agitadores políticos, outros se converteram em comerciantes, quase todos trouxeram conceitos de cidadania que o Brasil ainda não conhecia.
     Em um país com pouca mobilidade social, com tantas crises sucessivas e sem a rede de relações sociais dos fazendeiros, a progenitura desses imigrantes aprendeu com seus pais que a maior herança que receberia seria a educação e a seriedade, a palavra dada, a honradez e o trabalho. A âncora social consistia em ler, ler, sempre ler, valorizar os valores intelectuais, o trabalho, a seriedade, serem exigentes consigo próprios, considerando supérfluo qualquer prazer.
    Como minha mãe ironizava minhas irmãs quando elas, adolescentes, se empetecavam para ir aos bailinhos! Minha mãe dizia-lhes que era bobagem, que o importante são os valores intelectuais.
     Ao longo da vida, invariavelmente me deparei com rapazes e moças do interior mantendo vivos esses valores do trabalho, do excessivo rigor consigo próprios. São diferentes dos cosmopolitas, daqueles que tiveram pais que trabalharam em grandes empresas, com a segurança das grandes organizações, e aprenderam a conviver com essas relações hierárquicas, a navegar pelas regras tácitas do emprego, engolindo um sapo aqui, aprendendo a vender o peixe ali, montando pactos com colegas, chamando o superior de chefe e tendo paciência para galgar os degraus hierárquicos.
      A rapaziadinha do interior vai para a cidade grande sem saber dessas coisas, mas com uma acuidade muito maior para entender pessoas e situações. Como contou Antonio Cândido, no prefácio de “O Menino do São Benedito”, no interior convivemos com o prefeito e com o lixeiro e se percebem grandes e pequenos homens tanto entre os poderosos quanto entre os humildes.

(Luis Nassif. Os jovens do interior.
https://jornalggn.com.br, 24.11.2019. Adaptado)

Considere os seguintes trechos:

A âncora social consistia em ler, ler, sempre ler, valorizar os valores intelectuais, o trabalho, a seriedade, serem exigentes consigo próprios, considerando supérfluo qualquer prazer. (4º parágrafo)

… e aprenderam a conviver com essas relações hierárquicas, a navegar pelas regras tácitas do emprego… (6° parágrafo)

No contexto em que se encontram, os vocábulos destacados apresentam, respectivamente, como antônimos:

Alternativas
Q2116848 Português
      Meu pai teve formação cosmopolita. Mudamo-nos de Buenos Aires para São João da Boa Vista, depois para Poços de Caldas. Eu tinha dez anos, mas os irmãos mais velhos Martha, Rosita, Felipe e Clara traziam os ares da mais cosmopolita cidade da América Latina e conviveram sem problemas com o cosmopolitismo das temporadas de Poços e, fora das temporadas, com a cidade docemente caipira do interior.
    Mas minha mãe vinha de uma família de imigrantes que se constituiu em São Sebastião da Grama, mudando-se para Poços logo após a Revolução de 32. Ela e suas irmãs traziam uma característica que encontrei em sucessivas gerações de filhos e filhas de imigrantes.
    Nossos avós, os imigrantes do início do século, aportaram no Brasil com o sentimento de cidadania suficientemente desenvolvido para não se abrigarem debaixo do manto de proteção de algum coronel. Chegaram trabalhando como colonos, depois foram para as cidades. Alguns se tornaram agitadores políticos, outros se converteram em comerciantes, quase todos trouxeram conceitos de cidadania que o Brasil ainda não conhecia.
     Em um país com pouca mobilidade social, com tantas crises sucessivas e sem a rede de relações sociais dos fazendeiros, a progenitura desses imigrantes aprendeu com seus pais que a maior herança que receberia seria a educação e a seriedade, a palavra dada, a honradez e o trabalho. A âncora social consistia em ler, ler, sempre ler, valorizar os valores intelectuais, o trabalho, a seriedade, serem exigentes consigo próprios, considerando supérfluo qualquer prazer.
    Como minha mãe ironizava minhas irmãs quando elas, adolescentes, se empetecavam para ir aos bailinhos! Minha mãe dizia-lhes que era bobagem, que o importante são os valores intelectuais.
     Ao longo da vida, invariavelmente me deparei com rapazes e moças do interior mantendo vivos esses valores do trabalho, do excessivo rigor consigo próprios. São diferentes dos cosmopolitas, daqueles que tiveram pais que trabalharam em grandes empresas, com a segurança das grandes organizações, e aprenderam a conviver com essas relações hierárquicas, a navegar pelas regras tácitas do emprego, engolindo um sapo aqui, aprendendo a vender o peixe ali, montando pactos com colegas, chamando o superior de chefe e tendo paciência para galgar os degraus hierárquicos.
      A rapaziadinha do interior vai para a cidade grande sem saber dessas coisas, mas com uma acuidade muito maior para entender pessoas e situações. Como contou Antonio Cândido, no prefácio de “O Menino do São Benedito”, no interior convivemos com o prefeito e com o lixeiro e se percebem grandes e pequenos homens tanto entre os poderosos quanto entre os humildes.

(Luis Nassif. Os jovens do interior.
https://jornalggn.com.br, 24.11.2019. Adaptado)
Sobre as características da família do autor, é correto afirmar que
Alternativas
Q2116847 Português
      Meu pai teve formação cosmopolita. Mudamo-nos de Buenos Aires para São João da Boa Vista, depois para Poços de Caldas. Eu tinha dez anos, mas os irmãos mais velhos Martha, Rosita, Felipe e Clara traziam os ares da mais cosmopolita cidade da América Latina e conviveram sem problemas com o cosmopolitismo das temporadas de Poços e, fora das temporadas, com a cidade docemente caipira do interior.
    Mas minha mãe vinha de uma família de imigrantes que se constituiu em São Sebastião da Grama, mudando-se para Poços logo após a Revolução de 32. Ela e suas irmãs traziam uma característica que encontrei em sucessivas gerações de filhos e filhas de imigrantes.
    Nossos avós, os imigrantes do início do século, aportaram no Brasil com o sentimento de cidadania suficientemente desenvolvido para não se abrigarem debaixo do manto de proteção de algum coronel. Chegaram trabalhando como colonos, depois foram para as cidades. Alguns se tornaram agitadores políticos, outros se converteram em comerciantes, quase todos trouxeram conceitos de cidadania que o Brasil ainda não conhecia.
     Em um país com pouca mobilidade social, com tantas crises sucessivas e sem a rede de relações sociais dos fazendeiros, a progenitura desses imigrantes aprendeu com seus pais que a maior herança que receberia seria a educação e a seriedade, a palavra dada, a honradez e o trabalho. A âncora social consistia em ler, ler, sempre ler, valorizar os valores intelectuais, o trabalho, a seriedade, serem exigentes consigo próprios, considerando supérfluo qualquer prazer.
    Como minha mãe ironizava minhas irmãs quando elas, adolescentes, se empetecavam para ir aos bailinhos! Minha mãe dizia-lhes que era bobagem, que o importante são os valores intelectuais.
     Ao longo da vida, invariavelmente me deparei com rapazes e moças do interior mantendo vivos esses valores do trabalho, do excessivo rigor consigo próprios. São diferentes dos cosmopolitas, daqueles que tiveram pais que trabalharam em grandes empresas, com a segurança das grandes organizações, e aprenderam a conviver com essas relações hierárquicas, a navegar pelas regras tácitas do emprego, engolindo um sapo aqui, aprendendo a vender o peixe ali, montando pactos com colegas, chamando o superior de chefe e tendo paciência para galgar os degraus hierárquicos.
      A rapaziadinha do interior vai para a cidade grande sem saber dessas coisas, mas com uma acuidade muito maior para entender pessoas e situações. Como contou Antonio Cândido, no prefácio de “O Menino do São Benedito”, no interior convivemos com o prefeito e com o lixeiro e se percebem grandes e pequenos homens tanto entre os poderosos quanto entre os humildes.

(Luis Nassif. Os jovens do interior.
https://jornalggn.com.br, 24.11.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2051003 Português
O Brasil vive um período de grave crise civilizatória, que atinge os direitos fundamentais nas mais variadas dimensões. Dentre os lesados, a liberdade religiosa se encontra na linha de frente. São comuns os casos noticiados pela mídia de práticas de intolerância religiosa, nos mais variados terrenos da sociedade brasileira. A liberdade religiosa se comunica a diversas zonas da ordem constitucional brasileira, inclusive quanto ao âmbito militar que, por natureza, opõe-se a filosofias de vida que preguem paz, concórdia e amor. Com o forte vínculo entre a liberdade de consciência e religiosa, mesmo que em essência incidam em regiões autônomas, assumindo os ensinamentos de Konrad Hesse, pode-se conceber a liberdade de crença e a confissão religiosa e ideológica surge como manifestação particular do direito fundamental mais geral da liberdade de consciência. Neste quesito, a Estado, a despeito de ser direito de primeira geração, deve colaborar ativamente para que a liberdade religiosa se desenvolva. Neste sentido, o Art. 143 da Constituição Federal, em seu § 1º, afirma que às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em determinada condição, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. Assinale a alternativa que demonstre corretamente qual é a condição levantada no artigo constitucional supracitado:
Alternativas
Q2037750 Português
A vaca dá leite só quando está amamentando?

    Não. As vacas leiteiras são capazes de dar leite por mais de dois anos após o nascimento da cria. O tempo exato vai depender da característica genética de cada animal. Nas vacas de corte, a produção de leite vai diminuindo a partir do terceiro mês do nascimento da cria, no sétimo mês, elas produzem muito pouco do líquido.
    Mas por que, então, a resposta é “não”? _______ o período de produção de leite pode ser prolongado graças ao estímulo físico que a vaca recebe ao ser ordenhada.
    Então vamos lá, passo a passo. Quando o bezerro nasce, a vaca mãe começa a produzir leite. Depois de 60 dias, em média, ocorre o desmame do filhote. Aí entra a função da ordenha frequente: quando a mama é pressionada, uma mensagem é enviada ao cérebro da vaca, estimulando a glândula hipófise, que libera um hormônio chamado oxitocina. Essa substância chega à mama pela corrente sanguínea, contraindo as fibras musculares e levando ___ liberação de mais leite. Ou seja, nesse período, ela não precisa estar grávida, só bem alimentada, saudável e criada em boas condições de ambiente. Para desacelerar e interromper a produção de leite, basta parar de ordenhar o animal.
    Um lembrete final: vacas que produzem leite passam bastante tempo de suas vidas grávidas, sim. Em fazendas de produção de leite, os animais são inseminados de novo, em média, 60 dias após cada parto, e elas tendem a dar à luz, em média, uma vez por ano. Nesse esquema, dos 12 meses do ano, uma vaca produz leite por dez (durante a amamentação e, depois, estimulada pela ordenha), fica 2 meses parada e engravida de um novo bezerrinho. Aí o ciclo recomeça.
https://super.abril.com.br/... - adaptado.
De acordo com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1965191 Português

Leia atentamente o poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, poeta brasileiro, para responder à questão.


Se se morre de amor


Se se morre de amor! – Não, não se morre,

Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;

Quando luzes, calor, orquestra e flores

Assomos de prazer nos raiam n’alma,

Que embelezada e solta em tal ambiente

No que ouve e no que vê prazer alcança! 


Simpáticas feições, cintura breve,

Graciosa postura, porte airoso,

Uma fita, uma flor entre os cabelos,

Um quê mal definido, acaso podem

Num engano d’amor arrebentar-nos.

Mas isso amor não é; isso é delírio

Devaneio, ilusão, que se esvaece

Ao som final da orquestra, ao derradeiro 


Clarão, que as luzes ao morrer despedem:

Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,

D’amor igual ninguém sucumbe à perda.

Amor é vida; é ter constantemente

Alma, sentidos, coração – abertos

Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,

D’altas virtudes, té capaz de crimes! 


Compreender o infinito, a imensidade

E a natureza e Deus; gostar dos campos,

D’aves, flores, murmúrios solitários;

Buscar tristeza, a soledade, o ermo,

E ter o coração em riso e festa;

E à branda festa, ao riso da nossa alma

fontes de pranto intercalar sem custo;

Conhecer o prazer e a desventura

No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto

O ditoso, o misérrimo dos entes;

Isso é amor, e desse amor se morre!  


Amar, e não saber, não ter coragem

Pra dizer que o amor que em nós sentimos;

Temer qu’olhos profanos nos devassem

O templo onde a melhor porção da vida

Se concentra; onde avaros recatamos

Essa fonte de amor, esses tesouros

Inesgotáveis d’lusões floridas;

Sentir, sem que se veja, a quem se adora,

Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,

Segui-la, sem poder fitar seus olhos,

Amá-la, sem ousar dizer que amamos,

E, temendo roçar os seus vestidos,

Arder por afogá-la em mil abraços:

Isso é amor, e desse amor se morre! 

A figura de linguagem presente em “Arder por afogá-la em mil abraços” é:  
Alternativas
Q1965190 Português

Leia atentamente o poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, poeta brasileiro, para responder à questão.


Se se morre de amor


Se se morre de amor! – Não, não se morre,

Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;

Quando luzes, calor, orquestra e flores

Assomos de prazer nos raiam n’alma,

Que embelezada e solta em tal ambiente

No que ouve e no que vê prazer alcança! 


Simpáticas feições, cintura breve,

Graciosa postura, porte airoso,

Uma fita, uma flor entre os cabelos,

Um quê mal definido, acaso podem

Num engano d’amor arrebentar-nos.

Mas isso amor não é; isso é delírio

Devaneio, ilusão, que se esvaece

Ao som final da orquestra, ao derradeiro 


Clarão, que as luzes ao morrer despedem:

Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,

D’amor igual ninguém sucumbe à perda.

Amor é vida; é ter constantemente

Alma, sentidos, coração – abertos

Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,

D’altas virtudes, té capaz de crimes! 


Compreender o infinito, a imensidade

E a natureza e Deus; gostar dos campos,

D’aves, flores, murmúrios solitários;

Buscar tristeza, a soledade, o ermo,

E ter o coração em riso e festa;

E à branda festa, ao riso da nossa alma

fontes de pranto intercalar sem custo;

Conhecer o prazer e a desventura

No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto

O ditoso, o misérrimo dos entes;

Isso é amor, e desse amor se morre!  


Amar, e não saber, não ter coragem

Pra dizer que o amor que em nós sentimos;

Temer qu’olhos profanos nos devassem

O templo onde a melhor porção da vida

Se concentra; onde avaros recatamos

Essa fonte de amor, esses tesouros

Inesgotáveis d’lusões floridas;

Sentir, sem que se veja, a quem se adora,

Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,

Segui-la, sem poder fitar seus olhos,

Amá-la, sem ousar dizer que amamos,

E, temendo roçar os seus vestidos,

Arder por afogá-la em mil abraços:

Isso é amor, e desse amor se morre! 

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – Nos versos “Simpáticas feições, cintura breve,/ Graciosa postura, porte airoso,/ Uma fita, uma flor entre os cabelos,”, o eu lírico descreve algumas características físicas de sua amada.

II – Em “Um quê mal definido, acaso podem”, “quê” classifica-se como pronome relativo.

III – O eu lírico considera o amor um sentimento linear e coerente.


É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 

Alternativas
Q1965189 Português

Leia atentamente o poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, poeta brasileiro, para responder à questão.


Se se morre de amor


Se se morre de amor! – Não, não se morre,

Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;

Quando luzes, calor, orquestra e flores

Assomos de prazer nos raiam n’alma,

Que embelezada e solta em tal ambiente

No que ouve e no que vê prazer alcança! 


Simpáticas feições, cintura breve,

Graciosa postura, porte airoso,

Uma fita, uma flor entre os cabelos,

Um quê mal definido, acaso podem

Num engano d’amor arrebentar-nos.

Mas isso amor não é; isso é delírio

Devaneio, ilusão, que se esvaece

Ao som final da orquestra, ao derradeiro 


Clarão, que as luzes ao morrer despedem:

Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,

D’amor igual ninguém sucumbe à perda.

Amor é vida; é ter constantemente

Alma, sentidos, coração – abertos

Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,

D’altas virtudes, té capaz de crimes! 


Compreender o infinito, a imensidade

E a natureza e Deus; gostar dos campos,

D’aves, flores, murmúrios solitários;

Buscar tristeza, a soledade, o ermo,

E ter o coração em riso e festa;

E à branda festa, ao riso da nossa alma

fontes de pranto intercalar sem custo;

Conhecer o prazer e a desventura

No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto

O ditoso, o misérrimo dos entes;

Isso é amor, e desse amor se morre!  


Amar, e não saber, não ter coragem

Pra dizer que o amor que em nós sentimos;

Temer qu’olhos profanos nos devassem

O templo onde a melhor porção da vida

Se concentra; onde avaros recatamos

Essa fonte de amor, esses tesouros

Inesgotáveis d’lusões floridas;

Sentir, sem que se veja, a quem se adora,

Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,

Segui-la, sem poder fitar seus olhos,

Amá-la, sem ousar dizer que amamos,

E, temendo roçar os seus vestidos,

Arder por afogá-la em mil abraços:

Isso é amor, e desse amor se morre! 

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – A visão que o eu lírico tem sobre o amor é idealizada.

II – A plenitude do amor do eu lírico realiza-se na impossibilidade de se aproximar da amada.

III – Ao longo do poema, o eu lírico resgata imagens relacionadas à natureza para descrever o significado de amor.


É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões): 

Alternativas
Q1913564 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Alguns recursos utilizados pelo eu-lírico, inclusive o título, permitem associar a escrita do poema ao período de isolamento social provocado pela pandemia relacionada ao coronavírus.

II. Os versos “Balbúrdia, parcimônia / Equilíbrio, frenesi” mostram uma clara oposição, que se relaciona à temática e tem um efeito pragmático. O leitor consegue recuperar o significado relacionando-os a um contexto histórico.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1913563 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Pode-se deduzir, a partir do texto, que o conflito gerado pela sensação de perda é o que provoca a insônia no eu-lírico.

II. O último verso do texto traz um vocábulo que sintetiza a visão do eu-lírico em relação às inquietações apresentadas nos versos anteriores, isto é, não há solução para os entraves propostos.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1913562 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. O antagonismo, presente em alguns versos, transmite ao leitor a serenidade vivida pelo eu-lírico que, diante dos fatos aos quais é possível remeter, não encontra solução.

II. Pode-se inferir que os versos “Não se isolar ou morrer? /Viver sem comer?” revelam um dilema surgido em meio à pandemia no Brasil: não se isolar e morrer de fome, por não trabalhar; ou como sobreviver sem ter o que comer.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
47141: B
47142: E
47143: B
47144: A
47145: C
47146: B
47147: C
47148: D
47149: B
47150: D
47151: E
47152: C
47153: B
47154: B
47155: D
47156: A
47157: A
47158: A
47159: C
47160: C