Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Considere os seguintes trechos:
A âncora social consistia em ler, ler, sempre ler, valorizar os valores intelectuais, o trabalho, a seriedade, serem exigentes consigo próprios, considerando supérfluo qualquer prazer. (4º parágrafo)
… e aprenderam a conviver com essas relações hierárquicas, a navegar pelas regras tácitas do emprego… (6° parágrafo)
No contexto em que se encontram, os vocábulos destacados apresentam, respectivamente, como antônimos:
Leia atentamente o poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, poeta brasileiro, para responder à questão.
Se se morre de amor
Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebentar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Compreender o infinito, a imensidade
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Leia atentamente o poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, poeta brasileiro, para responder à questão.
Se se morre de amor
Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebentar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Compreender o infinito, a imensidade
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Nos versos “Simpáticas feições, cintura breve,/ Graciosa postura, porte airoso,/ Uma fita, uma flor entre os cabelos,”, o eu lírico descreve algumas características físicas de sua amada.
II – Em “Um quê mal definido, acaso podem”, “quê” classifica-se como pronome relativo.
III – O eu lírico considera o amor um sentimento linear e coerente.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Leia atentamente o poema Se se morre de amor, de Gonçalves Dias, poeta brasileiro, para responder à questão.
Se se morre de amor
Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebentar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Compreender o infinito, a imensidade
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – A visão que o eu lírico tem sobre o amor é idealizada.
II – A plenitude do amor do eu lírico realiza-se na impossibilidade de se aproximar da amada.
III – Ao longo do poema, o eu lírico resgata imagens relacionadas à natureza para descrever o significado de amor.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Covid-A?
Tempos de crise, pandemia,
O que fazer?
Para onde correr?
Balbúrdia, parcimônia,
Equilíbrio, frenesi,
Provocam insônia.
Tudo vem à tona
Não se isolar ou morrer?
Viver sem comer?
Insolucionável!
(Autoria exclusiva)
OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram
medidas sanitárias em decorrência da epidemia de
COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o
distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de
medidas de higiene e limpeza.
Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Alguns recursos utilizados pelo eu-lírico, inclusive o título, permitem associar a escrita do poema ao período de isolamento social provocado pela pandemia relacionada ao coronavírus.
II. Os versos “Balbúrdia, parcimônia / Equilíbrio, frenesi” mostram uma clara oposição, que se relaciona à temática e tem um efeito pragmático. O leitor consegue recuperar o significado relacionando-os a um contexto histórico.
Marque a alternativa CORRETA:
Covid-A?
Tempos de crise, pandemia,
O que fazer?
Para onde correr?
Balbúrdia, parcimônia,
Equilíbrio, frenesi,
Provocam insônia.
Tudo vem à tona
Não se isolar ou morrer?
Viver sem comer?
Insolucionável!
(Autoria exclusiva)
OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram
medidas sanitárias em decorrência da epidemia de
COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o
distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de
medidas de higiene e limpeza.
Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Pode-se deduzir, a partir do texto, que o conflito gerado pela sensação de perda é o que provoca a insônia no eu-lírico.
II. O último verso do texto traz um vocábulo que sintetiza a visão do eu-lírico em relação às inquietações apresentadas nos versos anteriores, isto é, não há solução para os entraves propostos.
Marque a alternativa CORRETA:
Covid-A?
Tempos de crise, pandemia,
O que fazer?
Para onde correr?
Balbúrdia, parcimônia,
Equilíbrio, frenesi,
Provocam insônia.
Tudo vem à tona
Não se isolar ou morrer?
Viver sem comer?
Insolucionável!
(Autoria exclusiva)
OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram
medidas sanitárias em decorrência da epidemia de
COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o
distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de
medidas de higiene e limpeza.
Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O antagonismo, presente em alguns versos, transmite ao leitor a serenidade vivida pelo eu-lírico que, diante dos fatos aos quais é possível remeter, não encontra solução.
II. Pode-se inferir que os versos “Não se isolar ou morrer? /Viver sem comer?” revelam um dilema surgido em meio à pandemia no Brasil: não se isolar e morrer de fome, por não trabalhar; ou como sobreviver sem ter o que comer.
Marque a alternativa CORRETA: