Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – No delta do rio Nilo, os terrenos baixos e canais de rios tinham mais de 100 quilômetros de extensão.
II – Os vilarejos do rio Nilo eram conhecidos como “deltas”.
III – A paisagem do rio Nilo era sempre maravilhosa.
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – O Egito sempre se constituiu na forma de república, nunca tendo havido a presença da monarquia.
II – A economia do Egito naquela época era boa.
III – Os egípcios antigos não conheceram nenhuma forma de comunicação escrita.
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Os rios Nilo e Delta fazem parte da civilização egípcia.
II – A formação geográfica do Rio Nilo não é uniforme.
III – As enchentes sobre o rio Nilo não alteravam a paisagem natural.
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Por volta de 1560, um alemão construiu um boneco que pode ser considerado um precursor do computador.
II – O boneco inventado em 1560 também era capaz de solucionar contas matemáticas.
III – O “Monge Pregador” foi construído por Charles Babbage.
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – O modelo desenvolvido por Charles Babbage foi completado em 1991 pelo Deutsches Museum.
II – O inventor da máquina, em 1560, chamava-se “monge pregador”.
III – A invenção do artesão, por volta de 1560, pesava cerca de 3 toneladas.
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – O engenheiro Charles Babbage desenvolveu uma máquina capaz de calcular em alta velocidade.
II – Turing prestou serviços à Inglaterra consistentes na decifração de mensagens provenientes do exército alemão e de seus aliados.
III – O aparelho desenvolvido por Zuse chamava-se “máquina diferencial”.
TEXTO I
O macacão branco
Sejamos honestas, colegas de trabalho: quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Resposta no final dessa coluna.
Não teria adjetivos suficientes para comentar o show que Maria Rita fez no Anfiteatro Pôr do Sol, semana passada, cantando músicas da sua mãe, Elis Regina. O espetáculo foi perfeito do início ao fim, e São Pedro ainda deu uma canja, oferecendo um entardecer de cinema, com direito a uma lasca de lua, céu estrelado e brisa suave. Se Elis não fosse gaúcha, teria se naturalizado naquele instante, em algum cartório no céu.
Mas voltemos a Maria Rita. Toda de branco, ela entrou no palco com uma túnica diáfana que ia até os pés: praticamente um anjo de bons modos. Até que, quatro ou cinco músicas depois do início do show, ela retirou a túnica e ficou só de macacão branco decotado, com as costas de fora, colado no corpo. Pensei: é peituda essa mulher.
Peituda porque, além de peito, Maria Rita tem coxa, tem bunda, tem barriguinha, tem sustância, tem o corpo da brasileira típica, que passa longe das esquálidas das revistas, das ossudas das passarelas. A numeração de Maria Rita não é 36, mas vestiu aquele macacão branco como se fosse.
Quaquaraquáquá, quem riu? Quaquaraquáquá, foi ela. Cantando Vou Deitar e Rolar e outros tantos hits da sua talentosa genitora, Maria Rita rebolou, sambou, jogou charme, braço pra cima, braço pro lado, ajeitadinha no cabelo, caras e bocas, dona e senhora do pedaço e com o namorado bonitão (Davi Moraes, na guitarra) ali na retaguarda, babando – se não estava, deveria. Porque Maria Rita, além de cantar divinamente, mostrava 100% seu lado fêmea, segura e incomparável. Que nem as modelos de revista? Quaquaraquaquá. Muito melhor.
Fiquei matutando depois: como mulher se preocupa com besteira. Usa roupa preta para afinar, veste bermudas compressoras para chapar a barriga, manga comprida para esconder os braços roliços, e mais isso, e aquilo, quando o maior segredo de beleza consta do seguinte: sinta-se num palco, mesmo que nunca tenha chegado perto de um. Imagine-se com 60 mil pessoas te aplaudindo, te admirando pelo que você faz, pelo que você é, imagine-se com o público na mão, pois você é competente e tem uma elegância natural. Conscientize-se de que sua inteligência é superior às suas medidas, que ser magrinha não atrai amor instantâneo, que sua personalidade é um cartão de visitas, que a felicidade é a melhor maquiagem, que ser leve é que emagrece.
E dá-se a mágica.
Quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Qualquer uma de nós, ora.
MEDEIROS. Martha. A graça da coisa. 1ª ed. Porto Alegre – RS: L&PM, 2013.
“Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas”.
Sobre o trecho analisado, é correto afirmar que a tipologia textual predominante é a