Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2012658 Português
       Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha. Belezas eram para as .mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações.[...] Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença que passa, a noite passasse. No dia seguinte, as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu espera pela vida seguinte.
A escrita de Mia Couto tem base em histórias de vida com um discurso ideológico e social. Em suas narrativas estão inseridos os costumes moçambicanos, a cultura e outras noções. Considere a leitura do fragmento de "A saia almarrotada" e assinale a alternativa correta em relação à condição feminina, no excerto.  



Em relação à linguagem empregada por Mia Couto, no fragmento de "A saia almarrotada", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2012657 Português
Leia o fragmento do conto "A saia almarrotada", do escritor moçambicano Mia Couto.
          Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha. Belezas eram para as .mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações.[...] Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença que passa, a noite passasse. No dia seguinte, as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu espera pela vida seguinte.
A escrita de Mia Couto tem base em histórias de vida com um discurso ideológico e social. Em suas narrativas estão inseridos os costumes moçambicanos, a cultura e outras noções. Considere a leitura do fragmento de "A saia almarrotada" e assinale a alternativa correta em relação à condição feminina, no excerto. 
Alternativas
Q2012655 Português
Leia o texto "Arte de infantilizar formigas", do escritor sul-mato-grossense Manoel de Barros:
        As coisas tinham para nós uma desutilidade poética. Nos fundos do quintal era riquíssimo o nosso dessaber. A gente inventou um truque pra fabricar brinquedos com palavras. O truque era só virar bocó. Como dizer: Eu pendurei um bentivi no Sol. O que disse Bugrinha: Por dentro de nossa casa passava um rio inventado. O que nosso avô falou: O olho do gafanhoto é sem princípios. Mano Preto perguntava: Será que fizeram o beija-flor diminuído só para ele voar parado? As distâncias somavam a gente para menos. O pai campeava campeava. A mãe faia velas. Meu irmão cangava sapos. Bugrinha batia com uma vara no corpo do sapo e ele virava uma pedra.
É comum coexistirem sequências tipológicas na construção de um gênero textual. Nesse fragmento, os tipos textuais que se evidenciam na organização temática são: 
Alternativas
Q2012654 Português

Leia os versos do escritor sul-mato-grossense Luciano Serafim, publicados no livro Raiz transeunte:



SER


mais pássaro

menos pedra

mais ponte

menos muro

mais rio

menos lago

mais canto

menos grito

mais gente

menos mito

Com base na leitura do poema, pode-se inferir que:
Alternativas
Q2012653 Português

Leia os versos do escritor sul-mato-grossense Luciano Serafim, publicados no livro Raiz transeunte:



SER


mais pássaro

menos pedra

mais ponte

menos muro

mais rio

menos lago

mais canto

menos grito

mais gente

menos mito

A partir da leitura atenta dos versos, pode-se considerar que Luciano Serafim:
Alternativas
Q2012652 Português

Leia os versos do escritor sul-mato-grossense Luciano Serafim, publicados no livro Raiz transeunte:



SER


mais pássaro

menos pedra

mais ponte

menos muro

mais rio

menos lago

mais canto

menos grito

mais gente

menos mito

Na construção desse poema, a poesia lírica contemporânea se compõe a partir de:
Alternativas
Q2012646 Português

Leia, atentamente, o excerto do texto a seguir de Paulo Mendes Campos:


O amor acaba


O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; [...]; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, [...]; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; [...]; o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta do nada para o nada; [...]; às vezes o amor acaba como se fosse melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; [...]; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Considerando a leitura desse fragmento, o tema central do texto, segundo o autor, é 
Alternativas
Q2012163 Português
Leia o texto.

Furto de uma flor.

Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade)
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
Alternativas
Q2011214 Português
Leia o texto abaixo para responder a próxima questão.

O vírus da linguagem

Sérgio Rodrigues

     O escritor argentino Jorge Luis Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos que se usavam antigamente para fazer contas.
     Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
     O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
     Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos —e entre os— idiomas.
     O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
     Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
     No caso, nem foi preciso cunhar, bastou buscar no latim uma palavra pronta, sonora. Seus sentidos originais, todos vizinhos da sujeira, ajudavam: sumo, sêmen, veneno, poção, beberagem, linguagem vil.
     Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
     Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
     O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas.
     Quando a gripe espanhola varreu o mundo, em 1918, a humanidade já sabia nomear a coisa. “A linguagem é um vírus”, cantou Laurie Anderson.
     É claro que saber de tudo isso não nos protege da epidemia que bate às portas do país quando ele está mais frágil, menos funcional, menos inteligente. Borges tem razão em parte.
     Ainda não foi descoberto, no entanto, um tema em que a ignorância seja preferível ao conhecimento. Já se disse que nomear bem um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.
     O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
     No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
     Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
     Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo.

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2020/03/o-virus-da-linguagem.shtml>.
 Acesso em 12 mar. 2020
Assinale o item em que o excerto foi reescrito sem alterar o sentido original no texto. 
Alternativas
Q2011212 Português
Leia o texto abaixo para responder a próxima questão.

O vírus da linguagem

Sérgio Rodrigues

     O escritor argentino Jorge Luis Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos que se usavam antigamente para fazer contas.
     Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
     O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
     Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos —e entre os— idiomas.
     O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
     Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
     No caso, nem foi preciso cunhar, bastou buscar no latim uma palavra pronta, sonora. Seus sentidos originais, todos vizinhos da sujeira, ajudavam: sumo, sêmen, veneno, poção, beberagem, linguagem vil.
     Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
     Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
     O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas.
     Quando a gripe espanhola varreu o mundo, em 1918, a humanidade já sabia nomear a coisa. “A linguagem é um vírus”, cantou Laurie Anderson.
     É claro que saber de tudo isso não nos protege da epidemia que bate às portas do país quando ele está mais frágil, menos funcional, menos inteligente. Borges tem razão em parte.
     Ainda não foi descoberto, no entanto, um tema em que a ignorância seja preferível ao conhecimento. Já se disse que nomear bem um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.
     O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
     No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
     Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
     Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo.

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2020/03/o-virus-da-linguagem.shtml>.
 Acesso em 12 mar. 2020
No excerto “[...] a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos —e entre os— idiomas.”, é adequado considerar que o autor empregou o seguinte recurso expressivo: 
Alternativas
Q2010969 Português

THEODORE DREISER (1871 – 1945)


Primeiro nome de destaque na literatura dos Estados Unidos no século XX, Theodore Dreiser também foi o primeiro escritor profissional daquele país sem ascendência britânica – o pai era um imigrante alemão. Suas origens foram humildes. Ele ensinou a própria mãe a escrever quando ainda tinha 12 anos. Se Henry James não estava escrevendo, podia bancar “o homem desocupado”. Se Dreiser não estava escrevendo, estava simplesmente desempregado. Como personagem do mundo literário, Dreiser não se confrontou apenas com o recato sexual vitoriano, mas também desafiou os pressupostos sobre quem poderia ou não ser um escritor.

A aprovação crítica não era constante. Polarizador, Dreiser costumava atrair a reprovação dos críticos. F. R. Leavis, disse que ele escrevia como se não tivesse uma língua natal. Lionel Trilling o usou como exemplo do anti-intelectualismo americano. John Berryman afirmou que ele “escrevia como um hipopótamo”. Dreiser, com regularidade, perpetrava frases constrangedoras. Apesar disso, seus melhores romances tiveram sucesso em redefinir paradigmas culturais previamente estabelecidos, ao mesmo tempo que capturavam imagens definitivas dos Estados Unidos urbanos.

Sister Carrie é a história de uma “mulher perdida”, mas isenta de conclusões moralistas, escrita sob um pano de fundo social espaçoso o suficiente para incluir hotéis luxuosos e lojas de departamentos, bem como fábricas sórdidas e pardieiros de Nova Iorque e Chicago. Uma tragédia americana começa seguindo uma trilha bem conhecida: um rapaz pobre se apaixona pela filha de um rico. Mas termina com uma execução e não com um casamento, abrindo caminho para a narração de crimes reais que conduziu até A Sangue Frio (1968), de Truman Capote, e A Canção do Carrasco (1979), de Norman Mailer.

(PATRICK, Julien. 501 Grandes Escritores. São Paulo: Sextante, 2009, p. 251).
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Truman Capote foi companheiro de escrita de Dreiser.
II – As obras de Dreiser tratavam apenas de temas violentos.
III – O estilo de Dreiser foi sempre muito bem recebido pela crítica.
Alternativas
Q2010384 Português
Analise os textos seguintes:
I."Vamos ver. Bom, a sala tem forma de ele, apesar de não ser grande, né, dá dois ambientes perfeitamente separados. O primeiro ambiente da sala de estar tem um sofá forrado de couro, uma forração verde, as almofadas verdes, ladeado com duas mesinhas de mármore, abajur, um quadro, reprodução de Van Gogh. Em frente tem uma mesinha de mármore e em frente a esta mesa e portanto defronte do sofá tem um estrado com almofadas areia, o aparelho de som, um baú preto. À esquerda desse estrado há uma televisão enorme, horrorosa, depois há em frente à televisão duas poltroninhas vermelhas de jacarandá e aí termina o primeiro ambiente. Depois então no outro, no alongamento da sala há uma mesa grande com seis cadeiras com um abajur em cima, um abajur vermelho. A sala é toda pintadinha de branco".
II."Ler cansa. Cansa porque envolve esforço, tempo e concentração. Hoje, com todas as facilidades da vida moderna, muitos leem somente quando obrigados: na escola, para o vestibular, na faculdade ou para se manterem atualizados profissionalmente. Poucos leem por prazer. Menos ainda os que escrevem por prazer. Segundo Schopenhauer, a maioria dos escritores "vivem da literatura e não para a literatura". Raras são as vezes em que ambas são exercidas pelo mesmo homem. Enquanto muitos preferem gastar energias e recursos em festas, divertimentos ou prazeres fugazes, "A arte de escrever" mostra como gastar as mesmas energias e recursos com a literatura e obter retorno".
III."Aos quatro anos de idade, ainda bem pequenino, descobri pela primeira vez que podia ler. Eu tinha visto uma infinidade de vezes as letras que sabia (porque tinham me dito) serem os nomes das figuras colocadas sob elas. Havia muitos detalhes, muitas informações. O menino desenhado em grossas linhas pretas, vestido com calção vermelho e camisa verde (o mesmo tecido vermelho e verde de todas as outras imagens do livro, cachorros, gatos, árvores, mães altas e magras), e de algum modo, eu percebia, as formas pretas e rígidas embaixo dele, como se o corpo do menino tivesse sido desmembrado em três figuras distintas: um braço e o torso, b, a cabeça isolada, perfeitamente redonda, o, e as pernas bambas e caídas, y. Eram signos para mim, consegui relacioná-los a alguma coisa, porque eu já os conhecia".
IV."O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome. Limitava-se a gritar: "... te vi!... te vi!..." com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano. Mas logo a seguir, o mesmo passarinho - ou seu filho, seu irmão, como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? - animou-se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e gritava apenas, daqui, dali, invisível e brincalhão: "...vi!...vi!..." - o que me pareceu ainda mais divertido".
Marque a alternativa com identificação da tipologia textual CORRETA e respectivamente identificada:
Alternativas
Q2010380 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

UMA FÁBULA SOBRE EDUCAÇÃO


(1º§) Certa vez, os animais resolveram preparar seus filhos para enfrentar as dificuldades do mundo atual e, por isso, organizaram uma escola. Adotaram um currículo prático que constava de corrida, escalada, natação e voo. Para facilitar o ensino, todos os alunos deveriam aprender todas as matérias.

(2º§) O pato, exímio em natação, (melhor mesmo que o professor), conseguiu notas regulares em voo, mas era aluno fraco em corridas e escalada. Para compensar esta fraqueza, ficava retido na escola todo dia, fazendo exercícios extras. De tanto treinar corrida ficou com os pés terrivelmente esfolados e, por isso, não conseguia mais nadar como antes.

(3º§) Entretanto, como o sistema de promoção era a média aritmética das notas nos vários cursos, ele conseguiu ser um aluno sofrível, e ninguém se preocupou com o caso do pobre pato.

(4º§) O coelho era o melhor aluno do curso em corrida, mas sofreu tremendamente e acabou com esgotamento nervoso, de tanto tentar natação.

(5º§) O esquilo subia tremendamente, conseguindo belas notas no curso de escalada, mas ficou frustrado em voo, pois o professor o obrigava a voar de baixo para cima e ele insistia em usar os seus métodos, isto é, em subir nas árvores e voar de lá para o chão. Ele teve que se esforçar tanto em natação que acabou por passar com nota mínima em escalada, saindo-se mediocremente em corrida.

(6º§) A águia foi um aluno problema, severamente castigada desde o princípio do curso porque usava métodos exclusivos dela, além de nem sempre chegar no horário das classes. Seus métodos eram ortodoxos fosse para atravessar o rio ou subir nas árvores. No fim do ano, uma águia anormal, que tinha nadadeiras, conseguiu a melhor média em todos os cursos e foi a oradora da turma.

(7º§) Os ratos e os cães de caça não entraram na escola porque a administração se recusou a incluir duas matérias que eles julgavam importantes, como escavar tocas e escolher esconderijos. Acabaram por abrir uma escola particular junto com as marmotas e, desde o princípio, conseguiram grande sucesso.

(Citado no livro Inclusão em educação, autoria de Mônica Pereira dos Santos. São Paulo. Editora Cortez.2012). 

Marque o que NÃO se comprova no texto, "Uma fábula sobre Educação".
Alternativas
Q2010376 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Un estudio estima que 43.000 personas mueren al año en las ciudades europeas por la falta de zonas verdes

La ausencia de zonas verdes en las ciudades tiene impactos negativos en la salud de sus habitantes. La falta de acceso a esas áreas verdes en un millar de ciudades de 31 países europeos -los Veintisiete de la UE además del Reino Unido, Suiza, Noruega e Islandia- está detrás de casi 43.000 muertes anuales, según las estimaciones de un estudio que se publica este viernes en la revista The Lancet Planetary Health. Para llegar a esa cifra los investigadores parten de unas recomendaciones contenidas en un informe de la oficina regional de Europa de la Organización Mundial de la Salud (OMS) que propone que los ciudadanos tengan acceso a un espacio verde a una distancia lineal de 500 metros desde su domicilio, el equivalente a cinco minutos andando.

Evelise Pereira, investigadora del Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal) y primera autora del estudio, explica que las áreas verdes tienen "beneficios para la salud física y mental" según han determinado multitud de investigaciones científicas. "Solo con poder ver una zona verde se aprecian beneficios en la salud mental", añade esta investigadora. "Los espacios verdes están asociados con disminución de la mortalidad por causas naturales", recalca el estudio, que enumera beneficios asociados a la posibilidad de realizar ejercicio físico en esas zonas o la disminución de la contaminación también vinculada a la presencia de vegetación.

(Adaptado) El País, 07 out 2021.
Analise as assertivas, sobre os benefícios de áreas verdes:
I.Possibilidade de praticar exercícios físicos.
II.A vegetação reduz a contaminação.
III.O solo molhado aumenta as ilhas de calor.
Está (ão) CORRETO (S), apenas as assertivas:
Alternativas
Q2010375 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Un estudio estima que 43.000 personas mueren al año en las ciudades europeas por la falta de zonas verdes

La ausencia de zonas verdes en las ciudades tiene impactos negativos en la salud de sus habitantes. La falta de acceso a esas áreas verdes en un millar de ciudades de 31 países europeos -los Veintisiete de la UE además del Reino Unido, Suiza, Noruega e Islandia- está detrás de casi 43.000 muertes anuales, según las estimaciones de un estudio que se publica este viernes en la revista The Lancet Planetary Health. Para llegar a esa cifra los investigadores parten de unas recomendaciones contenidas en un informe de la oficina regional de Europa de la Organización Mundial de la Salud (OMS) que propone que los ciudadanos tengan acceso a un espacio verde a una distancia lineal de 500 metros desde su domicilio, el equivalente a cinco minutos andando.

Evelise Pereira, investigadora del Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal) y primera autora del estudio, explica que las áreas verdes tienen "beneficios para la salud física y mental" según han determinado multitud de investigaciones científicas. "Solo con poder ver una zona verde se aprecian beneficios en la salud mental", añade esta investigadora. "Los espacios verdes están asociados con disminución de la mortalidad por causas naturales", recalca el estudio, que enumera beneficios asociados a la posibilidad de realizar ejercicio físico en esas zonas o la disminución de la contaminación también vinculada a la presencia de vegetación.

(Adaptado) El País, 07 out 2021.
Marque a alternativa CORRETA sobre os benefícios das áreas verdes para as pessoas:
Alternativas
Q2010374 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Un estudio estima que 43.000 personas mueren al año en las ciudades europeas por la falta de zonas verdes

La ausencia de zonas verdes en las ciudades tiene impactos negativos en la salud de sus habitantes. La falta de acceso a esas áreas verdes en un millar de ciudades de 31 países europeos -los Veintisiete de la UE además del Reino Unido, Suiza, Noruega e Islandia- está detrás de casi 43.000 muertes anuales, según las estimaciones de un estudio que se publica este viernes en la revista The Lancet Planetary Health. Para llegar a esa cifra los investigadores parten de unas recomendaciones contenidas en un informe de la oficina regional de Europa de la Organización Mundial de la Salud (OMS) que propone que los ciudadanos tengan acceso a un espacio verde a una distancia lineal de 500 metros desde su domicilio, el equivalente a cinco minutos andando.

Evelise Pereira, investigadora del Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal) y primera autora del estudio, explica que las áreas verdes tienen "beneficios para la salud física y mental" según han determinado multitud de investigaciones científicas. "Solo con poder ver una zona verde se aprecian beneficios en la salud mental", añade esta investigadora. "Los espacios verdes están asociados con disminución de la mortalidad por causas naturales", recalca el estudio, que enumera beneficios asociados a la posibilidad de realizar ejercicio físico en esas zonas o la disminución de la contaminación también vinculada a la presencia de vegetación.

(Adaptado) El País, 07 out 2021.

A partir da interpretação do texto, preencha os parênteses com (V) verdadeiro ou (F) falso:


(__)As áreas verdes trazem malefícios para a saúde física e mental.

(__)Existe uma relação entre espaços verdes e taxa de mortalidade.

(__)A OMS (Organização Mundial da Saúde) propõe que os cidadãos tenham direito às áreas verdes.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q2010373 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Un estudio estima que 43.000 personas mueren al año en las ciudades europeas por la falta de zonas verdes

La ausencia de zonas verdes en las ciudades tiene impactos negativos en la salud de sus habitantes. La falta de acceso a esas áreas verdes en un millar de ciudades de 31 países europeos -los Veintisiete de la UE además del Reino Unido, Suiza, Noruega e Islandia- está detrás de casi 43.000 muertes anuales, según las estimaciones de un estudio que se publica este viernes en la revista The Lancet Planetary Health. Para llegar a esa cifra los investigadores parten de unas recomendaciones contenidas en un informe de la oficina regional de Europa de la Organización Mundial de la Salud (OMS) que propone que los ciudadanos tengan acceso a un espacio verde a una distancia lineal de 500 metros desde su domicilio, el equivalente a cinco minutos andando.

Evelise Pereira, investigadora del Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal) y primera autora del estudio, explica que las áreas verdes tienen "beneficios para la salud física y mental" según han determinado multitud de investigaciones científicas. "Solo con poder ver una zona verde se aprecian beneficios en la salud mental", añade esta investigadora. "Los espacios verdes están asociados con disminución de la mortalidad por causas naturales", recalca el estudio, que enumera beneficios asociados a la posibilidad de realizar ejercicio físico en esas zonas o la disminución de la contaminación también vinculada a la presencia de vegetación.

(Adaptado) El País, 07 out 2021.
Marque a qual gênero textual o texto acima pertence:
Alternativas
Q2010330 Português

Leia as informações do infográfico a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2019/09/programa -bicicleta-brasil-agora-vai.


Observando-se os elementos verbais e não-verbais desse infográfico, assinale a alternativa que faz uma análise pertinente dos dados apresentados.


Alternativas
Q2009295 Português

ÈMILE ZOLA (1840 – 1902)


No dia do enterro de Émile Zola, as ruas ficaram tomadas por pessoas que queriam lhe prestar homenagem. Mas o caminho para tal sucesso no coração da progressista Paris não foi fácil. A infância de Zola em Aix-em-Provence foi marcada pela pobreza, assim como a juventude em Paris. Em 1865, ele celebrou a publicação do primeiro romance, La Confession de Claude, mas também experimentou pela primeira vez o gosto da polêmica. O realismo gráfico do livro despertou o interesse da polícia e fez com que Zola perdesse o emprego na editora Hachette.
A carreira de escritor, tanto no jornalismo quanto na ficção, estava prestes a começar. Foi dominada por uma série de 20 romances de ambição e alcance impressionantes, registrando uma época de grandes mudanças na França. A série Rougon-Macquart acompanhava duas famílias durante o Segundo Império Francês (1852-1870). Utilizando uma impetuosa mistura de lirismo romântico e realismo sórdido, a série varou todos os aspectos da vida francesa contemporânea, dos infortúnios dos camponeses à ascensão dos impressionistas. O objetivo de Zola era estudar como a hereditariedade e o ambiente influenciavam o comportamento. No meio do caminho, despertou a ira de muitos: daqueles que se ofendiam pelo lado mais sombrio da vida moderna ao de infância, Cézanne, que julgou ter sido retratado de forma pouco lisonjeira em A Obra, e aos oponentes das críticas de Zola ao governo francês em A Derrocada.
A polêmica política voltou à cena em 1898, quando Zola defendeu o oficial de Exército Alfre Dreyfus em um caso de traição de grande repercussão. Sua famosa defesa, publicada no jornal L’aurore, começava com J’accuse... (Eu acuso), e fez com que fosse perseguido e tivesse que se refugiar na Inglaterra. Ele e Dreyfus foram absolvidos, mas há quem ainda acredite que a morte de Zola, por asfixia, foi tramada por conspiradores anti-Dreyfus.

(PATRICK, Julien. 501 Grnades Escritores. São Paulo: Sextante, 2009, p. 201).


Na primeira parte do texto, o autor utiliza a palavra “polêmica”. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo para tal palavra:
Alternativas
Q2009294 Português

ÈMILE ZOLA (1840 – 1902)


No dia do enterro de Émile Zola, as ruas ficaram tomadas por pessoas que queriam lhe prestar homenagem. Mas o caminho para tal sucesso no coração da progressista Paris não foi fácil. A infância de Zola em Aix-em-Provence foi marcada pela pobreza, assim como a juventude em Paris. Em 1865, ele celebrou a publicação do primeiro romance, La Confession de Claude, mas também experimentou pela primeira vez o gosto da polêmica. O realismo gráfico do livro despertou o interesse da polícia e fez com que Zola perdesse o emprego na editora Hachette.
A carreira de escritor, tanto no jornalismo quanto na ficção, estava prestes a começar. Foi dominada por uma série de 20 romances de ambição e alcance impressionantes, registrando uma época de grandes mudanças na França. A série Rougon-Macquart acompanhava duas famílias durante o Segundo Império Francês (1852-1870). Utilizando uma impetuosa mistura de lirismo romântico e realismo sórdido, a série varou todos os aspectos da vida francesa contemporânea, dos infortúnios dos camponeses à ascensão dos impressionistas. O objetivo de Zola era estudar como a hereditariedade e o ambiente influenciavam o comportamento. No meio do caminho, despertou a ira de muitos: daqueles que se ofendiam pelo lado mais sombrio da vida moderna ao de infância, Cézanne, que julgou ter sido retratado de forma pouco lisonjeira em A Obra, e aos oponentes das críticas de Zola ao governo francês em A Derrocada.
A polêmica política voltou à cena em 1898, quando Zola defendeu o oficial de Exército Alfre Dreyfus em um caso de traição de grande repercussão. Sua famosa defesa, publicada no jornal L’aurore, começava com J’accuse... (Eu acuso), e fez com que fosse perseguido e tivesse que se refugiar na Inglaterra. Ele e Dreyfus foram absolvidos, mas há quem ainda acredite que a morte de Zola, por asfixia, foi tramada por conspiradores anti-Dreyfus.

(PATRICK, Julien. 501 Grnades Escritores. São Paulo: Sextante, 2009, p. 201).


De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Zola acusou um oficial do exército de traição.
II – É certo que Zola foi morto por conspiradores.
III – Zola viveu toda sua vida durante o século XIX.
Alternativas
Respostas
45841: B
45842: B
45843: D
45844: C
45845: B
45846: A
45847: A
45848: E
45849: B
45850: D
45851: E
45852: D
45853: D
45854: C
45855: D
45856: A
45857: B
45858: A
45859: B
45860: E