Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 96.092 questões
Leia o texto, para responder à questão.
O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.
Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler.
Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.
Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.
Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.
Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.
(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:
Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)
Considere as seguintes frases do texto:
• A imobilidade e a insensibilidade me aterraram.
• Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando…
• Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa…
Os termos em destaque nas frases são empregados como sinônimos, respectivamente, de
Leia o texto, para responder à questão.
O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.
Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler.
Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.
Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.
Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.
Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.
(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:
Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)
Leia o texto, para responder à questão.
O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.
Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler.
Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.
Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.
Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.
Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.
(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:
Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)
(__)O período: "Todos sabemos que o ser humano se comunica" está construído com exemplo de concordância ideológica, exemplificada com uso de silepse.
(__)No período: "A comunicação clara, elegante e precisa é ouro para o crescimento profissional" - há um termo conotativo que identifica uma metáfora.
(__)A expressão: "Todos sabemos que" é formada, respectivamente, por: pronome indefinido variável paroxítono, verbo irregular de segunda conjugação, conjunção subordinativa.
(__)As palavras: "comunicação" e "propriedade" são formadas por derivação parassintética.
(__)O título do texto exemplifica uma oração absoluta, formada por: artigo, substantivos e combinação prepositiva.
E em seguida, marque a alternativa CORRETA.
I.O texto tem um cenário que sugere a desilusão do menino que estava sentado na poeira do caminho.
II.O verbo "imaginando" está na forma nominal do gerúndio e sugere que o menino estava alheio ao mundo físico em que vivia.
III.Há palavras no texto que comprovam o desrespeito do gordo vigário ao menino triste, magro e barrigudinho.
IV.No texto, existem palavras que comprovam que o menino estava esperando os irmãos e se sentou para descansar.
V.Existem palavras no texto que comprovam que o menino voltou para casa no cavalo do gordo vigário.
Estão CORRETAS, somente:
Considere o recorte de um texto da organização Greenpeace, a seguir, para responder à pergunta.
O que está acontecendo com a Amazônia?
A maior floresta tropical do mundo, dona da maior biodiversidade do planeta, está em risco. Sem a Amazônia, não conseguiremos vencer a luta para combater as mudanças climáticas. Somente nos últimos meses, mais de 1 bilhão de árvores tombaram na Amazônia. A atividade agropecuária avança a cada dia sobre a floresta. Os rios estão sendo ameaçados pela construção de hidrelétricas. Garimpo, invasões e roubo de madeira continuam assolando terras indígenas e unidades de conservação. Áreas da floresta estão sendo vendidas via leilão para empresas explorarem petróleo e gás natural.
No período de agosto de 2018 a julho de 2019, o desmatamento da Amazônia cresceu 30%, o equivalente a 1,4 milhões de campos de futebol, segundo dados do PRODES, medido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As unidades de conservação e terras indígenas registraram um aumento de 55% e 62%, respectivamente, comparado com o período anterior. E esta é uma triste realidade que não podemos mais permitir.
[...]
A Amazônia tem importância fundamental no controle do clima do planeta e na disponibilidade de água doce. Ou seja, sem floresta, não temos água e produção de alimentos. [...] Sem a Floresta Amazônica, não conseguiremos ganhar a batalha pelo clima. Somente com a conservação da floresta, garantiremos o equilíbrio climático global, evitando que a temperatura do planeta aumente. Estamos vivendo uma emergência climática! Enchentes, secas, verões muito quentes e temperaturas extremas já estão impactando a vida de milhares de pessoas, principalmente as mais vulneráveis.
Ainda há tempo de parar essa destruição. Junte-se a nós nessa luta!
Fonte: https://doe.greenpeace.org.br/salve-a-amazonia/p?utm_source=adwords&utm_term =floresta-incendio&utm_campaign= [LM]%20Principal%203.0&utm_medium=ppc
I – texto dissertativo argumentativo.
II – texto narrativo.
III – texto explicativo intuitivo.
I – Verbete de dicionário.
II – Cardápio de restaurante.
III – Monografia.
Identifique o mecanismo de coesão aplicado na citação abaixo:
"É preciso viver, [é preciso] não apenas existir." (Plutarco)
Leia
Sugar Cane Fields Forever
[…] Sou um mulato nato
No sentido lato
Mulato democrático do litoral […]
VELOSO, Caetano. Sugar Cane Fields Forever
No trecho da música de Caetano Veloso, temos a repetição do fonema / a /, configurando, assim a figura de linguagem:
Leia o texto, em seguida responda:
No mundo dos sinais
Sob o sol de fogo, os mandacarus se erguem, cheios de espinhos. Mulungus e aroeiras expõem seus galhos queimados e retorcidos, sem folhas, sem flores, sem frutos.
Sinais de seca brava, terrível!
Clareia o dia. O boiadeiro toca o berrante, chamando os companheiros e o gado.
Toque de saída. Toque de estrada.
Lá vão eles, deixando no estradão as marcas de sua passagem.
TV Cultura, Jornal do Telecurso.
A opinião do autor em relação ao fato comentado está em