Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sancionado em 13 de julho de 1990, é o principal instrumento ________________ do Brasil sobre os direitos da criança e do adolescente.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
1. O autor conjectura sobre a origem do futebol, dizendo que pode ser uma purificação da guerra.
2. Parafraseando um versículo bíblico, o autor contrasta fortemente guerra e esporte.
3. Se no basquete excelentes jogadores são engendrados, no futebol essa habilidade é conatural.
4. O futebol, diferentemente do basquete, não precisa de muito investimento.
5. Todo pobre terá sua chance no futebol, já que craque nasce feito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Fonte: disponível em: <https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/15/8/breveestudo-sobre-lev-vygotsky-e-o-sociointeracionismo>. Acesso em: 25 out. 2021.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Fonte: disponível em: <https://www.construirnoticias.com.br/leitura-e-producaotextual-o-desafio-de-ensinar-a-ler-e-escrever-textos-naescola/>. Acesso em: 25 out. 2021.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
“A COVID-19 é uma doença causada por um vírus da família dos coronavírus e provoca sintomas como febre, tosse e dificuldade respiratória. Os primeiros casos da doença surgiram no final do ano de 2019, na China. No primeiro semestre de 2020, a doença já havia atingido todos os continentes, sendo classificada como uma pandemia.”
Fonte: disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/covid-19.htm>. Acesso em: 24 out. 2021.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
— Não estou nem um pouco feliz com as tuas notas, filho.
— Eu sei, mãe. Não me dou bem nessas matérias.
Tanto a mãe quanto o filho fizeram uso de uma figura de linguagem denominada:
Perfeito. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
entretanto, nós mesmos queremos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
contudo, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemos
de exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos especulativos.
Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos
ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se explicar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E percebemos que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos ambientes. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostra que somos tão importantes
quanto ao outro, e não mais importante do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Túlio – Entreatos – Páginas Editora)
Nos versos acima, foram destacados alguns elementos de articulação no texto. É correto afirmar que todos os elementos exprimem:
Perfeito. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
entretanto, nós mesmos queremos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
contudo, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemos
de exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos especulativos.
Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos
ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se explicar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E percebemos que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos ambientes. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostra que somos tão importantes
quanto ao outro, e não mais importante do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Túlio – Entreatos – Páginas Editora)
Perfeito. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
entretanto, nós mesmos queremos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
contudo, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemos
de exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos especulativos.
Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos
ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se explicar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E percebemos que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos ambientes. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostra que somos tão importantes
quanto ao outro, e não mais importante do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Túlio – Entreatos – Páginas Editora)
Leia o texto a seguir.
“Eu tinha 6 anos ou menos quando a rede em que eu estava deitado começou a balançar sozinha. Comecei a chorar compulsivamente, e logo minha mãe foi ao meu encontro. Por alguns minutos, a casa balançou e a gente pensou que ia desmoronar.
Depois que cresci e me tornei adulto, a imagem de minha rede balançando sempre me acompanhou. Algumas vezes, cheguei a perguntar sobre o ocorrido, mas meus pais diziam que não se lembravam disso. O interessante é que meus irmãos também não se lembram do ocorrido. Cheguei a pensar que tinha vivido um sonho naquela época. Eu também não procurei maiores explicações. Afinal, para que ficar lembrando coisas amargas, não é? Uma coisa é certa, porém: eu nunca, jamais, me esqueci do dia em que um terremoto rasgou o coração da Terra...e quase me levou junto com ele”.
MUNDURUKU, Daniel – Memórias de um índio – uma quase autobiografia
Leia o texto a seguir.
“Eu tinha 6 anos ou menos quando a rede em que eu estava deitado começou a balançar sozinha. Comecei a chorar compulsivamente, e logo minha mãe foi ao meu encontro. Por alguns minutos, a casa balançou e a gente pensou que ia desmoronar.
Depois que cresci e me tornei adulto, a imagem de minha rede balançando sempre me acompanhou. Algumas vezes, cheguei a perguntar sobre o ocorrido, mas meus pais diziam que não se lembravam disso. O interessante é que meus irmãos também não se lembram do ocorrido. Cheguei a pensar que tinha vivido um sonho naquela época. Eu também não procurei maiores explicações. Afinal, para que ficar lembrando coisas amargas, não é? Uma coisa é certa, porém: eu nunca, jamais, me esqueci do dia em que um terremoto rasgou o coração da Terra...e quase me levou junto com ele”.
MUNDURUKU, Daniel – Memórias de um índio – uma quase autobiografia
Leia o texto a seguir.
Uma coisa simples
Cerca de uma hora depois, estávamos todos sentados no imenso auditório esperando que o Sr. Buzanfa fizesse seu discurso. O lugar era ainda maior do que eu imaginava que seria – maior até que na escola da Via. Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas.
– Obrigado, Reitor Jansen, por suas gentis palavras de apresentação – disse o Sr. Buzanfa, pondo-se de pé atrás do púlpito no palco e pegando o microfone. – Sejam bem-vindos, amigos professores e membros do corpo docente... Sejam bem-vindos, pais, avós, amigos e convidados de honra, e, sobretudo, sejam bem-vindos, meus alunos do quinto e do sexto anos... Sejam bem-vindos à cerimônia de formatura do ensino fundamental da Beecher Prep!!!
Todos aplaudiram.
– Todos os anos – continuou o Sr. Buzanfa, lendo suas anotações com os óculos de leitura na ponta do nariz –, tenho a incumbência de escrever dois discursos: um para a cerimônia de formatura do quinto e do sexto anos, que acontece hoje, e outro para a do sétimo e do oitavo, amanhã. E todos os anos digo a mim mesmo que deveria poupar trabalho e escrever um único discurso que servisse para as duas ocasiões. Não deveria ser tão difícil, não é? E, mesmo assim, apesar das minhas intenções, sempre acabo com dois discursos diferentes, e este ano descobri por quê. Não é, como vocês podem estar imaginando, simplesmente porque amanhã vou falar para uma plateia mais velha, com mais experiência nesta escola, enquanto a maior parte do que vocês viverão aqui ainda está por vir. Não, acho que tem mais a ver com essa idade específica que têm agora, este momento especial na vida de vocês, que ainda me emociona, mesmo vinte anos depois de eu ter sido um aluno com essa idade. Porque vocês estão no limite, crianças, na fronteira entre a infância e tudo o que vem depois. Estão em transição.
O Sr. Buzanfa tirou os óculos e usou-os para apontar para todos nós na plateia.
– Estamos todos reunidos aqui hoje – continuou –, seus parentes, amigos e professores, para celebrar não só suas conquistas deste último ano, mas suas infinitas possibilidades. Quando refletirem sobre este ano, quero que vejam onde estão agora e onde estiveram antes. Todos ficaram um pouco mais altos, um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes... espero.
Algumas pessoas da plateia riram.
– Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas...
Todos riram mais uma vez.
– Mas em outro livro de J. M. Barrie, chamado O pequeno pássaro branco, ele escreve… – O Sr. Buzanfa começou a folhear um pequeno livro até encontrar a página que estava procurando, e então voltou a pôr os óculos. – “Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?”
Então ele olhou para a plateia.
– “Mais gentil que o necessário” – repetiu. – Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza. O que isso significa? Como isso é medido? Não podemos usar uma régua. É como eu estava dizendo antes: a questão não é medir quanto vocês cresceram este ano. Não dá para quantificar com precisão, não é? Como sabemos que fomos gentis? O que é ser gentil, a propósito?
(PALACIO, R.J. – Extraordinário -p.301-302)
Leia o texto a seguir.
Uma coisa simples
Cerca de uma hora depois, estávamos todos sentados no imenso auditório esperando que o Sr. Buzanfa fizesse seu discurso. O lugar era ainda maior do que eu imaginava que seria – maior até que na escola da Via. Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas.
– Obrigado, Reitor Jansen, por suas gentis palavras de apresentação – disse o Sr. Buzanfa, pondo-se de pé atrás do púlpito no palco e pegando o microfone. – Sejam bem-vindos, amigos professores e membros do corpo docente... Sejam bem-vindos, pais, avós, amigos e convidados de honra, e, sobretudo, sejam bem-vindos, meus alunos do quinto e do sexto anos... Sejam bem-vindos à cerimônia de formatura do ensino fundamental da Beecher Prep!!!
Todos aplaudiram.
– Todos os anos – continuou o Sr. Buzanfa, lendo suas anotações com os óculos de leitura na ponta do nariz –, tenho a incumbência de escrever dois discursos: um para a cerimônia de formatura do quinto e do sexto anos, que acontece hoje, e outro para a do sétimo e do oitavo, amanhã. E todos os anos digo a mim mesmo que deveria poupar trabalho e escrever um único discurso que servisse para as duas ocasiões. Não deveria ser tão difícil, não é? E, mesmo assim, apesar das minhas intenções, sempre acabo com dois discursos diferentes, e este ano descobri por quê. Não é, como vocês podem estar imaginando, simplesmente porque amanhã vou falar para uma plateia mais velha, com mais experiência nesta escola, enquanto a maior parte do que vocês viverão aqui ainda está por vir. Não, acho que tem mais a ver com essa idade específica que têm agora, este momento especial na vida de vocês, que ainda me emociona, mesmo vinte anos depois de eu ter sido um aluno com essa idade. Porque vocês estão no limite, crianças, na fronteira entre a infância e tudo o que vem depois. Estão em transição.
O Sr. Buzanfa tirou os óculos e usou-os para apontar para todos nós na plateia.
– Estamos todos reunidos aqui hoje – continuou –, seus parentes, amigos e professores, para celebrar não só suas conquistas deste último ano, mas suas infinitas possibilidades. Quando refletirem sobre este ano, quero que vejam onde estão agora e onde estiveram antes. Todos ficaram um pouco mais altos, um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes... espero.
Algumas pessoas da plateia riram.
– Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas...
Todos riram mais uma vez.
– Mas em outro livro de J. M. Barrie, chamado O pequeno pássaro branco, ele escreve… – O Sr. Buzanfa começou a folhear um pequeno livro até encontrar a página que estava procurando, e então voltou a pôr os óculos. – “Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?”
Então ele olhou para a plateia.
– “Mais gentil que o necessário” – repetiu. – Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza. O que isso significa? Como isso é medido? Não podemos usar uma régua. É como eu estava dizendo antes: a questão não é medir quanto vocês cresceram este ano. Não dá para quantificar com precisão, não é? Como sabemos que fomos gentis? O que é ser gentil, a propósito?
(PALACIO, R.J. – Extraordinário -p.301-302)
Leia o texto a seguir.
Uma coisa simples
Cerca de uma hora depois, estávamos todos sentados no imenso auditório esperando que o Sr. Buzanfa fizesse seu discurso. O lugar era ainda maior do que eu imaginava que seria – maior até que na escola da Via. Olhei em volta e devia haver um milhão de pessoas na plateia. Certo, talvez não um milhão, mas com certeza, muitas.
– Obrigado, Reitor Jansen, por suas gentis palavras de apresentação – disse o Sr. Buzanfa, pondo-se de pé atrás do púlpito no palco e pegando o microfone. – Sejam bem-vindos, amigos professores e membros do corpo docente... Sejam bem-vindos, pais, avós, amigos e convidados de honra, e, sobretudo, sejam bem-vindos, meus alunos do quinto e do sexto anos... Sejam bem-vindos à cerimônia de formatura do ensino fundamental da Beecher Prep!!!
Todos aplaudiram.
– Todos os anos – continuou o Sr. Buzanfa, lendo suas anotações com os óculos de leitura na ponta do nariz –, tenho a incumbência de escrever dois discursos: um para a cerimônia de formatura do quinto e do sexto anos, que acontece hoje, e outro para a do sétimo e do oitavo, amanhã. E todos os anos digo a mim mesmo que deveria poupar trabalho e escrever um único discurso que servisse para as duas ocasiões. Não deveria ser tão difícil, não é? E, mesmo assim, apesar das minhas intenções, sempre acabo com dois discursos diferentes, e este ano descobri por quê. Não é, como vocês podem estar imaginando, simplesmente porque amanhã vou falar para uma plateia mais velha, com mais experiência nesta escola, enquanto a maior parte do que vocês viverão aqui ainda está por vir. Não, acho que tem mais a ver com essa idade específica que têm agora, este momento especial na vida de vocês, que ainda me emociona, mesmo vinte anos depois de eu ter sido um aluno com essa idade. Porque vocês estão no limite, crianças, na fronteira entre a infância e tudo o que vem depois. Estão em transição.
O Sr. Buzanfa tirou os óculos e usou-os para apontar para todos nós na plateia.
– Estamos todos reunidos aqui hoje – continuou –, seus parentes, amigos e professores, para celebrar não só suas conquistas deste último ano, mas suas infinitas possibilidades. Quando refletirem sobre este ano, quero que vejam onde estão agora e onde estiveram antes. Todos ficaram um pouco mais altos, um pouco mais fortes, um pouco mais inteligentes... espero.
Algumas pessoas da plateia riram.
– Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas...
Todos riram mais uma vez.
– Mas em outro livro de J. M. Barrie, chamado O pequeno pássaro branco, ele escreve… – O Sr. Buzanfa começou a folhear um pequeno livro até encontrar a página que estava procurando, e então voltou a pôr os óculos. – “Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?”
Então ele olhou para a plateia.
– “Mais gentil que o necessário” – repetiu. – Que frase maravilhosa, não é? Mais gentil que o necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza. O que isso significa? Como isso é medido? Não podemos usar uma régua. É como eu estava dizendo antes: a questão não é medir quanto vocês cresceram este ano. Não dá para quantificar com precisão, não é? Como sabemos que fomos gentis? O que é ser gentil, a propósito?
(PALACIO, R.J. – Extraordinário -p.301-302)
Atente-se para as assertivas a seguir.
I. O Sr Buzanfa utilizou da estratégia do humor em algumas colocações fazendo algumas observações a ponto de provocar risos.
II. O Sr Buzanfa utilizou de citação de um autor para reforçar o tema a que se propôs em seu discurso.
III. O Sr Buzanfa fez comparações entre alunos que obtiveram mais êxitos com outros menos favorecidos, usando de expressões como “mais inteligentes”.
Estão CORRETOS: