Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q1868726 Português

Livros já venderam mais em 2021 do que em

todo o ano passado, mostra pesquisa


            A venda de livros em 2021 já superou todo o acumulado do ano passado em apenas dez meses, mostrando que o mercado editorial vive um momento promissor. Foram vendidos 43,9 milhões de livros este ano, quando em todo o ano de 2020 se comercializaram 41,9 milhões de exemplares: o crescimento foi de 33% em quantidade de livros e de 31% em faturamento.

            Vale lembrar que, se o início da quarentena representou um baque forte para o mercado editorial, ele se recuperou em poucos meses e terminou o ano passado com um resultado favorável. Editores têm apontado que a pandemia estimulou a leitura, restando como uma possibilidade de lazer ainda acessível durante o período de quarentena.

            A política de descontos agressiva das plataformas online também ajudou a aumentar as vendas. Quem ainda sofre são as livrarias físicas, ameaçadas pela competição com gigantes virtuais que são capazes de praticar preços mais baixos. O setor tem, por motivos como esse, voltado a se aglutinar em torno da ideia de uma lei que estabeleça preço fixo para livros recém-lançados.

(Walter Porto. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/12/ livros-ja-venderam-mais-em-2021-do-que-em-todo-o-ano-passado-mostra-pesquisa.shtml. 06.12.2021. Adaptado)

O termo destacado na frase do 2º parágrafo – ... ele se recuperou em poucos meses e terminou o ano passado com um resultado favorável. – tem sentido compatível com o do termo destacado em:
Alternativas
Q1868725 Português

Livros já venderam mais em 2021 do que em

todo o ano passado, mostra pesquisa


            A venda de livros em 2021 já superou todo o acumulado do ano passado em apenas dez meses, mostrando que o mercado editorial vive um momento promissor. Foram vendidos 43,9 milhões de livros este ano, quando em todo o ano de 2020 se comercializaram 41,9 milhões de exemplares: o crescimento foi de 33% em quantidade de livros e de 31% em faturamento.

            Vale lembrar que, se o início da quarentena representou um baque forte para o mercado editorial, ele se recuperou em poucos meses e terminou o ano passado com um resultado favorável. Editores têm apontado que a pandemia estimulou a leitura, restando como uma possibilidade de lazer ainda acessível durante o período de quarentena.

            A política de descontos agressiva das plataformas online também ajudou a aumentar as vendas. Quem ainda sofre são as livrarias físicas, ameaçadas pela competição com gigantes virtuais que são capazes de praticar preços mais baixos. O setor tem, por motivos como esse, voltado a se aglutinar em torno da ideia de uma lei que estabeleça preço fixo para livros recém-lançados.

(Walter Porto. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/12/ livros-ja-venderam-mais-em-2021-do-que-em-todo-o-ano-passado-mostra-pesquisa.shtml. 06.12.2021. Adaptado)

Conforme o texto, embora a quarentena inicialmente tenha
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Q1868687 Português

            Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com uns olhos grandes e um bigode preto. Sempre que estava comigo, era a me beijar, a me contar histórias, a me fazer os gostos. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai não se importava. Às vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou passeava pelo corredor com as mãos para trás, e discutia muito com minha mãe. Gritava, dizia tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo. E minha mãe saía para o quarto aos soluços. Eu não sabia compreender o porquê de toda aquela discussão. Sei que, com um pouco mais, lá estava ele com a minha mãe aos beijos. E o resto da noite, até ir me deitar, era só com ela que ele estava, com os olhos vermelhos de ter chorado também.

            Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia, e brincava comigo no chão como um menino da minha idade. Depois é que vim a saber muita coisa a seu respeito: que era um temperamento excitado, um nervoso, para quem a vida só tivera o seu lado amargo. A sua história, que mais tarde conheci, era a de um arrebatado pelas paixões, a de um coração sensível demais às suas mágoas. Coitado do meu pai! Parece que ainda o vejo quando saía de casa levado pelos soldados, no dia de seu crime. Que ar de desespero ele levava, no rosto de moço! E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! Vim a compreender, com o tempo, porque tinha se deixado levar ao desespero. O amor que tinha pela esposa era o amor de um louco.

(José Lins do Rego, Menino de Engenho. 94 ed. Rio de Janeiro:

José Olympio, 2007. Excerto adaptado)

Na frase que inicia o 2º parágrafo – Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia... – o termo destacado estabelece
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Q1868686 Português

            Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com uns olhos grandes e um bigode preto. Sempre que estava comigo, era a me beijar, a me contar histórias, a me fazer os gostos. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai não se importava. Às vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou passeava pelo corredor com as mãos para trás, e discutia muito com minha mãe. Gritava, dizia tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo. E minha mãe saía para o quarto aos soluços. Eu não sabia compreender o porquê de toda aquela discussão. Sei que, com um pouco mais, lá estava ele com a minha mãe aos beijos. E o resto da noite, até ir me deitar, era só com ela que ele estava, com os olhos vermelhos de ter chorado também.

            Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia, e brincava comigo no chão como um menino da minha idade. Depois é que vim a saber muita coisa a seu respeito: que era um temperamento excitado, um nervoso, para quem a vida só tivera o seu lado amargo. A sua história, que mais tarde conheci, era a de um arrebatado pelas paixões, a de um coração sensível demais às suas mágoas. Coitado do meu pai! Parece que ainda o vejo quando saía de casa levado pelos soldados, no dia de seu crime. Que ar de desespero ele levava, no rosto de moço! E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! Vim a compreender, com o tempo, porque tinha se deixado levar ao desespero. O amor que tinha pela esposa era o amor de um louco.

(José Lins do Rego, Menino de Engenho. 94 ed. Rio de Janeiro:

José Olympio, 2007. Excerto adaptado)

A forma verbal composta destacada na frase do 2º parágrafo – Vim a compreender, com o tempo, porque tinha se deixado levar ao desespero. – expressa a mesma referência temporal que o verbo destacado em: 
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Q1868685 Português

            Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com uns olhos grandes e um bigode preto. Sempre que estava comigo, era a me beijar, a me contar histórias, a me fazer os gostos. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai não se importava. Às vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou passeava pelo corredor com as mãos para trás, e discutia muito com minha mãe. Gritava, dizia tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo. E minha mãe saía para o quarto aos soluços. Eu não sabia compreender o porquê de toda aquela discussão. Sei que, com um pouco mais, lá estava ele com a minha mãe aos beijos. E o resto da noite, até ir me deitar, era só com ela que ele estava, com os olhos vermelhos de ter chorado também.

            Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia, e brincava comigo no chão como um menino da minha idade. Depois é que vim a saber muita coisa a seu respeito: que era um temperamento excitado, um nervoso, para quem a vida só tivera o seu lado amargo. A sua história, que mais tarde conheci, era a de um arrebatado pelas paixões, a de um coração sensível demais às suas mágoas. Coitado do meu pai! Parece que ainda o vejo quando saía de casa levado pelos soldados, no dia de seu crime. Que ar de desespero ele levava, no rosto de moço! E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! Vim a compreender, com o tempo, porque tinha se deixado levar ao desespero. O amor que tinha pela esposa era o amor de um louco.

(José Lins do Rego, Menino de Engenho. 94 ed. Rio de Janeiro:

José Olympio, 2007. Excerto adaptado)

Nesse excerto, o narrador refere-se a seu pai como alguém
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Q1868682 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

Considere as frases do 1º parágrafo:


•  ... “o algoritmo não ficou feliz com esse post”.

•  ... sei muito bem o que é um algoritmo.

•  ... nunca esperei que algum deles ficasse feliz...


Os termos destacados nas frases referem-se, respectivamente, a algoritmos: 

Alternativas
Q1868681 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

Considere o seguinte trecho do 5º parágrafo:


... pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação....


Nesse contexto de leitura, estão empregadas em sentido figurado as seguintes palavras:

Alternativas
Q1868679 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

Conforme conclui o autor, o aspecto mais danoso da ditadura por ele analisada diz respeito
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Q1868678 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

No texto, apresentam sentido equivalente os termos destacados na passagem: 
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Q1868677 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

O aspecto ditatorial a que se refere o autor diz respeito ao fato de os algoritmos
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Q1868675 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

Conforme os dois primeiros parágrafos do texto, a necessidade de “deixar o algoritmo feliz” vincula-se ao objetivo de
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Q1868649 Português

E isso é bom, não é? (l. 36)


No último parágrafo, para qualificar o bom jornalismo, o autor do texto prioriza o seguinte aspecto da profissão:

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Q1868646 Português

Compare a frase (1), original do texto, com a (2), sua reescritura:

1) Esta é a maior qualidade do filme “Spotlight: segredos revelados”: ele dura 128 minutos. (l. 1)

2) A maior qualidade do filme “Spotlight: segredos revelados” é que ele dura 128 minutos.

A reescritura evidencia o seguinte efeito dos recursos de linguagem empregados pelo autor na frase original:

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Q1868644 Português

Rapunzel, sua surda! Estou chamando há horas! Mulher cruel com os animais! Apesar de tudo, ainda te amo. Então, por tudo o que há de mais sagrado, jogue logo essas malditas tranças! (l. 18-20)


A fala do personagem revela um dilema da comunicação, que se materializa por meio do seguinte elemento:

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Q1868643 Português

Rapunzel deu um grito, assustada com a presença do pássaro, e, com um bico de direita, expulsou o mensageiro antes que ele pudesse entregar o recado. (l. 12-13)


Em relação ao contexto dos contos de fadas, o efeito humorístico no trecho decorre de uma ação da princesa que pode ser caracterizada como:

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Q1867923 Português
Como as pérolas são formadas?

   Um grão de areia ou um bichinho que habita os oceanos, como um camarão, entra na concha da ostra. Ele segue direto para uma região do corpo do animal conhecida como manto.
   O manto é especialista em defesa. Assim que identifica a invasão, ele gera uma irritação. A seguir, dobra-se sobre o intruso, como se fizesse um embrulho. Isso evita que a visita indesejada se mova.
   O sistema de defesa da ostra é ativado e libera uma substância brilhante, chamada de nácar ou madrepérola. O material é depositado em camadas sobre o invasor e endurece depressa, formando uma bolota – é a pérola! Ela cresce sem parar, pois a ostra nunca para de enviar madrepérola ao local.
   A reação que cria uma pérola acontece aos poucos. Por isso, a pedra leva cerca de três anos para se formar, dependendo da espécie da ostra. Depois de tanto tempo, se o que invadiu o molusco foi um bicho, ele acaba desaparecendo.
   Ostras têm um sistema muito eficiente de defesa: a própria concha. É muito difícil que algo consiga invadi-la e formar uma pérola. Na natureza, isso acontece em uma a cada 10 mil ostras. Por isso, a pedra é rara e cara.
   O formato da pérola depende do invasor e do local onde ele se instala. Quando o visitante gruda no manto, fica preso e se torna irregular. Mas, se ele se descola, o nácar o reveste por inteiro e a pedra fica redonda. As cores variam: branca, creme, rosa, cinza, preta, entre outras. Isso depende da espécie de ostra e de substâncias que estão na água.
(Fonte: Abril - adaptado.) 
Na frase “Por isso, a pedra é rara e cara.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
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Q1867920 Português
Como as pérolas são formadas?

   Um grão de areia ou um bichinho que habita os oceanos, como um camarão, entra na concha da ostra. Ele segue direto para uma região do corpo do animal conhecida como manto.
   O manto é especialista em defesa. Assim que identifica a invasão, ele gera uma irritação. A seguir, dobra-se sobre o intruso, como se fizesse um embrulho. Isso evita que a visita indesejada se mova.
   O sistema de defesa da ostra é ativado e libera uma substância brilhante, chamada de nácar ou madrepérola. O material é depositado em camadas sobre o invasor e endurece depressa, formando uma bolota – é a pérola! Ela cresce sem parar, pois a ostra nunca para de enviar madrepérola ao local.
   A reação que cria uma pérola acontece aos poucos. Por isso, a pedra leva cerca de três anos para se formar, dependendo da espécie da ostra. Depois de tanto tempo, se o que invadiu o molusco foi um bicho, ele acaba desaparecendo.
   Ostras têm um sistema muito eficiente de defesa: a própria concha. É muito difícil que algo consiga invadi-la e formar uma pérola. Na natureza, isso acontece em uma a cada 10 mil ostras. Por isso, a pedra é rara e cara.
   O formato da pérola depende do invasor e do local onde ele se instala. Quando o visitante gruda no manto, fica preso e se torna irregular. Mas, se ele se descola, o nácar o reveste por inteiro e a pedra fica redonda. As cores variam: branca, creme, rosa, cinza, preta, entre outras. Isso depende da espécie de ostra e de substâncias que estão na água.
(Fonte: Abril - adaptado.) 
Em conformidade com o texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) O manto é uma parte da ostra especialista em ataque. Ao perceber uma invasão, mediatamente expande-se sobre o intruso.
( ) As ostras não têm um bom sistema de defesa. Por esse motivo, invasores facilmente invadem sua concha.
( ) As cores de uma pérola podem variar conforme a espécie da ostra e as substâncias que estão na água.
Alternativas
Q1867870 Português
Do início ao fim? O ciclo de vida da árvore

   As árvores são plantas com tronco de madeira, formadas por raiz, caule, galhos e folhas. Elas podem ser angiospermas (quando dão flores e as sementes são protegidas por um fruto, como a macieira) e gimnospermas (sem flores e sem frutos, com sementes sem proteção, como os pinheiros).
  Tudo começa quando a semente do fruto de uma árvore cai no chão. Lá dentro, protegido pela casca, está o embrião da futura planta. Ele se alimenta de uma reserva de nutrientes __________ na semente e cresce com a ajuda da água retirada do solo. Assim, aos poucos, ganha força para romper a casca e tornar-se uma pequena árvore.
    Nos primeiros meses de vida, a árvore já é capaz de conseguir tudo o que precisa para se desenvolver. Vindos do solo, água e sais minerais entram pela raiz, sobem pelo tronco e chegam às folhas, que fazem a fotossíntese.
   Você só ________ a parte de cima, mas, quando é jovem, a árvore cresce também para baixo, nas raízes. Além disso, a planta cresce para os lados com o desenvolvimento das células que formam o tronco.
  Viu uma árvore com flores, frutos ou sementes? Sinal de que ela já é adulta e está pronta para se reproduzir. A forma mais conhecida é pelas flores: ao receber o _________ de outras flores da mesma espécie, elas se transformam em frutos, onde estão as sementes que, ao caírem no chão, darão origem a novas árvores.
  Um dos sinais de que uma árvore está ficando velha é que as raízes não conseguem mais retirar do solo toda a água e sais minerais necessários para viver. O transporte de nutrientes pela planta também não funciona bem. Aí, as folhas caem, os galhos perdem força e a casca se solta do tronco.

(Fonte: Abril - adaptado.)
Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1867566 Português
Texto para o item. 


Internet: <https://invexo.com.br> (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência textual, julgue o item, que consistem em propostas de reescrita para períodos destacados do texto.

“Existe uma grande procura por imóveis, mas o mercado ainda consegue atender a todos os compradores.” (linha 24): Embora haja uma grande demanda por imóveis, o mercado ainda consegue atender a todos os compradores.
Alternativas
Q1867565 Português
Texto para o item. 


Internet: <https://invexo.com.br> (com adaptações).
No que se refere à correção gramatical e à coerência textual, julgue o item, que consistem em propostas de reescrita para períodos destacados do texto.

“Além disso, a pandemia modificou alguns critérios estabelecidos pelos compradores.” (linha 11): À despeito de tudo isso, a pandemia alterou inúmeros critérios de que os compradores criaram.
Alternativas
Respostas
45041: B
45042: C
45043: A
45044: D
45045: C
45046: A
45047: B
45048: B
45049: E
45050: E
45051: C
45052: A
45053: A
45054: D
45055: C
45056: C
45057: A
45058: C
45059: C
45060: E