Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia as falas a seguir.
1. Senhores, minha vinda para esta cidade deve-se exclusivamente ao fraco desempenho da Secretaria da
Saúde em relação à aplicação da vacina contra a COVID-19.
2. O meu, você viu o carrinho que o Neymar deu no outro cara?
3. Tenho que esclarecer que o que você chama de mandioca eu chamo de macaxeira.
4. Supimpa essa fatiota, exclamou surpreso o avô da noiva ao ver seu compadre.
Sobre a linguagem utilizada nas falas, analise as afirmativas.
I- Na fala 1, foi empregado registro formal da linguagem, com obediência às regras da norma culta.
II- Uso de gíria ligada ao mundo futebolístico, variedade social da linguagem, está presente na fala 2.
III- Nas falas 3 e 4, há exemplos de variedade histórica da linguagem, palavras utilizadas em tempos idos, não mais atualmente.
IV- As falas 2 e 3 exemplificam registro informal da linguagem e uso de palavras que marcam variações geográficas da linguagem.
Estão corretas as afirmativas
“Ser goleiro é a maior glória que pode acontecer a um ser humano. Nada é mais belo do que ser um guarda-metas, um arqueiro, um guarda-rede, um guardião, um vigia. Ele é o anjo da guarda, a última esperança, aquele que impede que seu time e seu coração sejam alvejados pelo inimigo. Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama. É a injeção mágica que cura a doença terminal, é o galho à beira do abismo, o salto para fora do carro no último segundo. O goleiro é a prova de que Deus existe e escuta nossas preces. O goleiro é a salvação. Ele é tão nobre que usa luvas; é um cavaleiro andante parado; um defensor que barra a entrada da cidade santa aos infiéis. O goleiro é a não vaidade, é o desejo de ser invisível e inútil. É como o bombeiro, que é melhor que não tenha chamas a combater, é como o médico, que é melhor que não tenha sangue a estancar. Ser goleiro é ser pássaro sem penas, é voar sem asas, é se lançar no espaço feito astronauta à deriva, sem saber se abraçará o redondo objeto de seu desejo. Ser goleiro é sacrifício, é altruísmo, é jogar sem tabelas, parceiros, lançamentos e passes. Ser goleiro é solidão. É estar à porta do inferno, sentindo o bafo quente das chamas; é ser coveiro de cemitério, vendo a indesejada das gentes rondando a todo instante. Enfim, ser goleiro é lutar contra a morte”, pensava Antônio Frederico antes que a bola batesse em seu poste direito, desestabilizando o pesado e mal encaixado travessão que caiu em sua cabeça, causando um traumatismo crânio encefálico fatal.
Antônio Frederico jogava no Clube Recreativo e Esportivo de Inocência, em Inocência, Mato Grosso do Sul, poética cidade entre os rios Viola e Sanfona.
(TORERO, J.R. Uns. Curitiba – PR. Biblioteca Pública do Paraná. 2020.)
“Ser goleiro é a maior glória que pode acontecer a um ser humano. Nada é mais belo do que ser um guarda-metas, um arqueiro, um guarda-rede, um guardião, um vigia. Ele é o anjo da guarda, a última esperança, aquele que impede que seu time e seu coração sejam alvejados pelo inimigo. Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama. É a injeção mágica que cura a doença terminal, é o galho à beira do abismo, o salto para fora do carro no último segundo. O goleiro é a prova de que Deus existe e escuta nossas preces. O goleiro é a salvação. Ele é tão nobre que usa luvas; é um cavaleiro andante parado; um defensor que barra a entrada da cidade santa aos infiéis. O goleiro é a não vaidade, é o desejo de ser invisível e inútil. É como o bombeiro, que é melhor que não tenha chamas a combater, é como o médico, que é melhor que não tenha sangue a estancar. Ser goleiro é ser pássaro sem penas, é voar sem asas, é se lançar no espaço feito astronauta à deriva, sem saber se abraçará o redondo objeto de seu desejo. Ser goleiro é sacrifício, é altruísmo, é jogar sem tabelas, parceiros, lançamentos e passes. Ser goleiro é solidão. É estar à porta do inferno, sentindo o bafo quente das chamas; é ser coveiro de cemitério, vendo a indesejada das gentes rondando a todo instante. Enfim, ser goleiro é lutar contra a morte”, pensava Antônio Frederico antes que a bola batesse em seu poste direito, desestabilizando o pesado e mal encaixado travessão que caiu em sua cabeça, causando um traumatismo crânio encefálico fatal.
Antônio Frederico jogava no Clube Recreativo e Esportivo de Inocência, em Inocência, Mato Grosso do Sul, poética cidade entre os rios Viola e Sanfona.
(TORERO, J.R. Uns. Curitiba – PR. Biblioteca Pública do Paraná. 2020.)
Em relação ao texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O goleiro, que morreu após um jogo fatal, encarava sua profissão como glória, algo belo e desejado.
( ) A parte do texto entre aspas é uma narrativa do goleiro, escrita em primeira pessoa, em que expõe suas ideias sobre ser goleiro.
( ) O segundo parágrafo situa o personagem do texto enquanto profissional do esporte, revela onde atuava e em que local do país.
( ) Em Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama., foi usada a forma verbal oramos que inclui o autor e tenta incluir o leitor no ato de orar.
Assinale a sequência correta.

Sobre a tira que envolve os personagens Caramelo (o caramujo) e Maria Joaninha (a joaninha), assinale a afirmativa correta.
Se começou errado, não tem conserto
O destino da democracia se decide no momento de sua fundação. Se os lobos são eleitos para estabelecer as regras do jogo, será inútil que as ovelhas que os elegeram berrem depois ao serem transformadas em churrasco. Pois os lobos, que elas elegeram como seus representantes para fazer as leis, escreveram como lei: “É direito dos lobos comer ovelhas”. Não existe caso em que os lobos tenham, democraticamente, aberto mão dos direitos que eles mesmos estabeleceram. As ovelhas são as culpadas de sua desgraça. Foram elas que, pelo voto, deram poder aos lobos.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
Se começou errado, não tem conserto
O destino da democracia se decide no momento de sua fundação. Se os lobos são eleitos para estabelecer as regras do jogo, será inútil que as ovelhas que os elegeram berrem depois ao serem transformadas em churrasco. Pois os lobos, que elas elegeram como seus representantes para fazer as leis, escreveram como lei: “É direito dos lobos comer ovelhas”. Não existe caso em que os lobos tenham, democraticamente, aberto mão dos direitos que eles mesmos estabeleceram. As ovelhas são as culpadas de sua desgraça. Foram elas que, pelo voto, deram poder aos lobos.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
Sobre o texto e os elementos coesivos utilizados, analise as afirmativas.
I- Esse texto pertence ao gênero discursivo denominado alegoria, pois tem intuito de transmitir uma ideia expressa com linguagem figurativa.
II- Nos trechos que elas elegeram e que eles mesmos estabeleceram, o pronome relativo retoma o mesmo referente.
III- No trecho Não existe caso em que os lobos tenham, é adequado substituir em que por no qual, sem prejuízo gramatical ou semântico.
IV- Os conectores Se (linha 1) e Pois (linha 3) estabelecem ideia de condição e explicação, respectivamente.
V- Os pronomes os (linha 2) e seus (linha 3) são elementos coesivos referenciais e retomam o sentido da palavra lobos.
Estão corretas as afirmativas
Gostar de política não é uma opção, mas uma necessidade. Primeiro, porque o cidadão precisa de um conhecimento político para escolher seu candidato. Depois, porque a política está presente na escola, no trabalho, enfim, na vida. Logo, torna-se fundamental o gosto por ela, pois é ela que rege a nossa existência.
(Sildomar S. Vieira, UFAM, 2008.)
Sobre o texto, analise as afirmativas.
I- A intenção que rege o texto é buscar o convencimento do leitor em relação ao ponto de vista apresentado.
II- A tese defendida no texto refere-se ao ato político como necessidade de todo ser humano.
III- Expressa um ponto de vista, defende-o com argumentos pertinentes, podendo ser denominado texto argumentativo.
IV- Os operadores utilizados na construção do texto expressam prioridade, relevância na exposição dos argumentos que defendem a tese.
Estão corretas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia o texto do empresário e filantropo Elle Horn e responda à questão.
Doar como missão
Na vida, para tudo há uma causa original: Deus. E pode-se traçar uma sequência lógica a partir disso. Se o homem tem uma missão, qual é ela? Descobri que é fazer o bem. Eu era uma pessoa completamente avessa à exposição. Não gostava de conceder entrevistas, fosse para falar sobre minha empresa, fosse para falar sobre filantropia. Diziam-me que estava sendo egoísta. Afinal, não há sentimento melhor que fazer o bem. Comprometi-me a doar 60% de tudo o que tenho em vida, e assim procedo ano a ano. Agora, um dos próximos passos é construir uma cultura de doação.
Hoje faço parte do grupo The Giving Pledge, entidade filantrópica criada por Bill Gates e Warren Buffett. Nem de longe sou o maior filantropo deste país. Temos personalidades reconhecidas e outras que fazem muito, até mais do que eu fiz, seja por esforço, seja por volume financeiro, e nem são tão conhecidas. Entendi que ficar calado sobre isso não me levará a lugar algum. Porque não é suficiente apenas dar. Podemos doar quanto quisermos, mas estaremos fazendo um único bem. Se conseguirmos convencer outra pessoa, esse bem se multiplica por dois. E, se esse novo doador conquista o coração de outros, essa multiplicação se torna algo de crescimento exponencial. Quando encontramos pessoas com condições de fazer diferença, sempre percebemos que elas têm sentimentos bons. Contudo, há uma corrupção social muito grande causada pelo egoísmo. É preciso uma campanha sobre o altruísmo.
[...]
(HORN, Elle. Revista Veja, ed. 2673.)
INSTRUÇÃO: Leia o texto do empresário e filantropo Elle Horn e responda à questão.
Doar como missão
Na vida, para tudo há uma causa original: Deus. E pode-se traçar uma sequência lógica a partir disso. Se o homem tem uma missão, qual é ela? Descobri que é fazer o bem. Eu era uma pessoa completamente avessa à exposição. Não gostava de conceder entrevistas, fosse para falar sobre minha empresa, fosse para falar sobre filantropia. Diziam-me que estava sendo egoísta. Afinal, não há sentimento melhor que fazer o bem. Comprometi-me a doar 60% de tudo o que tenho em vida, e assim procedo ano a ano. Agora, um dos próximos passos é construir uma cultura de doação.
Hoje faço parte do grupo The Giving Pledge, entidade filantrópica criada por Bill Gates e Warren Buffett. Nem de longe sou o maior filantropo deste país. Temos personalidades reconhecidas e outras que fazem muito, até mais do que eu fiz, seja por esforço, seja por volume financeiro, e nem são tão conhecidas. Entendi que ficar calado sobre isso não me levará a lugar algum. Porque não é suficiente apenas dar. Podemos doar quanto quisermos, mas estaremos fazendo um único bem. Se conseguirmos convencer outra pessoa, esse bem se multiplica por dois. E, se esse novo doador conquista o coração de outros, essa multiplicação se torna algo de crescimento exponencial. Quando encontramos pessoas com condições de fazer diferença, sempre percebemos que elas têm sentimentos bons. Contudo, há uma corrupção social muito grande causada pelo egoísmo. É preciso uma campanha sobre o altruísmo.
[...]
(HORN, Elle. Revista Veja, ed. 2673.)
Texto para a questão.

Internet: <https://tirasarmandinho.tumblr.com>.
Altos e baixos na política
(Milton Santos)
É pelo menos insólita a insistência dos nossos círculos oficiais em querer separar, de modo absoluto, o que é político do que não é. Assim, toda a ação sindical, toda reclamação da igreja, em suma, todo movimento social, ao postular mudanças, é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política. Ao contrário, as atividades dos lobbies e as exigências de reforma do Estado feitas pelas empresas não são tidas como atividades políticas. Essa parcialidade é tanto mais gritante quando todos sabemos que o essencial na produção da política do Estado tem como atores principais as grandes empresas, cabendo aos políticos propriamente ditos e ao aparelho do Estado um papel de figurantes secundários, quando não de meros porta– vozes.
A política se caracteriza como exercício de uma ação ou defesa de uma ideia destinada a mudar o curso da história. No mundo da globalização, onde a técnica e o discurso são dados obrigatórios das atividades hegemônicas, o induzimento à política é exponencial. O mundo da técnica cientificizada é também o mundo das regras, de cujo uso adequado depende da maior ou menor eficácia dos instrumentos disponíveis. [...]
(Folha de São Paulo, 1/10/2000)
Considere o fragmento abaixo para responder a questão .
“é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política.” (1º§)
A locução destacada no trecho cumpre papel
coesivo e introduz o valor semântico de:
Altos e baixos na política
(Milton Santos)
É pelo menos insólita a insistência dos nossos círculos oficiais em querer separar, de modo absoluto, o que é político do que não é. Assim, toda a ação sindical, toda reclamação da igreja, em suma, todo movimento social, ao postular mudanças, é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política. Ao contrário, as atividades dos lobbies e as exigências de reforma do Estado feitas pelas empresas não são tidas como atividades políticas. Essa parcialidade é tanto mais gritante quando todos sabemos que o essencial na produção da política do Estado tem como atores principais as grandes empresas, cabendo aos políticos propriamente ditos e ao aparelho do Estado um papel de figurantes secundários, quando não de meros porta– vozes.
A política se caracteriza como exercício de uma ação ou defesa de uma ideia destinada a mudar o curso da história. No mundo da globalização, onde a técnica e o discurso são dados obrigatórios das atividades hegemônicas, o induzimento à política é exponencial. O mundo da técnica cientificizada é também o mundo das regras, de cujo uso adequado depende da maior ou menor eficácia dos instrumentos disponíveis. [...]
(Folha de São Paulo, 1/10/2000)
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“de garantir a cidadania” (linha 32) por para se
assegurar à cidadania
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“aceitando-se” (linha 29) por sendo aceito
Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Na linha 17, o deslocamento do termo “pouco” para
imediatamente antes da forma verbal “importa” –
pouco importa – não acarretaria alteração da
classificação gramatical do referido termo – advérbio –
nem prejudicaria a coerência das ideias do texto.
Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.
De acordo com o texto, progressistas e liberais
convergem em relação à ideia do Estado como
empregador em potencial para resolver o problema
emergente do desemprego estrutural.
Stress: como usá-lo a seu favor
O stress é acusado de acabar com a vida de 110 milhões de pessoas todo o ano, por estimular infartos, acidentes vasculares cerebrais, depressão etc. Nos EUA, ele é mais mortal do que o diabetes ou o Alzheimer, e suga US$ 190 bilhões por ano só de cidadãos estressados com o trabalho, em contas médicas.
O stress é mais velho do que o ser humano. Nasceu logo com os primeiros organismos unicelulares, há bilhões de anos, no meio do oceano. Naquela época, ele era apenas a resposta fisiológica a uma mudança física externa. Diante das oscilações ambientais (pressão, temperatura da água, presença de toxinas), o organismo precisava manter o equilíbrio interno e bastava acionar as proteínas certas para a situação se normalizar.
Isso era stress: a reação a um desequilíbrio causado por fatores externos. Só algumas centenas de milhões de anos depois, quando a vida na Terra começou a ficar mais complexa e emocionante, com caçadores e predadores rondando à solta, é que ele passou a funcionar como uma resposta hormonal a alguns tipos de ameaças.
Foi quando os bichos começaram a sentir medo e o stress ganhou uma denotação negativa – em resposta aos perigos, o organismo desenrolava uma série de reações que alteravam todo o funcionamento do corpo.
A diferença entre nós e outros animais é que só os seres humanos __________ a __________ de transformar uma ideia meramente imaginária em ameaça real, com todas as reações fisiológicas do stress. Um ratinho só vai se estressar se realmente sentir a presença de um gato por perto. Mas nós, de capacidade cognitiva um pouquinho maior, conseguimos imaginar a presença de um gato – e se estressar antes mesmo de ele estar por perto.
Em __________, essas reações sobrecarregam o organismo e fazem mal mesmo, principalmente ao sistema cardíaco.
https://super.abril.com.br... - adaptado.
