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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

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Q1848733 Português
Estudo afirma que bebês são altruístas
   Um estudo publicado apontou que bebês parecem ser capazes de comportamentos altruístas. A pesquisa envolveu quase 100 bebês de 19 meses de idade.
   Os cientistas montaram um cenário em que o bebê tinha _____ disposição algumas frutas. A ideia era verificar se ele se disporia a dar comida a um estranho – no caso, um dos pesquisadores –, sem ser encorajado.
   O pesquisador, sentado à frente da criança em uma mesa, mostrava a ela um pedaço de fruta. Caso o bebê estivesse em um primeiro grupo selecionado para a avaliação, o “de controle”, o cientista colocava a comida em uma __________ no chão ao alcance da criança e ficava parado, esperando a sua ação. Já no outro grupo, o pesquisador fingia derrubar a fruta e tentava recuperá-la, sem sucesso.
   A intenção dos cientistas era de que o adulto parecesse querer a fruta nesse último caso, enquanto, no primeiro, estaria indiferente à comida. A descoberta foi de que apenas 4% das crianças no grupo de controle pegava a fruta e a devolvia ao pesquisador. No outro, a taxa de bebês que devolveu a comida foi de mais de 50%.
   Na segunda parte do experimento, outras crianças foram observadas. Seus pais as levaram até o local da pesquisa logo antes de uma refeição ou lanche que seus bebês estavam acostumados a fazer – ou seja, quando provavelmente estivessem famintos.
   A diferença entre esse teste e o primeiro é de que, neste caso, haveria um, digamos assim, custo para a criança que resolvesse devolver a fruta: ela continuaria passando fome. Desse modo, os pesquisadores queriam verificar se o comportamento de ajudar o próximo seria reproduzido até mesmo quando resultasse em uma consequência negativa para o bebê.
   Os resultados foram __________: enquanto nenhuma criança do grupo de controle ofereceu a comida de volta ao cientista, 37% dos bebês do outro grupo o fizeram. Assim, os pesquisadores afirmam ter descoberto raízes do comportamento altruísta já no início da infância.
(Site: Abril - adaptado.)
Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1848548 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Retomada com máscara
    Com o relativo arrefecimento da pandemia e após quase um ano e meio de restrições, compete ao administrador público a tarefa de encontrar um ponto de equilíbrio entre as recomendações mais draconianas de especialistas e o compreensível anseio da população e dos agentes econômicos por um retorno à normalidade.
    A manutenção de controles muito rígidos, num momento em que a vacinação avança e o número de óbitos cai, pode provocar aflição e desânimo no público, além de agravar os danos sociais.
    Já um relaxamento geral tende a suscitar a sensação triunfalista de que a pandemia está vencida e resultar num repique de infecções e mortes, com a consequente retomada das restrições, como se vê em algumas partes do mundo.
    O governo paulista começa uma tentativa de encontrar um meio-termo não sem divergências no colegiado de especialistas que assessora a gestão. Conforme anunciado, foram abolidas as limitações de horário e de lotação para estabelecimentos, à exceção de aglomerações em casas noturnas e espetáculos.
    A decisão se ampara na redução do número de hospitalizados e no progresso da imunização. A vacinação já atinge com ao menos uma dose 71% dos paulistas, índice semelhante aos de Reino Unido e França.
    Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções e 250 mortes por dia. Tampouco deve ser ignorado o avanço da variante Delta, mais contagiosa. 
    Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a mais eficiente medida de prevenção fora a vacina.
    A importância cabal do equipamento recomenda um incremento da fiscalização nos estabelecimentos e nas ruas, assim como demanda campanha de conscientização. Deveria ser considerada ainda a distribuição gratuita da proteção em locais de grande circulação.
     Por fundamentais que sejam as obrigações do poder público, cabe aos cidadãos também agir com responsabilidade. Só assim se evitará um retrocesso prejudicial a todos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 18.08.2021. Adaptado)
No texto, é empregada em sentido figurado a palavra ou expressão destacada na frase:
Alternativas
Q1848547 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Retomada com máscara
    Com o relativo arrefecimento da pandemia e após quase um ano e meio de restrições, compete ao administrador público a tarefa de encontrar um ponto de equilíbrio entre as recomendações mais draconianas de especialistas e o compreensível anseio da população e dos agentes econômicos por um retorno à normalidade.
    A manutenção de controles muito rígidos, num momento em que a vacinação avança e o número de óbitos cai, pode provocar aflição e desânimo no público, além de agravar os danos sociais.
    Já um relaxamento geral tende a suscitar a sensação triunfalista de que a pandemia está vencida e resultar num repique de infecções e mortes, com a consequente retomada das restrições, como se vê em algumas partes do mundo.
    O governo paulista começa uma tentativa de encontrar um meio-termo não sem divergências no colegiado de especialistas que assessora a gestão. Conforme anunciado, foram abolidas as limitações de horário e de lotação para estabelecimentos, à exceção de aglomerações em casas noturnas e espetáculos.
    A decisão se ampara na redução do número de hospitalizados e no progresso da imunização. A vacinação já atinge com ao menos uma dose 71% dos paulistas, índice semelhante aos de Reino Unido e França.
    Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções e 250 mortes por dia. Tampouco deve ser ignorado o avanço da variante Delta, mais contagiosa. 
    Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a mais eficiente medida de prevenção fora a vacina.
    A importância cabal do equipamento recomenda um incremento da fiscalização nos estabelecimentos e nas ruas, assim como demanda campanha de conscientização. Deveria ser considerada ainda a distribuição gratuita da proteção em locais de grande circulação.
     Por fundamentais que sejam as obrigações do poder público, cabe aos cidadãos também agir com responsabilidade. Só assim se evitará um retrocesso prejudicial a todos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 18.08.2021. Adaptado)
Na frase – ... as recomendações mais draconianas de especialistas... –, o termo em destaque qualifica tais recomendações como
Alternativas
Q1848546 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Retomada com máscara
    Com o relativo arrefecimento da pandemia e após quase um ano e meio de restrições, compete ao administrador público a tarefa de encontrar um ponto de equilíbrio entre as recomendações mais draconianas de especialistas e o compreensível anseio da população e dos agentes econômicos por um retorno à normalidade.
    A manutenção de controles muito rígidos, num momento em que a vacinação avança e o número de óbitos cai, pode provocar aflição e desânimo no público, além de agravar os danos sociais.
    Já um relaxamento geral tende a suscitar a sensação triunfalista de que a pandemia está vencida e resultar num repique de infecções e mortes, com a consequente retomada das restrições, como se vê em algumas partes do mundo.
    O governo paulista começa uma tentativa de encontrar um meio-termo não sem divergências no colegiado de especialistas que assessora a gestão. Conforme anunciado, foram abolidas as limitações de horário e de lotação para estabelecimentos, à exceção de aglomerações em casas noturnas e espetáculos.
    A decisão se ampara na redução do número de hospitalizados e no progresso da imunização. A vacinação já atinge com ao menos uma dose 71% dos paulistas, índice semelhante aos de Reino Unido e França.
    Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções e 250 mortes por dia. Tampouco deve ser ignorado o avanço da variante Delta, mais contagiosa. 
    Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a mais eficiente medida de prevenção fora a vacina.
    A importância cabal do equipamento recomenda um incremento da fiscalização nos estabelecimentos e nas ruas, assim como demanda campanha de conscientização. Deveria ser considerada ainda a distribuição gratuita da proteção em locais de grande circulação.
     Por fundamentais que sejam as obrigações do poder público, cabe aos cidadãos também agir com responsabilidade. Só assim se evitará um retrocesso prejudicial a todos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 18.08.2021. Adaptado)
Considere as frases do sexto e sétimo parágrafos, respectivamente: I. Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções... II. Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras... Assinale a alternativa que identifica corretamente a relação de sentido que os termos destacados estabelecem nos respectivos contextos, e apresenta, nos parênteses, expressões que os substituem adequadamente.
Alternativas
Q1848545 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Retomada com máscara
    Com o relativo arrefecimento da pandemia e após quase um ano e meio de restrições, compete ao administrador público a tarefa de encontrar um ponto de equilíbrio entre as recomendações mais draconianas de especialistas e o compreensível anseio da população e dos agentes econômicos por um retorno à normalidade.
    A manutenção de controles muito rígidos, num momento em que a vacinação avança e o número de óbitos cai, pode provocar aflição e desânimo no público, além de agravar os danos sociais.
    Já um relaxamento geral tende a suscitar a sensação triunfalista de que a pandemia está vencida e resultar num repique de infecções e mortes, com a consequente retomada das restrições, como se vê em algumas partes do mundo.
    O governo paulista começa uma tentativa de encontrar um meio-termo não sem divergências no colegiado de especialistas que assessora a gestão. Conforme anunciado, foram abolidas as limitações de horário e de lotação para estabelecimentos, à exceção de aglomerações em casas noturnas e espetáculos.
    A decisão se ampara na redução do número de hospitalizados e no progresso da imunização. A vacinação já atinge com ao menos uma dose 71% dos paulistas, índice semelhante aos de Reino Unido e França.
    Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções e 250 mortes por dia. Tampouco deve ser ignorado o avanço da variante Delta, mais contagiosa. 
    Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a mais eficiente medida de prevenção fora a vacina.
    A importância cabal do equipamento recomenda um incremento da fiscalização nos estabelecimentos e nas ruas, assim como demanda campanha de conscientização. Deveria ser considerada ainda a distribuição gratuita da proteção em locais de grande circulação.
     Por fundamentais que sejam as obrigações do poder público, cabe aos cidadãos também agir com responsabilidade. Só assim se evitará um retrocesso prejudicial a todos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 18.08.2021. Adaptado)
Conforme opinião manifestada no editorial,
Alternativas
Q1848544 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Retomada com máscara
    Com o relativo arrefecimento da pandemia e após quase um ano e meio de restrições, compete ao administrador público a tarefa de encontrar um ponto de equilíbrio entre as recomendações mais draconianas de especialistas e o compreensível anseio da população e dos agentes econômicos por um retorno à normalidade.
    A manutenção de controles muito rígidos, num momento em que a vacinação avança e o número de óbitos cai, pode provocar aflição e desânimo no público, além de agravar os danos sociais.
    Já um relaxamento geral tende a suscitar a sensação triunfalista de que a pandemia está vencida e resultar num repique de infecções e mortes, com a consequente retomada das restrições, como se vê em algumas partes do mundo.
    O governo paulista começa uma tentativa de encontrar um meio-termo não sem divergências no colegiado de especialistas que assessora a gestão. Conforme anunciado, foram abolidas as limitações de horário e de lotação para estabelecimentos, à exceção de aglomerações em casas noturnas e espetáculos.
    A decisão se ampara na redução do número de hospitalizados e no progresso da imunização. A vacinação já atinge com ao menos uma dose 71% dos paulistas, índice semelhante aos de Reino Unido e França.
    Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções e 250 mortes por dia. Tampouco deve ser ignorado o avanço da variante Delta, mais contagiosa. 
    Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a mais eficiente medida de prevenção fora a vacina.
    A importância cabal do equipamento recomenda um incremento da fiscalização nos estabelecimentos e nas ruas, assim como demanda campanha de conscientização. Deveria ser considerada ainda a distribuição gratuita da proteção em locais de grande circulação.
     Por fundamentais que sejam as obrigações do poder público, cabe aos cidadãos também agir com responsabilidade. Só assim se evitará um retrocesso prejudicial a todos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 18.08.2021. Adaptado)
No texto, defende-se que, na atual circunstância de avanço da vacinação e diminuição do número de óbitos, a manutenção de regras muito rígidas
Alternativas
Q1848543 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Retomada com máscara
    Com o relativo arrefecimento da pandemia e após quase um ano e meio de restrições, compete ao administrador público a tarefa de encontrar um ponto de equilíbrio entre as recomendações mais draconianas de especialistas e o compreensível anseio da população e dos agentes econômicos por um retorno à normalidade.
    A manutenção de controles muito rígidos, num momento em que a vacinação avança e o número de óbitos cai, pode provocar aflição e desânimo no público, além de agravar os danos sociais.
    Já um relaxamento geral tende a suscitar a sensação triunfalista de que a pandemia está vencida e resultar num repique de infecções e mortes, com a consequente retomada das restrições, como se vê em algumas partes do mundo.
    O governo paulista começa uma tentativa de encontrar um meio-termo não sem divergências no colegiado de especialistas que assessora a gestão. Conforme anunciado, foram abolidas as limitações de horário e de lotação para estabelecimentos, à exceção de aglomerações em casas noturnas e espetáculos.
    A decisão se ampara na redução do número de hospitalizados e no progresso da imunização. A vacinação já atinge com ao menos uma dose 71% dos paulistas, índice semelhante aos de Reino Unido e França.
    Porém não pode ser tratado como detalhe o fato de que ainda são registradas cerca de 8 000 novas infecções e 250 mortes por dia. Tampouco deve ser ignorado o avanço da variante Delta, mais contagiosa. 
    Assim, é acertada a decisão estadual de manter, ao menos até o fim do ano, a obrigatoriedade do uso de máscaras, a mais eficiente medida de prevenção fora a vacina.
    A importância cabal do equipamento recomenda um incremento da fiscalização nos estabelecimentos e nas ruas, assim como demanda campanha de conscientização. Deveria ser considerada ainda a distribuição gratuita da proteção em locais de grande circulação.
     Por fundamentais que sejam as obrigações do poder público, cabe aos cidadãos também agir com responsabilidade. Só assim se evitará um retrocesso prejudicial a todos.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 18.08.2021. Adaptado)
De acordo com o primeiro parágrafo do editorial
Alternativas
Q1848464 Português

Texto 1 para responder à questão.

Acerca das questões gramaticais referentes ao texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1848463 Português

Texto 1 para responder à questão.

Considerando o papel das classes de palavras na construção dos sentidos do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1848350 Português
Leia, com atenção, o texto de Lucília Diniz, 66 DIAS PARA | | MUDAR e responda o que se pede no comando da questão.

66 DIAS PARA MUDAR
Eis o tempo médio para incorporarmos um novo hábito.
    Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina. Mas também não é especialmente difícil. Não há regra geral. Depende da rotina que se quer mudar, do hábito a ser adquirido e, sobretudo, de cada um de nós. De qualquer maneira, não é algo que ocorra da noite para o dia. Pode levar poucas semanas ou alguns meses. Por mais elástico que seja o prazo, no entanto, é importante termos um horizonte à vista, para calibrar nossas expectativas e aplacar ansiedades naturais.
    Muitos anos atrás, quando eu investi na formação de hábitos saudáveis, responsáveis pela eliminação da metade dos meus 120 quilos, não havia referências confiáveis sobre o tempo que o processo duraria. Nos anos 60, o que estava disponível na praça era o mito de que a automação de um novo comportamento consumia no mínimo 21 dias. Era um número mágico, saído da cartola de um bestseller americano, o médico Maxwell Maltz, que difundiu essa métrica a partir da experiência própria e da observação de alguns pacientes. Mas, na falta de um benchmark baseado em estatísticas robusta, as tais três semanas ganharam ares de verdade absoluta.
    Hoje, estudos mais consistentes sobre o fenômeno de mudança de hábito evitam cravar o intervalo de tempo necessário para a adaptação da mente e do corpo, uma vez que são muitas as variáveis que influenciam a transformação. Uma pesquisa de 2009, publicada numa revista especializada, a European Journal of Social Psychology, mostrou que leva de 254 dias para uma pessoa incorporar um novo hábito. A variação é tão grande que teria pouca utilidade a quem busca um parâmetro. Mas o mesmo estudo conclui que, na média, levamos 66 dias para que um exercício diferente ou nova dieta entrem no modo piloto automático.
    Pela minha própria experiência, considero esse um prazo bastante razoável. Não é tão curto a ponto de criar falsas esperanças, nem tão longo que provoque desânimo. Quando embarquei em minha revolução comportamental teria sido mentalmente reconfortante contar com esse referencial. Na época, eu ignorava quanto deveria insistir para concluir a travessia do deserto - o obstáculo inicial para implementar um novo hábito. Comecei e terminei muitas dietas por imaginar que aquele período duro de adaptação não teria fim. Venci, por fim, vivendo um dia de cada vez, mas é claro que a estratégia adotada intuitivamente teria sido facilitada no caso de uma contagem regressiva em direção a essa linha de chegada imaginária dos 66 dias. A medida não é relevante por si própria, mas por quantificar o desafio. Cada xis rabiscado no calendário é um pequeno passo que nos aproxima de um tempo melhor. O processo de mudança é gradativo. Como dizia Mark Twain, “a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau”.
    O nosso cérebro, que valoriza a eficiência, gosta da rotina. Afinal, se não precisamos pensar para praticar certas ações, como escovar os dentes ou afivelar o cinto de segurança, liberamos a mente para tarefas mais nobres - como nos preparar para o desafio de normalizar novos hábitos nos próximos 66 dias.
FONTE: DINIZ, Lucilia. Revista Veja, 07/07/2021.
O sinônimo do vocábulo não foi aplicado corretamente em:  
Alternativas
Q1848345 Português
EXCERTO PARA QUESTÃO:
“(...) a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela | janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por | degrau”. 
Os pronomes oblíquos presentes no período em análise substituem o vocábulo:  
Alternativas
Q1848342 Português
Leia, com atenção, o texto de Lucília Diniz, 66 DIAS PARA | | MUDAR e responda o que se pede no comando da questão.

66 DIAS PARA MUDAR
Eis o tempo médio para incorporarmos um novo hábito.
    Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina. Mas também não é especialmente difícil. Não há regra geral. Depende da rotina que se quer mudar, do hábito a ser adquirido e, sobretudo, de cada um de nós. De qualquer maneira, não é algo que ocorra da noite para o dia. Pode levar poucas semanas ou alguns meses. Por mais elástico que seja o prazo, no entanto, é importante termos um horizonte à vista, para calibrar nossas expectativas e aplacar ansiedades naturais.
    Muitos anos atrás, quando eu investi na formação de hábitos saudáveis, responsáveis pela eliminação da metade dos meus 120 quilos, não havia referências confiáveis sobre o tempo que o processo duraria. Nos anos 60, o que estava disponível na praça era o mito de que a automação de um novo comportamento consumia no mínimo 21 dias. Era um número mágico, saído da cartola de um bestseller americano, o médico Maxwell Maltz, que difundiu essa métrica a partir da experiência própria e da observação de alguns pacientes. Mas, na falta de um benchmark baseado em estatísticas robusta, as tais três semanas ganharam ares de verdade absoluta.
    Hoje, estudos mais consistentes sobre o fenômeno de mudança de hábito evitam cravar o intervalo de tempo necessário para a adaptação da mente e do corpo, uma vez que são muitas as variáveis que influenciam a transformação. Uma pesquisa de 2009, publicada numa revista especializada, a European Journal of Social Psychology, mostrou que leva de 254 dias para uma pessoa incorporar um novo hábito. A variação é tão grande que teria pouca utilidade a quem busca um parâmetro. Mas o mesmo estudo conclui que, na média, levamos 66 dias para que um exercício diferente ou nova dieta entrem no modo piloto automático.
    Pela minha própria experiência, considero esse um prazo bastante razoável. Não é tão curto a ponto de criar falsas esperanças, nem tão longo que provoque desânimo. Quando embarquei em minha revolução comportamental teria sido mentalmente reconfortante contar com esse referencial. Na época, eu ignorava quanto deveria insistir para concluir a travessia do deserto - o obstáculo inicial para implementar um novo hábito. Comecei e terminei muitas dietas por imaginar que aquele período duro de adaptação não teria fim. Venci, por fim, vivendo um dia de cada vez, mas é claro que a estratégia adotada intuitivamente teria sido facilitada no caso de uma contagem regressiva em direção a essa linha de chegada imaginária dos 66 dias. A medida não é relevante por si própria, mas por quantificar o desafio. Cada xis rabiscado no calendário é um pequeno passo que nos aproxima de um tempo melhor. O processo de mudança é gradativo. Como dizia Mark Twain, “a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau”.
    O nosso cérebro, que valoriza a eficiência, gosta da rotina. Afinal, se não precisamos pensar para praticar certas ações, como escovar os dentes ou afivelar o cinto de segurança, liberamos a mente para tarefas mais nobres - como nos preparar para o desafio de normalizar novos hábitos nos próximos 66 dias.
FONTE: DINIZ, Lucilia. Revista Veja, 07/07/2021.

De acordo com o texto, equivale semanticamente à expressão “novo hábito à rotina” do trecho “Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina.” 

Alternativas
Q1848199 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

Do enunciado “Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo.” (linha 12), é CORRETO afirmar que “energia, neurônios e tempo”


( ) são da mesma categoria morfológica e exercem a mesma função sintática.

( ) pertencem a classes gramaticais diferentes e assumem funções sintáticas diferentes.

( ) são da mesma cadeia semântica e exercem funções sintáticas idênticas.


Analise as proposições acima e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso.


A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é

Alternativas
Q1848005 Português
Leia o texto para responder à questão.

Enfrentamento ao racismo une trajetórias de
pensadores do Brasil e dos EUA

   Com formação histórica marcada pelo sequestro e tráfico de pessoas africanas e um longo processo de escravidão, Brasil e Estados Unidos possuem sociedades estruturadas pelo racismo. Nem sempre as expressões da discriminação racial são semelhantes em ambos os países, mas as formas de superação por vezes são convergentes.
   Um livro lançado na última semana lança luz sobre esses processos de estruturação do racismo e tentativas de superações nestas nações, por meio da trajetória de dois intelectuais negros que tiveram a relevância intelectual e ativista apagada ao longo da história. Em Travessias no Atlântico Negro: reflexões sobre Booker T. Washington e Manuel R. Querino, a autora Sabrina Gledhill apresenta as táticas destas duas figuras emblemáticas no combate antirracista na virada do século XIX.
   Nascido em Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano, em 1851, Manuel Querino foi um abolicionista, jornalista, líder operário, político, pintor e professor de desenho industrial. Ele é considerado o fundador da história da arte baiana e dos estudos da culinária popular da Bahia. Booker T. Washington, nascido escravo na Virginia (EUA), em 1856, após a alforria, trabalhou como zelador para custear seus estudos no Instituto Hampton, depois fundou o Instituto Normal e Industrial Tuskegee. Washington se dedicou aos ex-escravizados que enfrentavam o grande desafio do analfabetismo, já que as leis escravistas os proibiam de ler ou escrever. Como foco comum, os dois apostaram na educação e na divulgação de imagens positivas de pessoas negras.
   Para a autora, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a visão dominante sobre o negro no século XIX e no início do século XX era de uma massa de escravos ou recém-libertos, marginalizada, analfabeta e avessa ao trabalho. A existência de intelectuais, artistas e cientistas negros neste período nega este estereótipo. Por isso, Manuel R. Querino e Booker T. Washington ajudaram a divulgar biografias de pessoas negras. Eles tinham consciência da importância de se contar essas histórias para quebrar estereótipos.
(André Santana, Uol, 07 de novembro de 2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho reescrito está de acordo com as regras de emprego da vírgula.
Alternativas
Q1848004 Português
Leia o texto para responder à questão.

Enfrentamento ao racismo une trajetórias de
pensadores do Brasil e dos EUA

   Com formação histórica marcada pelo sequestro e tráfico de pessoas africanas e um longo processo de escravidão, Brasil e Estados Unidos possuem sociedades estruturadas pelo racismo. Nem sempre as expressões da discriminação racial são semelhantes em ambos os países, mas as formas de superação por vezes são convergentes.
   Um livro lançado na última semana lança luz sobre esses processos de estruturação do racismo e tentativas de superações nestas nações, por meio da trajetória de dois intelectuais negros que tiveram a relevância intelectual e ativista apagada ao longo da história. Em Travessias no Atlântico Negro: reflexões sobre Booker T. Washington e Manuel R. Querino, a autora Sabrina Gledhill apresenta as táticas destas duas figuras emblemáticas no combate antirracista na virada do século XIX.
   Nascido em Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano, em 1851, Manuel Querino foi um abolicionista, jornalista, líder operário, político, pintor e professor de desenho industrial. Ele é considerado o fundador da história da arte baiana e dos estudos da culinária popular da Bahia. Booker T. Washington, nascido escravo na Virginia (EUA), em 1856, após a alforria, trabalhou como zelador para custear seus estudos no Instituto Hampton, depois fundou o Instituto Normal e Industrial Tuskegee. Washington se dedicou aos ex-escravizados que enfrentavam o grande desafio do analfabetismo, já que as leis escravistas os proibiam de ler ou escrever. Como foco comum, os dois apostaram na educação e na divulgação de imagens positivas de pessoas negras.
   Para a autora, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a visão dominante sobre o negro no século XIX e no início do século XX era de uma massa de escravos ou recém-libertos, marginalizada, analfabeta e avessa ao trabalho. A existência de intelectuais, artistas e cientistas negros neste período nega este estereótipo. Por isso, Manuel R. Querino e Booker T. Washington ajudaram a divulgar biografias de pessoas negras. Eles tinham consciência da importância de se contar essas histórias para quebrar estereótipos.
(André Santana, Uol, 07 de novembro de 2020. Adaptado)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1848002 Português
Leia a tira para responder à questão

(Bill Watterson, O essencial de Calvin e Haroldo, 2018)
Considerando-se os elementos verbais e visuais da tira, é possível dizer que uma das principais causas de seu efeito de humor é
Alternativas
Q1847963 Português

Pegar o bonde andando


    Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

    O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.

    O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.

    Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).


(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)

No trecho do terceiro parágrafo – … esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos. –, é correto afirmar que o autor
Alternativas
Q1847962 Português

Pegar o bonde andando


    Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

    O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.

    O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.

    Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).


(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)

Pelas informações do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1847961 Português

Pegar o bonde andando


    Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

    O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.

    O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.

    Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).


(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)

Os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração do conteúdo do texto, por:
Alternativas
Q1847957 Português

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.


    Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.

    O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.

    Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.

    A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.

    Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.

    Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.

    Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.

(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

Na frase do segundo parágrafo – Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. –, o termo destacado qualifica a palavra a que se refere (bênção). A mesma situação ocorre com o termo em destaque na alternativa:
Alternativas
Respostas
44441: C
44442: A
44443: B
44444: C
44445: E
44446: A
44447: D
44448: D
44449: B
44450: B
44451: D
44452: C
44453: B
44454: D
44455: E
44456: B
44457: A
44458: D
44459: C
44460: D