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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

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Q1858568 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

A crônica em sua função

   A palavra crônica é conhecida e designa um gênero de texto. Vem por vezes acompanhada de adjetivo: política, esportiva, social, policial etc. Se vier desacompanhada de qualquer qualificativo, é porque ela serve a um cronista não especializado, um escritor de linguagem cativante que pode falar de qualquer coisa que desperte o interesse do leitor. Não há jornal ou revista que dispense esse tipo de cronista. Que função terá essa modalidade de crônica, livre que está para abordar não importa o que seja?
     Quando, ao ler um jornal, nos detemos nela, é porque sabemos que a mão do escritor, com leveza de estilo, com algum humor, com um mínimo de sabedoria e perspicácia, nos conduzirá por um texto que nos poupa da gravidade dos grandes assuntos da política ou da economia e chamará nossa atenção para algum assunto que, não sendo manchete, diz respeito à nossa vida pequenina, ao nosso cotidiano, aos nossos hábitos, aos nossos valores mais íntimos. Uma crônica pode falar de uma dor de dente, de um incidente na praia, de um caso de amor, de uma viagem, de um momento de tédio ou até mesmo da falta de assunto. O importante é que o cronista faça de seu texto um objeto hipnótico, do qual não se consegue tirar os olhos. Para isso, há que haver talento. 
    Entre nós, pontifica até hoje o nome do cronista Rubem Braga (1913-1990). É uma unanimidade: todos o consideram o maior de todos, o mestre do gênero. De fato, Rubem Braga cumpriu com excelência o alcance de um cronista: deu-nos poesia, reflexão, análise, lucidez, ironia, humor − tudo numa linguagem de exemplar clareza e densidade subjetiva. A crônica de Rubem Braga cumpriu à perfeição o papel fundamental desse gênero literário pouco homenageado. Nas palavras do crítico Antonio Candido, uma crônica “pega o miúdo da vida e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas. Isto acontece porque ela não tem a pretensão de durar, uma vez que é filha do jornal e da era da máquina, onde tudo acaba tão depressa”. O crítico não tem dúvida em considerar que as boas crônicas, “por serem leves e acessíveis talvez comuniquem, mais do que poderia fazer um estudo intencional, a visão humana do homem na sua vida de todo dia”. Não é pouca coisa. Vida longa aos bons cronistas. 
(Jeremias Salustiano, inédito)
No primeiro parágrafo do texto, informa-se que a crônica
Alternativas
Q1858198 Português
Sinônimos são palavras de sentido igual ou aproximado. Geralmente não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, aqueles mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética (orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo) (CEGALLA, 2005). Considerando o trecho apresentado, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A palavra adversário poderia ser substituída, correta e adequadamente, por antagonista.
( ) Os vocábulos colóquio e diálogo não são sinônimos, visto que não se originam de um mesmo radical.
( ) As palavras soberba e humildade representam um caso de sinonímia.
( ) Oposição e antítese representam um par de sinônimos.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1858035 Português
Texto para a questão

A commodity certa no momento errado: reflexões sobre a manteiga de tartaruga 

 
...tendo acesso aos bastidores da produção... (linha 14)
Assinale a alternativa em que, independentemente da mudança de sentido, a alteração tenha sido feita em respeito às regras gramaticais.  
Alternativas
Q1858031 Português
Texto para a questão

A commodity certa no momento errado: reflexões sobre a manteiga de tartaruga 

 
Coincidentemente, enquanto as consequências da prática predatória faziam desaparecer do Amazonas as tartarugas, seus ovos, e a manteiga, a commodity foi descoberta pela indústria cosmética. (linhas 32 e 33)
No período acima, o termo sublinhado apresenta mormente valor
Alternativas
Q1858029 Português
Texto para a questão

A commodity certa no momento errado: reflexões sobre a manteiga de tartaruga 

 
Em relação às ideias do texto e suas corretas inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. Embora houvesse um período na história em que o Brasil, em sua capitania de São José do Rio Preto, tivesse alto lucro com a exploração e a produção da commodity, um verdadeiro “ciclo da manteiga de tartaruga”, não há, contraditoriamente, nos livros de História, referências desenvolvidas ao evento. II. O texto afirma que o nome “manteiga” constitui na realidade uma impropriedade semântica, o que pode ser comprovado ao se conhecer o processo de produção da commodity. III. Se houvesse sustentabilidade na produção, o Brasil teria alcançado, em mais cinquenta anos, lugar de destaque econômico com a comercialização da manteiga de tartaruga.
Assinale
Alternativas
Q1857442 Português

    No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração.

     A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens.

Michel Foucault. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução:

Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987 (com adaptações).  

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item seguinte. 

O texto aponta para uma reflexão sobre o sistema de punição de criminosos: a violência envolvida na pena pode fazê-la se parecer com os crimes que se deseja evitar.

Alternativas
Q1857441 Português

    No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração.

     A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens.

Michel Foucault. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução:

Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987 (com adaptações).  

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item seguinte. 

O texto informa que, até o final do século XVIII e início do século XIX, a pena adotada para punir aqueles que cometiam crimes consistia em queimá-los em fogueiras.

Alternativas
Q1857437 Português

    No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração.

     A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens.

Michel Foucault. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução:

Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987 (com adaptações).  

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item seguinte. 

No trecho “acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes” (primeiro parágrafo), as formas pronominais “los” e “lhes” retomam “todos”.  

Alternativas
Q1857129 Português

Texto para o item. 

Internet:<tribunadonorte.com.br>  (com adaptações).

Quanto à correção gramatical, à coesão e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto, julgue o item.


“Como se trata de um empreendimento estratégico para a economia do País, será necessário garantir” (linha 39): Embora o empreendimento seja estratégico para a economia nacional, a necessidade de garantir

Alternativas
Q1857127 Português

Texto para o item. 

Internet:<tribunadonorte.com.br>  (com adaptações).

Considerando os mecanismos de coesão no texto, julgue o item no que se refere à correta correspondência entre o termo destacado e o respectivo elemento de referência.


“previsto” (linha 31) – “projeto” (linha 30)

Alternativas
Q1857125 Português

Texto para o item. 

Internet:<tribunadonorte.com.br>  (com adaptações).

Considerando os mecanismos de coesão no texto, julgue o item no que se refere à correta correspondência entre o termo destacado e o respectivo elemento de referência.


“pronto” (linha 27) – “o complexo” (linha 28) 

Alternativas
Q1857121 Português

Texto para o item. 

Internet:<tribunadonorte.com.br>  (com adaptações).

Com relação à ortografia oficial, à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“que mais temos” (linha 9) por de que mais dispomos

Alternativas
Q1856991 Português
Texto para a questão. 

Geraldo Galvão Ferraz. Um futuro para o passado.
Internet: : <https://revistacult.uol.com.br>  (com adaptações)


A expressão pronominal “a qual” (linha 6) refere-se a 
Alternativas
Q1856989 Português
Texto para a questão. 

Geraldo Galvão Ferraz. Um futuro para o passado.
Internet: : <https://revistacult.uol.com.br>  (com adaptações)


Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita que, além de gramaticalmente correta, mantém os sentidos do seguinte trecho do texto: “Tinha duas enormes mesas: sempre cheia de mapas, uma, e de material de pesquisa, a outra.” (linhas 41 e 42). 
Alternativas
Q1856986 Português
Texto para a questão. 

Geraldo Galvão Ferraz. Um futuro para o passado.
Internet: : <https://revistacult.uol.com.br>  (com adaptações)


O texto informa que erroneamente se atribui a Jules Verne a 
Alternativas
Q1856983 Português
Texto para a questão. 

Geraldo Galvão Ferraz. Um futuro para o passado.
Internet: : <https://revistacult.uol.com.br>  (com adaptações)


Infere-se do texto que Jules Verne foi um renomado  
Alternativas
Q1856982 Português
“O gato e o cachorro viviam na mesma casa; um dia, o gato viu comida sobre a pia da cozinha e correu a chamar o cachorro.”
Trata-se de um segmento narrativo em que as duas ações destacadas mostram, respectivamente, uma relação de:
Alternativas
Q1856981 Português
Uma narrativa mostra uma sequência de ações ou acontecimentos; a frase abaixo que mostra uma ação é:
Alternativas
Q1856980 Português
Observe as duas frases a seguir. - Conheço o roteiro para o esconderijo - Parece que vai fazer sol no domingo
Nessas duas frases, os verbos empregados mostram, respectivamente, os seguintes valores semânticos:
Alternativas
Q1856978 Português
“O livro de Laurentino Gomes sobre a escravidão é de dimensão agradável e de preço acessível, por isso deve vender bastante."
A conclusão desse raciocínio:
Alternativas
Respostas
44161: D
44162: A
44163: A
44164: D
44165: C
44166: C
44167: E
44168: E
44169: E
44170: E
44171: C
44172: C
44173: D
44174: C
44175: E
44176: C
44177: C
44178: C
44179: A
44180: D