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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.524 questões

Q1892009 Português

Leia o texto, para responder à questão.


   Não existe cooperação sem liderança. Um líder pode ser a diferença para o sucesso de empreendimentos coletivos, nos quais o líder empreendedor deve ser capaz de desenvolver os talentos e as competências do grupo na busca dos objetivos comuns que se pretende alcançar. Ele desperta no grupo ou na comunidade o ideal coletivo e mobiliza-os para, juntos, concretizá-lo, ajudando as pessoas a identificarem as próprias necessidades e a unirem forças em torno de objetivos comuns.


   Os líderes atuam em territórios, em setores, em empresas e em comunidades onde existem grupos minimamente organizados. Procuram assumir sua função na gestão do coletivo, baseando-se nos princípios da cooperação e promovendo a integração das equipes para alcançar os propósitos do grupo.


    Além disso, incentivam as pessoas a adotarem novas posturas na convergência de ideias, na convivência com opiniões divergentes e nos seus atos, buscando o atendimento das necessidades e metas. Com isso, os integrantes das organizações coletivas sabem que podem contestar e validar opiniões livremente, sem qualquer possibilidade de rejeição e retaliação.


    Articulando as forças em torno dos objetivos do grupo, associando recursos e integrando competências, o líder assegura que se possa fazer mais e melhor com menos.


   A nova postura tem como resultados sinérgicos a valorização do ser humano, o exercício pleno da cidadania e a consecução dos resultados pretendidos pelo grupo ou comunidade.


    Cada perfil de liderança influencia de modos distintos o ambiente de trabalho, o comportamento dos profissionais e o desenvolvimento das atividades profissionais.


(Disponível em sebrae.com.br. Acesso em 19.06.2021. Adaptado)

Da leitura do texto, depreende-se, corretamente, que os líderes se caracterizam por
Alternativas
Q1891541 Português
Os parágrafos a seguir estão ordenados de forma aleatória.

(1) Deitado ao lado do aquecedor (que manhã mais fria!), ele se entrega, sem pensar, às delícias do calor macio. Nesse momento, ele é um monge budista: nenhum desejo o perturba.
(2) Camus observou que o que caracteriza os seres humanos é a sua recusa a serem o que são. Eles não estão felizes com o que são. Querem ser outros, diferentes. Por isso somos neuróticos, revolucionários e artistas. Do sentimento de revolta, surgem as criações que nos fazem grandes. Mas, nesse momento, eu não quero ser grande. Quero simplesmente ter a saúde de corpo e de alma que tem o meu gato. Ele está feliz com a sua condição de gato. Não pensa em criações que o farão grande.
(3) Desejos são perturbações na tranquilidade da alma. Ter um desejo é estar infeliz: falta-me alguma coisa, por isso desejo… Mas, para o meu gato, nada falta. Ele é um ser completo. Por isso, pode se entregar ao calor do momento presente sem desejar nada. E esse “entregar-se ao momento presente sem desejar nada” tem o nome de preguiça. Preguiça é a virtude dos seres que estão em paz com a vida.
(4) Olho para o meu gato e medito. Medito teologias. Diziam os teólogos de séculos atrás que a harmonia da natureza deve ser o espelho em que os seres humanos devem buscar suas perfeições. O gato é um ser da natureza. Olho para o gato como um espelho. Não percebo nele nenhuma desarmonia. Sinto que devo imitálo.

Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/filosofia-do-gato-uma-cronica-adoravel-de-rubem-alves/. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento)

Considerando-se que a organização de um texto pressupõe ordenação coerente de suas partes, assinale a alternativa que evidencia, de forma lógica, a ordenação dos parágrafos do texto, de cima para baixo, com base nos números indicados.
Alternativas
Q1891540 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Ser escritora no Brasil significa enfrentar desafios simultâneos. O primeiro deles é a entrada no campo literário dominado historicamente por homens brancos, héteros e de classe média. Esse é o obstáculo cultural e social que, ao longo dos anos e de forma lenta, vai sendo superado com o surgimento de mais e mais autoras. Ao mesmo tempo, existe no plano estético o peso da figura de Clarice Lispector, a “poeta forte” na literatura brasileira contemporânea, para usar uma ideia de Harold Bloom.[...]

    Carola Saavedra refletiu recentemente sobre o fantasma clariceano nas letras brasileiras e sobre a existência ou não da “escrita feminina”. É um debate reivindicado por quem está em busca de novos olhares no campo literário, mas que atiça o conservadorismo assustado com as mudanças. Homens temem a perda do lugar de fala, o monopólio da ideia de universal, de escrever para todos.

    “O conceito de escrita feminina parte de uma premissa essencialista ao enxergar na produção de autoras um estilo próprio feminino, isto é, as mulheres escreveriam como mulheres por possuírem um corpo de mulher e terem uma experiência única ligada a esse corpo”, nota a autora “Com armas sonolentas — um romance de formação” (2018). “A teoria da escrita feminina acabou se tornando por muito tempo o grande calcanhar de Aquiles das escritoras, porque, ao se pressupor a existência de uma escrita feminina, dava-se a toda a sua produção um caráter de literatura inferior, de menor qualidade. O outro da norma, o segundo sexo.” [...]

    Como leitor interessado e não especialista em questões femininas, fico pensando se um homem teria condições de enxergar, de absorver e de interpretar o mundo para escrever o romance “Conto da Aia”, de Margaret Atwood, ou a análise histórica “Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpos e Acumulação Primitiva”, de Silvia Federici. Tampouco consigo imaginar um escritor construindo a intricada amizade de Lila e Lenu nos quatros livros da série napolitana de Elena Ferrante, com os jogos de ciúme, de disputas, de solidariedade e de laços que parecem indestrutíveis entre as personagens.


VIEIRA, Enio. Disponível em: https://www.revistabula.com/43439-clarices-carolinas-e-hildas-um-mapa-das-escritoras-brasileirascontemporaneas/. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento)
Assinale a alternativa, cuja troca do termo negritado implica necessariamente alteração do sentido, no trecho “Tampouco consigo imaginar um escritor construindo a intricada amizade de Lila e Lenu nos quatros livros da série napolitana de Elena Ferrante [...]”.
Alternativas
Q1891538 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Ser escritora no Brasil significa enfrentar desafios simultâneos. O primeiro deles é a entrada no campo literário dominado historicamente por homens brancos, héteros e de classe média. Esse é o obstáculo cultural e social que, ao longo dos anos e de forma lenta, vai sendo superado com o surgimento de mais e mais autoras. Ao mesmo tempo, existe no plano estético o peso da figura de Clarice Lispector, a “poeta forte” na literatura brasileira contemporânea, para usar uma ideia de Harold Bloom.[...]

    Carola Saavedra refletiu recentemente sobre o fantasma clariceano nas letras brasileiras e sobre a existência ou não da “escrita feminina”. É um debate reivindicado por quem está em busca de novos olhares no campo literário, mas que atiça o conservadorismo assustado com as mudanças. Homens temem a perda do lugar de fala, o monopólio da ideia de universal, de escrever para todos.

    “O conceito de escrita feminina parte de uma premissa essencialista ao enxergar na produção de autoras um estilo próprio feminino, isto é, as mulheres escreveriam como mulheres por possuírem um corpo de mulher e terem uma experiência única ligada a esse corpo”, nota a autora “Com armas sonolentas — um romance de formação” (2018). “A teoria da escrita feminina acabou se tornando por muito tempo o grande calcanhar de Aquiles das escritoras, porque, ao se pressupor a existência de uma escrita feminina, dava-se a toda a sua produção um caráter de literatura inferior, de menor qualidade. O outro da norma, o segundo sexo.” [...]

    Como leitor interessado e não especialista em questões femininas, fico pensando se um homem teria condições de enxergar, de absorver e de interpretar o mundo para escrever o romance “Conto da Aia”, de Margaret Atwood, ou a análise histórica “Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpos e Acumulação Primitiva”, de Silvia Federici. Tampouco consigo imaginar um escritor construindo a intricada amizade de Lila e Lenu nos quatros livros da série napolitana de Elena Ferrante, com os jogos de ciúme, de disputas, de solidariedade e de laços que parecem indestrutíveis entre as personagens.


VIEIRA, Enio. Disponível em: https://www.revistabula.com/43439-clarices-carolinas-e-hildas-um-mapa-das-escritoras-brasileirascontemporaneas/. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento)
De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q1891537 Português
    Em sistemas planetários formados por estrelas semelhantes ao Sol, mas que apresentam processos dinâmicos severos que causam reconfigurações em sua arquitetura, alguns planetas podem ter sido “devorados” pela estrela hospedeira.
    Uma equipe internacional de astrônomos — liderada por Lorenzo Spina, do Istituto Nazionale di Astrofisica (INAF), de Pádua, Itália, e incluindo Jorge Meléndez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) — estudou a composição química de estrelas de tipo solar em mais de cem sistemas binários, a fim de identificar assinaturas de planetas eventualmente “engolidos”.

ARANTES, José Tadeu. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2021/08/estrelas-semelhantes-ao-sol-devoramplanetas-em-sua-orbita-indica-estudo.shtml. Acesso em 31 ago. 2021. (Fragmento)

Analise o uso dos termos “devorados” e “engolidos” no texto apresentado e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1891535 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


     [...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

    A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

    Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

    Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

    Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

    Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

    O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

    Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

    Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

     Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

   Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml.

Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)
O texto apresenta argumentos desfavoráveis ao uso de sacolas de algodão, EXCETO, em
Alternativas
Q1891534 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


     [...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

    A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

    Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

    Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

    Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

    Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

    O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

    Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

    Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

     Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

   Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml.

Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)
Em relação aos termos negritados em “as sacolas de algodão [...] são ‘extremamente difíceis de decompor quimicamente’, disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA).”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1891533 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


     [...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

    A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

    Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

    Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

    Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

    Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

    O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

    Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

    Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

     Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

   Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml.

Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)
Segundo as informações do texto, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q1891532 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


     [...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

    A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

    Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

    Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

    Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

    Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

    O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

    Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

    Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

     Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

   Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml.

Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)
Assinale a alternativa que indica opinião do autor.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891501 Português
      A pandemia obrigou muitas pessoas a transformar a casa em escritório. E quanto mais horas dentro do lar, mais barulho. Isso pode parecer até contraditório em um primeiro momento, mas o barulho que vem dos alto-falantes está afetando você lentamente.
      E se você usa fones de ouvido ou um headset completo por muitas horas, o problema pode começar a se agravar mais rápido do que você imagina.
      “O barulho em excesso, ao longo do tempo, pode causar prejuízos cada vez maiores à audição. Dependendo da intensidade, o ruído pode provocar, inclusive, como primeiro sintoma, o zumbido nas orelhas”, explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, da empresa de soluções auditivas Telex.
      As reuniões virtuais e as aulas on-line já surgem como parte do problema, juntamente com ouvir música alto ― considere que muita gente trabalha no home office, ouvindo música em um volume mais intenso. [...] 
SOUSA FILHO, Fernando. Disponível em: https://www.terra.com.br/economia/home-office-e-aula-online-afetam-audicao-sem-voce-saber,53aba6a87547382f9a64eb85b78e568azz7zkpr6.html. Acesso em: 21 set. 2021. (Fragmento)

De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891500 Português
      Feijões brancos que parecem pintados à mão. Espigas de milho de grãos negros, vermelhos ou coloridos. Arroz basmati de tom avermelhado, que solta um perfume irresistível ao ser cozido. Essas são algumas das variedades de grãos nativos, também chamados crioulos, que começam a ser resgatadas do esquecimento por agricultores obstinados – em parceria com chefs de cozinha, eles lutam para preservar a diversidade no prato do brasileiro. Muito antes que o arroz branco, o feijão preto e o milho amarelo imperassem no mercado, as lavouras do país eram coloridas e variadíssimas. O que aconteceu depois é resultado de uma conjunção de fatores.
      Há quem ponha toda a culpa no agronegócio, que elegeu as variedades mais produtivas (e lucrativas), sufocando a concorrência dos pequenos produtores. “O modelo industrial não apenas escanteou os agricultores como massificou o modo produtivo […]. A produção agrícola foi então progressivamente orientada para um número cada vez mais restrito de espécies e variedades cultivadas, criando dependência de insumos agrícolas industriais (sementes, agrotóxicos e fertilizantes) e respondendo ao insaciável mercado global”, afirma o documento de posicionamento sobre sementes, organismos geneticamente modificados e novas biotecnologias, publicado pelo movimento Slow Food em outubro de 2020. 
PINHO, Flávia G. Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/estilo-de-vida/comida-bebida/o-resgate-dos-graos-nativos/. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento)

De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891498 Português
      Este ___________ debate as dicotomias entre mobilidades físicas e imagéticas ocorridas na pandemia da COVID-19, considerando as restrições de fluxos de turistas contidos nas barreiras sanitárias e das comunicações turísticas que, ao mesmo tempo em que alertam para a necessidade de restrição ao turismo, promovem seus atrativos na perspectiva de retomada da atividade. Para tal, fez-se uma análise de contexto a partir dos conteúdos (tipologia, representação e discurso/interpretação) presentes nos materiais difundidos pela imprensa e pelos órgãos locais das Rotas Turísticas Costa do Sol/Região dos Lagos e São Paulo/Litoral Norte. Os conteúdos empíricos são expostos como exemplos, pois a essência do trabalho está nas dinâmicas e nos processos das mobilidades que os caracterizam e transmutam. Os resultados corroboram o argumento que as dimensões física e imagética do turismo ilustram dois elementos principais para se (re)pensar o conceito e as práticas mobilidades turísticas. Assim, as contribuições deste trabalho se colocam em duas vertentes: primeiro, no campo teórico-metodológico das mobilidades, ao ampliar a discussão sobre turismo para além da mobilidade física de corpos, orientados pelo Paradigma das Novas Mobilidades; segundo, coloca em discussão vertentes contraditórias sobre as práticas turísticas no presente, podendo orientar a gestão da atividade em função dos desdobramentos da pandemia.

COSTA, J. C. da; ALLIS, Thiago. Disponível em: https://www.rbtur.org.br/rbtur/article/view/2212. Acesso em: 31 ago. 2021

A palavra que corretamente preenche a lacuna no texto é 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891497 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



      O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]


      O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.


      Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]


      Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.


      Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]


      Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.


      Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...] 


      O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.


      Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. 


     Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.


      Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.


      A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.


      O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.


      Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.


      O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.


      Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.


      O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.



PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-a-eternidade-e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

“O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro.”

Assinale a alternativa em que parafraseia o trecho acima sem prejuízo de sentido ao trecho original.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891494 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



      O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]


      O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.


      Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]


      Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.


      Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]


      Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.


      Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...] 


      O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.


      Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. 


     Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.


      Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.


      A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.


      O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.


      Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.


      O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.


      Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.


      O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.



PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-a-eternidade-e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

Em “Durante milênios, ‘nada’ aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado.”, as aspas no termo negritado indiciam sentido
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891493 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



      O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]


      O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.


      Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]


      Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.


      Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]


      Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.


      Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...] 


      O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.


      Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. 


     Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.


      Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.


      A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.


      O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.


      Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.


      O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.


      Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.


      O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.



PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-a-eternidade-e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

Assinale a alternativa cujo termo negritado apresenta diferença de sentido com o termo destacado no trecho “Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.”.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891492 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



      O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]


      O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.


      Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]


      Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.


      Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]


      Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.


      Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...] 


      O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.


      Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. 


     Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.


      Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.


      A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.


      O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.


      Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.


      O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.


      Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.


      O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.



PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-a-eternidade-e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que seu principal objetivo é
Alternativas
Q1891404 Português
Se não dá para ver átomos, como sabemos que são feitos de partículas menores?

    A história da física foi marcada por experimentos engenhosos que permitiram inferir a existência e as características dessas partículas indiretamente. O primeiro e mais famoso deles ocorreu em 1897, quando o físico J.J. Thompson investigava uma invenção recente, chamada tubo de raios catódicos.
    Trata-se de um tubo de vidro selado a vácuo, em cujo interior há dois ______, um negativo, chamado ânodo, e um positivo, chamado cátodo. A diferença de potencial entre os dois (em bom português, a voltagem) faz um feixe de carga elétrica negativa, cuja composição na época era desconhecida, disparar na direção do cátodo. Daí o nome “catódicos”.
   O que Thompson fez foi desviar o feixe atraindo-o com uma placa metálica de carga oposta, positiva. Lembre-se: os opostos se atraem. O ângulo em que o feixe se desviou permitiu calcular a carga elétrica e a massa das partículas que _________ o raio catódico. Assim, ele concluiu que elas eram mais leves que o átomo – e descobriu o elétron.
   Outro experimento, realizado em 1905 pelo neozelandês Ernest Rutherford, foi fundamental para entender como o elétron se encaixava na estrutura do átomo.
    Rutherford ________ núcleos de hélio, que possuem carga positiva, em uma fina folha de ouro. A maioria esmagadora deles passou reto pela folha, como se ela não existisse. Mas 1 em cada 20 mil desses balaços microscópicos foram refletidos com violência, em ângulos fechados.
    Assim, Rutherford deduziu que a maior parte do volume dos átomos é composta pela nuvem de elétrons de carga negativa, que é extremamente insubstancial – o que explica por que os núcleos de hélio, em geral, atravessam a folha rasgando.
   Os poucos núcleos de hélio que foram refletidos se chocaram com os núcleos de carga igualmente positiva do ouro, que são compactos e correspondem a uma parcela muito pequena do volume do átomo – ainda que concentrem quase toda a massa.
  Assim, nasceu o modelo do átomo como um pequeno Sistema Solar, que foi desatualizado pela física quântica, mas permanece vivo no imaginário popular e ainda é usado para fins didáticos.

(Site: Abril - adaptado.)
Considerando-se seu sentido, a palavra sublinhada em “Assim, Rutherford deduziu que a maior parte do volume dos átomos (...)” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q1891403 Português
Se não dá para ver átomos, como sabemos que são feitos de partículas menores?

    A história da física foi marcada por experimentos engenhosos que permitiram inferir a existência e as características dessas partículas indiretamente. O primeiro e mais famoso deles ocorreu em 1897, quando o físico J.J. Thompson investigava uma invenção recente, chamada tubo de raios catódicos.
    Trata-se de um tubo de vidro selado a vácuo, em cujo interior há dois ______, um negativo, chamado ânodo, e um positivo, chamado cátodo. A diferença de potencial entre os dois (em bom português, a voltagem) faz um feixe de carga elétrica negativa, cuja composição na época era desconhecida, disparar na direção do cátodo. Daí o nome “catódicos”.
   O que Thompson fez foi desviar o feixe atraindo-o com uma placa metálica de carga oposta, positiva. Lembre-se: os opostos se atraem. O ângulo em que o feixe se desviou permitiu calcular a carga elétrica e a massa das partículas que _________ o raio catódico. Assim, ele concluiu que elas eram mais leves que o átomo – e descobriu o elétron.
   Outro experimento, realizado em 1905 pelo neozelandês Ernest Rutherford, foi fundamental para entender como o elétron se encaixava na estrutura do átomo.
    Rutherford ________ núcleos de hélio, que possuem carga positiva, em uma fina folha de ouro. A maioria esmagadora deles passou reto pela folha, como se ela não existisse. Mas 1 em cada 20 mil desses balaços microscópicos foram refletidos com violência, em ângulos fechados.
    Assim, Rutherford deduziu que a maior parte do volume dos átomos é composta pela nuvem de elétrons de carga negativa, que é extremamente insubstancial – o que explica por que os núcleos de hélio, em geral, atravessam a folha rasgando.
   Os poucos núcleos de hélio que foram refletidos se chocaram com os núcleos de carga igualmente positiva do ouro, que são compactos e correspondem a uma parcela muito pequena do volume do átomo – ainda que concentrem quase toda a massa.
  Assim, nasceu o modelo do átomo como um pequeno Sistema Solar, que foi desatualizado pela física quântica, mas permanece vivo no imaginário popular e ainda é usado para fins didáticos.

(Site: Abril - adaptado.)
Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1891348 Português
“A formação do professor abrange duas dimensões: a formação teórico-científica, incluindo a formação acadêmica específica; e a formação técnico-prática, visando a preparação profissional específica para a docência, a pesquisa educacional e outras” (LIBÂNEO, 1991). Assinale a alternativa que tem relação à formação e identidade docente citada pelo autor:
Alternativas
Q1891344 Português
O trecho abaixo é um fragmento de uma das entradas do diário de Carolina Maria de Jesus, importante escritora nacional. Na edição de seu livro, foi completamente respeitado o registro de linguagem por ela empregado ainda que, por vezes, contrariasse a tradição gramatical. Leia-o, com atenção, para responder à questão.

Texto I

  29 DE MAIO Até que enfim parou de chover. As nuvens deslisa-se para o poente. Apenas o frio nos fustiga. E varias pessoas da favela não tem agasalhos. Quando uns tem sapatos, não tem palitol. E eu fico condoida vendo as crianças pisar na lama. (...) Percebi que chegaram novas pessoas para a favela. Estão maltrapilhas e as faces desnutridas. Improvisaram um barracão. Condoí-me de ver tantas agruras reservadas aos proletarios. Fitei a nova companheira de infortunio. Ela olhava a favela, suas lamas e suas crianças pauperrimas. Foi o olhar mais triste que eu já presenciei. Talvez ela não mais tem ilusão. Entregou sua vida aos cuidados da vida.
   ... Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá... isto é mentira! Mas, as miserias são reais.
    ... O que eu revolto é contra a ganancia dos homens que espremem uns aos outros como se espremesse uma laranja.

(JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo, diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 1993, p.41)
Na passagem “Entregou sua vida aos cuidados da vida.”, observe o uso reiterado do vocábulo em destaque. Considerando o contexto de cada emprego, é correto afirmar que tais palavras possuem:
Alternativas
Respostas
43721: C
43722: C
43723: D
43724: B
43725: C
43726: C
43727: A
43728: D
43729: B
43730: A
43731: B
43732: C
43733: A
43734: C
43735: D
43736: A
43737: C
43738: E
43739: A
43740: D