Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 96.113 questões

Q1938763 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Reality Shows

Por Rafael Battaglia


(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-psicologia-dos-reality-shows/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Analise a charge a seguir e assinale a alternativa que indica o nome do Reality Show abordado no texto cuja temática pode ser relacionada com a imagem.

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q1938724 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 

A Psicologia dos Reality Shows

Por Rafael Battaglia


(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-psicologia-dos-reality-shows/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Observe a charge a seguir e assinale a alternativa que indica sua correta relação com o texto anterior.

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q1938227 Português

Texto para os item.





Carl Sagan. Não existem perguntas imbecis. In: O mundo assombrado pelos demônios:
a ciência vista como uma vela no escuro. Internet: <nerdking.net.br> (com adaptações) 

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.


Seria mantida a coerência do texto caso o trecho “Novas experiências semelhantes, e mais uma criança perde o interesse pela ciência” (quinto parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: Caso aconteçam novas experiências semelhantes, mais uma criança perderá o interesse pela ciência. 

Alternativas
Q1938222 Português

Texto para os item.





Carl Sagan. Não existem perguntas imbecis. In: O mundo assombrado pelos demônios:
a ciência vista como uma vela no escuro. Internet: <nerdking.net.br> (com adaptações) 

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


De acordo com o texto, toda pergunta é um grito para compreender o mundo, mesmo o questionamento “Por que a Lua é redonda?”, caracterizado pelo autor como uma pergunta ingênua. 

Alternativas
Q1938221 Português

Texto para os item.





Carl Sagan. Não existem perguntas imbecis. In: O mundo assombrado pelos demônios:
a ciência vista como uma vela no escuro. Internet: <nerdking.net.br> (com adaptações) 

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


O sexto parágrafo concentra-se em mostrar que a pergunta “Por que a grama é verde?”, mencionada no parágrafo anterior, não é uma pergunta simples, uma vez que se relaciona com outras questões que ainda estão em aberto no campo da ciência.

Alternativas
Q1938220 Português

Texto para os item.





Carl Sagan. Não existem perguntas imbecis. In: O mundo assombrado pelos demônios:
a ciência vista como uma vela no escuro. Internet: <nerdking.net.br> (com adaptações) 

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


Para defender a ideia de que não existem perguntas estúpidas, o autor menciona, como estratégia argumentativa, diferentes situações por ele vivenciadas ou observadas. 

Alternativas
Q1938219 Português

Texto para os item.





Carl Sagan. Não existem perguntas imbecis. In: O mundo assombrado pelos demônios:
a ciência vista como uma vela no escuro. Internet: <nerdking.net.br> (com adaptações) 

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


Depreende-se do texto que um adulto que tente responder às perguntas profundas feitas por uma criança, ainda que não consiga fornecer uma resposta completa, pode contribuir para que ela não perca o interesse pela ciência.

Alternativas
Q1938130 Português
Laços de Família

Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.


LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 19. Fragmento.
Em: “(...) o canto importuno das empregadas do edifício”, a palavra em destaque apresente relação de sinonímia com qual das palavras abaixo?
Alternativas
Q1938129 Português
Laços de Família

Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.


LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 19. Fragmento.
Assinale a alternativa em que o trecho apresentado NÃO se encontra em sentido figurado: 
Alternativas
Q1938127 Português
Laços de Família

Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.


LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 19. Fragmento.
Qual o tipo de narrativa apresentada acima? 
Alternativas
Q1938126 Português
Laços de Família

Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.


LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 19. Fragmento.
O que retrata a narrativa do texto acima? 
Alternativas
Q1937894 Português

Texto para o item.




Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.

Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>  (com adaptações).


A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.


No último parágrafo, o termo “as”, que antecede “farejava” (linha 24), retoma “A minha ignorância de viver” (linha 23) e “a natureza das minhas preocupações” (linhas 23 e 24). 

Alternativas
Q1937893 Português

Texto para o item.




Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.

Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>  (com adaptações).


A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.


O trecho “é que” (linha 31) poderia ser suprimido sem prejuízo da coerência do texto. 

Alternativas
Q1937892 Português

Texto para o item.




Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.

Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>  (com adaptações).


A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.


Na linha 28, o termo “ele”, em “Com ele, era assim”, retoma “o homem”. 

Alternativas
Q1937891 Português

Texto para o item.




Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.

Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>  (com adaptações).


A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.


Seriam mantidos os sentidos e a coerência do texto caso o vocábulo “tão”, no último período do terceiro parágrafo, fosse substituído por muito. 

Alternativas
Q1937883 Português

Texto para o item.




Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.

Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>  (com adaptações).


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


O último período do texto é, em parte, opinativo, pois nele o narrador tece uma crítica à onipotência dos escrivães. 

Alternativas
Q1937882 Português

Texto para o item.




Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.

Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>  (com adaptações).


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


Infere-se do último parágrafo que o gerente do hotel utilizava anedotas como estratégia para intimidar o narrador. 

Alternativas
Q1937351 Português


O Texto a seguir refere-se ao item. 



ELES NÃO APRENDEM


Estudo monitora psicopatas condenados por crimes violentos e descobre que eles respondem mal a penalizações como forma de aprendizado


        O neurologista norte-americano James Fallon já estudava há décadas o cérebro de pacientes diagnosticados com distúrbios psíquicos quando ficou sabendo de seis assassinatos na família de seu pai. Decidiu, então, fazer uma tomografia, e, ao analisar o resultado, encontrou características semelhantes às apresentadas por psicopatas. “Minha mãe teve quatro abortos espontâneos, então, quando cheguei, me trataram como um garoto de ouro. Se tivesse sido tratado normalmente, talvez fosse hoje meio barra-pesada”, ele diz.

        Fallon agora se reconhece como psicopata. Ele faz parte da corrente que acredita que é possível diagnosticar a psicopatia a partir de anomalias no cérebro, teoria ainda contestada por parte da comunidade médica, mas que acaba de ganhar um reforço importante. Um estudo feito pela Universidade de Montreal e pelo King's College London analisou 12 homens condenados por conduta violenta e diagnosticados clinicamente como psicopatas e outros 20 condenados pelo mesmo motivo, mas diagnosticados apenas como antissociais. Eles jogaram uma espécie de jogo da memória enquanto estavam dentro de uma máquina de ressonância magnética. As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se adaptavam a essas mudanças — errar é uma forma de aprendizado, já que o cérebro costuma entender a mensagem, representada no jogo pela perda de pontos, e deixa de repetir o padrão que levou à punição.

        Os psicopatas tiveram mais dificuldades que os antissociais para aprender com as penalidades, e duas áreas do cérebro apresentaram comportamentos anormais. “Nosso estudo desafia a visão de que psicopatas têm baixa sensibilidade neural a punições”, dizem os pesquisadores. “Em vez disso, o problema é que existem alterações no sistema de processamento de informações responsável pelo aprendizado”. A expectativa é que a descoberta seja útil na busca por novos tratamentos para prevenir ações violentas.

Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/psicopatas-podem-se-recuperar-ao-serem-penalizados.html. Acesso em: 16 mar. 2022.

Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item. 


Em “[...] eles respondem mal a penalizações [...]”, o termo em destaque tem o mesmo sentido que em “Hoje está calor. Mal posso esperar para ir à praia.”. 

Alternativas
Q1937349 Português


O Texto a seguir refere-se ao item. 



ELES NÃO APRENDEM


Estudo monitora psicopatas condenados por crimes violentos e descobre que eles respondem mal a penalizações como forma de aprendizado


        O neurologista norte-americano James Fallon já estudava há décadas o cérebro de pacientes diagnosticados com distúrbios psíquicos quando ficou sabendo de seis assassinatos na família de seu pai. Decidiu, então, fazer uma tomografia, e, ao analisar o resultado, encontrou características semelhantes às apresentadas por psicopatas. “Minha mãe teve quatro abortos espontâneos, então, quando cheguei, me trataram como um garoto de ouro. Se tivesse sido tratado normalmente, talvez fosse hoje meio barra-pesada”, ele diz.

        Fallon agora se reconhece como psicopata. Ele faz parte da corrente que acredita que é possível diagnosticar a psicopatia a partir de anomalias no cérebro, teoria ainda contestada por parte da comunidade médica, mas que acaba de ganhar um reforço importante. Um estudo feito pela Universidade de Montreal e pelo King's College London analisou 12 homens condenados por conduta violenta e diagnosticados clinicamente como psicopatas e outros 20 condenados pelo mesmo motivo, mas diagnosticados apenas como antissociais. Eles jogaram uma espécie de jogo da memória enquanto estavam dentro de uma máquina de ressonância magnética. As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se adaptavam a essas mudanças — errar é uma forma de aprendizado, já que o cérebro costuma entender a mensagem, representada no jogo pela perda de pontos, e deixa de repetir o padrão que levou à punição.

        Os psicopatas tiveram mais dificuldades que os antissociais para aprender com as penalidades, e duas áreas do cérebro apresentaram comportamentos anormais. “Nosso estudo desafia a visão de que psicopatas têm baixa sensibilidade neural a punições”, dizem os pesquisadores. “Em vez disso, o problema é que existem alterações no sistema de processamento de informações responsável pelo aprendizado”. A expectativa é que a descoberta seja útil na busca por novos tratamentos para prevenir ações violentas.

Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/psicopatas-podem-se-recuperar-ao-serem-penalizados.html. Acesso em: 16 mar. 2022.

Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item. 


O trecho “Eles jogaram uma espécie de jogo da memória [...]” poderia ser reescrito como “Eles jogaram um “jogo da memória”, sem que isso modificasse o sentido original do excerto.  

Alternativas
Q1937348 Português


O Texto a seguir refere-se ao item. 



ELES NÃO APRENDEM


Estudo monitora psicopatas condenados por crimes violentos e descobre que eles respondem mal a penalizações como forma de aprendizado


        O neurologista norte-americano James Fallon já estudava há décadas o cérebro de pacientes diagnosticados com distúrbios psíquicos quando ficou sabendo de seis assassinatos na família de seu pai. Decidiu, então, fazer uma tomografia, e, ao analisar o resultado, encontrou características semelhantes às apresentadas por psicopatas. “Minha mãe teve quatro abortos espontâneos, então, quando cheguei, me trataram como um garoto de ouro. Se tivesse sido tratado normalmente, talvez fosse hoje meio barra-pesada”, ele diz.

        Fallon agora se reconhece como psicopata. Ele faz parte da corrente que acredita que é possível diagnosticar a psicopatia a partir de anomalias no cérebro, teoria ainda contestada por parte da comunidade médica, mas que acaba de ganhar um reforço importante. Um estudo feito pela Universidade de Montreal e pelo King's College London analisou 12 homens condenados por conduta violenta e diagnosticados clinicamente como psicopatas e outros 20 condenados pelo mesmo motivo, mas diagnosticados apenas como antissociais. Eles jogaram uma espécie de jogo da memória enquanto estavam dentro de uma máquina de ressonância magnética. As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se adaptavam a essas mudanças — errar é uma forma de aprendizado, já que o cérebro costuma entender a mensagem, representada no jogo pela perda de pontos, e deixa de repetir o padrão que levou à punição.

        Os psicopatas tiveram mais dificuldades que os antissociais para aprender com as penalidades, e duas áreas do cérebro apresentaram comportamentos anormais. “Nosso estudo desafia a visão de que psicopatas têm baixa sensibilidade neural a punições”, dizem os pesquisadores. “Em vez disso, o problema é que existem alterações no sistema de processamento de informações responsável pelo aprendizado”. A expectativa é que a descoberta seja útil na busca por novos tratamentos para prevenir ações violentas.

Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/psicopatas-podem-se-recuperar-ao-serem-penalizados.html. Acesso em: 16 mar. 2022.

Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item. 


Em “[...] talvez fosse hoje meio barra-pesada [...]”, a expressão destacada exemplifica a figura de linguagem “pleonasmo”, uma vez que não está sendo utilizada em seu sentido literal e dispensa o adjetivo “pesada”, cuja presença gera uma redundância.  

Alternativas
Respostas
43401: C
43402: B
43403: C
43404: E
43405: C
43406: C
43407: C
43408: E
43409: A
43410: E
43411: C
43412: E
43413: C
43414: E
43415: E
43416: E
43417: C
43418: E
43419: C
43420: E