Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.827 questões

Q3898732 Português

LÍNGUA PORTUGUESA


Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.


    Segundo uma pesquisa do ONS, órgão oficial de estatísticas do Reino Unido, publicada em novembro, 33% dos britânicos de 16 a 29 anos relataram sentir solidão "com frequência, sempre ou às vezes" — a taxa mais alta entre todas as faixas etárias. Entre pessoas com mais de 70 anos, 17% disseram o mesmo. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisou diversos estudos publicados em diferentes países e constatou que jovens adultos e adolescentes relatam os níveis mais elevados de solidão.

    Os dados são complexos, e há indícios de que, em alguns países, entre o grupo mais idoso, de pessoas com mais de 85 anos, a solidão aumenta de forma acentuada e pode se igualar à registrada entre jovens de 18 a 30 anos. Ainda assim, analistas afirmam que, na maior parte das pesquisas, os jovens adultos se destacam como um grupo particularmente isolado. “Os adultos entre 18 e 24 anos são os que se sentem mais solitários, seguidos pelos idosos”, afirma a professora Andrea Wigfield, diretora do Centro de Estudos da Solidão da Sheffield Hallam University, no Reino Unido. "É um problema crescente".

    Cada vez mais, especialistas afirmam que o mundo moderno é o principal responsável pelo problema. Muitos jovens na faixa dos 20 anos vivem em casas compartilhadas nas quais não conhecem bem, ou não gostam, dos colegas de quarto. O trabalho, com frequência, passou a ser feito em casa, e o contato com os amigos muitas vezes ocorre pelas redes sociais. Nem tudo é desolador. Graças à internet, os jovens adultos têm acesso a amizades no mundo todo. Mas, de modo geral, dizem os especialistas, a imagem de uma vida social intensa entre jovens de 20 e poucos anos, apresentada em séries como Friends, da década de 90, precisa de uma correção urgente. 

    "Tendemos a romantizar o início da vida adulta como um período despreocupado, quando, na maioria das vezes, é o período mais miserável da vida das pessoas”, afirma o professor Richard Weissbourd, docente de educação na Universidade Harvard, nos EUA. Em alguns aspectos, o começo da vida adulta sempre foi um período de instabilidade. Os jovens adultos tendem a sair da casa dos pais e se mudar com frequência. Os amigos partem, e os laços familiares se enfraquecem. Esses eventos de transição podem, para algumas pessoas, levar a uma profunda solidão. “Um grande problema é a dispersão; todo mundo que você conheceu agora vive em um milhão de lugares diferentes”, diz a psicóloga clínica Meg Jay, autora do livro The Twenty-Something Treatment (O Tratamento para os 20 e Poucos, em tradução livre).

    Hoje, há também um conjunto de novos fatores e claramente modernos que podem estar agravando o problema. Em muitas partes do mundo, as pessoas estão se casando e tendo filhos mais tarde (ou nem sequer os têm). No Reino Unido, a idade média do primeiro casamento hoje é de 31 anos, segundo o ONS. Em 1970, essa média era de 23 anos para homens e 21 para mulheres. Os jovens adultos tendem a depender mais dos amigos para estabelecer conexões emocionais e, à medida que essas relações não correspondem às expectativas, a solidão pode surgir. 

    O professor Weissbourd, da Universidade Harvard, também aponta para uma fragmentação mais ampla das comunidades. Em países ricos, a participação em instituições cívicas, como igrejas, grupos comunitários ou sindicatos, vem diminuindo desde a década de 1970. Esse fenômeno é conhecido como a tese chamada de "Jogando Boliche Sozinho" (Bowling Alone), nome inspirado em um ensaio famoso publicado em 1995 pelo cientista político Robert Putnam. No texto, ele observou que mais jovens americanos estavam jogando boliche sozinhos, e não em grupo; um símbolo de um colapso amplo das relações sociais.

    Pessoas na faixa dos 20 anos, que podem ter deixado a casa da infância, mas ainda não formaram sua própria família, sentem essa perda de comunidade de forma mais aguda, afirma Weissbourd. “Vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista. Acho que a solidão é um sintoma da nossa incapacidade em cuidar uns dos outros”.


(Jornal BBC News Brasil, 20.12.2025. Adaptado).

Em relação à solidão, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3898385 Português
O 'iceberg de gordura' pesando 100 toneladas achado no esgoto de Londres


Um "iceberg" de gordura, com peso estimado de cerca de 100 toneladas, foi encontrado bloqueando os esgotos da zona leste de Londres.

A massa de gordura, óleo e graxa solidificada foi descoberta nos túneis embaixo do distrito de Whitechapel. Ela mede cerca de 100 metros de comprimento.

A Thames Water (empresa responsável pelos serviços de água e esgoto de Londres) declarou que a extração completa do bloco poderá levar semanas e que "ele serve de duro lembrete de que o que desce pelo cano não desaparece".

A companhia pede às pessoas que pensem cuidadosamente no que irão despejar nas pias e vasos sanitários durante as festas de final de ano.

A Thames Water afirma que os moradores, até o momento, não foram afetados porque o bloqueio do esgoto é apenas parcial

O chefe de operações do norte de Londres, Tim Davies, declarou que "este novo 'fatberg' [algo como 'iceberg de gordura', em inglês] mostra exatamente o que acontece quando gorduras, óleos e papéis descem pelos nossos encanamentos. Eles não desaparecem, mas sim se acumulam, causando sérios danos."

"O custo de limpeza dos bloqueios e reparo dos esgotos soma dezenas de milhões de libras todos os anos", destaca ele, "e este dinheiro, em última análise, vem dos nossos clientes."

O bloco foi apelidado de "neto" do iceberg de gordura de Whitechapel de 2017. Ele pesava 130 toneladas e tinha mais de 250 metros de comprimento.

Aquele bloco foi um dos maiores já encontrados na capital britânica. Uma amostra chegou a ficar exposta no Museu de Londres, atraindo grande número de visitantes.

A Thames Water explica que os bloqueios costumam ocorrer mais em dezembro e janeiro. Por isso, ela pede às pessoas que raspem a comida dos pratos, usem ralos nas pias e evitem despejar na pia cremes e alimentos líquidos, como molhos ou caldos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3r704yy87po
"O 'iceberg de gordura' pesando 100 toneladas achado no esgoto de Londres."
Após análise do texto-base é correto afirmar que quanto ao tipo textual ele caracteriza-se predominantemente como: 
Alternativas
Q3898018 Português
No trecho “Eu havia acabado de segurá-la para que ela passasse a pequena mão na água da fonte do jardim.” (linha 02), o termo em destaque refere-se a:
Alternativas
Q3897750 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'.


O professor de História Régis Marques ouviu falar pela primeira vez na Escola Estadual Parque dos Sonhos quando recebeu um telefonema, em 2016, da Diretoria de Ensino de Santos. Era um convite para ele assumir a direção da unidade, que fica em Cubatão, litoral paulista.

"Fui pesquisar na internet sobre a escola, e a primeira notícia que encontrei relatava que a comunidade onde ela está inserida enfrentava insegurança devido à violência. A segunda reportagem mencionava que a escola havia sido alvo de furto", conta o diretor.

"Também havia um terceiro texto que falava que, em uma festa junina, pessoas do tráfico entraram na escola e fizeram algazarra durante a festa."

Diante das manchetes, ele hesitou. "Pensei: Meu Deus, será que eu vou para essa escola mesmo?".

A má fama da escola era tanta que a Parque dos Sonhos ganhou o apelido de Parque dos Pesadelos. Mesmo assim, Régis aceitou o desafio.

Nove anos depois, a escola pública, que vivia enfrentando invasões, furtos e episódios de violência, ganhou um prêmio internacional com o reconhecimento do trabalho feito para mudar essa realidade.

A Parque dos Sonhos venceu na categoria "Superação de Adversidades". Em 15 de novembro, o diretor foi a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a cerimônia do Prêmio Melhor Escola do Mundo 2025 (World's Best School Prize), realizado pela Organização Britânica T4 Education.


Inspiração em modelo cubano


Para o diretor, o projeto mais transformador veio inspirado em um modelo cubano de educação: visitar as famílias em suas residências.

Batizado de "A escola vai à sua casa", o projeto identifica alunos com problemas de frequência ou indisciplina e marca um encontro com os responsáveis aos finais de semana.

É um jeito de compreender a vida dos alunos para além dos muros da escola, considerando que muitos atravessam condições precárias para chegar à sala de aula.

"É uma maneira de colocar-se no lugar do aluno, compreender as dificuldades que ele enfrenta e observar como é o seu ambiente doméstico", diz Régis." Tem muitas questões que os professores muitas vezes não veem."

Os corredores da escola também contam uma história. Em cada porta das salas de aula da Parque dos Sonhos,  um grafite de um personagem histórico ligado à luta pelos direitos humanos.

Figuras como o indiano Mahatma Gandhi, o sul-africano Nelson Mandela, a paquistanesa Malala Yousafzai, o uruguaio Pepe Mujica e os brasileiros Marielle Franco e Paulo Freire.

Nomes que já foram alvo de críticas em um contexto de polarização política — entre elas do Escola Sem Partido, movimento que prega o fim da "doutrinação ideológica" nas escolas.

As lideranças servem de inspiração para um dos pilares pedagógicos mais importantes da escola: a Semana da Não Violência.

Realizada anualmente em outubro, o evento envolve rodas de conversa, estudos sobre ícones pacifistas e práticas de justiça restaurativa. Segundo o diretor, a proposta vai muito além de "ser bonzinho". 

"Não violência não é dar a outra face. Não violência é você questionar o sistema que te oprime", afirma Régis.

O diretor afirma não temer críticas ideológicas e defende que a pauta da escola é a união.

"Aqui é uma escola que parte do princípio do que nos une, e não do que nos diferencia ou de tudo aquilo que nos afasta. Escuto todos, seja de direita, de esquerda, de centro, de extrema-direita, de extrema-esquerda."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o- adaptado 
"A escola Parque dos Sonhos transformou pesadelos em sonhos e muros em caminhos para a esperança."

Considerando o valor semântico que os sintagmas expressam no trecho, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q3897747 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'.


O professor de História Régis Marques ouviu falar pela primeira vez na Escola Estadual Parque dos Sonhos quando recebeu um telefonema, em 2016, da Diretoria de Ensino de Santos. Era um convite para ele assumir a direção da unidade, que fica em Cubatão, litoral paulista.

"Fui pesquisar na internet sobre a escola, e a primeira notícia que encontrei relatava que a comunidade onde ela está inserida enfrentava insegurança devido à violência. A segunda reportagem mencionava que a escola havia sido alvo de furto", conta o diretor.

"Também havia um terceiro texto que falava que, em uma festa junina, pessoas do tráfico entraram na escola e fizeram algazarra durante a festa."

Diante das manchetes, ele hesitou. "Pensei: Meu Deus, será que eu vou para essa escola mesmo?".

A má fama da escola era tanta que a Parque dos Sonhos ganhou o apelido de Parque dos Pesadelos. Mesmo assim, Régis aceitou o desafio.

Nove anos depois, a escola pública, que vivia enfrentando invasões, furtos e episódios de violência, ganhou um prêmio internacional com o reconhecimento do trabalho feito para mudar essa realidade.

A Parque dos Sonhos venceu na categoria "Superação de Adversidades". Em 15 de novembro, o diretor foi a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a cerimônia do Prêmio Melhor Escola do Mundo 2025 (World's Best School Prize), realizado pela Organização Britânica T4 Education.


Inspiração em modelo cubano


Para o diretor, o projeto mais transformador veio inspirado em um modelo cubano de educação: visitar as famílias em suas residências.

Batizado de "A escola vai à sua casa", o projeto identifica alunos com problemas de frequência ou indisciplina e marca um encontro com os responsáveis aos finais de semana.

É um jeito de compreender a vida dos alunos para além dos muros da escola, considerando que muitos atravessam condições precárias para chegar à sala de aula.

"É uma maneira de colocar-se no lugar do aluno, compreender as dificuldades que ele enfrenta e observar como é o seu ambiente doméstico", diz Régis." Tem muitas questões que os professores muitas vezes não veem."

Os corredores da escola também contam uma história. Em cada porta das salas de aula da Parque dos Sonhos,  um grafite de um personagem histórico ligado à luta pelos direitos humanos.

Figuras como o indiano Mahatma Gandhi, o sul-africano Nelson Mandela, a paquistanesa Malala Yousafzai, o uruguaio Pepe Mujica e os brasileiros Marielle Franco e Paulo Freire.

Nomes que já foram alvo de críticas em um contexto de polarização política — entre elas do Escola Sem Partido, movimento que prega o fim da "doutrinação ideológica" nas escolas.

As lideranças servem de inspiração para um dos pilares pedagógicos mais importantes da escola: a Semana da Não Violência.

Realizada anualmente em outubro, o evento envolve rodas de conversa, estudos sobre ícones pacifistas e práticas de justiça restaurativa. Segundo o diretor, a proposta vai muito além de "ser bonzinho". 

"Não violência não é dar a outra face. Não violência é você questionar o sistema que te oprime", afirma Régis.

O diretor afirma não temer críticas ideológicas e defende que a pauta da escola é a união.

"Aqui é uma escola que parte do princípio do que nos une, e não do que nos diferencia ou de tudo aquilo que nos afasta. Escuto todos, seja de direita, de esquerda, de centro, de extrema-direita, de extrema-esquerda."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o- adaptado 
Os gêneros textuais representam as diversas estruturas que organizam os textos utilizados no dia a dia, como cartas, reportagens, artigos, entre outros.

Considerando a organização do texto sobre a Escola Parque dos Sonhos e seus objetivos comunicativos, assinale a alternativa que indica corretamente o tipo textual predominante: 
Alternativas
Q3896716 Português
O trabalho em equipe não se resume apenas à soma dos esforços individuais de um grupo de pessoas. Ele também envolve a integração de necessidades, expectativas, motivações e objetivos, tanto individuais quanto coletivos. Além disso, a interação entre os membros influencia profundamente a forma de pensar, sentir e agir de cada indivíduo, podendo modificar comportamentos e atitudes no ambiente de trabalho. As palavras abaixo relacionam-se ao texto. Dentre elas, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3896690 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Câmara analisa projeto que muda Lei Maria da Penha para afastar agressor de vítima no serviço público.



Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que altera a Lei Maria da Penha para afastar agressores das vítimas quando ambos atuarem no serviço público. Uma das medidas vale para casos em que a vítima ou parente próximo e o agressor trabalhem no mesmo órgão, ou caso a mulher precise frequentar o local com frequência por razões profissionais.


O Projeto de Lei (PL) 3.396/2024, de autoria da deputada Camila Jara (PT-MS), prevê como principal mudança a determinação de que a administração pública deve afastar o agressor do convívio da vítima por meio de sua movimentação funcional, isto é, pela remoção, redistribuição, cessão ou requisição, enquanto durar a medida protetiva.


Caso essa movimentação não seja possível, seja por falta de vagas, órgãos disponíveis ou demanda de trabalho, a proposta determina que a vítima poderá escolher se ela ou o agressor vai exercer as atividades em regime de trabalho remoto.


https://extra.globo.com/economia/servidor-publico/noticia/2026/01/camara-analisa-pl-que-muda-lei-maria-da-penha-para-afastar-agressor-de-vitima-no-servico-publico.ghtml

"Caso essa movimentação não seja possível, seja por falta de vagas, órgãos disponíveis ou demanda de trabalho, a proposta determina que a vítima poderá escolher se ela ou o agressor vai exercer as atividades em regime de trabalho remoto."

Com base no significado das palavras empregadas no trecho, assinale V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)O vocábulo 'determina' pode ser substituído por 'estipula', mantendo o sentido essencial do trecho.

(__) A expressão 'não seja possível' pode ser substituída por 'seja impossível', mantendo o sentido essencial do trecho.

(__)O vocábulo 'trabalho' pode adquirir valor diferente do trecho, como em "Trabalho para conseguir pagar minhas contas".

(__)O vocábulo 'disponível' não pode ser substituído por 'indisponível' sem que o sentido seja alterado, pois são palavras de sentido oposto.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo,         
Alternativas
Q3896291 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Saúde da mulher negra é negligenciada no Brasil por herança escravocrata


Por Letycia Holanda e Nara Lacerda (EPSJV/Fiocruz)

Editado por Maria Teresa Cruz

Publicado em 29/07/2025 09:52


   Conforme o continente se aproxima de mais uma celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Brasil celebra o Julho das Pretas, os índices referentes à saúde da mulher negra em território nacional se mantêm como uma expressão de um problema que o país não consegue solucionar.

   Embora representem a maior parcela da população em idade ativa, elas são as menos beneficiadas por avanços sociais. Pesquisas indicam que as mulheres negras enfrentam maior incidência de doenças crônicas, desafios significativos na saúde mental, exposição à violência, discriminação, racismo, taxa alarmante de mortalidade materna e desigualdade no acesso a exames preventivos e diagnósticos.

   Em entrevista ao podcast Repórter SUS, Denise Oliveira, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Brasília e uma das formuladoras da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, afirma que a explicação para essa realidade passa necessariamente pela herança escravocrata brasileira.

  “Se considerarmos sobretudo a escravidão, que foi uma das mais longas da América Latina, ela também vai ser muito cruel no processo abolicionista. Não foi algo que, para algumas circunstâncias, se comemora plenamente, porque a população negra vai ser jogada nas ruas como animais, sem qualquer tipo de suporte do ponto de vista social e econômico.”

   A pesquisadora ressalta que o resultado dessas iniquidades se expressa até hoje, comprovado por indicadores oficiais. A fome, por exemplo, afeta principalmente lares chefiados por mulheres pardas ou negras. Permeado pelas desigualdades estruturais, o aparthaid sanitário se manifesta em diferentes aspectos da vida.

   “Neste país, os problemas de saúde têm cor e têm gênero. As características desses problemas têm a ver com a história da escravidão e do processo abolicionista de exclusão social. Ambos ainda trazem as nuances dos indicadores de morbimortalidade na área da violência, de doenças sexualmente transmissíveis, de problemas relacionados ao parto e problemas de quase morte materna”, alerta a pesquisadora.

   Há mais de 15 anos, o Brasil instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que até hoje não saiu do papel na maior parte dos municípios. Denise Oliveira aponta que o mito da democracia racial, que sustenta a falsa ideia de que o Brasil é um país sem racismo, dificulta o reconhecimento do problema e a aplicação efetiva de ações dessa natureza.


Fonte: https://fiocruz.br/noticia/2025/07/reporter-sus-saude-da-mulher-negra-e-negligenciada-no-brasil-por-heranca. Acesso em: 23 dez. 2025 [adaptado].
No fragmento “Embora representem a maior parcela da população em idade ativa, elas são as menos beneficiadas por avanços sociais” (2º parágrafo), o termo “embora” pode ser substituído, sem alteração de sentido por:
Alternativas
Q3896290 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Saúde da mulher negra é negligenciada no Brasil por herança escravocrata


Por Letycia Holanda e Nara Lacerda (EPSJV/Fiocruz)

Editado por Maria Teresa Cruz

Publicado em 29/07/2025 09:52


   Conforme o continente se aproxima de mais uma celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Brasil celebra o Julho das Pretas, os índices referentes à saúde da mulher negra em território nacional se mantêm como uma expressão de um problema que o país não consegue solucionar.

   Embora representem a maior parcela da população em idade ativa, elas são as menos beneficiadas por avanços sociais. Pesquisas indicam que as mulheres negras enfrentam maior incidência de doenças crônicas, desafios significativos na saúde mental, exposição à violência, discriminação, racismo, taxa alarmante de mortalidade materna e desigualdade no acesso a exames preventivos e diagnósticos.

   Em entrevista ao podcast Repórter SUS, Denise Oliveira, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Brasília e uma das formuladoras da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, afirma que a explicação para essa realidade passa necessariamente pela herança escravocrata brasileira.

  “Se considerarmos sobretudo a escravidão, que foi uma das mais longas da América Latina, ela também vai ser muito cruel no processo abolicionista. Não foi algo que, para algumas circunstâncias, se comemora plenamente, porque a população negra vai ser jogada nas ruas como animais, sem qualquer tipo de suporte do ponto de vista social e econômico.”

   A pesquisadora ressalta que o resultado dessas iniquidades se expressa até hoje, comprovado por indicadores oficiais. A fome, por exemplo, afeta principalmente lares chefiados por mulheres pardas ou negras. Permeado pelas desigualdades estruturais, o aparthaid sanitário se manifesta em diferentes aspectos da vida.

   “Neste país, os problemas de saúde têm cor e têm gênero. As características desses problemas têm a ver com a história da escravidão e do processo abolicionista de exclusão social. Ambos ainda trazem as nuances dos indicadores de morbimortalidade na área da violência, de doenças sexualmente transmissíveis, de problemas relacionados ao parto e problemas de quase morte materna”, alerta a pesquisadora.

   Há mais de 15 anos, o Brasil instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que até hoje não saiu do papel na maior parte dos municípios. Denise Oliveira aponta que o mito da democracia racial, que sustenta a falsa ideia de que o Brasil é um país sem racismo, dificulta o reconhecimento do problema e a aplicação efetiva de ações dessa natureza.


Fonte: https://fiocruz.br/noticia/2025/07/reporter-sus-saude-da-mulher-negra-e-negligenciada-no-brasil-por-heranca. Acesso em: 23 dez. 2025 [adaptado].
No fragmento “Ambos ainda trazem as nuances dos indicadores de morbimortalidade na área da violência” (6º parágrafo), o termo “ambos” retoma:
Alternativas
Q3896289 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Saúde da mulher negra é negligenciada no Brasil por herança escravocrata


Por Letycia Holanda e Nara Lacerda (EPSJV/Fiocruz)

Editado por Maria Teresa Cruz

Publicado em 29/07/2025 09:52


   Conforme o continente se aproxima de mais uma celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Brasil celebra o Julho das Pretas, os índices referentes à saúde da mulher negra em território nacional se mantêm como uma expressão de um problema que o país não consegue solucionar.

   Embora representem a maior parcela da população em idade ativa, elas são as menos beneficiadas por avanços sociais. Pesquisas indicam que as mulheres negras enfrentam maior incidência de doenças crônicas, desafios significativos na saúde mental, exposição à violência, discriminação, racismo, taxa alarmante de mortalidade materna e desigualdade no acesso a exames preventivos e diagnósticos.

   Em entrevista ao podcast Repórter SUS, Denise Oliveira, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Brasília e uma das formuladoras da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, afirma que a explicação para essa realidade passa necessariamente pela herança escravocrata brasileira.

  “Se considerarmos sobretudo a escravidão, que foi uma das mais longas da América Latina, ela também vai ser muito cruel no processo abolicionista. Não foi algo que, para algumas circunstâncias, se comemora plenamente, porque a população negra vai ser jogada nas ruas como animais, sem qualquer tipo de suporte do ponto de vista social e econômico.”

   A pesquisadora ressalta que o resultado dessas iniquidades se expressa até hoje, comprovado por indicadores oficiais. A fome, por exemplo, afeta principalmente lares chefiados por mulheres pardas ou negras. Permeado pelas desigualdades estruturais, o aparthaid sanitário se manifesta em diferentes aspectos da vida.

   “Neste país, os problemas de saúde têm cor e têm gênero. As características desses problemas têm a ver com a história da escravidão e do processo abolicionista de exclusão social. Ambos ainda trazem as nuances dos indicadores de morbimortalidade na área da violência, de doenças sexualmente transmissíveis, de problemas relacionados ao parto e problemas de quase morte materna”, alerta a pesquisadora.

   Há mais de 15 anos, o Brasil instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que até hoje não saiu do papel na maior parte dos municípios. Denise Oliveira aponta que o mito da democracia racial, que sustenta a falsa ideia de que o Brasil é um país sem racismo, dificulta o reconhecimento do problema e a aplicação efetiva de ações dessa natureza.


Fonte: https://fiocruz.br/noticia/2025/07/reporter-sus-saude-da-mulher-negra-e-negligenciada-no-brasil-por-heranca. Acesso em: 23 dez. 2025 [adaptado].
Com base no registro linguístico empregado na construção do Texto I, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3896288 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Saúde da mulher negra é negligenciada no Brasil por herança escravocrata


Por Letycia Holanda e Nara Lacerda (EPSJV/Fiocruz)

Editado por Maria Teresa Cruz

Publicado em 29/07/2025 09:52


   Conforme o continente se aproxima de mais uma celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Brasil celebra o Julho das Pretas, os índices referentes à saúde da mulher negra em território nacional se mantêm como uma expressão de um problema que o país não consegue solucionar.

   Embora representem a maior parcela da população em idade ativa, elas são as menos beneficiadas por avanços sociais. Pesquisas indicam que as mulheres negras enfrentam maior incidência de doenças crônicas, desafios significativos na saúde mental, exposição à violência, discriminação, racismo, taxa alarmante de mortalidade materna e desigualdade no acesso a exames preventivos e diagnósticos.

   Em entrevista ao podcast Repórter SUS, Denise Oliveira, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Brasília e uma das formuladoras da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, afirma que a explicação para essa realidade passa necessariamente pela herança escravocrata brasileira.

  “Se considerarmos sobretudo a escravidão, que foi uma das mais longas da América Latina, ela também vai ser muito cruel no processo abolicionista. Não foi algo que, para algumas circunstâncias, se comemora plenamente, porque a população negra vai ser jogada nas ruas como animais, sem qualquer tipo de suporte do ponto de vista social e econômico.”

   A pesquisadora ressalta que o resultado dessas iniquidades se expressa até hoje, comprovado por indicadores oficiais. A fome, por exemplo, afeta principalmente lares chefiados por mulheres pardas ou negras. Permeado pelas desigualdades estruturais, o aparthaid sanitário se manifesta em diferentes aspectos da vida.

   “Neste país, os problemas de saúde têm cor e têm gênero. As características desses problemas têm a ver com a história da escravidão e do processo abolicionista de exclusão social. Ambos ainda trazem as nuances dos indicadores de morbimortalidade na área da violência, de doenças sexualmente transmissíveis, de problemas relacionados ao parto e problemas de quase morte materna”, alerta a pesquisadora.

   Há mais de 15 anos, o Brasil instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que até hoje não saiu do papel na maior parte dos municípios. Denise Oliveira aponta que o mito da democracia racial, que sustenta a falsa ideia de que o Brasil é um país sem racismo, dificulta o reconhecimento do problema e a aplicação efetiva de ações dessa natureza.


Fonte: https://fiocruz.br/noticia/2025/07/reporter-sus-saude-da-mulher-negra-e-negligenciada-no-brasil-por-heranca. Acesso em: 23 dez. 2025 [adaptado].
Analise as assertivas que seguem a respeito das ideias apresentada no Texto I.

I- O texto revela que as comemorações garantiram melhorias significativas na saúde das mulheres negras no Brasil.
II- O texto estabelece uma relação de causa entre o reconhecimento simbólico das mulheres negras e a permanência das desigualdades sociais e de acesso à saúde.
III- O texto defende que os avanços sociais no Brasil atingem igualmente todas as mulheres, com destaque para as mulheres negras.
IV- O texto propõe que a herança da escravidão e o mito da democracia racial contribuem para a manutenção das desigualdades e dificultam a efetivação de políticas públicas no cenário nacional.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3896287 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Saúde da mulher negra é negligenciada no Brasil por herança escravocrata


Por Letycia Holanda e Nara Lacerda (EPSJV/Fiocruz)

Editado por Maria Teresa Cruz

Publicado em 29/07/2025 09:52


   Conforme o continente se aproxima de mais uma celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Brasil celebra o Julho das Pretas, os índices referentes à saúde da mulher negra em território nacional se mantêm como uma expressão de um problema que o país não consegue solucionar.

   Embora representem a maior parcela da população em idade ativa, elas são as menos beneficiadas por avanços sociais. Pesquisas indicam que as mulheres negras enfrentam maior incidência de doenças crônicas, desafios significativos na saúde mental, exposição à violência, discriminação, racismo, taxa alarmante de mortalidade materna e desigualdade no acesso a exames preventivos e diagnósticos.

   Em entrevista ao podcast Repórter SUS, Denise Oliveira, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Brasília e uma das formuladoras da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, afirma que a explicação para essa realidade passa necessariamente pela herança escravocrata brasileira.

  “Se considerarmos sobretudo a escravidão, que foi uma das mais longas da América Latina, ela também vai ser muito cruel no processo abolicionista. Não foi algo que, para algumas circunstâncias, se comemora plenamente, porque a população negra vai ser jogada nas ruas como animais, sem qualquer tipo de suporte do ponto de vista social e econômico.”

   A pesquisadora ressalta que o resultado dessas iniquidades se expressa até hoje, comprovado por indicadores oficiais. A fome, por exemplo, afeta principalmente lares chefiados por mulheres pardas ou negras. Permeado pelas desigualdades estruturais, o aparthaid sanitário se manifesta em diferentes aspectos da vida.

   “Neste país, os problemas de saúde têm cor e têm gênero. As características desses problemas têm a ver com a história da escravidão e do processo abolicionista de exclusão social. Ambos ainda trazem as nuances dos indicadores de morbimortalidade na área da violência, de doenças sexualmente transmissíveis, de problemas relacionados ao parto e problemas de quase morte materna”, alerta a pesquisadora.

   Há mais de 15 anos, o Brasil instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que até hoje não saiu do papel na maior parte dos municípios. Denise Oliveira aponta que o mito da democracia racial, que sustenta a falsa ideia de que o Brasil é um país sem racismo, dificulta o reconhecimento do problema e a aplicação efetiva de ações dessa natureza.


Fonte: https://fiocruz.br/noticia/2025/07/reporter-sus-saude-da-mulher-negra-e-negligenciada-no-brasil-por-heranca. Acesso em: 23 dez. 2025 [adaptado].
Assinale a alternativa CORRETA a respeito das ideias apresentadas no Texto I.
Alternativas
Q3896253 Português
Assinale a alternativa em que a palavra frio(a) está empregada em sentido conotativo:
Alternativas
Q3896252 Português
Na frase “O coração da cidade nunca dorme”, a expressão em destaque apresenta sentido:
Alternativas
Q3896251 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
No trecho final, ao afirmar que dominar a pronúncia dessas palavras é “menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida”, o texto sugere que:
Alternativas
Q3896249 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
Ao mencionar a palavra paralelepípedo, o texto destaca que os erros de pronúncia acontecem, entre outros motivos, devido: 
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Q3896248 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
O texto afirma que a dificuldade de pronúncia aumenta quando uma palavra é pouco usada no cotidiano porque: 
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Q3896247 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
De acordo com o texto, as palavras consideradas difíceis de pronunciar em português apresentam essa característica principalmente porque:
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Q3896122 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
O título do texto (“Os tambores da guerra”) e a passagem “Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.” (4º parágrafo) permitem, correta e respectivamente, as seguintes interpretações:
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Q3896118 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    O Botafogo continua a ser o rendez-vous* da sociedade elegante desta corte.
    As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.
    Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.
   Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.
    Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!
    Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!
    Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!
    A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.
    Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.
  Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:
   – Haverá oposição?
 Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.
    E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.


(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/)
As informações presentes em “A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.” (8º parágrafo) permitem concluir corretamente que o cronista faz:
Alternativas
Respostas
4301: C
4302: B
4303: C
4304: D
4305: B
4306: C
4307: B
4308: D
4309: D
4310: C
4311: A
4312: C
4313: D
4314: B
4315: C
4316: D
4317: A
4318: C
4319: D
4320: B