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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.561 questões

Q1876866 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.


Texto II


ciclo vicioso


minha namorada sempre sonha que namora

seu namorado antigo minha ex-namorada

sempre sonha que me namora e eu, desconfiado,

tenho feito tudo para não sonhar...



(Cacaso, Poesia Completa, p.126)

O sentido do texto constrói-se por meio de sua organização interna. Desse modo, de acordo com o poema, o esforço do enunciador por “não sonhar” devese ao fato de: 
Alternativas
Q1876859 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.


Texto I

  Os caminhões chegaram às sete e meia e todas as famílias que restavam na favela havia muito tempo já estavam de pé. Era difícil continuar na cama. Desde os bons tempos, as mulheres levantavam bem cedo para a lavagem das roupas, para o apanho da água, para o preparo das pobres marmitas. Os homens também. Uns saíam para o trabalho. Outros, em busca do primeiro gole de cachaça no balcão do armazém de sô Ladislau, [...]. As crianças maiores acordavam cedo também, trazendo nos olhos e no estômago a desesperada expectativa. Será que hoje tem pão? Os menores, os nenéns brigando com a vida, dando socos no ar exigindo o peito da mãe ou a mamadeira completada com mais água sempre.

(Conceição Evaristo, Becos da Memória, p.168)

Na passagem acima, o narrador relaciona o tempo e o espaço, indicando que, na favela, acordava-se cedo, sobretudo, em função: 
Alternativas
Q1876303 Português
Expressões do tipo "li Jorge Amado", "comprei um Ford", "ingeri uma lata de suco", são exemplos de: 
Alternativas
Q1876300 Português
Vera é um amor de senhora. Sempre solícita, acordava cedo para fazer sua caminhada e não economizava nas gentilezas. Cumprimentava a todos com muita alegria, uma dessas alegrias que vêm do fundo da alma. Não gostava de ser chamada de "dona". Sentia-se uma antiguidade, dizia ela, toda sorrisos. (Roberto Ferreira)
Marque a opção CORRETA:
Alternativas
Q1876033 Português
Paulo ligou para Ana do seu celular. Como não conseguiu falar com ela, deixou um recado escrito no whatsapp para ela... em francês. Ana não sabe francês.

Baseado nestas informações, marque a opção CORRETA.
Alternativas
Q1876031 Português
Coesão relaciona-se à utilização de elementos linguísticos, tais como conjunções, advérbios e pronomes, com a finalidade de unir as partes de um texto. A coerência, por sua vez, trata-se de formação lógica textual, dando-lhe sentido com a linguagem e a sequência corretas.

I. Como a névoa estava muito fria, não foi possível assistir ao espetáculo.
II. Não foi possível apresentar o trabalho porque o projetor estava com defeito.
III. Os trabalhadores terão suas exigências analisadas, exceto se não voltarem ao trabalho.

Marque a opção CORRETA cujas semânticas estão de acordo com os conectivos.
Alternativas
Q1875981 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


As margens da alegria

I  



      Esta é a estória. la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Safam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A mãe e o pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de respirar — o de fugir para o espaço em branco. O menino.  


     

      E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. [...] 



(João Guimarães Rosa, Primeiras estórias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 2001 - p.49-50) 

Leia o trecho abaixo retirado do texto.



“A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente .”



Assinale a alternativa que apresenta o nome da figura de linguagem utilizada no termo destacado.  

Alternativas
Q1875980 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


As margens da alegria

I  



      Esta é a estória. la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Safam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A mãe e o pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de respirar — o de fugir para o espaço em branco. O menino.  


     

      E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. [...] 



(João Guimarães Rosa, Primeiras estórias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 2001 - p.49-50) 

Leia o trecho abaixo retirado do texto.

“E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades.”

É correto afirmar que a palavra destacada no fragmento acima significa  
Alternativas
Q1875979 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


As margens da alegria

I  



      Esta é a estória. la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Safam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A mãe e o pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de respirar — o de fugir para o espaço em branco. O menino.  


     

      E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. [...] 



(João Guimarães Rosa, Primeiras estórias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 2001 - p.49-50) 

Assinale a alternativa correta a respeito do texto acima.  
Alternativas
Q1875046 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.



Em relação ao período: ‘O argumento era que, passando a lei do divórcio, a família acabaria’ (l. 18-19), afirma-se que:

I. É um período composto por subordinação, havendo três orações: uma principal e duas subordinadas; evidenciando-se apenas uma conjunção.
II. A palavra ‘que’ funciona como conjunção integrante.
III. A oração ‘passando a lei do divórcio’ poderia assumir a forma ‘embora passasse a lei do divórcio’, mantendo-se a correção do período.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1874698 Português

Texto II


Amanhã eu faço!


        Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado ao final deste ano.

        Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à ‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso.

        Mas não é só no país de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema cultural regional, esse é um problema do ser humano.

        A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum momento de suas vidas.

        Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”.

        Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...).

A partir da leitura do fragmento do texto “Amanhã eu faço!”, identifique, dentre as afirmativas abaixo, aquelas que estão em congruência com o assunto e com os fatos sobre a procrastinação.


I. Para a maioria das pessoas, pouco do que foi planejado será efetivamente concretizado.

II. A procrastinação é objeto de estudo da psicologia, entretanto não é aceita em livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho.

III. A América do Norte é o berço da cultura de procrastinação.

IV. A procrastinação ocorre devido ao uso de substância ilícitas.

V. Estudos realizados indicam que os procrastinadores têm um nível maior de estresse, gripes e resfriados frequentes.

Alternativas
Q1874697 Português

Texto II


Amanhã eu faço!


        Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado ao final deste ano.

        Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à ‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso.

        Mas não é só no país de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema cultural regional, esse é um problema do ser humano.

        A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum momento de suas vidas.

        Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”.

        Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...).

Segundo o dicionário Oxford Languages, procrastinar é um verbo transitivo direto e intransitivo que significa transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar, protrair. Tendo como base a definição do dicionário e o desenvolvimento do fragmento do texto, assinale a alteranativa que melhor define procrastinação.
Alternativas
Q1874696 Português

Texto II


Amanhã eu faço!


        Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado ao final deste ano.

        Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à ‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso.

        Mas não é só no país de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema cultural regional, esse é um problema do ser humano.

        A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum momento de suas vidas.

        Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”.

        Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...).

Leia atentamente o fragmento do texto “Amanhã eu faço!”, como é comum em produções textuais, vários aspectos são abordados no seu desenvolvimento. Assim, dentre as alternativas abaixo, a que expõe o assunto geral tratado no texto. 
Alternativas
Q1874693 Português

A concordância nominal estabelece uma relação entre o gênero e número do substantivo com os demais elementos da sentença. Observe o fragmento do texto a seguir. 


A esposa do Sueco __________ havia saído do salão de beleza com __________ dores de cabeça. __________, já as tivera anteriormente.


Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. Atente ao uso da concordância nominal.

Alternativas
Q1874688 Português
Texto I

A Mulher do Vizinho

        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.

        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.

        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:

        - O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        - Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?

        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

    - Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou? Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

        - Da ativa, minha senhora?

        E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

        - Da ativa, Motinha! Sai dessa… 

Fernando Sabino

Sabe-se que a língua é viva, frequentemente, palavras são incorporadas a ela e, consequentemente, outras caem em desuso. No trecho “(...) outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai todo mundo em cana. Morou?” Assinale a alternativa correta que apresenta o sinônimo da expressão morou .
Alternativas
Q1874687 Português
Texto I

A Mulher do Vizinho

        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.

        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.

        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:

        - O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        - Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?

        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

    - Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou? Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

        - Da ativa, minha senhora?

        E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

        - Da ativa, Motinha! Sai dessa… 

Fernando Sabino

Sabe-se que um narrador relata uma situação ou acontecimento, seja ela real ou fictícia. Em síntese, o narrador é aquele que conta uma história. Considerando-se que há diferentes tipos de narradores, leia atentamente a crônica “A Mulher do Vizinho” e assinale a alternativa que identifica corretamente o estilo do narrador.
Alternativas
Q1874686 Português
Texto I

A Mulher do Vizinho

        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.

        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.

        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:

        - O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        - Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?

        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

    - Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou? Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

        - Da ativa, minha senhora?

        E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

        - Da ativa, Motinha! Sai dessa… 

Fernando Sabino

Retorne ao texto “A Mulher do Vizinho” e observe que ele apresenta uma estrutura fixa e objetivos bem definidos. A partir dessa afirmativa, identifique as tipologias textuais, considerando que se trata do texto em gênero crônica.
I. Tipologia textual injuntiva.
II. Tipologia textual narrativa.
III. Tipologia textual dissertativa.
IV. Tipologia textual descritiva.
Alternativas
Q1874432 Português
De onde vem o cheiro de chuva?

   É só o tempo fechar e percebermos que vai chover para começarmos a sentir o cheiro característico da chuva. Mas você sabe de onde vem esse cheiro? Na verdade, ele não vem da chuva, mas da ação que ela tem sobre a terra. 
   Alguns fatores contribuem para o surgimento desse cheiro tão marcante. Um deles é um óleo secretado por algumas plantas durante períodos secos. Depois de muito tempo sem chover, esses óleos se acumulam no solo e são liberados quando a chuva o atinge. Por isso, o cheiro costuma ser mais forte no primeiro dia de chuva após um longo período de seca.
   Além disso, algumas substâncias presentes no solo são lançadas no ar quando chove. Quando uma gota de chuva atinge o solo, forma-se uma pequena bolha de ar embaixo dela. Depois, essas bolhas começam a subir e estouram no ar, carregando milhares de substâncias produzidas pelas bactérias.
   A geosmina é uma dessas substâncias, produzida pela Streptomyces coelicolor, bactéria que vive no solo. A geosmina - perfume da terra, em grego - é conhecida por gerar o agradável cheiro de chuva.
  A acidez da chuva também pode colaborar para o surgimento do odor, principalmente em grandes centros urbanos. Em contato com poluentes, a água da chuva produz reações químicas ao atingir a terra, dando origem a um cheiro menos agradável que o normal.

(Fonte: Uol - adaptado.)
Em conformidade com o texto, analisar os itens abaixo:

I. Em centros urbanos, a acidez da chuva não é algo que colabora com o surgimento do cheiro de chuva.
II. O óleo expelido por algumas plantas durante períodos secos é um fator que contribui para o surgimento do marcante cheiro de chuva. 
Alternativas
Q1874260 Português
Toda língua varia, isto é, não existe comunidade linguística alguma em que todos falem do mesmo modo. A variação é o reflexo de diferenças sociais, como origem geográfica e classe social, e de circunstâncias da comunicação. Com efeito, um dos princípios mais evidentes desenvolvidos pela linguística é que a organização estrutural de uma língua (os sons, a gramática, o léxico) não está rigorosamente associada com homogeneidade; pelo contrário, a variação é uma característica inerente das línguas naturais.
(CAMACHO, R. Norma culta e variedades linguísticas. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php. Acesso em: 15/12/21.)

A partir das informações dadas, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q1874259 Português
Leia atentamente as frases a seguir.

- Muitos analistas falam no aumento da quantidade de crianças e jovens que vão às escolas.
- Por trás desse avanço do ingresso de alunos ainda estão muitas distorções.
- O IBGE revelou que mais de 2,1 milhões de estudantes, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos.

Reunindo essas frases em um único período, com coesão, coerência e correção gramatical, ficará: 
Alternativas
Respostas
42661: E
42662: B
42663: B
42664: C
42665: B
42666: D
42667: D
42668: C
42669: C
42670: C
42671: D
42672: C
42673: C
42674: C
42675: D
42676: E
42677: A
42678: C
42679: E
42680: B