Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna, usando uma única palavra presente no trecho de referência:
No que diz respeito à cultura local, pode-se constatar que quase sempre apenas o nível _________ dessa cultura é admitido na escola (Tarsila, Portinari etc.). As culturas de classes sociais economicamente desfavorecidas continuam a ser ignoradas pelas instituições educacionais, mesmo pelos que estão envolvidos na educação dessas classes.
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.
É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.
Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e
Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>.
No trecho acima vigora a seguinte figura de linguagem:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.
É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.
Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e
Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O tempo manda
Quem sabe do tempo é São Pedro, ou dizem que é, mas sem prova documental, registrada em cartório e com firma reconhecida, tem os que duvidam. Aliás, tem quem duvide até da existência de São Pedro, imagine dele ser o dono das chuvas.
Alguns mais clássicos dizem que o dono dos raios é Zeus, então caberia a ele mandar nas tempestades, dispor dos ventos e das chuvas de acordo com sua vontade. Pode ser que sim, pode ser que não, as reticências são tão boas para ele quanto para São Pedro.
Entre secos e molhados, a ciência diz que as chuvas e tempestades são consequências de fenômenos climáticos que as formam e dimensionam, desde uma simples garoa, caindo com a brisa do fim da tarde, até enormes furacões que varrem o que encontram pela frente, numa clara vingança da natureza, não se sabe contra o quê.
O fato é que o tempo sempre mandou. Não fossem as chuvas, boa parte do planeta seria deserto, os rios secariam, e sem os ventos o mar não quebraria nas pedras com a intensidade que o faz.
De uns tempos para cá o que deveria acontecer só depois de 2050 já está acontecendo, e o que é pior, com enorme regularidade. A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.
Não adianta pregar no deserto – ou começamos a agir com responsabilidade, convencidos de que do jeito que vai, vai mal, ou a vaca vai para o brejo e o animal ser humano vai desaparecer do planeta, da mesma forma que os dinossauros e outras espécies que nem sabemos que existiram.
Cada dia é um dia, mas se ficar na toada que vai, cada dia será um dia mais próximo do apocalipse e do juízo final.
MENDONÇA, Antonio Penteado. O tempo manda.
Crônicas da cidade. Disponível em
“A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
De acordo com o texto apresentado, responda à questão:
Machado de Assis
Crônica: O Verbo
Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)
Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.
Falo do verbo esperar.
Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.
E, enquanto se espera, vive-se.
O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.
Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.
De acordo com o texto apresentado, responda à questão:
Machado de Assis
Crônica: O Verbo
Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)
Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.
Falo do verbo esperar.
Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.
E, enquanto se espera, vive-se.
O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.
Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.
Julgue os itens com V ou F.
I ( ) A repetição do verbo “esperar” é um recurso estilístico intencional.
II ( ) A enumeração (“espera-se o bonde…”) tem efeito de banalização da espera.
III ( ) O texto apresenta progressão temática expectativa criada ao longo do texto.
IV. ( ) A última frase rompe com a expectativa criada ao longo do texto.
V ( ) O tom predominante da crônica é lírico e emotivo.
A sequência correta é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que a inteligência artificial não conseguia imaginar uma mulher como eu — até agora
Quando a ex-nadadora paralímpica australiana Jess Smith enviou uma foto sua a um gerador de imagens por inteligência artificial (IA), não esperava enfrentar um experimento social. Ela queria apenas aprimorar o retrato, informando que lhe faltava parte do braço esquerdo. Mesmo assim, a ferramenta gerava imagens com dois braços ou com prótese metálica.
Ao questionar o motivo, a IA respondeu que não havia dados suficientes para representar sua condição. "Percebi que a IA reflete as desigualdades e discriminações do mundo real", afirmou. Até outubro, Smith não havia conseguido o resultado desejado. Depois que a BBC questionou o sistema, ela tentou novamente e obteve uma imagem fiel. "É incrível que ele tenha sido finalmente atualizado", disse.
Para Smith, a conquista representa mais que tecnologia: "A representação significa ser parte do mundo que está sendo construído. Quando a IA evolui com inclusão, toda a humanidade avança." A OpenAI, criadora do ChatGPT, confirmou melhorias no modelo e reconheceu os desafios em garantir representações justas, prometendo ampliar a diversidade dos dados de treinamento.
Nem todos, porém, têm a mesma experiência. Naomi Bowman, que tem visão em apenas um olho, relatou que a IA alterou seu rosto e igualou os olhos, mesmo após ela pedir o contrário. "Isso mostra o preconceito embutido na IA", lamentou. Ela defende que os modelos sejam treinados com dados mais amplos e representativos.
Para especialistas, esses vieses reproduzem lacunas culturais e sociais. Abran Maldonado, CEO da empresa Create Labs, afirma que a diversidade deve começar nas equipes que treinam as IAs: "Tudo depende de quem está na sala quando os dados são construídos." Ele lembra que um estudo do governo americano mostrou que algoritmos de reconhecimento facial erram mais com rostos asiáticos e afrodescendentes do que com caucasianos.
Jess Smith afirma que as maiores barreiras que enfrenta são sociais, não físicas. "Quando um banheiro público exige as duas mãos, o problema não é minha limitação, mas o fato de o designer não pensar em mim." Ela teme que o mesmo ocorra com a IA, se os sistemas continuarem a ignorar a diversidade humana.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c33pe2410l0o.adaptado.
Na frase em questão, encontra-se uma figura de linguagem denominada