Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2030152 Português

Leia o texto para responder a questão. 

        Mais de um quarto dos japoneses por volta dos 30 anos não tem planos de matrimônio. Um estudo divulgado pelo governo japonês indica que há um grupo crescente de cidadãos nessa faixa etária que nunca se casou e não tem a menor intenção de fazê-lo, o que é uma séria preocupação num país cuja sociedade já está envelhecendo e diminuindo rapidamente.

         Em 2021, foram registrados 514 mil matrimônios no Japão, a cifra anual mais baixa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e uma queda dramática em relação ao 1,029 milhão de uniões em 1970.

         As mulheres que participaram do estudo disseram que optaram por se manter no trabalho em vez de deixá-lo para formar uma família – e muitas descobriram que, na verdade, gostam de ter uma carreira e querem prosseguir. Entretanto as pressões de ter um emprego dificultam ainda mais a manutenção de uma família e dos encargos de dona de casa – como realizar tarefas domésticas, criar filhos e cuidar de genitores idosos –, e cada vez mais as profissionais dessa geração tendem a permanecer solteiras.

           Os homens alegaram dar importância à liberdade pessoal, porém acrescentaram, entre os motivos para permanecerem solteiros, as apreensões quanto à segurança empregatícia e de não poder ganhar o suficiente para sustentar uma família. “Vejo diversas razões na sociedade para isso acontecer. Uma delas tem a ver com os salários que, ao contrário do que acontece em outros países, não tiveram aumento significativo e continuam os mesmos há muitos anos”, explica a psicóloga Aya Fujii, que fornece apoio de saúde mental num programa governamental de assistência ao emprego em Tóquio. “Isso significa que muitos jovens consideram que ter uma família gera uma carga financeira excessiva”, acrescenta.

            A psicóloga não crê que a tendência demográfica vá mudar em breve: “Acho que hoje em dia muita gente jovem não dispõe de habilidades sociais, o que ficou pior desde que muitas famílias só estão tendo um filho. No fim das contas, os japoneses com idade entre 20 e 30 anos que são incapazes de se comunicar com membros do sexo oposto vão achar mais difícil encontrar um parceiro, e o padrão da nação, de uma população minguante, vai continuar”.


(Julian Ryall. Por que tantos jovens japoneses se recusam a casar? www.dw.com, 25.06.2022. Adaptado)

De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2029502 Português
Leia o texto.

Revogue-se

Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão abrigar ou sufocar seus filhos.

Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos.

Certa vez me entregaram um bilhete que dizia:

“Se você ama alguém, deixe-o livre.”

Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se de nós.

Mas - essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois - o outro, crescendo, pode-se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste, mas para construção. É um processo de refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, muitas perdas, e muitos difíceis recomeços - desde que haja sobre o que reconstruir.

[…]
Lya Luft
Assinale a alternativa correta tendo por base o texto.
Alternativas
Q2029500 Português
Leia o texto.

Revogue-se

Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão abrigar ou sufocar seus filhos.

Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos.

Certa vez me entregaram um bilhete que dizia:

“Se você ama alguém, deixe-o livre.”

Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se de nós.

Mas - essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois - o outro, crescendo, pode-se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste, mas para construção. É um processo de refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, muitas perdas, e muitos difíceis recomeços - desde que haja sobre o que reconstruir.

[…]
Lya Luft
Assinale a alternativa que mostra corretamente o ponto de vista defendido pela autora.
Alternativas
Q2029499 Português
Leia o texto.

Revogue-se

Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão abrigar ou sufocar seus filhos.

Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos.

Certa vez me entregaram um bilhete que dizia:

“Se você ama alguém, deixe-o livre.”

Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se de nós.

Mas - essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois - o outro, crescendo, pode-se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste, mas para construção. É um processo de refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, muitas perdas, e muitos difíceis recomeços - desde que haja sobre o que reconstruir.

[…]
Lya Luft
Analise as afirmativas abaixo de acordo com o texto.
1. O tema do texto são os relacionamentos amorosos entre casais.
2. A autora usa situações antagônicas para falar de amor.
3. O texto nos faz refletir sobre a forma como amamos quem está conosco.
4. O título do texto leva a acreditar que as relações amorosas duradouras são aquelas que revogam o sofrimento.
5. O título do texto dirige-se ao leitor para aconselhar ou sugerir, buscando persuadi-lo a rever ou mesmo anular suas atitudes em relação a quem ama.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2029498 Português
Leia o texto.

Revogue-se

Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão abrigar ou sufocar seus filhos.

Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos.

Certa vez me entregaram um bilhete que dizia:

“Se você ama alguém, deixe-o livre.”

Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se de nós.

Mas - essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois - o outro, crescendo, pode-se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste, mas para construção. É um processo de refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, muitas perdas, e muitos difíceis recomeços - desde que haja sobre o que reconstruir.

[…]
Lya Luft
Assinale a alternativa cujo antônimo da palavra sublinhada está correto.
Alternativas
Q2029391 Português

Texto para a questão.


Velozes e furiosas: por que formigas não morrem no micro-ondas?


(https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2022/08/25/por-que-as-formigasnao-morrem-no-micro-ondas.htm)


Imagem associada para resolução da questão

Caso a placa acima fosse colocada na porta de um aparelho de micro-ondas, serviria para passar qual mensagem? 

Alternativas
Q2028553 Português
Leia com atenção o texto abaixo.
Tons de Azul
Alimentos coloridos atraem crianças e adultos, ainda mais em tempos de Instagram – mas não a qualquer custo. É crescente a preocupação dos consumidores com a origem saudável e sustentável dos ingredientes. Comidas e bebidas azuis, além de raras, sempre pareceram artificiais demais. “O azul natural sempre foi muito utilizado na indústria de bebidas”, diz Itai Cohen, cofundador da Gavan, uma indústria alimentícia israelense. Fundada em 2018, esta indústria desenvolveu um processo de extração da coloração azul de uma fonte 100% natural, a spirulina. O mercado potencial para o produto é consideravelmente alto, ainda mais se considerarmos sua origem 100% natural.
Época Negócios: São Paulo, n 180, maio 2022. Adaptado.


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o texto.
( ) Alimentos e bebidas azuis são comumente encontrados para consumo.
( ) A indústria Gavan conseguiu extrair a cor azul de uma fonte totalmente natural.
( ) Nos dias de hoje é cada vez maior o cuidado dos consumidores em relação à origem dos ingredientes na alimentação.
( ) A indústria Gavan é totalmente brasileira.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q2027496 Português
O rei da boca-livre


         – Preste atenção naquele homem.

        Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque.

        – Quem é a figura?
       
       – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
   
       – Ora, quem manda os convites deve saber.

       – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?

        Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração.

      Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.

      Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos.

     Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:

     – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.

(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)



* vernissage: inauguração de uma exposição de arte 
Assinale a alternativa que, em conformidade com o sentido do texto e com a correta relação entre os tempos verbais, completa o trecho a seguir: Decidiu-se que
Alternativas
Q2027493 Português
O rei da boca-livre


         – Preste atenção naquele homem.

        Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque.

        – Quem é a figura?
       
       – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
   
       – Ora, quem manda os convites deve saber.

       – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?

        Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração.

      Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.

      Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos.

     Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:

     – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.

(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)



* vernissage: inauguração de uma exposição de arte 
Considere os trechos do texto.
•  Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. (9° parágrafo) •  Pose exibicionista demais. (9° parágrafo) •  O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! (10° parágrafo)
As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e preservando o sentido do texto, por:
Alternativas
Q2027492 Português
O rei da boca-livre


         – Preste atenção naquele homem.

        Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque.

        – Quem é a figura?
       
       – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
   
       – Ora, quem manda os convites deve saber.

       – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?

        Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração.

      Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.

      Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos.

     Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:

     – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.

(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)



* vernissage: inauguração de uma exposição de arte 
Com relação à festa de premiação, é correto afirmar que
Alternativas
Q2027491 Português
O rei da boca-livre


         – Preste atenção naquele homem.

        Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque.

        – Quem é a figura?
       
       – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
   
       – Ora, quem manda os convites deve saber.

       – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?

        Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração.

      Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.

      Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos.

     Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:

     – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.

(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)



* vernissage: inauguração de uma exposição de arte 
O argumento do autor para justificar a livre entrada do homem misterioso nas recepções é o de que: 
Alternativas
Q2027490 Português
O rei da boca-livre


         – Preste atenção naquele homem.

        Tinha pouco mais de 50 anos, altura mediana, atitudes discretas e trajes bem passadinhos. Tipo de pessoa que, mesmo com um guarda-roupa reduzido, não faz feio em reuniões sociais. O referido comia delicadamente um bolinho. Na direita segurava um copo de uísque.

        – Quem é a figura?
       
       – O maior frequentador de coquetéis da cidade. Já investiguei. Ninguém sabe o nome.
   
       – Ora, quem manda os convites deve saber.

       – Nunca foi convidado. Lê a notícia dos coquetéis nos jornais. E numa noite de autógrafos ou vernissage*, quem vai barrar a entrada de prováveis compradores?

        Estávamos na Livraria Teixeira. O homem de identidade misteriosa armazenara outro uísque numa estante. Colocado num lugar em que o garçom teria obrigatoriamente de passar, abastecia-se também de salgadinhos. Não bebia nem comia afobadamente, portando-se como um verdadeiro cavalheiro. Não comprou o livro de lançamento, mas o vi cumprimentar o autor à distância revelando infinita admiração.

      Semanas depois vou a uma exposição de pinturas e quem estava lá, observando as obras de arte? Ele, claro. O interesse artístico não o impedia de beber uísque e comer deliciosos pasteizinhos.

      Desta vez, a bela festinha era em minha homenagem. Uma entidade cismara de premiar-me pela publicação de um romance. Recebi um objeto pequeno como troféu e um cheque ainda menor. Em compensação, quiseram que eu, diante do fotógrafo, erguesse vitorioso uma taça de champagne. Pose exibicionista demais. Preferível brindando simplesmente com alguém. Qualquer um. Vamos lá? Vamos.

     Tintim. Choque espumante de duas taças. O primeiro tim foi meu. O segundo, olhei atônito. Foi dele, sim dele, o rei da boca-livre! Com um sorriso e uma taça, aproximara-se:

     – Não comprei seu livro porque, imagine, recebi dois de presente.

(Marcos Rey. O coração roubado. Global. Adaptado)



* vernissage: inauguração de uma exposição de arte 
A respeito do rei da boca-livre descrito no texto, é correto afirmar que é um indivíduo
Alternativas
Q2027484 Português

Camiseta com causa


        Feminismo, negritude, super-heróis, literatura: há sempre uma camiseta para estampar e alguém para levá-la como bandeira. “Eu gosto de cultura brasileira, de literatura. Quando estou conectado com isso, sei do que quero falar por meio das camisetas, e a gente espera que a Chico Rei seja um caminho para a expressão dos nossos clientes”, afirma Bruno I., criador da marca.

      Como a venda para lojas físicas não deu certo, a inadimplência empurrou a marca para a internet. “De lá para cá, a Chico Rei saiu do meu quarto para virar uma empresa com pouco mais de 100 pessoas trabalhando.” Contando apenas agosto de 2020, foram vendidas 58 mil camisetas.

     A empresa nasceu sob o signo da liberdade conquistada pelo príncipe do Congo, trazido ao Brasil como escravo no século 18. A lenda de sua luta pela liberdade inspirou a marca e as primeiras estampas.

     Da marca El Cabriton, de Érica A. e Leandro D., um dos sucessos de público é o modelo com a frase feminista “sabe oq cairia bem hj? o patriarcado”. Graças aos artistas colaboradores, “conseguimos estampas que comunicam bem o sentimento das pessoas nessa situação doida por que estamos passando”, afirma Érica.

       O segmento de camisetas no Brasil nunca saiu de moda e virou um bom negócio com marcas trabalhando de modo artesanal ou em escala industrial. “O processo ainda é de serigrafia1 , mas é feito por uma máquina que roda 700 camisetas por hora, em até 24 cores, o que é uma coisa bizarra para esse mercado”, afirma Felipe R., da Piticas. Ele e o irmão Vinicius passaram a adolescência nos EUA e da cultura americana trouxeram para o Brasil a paixão por “comics”.

       A dupla viu o universo pop como um nicho no mercado brasileiro, mas teve dificuldade em negociar com as licenciadoras devido à pirataria de personagens no país. Referência geek2 , a Piticas tem destaque na Comic Con, a maior feira brasileira de cultura pop. A empresa produz 22 mil camisetas por dia, e o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios: mais de 200 mil unidades com a estampa do personagem já foram vendidas. “A gente é muito marcado no Instagram com as pessoas fazendo a pose do Hulk. Elas se sentem representadas.”

(Fernando Victorino e Nathalia Molina.
https://pme.estadao.com.br. Publicado em 12.09.2020. Adaptado)


1. serigrafia: técnica de impressão de desenhos de cores planas através de um caixilho com tela.

2. geek: pessoa muito interessada por tecnologia, computadores e internet.
Considerando que os dois-pontos empregados no primeiro e no último parágrafo introduzam, respectivamente, conclusão e causa, os trechos podem ser reescritos da seguinte forma:
Alternativas
Q2027483 Português

Camiseta com causa


        Feminismo, negritude, super-heróis, literatura: há sempre uma camiseta para estampar e alguém para levá-la como bandeira. “Eu gosto de cultura brasileira, de literatura. Quando estou conectado com isso, sei do que quero falar por meio das camisetas, e a gente espera que a Chico Rei seja um caminho para a expressão dos nossos clientes”, afirma Bruno I., criador da marca.

      Como a venda para lojas físicas não deu certo, a inadimplência empurrou a marca para a internet. “De lá para cá, a Chico Rei saiu do meu quarto para virar uma empresa com pouco mais de 100 pessoas trabalhando.” Contando apenas agosto de 2020, foram vendidas 58 mil camisetas.

     A empresa nasceu sob o signo da liberdade conquistada pelo príncipe do Congo, trazido ao Brasil como escravo no século 18. A lenda de sua luta pela liberdade inspirou a marca e as primeiras estampas.

     Da marca El Cabriton, de Érica A. e Leandro D., um dos sucessos de público é o modelo com a frase feminista “sabe oq cairia bem hj? o patriarcado”. Graças aos artistas colaboradores, “conseguimos estampas que comunicam bem o sentimento das pessoas nessa situação doida por que estamos passando”, afirma Érica.

       O segmento de camisetas no Brasil nunca saiu de moda e virou um bom negócio com marcas trabalhando de modo artesanal ou em escala industrial. “O processo ainda é de serigrafia1 , mas é feito por uma máquina que roda 700 camisetas por hora, em até 24 cores, o que é uma coisa bizarra para esse mercado”, afirma Felipe R., da Piticas. Ele e o irmão Vinicius passaram a adolescência nos EUA e da cultura americana trouxeram para o Brasil a paixão por “comics”.

       A dupla viu o universo pop como um nicho no mercado brasileiro, mas teve dificuldade em negociar com as licenciadoras devido à pirataria de personagens no país. Referência geek2 , a Piticas tem destaque na Comic Con, a maior feira brasileira de cultura pop. A empresa produz 22 mil camisetas por dia, e o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios: mais de 200 mil unidades com a estampa do personagem já foram vendidas. “A gente é muito marcado no Instagram com as pessoas fazendo a pose do Hulk. Elas se sentem representadas.”

(Fernando Victorino e Nathalia Molina.
https://pme.estadao.com.br. Publicado em 12.09.2020. Adaptado)


1. serigrafia: técnica de impressão de desenhos de cores planas através de um caixilho com tela.

2. geek: pessoa muito interessada por tecnologia, computadores e internet.
Entre as informações dadas pelos proprietários das marcas, há referências à
Alternativas
Q2027482 Português

Camiseta com causa


        Feminismo, negritude, super-heróis, literatura: há sempre uma camiseta para estampar e alguém para levá-la como bandeira. “Eu gosto de cultura brasileira, de literatura. Quando estou conectado com isso, sei do que quero falar por meio das camisetas, e a gente espera que a Chico Rei seja um caminho para a expressão dos nossos clientes”, afirma Bruno I., criador da marca.

      Como a venda para lojas físicas não deu certo, a inadimplência empurrou a marca para a internet. “De lá para cá, a Chico Rei saiu do meu quarto para virar uma empresa com pouco mais de 100 pessoas trabalhando.” Contando apenas agosto de 2020, foram vendidas 58 mil camisetas.

     A empresa nasceu sob o signo da liberdade conquistada pelo príncipe do Congo, trazido ao Brasil como escravo no século 18. A lenda de sua luta pela liberdade inspirou a marca e as primeiras estampas.

     Da marca El Cabriton, de Érica A. e Leandro D., um dos sucessos de público é o modelo com a frase feminista “sabe oq cairia bem hj? o patriarcado”. Graças aos artistas colaboradores, “conseguimos estampas que comunicam bem o sentimento das pessoas nessa situação doida por que estamos passando”, afirma Érica.

       O segmento de camisetas no Brasil nunca saiu de moda e virou um bom negócio com marcas trabalhando de modo artesanal ou em escala industrial. “O processo ainda é de serigrafia1 , mas é feito por uma máquina que roda 700 camisetas por hora, em até 24 cores, o que é uma coisa bizarra para esse mercado”, afirma Felipe R., da Piticas. Ele e o irmão Vinicius passaram a adolescência nos EUA e da cultura americana trouxeram para o Brasil a paixão por “comics”.

       A dupla viu o universo pop como um nicho no mercado brasileiro, mas teve dificuldade em negociar com as licenciadoras devido à pirataria de personagens no país. Referência geek2 , a Piticas tem destaque na Comic Con, a maior feira brasileira de cultura pop. A empresa produz 22 mil camisetas por dia, e o Hulk tem emprestado sua força incrível aos negócios: mais de 200 mil unidades com a estampa do personagem já foram vendidas. “A gente é muito marcado no Instagram com as pessoas fazendo a pose do Hulk. Elas se sentem representadas.”

(Fernando Victorino e Nathalia Molina.
https://pme.estadao.com.br. Publicado em 12.09.2020. Adaptado)


1. serigrafia: técnica de impressão de desenhos de cores planas através de um caixilho com tela.

2. geek: pessoa muito interessada por tecnologia, computadores e internet.
Assinale a alternativa correta a respeito do conteúdo do texto.
Alternativas
Q2027281 Português
Texto 10A2-II


Internet: https:<//mobile.twitter.com>(com adaptações)
Julgue os itens a seguir, em relação a aspectos linguísticos do texto 10A2-II.
I Na mensagem que se destaca no texto, a ênfase na palavra “não” e na expressão “ao mosquito” evidencia que a essência da mensagem veiculada é o combate ao mosquito.
II Em “Limpe as calhas para evitar o acúmulo de água”, a palavra “acúmulo” está empregada em sentido denotativo.
III No primeiro período, a forma “dê” está flexionada no singular porque o verbo concorda com o termo “ao mosquito”, que é o sujeito da oração.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q2027279 Português
Texto 10A2-II


Internet: https:<//mobile.twitter.com>(com adaptações)
No texto 10A2-II, predomina a função da linguagem
Alternativas
Q2027274 Português
Texto 10A2-I

          Vivemos um período cultural de hipercomplexidade midiática. Para compreender esse período, é importante situar o atual sistema cultural em seu processo histórico, principalmente porque os sistemas culturais interagem entre si, um novo sistema cultural não desloca o que veio antes, mas agrega uma nova camada.
        Apesar da interação entre sistemas culturais, cada período fica sob o domínio da técnica ou da tecnologia de comunicação mais recente. No atual período de hipercomplexidade midiática, seis tipos de lógicas culturais, historicamente sequenciais e distintas, mesclam-se e interconectam-se de modo indissolúvel. Essas seis lógicas são: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cibercultura.
            O critério definidor dos seis ciclos culturais é a gradativa introdução de novos meios de produção, armazenamento, transmissão e recepção de signos no seio da vida social. O específico das novas mídias da cibercultura é a possibilidade de agregar todas as outras em si. É a atual convergência das mídias no mundo ciber, na coexistência com a cultura das mídias e com a cultura das massas, juntamente com as culturas precedentes, a oral, a escrita e a impressa, todas ainda vivas e ativas, que tem sido responsável pelo nível de exacerbação que a densa rede de produção e circulação de bens simbólicos atingiu nos nossos dias. Essa é uma das marcas registradas da cultura digital.


Mariana Batista de Lima; Paula Bacarat de Grande. Diferentes formas de ser mulher na hipermídia. In: Adolfo Tanzi Neto et. al.; org: Roxane Rojo. Escol@ conectada: os multiletramentos e as TICs. 1. ed. São Paulo: Parábola, 2013 (com adaptações)
Em relação aos elementos de coesão e coerência do texto 10A2-I, julgue os itens a seguir.
I No segundo período do primeiro parágrafo, o pronome possessivo “seu” está empregado em referência a “período”.
II No segundo período do terceiro parágrafo, o pronome oblíquo “si” retoma “novas mídias da cibercultura”, no mesmo período.
III No terceiro período do terceiro parágrafo, a palavra “todas” se refere a “massas”.
Assinale a opção correta.
Alternativas
Q2027269 Português
Texto 10A1-II

        O emprego mais comum e cotidiano do termo gramática diz respeito a um tipo de livro, em geral, volumoso, que consultamos quando temos dúvidas na redação de um trabalho. Na biblioteca escolar, as gramáticas costumam ficar no acervo de referência, i.e., fazem parte do conjunto de obras de consulta a que nós, leitores/alunos, temos acesso, localizadas perto das mesas de trabalho.
         O objetivo dessas obras não se restringiu à ajuda apenas na redação de textos mais cuidados. É o que se depreende da divisa “ensinar a falar e a escrever corretamente”. Em qualquer situação, na fala ou na escrita, aquelas formas recomendadas na gramática deveriam ser as formas utilizadas.
         Ao começarmos o curso de Letras, o termo gramática se torna bem mais frequente – mas aquele significado do tempo da escola não parece fazer sentido nos artigos científicos que temos de ler, nem no que ouvimos nas aulas de Linguística. É porque, na maioria das vezes, o significado é outro mesmo. Isso acontece com parte da terminologia empregada nos estudos linguísticos: parte dela tem origem no mundo antigo, e seu significado foi mudando ao longo dos séculos. Gramática está nesse grupo.

Maria Carlota Rosa. Uma viagem com a Linguística: um panorama para iniciantes [recurso eletrônico]. São Paulo: Pá de Palavra, 2022, p. 74 (com adaptações).
Predomina no texto 10A1-II
Alternativas
Q2027267 Português
Texto 10A1-II

        O emprego mais comum e cotidiano do termo gramática diz respeito a um tipo de livro, em geral, volumoso, que consultamos quando temos dúvidas na redação de um trabalho. Na biblioteca escolar, as gramáticas costumam ficar no acervo de referência, i.e., fazem parte do conjunto de obras de consulta a que nós, leitores/alunos, temos acesso, localizadas perto das mesas de trabalho.
         O objetivo dessas obras não se restringiu à ajuda apenas na redação de textos mais cuidados. É o que se depreende da divisa “ensinar a falar e a escrever corretamente”. Em qualquer situação, na fala ou na escrita, aquelas formas recomendadas na gramática deveriam ser as formas utilizadas.
         Ao começarmos o curso de Letras, o termo gramática se torna bem mais frequente – mas aquele significado do tempo da escola não parece fazer sentido nos artigos científicos que temos de ler, nem no que ouvimos nas aulas de Linguística. É porque, na maioria das vezes, o significado é outro mesmo. Isso acontece com parte da terminologia empregada nos estudos linguísticos: parte dela tem origem no mundo antigo, e seu significado foi mudando ao longo dos séculos. Gramática está nesse grupo.

Maria Carlota Rosa. Uma viagem com a Linguística: um panorama para iniciantes [recurso eletrônico]. São Paulo: Pá de Palavra, 2022, p. 74 (com adaptações).
No texto 10A1-II atua, ao mesmo tempo, na coesão referencial e na coesão sequencial 
Alternativas
Respostas
41321: C
41322: D
41323: D
41324: E
41325: C
41326: C
41327: D
41328: A
41329: D
41330: D
41331: B
41332: B
41333: A
41334: D
41335: C
41336: B
41337: E
41338: B
41339: C
41340: E