Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 96.060 questões
1. Durante o processo de sua formação, os gêneros secundários absorvem e transmutam os gêneros primários de todas as espécies, que se constituíram em circunstância de uma comunicação verbal espontânea.
2. Os gêneros primários, ao se tornarem componentes dos gêneros secundários, transformam-se dentro destes e adquirem características particulares. Exemplo disso é um diálogo que pode perder a sua relação com o ordinário contexto de comunicação quando se transforma em um texto artístico ou quando passa a fazer parte de um texto jornalístico.
3. Os gêneros secundários ao se comutarem perdem sua relação com a realidade existente e com a realidade dos enunciados alheios que são transformados para determinado uso.
4. Todo texto se organiza dentro de determinado gênero discursivo - primário ou secundário - em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam.
5. O professor precisa fazer com que os alunos assimilem ou até mesmo decorem quais são as características e, inclusive, a estrutura de determinados gêneros discursivos secundários, a exemplo de um Editorial ou de um Conto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto, para responder à questão.
Ensino distanciado
Especialistas em educação superior recomendam não superestimar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como ferramenta de avaliação qualitativa. Em que pesem suas limitações, a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino a distância (EAD).
Meros 2,3% dos cursos de graduação do gênero chegam à nota máxima, 5, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na modalidade presencial, são 6,2%. A diferença também se apresenta no contingente enorme de cursos que nem mesmo alcançam a nota 3, mínimo exigido pelo MEC. Enquanto 30,9% dos presenciais ficam nos escores 1 e 2, no universo EAD praticamente a metade (47,8%) está no limbo.
Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado em ambiente virtual. A pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais sua utilidade e forçou instituições a desenvolver técnicas pedagógicas adequadas para o meio, umas com mais sucesso que outras.
O ensino remoto pode e deve ser usado para baratear e dar acesso à educação superior a quem de outro modo não a teria, por falta de recursos ou impossibilidade de deslocamento.
Há indicações, porém, de que o desempenho mais baixo do estudo a distância resulte de fatores que nada têm a ver com a tecnologia. Os matriculados nesses cursos tendem a ser mais velhos (só 16% têm menos de 24 anos, ante 49% nos presenciais) e a trabalhar. São, portanto, pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos e dispõem de menos tempo para aulas, textos e exercícios.
Por fim, parece evidente que muitos estabelecimentos de ensino superior recorrem ao EAD para cortar custos, sem se preocupar com extrair do meio todo seu potencial. De 2019 para 2020, a modalidade deu um salto de 26%, para 2 milhões de matrículas novas.
É certo que isso se deveu à pandemia, mas agora é hora de cuidar para que o EAD não contribua para reduzir a já insatisfatória qualidade do ensino superior brasileiro.
(Folha de S. Paulo. Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/09/
ensino-distanciado.shtml 13.09.2022. Adaptado)
• ... a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino... (1o parágrafo)
• Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado... (3o parágrafo)
• ... pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos... (5o parágrafo)
No contexto, as palavras em destaque são empregadas, respectivamente, com sentidos de
Leia o texto, para responder à questão.
Ensino distanciado
Especialistas em educação superior recomendam não superestimar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como ferramenta de avaliação qualitativa. Em que pesem suas limitações, a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino a distância (EAD).
Meros 2,3% dos cursos de graduação do gênero chegam à nota máxima, 5, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na modalidade presencial, são 6,2%. A diferença também se apresenta no contingente enorme de cursos que nem mesmo alcançam a nota 3, mínimo exigido pelo MEC. Enquanto 30,9% dos presenciais ficam nos escores 1 e 2, no universo EAD praticamente a metade (47,8%) está no limbo.
Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado em ambiente virtual. A pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais sua utilidade e forçou instituições a desenvolver técnicas pedagógicas adequadas para o meio, umas com mais sucesso que outras.
O ensino remoto pode e deve ser usado para baratear e dar acesso à educação superior a quem de outro modo não a teria, por falta de recursos ou impossibilidade de deslocamento.
Há indicações, porém, de que o desempenho mais baixo do estudo a distância resulte de fatores que nada têm a ver com a tecnologia. Os matriculados nesses cursos tendem a ser mais velhos (só 16% têm menos de 24 anos, ante 49% nos presenciais) e a trabalhar. São, portanto, pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos e dispõem de menos tempo para aulas, textos e exercícios.
Por fim, parece evidente que muitos estabelecimentos de ensino superior recorrem ao EAD para cortar custos, sem se preocupar com extrair do meio todo seu potencial. De 2019 para 2020, a modalidade deu um salto de 26%, para 2 milhões de matrículas novas.
É certo que isso se deveu à pandemia, mas agora é hora de cuidar para que o EAD não contribua para reduzir a já insatisfatória qualidade do ensino superior brasileiro.
(Folha de S. Paulo. Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/09/
ensino-distanciado.shtml 13.09.2022. Adaptado)
Leia o texto, para responder à questão.
Ensino distanciado
Especialistas em educação superior recomendam não superestimar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como ferramenta de avaliação qualitativa. Em que pesem suas limitações, a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino a distância (EAD).
Meros 2,3% dos cursos de graduação do gênero chegam à nota máxima, 5, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na modalidade presencial, são 6,2%. A diferença também se apresenta no contingente enorme de cursos que nem mesmo alcançam a nota 3, mínimo exigido pelo MEC. Enquanto 30,9% dos presenciais ficam nos escores 1 e 2, no universo EAD praticamente a metade (47,8%) está no limbo.
Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado em ambiente virtual. A pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais sua utilidade e forçou instituições a desenvolver técnicas pedagógicas adequadas para o meio, umas com mais sucesso que outras.
O ensino remoto pode e deve ser usado para baratear e dar acesso à educação superior a quem de outro modo não a teria, por falta de recursos ou impossibilidade de deslocamento.
Há indicações, porém, de que o desempenho mais baixo do estudo a distância resulte de fatores que nada têm a ver com a tecnologia. Os matriculados nesses cursos tendem a ser mais velhos (só 16% têm menos de 24 anos, ante 49% nos presenciais) e a trabalhar. São, portanto, pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos e dispõem de menos tempo para aulas, textos e exercícios.
Por fim, parece evidente que muitos estabelecimentos de ensino superior recorrem ao EAD para cortar custos, sem se preocupar com extrair do meio todo seu potencial. De 2019 para 2020, a modalidade deu um salto de 26%, para 2 milhões de matrículas novas.
É certo que isso se deveu à pandemia, mas agora é hora de cuidar para que o EAD não contribua para reduzir a já insatisfatória qualidade do ensino superior brasileiro.
(Folha de S. Paulo. Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/09/
ensino-distanciado.shtml 13.09.2022. Adaptado)
Leia o texto, para responder à questão.
Ensino distanciado
Especialistas em educação superior recomendam não superestimar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como ferramenta de avaliação qualitativa. Em que pesem suas limitações, a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino a distância (EAD).
Meros 2,3% dos cursos de graduação do gênero chegam à nota máxima, 5, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na modalidade presencial, são 6,2%. A diferença também se apresenta no contingente enorme de cursos que nem mesmo alcançam a nota 3, mínimo exigido pelo MEC. Enquanto 30,9% dos presenciais ficam nos escores 1 e 2, no universo EAD praticamente a metade (47,8%) está no limbo.
Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado em ambiente virtual. A pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais sua utilidade e forçou instituições a desenvolver técnicas pedagógicas adequadas para o meio, umas com mais sucesso que outras.
O ensino remoto pode e deve ser usado para baratear e dar acesso à educação superior a quem de outro modo não a teria, por falta de recursos ou impossibilidade de deslocamento.
Há indicações, porém, de que o desempenho mais baixo do estudo a distância resulte de fatores que nada têm a ver com a tecnologia. Os matriculados nesses cursos tendem a ser mais velhos (só 16% têm menos de 24 anos, ante 49% nos presenciais) e a trabalhar. São, portanto, pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos e dispõem de menos tempo para aulas, textos e exercícios.
Por fim, parece evidente que muitos estabelecimentos de ensino superior recorrem ao EAD para cortar custos, sem se preocupar com extrair do meio todo seu potencial. De 2019 para 2020, a modalidade deu um salto de 26%, para 2 milhões de matrículas novas.
É certo que isso se deveu à pandemia, mas agora é hora de cuidar para que o EAD não contribua para reduzir a já insatisfatória qualidade do ensino superior brasileiro.
(Folha de S. Paulo. Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/09/
ensino-distanciado.shtml 13.09.2022. Adaptado)
Leia o texto, para responder à questão.
Ensino distanciado
Especialistas em educação superior recomendam não superestimar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como ferramenta de avaliação qualitativa. Em que pesem suas limitações, a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino a distância (EAD).
Meros 2,3% dos cursos de graduação do gênero chegam à nota máxima, 5, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na modalidade presencial, são 6,2%. A diferença também se apresenta no contingente enorme de cursos que nem mesmo alcançam a nota 3, mínimo exigido pelo MEC. Enquanto 30,9% dos presenciais ficam nos escores 1 e 2, no universo EAD praticamente a metade (47,8%) está no limbo.
Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado em ambiente virtual. A pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais sua utilidade e forçou instituições a desenvolver técnicas pedagógicas adequadas para o meio, umas com mais sucesso que outras.
O ensino remoto pode e deve ser usado para baratear e dar acesso à educação superior a quem de outro modo não a teria, por falta de recursos ou impossibilidade de deslocamento.
Há indicações, porém, de que o desempenho mais baixo do estudo a distância resulte de fatores que nada têm a ver com a tecnologia. Os matriculados nesses cursos tendem a ser mais velhos (só 16% têm menos de 24 anos, ante 49% nos presenciais) e a trabalhar. São, portanto, pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos e dispõem de menos tempo para aulas, textos e exercícios.
Por fim, parece evidente que muitos estabelecimentos de ensino superior recorrem ao EAD para cortar custos, sem se preocupar com extrair do meio todo seu potencial. De 2019 para 2020, a modalidade deu um salto de 26%, para 2 milhões de matrículas novas.
É certo que isso se deveu à pandemia, mas agora é hora de cuidar para que o EAD não contribua para reduzir a já insatisfatória qualidade do ensino superior brasileiro.
(Folha de S. Paulo. Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/09/
ensino-distanciado.shtml 13.09.2022. Adaptado)
Leia o texto, para responder à questão.
Ensino distanciado
Especialistas em educação superior recomendam não superestimar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como ferramenta de avaliação qualitativa. Em que pesem suas limitações, a prova traz indicações preocupantes, contudo, sobre a disseminação do ensino a distância (EAD).
Meros 2,3% dos cursos de graduação do gênero chegam à nota máxima, 5, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na modalidade presencial, são 6,2%. A diferença também se apresenta no contingente enorme de cursos que nem mesmo alcançam a nota 3, mínimo exigido pelo MEC. Enquanto 30,9% dos presenciais ficam nos escores 1 e 2, no universo EAD praticamente a metade (47,8%) está no limbo.
Não seria o caso, só por esses números, de estigmatizar o aprendizado em ambiente virtual. A pandemia de Covid-19 evidenciou ainda mais sua utilidade e forçou instituições a desenvolver técnicas pedagógicas adequadas para o meio, umas com mais sucesso que outras.
O ensino remoto pode e deve ser usado para baratear e dar acesso à educação superior a quem de outro modo não a teria, por falta de recursos ou impossibilidade de deslocamento.
Há indicações, porém, de que o desempenho mais baixo do estudo a distância resulte de fatores que nada têm a ver com a tecnologia. Os matriculados nesses cursos tendem a ser mais velhos (só 16% têm menos de 24 anos, ante 49% nos presenciais) e a trabalhar. São, portanto, pessoas menos familiarizadas com informática que ficaram defasadas nos estudos e dispõem de menos tempo para aulas, textos e exercícios.
Por fim, parece evidente que muitos estabelecimentos de ensino superior recorrem ao EAD para cortar custos, sem se preocupar com extrair do meio todo seu potencial. De 2019 para 2020, a modalidade deu um salto de 26%, para 2 milhões de matrículas novas.
É certo que isso se deveu à pandemia, mas agora é hora de cuidar para que o EAD não contribua para reduzir a já insatisfatória qualidade do ensino superior brasileiro.
(Folha de S. Paulo. Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/09/
ensino-distanciado.shtml 13.09.2022. Adaptado)
Leia o texto, para responder a questão.
O autógrafo dos anônimos
Escritores assinam seus livros. Pintores assinam suas telas. Artistas de Hollywood deixam marcas das próprias mãos na calçada da fama. Agências de propaganda assinam seus anúncios de jornal e revista. Músicos autografam seus discos.
Então por que o João-ninguém tem que passar em branco? Não mesmo. Ele também existe, ele também quer autografar. Como ele não tem livro impresso ou profissão alguma para personalizar, ele pega um tubo de spray e picha um muro. Para a cidade, com carinho.
Quanto mais cresce a exaltação a personalidades, mais cresce o desprestígio dos cidadãos obscuros. Todo mundo lança disco, desfila, aparece na televisão, sai na revista, é entrevistado na rua. A impressão que dá é que só eles existem, ou que existem mais do que os outros. E os que são apenas mais um na folha de pagamento de uma grande empresa?
Há muitas pessoas que estão se sentindo barradas no baile. Deveriam ser os que não têm trabalho, que não são poucos, mas são também aqueles que têm trabalho e família, porém suas vidas não têm janela com vistas para a mídia. Se até refém de ônibus sequestrado é convidado para ir a programa de entrevistas na televisão, que graça pode ter ser refém do anonimato?
A internet tem sido a tábua de salvação daqueles que precisam ser alguém, desde que alguém acessível eletronicamente. Abrem páginas para publicar suas histórias, instalam webcâmeras para divulgarem sua intimidade. Vale tudo para ter sua existência comprovada.
E volto aos pichadores, que autografam diariamente prédios públicos. É uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores, rabiscam classes da sala de aula. É uma necessidade de dizer: estou aqui, existo. Poucos percebem que existir para si mesmo já é uma plateia e tanto.
(Martha Medeiros. Non stop – crônicas do cotidiano.
Porto Alegre: L&PM, 2015. Excerto adaptado)
É uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores...
As expressões destacadas na passagem estabelecem, respectivamente, relações com sentido de
Leia o texto, para responder a questão.
O autógrafo dos anônimos
Escritores assinam seus livros. Pintores assinam suas telas. Artistas de Hollywood deixam marcas das próprias mãos na calçada da fama. Agências de propaganda assinam seus anúncios de jornal e revista. Músicos autografam seus discos.
Então por que o João-ninguém tem que passar em branco? Não mesmo. Ele também existe, ele também quer autografar. Como ele não tem livro impresso ou profissão alguma para personalizar, ele pega um tubo de spray e picha um muro. Para a cidade, com carinho.
Quanto mais cresce a exaltação a personalidades, mais cresce o desprestígio dos cidadãos obscuros. Todo mundo lança disco, desfila, aparece na televisão, sai na revista, é entrevistado na rua. A impressão que dá é que só eles existem, ou que existem mais do que os outros. E os que são apenas mais um na folha de pagamento de uma grande empresa?
Há muitas pessoas que estão se sentindo barradas no baile. Deveriam ser os que não têm trabalho, que não são poucos, mas são também aqueles que têm trabalho e família, porém suas vidas não têm janela com vistas para a mídia. Se até refém de ônibus sequestrado é convidado para ir a programa de entrevistas na televisão, que graça pode ter ser refém do anonimato?
A internet tem sido a tábua de salvação daqueles que precisam ser alguém, desde que alguém acessível eletronicamente. Abrem páginas para publicar suas histórias, instalam webcâmeras para divulgarem sua intimidade. Vale tudo para ter sua existência comprovada.
E volto aos pichadores, que autografam diariamente prédios públicos. É uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores, rabiscam classes da sala de aula. É uma necessidade de dizer: estou aqui, existo. Poucos percebem que existir para si mesmo já é uma plateia e tanto.
(Martha Medeiros. Non stop – crônicas do cotidiano.
Porto Alegre: L&PM, 2015. Excerto adaptado)
Leia o texto, para responder a questão.
O autógrafo dos anônimos
Escritores assinam seus livros. Pintores assinam suas telas. Artistas de Hollywood deixam marcas das próprias mãos na calçada da fama. Agências de propaganda assinam seus anúncios de jornal e revista. Músicos autografam seus discos.
Então por que o João-ninguém tem que passar em branco? Não mesmo. Ele também existe, ele também quer autografar. Como ele não tem livro impresso ou profissão alguma para personalizar, ele pega um tubo de spray e picha um muro. Para a cidade, com carinho.
Quanto mais cresce a exaltação a personalidades, mais cresce o desprestígio dos cidadãos obscuros. Todo mundo lança disco, desfila, aparece na televisão, sai na revista, é entrevistado na rua. A impressão que dá é que só eles existem, ou que existem mais do que os outros. E os que são apenas mais um na folha de pagamento de uma grande empresa?
Há muitas pessoas que estão se sentindo barradas no baile. Deveriam ser os que não têm trabalho, que não são poucos, mas são também aqueles que têm trabalho e família, porém suas vidas não têm janela com vistas para a mídia. Se até refém de ônibus sequestrado é convidado para ir a programa de entrevistas na televisão, que graça pode ter ser refém do anonimato?
A internet tem sido a tábua de salvação daqueles que precisam ser alguém, desde que alguém acessível eletronicamente. Abrem páginas para publicar suas histórias, instalam webcâmeras para divulgarem sua intimidade. Vale tudo para ter sua existência comprovada.
E volto aos pichadores, que autografam diariamente prédios públicos. É uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores, rabiscam classes da sala de aula. É uma necessidade de dizer: estou aqui, existo. Poucos percebem que existir para si mesmo já é uma plateia e tanto.
(Martha Medeiros. Non stop – crônicas do cotidiano.
Porto Alegre: L&PM, 2015. Excerto adaptado)
Leia o texto, para responder a questão.
O autógrafo dos anônimos
Escritores assinam seus livros. Pintores assinam suas telas. Artistas de Hollywood deixam marcas das próprias mãos na calçada da fama. Agências de propaganda assinam seus anúncios de jornal e revista. Músicos autografam seus discos.
Então por que o João-ninguém tem que passar em branco? Não mesmo. Ele também existe, ele também quer autografar. Como ele não tem livro impresso ou profissão alguma para personalizar, ele pega um tubo de spray e picha um muro. Para a cidade, com carinho.
Quanto mais cresce a exaltação a personalidades, mais cresce o desprestígio dos cidadãos obscuros. Todo mundo lança disco, desfila, aparece na televisão, sai na revista, é entrevistado na rua. A impressão que dá é que só eles existem, ou que existem mais do que os outros. E os que são apenas mais um na folha de pagamento de uma grande empresa?
Há muitas pessoas que estão se sentindo barradas no baile. Deveriam ser os que não têm trabalho, que não são poucos, mas são também aqueles que têm trabalho e família, porém suas vidas não têm janela com vistas para a mídia. Se até refém de ônibus sequestrado é convidado para ir a programa de entrevistas na televisão, que graça pode ter ser refém do anonimato?
A internet tem sido a tábua de salvação daqueles que precisam ser alguém, desde que alguém acessível eletronicamente. Abrem páginas para publicar suas histórias, instalam webcâmeras para divulgarem sua intimidade. Vale tudo para ter sua existência comprovada.
E volto aos pichadores, que autografam diariamente prédios públicos. É uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores, rabiscam classes da sala de aula. É uma necessidade de dizer: estou aqui, existo. Poucos percebem que existir para si mesmo já é uma plateia e tanto.
(Martha Medeiros. Non stop – crônicas do cotidiano.
Porto Alegre: L&PM, 2015. Excerto adaptado)
Leia a charge para responder à questão.

Conforme expressa o personagem em sua fala,
Nessa frase, o modo e o tempo do verbo sublinhado indicam
O modo dos verbos destacados confere à afirmação um sentido de:
O pronome grifado refere-se:
A palavra destacada significa o estado de incólume, que tem o sentido de: