Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2045353 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
A palavra “pernóstico” estabelece relação de sinonímia com as seguintes palavras, EXCETO:
Alternativas
Q2045343 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Considerando a relação de sinonímia entre as palavras, no trecho “E as pobres aves se olharam perplexas...”, a frase também poderia ser escrita da seguinte forma, sem alterar o sentido do texto: 
Alternativas
Q2045342 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
No trecho “Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes...”, a palavra em destaque exprime a ideia de:
Alternativas
Q2045341 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Assinale a alternativa que NÃO expressa a ideia contida na moral do texto: 
Alternativas
Q2045340 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
De acordo com o texto, por que os urubus expulsaram os pássaros da floresta?
Alternativas
Q2045339 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Assinale a alternativa em que corresponda ao desfecho do texto: 
Alternativas
Q2045338 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Assinale a alternativa que represente o clímax do texto:
Alternativas
Q2045337 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Qual o tema central do texto? 
Alternativas
Q2045336 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Sobre o texto acima, é correto afirmar que se trata de um/a: 
Alternativas
Q2044975 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

Sonhos são um “grande teatro privado”; entenda os benefícios de anotá-los

        Tem sido meu sonho há anos apresentar o programa “Saturday Night Live”. Literalmente. Eu tive esse sonho repetidamente, voltando durante décadas.

        Eu viajei para o espaço, voltei no tempo e me transformei em um super-herói. Eu fui amigo íntimo de muitas celebridades. Criei novas memórias com amigos e familiares, alguns falecidos. Cometi crimes terríveis. E eu salvei o dia, repetidamente.

        Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção. Sim, alguns deles são chatos (a maioria dos meus são sobre trabalho), mas muitos são divertidos, incisivos e ocasionalmente solucionadores de problemas. É por isso que você deve considerar transformar um caderno em branco em seu primeiro diário de sonhos.

        Há pouca pesquisa científica sobre os benefícios do diário de sonhos, mas aqueles que fazem disso uma prática o consideram útil ou perspicaz na melhor das hipóteses e, no mínimo, interessante.

(Texto adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sonhos-sao-um-grande-teatro-privado-entenda-os-beneficios-de-anota-los)
Sobre o texto lido, avalie as assertivas abaixo:
I- As aspas utilizadas no título em “grande teatro privado” e no primeiro parágrafo em “Saturday Night Live” apresentam o mesmo propósito comunicativo no texto.
II- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência exofórica, remetendo a um elemento extralinguístico.
III- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência endofórica, remetendo a um elemento intralinguístico.
Está INCORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044974 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

Sonhos são um “grande teatro privado”; entenda os benefícios de anotá-los

        Tem sido meu sonho há anos apresentar o programa “Saturday Night Live”. Literalmente. Eu tive esse sonho repetidamente, voltando durante décadas.

        Eu viajei para o espaço, voltei no tempo e me transformei em um super-herói. Eu fui amigo íntimo de muitas celebridades. Criei novas memórias com amigos e familiares, alguns falecidos. Cometi crimes terríveis. E eu salvei o dia, repetidamente.

        Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção. Sim, alguns deles são chatos (a maioria dos meus são sobre trabalho), mas muitos são divertidos, incisivos e ocasionalmente solucionadores de problemas. É por isso que você deve considerar transformar um caderno em branco em seu primeiro diário de sonhos.

        Há pouca pesquisa científica sobre os benefícios do diário de sonhos, mas aqueles que fazem disso uma prática o consideram útil ou perspicaz na melhor das hipóteses e, no mínimo, interessante.

(Texto adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sonhos-sao-um-grande-teatro-privado-entenda-os-beneficios-de-anota-los)
Sobre o texto lido, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q2044973 Português
Leia o texto seguinte e responda a questão.

O presente artigo aborda a realidade social e respectivo campo normativo de regulamentação das relações conjugais na sociedade contemporânea, global, plural e complexo, tudo ao mesmo tempo. Partindo da ideia geracional passada de quase modelo único de família para o sistema de variadas formas de associação e convívio conjugal e suas consequências com o Direito em vigor, expectativas de câmbios ou manutenção de status jurídicos, o estudo apresenta o problema em meio à realidade que ferve por respostas mais seguranças e garantistas de tamanha diversidade cultural, não necessariamente absorvida por leis e códigos. Ao final algumas considerações formais são postas à prova do leitor com a certeza única de que a regulação das relações conjugais demanda mais do que simples análise de correspondência cultural ou jurídica aos modelos tradicionalmente ofertas pelos países no mundo.

(Lucas, I. P. “o problema da regulamentação das relações conjugais na atualidade”. In: Revista da Graduação em Direito Estácio, nº1 Vº1 ANO 2019)
Sobre o texto lido, avalie as assertivas abaixo:
I- A expressão “tudo ao mesmo tempo” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “simultaneamente”. II- O trecho “...o estudo apresenta o problema em meio à realidade que ferve por respostas mais seguranças e garantistas”, apresenta uma incoerência, já que o correto seria substituir a palavra destacada pelo adjetivo seguras.” III- As palavras necessariamente e tradicionalmente são classificadas como advérbios. IV- As palavras necessariamente e tradicionalmente são classificadas como adjetivos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044972 Português
Leia o texto seguinte e responda a questão.

O presente artigo aborda a realidade social e respectivo campo normativo de regulamentação das relações conjugais na sociedade contemporânea, global, plural e complexo, tudo ao mesmo tempo. Partindo da ideia geracional passada de quase modelo único de família para o sistema de variadas formas de associação e convívio conjugal e suas consequências com o Direito em vigor, expectativas de câmbios ou manutenção de status jurídicos, o estudo apresenta o problema em meio à realidade que ferve por respostas mais seguranças e garantistas de tamanha diversidade cultural, não necessariamente absorvida por leis e códigos. Ao final algumas considerações formais são postas à prova do leitor com a certeza única de que a regulação das relações conjugais demanda mais do que simples análise de correspondência cultural ou jurídica aos modelos tradicionalmente ofertas pelos países no mundo.

(Lucas, I. P. “o problema da regulamentação das relações conjugais na atualidade”. In: Revista da Graduação em Direito Estácio, nº1 Vº1 ANO 2019)
Sobre o texto lido, assinale a alternativa CORRETA, no que se refere às características linguístico-discursivas de sua composição:
Alternativas
Q2044971 Português
Leia o texto e responda a questão.


Os anjos
(Legião Urbana)

“(...) Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espírito de porco
Duas xícaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça (...)”.
A sequência tipológica predominante na construção da Letra de Música lida é:
Alternativas
Q2044970 Português
Leia o texto e responda a questão.


Os anjos
(Legião Urbana)

“(...) Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espírito de porco
Duas xícaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça (...)”.
O fenômeno recursivo que se manifesta na produção do texto lido é denominado:
Alternativas
Q2044969 Português
Leia o trecho do romance A hora da estrela, de Clarice Lispector e, em seguida, responda a questão.


        [...] As pancadas ela esquecia, pois esperando-se um pouco a dor termina por passar. Mas o que doía mais era ser privada da sobremesa de todos os dias: goiabada com queijo, a única paixão na sua vida
           [...]
        Nesta manhã de dia 7, o êxtase inesperado para o seu tamanho pequeno corpo. Aluz aberta e rebrilhante das ruas atravessava a sua opacidade. Maio, mês dos véus de noiva flutuando em branco.
         O que se segue é apenas uma tentativa de reproduzir três páginas que escrevi e que a minha cozinheira, vendo-as soltas, jogou no lixo para o meu desespero – que os mortos me ajudem a suportar o quase insuportável, já que de nada me valem os vivos. Nem de longe consegui igualar a tentativa de repetição artificial do que originalmente eu escrevi sobre o encontro com o seu futuro namorado. É com humildade que contarei agora a história da história. Portanto, se me perguntarem como foi direi: não sei, perdi o encontro.
            [...].
            O rapaz e ela se olharam por entre a chuva e se reconheceram como dois nordestinos, bichos da mesma espécie que se farejam. Ele a olhara enxugando o rosto molhado com as mãos. E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiabada-com-queijo.
            Ele...
           Ele se aproximou e com a voz cantante de nordestino que a emocionou, perguntou-lhe:
        — E se me desculpe, senhorita, posso convidar a passear?
          — Sim, respondeu atabalhoadamente com a pressa antes que ele mudasse de ideia.
          — E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
          — Macabéa.
          — Maca, o quê?
          — Béa, foi ela obrigada a completar.
          — Me desculpe, mas até parece doença, doença de pele.
        — Eu também acho esquisito, mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que ninguém tem, mas parece que deu certo. — Parou um instante retomando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor: — Pois como o senhor vê eu vinguei... pois é...
          — Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra.
        Eles não sabiam como se passeia. Andaram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado:
        — Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor?

(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. P. 42-45, 1998.)
A palavra que substitui adequadamente, sem prejuízo de sentido, a palavra atabalhoadamente, destacada no texto, é:
Alternativas
Q2044968 Português
Leia o trecho do romance A hora da estrela, de Clarice Lispector e, em seguida, responda a questão.


        [...] As pancadas ela esquecia, pois esperando-se um pouco a dor termina por passar. Mas o que doía mais era ser privada da sobremesa de todos os dias: goiabada com queijo, a única paixão na sua vida
           [...]
        Nesta manhã de dia 7, o êxtase inesperado para o seu tamanho pequeno corpo. Aluz aberta e rebrilhante das ruas atravessava a sua opacidade. Maio, mês dos véus de noiva flutuando em branco.
         O que se segue é apenas uma tentativa de reproduzir três páginas que escrevi e que a minha cozinheira, vendo-as soltas, jogou no lixo para o meu desespero – que os mortos me ajudem a suportar o quase insuportável, já que de nada me valem os vivos. Nem de longe consegui igualar a tentativa de repetição artificial do que originalmente eu escrevi sobre o encontro com o seu futuro namorado. É com humildade que contarei agora a história da história. Portanto, se me perguntarem como foi direi: não sei, perdi o encontro.
            [...].
            O rapaz e ela se olharam por entre a chuva e se reconheceram como dois nordestinos, bichos da mesma espécie que se farejam. Ele a olhara enxugando o rosto molhado com as mãos. E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiabada-com-queijo.
            Ele...
           Ele se aproximou e com a voz cantante de nordestino que a emocionou, perguntou-lhe:
        — E se me desculpe, senhorita, posso convidar a passear?
          — Sim, respondeu atabalhoadamente com a pressa antes que ele mudasse de ideia.
          — E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
          — Macabéa.
          — Maca, o quê?
          — Béa, foi ela obrigada a completar.
          — Me desculpe, mas até parece doença, doença de pele.
        — Eu também acho esquisito, mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que ninguém tem, mas parece que deu certo. — Parou um instante retomando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor: — Pois como o senhor vê eu vinguei... pois é...
          — Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra.
        Eles não sabiam como se passeia. Andaram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado:
        — Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor?

(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. P. 42-45, 1998.)
No trecho “E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiabada-com-queijo”, a figura de linguagem que melhor representa a expressão destacada é:
Alternativas
Q2044966 Português
Leia o poema abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Neologismo (Manuel Bandeira)
Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo: Teadoro, Teodora.
Alternativas
Q2044965 Português
Analise a tirinha seguinte e responda à questão: Imagem associada para resolução da questão Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/114791164189/umadas- primeiras-tiras-est%C3%A1-no-armandinho-zero

I- O humor da tira é ocasionado pela compreensão adequada de Armandinho quanto à intencionalidade da fala de sua mãe no primeiro quadrinho. II- O humor da tira é constituído pela ambiguidade presente no verbo “falar”, que possibilita mais de uma interpretação ao seu interlocutor na tirinha lida. III- O verbo “falar” poderia ser trocado, sem prejuízo de sentido para a tirinha, pelo verbo “perguntar”.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044963 Português
Leia o poema e analise as proposições seguintes:
A Pesca
Affonso Romano de Sant'Anna                                            A garganta O anil                                                                                    A âncora O anzol                                                                                 O peixe O azul                                                                                               A boca O silêncio                                                                              O arranco O tempo                                                                                O rasgão   O peixe                                                                                              Aberta a água                                                                                      A agulha                                                                                Aberta a chaga  vertical                                                                                   Aberto o anzol mergulha                                                                                               Aquelíneo                                                                                   A água                                                                                   Ágil-claro A linha                                                                                   Estabanado A espuma                                                                                              O peixe  O tempo                                                                                A areia                                                                   O peixe                                                                                 O sol.                                                                      O silêncio                                                                                                                                    SANT'ANNA, Affonso Romano de.                                                                                                                             Poesia sobre poesia. Rio de Janeiro,                                                                                                                             Imago, 1975. p.145. 
I-  Apesar de haver poucos elementos de coesão por conexão, temos um texto coerente porque há unidade de sentido que é estabelecida a partir do próprio título. II- A coesão estabelecida no texto é uma condição necessária para a efetivação da coerência. III-  A penúltima estrofe é constituída de adjetivos que qualificam o peixe.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
41181: D
41182: C
41183: C
41184: E
41185: A
41186: E
41187: E
41188: C
41189: B
41190: E
41191: D
41192: C
41193: E
41194: A
41195: C
41196: E
41197: B
41198: D
41199: A
41200: A