Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 96.068 questões

Q2187852 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Aulas sem volta

        O início do ano letivo oferece nova oportunidade para o Brasil enfim começar a reverter o desastre educacional produzido no último biênio de pandemia, período em que os estudantes perderam enorme parcela das aulas presenciais.

        Trata-se de tarefa urgente. Como se a educação não constasse das prioridades, o país figurou entre aqueles que mais tempo ficaram com as escolas fechadas no mundo, com impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição de uma legião de jovens.

        O recurso paliativo do ensino remoto falhou de modo fragoroso. Segundo pesquisas, o fechamento prolongado das escolas afetou de modo grave a progressão dos estudantes, implicando até regressão no aprendizado, aumentou o risco de abandono escolar e elevou a desigualdade educacional entre alunos de estabelecimentos públicos e privados.

        Merece todo o apoio, portanto, a decisão das redes de ensino de 18 estados e do Distrito Federal de retornarem neste ano com aulas presenciais obrigatórias.

        Os desafios à frente, que já seriam grandes em condições normais, ganham proporções maiores. O primeiro e mais óbvio deles é o provimento de um ambiente seguro para professores e alunos.

        No plano educacional, deve-se dar atenção especial à questão da evasão, que apresentou piora expressiva durante a pandemia, fruto tanto do desinteresse dos estudantes como da necessidade de contribuir com a renda familiar. Estratégias para trazer esses alunos de volta às salas e garantir sua permanência, como uma busca ativa por parte das redes e auxílios pecuniários, deveriam ser consideradas para minorar o problema.

        É fundamental, nesse contexto, que o país evite retrocessos sanitários que terminem por fechar novamente as escolas. Para tanto, é imperioso seguir reforçando a imunização de adultos e, sobretudo, de crianças, além de sanar as disparidades regionais acumuladas.

(Editoria. Folha de S.Paulo. 26.01.2022. Adaptado)
No Editorial, a frase “O recurso paliativo do ensino remoto falhou de modo fragoroso.” é empregada para expressar que, na pandemia, o emprego do ensino remoto como recurso para
Alternativas
Q2187784 Português
TEXTO I

“Menos de 6 horas de sono por noite é uma privação aguda”, diz especialista

Por Portal Raízes

        Menos de 6 horas de sono em uma única noite é uma privação aguda”, diz Robyn Stremler, enfermeira e professora associada da Faculdade de Enfermagem Lawrence S. Bloomberg da Universidade de Toronto, cuja pesquisa se concentra no sono e na paternidade. “Sabemos que os adultos humanos funcionam melhor se dormirem de sete a oito horas por noite. E quando você cai para menos de seis horas, mesmo por uma noite, começamos a ver um declínio no desempenho integral da pessoa”.

        Não existe isso de recuperar o sono perdido. Infelizmente, um sono ocasional de 12 horas não vai resolver o problema. Mesmo dormindo muito tempo num dia, na tentativa de recompensar noites mal dormidas, você não se sentirá descansado. A privação crônica ocorre quando a falta de sono é prolongada ou persiste por muitas noites, levando a um comprometimento contínuo ou agravado com o passar do tempo, provocando sintomas físicos, cognitivos, comportamentais e mentais.

Sintomas físicos

        Todas as pessoas que dormem pouco já ouviram alguém dizer: “Uau, você está parecendo um zumbi” e quando elas olham no espelho, sabem do que eles estão falando. De acordo com Lisa Kellett, dermatologista de Toronto, há evidências de que a privação do sono e os padrões de sono alterados (como trabalhar no turno da noite) acabam resultando na diminuição da produção de colágeno e na quebra das elastinas da pele.

        Mas seu corpo também está reagindo à falta de sono de muitas outras maneiras não tão visíveis. Por exemplo, as pessoas que relatam dormir cronicamente muito pouco tendem a ter pressão arterial mais alta, diz Stremler.

        “Também pode afetar as respostas de fome do corpo, então você faz escolhas alimentares ruins com mais frequência. Seu corpo acha que quer alimentos mais ricos em nutrientes, então você buscará opções com maior teor de gordura e açúcar”. Isso significa que há uma relação entre falta de sono, metabolismo mais lento e ganho de peso, bem como flutuações nos níveis de açúcar no sangue.

        Outros sintomas fisiológicos incluem visão turva, tontura, espasmos nos olhos e aumento de dores crônicas, como fibromialgia e nas articulações. Você também tem três vezes mais chances de pegar um resfriado quando privado de sono, porque a falta de sono suprime seu sistema imunológico.

        Um estudo de 2011 publicado na revista médica Behavioral Sleep Medicine até descobriu que a falta de sono pode levar ao que alguns chamam de “efeito zumbi”, que é uma capacidade prejudicada de demonstrar alegria em suas expressões faciais. Um estudo semelhante, publicado em 2013 na revista Sleep, descobriu que a privação do sono pode fazer você parecer mais triste ou mais melancólico para os outros, com olhos inchados e mais vermelhos, pálpebras caídas, olheiras mais escuras, pele pálida, mais rugas nos olhos e os cantos da boca caídos.

        Você provavelmente também não tem energia ou tempo para se exercitar, o que aumenta a lentidão que sentimos por dormir mal e fazer escolhas alimentares pouco saudáveis. Não precisamos de um estudo científico para nos dizer que nossa vida sexual também sofre como efeito colateral da privação do sono: muitos sentem que precisam escolher entre alguns minutos extras de descanso e dedicar atenção ao seu relacionamento há muito negligenciado com seu cônjuge.

Efeitos cognitivos

        Quando Conor Wild, um pesquisador associado do Brain and Mind Institute da Western University, em Londres, descobriu que ele e sua esposa estavam esperando gêmeos, ele começou a considerar o que dois novos pacotes de alegria fariam com todas rotinas de suas vidas, incluindo o sono. Essa análise pessoal estimulou sua pesquisa recente, que incluiu uma pesquisa controlada com mais de 10.000 entrevistados que relataram sua qualidade e duração do sono antes de completar uma série de testes cognitivos.

        Wild e sua equipe descobriram que dormir pouco regularmente – menos de sete ou oito horas por noite durante um mês, estava associado a um declínio na acuidade mental. Mesmo uma única noite de sono ruim pode causar deficiências, incluindo declínios no raciocínio e na resolução de problemas e nas habilidades verbais, como entender alguém em uma conversa ou compreender artigos escritos. (Curiosamente, Wild e sua equipe descobriram que a memória de curto prazo não era prejudicada pela falta de sono).

Disponível em https://www.portalraizes.com/menos-de-6-horas-de-sono-por-noite-e-uma-privacao-aguda-diz-especialista/ (com adaptações). 
De acordo com o TEXTO I, publicado no Portal Raízes, há muitas consequências da falta de sono adequado. Entre as listadas a seguir, indique aquelas que não fazem parte dos problemas de saúde causados pela ausência de sono regular.
I. Diminuição da produção de colágeno.
II. Apresentar pressão arterial mais alta.
III. Apagamentos temporários da memória.
IV. Problemas estomacais e falta de apetite.
V. Dificuldade de raciocínio e dores articulares.

As consequências que não fazem parte dos problemas de saúde causados pela ausência de sono regular são 
Alternativas
Q2187751 Português
TEXTO 01

Inteligência Artificial: as promessas e as ameaças

        Computadores e robôs estão aprendendo a tomar decisões! É claro, “decidir” é uma palavra forte demais para máquinas que não têm consciência e cujo nível de “raciocínio” não é sequer evoluído como o de um sapo. Mas os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) são suficientes para assustar alguns e despertar a imaginação de outros.

        Entre o mito e a realidade, onde se situa exatamente a atual pesquisa sobre esta tecnologia que ameaça desestabilizar todas as outras? [...]
    
        Para muitos, a palavra “inteligência” é apenas uma metáfora quando aplicada a máquinas ou robôs que são destinados – nos foi garantido ‒ a permanecerem como simples e humildes assistentes dos humanos. A IA nos ajuda a transcender as barreiras da linguagem por meio da tradução automática, a desempenhar muitas tarefas da nossa rotina, ou mesmo a fazer trabalhos domésticos, fabricar produtos, detectar doenças mais cedo do que poderiam os médicos e criar próteses que podem ser ativadas pelo pensamento.

        Mesmo assim, a combinação de aprendizagem profunda e big data não está apenas provocando uma revolução em IA, mas também está ativando a Quarta Revolução Industrial, para a qual nossas sociedades podem não estar preparadas ainda. Muitos especialistas acreditam que a IA é mais uma revolução cultural do que tecnológica, e que a educação terá de adaptar-se rapidamente às novas realidades – para que gerações futuras aprendam a viver em um mundo radicalmente diferente do mundo que nós conhecemos hoje.

        A questão que já está sendo discutida é: não há o risco de que os dados disponíveis para a IA possam ser utilizados para confirmar ideias pré-fabricadas e preconceitos? Perfil racial, censura, previsão de personalidade criminal etc. – estes critérios discriminatórios já estão sendo usados por máquinas que são ensinadas a analisar padrões de comportamento. Quanto mais complexo o desenvolvimento tecnológico se torna, mais complexas são as questões éticas levantadas. O desenvolvimento de robôs assassinos é um exemplo evidente disso.

        Junto destes desafios éticos, existe o risco da monopolização do poder. Enquanto a IA está dando seus primeiros passos na África, um pequeno número de países está investindo bilhões de dólares em pesquisa básica – que está quase completamente nas mãos de alguns poucos gigantes da computação, como sabemos. Estes desafios internacionais pedem por uma coordenação internacional. Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.

Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-3 >.
Assinale a alternativa em que o prefixo {pre-} está CORRETAMENTE utilizado, com a mesma forma gráfica e gramatical que em “pré-fabricado”:
Alternativas
Q2187749 Português
TEXTO 01

Inteligência Artificial: as promessas e as ameaças

        Computadores e robôs estão aprendendo a tomar decisões! É claro, “decidir” é uma palavra forte demais para máquinas que não têm consciência e cujo nível de “raciocínio” não é sequer evoluído como o de um sapo. Mas os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) são suficientes para assustar alguns e despertar a imaginação de outros.

        Entre o mito e a realidade, onde se situa exatamente a atual pesquisa sobre esta tecnologia que ameaça desestabilizar todas as outras? [...]
    
        Para muitos, a palavra “inteligência” é apenas uma metáfora quando aplicada a máquinas ou robôs que são destinados – nos foi garantido ‒ a permanecerem como simples e humildes assistentes dos humanos. A IA nos ajuda a transcender as barreiras da linguagem por meio da tradução automática, a desempenhar muitas tarefas da nossa rotina, ou mesmo a fazer trabalhos domésticos, fabricar produtos, detectar doenças mais cedo do que poderiam os médicos e criar próteses que podem ser ativadas pelo pensamento.

        Mesmo assim, a combinação de aprendizagem profunda e big data não está apenas provocando uma revolução em IA, mas também está ativando a Quarta Revolução Industrial, para a qual nossas sociedades podem não estar preparadas ainda. Muitos especialistas acreditam que a IA é mais uma revolução cultural do que tecnológica, e que a educação terá de adaptar-se rapidamente às novas realidades – para que gerações futuras aprendam a viver em um mundo radicalmente diferente do mundo que nós conhecemos hoje.

        A questão que já está sendo discutida é: não há o risco de que os dados disponíveis para a IA possam ser utilizados para confirmar ideias pré-fabricadas e preconceitos? Perfil racial, censura, previsão de personalidade criminal etc. – estes critérios discriminatórios já estão sendo usados por máquinas que são ensinadas a analisar padrões de comportamento. Quanto mais complexo o desenvolvimento tecnológico se torna, mais complexas são as questões éticas levantadas. O desenvolvimento de robôs assassinos é um exemplo evidente disso.

        Junto destes desafios éticos, existe o risco da monopolização do poder. Enquanto a IA está dando seus primeiros passos na África, um pequeno número de países está investindo bilhões de dólares em pesquisa básica – que está quase completamente nas mãos de alguns poucos gigantes da computação, como sabemos. Estes desafios internacionais pedem por uma coordenação internacional. Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.

Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-3 >.
No trecho:
“Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.”

O termo destacado em negrito refere-se a:
Alternativas
Q2187747 Português
TEXTO 01

Inteligência Artificial: as promessas e as ameaças

        Computadores e robôs estão aprendendo a tomar decisões! É claro, “decidir” é uma palavra forte demais para máquinas que não têm consciência e cujo nível de “raciocínio” não é sequer evoluído como o de um sapo. Mas os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) são suficientes para assustar alguns e despertar a imaginação de outros.

        Entre o mito e a realidade, onde se situa exatamente a atual pesquisa sobre esta tecnologia que ameaça desestabilizar todas as outras? [...]
    
        Para muitos, a palavra “inteligência” é apenas uma metáfora quando aplicada a máquinas ou robôs que são destinados – nos foi garantido ‒ a permanecerem como simples e humildes assistentes dos humanos. A IA nos ajuda a transcender as barreiras da linguagem por meio da tradução automática, a desempenhar muitas tarefas da nossa rotina, ou mesmo a fazer trabalhos domésticos, fabricar produtos, detectar doenças mais cedo do que poderiam os médicos e criar próteses que podem ser ativadas pelo pensamento.

        Mesmo assim, a combinação de aprendizagem profunda e big data não está apenas provocando uma revolução em IA, mas também está ativando a Quarta Revolução Industrial, para a qual nossas sociedades podem não estar preparadas ainda. Muitos especialistas acreditam que a IA é mais uma revolução cultural do que tecnológica, e que a educação terá de adaptar-se rapidamente às novas realidades – para que gerações futuras aprendam a viver em um mundo radicalmente diferente do mundo que nós conhecemos hoje.

        A questão que já está sendo discutida é: não há o risco de que os dados disponíveis para a IA possam ser utilizados para confirmar ideias pré-fabricadas e preconceitos? Perfil racial, censura, previsão de personalidade criminal etc. – estes critérios discriminatórios já estão sendo usados por máquinas que são ensinadas a analisar padrões de comportamento. Quanto mais complexo o desenvolvimento tecnológico se torna, mais complexas são as questões éticas levantadas. O desenvolvimento de robôs assassinos é um exemplo evidente disso.

        Junto destes desafios éticos, existe o risco da monopolização do poder. Enquanto a IA está dando seus primeiros passos na África, um pequeno número de países está investindo bilhões de dólares em pesquisa básica – que está quase completamente nas mãos de alguns poucos gigantes da computação, como sabemos. Estes desafios internacionais pedem por uma coordenação internacional. Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.

Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-3 >.
Assinale a alternativa em que a palavra entre parênteses substitui a palavra destacada, sem prejuízo para a correção gramatical nem para o sentido do texto. 
Alternativas
Q2187746 Português
TEXTO 01

Inteligência Artificial: as promessas e as ameaças

        Computadores e robôs estão aprendendo a tomar decisões! É claro, “decidir” é uma palavra forte demais para máquinas que não têm consciência e cujo nível de “raciocínio” não é sequer evoluído como o de um sapo. Mas os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) são suficientes para assustar alguns e despertar a imaginação de outros.

        Entre o mito e a realidade, onde se situa exatamente a atual pesquisa sobre esta tecnologia que ameaça desestabilizar todas as outras? [...]
    
        Para muitos, a palavra “inteligência” é apenas uma metáfora quando aplicada a máquinas ou robôs que são destinados – nos foi garantido ‒ a permanecerem como simples e humildes assistentes dos humanos. A IA nos ajuda a transcender as barreiras da linguagem por meio da tradução automática, a desempenhar muitas tarefas da nossa rotina, ou mesmo a fazer trabalhos domésticos, fabricar produtos, detectar doenças mais cedo do que poderiam os médicos e criar próteses que podem ser ativadas pelo pensamento.

        Mesmo assim, a combinação de aprendizagem profunda e big data não está apenas provocando uma revolução em IA, mas também está ativando a Quarta Revolução Industrial, para a qual nossas sociedades podem não estar preparadas ainda. Muitos especialistas acreditam que a IA é mais uma revolução cultural do que tecnológica, e que a educação terá de adaptar-se rapidamente às novas realidades – para que gerações futuras aprendam a viver em um mundo radicalmente diferente do mundo que nós conhecemos hoje.

        A questão que já está sendo discutida é: não há o risco de que os dados disponíveis para a IA possam ser utilizados para confirmar ideias pré-fabricadas e preconceitos? Perfil racial, censura, previsão de personalidade criminal etc. – estes critérios discriminatórios já estão sendo usados por máquinas que são ensinadas a analisar padrões de comportamento. Quanto mais complexo o desenvolvimento tecnológico se torna, mais complexas são as questões éticas levantadas. O desenvolvimento de robôs assassinos é um exemplo evidente disso.

        Junto destes desafios éticos, existe o risco da monopolização do poder. Enquanto a IA está dando seus primeiros passos na África, um pequeno número de países está investindo bilhões de dólares em pesquisa básica – que está quase completamente nas mãos de alguns poucos gigantes da computação, como sabemos. Estes desafios internacionais pedem por uma coordenação internacional. Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.

Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-3 >.
Segundo o texto, a Quarta Revolução Industrial:
Alternativas
Q2187745 Português
TEXTO 01

Inteligência Artificial: as promessas e as ameaças

        Computadores e robôs estão aprendendo a tomar decisões! É claro, “decidir” é uma palavra forte demais para máquinas que não têm consciência e cujo nível de “raciocínio” não é sequer evoluído como o de um sapo. Mas os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) são suficientes para assustar alguns e despertar a imaginação de outros.

        Entre o mito e a realidade, onde se situa exatamente a atual pesquisa sobre esta tecnologia que ameaça desestabilizar todas as outras? [...]
    
        Para muitos, a palavra “inteligência” é apenas uma metáfora quando aplicada a máquinas ou robôs que são destinados – nos foi garantido ‒ a permanecerem como simples e humildes assistentes dos humanos. A IA nos ajuda a transcender as barreiras da linguagem por meio da tradução automática, a desempenhar muitas tarefas da nossa rotina, ou mesmo a fazer trabalhos domésticos, fabricar produtos, detectar doenças mais cedo do que poderiam os médicos e criar próteses que podem ser ativadas pelo pensamento.

        Mesmo assim, a combinação de aprendizagem profunda e big data não está apenas provocando uma revolução em IA, mas também está ativando a Quarta Revolução Industrial, para a qual nossas sociedades podem não estar preparadas ainda. Muitos especialistas acreditam que a IA é mais uma revolução cultural do que tecnológica, e que a educação terá de adaptar-se rapidamente às novas realidades – para que gerações futuras aprendam a viver em um mundo radicalmente diferente do mundo que nós conhecemos hoje.

        A questão que já está sendo discutida é: não há o risco de que os dados disponíveis para a IA possam ser utilizados para confirmar ideias pré-fabricadas e preconceitos? Perfil racial, censura, previsão de personalidade criminal etc. – estes critérios discriminatórios já estão sendo usados por máquinas que são ensinadas a analisar padrões de comportamento. Quanto mais complexo o desenvolvimento tecnológico se torna, mais complexas são as questões éticas levantadas. O desenvolvimento de robôs assassinos é um exemplo evidente disso.

        Junto destes desafios éticos, existe o risco da monopolização do poder. Enquanto a IA está dando seus primeiros passos na África, um pequeno número de países está investindo bilhões de dólares em pesquisa básica – que está quase completamente nas mãos de alguns poucos gigantes da computação, como sabemos. Estes desafios internacionais pedem por uma coordenação internacional. Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.

Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-3 >.
Acerca dos propósitos, gerais ou específicos, é CORRETO afirmar que o texto: 
Alternativas
Q2187744 Português
TEXTO 01

Inteligência Artificial: as promessas e as ameaças

        Computadores e robôs estão aprendendo a tomar decisões! É claro, “decidir” é uma palavra forte demais para máquinas que não têm consciência e cujo nível de “raciocínio” não é sequer evoluído como o de um sapo. Mas os últimos desenvolvimentos em Inteligência Artificial (IA) são suficientes para assustar alguns e despertar a imaginação de outros.

        Entre o mito e a realidade, onde se situa exatamente a atual pesquisa sobre esta tecnologia que ameaça desestabilizar todas as outras? [...]
    
        Para muitos, a palavra “inteligência” é apenas uma metáfora quando aplicada a máquinas ou robôs que são destinados – nos foi garantido ‒ a permanecerem como simples e humildes assistentes dos humanos. A IA nos ajuda a transcender as barreiras da linguagem por meio da tradução automática, a desempenhar muitas tarefas da nossa rotina, ou mesmo a fazer trabalhos domésticos, fabricar produtos, detectar doenças mais cedo do que poderiam os médicos e criar próteses que podem ser ativadas pelo pensamento.

        Mesmo assim, a combinação de aprendizagem profunda e big data não está apenas provocando uma revolução em IA, mas também está ativando a Quarta Revolução Industrial, para a qual nossas sociedades podem não estar preparadas ainda. Muitos especialistas acreditam que a IA é mais uma revolução cultural do que tecnológica, e que a educação terá de adaptar-se rapidamente às novas realidades – para que gerações futuras aprendam a viver em um mundo radicalmente diferente do mundo que nós conhecemos hoje.

        A questão que já está sendo discutida é: não há o risco de que os dados disponíveis para a IA possam ser utilizados para confirmar ideias pré-fabricadas e preconceitos? Perfil racial, censura, previsão de personalidade criminal etc. – estes critérios discriminatórios já estão sendo usados por máquinas que são ensinadas a analisar padrões de comportamento. Quanto mais complexo o desenvolvimento tecnológico se torna, mais complexas são as questões éticas levantadas. O desenvolvimento de robôs assassinos é um exemplo evidente disso.

        Junto destes desafios éticos, existe o risco da monopolização do poder. Enquanto a IA está dando seus primeiros passos na África, um pequeno número de países está investindo bilhões de dólares em pesquisa básica – que está quase completamente nas mãos de alguns poucos gigantes da computação, como sabemos. Estes desafios internacionais pedem por uma coordenação internacional. Isto é essencial se desejamos que a IA se desenvolva de maneira responsável.

Disponível em: < https://pt.unesco.org/courier/2018-3 >.
Conforme as ideias apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2183660 Português
Leia a tira.
Imagem associada para resolução da questão
(Adão Iturrusgarai, “A vida como ela yeah”. Folha de S.Paulo, 29.12.2021)

É correto afirmar que o sentido da tira se estabelece a partir do emprego de termos em sentido 
Alternativas
Q2183658 Português
Leia o texto para responder à questão.

Cobrar o passaporte

        O expressivo recrudescimento da Covid-19 registrado nesta semana no país não apenas reaviva os temores com relação à doença como deixa mais claro do que nunca a importância da vacinação geral, sem a qual o vírus prosseguirá circulando, com risco de produzir novas e mais agressivas cepas.

        Nesta sexta (28.01.2022), o Brasil contabilizou nada menos que 257.239 casos confirmados da enfermidade. Com isso, a média móvel de infecções nos últimos sete dias atingiu a marca de 183.203, a maior já registrada desde o início da pandemia.

      Nesse cenário, é essencial que se generalize no país a cobrança do passaporte vacinal, medida que a um só tempo aumenta a proteção coletiva e serve como forte incentivo para que mais pessoas se imunizem, reduzindo a transmissão comunitária do patógeno.

        Além de compulsório em eventos, estabelecimentos comerciais, repartições públicas, aeroportos e aparelhos culturais, o comprovante de imunização precisa também ser exigido, ao menos para os alunos maiores de 12 anos, nas escolas que agora iniciam o ano letivo, como já ocorre com as vacinas obrigatórias da infância.

        Afigura-se preocupante, pois, que apenas sete estados tenham, até o momento, expressado a intenção de requerer a comprovação.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.02.2022. Adaptado)
Nos trechos – medida que a um só tempo aumenta a proteção coletiva e serve como forte incentivo (3º parágrafo) –, – Além de compulsório em eventos (4º parágrafo) e – ao menos para os alunos maiores de 12 anos – (4º parágrafo) –, as expressões destacadas significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q2183656 Português
Leia o texto para responder à questão.

Cobrar o passaporte

        O expressivo recrudescimento da Covid-19 registrado nesta semana no país não apenas reaviva os temores com relação à doença como deixa mais claro do que nunca a importância da vacinação geral, sem a qual o vírus prosseguirá circulando, com risco de produzir novas e mais agressivas cepas.

        Nesta sexta (28.01.2022), o Brasil contabilizou nada menos que 257.239 casos confirmados da enfermidade. Com isso, a média móvel de infecções nos últimos sete dias atingiu a marca de 183.203, a maior já registrada desde o início da pandemia.

      Nesse cenário, é essencial que se generalize no país a cobrança do passaporte vacinal, medida que a um só tempo aumenta a proteção coletiva e serve como forte incentivo para que mais pessoas se imunizem, reduzindo a transmissão comunitária do patógeno.

        Além de compulsório em eventos, estabelecimentos comerciais, repartições públicas, aeroportos e aparelhos culturais, o comprovante de imunização precisa também ser exigido, ao menos para os alunos maiores de 12 anos, nas escolas que agora iniciam o ano letivo, como já ocorre com as vacinas obrigatórias da infância.

        Afigura-se preocupante, pois, que apenas sete estados tenham, até o momento, expressado a intenção de requerer a comprovação.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.02.2022. Adaptado)
As informações do texto mostram que
Alternativas
Q2183655 Português
Leia o texto para responder à questão.

Cobrar o passaporte

        O expressivo recrudescimento da Covid-19 registrado nesta semana no país não apenas reaviva os temores com relação à doença como deixa mais claro do que nunca a importância da vacinação geral, sem a qual o vírus prosseguirá circulando, com risco de produzir novas e mais agressivas cepas.

        Nesta sexta (28.01.2022), o Brasil contabilizou nada menos que 257.239 casos confirmados da enfermidade. Com isso, a média móvel de infecções nos últimos sete dias atingiu a marca de 183.203, a maior já registrada desde o início da pandemia.

      Nesse cenário, é essencial que se generalize no país a cobrança do passaporte vacinal, medida que a um só tempo aumenta a proteção coletiva e serve como forte incentivo para que mais pessoas se imunizem, reduzindo a transmissão comunitária do patógeno.

        Além de compulsório em eventos, estabelecimentos comerciais, repartições públicas, aeroportos e aparelhos culturais, o comprovante de imunização precisa também ser exigido, ao menos para os alunos maiores de 12 anos, nas escolas que agora iniciam o ano letivo, como já ocorre com as vacinas obrigatórias da infância.

        Afigura-se preocupante, pois, que apenas sete estados tenham, até o momento, expressado a intenção de requerer a comprovação.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.02.2022. Adaptado)
O editorial defende que
Alternativas
Q2183653 Português

Leia a tira para responder a questão.


(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 28.01.2022. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas nas falas da personagem devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q2181522 Português
Texto I
A menina que criava peixes na barriga
(fragmento)

    A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio.
 Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares.
    Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava.
     A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte.
    Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia.
    A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba.
    Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...]

(Fernando Canto) 
Quanto à tipologia, o texto é predominantemente narrativo. No entanto, destacam-se também exemplos de passagens que apresentam caráter: 
Alternativas
Q2181520 Português
Texto I
A menina que criava peixes na barriga
(fragmento)

    A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio.
 Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares.
    Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava.
     A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte.
    Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia.
    A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba.
    Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...]

(Fernando Canto) 
De acordo com a leitura atenta do texto, no sexto parágrafo, ao afirmar “É da tua natureza.”, pode-se inferir que a mãe transmite à filha: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: AL-SP Prova: VUNESP - 2022 - AL-SP - Técnico Legislativo |
Q2178908 Português
Leia o texto para responder a questão.

Selvageria esportiva

        Episódios de violência envolvendo torcedores de futebol, dentro ou fora das arenas esportivas, são uma antiga e deplorável rotina no Brasil. Brigas organizadas pela internet, confrontos no transporte público e agressões variadas se sucedem, não raro provocando mortes.

        Foi o que aconteceu em Belo Horizonte em 06.03.2022, um domingo em que as duas principais agremiações mineiras disputaram uma partida pelo campeonato estadual.
    
       Não foi o único enfrentamento deste ano, que vai acumulando uma série preocupante de casos em diferentes localidades.

     Diante de tal realidade, cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de estupidez agressiva.

     O mais exasperante é que depois de experiências bem-sucedidas na Europa, em especial no Reino Unido, o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.

        Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado. Essa é a diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus.

        Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis pela organização do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente, como se esse tipo de truculência fosse parte de uma realidade imutável.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 11.03.2022. Adaptado)
Na passagem – Essa é a diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus. (6º parágrafo) –, o pronome destacado tem função coesiva, referindo-se à
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: AL-SP Prova: VUNESP - 2022 - AL-SP - Técnico Legislativo |
Q2178907 Português
Leia o texto para responder a questão.

Selvageria esportiva

        Episódios de violência envolvendo torcedores de futebol, dentro ou fora das arenas esportivas, são uma antiga e deplorável rotina no Brasil. Brigas organizadas pela internet, confrontos no transporte público e agressões variadas se sucedem, não raro provocando mortes.

        Foi o que aconteceu em Belo Horizonte em 06.03.2022, um domingo em que as duas principais agremiações mineiras disputaram uma partida pelo campeonato estadual.
    
       Não foi o único enfrentamento deste ano, que vai acumulando uma série preocupante de casos em diferentes localidades.

     Diante de tal realidade, cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de estupidez agressiva.

     O mais exasperante é que depois de experiências bem-sucedidas na Europa, em especial no Reino Unido, o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.

        Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado. Essa é a diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus.

        Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis pela organização do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente, como se esse tipo de truculência fosse parte de uma realidade imutável.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 11.03.2022. Adaptado)
O editorial defende que o Brasil
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: AL-SP Prova: VUNESP - 2022 - AL-SP - Técnico Legislativo |
Q2178902 Português
Leia o texto para responder as questão

“Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece rachada e assusta japoneses

        A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local.

        Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente.

        Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu.

        Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda.

        Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.

https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado)
As informações da notícia permitem concluir corretamente que
Alternativas
Q2178521 Português
Texto II

O texto abaixo é um fragmento da obra Amapá: a terra onde o Brasil começa (1999).

    Tem, pois, o Amapá, uma vocação natural para a produção de proteína muito superior à capacidade interna de consumo, o que faz deste cenário norte-hemisférico um caso excepcional no contexto brasileiro.

    Além desta excelência, detém o Amapá reservas incalculáveis de minérios, primeiro deles o manganês, explorado incessantemente há 40 anos sem grandes contribuições à diversificação da economia local e à elevação de seu nível de capitalização interna. Dentro de pouco tempo, porém, toda esta riqueza de reservas minerais estará revelada e se constituirá contribuição decisiva à produção nacional.

    Enfim, entre as aguadas litorâneas de rara apropriação à cultura do búfalo e as surpresas escondidas sob a serra de Tumucumaque, estende-se, ainda, uma faixa de cerrados por onde se iniciou a ocupação do território, pobre, porém suficiente para abrigar um processo de substituição de importações de víveres, hoje, vocacionada para o reflorestamento.

(Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1029/00077342 4.pdf?sequence=4&isAllowed=y. Acesso em: 15/02/2022)
De acordo com o texto, a excepcionalidade do Amapá estaria relacionada com:
Alternativas
Q2178519 Português
Texto I

A menina que criava peixes na barriga
(fragmento)

    A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio.

    Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares.

    Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava.

    A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte.

    Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia.

    A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba.

    Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...]

(Fernando Canto)
A significação de uma palavra, às vezes, pode ser compreendida por meio de elementos que a circundam num texto. Considerando o vocábulo “rabeta”, presente no terceiro parágrafo, pode-se afirmar que seu significado está apontado no seguinte fragmento do mesmo parágrafo:
Alternativas
Respostas
40541: B
40542: D
40543: B
40544: C
40545: A
40546: A
40547: B
40548: C
40549: C
40550: B
40551: E
40552: D
40553: C
40554: B
40555: D
40556: C
40557: B
40558: C
40559: B
40560: C