Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Marque a alternativa em que aparece erro gramatical na reescrita da frase acima, desconsiderando alterações de sentido.
É sinônimo da palavra destacada:
Assinale a alternativa em que o trecho destacado foi CORRETAMENTE substituído por um pronome.
O termo “aliás” funciona como um elemento de coesão entre as orações. Assinale a alternativa que justifica CORRETAMENTE o sentido estabelecido por ele no excerto acima.
I. Errar é um sinal claro de inteligência.
II. Fingir ter conhecimento é sinal de sabedoria.
III. Admitir incerteza é sinal de humildade.
IV. Ter dúvidas é sinal de evolução.
Estão em conformidade com as ideias do autor:
“Suzanne Simonin é uma jovem burguesa forçada por seus pais a realizar os votos religiosos. O motivo que a leva a ser enclausurada em seu primeiro convento é, desde o início, imposto externamente: o pretendente e futuro marido de sua irmã mais velha direcionava gracejos à jovem Suzanne, a qual prontamente advertiu sua mãe sobre o despudor do rapaz [...]. Senhora Simonin, visando garantir o casamento da filha mais velha, afasta Suzanne do ambiente familiar encaminhando-a ao convento de Sainte-Marie. Em meio a este drama familiar, dois episódios contíguos marcam a passagem da jovem religiosa em seu primeiro convento: a visão da loucura como efeito da vida claustral e a primeira recusa dos votos. Certo dia, uma das freiras enclausuradas escapuliu de sua cela e, num acesso de loucura, ‘descabelada e quase sem roupa’ [...], protagonizou uma cena de suicídio, a qual horrorizou a recém-chegada. [...] Seguindo sua voz interior, a despeito dos jogos e tentativas de manipulação por parte da madre superiora, Suzanne desafia a ordem religiosa e familiar ao recusar, em cerimônia pública, a tomada de hábito, dizendo desejar ser ‘tudo, exceto religiosa’: ‘não quero sê-lo, eu não o serei’ [...]. Desse modo, Suzanne volta à casa dos pais – um outro claustro –, onde será encerrada em seu quarto por longos seis meses [...].”
LEANDRO, Renato Costa. “A Religiosa” de Diderot: entre inocência e ímpeto de liberdade. Humanidades em Diálogo, v. 11, p. 97-110, 2022.
O vocábulo em destaque nesse excerto pode ser substituído pelo seguinte sinônimo:
Leia o excerto a seguir.
“Depois de dois anos estudando em Paris, o médico Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917) voltou ao Brasil em 1899 e teve uma agenda cheia. Em outubro desse ano ele foi chamado para ajudar a conter um surto de peste bubônica em Santos, no litoral paulista. Em 1900, começou a construir na cidade do Rio de Janeiro um instituto que depois ganhou seu nome e se transformou em uma das principais instituições de produção de vacinas e de pesquisa do país. À frente do Departamento de Saúde Pública, ele combateu as epidemias de febre amarela e varíola, ganhando prestígio nacional e internacional, até a saúde debilitada fazê-lo se mudar para Petrópolis, na região serrana do estado do Rio, onde foi prefeito por alguns meses [...].
Além dos relatórios e dos artigos científicos, as ideias, o dia a dia e a trajetória profissional de Oswaldo Cruz estão refletidos nas 342 cartas que ele escreveu para a família, 583 para instituições públicas e outras 259 trocadas entre ele e outros cientistas de outubro de 1899 ao fim de 1916, quando renunciou ao cargo de prefeito de Petrópolis por estar com a saúde bastante frágil. [...]”
FIORAVANTI, Carlos. Em cartas, a história de cientistas. Pesquisa Fapesp, setembro de 2022. Memória. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/em-cartas-ahistoria-de-cientistas/. Acesso em: 15 set. 2022.
Em relação à tipologia textual desse excerto, pode-se
afirmar que há o predomínio de passagens:
Filmes | Notícia
Constantine 2 | Sequência com Keanu Reeves é oficializada
Diretor do primeiro longa, Francis Lawrence também está confirmado na continuação
Depois de 17 anos de espera, os fãs da adaptação cinematográfica de Constantine enfim podem comemorar. A Warner Bros. oficializou a volta de Keanu Reeves e do diretor Francis Lawrence para uma sequência, que será produzida pela Bad Robot, selo de J.J. Abrams.
De acordo com o Deadline, Akiva Goldsman, conhecido por seu trabalho nas séries da franquia Star Trek e por longas como Eu, Robô e Uma Mente Brilhante, escreverá o roteiro da sequência, que ainda não tem data para estrear.
Lançado em 2005, Constantine trazia inúmeras mudanças em relação ao personagem criado por Alan Moore, o que não impediu o filme de conquistar US$230 milhões nas bilheterias mundiais e uma legião de fãs nos anos seguintes. Astro do longa original, Reeves já havia revelado interesse em voltar a viver o exorcista [...].
Por enquanto, ainda não foram revelados detalhes sobre a trama de Constantine 2. [...]
GARÓFALO, Nico. Constantine 2 | Sequência com Keanu Reeves é oficializada. Omelete, 16 de setembro de 2022. Filmes. Disponível em: https://www.omelete.com.br/dccomics/constantine-2-keanu-reeves-confirmado. Acesso em: 17 set. 2022.
Pode-se afirmar que a principal finalidade desse texto é:
“Há remédio que possa ser utilizado contra o uso indiscriminado de agrotóxicos? O único caminho sensato, como faziam nossos antepassados, parece ser o do controle biológico das pragas”.
Nesse caso, considerando-se o texto, a pergunta inicial
Observe o seguinte texto: “Quem joga bola é menino, menina brinca com boneca”, “Mulher que pratica esportes se masculiniza!” Durante séculos pensamentos desse tipo afastaram as mulheres dos esportes”.
No caso desse texto, a introdução apresenta o seguinte tipo
A ideia de uma ciência moderna desenvolvida a partir do século XVII esteve profundamente associada a dois pilares: a matematização e a experimentação. Entendemos que esses dois pilares estão estreitamente ligados à questão dos instrumentos: se por um lado é por meio destes que se permitiu observar a natureza e realizar os experimentos necessários, por outro, aperfeiçoou a exatidão das dimensões, das distâncias, e dos ângulos observados no mundo natural.
Essa mudança de paradigma científico foi denominada posteriormente pelos estudiosos das ciências (historiadores, filósofos e sociólogos, principalmente) de Revolução Científica.
Embora o entendimento de que a ciência era produzida pelos grandes gênios de forma individual e praticamente monástica já não encontre mais embasamentos na bibliografia contemporânea, ainda tal questão se apresenta com certa dificuldade. Ao considerar uma determinada Revolução, geralmente associamos personagens e muitas vezes instrumentos que demonstrem a especificidade daquela ruptura. Podemos tomar como exemplo a Primeira Revolução Industrial e sua associação à máquina a vapor e a James Watts.
Em relação à Revolução Científica do século XVII, alguns cientistas são comumente elencados como representativos desse período, dentre os quais, destacamos Johannes Kepler (1571 - 1630), Galileu Galilei (1564 - 1642) e Isaac Newton (1643 -1727). Esses três cientistas possuíam uma característica em comum: o uso, estudo ou desenvolvimento de um instrumento científico específico: o telescópio. Para o historiador das ciências italiano Paolo Rossi, o telescópio está no rol dos mais importantes instrumentos científicos desenvolvidos no século XVII, juntamente com o microscópio, o termômetro, o barômetro, a bomba pneumática e o relógio de precisão [...].
DALL’OLIO, Rafael Luis dos Santos. O Telescópio e a Revolução Científica do século XVII. Khronos, Revista de História da Ciência, nº 13, p. 45-60, junho de 2022. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/khronos/article/view/198661 /185420. Acesso em: 15 set. 2022.
Em relação à tipologia textual desse excerto, pode-se afirmar que há o predomínio de passagens:
Leia o texto a seguir.
Os modernistas e a culinária
O genial escritor Mário de Andrade montou uma curiosa coleção de cardápios entre 1915 e 1940
A Semana de Arte Moderna, cujo centenário está sendo comemorado no país, reuniu artistas e escritores que buscavam maneiras de romper com os parâmetros que vigoravam nas artes em geral.
Essa manifestação artística, política e cultural atraiu, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, jovens contestadores que deram um novo rumo ao próprio Brasil. Mas o que a Semana de Arte Moderna tem a ver com a gastronomia? A culinária reflete – e sempre refletiu – a identidade brasileira. E os principais protagonistas do modernismo têm histórias interessantes sobre a arte de comer e de cozinhar.
Mário e seus cardápios
O genial escritor Mário de Andrade montou uma curiosa coleção de cardápios entre 1915 e 1940. Esses 22 menus e um marcador de lugar à mesa foram preservados e encontram-se no Fundo Mário de Andrade, parte do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo.
Os cardápios são reflexo da paixão de Mário pelo estudo da cultura popular e se transformaram em testemunhas de sua vida pessoal e profissional, pois, quando decodificamos seu conteúdo, entendemos a origem, normas e gostos alimentares da elite da época.
Esse lado gourmet e a atração pela culinária brasileira ultrapassavam os cinco sentidos, transformando-se em objeto de estudo do escritor, que queria conhecer e “mastigar” o Brasil, com suas tradições e as influências estrangeiras formando a mistura essencial brasileira. Duas das obras mais conhecidas em que o escritor fez uso de pratos brasileiros são o clássico “Macunaíma” e o inacabado “O Banquete”, publicado postumamente.
Tarsila, rãs e Abaporu
Uma das correntes mais marcantes da geração modernista é o Movimento Antropofágico, que nasceu durante um jantar. A principal iguaria servida foi uma porção de rãs. A pintora Tarsila do Amaral, que acompanhava o então marido, Oswald de Andrade, ao vê-las, fez uma associação com pequenos corpos humanos e levantou uma indagação se, naquele momento, eles estariam sendo quase antropófagos.
A metáfora antropofágica foi inspirada em um ritual dos índios tupinambás. Eles acreditavam que devorar o inimigo fazia com que absorvessem suas qualidades. Os modernistas falam de uma fome simbólica, que engoliria outras culturas, eliminando o que vinha de fora e absorvendo elementos brasileiros para fazer nascer uma cultura nacional.
Dizem que, depois do jantar com rãs e inspirada por esse ideal antropofágico, Tarsila do Amaral pintou a obra-prima considerada o maior símbolo do movimento: “Abaporu”, que significa “o homem que come”.
E se Mário de Andrade guardava cardápios, Oswald de Andrade era conhecido por promover aventuras gastronômicas e banquetes emblemáticos. Ele possuía um caderno de receitas em que registrou suas comidas preferidas: vatapá, feijoada e quindim. O interesse destes e de outros artistas, que foram a vanguarda no início do século passado e cujas obras continuam sendo cultuadas até hoje, mostra quanto a culinária é um aspecto importante da cultura brasileira.
BOLLA, Carla. Os modernistas e a culinária. Forbes Brasil, 13 de maio de 2022. ForbesLife. Disponível em: https://forbes.com.br/forbeslife/2022/05/carla-bolla-osmodernistas-e-a-culinaria/. Acesso em: 15 set. 2022.
A partir da leitura global desse texto, percebe-se que seu
objetivo principal é o de: