Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Texto para o item.


“Estudos científicos desenvolvidos nos EUA demonstram que, nessas situações, o desenvolvimento da linguagem ocorre” (linhas 14 e 15): De acordo com estudos científicos realizados nos EUA, o desenvolvimento da linguagem, nessas situações, ocorre
Texto para o item.


Julgue o item, que consiste em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto, no que se refere à correção gramatical e à manutenção da coerência das ideias do texto.
“Há, entretanto,” (linha 16) por Existe, no entanto,
Texto para o item.


Julgue o item, que consiste em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto, no que se refere à correção gramatical e à manutenção da coerência das ideias do texto.
“convivam” (linha 2) por convivem
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Na linha 24, não haveria prejuízo das ideias do texto caso
o vocábulo “toda” fosse deslocado para imediatamente
depois de “vida”.
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Na linha 9, o segmento “feita antes dos três anos de
idade” consiste em uma explicação da expressão
“intervenção precoce”.
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
No segmento “semelhante ao da linguagem” (linha 5),
após “ao” está subentendida a palavra “padrão”,
empregada, anteriormente, na mesma oração.
Texto para o item.


Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência
do texto caso o ponto final empregado após o termo
“frases” (linha 1) fosse substituído pelo sinal de ponto e
vírgula, feito o devido ajuste de letras maiúsculas e
minúsculas no período.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Os sentidos do texto seriam mantidos caso o período “Se
você amanhece sem uma dor novinha em folha,
desconfie.” (linhas 9 e 10) fosse assim reescrito: Se você
amanhecesse sem uma dor novinha em folha,
desconfiaria.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A supressão da expressão “é que”, no trecho “Pois lendo
o dr. Pauling é que ficou bom” (linha 24), manteria a
coerência do texto.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A palavra “Hipocondríaco” (linha 5) concorda, em
gênero e número, com “O Fulano” (linha 6), o que indica
que esse indivíduo se preocupava excessivamente com a
sua saúde.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O termo “Esse” (linha 8) faz referência ao Fulano
mencionado no primeiro parágrafo.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A forma pronominal “o” (linha 16) se refere ao dr. Linus
Pauling, mencionado no segundo parágrafo.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A palavra “indagava” (linha 13) está empregada no texto
com o mesmo sentido de perguntava.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Depreende-se do terceiro parágrafo que o Fulano ingeria
exatamente 70 litros de água por dia.

Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,
São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.
Os hábitos adotados pelo Fulano são recomendados pelo narrador do texto, uma vez que demonstram preocupação com a saúde.
Um homem sem perna, agarrando-se numa muleta, parou diante dela e disse:
– Moça, me dá um dinheiro para eu comer?
“Socorro!!!” gritou para si mesma ao ver a enorme ferida na perna do homem. “Socorre-me, Deus”, disse baixinho.
Estava exposta àquele homem. Estava completamente exposta. Se tivesse marcado com “seu” José na saída da Avenida Atlântica, o hotel onde ficava o cabeleireiro não permitiria que “essa gente” se aproximasse. Mas na Avenida Copacabana tudo era possível: pessoas de toda a espécie. Pelo menos de espécie diferente da dela. “Da dela?” “Que espécie de ela era para ser ‘da dela’?”
Pensamento do mendigo: “essa dona de cara pintada com estrelinhas douradas na testa, ou não me dá ou me dá muito pouco”. Ocorreu-lhe então, um pouco cansado: “ou dará quase nada”.
Ela estava espantada: como praticamente não andava na rua – era de carro de porta a porta – chegou a pensar: ele vai me matar? Estava atarantada e perguntou:
– Quanto é que se costuma dar?
– O que a pessoa pode dar e quer dar – respondeu o mendigo espantadíssimo.
Ela, que não pagava salão de beleza, o gerente deste mandava cada mês sua conta para a secretária de seu marido. “Marido”. Ela pensou: o marido o que faria com o mendigo? Sabia que: nada. Eles não fazem nada. E ela – ela era “eles” também.
Perguntou:
– Quinhentos cruzeiros basta? É só o que eu tenho.
O mendigo olhou-a espantado.
– Está rindo de mim, moça?
– Eu?? Não estou não, eu tenho mesmo os quinhentos na bolsa...
Abriu-a, tirou a nota e estendeu-a humildemente ao homem, quase lhe pedindo desculpas.
O homem perplexo.
E depois rindo, mostrando as gengivas quase vazias:
– Olhe – disse ele –, ou a senhora é muito boa ou não está bem da cabeça... Mas, aceito, não vá dizer depois que a roubei, ninguém vai me acreditar.
– Eu não tenho trocado, só tenho essa nota de quinhentos.
(Clarice Lispector, “A Bela e a Fera ou a Ferida Grande Demais”.
O primeiro beijo e outros contos. Fragmento)
Um homem sem perna, agarrando-se numa muleta, parou diante dela e disse:
– Moça, me dá um dinheiro para eu comer?
“Socorro!!!” gritou para si mesma ao ver a enorme ferida na perna do homem. “Socorre-me, Deus”, disse baixinho.
Estava exposta àquele homem. Estava completamente exposta. Se tivesse marcado com “seu” José na saída da Avenida Atlântica, o hotel onde ficava o cabeleireiro não permitiria que “essa gente” se aproximasse. Mas na Avenida Copacabana tudo era possível: pessoas de toda a espécie. Pelo menos de espécie diferente da dela. “Da dela?” “Que espécie de ela era para ser ‘da dela’?”
Pensamento do mendigo: “essa dona de cara pintada com estrelinhas douradas na testa, ou não me dá ou me dá muito pouco”. Ocorreu-lhe então, um pouco cansado: “ou dará quase nada”.
Ela estava espantada: como praticamente não andava na rua – era de carro de porta a porta – chegou a pensar: ele vai me matar? Estava atarantada e perguntou:
– Quanto é que se costuma dar?
– O que a pessoa pode dar e quer dar – respondeu o mendigo espantadíssimo.
Ela, que não pagava salão de beleza, o gerente deste mandava cada mês sua conta para a secretária de seu marido. “Marido”. Ela pensou: o marido o que faria com o mendigo? Sabia que: nada. Eles não fazem nada. E ela – ela era “eles” também.
Perguntou:
– Quinhentos cruzeiros basta? É só o que eu tenho.
O mendigo olhou-a espantado.
– Está rindo de mim, moça?
– Eu?? Não estou não, eu tenho mesmo os quinhentos na bolsa...
Abriu-a, tirou a nota e estendeu-a humildemente ao homem, quase lhe pedindo desculpas.
O homem perplexo.
E depois rindo, mostrando as gengivas quase vazias:
– Olhe – disse ele –, ou a senhora é muito boa ou não está bem da cabeça... Mas, aceito, não vá dizer depois que a roubei, ninguém vai me acreditar.
– Eu não tenho trocado, só tenho essa nota de quinhentos.
(Clarice Lispector, “A Bela e a Fera ou a Ferida Grande Demais”.
O primeiro beijo e outros contos. Fragmento)
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A expressão destacada está empregada em sentido