Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3873164 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma empresa está testando uma estratégia inusitada para ajudar na limpeza das ruas da Suécia: corvos. As aves, reconhecidas por sua inteligência, podem ser treinadas para recolher bitucas de cigarro deixadas por humanos, segundo a empresa.

        Christian Gunther-Hanssen, fundador da empresa, teve a ideia quando ainda era estudante na Universidade de Lund. Ele desenvolveu um aparelho que oferece uma recompensa em comida para os corvos que trazem bitucas de cigarro e treinou as aves para identificar os resíduos, que são pequenos e fáceis de identificar. Os corvos são selvagens e vivem livremente, coletando apenas a quantidade de bitucas que desejam. Além disso, o aparelho pode diferenciar as bitucas de pedras e folhas.

         Por enquanto, o projeto está em fase inicial de testes, na cidade de Södertälje. Segundo Christian, o uso dos corvos deve baratear a limpeza das cidades suecas e torná-la mais eficiente. No entanto, ainda não está claro se os corvos dariam conta de recolher uma quantidade significativa de bitucas ou se o impacto total na limpeza seria baixo – apenas um projeto mais abrangente traria essas respostas.

        A Suécia tem uma das menores taxas de tabagismo da União Europeia – só 5% de seus habitantes fumam. Mesmo assim, a população de fumantes mal-educados é grande o suficiente para se tornar um baita problema ambiental: até 1 bilhão de bitucas são encontradas nas ruas do país todos os anos.

        No mundo todo, pontas de cigarro representam a forma de lixo mais comum: 4,5 trilhões de bitucas acabam no meio ambiente todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

        A Universidade de Estocolmo está acompanhando o projeto. Uma das preocupações da instituição é se a exposição constante dos corvos aos restos de cigarro pode trazer algum prejuízo à saúde das aves. O projeto também exige aprovação das autoridades competentes antes de poder ser lançado formalmente.

(Bruno Carbinatto. Empresa sueca treina corvos para recolher bitucas de cigarro das ruas. https://super.abril.com.br, 10.11.2025. Adaptado)


No trecho “Uma empresa está testando uma estratégia inusitada para ajudar na limpeza das ruas da Suécia: corvos.” (1º parágrafo), a palavra destacada tem como antônimo, no contexto em que foi empregada:
Alternativas
Q3873163 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma empresa está testando uma estratégia inusitada para ajudar na limpeza das ruas da Suécia: corvos. As aves, reconhecidas por sua inteligência, podem ser treinadas para recolher bitucas de cigarro deixadas por humanos, segundo a empresa.

        Christian Gunther-Hanssen, fundador da empresa, teve a ideia quando ainda era estudante na Universidade de Lund. Ele desenvolveu um aparelho que oferece uma recompensa em comida para os corvos que trazem bitucas de cigarro e treinou as aves para identificar os resíduos, que são pequenos e fáceis de identificar. Os corvos são selvagens e vivem livremente, coletando apenas a quantidade de bitucas que desejam. Além disso, o aparelho pode diferenciar as bitucas de pedras e folhas.

         Por enquanto, o projeto está em fase inicial de testes, na cidade de Södertälje. Segundo Christian, o uso dos corvos deve baratear a limpeza das cidades suecas e torná-la mais eficiente. No entanto, ainda não está claro se os corvos dariam conta de recolher uma quantidade significativa de bitucas ou se o impacto total na limpeza seria baixo – apenas um projeto mais abrangente traria essas respostas.

        A Suécia tem uma das menores taxas de tabagismo da União Europeia – só 5% de seus habitantes fumam. Mesmo assim, a população de fumantes mal-educados é grande o suficiente para se tornar um baita problema ambiental: até 1 bilhão de bitucas são encontradas nas ruas do país todos os anos.

        No mundo todo, pontas de cigarro representam a forma de lixo mais comum: 4,5 trilhões de bitucas acabam no meio ambiente todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

        A Universidade de Estocolmo está acompanhando o projeto. Uma das preocupações da instituição é se a exposição constante dos corvos aos restos de cigarro pode trazer algum prejuízo à saúde das aves. O projeto também exige aprovação das autoridades competentes antes de poder ser lançado formalmente.

(Bruno Carbinatto. Empresa sueca treina corvos para recolher bitucas de cigarro das ruas. https://super.abril.com.br, 10.11.2025. Adaptado)


A partir da leitura do texto, é possível afirmar sobre o comportamento dos corvos que eles
Alternativas
Q3873162 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma empresa está testando uma estratégia inusitada para ajudar na limpeza das ruas da Suécia: corvos. As aves, reconhecidas por sua inteligência, podem ser treinadas para recolher bitucas de cigarro deixadas por humanos, segundo a empresa.

        Christian Gunther-Hanssen, fundador da empresa, teve a ideia quando ainda era estudante na Universidade de Lund. Ele desenvolveu um aparelho que oferece uma recompensa em comida para os corvos que trazem bitucas de cigarro e treinou as aves para identificar os resíduos, que são pequenos e fáceis de identificar. Os corvos são selvagens e vivem livremente, coletando apenas a quantidade de bitucas que desejam. Além disso, o aparelho pode diferenciar as bitucas de pedras e folhas.

         Por enquanto, o projeto está em fase inicial de testes, na cidade de Södertälje. Segundo Christian, o uso dos corvos deve baratear a limpeza das cidades suecas e torná-la mais eficiente. No entanto, ainda não está claro se os corvos dariam conta de recolher uma quantidade significativa de bitucas ou se o impacto total na limpeza seria baixo – apenas um projeto mais abrangente traria essas respostas.

        A Suécia tem uma das menores taxas de tabagismo da União Europeia – só 5% de seus habitantes fumam. Mesmo assim, a população de fumantes mal-educados é grande o suficiente para se tornar um baita problema ambiental: até 1 bilhão de bitucas são encontradas nas ruas do país todos os anos.

        No mundo todo, pontas de cigarro representam a forma de lixo mais comum: 4,5 trilhões de bitucas acabam no meio ambiente todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

        A Universidade de Estocolmo está acompanhando o projeto. Uma das preocupações da instituição é se a exposição constante dos corvos aos restos de cigarro pode trazer algum prejuízo à saúde das aves. O projeto também exige aprovação das autoridades competentes antes de poder ser lançado formalmente.

(Bruno Carbinatto. Empresa sueca treina corvos para recolher bitucas de cigarro das ruas. https://super.abril.com.br, 10.11.2025. Adaptado)


O texto afirma que o uso de corvos na Suécia para coletar bitucas de cigarro
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Q3873074 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

O questionamento “Aonde você tem ido só para agradar os outros?” sugere
Alternativas
Q3873073 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

Uma das recomendações para um recesso social produtivo é 
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Q3873072 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

Para Guilherme Facci, postar algo nas redes sociais representa 
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Q3873071 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

Segundo o texto, “sumir” no mundo digital é mais difícil porque
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Q3873070 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

A metáfora da “bateria social” sugere que 
Alternativas
Q3873069 Português
A importância de dar uma sumida para o bem da sua saúde mental


The Summer Hunter



         Um estudo recente da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, concluiu que uma "nutrição social equilibrada" é essencial para alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas parar e saber apreciar a nossa própria companhia de vez em quando é fundamental para essa equação.

        Cultivar boas amizades ou relações familiares saudáveis requer saúde emocional para interagir com os outros sem irritação, ressentimento ou aquela sensação de estar cumprindo uma obrigação. É como se todos nós tivéssemos uma bateria social, cujo nível de energia varia conforme o uso e os momentos da vida. Por exemplo, depois de um fim de semana cheio de encontros, é importante ter momentos mais tranquilos. E, às vezes, os compromissos que assumimos no piloto automático acabam adiando essa vontade legítima de passar um tempo cuidando da nossa própria vida.

            Pesquisas já comprovaram que a solitude — ou seja, o tempo que escolhemos passar sem a companhia de outras pessoas, descansando da interação social —, pode trazer mais criatividade, menores níveis de ansiedade e até uma maior rede de amizades. Para conseguir esses momentos, não tem outra forma: é preciso se priorizar, impor limites e dizer alguns "nãos".

          "Às vezes, você quer ficar sozinha, mas acha que, se não for naquele aniversário, as pessoas não vão mais convidar. Nesse momento a gente tem que escolher um desconforto: lidar com o medo de ser considerada uma má amiga ou se trair no desejo de ficar só", diz a escritora e podcaster Natália Sousa. "Esse também é o momento de entender qual é o nó por trás disso: por que estou indo aonde não quero?", completa.

        Hoje em dia, "sumir" do mundo físico pode ser mais fácil do que fazer isso no digital. Isso porque as redes sociais são pensadas para que passemos cada vez mais horas consumindo e produzindo conteúdo, atuando diretamente no "circuito de recompensa". Ou seja, na parte do cérebro que libera doses de dopamina quando um estímulo externo é interpretado como algo prazeroso.

        Uma pesquisa recente realizada pela Unifesp mostrou que 68% dos adolescentes brasileiros sofrem de dependência moderada em relação às tecnologias e mídias sociais, enquanto 20% se enquadram na dependência grave. É por essas e outras que o já conhecido FOMO tem dado lugar ao "FOLO", sigla pra fear of logging off — traduzindo, o medo de ficar desconectado. Mais recorrente em jovens, essa sensação de estar por fora de algo que está rolando no universo digital — seja o meme do momento, seja o que seus amigos estão fazendo — costuma trazer sentimentos como angústia e ansiedade.

      No episódio Ostentação espiritual, do Desenrola, o podcast do The Summer Hunter, o psicanalista Guilherme Facci argumenta que, hoje, postar algo nas redes sociais "é uma maneira de afirmar a própria existência". Se essa afirmação pareceu forte demais para você, pense no estranhamento e na desconfiança que sentimos ao descobrir que certa pessoa não tem redes sociais, ou na preocupação que surge quando alguém próximo fica off-line por algum tempo.

         Se só de pensar nos compromissos que você assumiu para esse fim de semana bateu uma preguiça enorme, talvez seja a hora de dar uma sumida. Para que esses momentos de "isolamento" também sejam prazerosos, além de reservar um tempo para fazer nada, vale tentar praticar hobbies e atividades que você curte.

       Durante esse "recesso social", é uma boa ideia se fazer algumas perguntas que ajudem a entender por que você anda arrastando essa sensação de estar com a bateria social sempre no vermelho — ainda mais agora, com o fim do ano se aproximando. Aonde você tem ido só para agradar os outros? Será que a sua agenda está afastando você do que (e de quem) realmente importa?

         Por via das dúvidas, ao decidir se afastar um pouco da vida social digital e presencial, vale dar um toque nos amigos e familiares mais próximos para evitar preocupações e, depois, curtir um tempo no maravilhoso mundo da solitude off-line. Pode ser útil começar com períodos mais curtos e, depois, se sentir vontade — e tiver a possibilidade —, prolongá-los. Sabe o que vai acontecer se você der uma sumida? Provavelmente, nada. É bem capaz que a maioria das pessoas nem note. É nessas horas que a gente entende que não é tão importante assim — e como isso é ótimo.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/a-importancia-de-daruma-sumida-para-o-bem-da-sua-saude-mental.shtml Acesso em: 29 nov. 2025

Segundo o texto, uma “nutrição social equilibrada” depende de
Alternativas
Q3872983 Português
Assinale a alternativa que apresenta o correto par de sinônimos.
Alternativas
Q3872873 Português

Texto:

Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta.

- Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado...

E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. LOBATO, Monteiro. Fábulas. 1921.



Com base no texto acima, responda a questão.

O leão assume função simbólica no texto.


Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada do papel simbólico do leão na narrativa.

Alternativas
Q3872872 Português

Texto:

Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta.

- Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado...

E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. LOBATO, Monteiro. Fábulas. 1921.



Com base no texto acima, responda a questão.

O comportamento do pastorzinho diante do perigo revela aspectos de sua visão de mundo.


Assinale a alternativa que melhor sintetiza a crítica implícita presente na atitude do personagem. 

Alternativas
Q3872871 Português

Texto:

Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta.

- Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado...

E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. LOBATO, Monteiro. Fábulas. 1921.



Com base no texto acima, responda a questão.

A expressão "por estranha coincidência" cumpre papel relevante na construção do sentido do texto.


Assinale a alternativa que melhor interpreta a função expressiva dessa expressão no contexto narrativo. 

Alternativas
Q3872870 Português

Texto:

Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta.

- Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado...

E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. LOBATO, Monteiro. Fábulas. 1921.



Com base no texto acima, responda a questão.

O humor do texto resulta de um contraste entre expectativa e desfecho. Identifique a alternativa que aponta corretamente o principal recurso responsável pelo efeito humorístico da narrativa. 
Alternativas
Q3872869 Português

Texto:

Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta.

- Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado...

E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. LOBATO, Monteiro. Fábulas. 1921.



Com base no texto acima, responda a questão.

O texto constrói seu efeito narrativo a partir de uma mudança progressiva de atitude do personagem principal diante do conflito apresentado.


Assinale a alternativa que melhor expressa a transformação psicológica do pastorzinho ao longo da narrativa. 

Alternativas
Q3872783 Português
A palavra “oscilação”, presente na frase “Qualquer oscilação na corrente elétrica.”, pode ser substituída, sem prejuízo de significado, por:
Alternativas
Q3872782 Português
Em: “Não é preciso ser devotado à astrologia…” – a expressão em destaque pode ser substituída, corretamente e sem prejuízo para o sentido do texto, por:
Alternativas
Q3872775 Português

Sapato Velho


Compositores: Mauricio Magalhaes De Carvalho / Paulinho Tapajos / Claudio Nucci


Você lembra, lembra

Daquele tempo, eu tinha

Estrelas nos olhos, e um jeito de herói

Era mais forte e veloz

Que qualquer mocinho de cowboy


Você lembra, lembra

Eu costumava andar bem

Mais de mil léguas pra poder buscar

Flores de maio azuis

E os seus cabelos enfeitar


Água da fonte cansei de beber

Pra não envelhecer

Como quisesse roubar da manhã

Um lindo pôr de sol


Hoje não colho mais

As flores de maio

Nem sou mais veloz

Como os heróis


É, talvez eu seja simplesmente

Como um sapato velho

Mas ainda sirvo se você quiser

Basta você me calçar

Que eu aqueço o frio dos seus pés

O eu lírico:
Alternativas
Q3872774 Português

Sapato Velho


Compositores: Mauricio Magalhaes De Carvalho / Paulinho Tapajos / Claudio Nucci


Você lembra, lembra

Daquele tempo, eu tinha

Estrelas nos olhos, e um jeito de herói

Era mais forte e veloz

Que qualquer mocinho de cowboy


Você lembra, lembra

Eu costumava andar bem

Mais de mil léguas pra poder buscar

Flores de maio azuis

E os seus cabelos enfeitar


Água da fonte cansei de beber

Pra não envelhecer

Como quisesse roubar da manhã

Um lindo pôr de sol


Hoje não colho mais

As flores de maio

Nem sou mais veloz

Como os heróis


É, talvez eu seja simplesmente

Como um sapato velho

Mas ainda sirvo se você quiser

Basta você me calçar

Que eu aqueço o frio dos seus pés

Assinale a alternativa incorreta sobre o poema:
Alternativas
Q3872735 Português
Água mole em pedra dura


       O mar é paciente, suas ondas vão e vêm, vêm e vão, monótonas, incessantes, em ritmos diferentes, por horas, dias, anos, quase que eternamente, batendo no mesmo lugar, na mesma praia, na mesma pedra, como se sua missão fosse mudar o desenho da costa, refazer as praias, redesenhar as rochas e os continentes, escondendo mais uma Atlântida.

        Forte, fraco, o movimento das ondas segue incansável, sem sono, sem pressa, mais forte ou mais fraco, de encontro ao rochedo, morrendo na praia. Reverberando tempestades ou manso, sob a brisa.

       O mar é o dono, a vida depende dele, a morte depende dele, os abrolhos afundam naus, os icebergs afundam navios, as tempestades reescrevem as derrotas e as ondas gigantes engolem os sonhos viajando nas embarcações.

        O mar molda as pedras, minuto a minuto, ao longo dos milênios, as ondas batem assim ou assado, escavam um lado, amolecem outro, derrubam os alicerces onde o litoral se apoia. Uma madrugada o enorme bloco se solta do continente e a costeira muda sua linha.

         As ilhas baixas podem estar condenadas. O aquecimento global derrete os gelos polares e o mar sobe. As marés sobem, engolem praias, derrubam coqueiros, espantam os homens.

       Não há força que resista ao seu avanço, não há muro que contenha suas águas. No movimento inclemente os poetas veem a beleza da vida, e a caiçara a quase miséria da sua existência.

        O mar pode ser cruel. As tempestades podem durar dias, semanas. Debaixo delas a vida encolhe e os sonhos se perdem na pesca que não acontece, no sueste batendo rijo. O mar é o dono de tudo, o mar pode tudo, a vida nasceu nele, a vida se perde nele. Para que fosses nosso, ó mar, valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. 


MENDONÇA, Antonio Penteado. Água mole em pedra
dura. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/11/13/ag
ua-mole-em-pedra-dura/>. 
“O mar é paciente, suas ondas vão e vêm, vêm e vão, monótonas, incessantes”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Respostas
3801: B
3802: A
3803: C
3804: A
3805: D
3806: C
3807: A
3808: A
3809: B
3810: C
3811: C
3812: C
3813: B
3814: A
3815: B
3816: B
3817: C
3818: D
3819: D
3820: A