Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Abraço Caudaloso.
Amizade entre cronistas é um perigo: todo papo esbarra em crônica, já que toda crônica é uma espécie de papo. Foi numa conversa com o Antonio Prata, meu ex-amigo-platônico - “ex” não por não ser mais amigo mas por não ser mais platônico - que a bola começou a quicar. “Isso dá uma crônica”, ele disse. Mas nenhum dos dois escreveu, por escrúpulos de estar roubando a ideia do outro. Eu, que tenho menos escrúpulos e menos ideias, resolvi escrever.
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por. (...)
Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen - quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra engano, por exemplo, só está com ledo por pena - sabe que ledo, essa palavra moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
DUVIVIER, Gregório. Abraço caudaloso. Folha de São Paulo, 02 fev. 2015 (Com adaptações).
Da análise da crônica “Abraço caudaloso”, é adequado afirmar que a conjunção destacada no último parágrafo exerce função:
Mafalda, uma menina com 50 anos.
Possui um espírito crítico fora do normal e uma língua afiada. Supostamente tem apenas 6 anos, mas a verdade é que a pequena Mafalda, a menina das tiras criadas pelo argentino Quino, faz este mês 50 anos.
As suas primeiras três ‘tiras’ foram publicadas em Setembro, na revista Leoplán. A partir de 29 de Setembro começou a ser publicada duas vezes por semana na Primera Plana. A última ‘aparição’ de Mafalda foi a 23 de Outubro de 2009, no jornal italiano La Repubblica, para criticar as declarações misóginas do então primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
ALVES, Joana. Mafalda, uma menina com 50 anos. Nascer do Sol, 16 set. 2014. Disponível em:
<https://sol.sapo.pt/artigo/115112/mafalda-uma-menina-com-50-anos>. Acesso em 08 mar. 2023 (Com adaptações).
Leia o texto para responder à próxima questão.
Obra perfeita.
Disponível em: www.g1.globo.com (Com corte).
De acordo com o texto, assinale a alternativa indevida.
Cientistas tentam curar o envelhecimento
E se desse para "parar no tempo," envelhecendo mais lentamente - ou quem sabe até revertendo e deixando de envelhecer -, evitando doenças comuns à terceira idade e ficando jovem por muito mais tempo?
Ainda que nossa expectativa de vida tenha quase dobrado entre os anos de 1900 e 2020, viver por mais tempo não é, necessariamente, uma coisa tão boa. É claro que ter a possibilidade de ficar entre nossos entes queridos por muito mais anos, apreciar um pouco mais os nossos hobbies e, até mesmo, ter tempo para conhecer mais pessoas e lugares é uma ótima perspectiva de vida. O problema é que, por mais que demoremos a morrer, ainda estamos fadados ao envelhecimento.
Ficar velho não significa apenas ganhar experiência de vida: com o tempo, nossas células perdem a capacidade de se renovar, abrindo as portas para os malefícios do envelhecimento. Conforme nossa idade avança, tornamo-nos mais suscetíveis a doenças como câncer, Alzheimer, diabetes, artrite e por aí vai.
Não é à toa que a ciência vem, há anos, buscando formas de combater, desacelerar e até impedir o envelhecimento de seres humanos. Este objetivo já foi alcançado com ratos em laboratório, permitindo aos roedores viver por muito mais tempo ao mesmo tempo que continuam jovens por períodos bem mais longos.
Para isso, foram utilizadas drogas como rapamicina, metformina e carbose, por exemplo, todas comuns em alguns tipos de tratamentos de doenças em humanos.
Em 2006, um pesquisador japonês chamado Shinya Yamanaka fez uma descoberta que lhe rendeu um Prêmio Nobel: ele foi capaz de reprogramar células adultas a um estado similar ao de embriões, revolucionando o campo de biologia celular e abrindo as portas para mais formas de tratar doenças. Cientistas, agora, buscam aprimorar a técnica de reprogramação celular e aplicá-la em seres humanos para "curar" o envelhecimento.
ndoocuuraroeeveheeimmentoo
m.br/ciencia/124265-cientistas-estao-tentando-curar-o-envelhecimento
-em-promissor-estudo.htm. Adaptado.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Leia atentamente a tirinha a seguir do personagem Armandinho, de Alexandre Beck:

Disponível em: https://64.media.tumblr.com/c91d02df967a292f042d514aa 7f16577/tumblr_obt4ec5Ijw1u1iysqo1_500.png Acesso em 14 mar., 2023.
Em seguida, analise as afirmações sobre a tirinha. Marque V, para verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A linguagem verbal e a linguagem não verbal colaboram na construção de sentido do texto.
(__)O que causa o efeito de humor da tirinha é a incompreensão do menino sobre a relação entre os alimentos e a terra: estar sobre ou sob o chão.
(__)A tentativa de explicação do menino é decorrente de sua vontade de consumir alimentos menos saudáveis, como a bolacha.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
Disponível em: https://www.cidasc.sc.gov.br/inspecao/ files/2022/05/An%C3%A1lise-de-Laudos-F%C3%ADsicosQu%C3%ADmicos-de-Produtos-L%C3%A1cteos.pdf. Acesso em: 20 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
A cadeia da produção leiteira no Brasil
O Brasil está consolidado como um dos maiores produtores de leite de bovinos do mundo. Esse crescente aumento da produtividade se deve principalmente a dois pontos. Aumento do consumo, devido ao aumento populacional com redução da desigualdade econômica, e investimento em novas tecnologias associadas à produção leiteira que, além de proporcionarem um aumento de produtividade por animal, também possibilitaram maior vida útil ao leite e seus derivados.
Desde então, a produção leiteira vem crescendo em ritmo constante. Em 2015, o Brasil produziu cerca de 34 bilhões de litros com aproximadamente 1,3 milhões de produtores em mais de dois mil laticínios registrados com SIF, ocupando a quarta posição no ranking mundial de produção. O consumo per capita de lácteos chega a uma média de 170 litros/habitante/ ano, e o de leite 60 litros/habitante/ano, tudo isso em um mercado que movimentou 60 bilhões de reais.
Quando se analisa os números da produção de leite da Região Sul do Brasil, os valores são ainda mais expressivos, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina de 2016. Em 2015, a Região Sul produziu 35,2% de todo o leite brasileiro. São cerca de 300 mil produtores, que se distribuem em praticamente todos os municípios dos três estados. As perspectivas indicam um aumento da produção de 77% para os próximos 10 anos.
Disponível em: file:///C:/Users/PC/Documents/FEPESE%202023/792. pdf. Acesso em: 22 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Considerando os textos 1 e 2, assinale a alternativa correta.
O Brasil está consolidado como um dos maiores produtores de leite de bovinos do mundo. Esse crescente aumento da produtividade se deve principalmente a dois pontos. Aumento do consumo, devido ao aumento populacional com redução da desigualdade econômica, e investimento em novas tecnologias associadas à produção leiteira que, além de proporcionarem um aumento de produtividade por animal, também possibilitaram maior vida útil ao leite e seus derivados.
Desde então, a produção leiteira vem crescendo em ritmo constante. Em 2015, o Brasil produziu cerca de 34 bilhões de litros com aproximadamente 1,3 milhões de produtores em mais de dois mil laticínios registrados com SIF, ocupando a quarta posição no ranking mundial de produção. O consumo per capita de lácteos chega a uma média de 170 litros/habitante/ ano, e o de leite 60 litros/habitante/ano, tudo isso em um mercado que movimentou 60 bilhões de reais.
Quando se analisa os números da produção de leite da Região Sul do Brasil, os valores são ainda mais expressivos, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina de 2016. Em 2015, a Região Sul produziu 35,2% de todo o leite brasileiro. São cerca de 300 mil produtores, que se distribuem em praticamente todos os municípios dos três estados. As perspectivas indicam um aumento da produção de 77% para os próximos 10 anos.
Disponível em: file:///C:/Users/PC/Documents/FEPESE%202023/792. pdf. Acesso em: 22 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Sobre o texto 2, é correto o que se afirma em:
Texto 1
Participação da agricultura familiar na produção de suínos e frangos em Santa Catarina
Embora ocupe apenas 1,12% do território nacional, Santa Catarina é um dos estados mais importantes na produção agropecuária brasileira. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento referentes ao ano de 2017, o estado ocupa a 8ª posição no ranking nacional quando se considera o Valor Bruto da Produção - VBP (MAPA, 2018). Grande parte desse destaque deve-se ao elevado valor agregado de algumas das atividades desenvolvidas no meio rural catarinense, como é o caso da produção animal. A pecuária contribuiu com 60% do VBP total da agropecuária catarinense em 2017 (EPAGRI/CEPA, 2017). Dentre os cinco principais produtos que compõem o VBP de Santa Catarina, três são de origem animal: frangos, suínos e leite.
Em relação às carnes, os frangos e suínos (as duas principais do estado) representam 38,88% do VBP agropecuário catarinense, conforme calculado pela Epagri/ Cepa (2017). No cenário nacional, o estado também se destaca nesses produtos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referentes ao ano de 2016, Santa Catarina é o maior produtor de carne suína do país, respondendo por 26,11% do total nacional (IBGE, 2018). Quanto à carne de frango, o estado é responsável por 16,02% da produção nacional, ocupando a 2ª colocação no ranking.
De acordo com os dados da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, sistematizados e divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, em 2017 foram produzidos em Santa Catarina e destinados ao abate um total de 12,69 milhões de suínos e 883,04 milhões de frangos.
Em termos de abrangência social, os dados referentes às unidades de exploração pecuária da Cidasc do ano de 2017 apontam a existência de 13 mil produtores comerciais de suínos no estado, incluindo todas as categorias: animais de corte, granjas de reprodutores de suínos certificadas, matrizes e reprodutores (EPAGRI/CEPA, 2017). No caso do frango, o número de produtores comerciais registrados é de 6,2 mil, levando-se em consideração somente a produção de aves de corte.
Embora seja possível encontrar produtores em praticamente todas as regiões do estado, há uma forte concentração no Oeste Catarinense. Em 2017, essa mesorregião foi responsável por 79,43% da produção estadual de frangos e 78,86% dos suínos. O desenvolvimento da produção de carnes em Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura no Oeste Catarinense, está fortemente associado à gênese do processo de ocupação do território, marcado pela predominância da agricultura familiar, bem como à implantação de complexos agroindustriais naquela região.
GIEHL , Alexandre Luís et al. Disponível em:
Texto 1
Participação da agricultura familiar na produção de suínos e frangos em Santa Catarina
Embora ocupe apenas 1,12% do território nacional, Santa Catarina é um dos estados mais importantes na produção agropecuária brasileira. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento referentes ao ano de 2017, o estado ocupa a 8ª posição no ranking nacional quando se considera o Valor Bruto da Produção - VBP (MAPA, 2018). Grande parte desse destaque deve-se ao elevado valor agregado de algumas das atividades desenvolvidas no meio rural catarinense, como é o caso da produção animal. A pecuária contribuiu com 60% do VBP total da agropecuária catarinense em 2017 (EPAGRI/CEPA, 2017). Dentre os cinco principais produtos que compõem o VBP de Santa Catarina, três são de origem animal: frangos, suínos e leite.
Em relação às carnes, os frangos e suínos (as duas principais do estado) representam 38,88% do VBP agropecuário catarinense, conforme calculado pela Epagri/ Cepa (2017). No cenário nacional, o estado também se destaca nesses produtos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referentes ao ano de 2016, Santa Catarina é o maior produtor de carne suína do país, respondendo por 26,11% do total nacional (IBGE, 2018). Quanto à carne de frango, o estado é responsável por 16,02% da produção nacional, ocupando a 2ª colocação no ranking.
De acordo com os dados da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, sistematizados e divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, em 2017 foram produzidos em Santa Catarina e destinados ao abate um total de 12,69 milhões de suínos e 883,04 milhões de frangos.
Em termos de abrangência social, os dados referentes às unidades de exploração pecuária da Cidasc do ano de 2017 apontam a existência de 13 mil produtores comerciais de suínos no estado, incluindo todas as categorias: animais de corte, granjas de reprodutores de suínos certificadas, matrizes e reprodutores (EPAGRI/CEPA, 2017). No caso do frango, o número de produtores comerciais registrados é de 6,2 mil, levando-se em consideração somente a produção de aves de corte.
Embora seja possível encontrar produtores em praticamente todas as regiões do estado, há uma forte concentração no Oeste Catarinense. Em 2017, essa mesorregião foi responsável por 79,43% da produção estadual de frangos e 78,86% dos suínos. O desenvolvimento da produção de carnes em Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura no Oeste Catarinense, está fortemente associado à gênese do processo de ocupação do território, marcado pela predominância da agricultura familiar, bem como à implantação de complexos agroindustriais naquela região.
GIEHL , Alexandre Luís et al. Disponível em:
Com base no texto 1, é correto o que se afirma em: