Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3942044 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Folhas Secas


A inesquecível aula de Matemática e natureza


Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.


Todos?


Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.


O pátio? O que acontecia no pátio?


Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.


Qual o motivo do espanto?


Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.


Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.


- Ele tá preso!


O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes


que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.


Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.


Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.


Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.


https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas

"Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando."


Cada aluno tinha uma versão diferente sobre o que tinha dentro do saco plástico. Isso indica que:

Alternativas
Q3941991 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cantar é surpreendentemente bom para a saúde


Está chegando a época do ano em que o ar se enche de vozes angelicais ou ressoa com hinos vigorosos, enquanto grupos de cantores de Natal espalham sua dose de alegria festiva.

Esses cânticos e essas solenidades típicas dos corais mantêm o clima alegre e triunfante.

E talvez esses grupos de cantores enfeitados podem estar certos sobre alguma coisa. Mesmo sem perceber, ao aparecer em shoppings, estações de trem, asilos e nas ruas com músicas alegres, eles também estão beneficiando a própria saúde deles.

Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo. A prática aproxima as pessoas, prepara o corpo para combater doenças e até ajuda a aliviar a dor.

Então, talvez valha a pena você também soltar a voz e entrar no clima.

"Cantar é um ato cognitivo, físico, emocional e social", explica Alex Street, pesquisador do Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, no Reino Unido, que estuda como a música ajuda crianças e adultos na recuperação de lesões cerebrais.

Psicólogos já notam há muito tempo que cantar em grupo cria um forte senso de união, o que envolve até os participantes mais tímidos.

Estudos indicam que pessoas que não se conhecem podem formar vínculos inesperados depois de cantar juntos por uma hora.

E também não é surpresa que cantar faça bem aos pulmões e ao sistema respiratório.

Pesquisadores chegam a usar o canto como terapia para pessoas com doenças pulmonares, por exemplo.

Unidos pelo canto

Nem todos os tipos de canto são igualmente benéficos. Cantar em grupo ou em coral, por exemplo, demonstrou promover maior bem-estar psicológico do que cantar sozinho. Por isso, pesquisadores da área de educação usam o canto para estimular a cooperação, o desenvolvimento da linguagem e a regulação emocional em crianças.

Médicos também recorrem ao canto para melhorar a qualidade de vida de pessoas com diferentes condições de saúde. Em todo o mundo, pesquisadores estudam corais comunitários formados por sobreviventes de câncer e AVC, pessoas com Parkinson e demência, e seus cuidadores. No caso do Parkinson, por exemplo, o canto ajuda a manter a capacidade de articular palavras, que costuma se deteriorar com a progressão da doença.

Cantar também pode melhorar a saúde de forma geral, funcionando como um exercício muitas vezes subestimado, comparável a uma caminhada rápida. "Cantar é uma atividade física e pode trazer benefícios semelhantes aos do exercício", disse Adam Lewis, professor associado de fisioterapia respiratória da Universidade de Southampton, no Reino Unido.

Um estudo sugere que cantar, junto a exercícios vocais usados por cantores profissionais para aprimorar o ritmo e a afinação, representa um exercício comparável para o coração e os pulmões a caminhar em ritmo moderado na esteira.

Pesquisadores destacam os benefícios, muitas vezes subestimados, do canto em grupo para a saúde mental de pessoas com doenças crônicas de longa duração. Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, a prática ajuda esses pacientes a focarem no que conseguem fazer, em vez do que não podem.

"Isso cria igualdade no grupo: cuidadores deixam de ser apenas cuidadores e profissionais de saúde cantam junto da mesma forma. Poucas atividades conseguem fazer isso", disse Street.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg1n677geno
"Cantar é uma atividade física e pode trazer benefícios semelhantes aos do exercício."

O texto-base aborda os benefícios que a prática do canto proporciona às pessoas. Considerando essas informações, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3941943 Português
Leia o texto a seguir.
Chocolate ou Cacau
Quando ingerido na forma certa (com baixo açúcar em especial), você estará fazendo uso de mais um super alimento. Um dos seus benefícios é a redução da pressão arterial, e há evidências científicas para apoiar isto. Em 2012, os membros da Cochrane Collaboration publicaram a sua revisão sistemática e meta-análise do impacto do cacau na pressão arterial. Vinte estudos atenderam aos critérios de inclusão. Metaanálises dos 20 estudos, envolvendo 856 participantes, na maioria saudáveis, revelaram um efeito de redução significativa da pressão arterial usando cacau com duração de 2 a 18 semanas. A maneira mais fácil de consumir quantidades clinicamente relevantes é através do chocolate 85%, em 20 a 40g por dia.
JUNIOR, Wilson Rondó. 98 remédios: o guia definitivo de saúde do Dr. Rondó. São Paulo: Jolivi Publicações, 2019. p. 53.
O texto traz referências de estudos científicos sobre o cacau objetivando
Alternativas
Q3941658 Português
Atravessar a rua representa um risco, atravessá-la fora da faixa de segurança aumenta esse risco. Com base na ideia expressa na frase acima, assinale a alternativa CORRETA que apresenta o mesmo sentido lógico, relacionado à prevenção de acidentes.
Alternativas
Q3941655 Português
É essencial que os trabalhadores conheçam com clareza as atividades a serem desempenhadas, os horários e os padrões de qualidade exigidos. A organização eficiente das rotinas depende da comunicação entre supervisores e equipes, bem como do registro de ocorrências que possam interferir na execução das tarefas. Analise os itens a seguir:

I. O cumprimento das orientações da chefia e o conhecimento prévio das tarefas favorecem a organização e a qualidade do serviço.
II. O registro de ocorrências é desnecessário, pois não interfere no planejamento das atividades diárias.
III. A comunicação entre a equipe e a supervisão contribui para a resolução de problemas e para a melhoria contínua das atividades.

Com base na análise dos itens, é possível AFIRMAR que:
Alternativas
Q3941449 Português
Memórias de um sábio — e a solidão infantil


"Há um momento na vida das crianças em que o que elas mais desejam é ficar livres dos olhos dos adultos. Por isso procuram a solidão. Para os adolescentes e os adultos, a solidão é o espaço do abandono. (...) Para mim era diferente. A solidão era o espaço da minha liberdade. Na solidão eu podia entregar-me às minhas fantasias, sem que ninguém me perturbasse. (...) São dois os espaços da solidão infantil. Primeiro, os pequenos espaços, simbolizados pelo sonho de uma casinha no alto de uma árvore. Depois, os grandes espaços, simbolizados pela criança correndo sozinha pela campina."

Fragmento


CASTRO, Kika. Memórias de um sábio — e a solidão infantil. [S.l.], 11 nov. 2012. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2012/11/11/memorias-de-um-sabio-e-a-solida o-infantil/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
A construção do texto permite concluir que o autor organiza o sentido da solidão por meio de qual procedimento interpretativo predominante?
Alternativas
Q3941100 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Como a inteligência artificial vai mudar o trabalho do professor?

 

Ledo engano se você acredita que utilizar inteligência artificial (IA) em sala de aula se resume ao ChatGPT. As possibilidades que a inteligência artificial oferece estão em todos os níveis da educação, desde dar mais eficiência para os professores até auxiliar na compreensão dos alunos e ajudar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

 

Esse movimento já está em curso em instituições de todo o País. Uma pesquisa do Instituto Semesp, realizada com 444 professores da educação básica em março de 2024, mostra que 74,8% dos docentes enxergam a tecnologia e a IA como aliadas no ensino. No entanto, enquanto a tecnologia acelera o acesso à informação, os professores também percebem que ela traz diversos desafios como a dispersão dos alunos.

 

Curiosamente, apesar do reconhecimento de seus benefícios, apenas 39,2% dos professores afirmam utilizar essas ferramentas com regularidade em sala de aula. Esse dado evidencia que há uma distância entre o potencial da tecnologia e sua implementação cotidiana.

 

Carlota Boto, diretora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), acredita que essa lacuna se deve à complexidade do uso da IA, que vai além de ser uma simples ferramenta técnica. Para ela, a IA tem o poder de redefinir o modo como o conhecimento é acessado e compartilhado. "A inteligência artificial pode ser uma aliada valiosa no preparo das atividades em sala de aula, mas, para que isso ocorra de forma eficaz, é preciso que o professor tenha domínio tanto da ferramenta quanto do conteúdo a ser trabalhado."

 

Essa transformação, para ela, exige que os docentes reavaliem as práticas pedagógicas, desafiando tradições e abraçando a inovação. "A primeira questão a ser pensada é o repertório: o que estamos ensinando e como isso se conecta com o mundo em transformação? É importante respeitar as tradições pedagógicas, mas também integrar novos conteúdos que dialoguem com as demandas atuais."

 

Na era da IA generativa, o impacto dessa tecnologia é notável na produção de conteúdo. Anderson Soares, coordenador do primeiro bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), observa que "a geração de conteúdo sempre foi algo muito artesanal, mas a IA generativa permite criar músicas, textos e materiais de forma automática". "Isso abre caminho para que os alunos atuem mais no campo criativo e menos nas tarefas manuais."

 

Para Soares, essa nova realidade oferece oportunidades que promovem ações cooperativas e colaborativas, essenciais para o desenvolvimento das competências do futuro. No entanto, o avanço tecnológico também traz um desafio significativo: como trabalhar as habilidades socioemocionais em um ambiente altamente tecnológico?

 

Para Guilherme Cintra, diretor de inovação e tecnologia da Fundação Lemann, a resposta está na criatividade e na capacidade do professor de criar um ambiente de troca real entre os alunos. "A nossa capacidade de criar e manter relações verdadeiras será o que nos distinguirá das máquinas", afirma, destacando que o professor precisa ser mais do que um transmissor de conhecimento, atuando como facilitador de interações humanas e reflexões profundas.

 

Além disso, o sistema educacional como um todo precisa se adaptar para apoiar os professores nessa transformação. "Não podemos esperar que os professores assumam sozinhos a responsabilidade de toda essa mudança", diz Cintra. Repensar a formação dos docentes, o currículo e a gestão escolar é essencial para que a tecnologia seja usada de forma eficaz, sem sobrecarregar os educadores.

 

Para o especialista Anderson Soares, embora a tecnologia possa otimizar o aprendizado e personalizar o ensino, o desenvolvimento de habilidades humanas fundamentais como empatia, trabalho em equipe e criatividade ainda depende da capacidade do educador de criar relações significativas. "A educação tem um papel essencial para nos mostrar como tecnologia não vai resolver nenhum problema por nós, mas que a resolução ainda compete ao ser humano, ainda compete a nossas habilidades socioemocionais."

 

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/como-a-inteligencia-artificial-vai-mudar-o-trabalho-do-professor/

Com base no texto, pode-se concluir que a principal mudança no trabalho do professor, frente ao avanço da inteligência artificial, consiste:
Alternativas
Q3941065 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bi.

 

Os Correios já começaram a vender parte dos imóveis de seu patrimônio como parte do seu plano de reestruturação financeira. Segundo apurou o CNN Money, a lista de propriedades ainda está em elaboração. Contudo, ao menos 50 imóveis sem uso operacional já foram alienados.

 

Com a venda desses ativos, a estatal estima gerar cerca de R$ 2 bilhões em receitas extraordinárias. Há novos leilões previstos para os dias 12 e 26 de fevereiro.

 

No fim do ano passado, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para estancar a crise de caixa. Os recursos serão aplicados na recuperação da sustentabilidade financeira, na modernização operacional e no reposicionamento competitivo da estatal.

 

O plano de reestruturação dos Correios também reabriu o Programa de Demissão Voluntária, com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028, contribuindo para a redução da rigidez da estrutura de custos da empresa.

 

Além disso, os Correios também reequilibraram o plano de saúde de seus funcionários e estão renegociando os seus passivos judiciais. Somadas, essas iniciativas devem resultar em uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028.

 

Na frente de crescimento, os Correios preveem investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, que devem ser destinados à automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística.

 

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/para-cobrir-rombo-correios-vendem-imoveis-e-preveem-arrecadar-r-2-bi/

Conforme o texto, identifique a alternativa que indica corretamente o principal objetivo das medidas adotadas pelos Correios.
Alternativas
Q3939712 Português
TEXTO: Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta

As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital; o protagonismo agora é da geração Z


      Em 2026, os membros mais novos da geração Millennial se tornarão trintões. É um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebração é chegado também o momento de reconhecer: a “internet Millennial”, tal como a conhecemos nos últimos 25 anos, está morta.

     Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens — elas ainda estão lá, mas algo mudou. As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital.

     Se você acha que “fds” significa “final de semana” no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conotação negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a geração Z.

      A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flogão, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os serviços de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e até o “Facebook do velho testamento” (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). Não dá nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do Instagram e o Twitter (hoje chamado de X) gozam do mesmo prestígio de outrora.

   Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a existência desta internet também já saiu de cena. “Com o avanço das tecnologias e a ascensão das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas”, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil. 

    Ele faz referência ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usuários fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos serviços, longe da lógica de plataforma fechada que ganhou força na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela época exigia uma certa lógica punk de “faça você mesmo” — é dessa lógica que surge a internet colaborativa, batizada de “web 2.0”.

  O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 é uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a atenção dos usuários por meio de algoritmos viciantes. As conexões sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conteúdos.

   “Acho que fomos roubados. Para um Millennial, dói saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs estão tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informação que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informação. Isso é um projeto de poder”, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil. 


Fonte: https://www.estadao.com.br/link/culturadigital/pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-dereconhecer-a-internet-millennial-esta-morta/. Acesso em 07/01/2026. Excerto. 
A afirmação de que a “internet Millennial está morta” deve ser compreendida, no texto, como: 
Alternativas
Q3939395 Português
TEXTO: Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta

As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital; o protagonismo agora é da geração Z


      Em 2026, os membros mais novos da geração Millennial se tornarão trintões. É um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebração é chegado também o momento de reconhecer: a “internet Millennial”, tal como a conhecemos nos últimos 25 anos, está morta.

     Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens — elas ainda estão lá, mas algo mudou. As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital.

     Se você acha que “fds” significa “final de semana” no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conotação negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a geração Z.

      A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flogão, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os serviços de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e até o “Facebook do velho testamento” (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). Não dá nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do Instagram e o Twitter (hoje chamado de X) gozam do mesmo prestígio de outrora.

   Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a existência desta internet também já saiu de cena. “Com o avanço das tecnologias e a ascensão das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas”, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil. 

    Ele faz referência ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usuários fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos serviços, longe da lógica de plataforma fechada que ganhou força na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela época exigia uma certa lógica punk de “faça você mesmo” — é dessa lógica que surge a internet colaborativa, batizada de “web 2.0”.

  O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 é uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a atenção dos usuários por meio de algoritmos viciantes. As conexões sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conteúdos.

   “Acho que fomos roubados. Para um Millennial, dói saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs estão tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informação que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informação. Isso é um projeto de poder”, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil. 


Fonte: https://www.estadao.com.br/link/culturadigital/pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-dereconhecer-a-internet-millennial-esta-morta/. Acesso em 07/01/2026. Excerto. 
No título do texto (“Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta”), os dois-pontos introduzem uma ideia de:
Alternativas
Q3939392 Português
TEXTO: Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta

As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital; o protagonismo agora é da geração Z


      Em 2026, os membros mais novos da geração Millennial se tornarão trintões. É um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebração é chegado também o momento de reconhecer: a “internet Millennial”, tal como a conhecemos nos últimos 25 anos, está morta.

     Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens — elas ainda estão lá, mas algo mudou. As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital.

     Se você acha que “fds” significa “final de semana” no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conotação negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a geração Z.

      A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flogão, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os serviços de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e até o “Facebook do velho testamento” (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). Não dá nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do Instagram e o Twitter (hoje chamado de X) gozam do mesmo prestígio de outrora.

   Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a existência desta internet também já saiu de cena. “Com o avanço das tecnologias e a ascensão das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas”, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil. 

    Ele faz referência ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usuários fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos serviços, longe da lógica de plataforma fechada que ganhou força na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela época exigia uma certa lógica punk de “faça você mesmo” — é dessa lógica que surge a internet colaborativa, batizada de “web 2.0”.

  O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 é uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a atenção dos usuários por meio de algoritmos viciantes. As conexões sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conteúdos.

   “Acho que fomos roubados. Para um Millennial, dói saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs estão tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informação que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informação. Isso é um projeto de poder”, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil. 


Fonte: https://www.estadao.com.br/link/culturadigital/pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-dereconhecer-a-internet-millennial-esta-morta/. Acesso em 07/01/2026. Excerto. 
No trecho “Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede [...]” (2º parágrafo), o termo em destaque retoma, coesivamente, a:
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Q3939391 Português
TEXTO: Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta

As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital; o protagonismo agora é da geração Z


      Em 2026, os membros mais novos da geração Millennial se tornarão trintões. É um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebração é chegado também o momento de reconhecer: a “internet Millennial”, tal como a conhecemos nos últimos 25 anos, está morta.

     Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens — elas ainda estão lá, mas algo mudou. As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital.

     Se você acha que “fds” significa “final de semana” no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conotação negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a geração Z.

      A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flogão, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os serviços de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e até o “Facebook do velho testamento” (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). Não dá nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do Instagram e o Twitter (hoje chamado de X) gozam do mesmo prestígio de outrora.

   Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a existência desta internet também já saiu de cena. “Com o avanço das tecnologias e a ascensão das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas”, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil. 

    Ele faz referência ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usuários fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos serviços, longe da lógica de plataforma fechada que ganhou força na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela época exigia uma certa lógica punk de “faça você mesmo” — é dessa lógica que surge a internet colaborativa, batizada de “web 2.0”.

  O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 é uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a atenção dos usuários por meio de algoritmos viciantes. As conexões sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conteúdos.

   “Acho que fomos roubados. Para um Millennial, dói saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs estão tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informação que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informação. Isso é um projeto de poder”, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil. 


Fonte: https://www.estadao.com.br/link/culturadigital/pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-dereconhecer-a-internet-millennial-esta-morta/. Acesso em 07/01/2026. Excerto. 
De acordo com o texto, na prática, a ascensão das big techs resulta diretamente em:
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Q3938845 Português
TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre idosos exige cuidados extras; entenda

Emagrecimento rápido é fator de risco para problemas como a sarcopenia, que favorece quedas e fraturas


   As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm se mostrado grandes aliadas no tratamento da obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança comprovadas para diversos tipos de pacientes. Idosos também podem se beneficiar do uso desses medicamentos, mas com atenção redobrada e acompanhamento multiprofissional ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à utilização incorreta aumentam de maneira significativa.

  Especialistas explicam que existem peculiaridades para os pacientes na terceira idade. Se usado inadvertidamente, o medicamento pode por exemplo favorecer a sarcopenia (perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular), tendo como consequência quedas e fraturas.

  Independentemente da idade, durante a perda de peso, quase um terço da redução é de massa magra, incluindo a massa muscular, cuja preservação é fundamental para manter a força, a mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém, o organismo já tende a perder músculo e ganhar gordura.

   “O corpo da pessoa idosa é diferente de um adulto jovem — tem mais gordura e menos músculo, por isso, cada grama de músculo perdido na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

   Por isso, nessa faixa etária, o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade, explica o endocrinologista Fernando Valente, professor da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

  “O efeito combinado do menor apetite com as náuseas e a rápida perda de peso provocadas pelas canetas pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”, diz Aprahamian.

   Outros problemas relacionados ao uso das canetas para diabetes e obesidade são a desidratação e a perda de eletrólitos, quando o paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que acontece devido à falta de apetite ocasionada pela medicação.

  Casos graves de desidratação podem comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa ingestão calórica aumenta o risco de deficiências nutricionais, além de aumentar o risco de hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode ter como sintomas até mesmo confusão mental.


Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto adaptado
A afirmação do geriatra Ivan Aprahamian, no texto, introduz:
Alternativas
Q3938843 Português
TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre idosos exige cuidados extras; entenda

Emagrecimento rápido é fator de risco para problemas como a sarcopenia, que favorece quedas e fraturas


   As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm se mostrado grandes aliadas no tratamento da obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança comprovadas para diversos tipos de pacientes. Idosos também podem se beneficiar do uso desses medicamentos, mas com atenção redobrada e acompanhamento multiprofissional ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à utilização incorreta aumentam de maneira significativa.

  Especialistas explicam que existem peculiaridades para os pacientes na terceira idade. Se usado inadvertidamente, o medicamento pode por exemplo favorecer a sarcopenia (perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular), tendo como consequência quedas e fraturas.

  Independentemente da idade, durante a perda de peso, quase um terço da redução é de massa magra, incluindo a massa muscular, cuja preservação é fundamental para manter a força, a mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém, o organismo já tende a perder músculo e ganhar gordura.

   “O corpo da pessoa idosa é diferente de um adulto jovem — tem mais gordura e menos músculo, por isso, cada grama de músculo perdido na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

   Por isso, nessa faixa etária, o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade, explica o endocrinologista Fernando Valente, professor da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

  “O efeito combinado do menor apetite com as náuseas e a rápida perda de peso provocadas pelas canetas pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”, diz Aprahamian.

   Outros problemas relacionados ao uso das canetas para diabetes e obesidade são a desidratação e a perda de eletrólitos, quando o paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que acontece devido à falta de apetite ocasionada pela medicação.

  Casos graves de desidratação podem comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa ingestão calórica aumenta o risco de deficiências nutricionais, além de aumentar o risco de hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode ter como sintomas até mesmo confusão mental.


Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto adaptado
No texto, a menção à sarcopenia cumpre principalmente a função de:
Alternativas
Q3938842 Português
TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre idosos exige cuidados extras; entenda

Emagrecimento rápido é fator de risco para problemas como a sarcopenia, que favorece quedas e fraturas


   As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm se mostrado grandes aliadas no tratamento da obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança comprovadas para diversos tipos de pacientes. Idosos também podem se beneficiar do uso desses medicamentos, mas com atenção redobrada e acompanhamento multiprofissional ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à utilização incorreta aumentam de maneira significativa.

  Especialistas explicam que existem peculiaridades para os pacientes na terceira idade. Se usado inadvertidamente, o medicamento pode por exemplo favorecer a sarcopenia (perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular), tendo como consequência quedas e fraturas.

  Independentemente da idade, durante a perda de peso, quase um terço da redução é de massa magra, incluindo a massa muscular, cuja preservação é fundamental para manter a força, a mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém, o organismo já tende a perder músculo e ganhar gordura.

   “O corpo da pessoa idosa é diferente de um adulto jovem — tem mais gordura e menos músculo, por isso, cada grama de músculo perdido na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

   Por isso, nessa faixa etária, o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade, explica o endocrinologista Fernando Valente, professor da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

  “O efeito combinado do menor apetite com as náuseas e a rápida perda de peso provocadas pelas canetas pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”, diz Aprahamian.

   Outros problemas relacionados ao uso das canetas para diabetes e obesidade são a desidratação e a perda de eletrólitos, quando o paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que acontece devido à falta de apetite ocasionada pela medicação.

  Casos graves de desidratação podem comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa ingestão calórica aumenta o risco de deficiências nutricionais, além de aumentar o risco de hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode ter como sintomas até mesmo confusão mental.


Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto adaptado
A afirmação de que o uso das canetas de análogos de GLP-1 “exige cuidados extras” entre idosos deve ser compreendida, no texto, como: 
Alternativas
Q3938808 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Saúde realiza Dia D+ de Teleconsultas para ampliar acesso a especialidades médicas.


Com foco na redução da demanda reprimida por atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), realiza nos dias 6 e 7 de fevereiro a ação Dia D+ de Teleconsulta. A iniciativa contempla pacientes de todos os 78 municípios capixabas, com atendimentos simultâneos realizados por meio da estratégia de telemedicina.


A ação foi estruturada para atender especialidades como angiologia, psiquiatria, urologia, neurologia (adulto), reumatologia, dermatologia, cardiologia e otorrinolaringologia. Ao todo, estão previstos cerca de 900 atendimentos, previamente agendados pelo Sistema Estadual de Regulação.


As teleconsultas ocorrem em salas devidamente equipadas nos próprios municípios, permitindo que os usuários sejam atendidos sem a necessidade de deslocamento para grandes centros urbanos. A medida garante maior comodidade aos pacientes e contribui para a ampliação do acesso aos serviços especializados de forma equânime em todas as regiões do Estado.


De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, a iniciativa reforça o compromisso do Governo com a modernização da rede assistencial. "O Dia D+ de Teleconsultas é uma estratégia concreta para enfrentar a demanda reprimida por especialidades médicas no Espírito Santo. Ao levar o atendimento especializado até os municípios, utilizamos a tecnologia para garantir mais agilidade, resolutividade e cuidado com a população, fortalecendo a Rede de Atenção à Saúde em todo o Estado", destacou o secretário.


O cronograma do Dia D+ foi organizado de forma regionalizada, com definição de especialidades, número de vagas e municípios contemplados.


https://www.es.gov.br/Noticia/saude-realiza-dia-d-de-teleconsultas-para-ampliar-acesso-a-especialidades-medicas 

"O cronograma do Dia D+ foi organizado de forma regionalizada, com definição de especialidades, número de vagas e municípios contemplados."


Identifique a alternativa correta que indica, segundo o texto-base, o principal objetivo da ação Dia D+.

Alternativas
Q3938659 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo.


Criatividade é tudo! A Polícia Militar de São Paulo voltou a usar um "disfarce" pra lá de inusitado como parte da estratégia de segurança durante o Carnaval de rua. Os agentes atuaram fantasiados de extraterrestres e prenderam quatro suspeitos durante um megabloco neste sábado (7), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Os policiais faziam parte de uma operação integrada da Polícia Militar com a Polícia Civil, incluindo equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O uso de fantasias foi adotado como estratégia para permitir a circulação entre os foliões de forma discreta.


Segundo as autoridades, um suspeito foi preso por furto de celulares e outros três por venda de bebidas adulteradas. As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia.


O uso de fantasias integra o planejamento de segurança para grandes eventos de rua durante o Carnaval. Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações.


No caso do megabloco no Ibirapuera, os policiais vestidos de extraterrestres acompanharam a movimentação dos foliões desde o início do evento.


De acordo com a Polícia Militar, a estratégia busca reduzir a previsibilidade das ações policiais e dificultar a atuação de criminosos em ambientes com grande fluxo de pessoas.


Além dos policiais infiltrados, o esquema de segurança contou com postos de observação em pontos estratégicos do circuito. O monitoramento aéreo foi feito com o uso de drones e do helicóptero Águia.


Segundo a Polícia Militar, essa combinação de recursos permite acompanhar o deslocamento do público e apoiar as equipes em solo sempre que necessário. A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata.


A Secretaria da Segurança Pública informou que a estratégia seguirá sendo utilizada ao longo do Carnaval em eventos com grande concentração de pessoas.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/02/10/fantasias-policiais-prender-ladroes-celular-carnaval-deram-certo-video

Analise as afirmativas com base no texto sobre a operação policial no Carnaval:



I.Quatro suspeitos foram presos durante o megabloco.


II.O disfarce dos policiais possibilita que eles observem o público desde o começo do evento.


III.A estratégia inclui monitoramento aéreo e postos de observação em pontos estratégicos.


IV.Todos os foliões do megabloco foram monitorados individualmente pelos policiais disfarçados.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3938658 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo.


Criatividade é tudo! A Polícia Militar de São Paulo voltou a usar um "disfarce" pra lá de inusitado como parte da estratégia de segurança durante o Carnaval de rua. Os agentes atuaram fantasiados de extraterrestres e prenderam quatro suspeitos durante um megabloco neste sábado (7), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Os policiais faziam parte de uma operação integrada da Polícia Militar com a Polícia Civil, incluindo equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O uso de fantasias foi adotado como estratégia para permitir a circulação entre os foliões de forma discreta.


Segundo as autoridades, um suspeito foi preso por furto de celulares e outros três por venda de bebidas adulteradas. As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia.


O uso de fantasias integra o planejamento de segurança para grandes eventos de rua durante o Carnaval. Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações.


No caso do megabloco no Ibirapuera, os policiais vestidos de extraterrestres acompanharam a movimentação dos foliões desde o início do evento.


De acordo com a Polícia Militar, a estratégia busca reduzir a previsibilidade das ações policiais e dificultar a atuação de criminosos em ambientes com grande fluxo de pessoas.


Além dos policiais infiltrados, o esquema de segurança contou com postos de observação em pontos estratégicos do circuito. O monitoramento aéreo foi feito com o uso de drones e do helicóptero Águia.


Segundo a Polícia Militar, essa combinação de recursos permite acompanhar o deslocamento do público e apoiar as equipes em solo sempre que necessário. A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata.


A Secretaria da Segurança Pública informou que a estratégia seguirá sendo utilizada ao longo do Carnaval em eventos com grande concentração de pessoas.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/02/10/fantasias-policiais-prender-ladroes-celular-carnaval-deram-certo-video

"A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata."


No trecho, a palavra 'ocorrências' refere-se:

Alternativas
Q3938654 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo.


Criatividade é tudo! A Polícia Militar de São Paulo voltou a usar um "disfarce" pra lá de inusitado como parte da estratégia de segurança durante o Carnaval de rua. Os agentes atuaram fantasiados de extraterrestres e prenderam quatro suspeitos durante um megabloco neste sábado (7), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Os policiais faziam parte de uma operação integrada da Polícia Militar com a Polícia Civil, incluindo equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O uso de fantasias foi adotado como estratégia para permitir a circulação entre os foliões de forma discreta.


Segundo as autoridades, um suspeito foi preso por furto de celulares e outros três por venda de bebidas adulteradas. As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia.


O uso de fantasias integra o planejamento de segurança para grandes eventos de rua durante o Carnaval. Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações.


No caso do megabloco no Ibirapuera, os policiais vestidos de extraterrestres acompanharam a movimentação dos foliões desde o início do evento.


De acordo com a Polícia Militar, a estratégia busca reduzir a previsibilidade das ações policiais e dificultar a atuação de criminosos em ambientes com grande fluxo de pessoas.


Além dos policiais infiltrados, o esquema de segurança contou com postos de observação em pontos estratégicos do circuito. O monitoramento aéreo foi feito com o uso de drones e do helicóptero Águia.


Segundo a Polícia Militar, essa combinação de recursos permite acompanhar o deslocamento do público e apoiar as equipes em solo sempre que necessário. A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata.


A Secretaria da Segurança Pública informou que a estratégia seguirá sendo utilizada ao longo do Carnaval em eventos com grande concentração de pessoas.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/02/10/fantasias-policiais-prender-ladroes-celular-carnaval-deram-certo-video

"Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações."


A palavra 'aglomerações', utilizada no trecho, pode ser substituída sem perder o sentido original por:

Alternativas
Q3938653 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo.


Criatividade é tudo! A Polícia Militar de São Paulo voltou a usar um "disfarce" pra lá de inusitado como parte da estratégia de segurança durante o Carnaval de rua. Os agentes atuaram fantasiados de extraterrestres e prenderam quatro suspeitos durante um megabloco neste sábado (7), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Os policiais faziam parte de uma operação integrada da Polícia Militar com a Polícia Civil, incluindo equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O uso de fantasias foi adotado como estratégia para permitir a circulação entre os foliões de forma discreta.


Segundo as autoridades, um suspeito foi preso por furto de celulares e outros três por venda de bebidas adulteradas. As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia.


O uso de fantasias integra o planejamento de segurança para grandes eventos de rua durante o Carnaval. Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações.


No caso do megabloco no Ibirapuera, os policiais vestidos de extraterrestres acompanharam a movimentação dos foliões desde o início do evento.


De acordo com a Polícia Militar, a estratégia busca reduzir a previsibilidade das ações policiais e dificultar a atuação de criminosos em ambientes com grande fluxo de pessoas.


Além dos policiais infiltrados, o esquema de segurança contou com postos de observação em pontos estratégicos do circuito. O monitoramento aéreo foi feito com o uso de drones e do helicóptero Águia.


Segundo a Polícia Militar, essa combinação de recursos permite acompanhar o deslocamento do público e apoiar as equipes em solo sempre que necessário. A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata.


A Secretaria da Segurança Pública informou que a estratégia seguirá sendo utilizada ao longo do Carnaval em eventos com grande concentração de pessoas.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/02/10/fantasias-policiais-prender-ladroes-celular-carnaval-deram-certo-video

"Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo."


Após a leitura do texto-base, assinale a alternativa que identifica corretamente o principal objetivo do uso de fantasias pelos policiais durante o carnaval.

Alternativas
Respostas
3681: E
3682: E
3683: C
3684: A
3685: B
3686: C
3687: A
3688: A
3689: C
3690: A
3691: D
3692: A
3693: B
3694: C
3695: B
3696: B
3697: B
3698: A
3699: B
3700: D