Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2237639 Português
Texto CG1A4-I

        A palavra “metaverso”, formada pelo acréscimo do prefixo grego meta (além) à forma abreviada do vocábulo “universo”, foi popularizada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu livro de ficção científica Nevasca (2008) ou, no original, Snow Crash (1992).

      Inicialmente, o termo dizia respeito a uma rede de mundos virtuais tridimensionais que permitiriam interações sociais (livres de restrições físicas e biológicas) com outros mundos igualmente virtuais. Hoje, passou a ser associado frequentemente ao entretenimento.

       De fato, é possível transitar em um mundo virtual, que se torna quase real quando esse “passeio” é feito com a ajuda de óculos de realidade virtual, como aqueles desenvolvidos pelos gigantes mundiais da tecnologia, como Google, Microsoft, Apple e Facebook — por sinal, este último alterou seu nome para Meta.

      Mas o que ainda não foi profundamente analisado — e seria uma contribuição essencial para a humanidade — são as aplicações dos metaversos na melhoria da qualidade de vida, uma vez que podem ser usados tanto em áreas amplas, como saúde e educação, quanto em áreas específicas, como engenharia e medicina.



Matteo Moriconi et al. Metaverso: uma nova e poderosa ferramenta de pesquisa científica. Ciência Hoje, n.º 399, jun./2023 (com adaptações).
Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CG1A4-I caso se substituísse
I “dizia respeito a” (primeiro período do segundo parágrafo) por referiria-se a.
II “ao entretenimento” (final do segundo parágrafo) por a entretenimento.
III “uma vez que” (último parágrafo) por a proporção que.
Assinale a opção correta.
Alternativas
Q2237638 Português
Texto CG1A4-I

        A palavra “metaverso”, formada pelo acréscimo do prefixo grego meta (além) à forma abreviada do vocábulo “universo”, foi popularizada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu livro de ficção científica Nevasca (2008) ou, no original, Snow Crash (1992).

      Inicialmente, o termo dizia respeito a uma rede de mundos virtuais tridimensionais que permitiriam interações sociais (livres de restrições físicas e biológicas) com outros mundos igualmente virtuais. Hoje, passou a ser associado frequentemente ao entretenimento.

       De fato, é possível transitar em um mundo virtual, que se torna quase real quando esse “passeio” é feito com a ajuda de óculos de realidade virtual, como aqueles desenvolvidos pelos gigantes mundiais da tecnologia, como Google, Microsoft, Apple e Facebook — por sinal, este último alterou seu nome para Meta.

      Mas o que ainda não foi profundamente analisado — e seria uma contribuição essencial para a humanidade — são as aplicações dos metaversos na melhoria da qualidade de vida, uma vez que podem ser usados tanto em áreas amplas, como saúde e educação, quanto em áreas específicas, como engenharia e medicina.



Matteo Moriconi et al. Metaverso: uma nova e poderosa ferramenta de pesquisa científica. Ciência Hoje, n.º 399, jun./2023 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CG1A4-I.
I No primeiro parágrafo, o vocábulo “popularizada” está flexionado no feminino singular porque estabelece relação de concordância com “palavra”.
II No segundo parágrafo, a substituição do segmento “passou a ser associado” (último período) por passaram a ser associados preservaria a correção gramatical e os sentidos do texto.
III A correção gramatical do texto e seus sentidos seriam mantidos caso os termos da expressão “aqueles desenvolvidos” (terceiro parágrafo) fossem flexionados no singular — aquele desenvolvido.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q2237637 Português
Texto CG1A4-I

        A palavra “metaverso”, formada pelo acréscimo do prefixo grego meta (além) à forma abreviada do vocábulo “universo”, foi popularizada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu livro de ficção científica Nevasca (2008) ou, no original, Snow Crash (1992).

      Inicialmente, o termo dizia respeito a uma rede de mundos virtuais tridimensionais que permitiriam interações sociais (livres de restrições físicas e biológicas) com outros mundos igualmente virtuais. Hoje, passou a ser associado frequentemente ao entretenimento.

       De fato, é possível transitar em um mundo virtual, que se torna quase real quando esse “passeio” é feito com a ajuda de óculos de realidade virtual, como aqueles desenvolvidos pelos gigantes mundiais da tecnologia, como Google, Microsoft, Apple e Facebook — por sinal, este último alterou seu nome para Meta.

      Mas o que ainda não foi profundamente analisado — e seria uma contribuição essencial para a humanidade — são as aplicações dos metaversos na melhoria da qualidade de vida, uma vez que podem ser usados tanto em áreas amplas, como saúde e educação, quanto em áreas específicas, como engenharia e medicina.



Matteo Moriconi et al. Metaverso: uma nova e poderosa ferramenta de pesquisa científica. Ciência Hoje, n.º 399, jun./2023 (com adaptações).
Assinale a opção em que a proposta de reescrita do trecho “A palavra ‘metaverso’, formada pelo acréscimo do prefixo grego meta (além) à forma abreviada do vocábulo ‘universo’, foi popularizada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson” mantém os sentidos e a correção gramatical do texto CG1A4-I no que se refere à pontuação.
Alternativas
Q2237636 Português
Texto CG1A4-I

        A palavra “metaverso”, formada pelo acréscimo do prefixo grego meta (além) à forma abreviada do vocábulo “universo”, foi popularizada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu livro de ficção científica Nevasca (2008) ou, no original, Snow Crash (1992).

      Inicialmente, o termo dizia respeito a uma rede de mundos virtuais tridimensionais que permitiriam interações sociais (livres de restrições físicas e biológicas) com outros mundos igualmente virtuais. Hoje, passou a ser associado frequentemente ao entretenimento.

       De fato, é possível transitar em um mundo virtual, que se torna quase real quando esse “passeio” é feito com a ajuda de óculos de realidade virtual, como aqueles desenvolvidos pelos gigantes mundiais da tecnologia, como Google, Microsoft, Apple e Facebook — por sinal, este último alterou seu nome para Meta.

      Mas o que ainda não foi profundamente analisado — e seria uma contribuição essencial para a humanidade — são as aplicações dos metaversos na melhoria da qualidade de vida, uma vez que podem ser usados tanto em áreas amplas, como saúde e educação, quanto em áreas específicas, como engenharia e medicina.



Matteo Moriconi et al. Metaverso: uma nova e poderosa ferramenta de pesquisa científica. Ciência Hoje, n.º 399, jun./2023 (com adaptações).
No início do terceiro parágrafo do texto CG1A4-I, a expressão “De fato” transmite ideia de
Alternativas
Q2237635 Português
Texto CG1A4-I

        A palavra “metaverso”, formada pelo acréscimo do prefixo grego meta (além) à forma abreviada do vocábulo “universo”, foi popularizada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu livro de ficção científica Nevasca (2008) ou, no original, Snow Crash (1992).

      Inicialmente, o termo dizia respeito a uma rede de mundos virtuais tridimensionais que permitiriam interações sociais (livres de restrições físicas e biológicas) com outros mundos igualmente virtuais. Hoje, passou a ser associado frequentemente ao entretenimento.

       De fato, é possível transitar em um mundo virtual, que se torna quase real quando esse “passeio” é feito com a ajuda de óculos de realidade virtual, como aqueles desenvolvidos pelos gigantes mundiais da tecnologia, como Google, Microsoft, Apple e Facebook — por sinal, este último alterou seu nome para Meta.

      Mas o que ainda não foi profundamente analisado — e seria uma contribuição essencial para a humanidade — são as aplicações dos metaversos na melhoria da qualidade de vida, uma vez que podem ser usados tanto em áreas amplas, como saúde e educação, quanto em áreas específicas, como engenharia e medicina.



Matteo Moriconi et al. Metaverso: uma nova e poderosa ferramenta de pesquisa científica. Ciência Hoje, n.º 399, jun./2023 (com adaptações).
De acordo com o texto CG1A4-I, é correto afirmar que  
Alternativas
Q2237634 Português
Texto CG1A5-I

     Vivemos uma transformação acelerada no mercado de trabalho. Com o avanço da inteligência artificial e da automação, muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas ou substituídas em todo o mundo. Funções que representavam 15,4% da força de trabalho global em 2020 encolherão para 9% até 2025. Por outro lado, a participação das novas profissões (como especialistas em dados e inteligência artificial) quase dobrará, crescendo de 7,8% para 13,5% da base total de empregados no mesmo período. Milhões de vagas em todo o mundo estão deixando de ser preenchidas, ao mesmo tempo em que um contingente cada vez maior de indivíduos não encontra mais colocação no mercado de trabalho.

      Cinco em cada dez brasileiros acreditam que a automação vai tornar seus empregos obsoletos nos próximos dez anos, enquanto nove estão preocupados com sua requalificação. Praticamente todos, porém, veem a chegada de novas tecnologias como oportunidade para usá-las ou entendê-las melhor.

     Trata-se de um momento de grandes ameaças e grandes oportunidades, que exige investimentos urgentes na formação digital da atual força de trabalho e das gerações futuras. É preciso dar a todos a oportunidade de adquirir novas competências tanto para assegurar sua empregabilidade quanto para aproveitar as oportunidades que se abrem no mercado e impulsionar o crescimento do nosso país.


PWC e Instituto Locomotiva. O abismo digital.
Internet:<www.pwc.com.br>  (com adaptações)
No texto CG1A5-I, a palavra “empregabilidade” (último parágrafo) significa
Alternativas
Q2237633 Português
Texto CG1A5-I

     Vivemos uma transformação acelerada no mercado de trabalho. Com o avanço da inteligência artificial e da automação, muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas ou substituídas em todo o mundo. Funções que representavam 15,4% da força de trabalho global em 2020 encolherão para 9% até 2025. Por outro lado, a participação das novas profissões (como especialistas em dados e inteligência artificial) quase dobrará, crescendo de 7,8% para 13,5% da base total de empregados no mesmo período. Milhões de vagas em todo o mundo estão deixando de ser preenchidas, ao mesmo tempo em que um contingente cada vez maior de indivíduos não encontra mais colocação no mercado de trabalho.

      Cinco em cada dez brasileiros acreditam que a automação vai tornar seus empregos obsoletos nos próximos dez anos, enquanto nove estão preocupados com sua requalificação. Praticamente todos, porém, veem a chegada de novas tecnologias como oportunidade para usá-las ou entendê-las melhor.

     Trata-se de um momento de grandes ameaças e grandes oportunidades, que exige investimentos urgentes na formação digital da atual força de trabalho e das gerações futuras. É preciso dar a todos a oportunidade de adquirir novas competências tanto para assegurar sua empregabilidade quanto para aproveitar as oportunidades que se abrem no mercado e impulsionar o crescimento do nosso país.


PWC e Instituto Locomotiva. O abismo digital.
Internet:<www.pwc.com.br>  (com adaptações)
Assinale a opção em que a proposta de reescrita do primeiro período do terceiro parágrafo do texto CG1A5-I é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto.
Alternativas
Q2237632 Português
Texto CG1A5-I

     Vivemos uma transformação acelerada no mercado de trabalho. Com o avanço da inteligência artificial e da automação, muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas ou substituídas em todo o mundo. Funções que representavam 15,4% da força de trabalho global em 2020 encolherão para 9% até 2025. Por outro lado, a participação das novas profissões (como especialistas em dados e inteligência artificial) quase dobrará, crescendo de 7,8% para 13,5% da base total de empregados no mesmo período. Milhões de vagas em todo o mundo estão deixando de ser preenchidas, ao mesmo tempo em que um contingente cada vez maior de indivíduos não encontra mais colocação no mercado de trabalho.

      Cinco em cada dez brasileiros acreditam que a automação vai tornar seus empregos obsoletos nos próximos dez anos, enquanto nove estão preocupados com sua requalificação. Praticamente todos, porém, veem a chegada de novas tecnologias como oportunidade para usá-las ou entendê-las melhor.

     Trata-se de um momento de grandes ameaças e grandes oportunidades, que exige investimentos urgentes na formação digital da atual força de trabalho e das gerações futuras. É preciso dar a todos a oportunidade de adquirir novas competências tanto para assegurar sua empregabilidade quanto para aproveitar as oportunidades que se abrem no mercado e impulsionar o crescimento do nosso país.


PWC e Instituto Locomotiva. O abismo digital.
Internet:<www.pwc.com.br>  (com adaptações)
Assinale a opção em que a inversão da posição dos termos do segmento destacado preservaria os sentidos e a correção gramatical do texto CG1A5-I.
Alternativas
Q2237630 Português
Texto CG1A5-I

     Vivemos uma transformação acelerada no mercado de trabalho. Com o avanço da inteligência artificial e da automação, muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas ou substituídas em todo o mundo. Funções que representavam 15,4% da força de trabalho global em 2020 encolherão para 9% até 2025. Por outro lado, a participação das novas profissões (como especialistas em dados e inteligência artificial) quase dobrará, crescendo de 7,8% para 13,5% da base total de empregados no mesmo período. Milhões de vagas em todo o mundo estão deixando de ser preenchidas, ao mesmo tempo em que um contingente cada vez maior de indivíduos não encontra mais colocação no mercado de trabalho.

      Cinco em cada dez brasileiros acreditam que a automação vai tornar seus empregos obsoletos nos próximos dez anos, enquanto nove estão preocupados com sua requalificação. Praticamente todos, porém, veem a chegada de novas tecnologias como oportunidade para usá-las ou entendê-las melhor.

     Trata-se de um momento de grandes ameaças e grandes oportunidades, que exige investimentos urgentes na formação digital da atual força de trabalho e das gerações futuras. É preciso dar a todos a oportunidade de adquirir novas competências tanto para assegurar sua empregabilidade quanto para aproveitar as oportunidades que se abrem no mercado e impulsionar o crescimento do nosso país.


PWC e Instituto Locomotiva. O abismo digital.
Internet:<www.pwc.com.br>  (com adaptações)
Infere-se do texto CG1A5-I que o crescente número de indivíduos que não encontram colocação no mercado de trabalho deve-se à falta de
Alternativas
Q2237588 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
No texto CG2A1-I, o vocábulo “senciente” (segundo período do primeiro parágrafo) significa
Alternativas
Q2237587 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção em que a proposta de substituição para o trecho “o que significa que” (último período do segundo parágrafo) preservaria tanto os sentidos do texto CG2A1-I quanto a sua correção gramatical.
Alternativas
Q2237586 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção em que a proposta de reescrita do trecho “mas também a lhes atribuírem” (terceiro período do primeiro parágrafo) é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto CG2A1-I.
Alternativas
Q2237585 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
No texto CG2A1-I, as formas pronominais “os”, em “os antropomorfiza” (segundo período do primeiro parágrafo), e “las”, em “construí-las” (final do terceiro parágrafo) referem-se, respectivamente, a
Alternativas
Q2237584 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção em que o vocábulo indicado expressa, no texto CG2A1-I, uma ação ainda não realizada.
Alternativas
Q2237583 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção em que se resumem corretamente as relações estabelecidas, no segundo parágrafo do texto CG2A1-I, entre regulamentação, transparência e responsabilização na construção, implementação e segurança de uso da IA.
Alternativas
Q2237581 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção correta no que se refere à estrutura argumentativa do texto CG2A1-I. 
Alternativas
Q2237580 Português
Texto CG2A1-I


        É perigoso nos distrairmos com uma fantasia utópica ou apocalíptica possibilitada pela inteligência artificial (IA), que promete ou um futuro “florescente” ou um futuro “potencialmente catastrófico”. Essa ilusão, que infla as capacidades dos sistemas automatizados e os antropomorfiza, induz as pessoas a pensar que existe um ser senciente por trás das mídias sintéticas. Isso seduz as pessoas a não apenas confiarem acriticamente em sistemas como o ChatGPT, mas também a lhes atribuírem erroneamente a capacidade de agir. A responsabilização propriamente dita não cabe aos artefatos tecnológicos, mas a seus construtores.

       O que precisamos é de regulamentação que imponha transparência a essa tecnologia digital. Isso deve ficar sempre claro quando nos deparamos com mídias sintéticas, e as organizações que constroem esses sistemas também deveriam ser obrigadas a documentar e a divulgar os dados de treinamento e as arquiteturas de modelo. Além disso, o ônus de criar instrumentos seguros de uso dessas tecnologias deveria recair sobre as empresas que constroem e implantam sistemas generativos, o que significa que os construtores desses sistemas deveriam ser responsabilizados pelos resultados produzidos por seus produtos.

        A corrida atual rumo a “experimentos de IA” cada vez maiores não é um caminho predeterminado no qual a nossa única escolha é o quão rápido devemos correr, mas uma série de decisões impulsionadas pelo lucro. As ações e as escolhas das corporações devem ser moldadas por regulamentação que proteja os direitos e os interesses das pessoas. O foco da nossa preocupação não deveriam ser as “poderosas mentes digitais” imaginárias. Em vez disso, deveríamos focar nas práticas de exploração muito reais e muito presentes das empresas que afirmam construí-las.


Timnit Gebru et al.Papagaios estocásticos: o pedido de moratória para a IA e os riscos em jogo. Internet: (com adaptações).
No primeiro parágrafo do texto CG2A1-I, o fato de as pessoas confiarem acriticamente em sistemas que usam IA e o fato de elas atribuírem a responsabilidade aos artefatos tecnológicos em vez de a seus construtores são apresentados como
Alternativas
Q2237549 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Paraense de 18 anos cria tijolo de caroço de açaí

Aproximadamente 90% de todo o açaí consumido no mundo é produzido no Pará. No entanto, apenas 4% do fruto é aproveitado; o resto − principalmente o caroço − permanece sem uma utilidade definida. Isso acaba provocando a contaminação do meio ambiente regional, visto que não há uma estratégia eficiente de descarte.

Foi a partir dessa perspectiva que Francielly Rodrigues Barbosa, de 18 anos, resolveu desenvolver um projeto para amenizar o problema ambiental e ainda ajudar os moradores de sua cidade, Moju, a cerca de 120 km de Belém. "O caroço possui uma substância chamada lignina, que impede o ataque de fungos, demorando a decomposição", ela explica. "Isso causa mau cheiro, chorume e a liberação de gás metano."

Aluna da Escola Estadual Ernestina Pereira Maia, Barbosa começou o projeto no primeiro ano do Ensino Médio. A inspiração para a pesquisa veio de uma professora, que comentou com ela sobre os problemas de odor ruim e rachaduras nas casas de um bairro de Moju.

A jovem descobriu que muitas residências foram construídas em terrenos frequentemente usados como local de descarte de lixo. Como as construções foram levantadas sem regularização, a decomposição acabou afetando as estruturas − e a vida da população. "Comecei a pensar qual material de baixo custo e que não agride o meio ambiente eu poderia aproveitar para fazer a fundação de forma segura", conta Barbosa. "Não tinha como desenvolver algo que custasse muito dinheiro."

Para criar o tijolo de açaí, ela convidou jovens de Moju para ajudá-la. Eles colocaram os caroços para secar, depois carbonizaram e os trituraram em um pilão. A massa resultante foi misturada com argila e carvão para chegar ao produto final. "Foi um trabalho muito divertido", conta. "Brincar também é ciência. Foi legal para mostrar que a ciência inclui todo mundo, basta querer."

Enquanto cursa já o último ano do Ensino Médio, Barbosa continua sua pesquisa em paralelo. A jovem conseguiu parceria com um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), onde estão sendo testadas diferentes fórmulas da mistura com o caroço. A ideia é descobrir em quais porcentagens é possível criar outras aplicações para alvenaria, como telhas, cimento e argamassa. "É para testar a resistência do material. Agora temos um ano para fazer os testes e abranger um pedido de patente", ela informa.

Barbosa começou a se interessar por ciência aos oito anos de idade, quando participou pela primeira vez de uma feira científica em sua escola e do Clube de Ciências de Moju. "Vi tantas coisas interessantes que me apaixonei e decidi que queria fazer aquilo", comenta.

Ela pretende cursar engenharia, mas ainda não sabe em qual das áreas irá se especializar. "Mas com certeza será em uma área de STEM [ciência, tecnologia, engenharia e matemática]", conta. Barbosa ainda afirma que a participação dela em palestras, congressos e viagens ampliaram seu campo de visão para o ensino superior. "Penso que posso entrar na USP ou estudar no exterior. É tão maravilhoso. Se é possível para mim, é possível para qualquer jovem."

Para ela, ser cientista significa poder ajudar as pessoas − mas também considera essencial que os jovens cientistas tenham suporte de familiares, amigos e professores. "Peço que as pessoas orientem os alunos a não deixar os sonhos deles morrerem", ela diz. "Eu tive sorte, pois a minha família sempre me apoiou. Se não fosse isso, eu nunca teria ido para fora do país e conhecido vários cantos do Brasil."


Retirado e adaptado de: FABRO, Nathalia. Paraense de 18 anos tem mais de 15 prêmios por criar tijolo de caroço de açaí. Galileu. Disponível em: -annos-teem--mmas-dde-115-pemmio-poo-ciarrtoooood decarocoodeeacaihhmm 18-anos-tem-mais-de-15-premios-por-criar-tijolo-de-caroco-de-acai.html Acesso em: 16 jul., 2023.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona figuras de linguagem a seus exemplos:
Primeira coluna: figura de linguagem
(1)Metonímia (2)Antítese (3)Metáfora (4)Antonomásia
Segunda coluna: exemplo
(__)A ciência é luz na escuridão. (__)Acabei de estudar Einstein. É incrível! (__)O Pai da Ciência Moderna fez incríveis contribuições à Física e à Astronomia! (__)A diferença entre o esclarecimento e a ignorância, às vezes, está na vontade de saber.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q2237546 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Paraense de 18 anos cria tijolo de caroço de açaí

Aproximadamente 90% de todo o açaí consumido no mundo é produzido no Pará. No entanto, apenas 4% do fruto é aproveitado; o resto − principalmente o caroço − permanece sem uma utilidade definida. Isso acaba provocando a contaminação do meio ambiente regional, visto que não há uma estratégia eficiente de descarte.

Foi a partir dessa perspectiva que Francielly Rodrigues Barbosa, de 18 anos, resolveu desenvolver um projeto para amenizar o problema ambiental e ainda ajudar os moradores de sua cidade, Moju, a cerca de 120 km de Belém. "O caroço possui uma substância chamada lignina, que impede o ataque de fungos, demorando a decomposição", ela explica. "Isso causa mau cheiro, chorume e a liberação de gás metano."

Aluna da Escola Estadual Ernestina Pereira Maia, Barbosa começou o projeto no primeiro ano do Ensino Médio. A inspiração para a pesquisa veio de uma professora, que comentou com ela sobre os problemas de odor ruim e rachaduras nas casas de um bairro de Moju.

A jovem descobriu que muitas residências foram construídas em terrenos frequentemente usados como local de descarte de lixo. Como as construções foram levantadas sem regularização, a decomposição acabou afetando as estruturas − e a vida da população. "Comecei a pensar qual material de baixo custo e que não agride o meio ambiente eu poderia aproveitar para fazer a fundação de forma segura", conta Barbosa. "Não tinha como desenvolver algo que custasse muito dinheiro."

Para criar o tijolo de açaí, ela convidou jovens de Moju para ajudá-la. Eles colocaram os caroços para secar, depois carbonizaram e os trituraram em um pilão. A massa resultante foi misturada com argila e carvão para chegar ao produto final. "Foi um trabalho muito divertido", conta. "Brincar também é ciência. Foi legal para mostrar que a ciência inclui todo mundo, basta querer."

Enquanto cursa já o último ano do Ensino Médio, Barbosa continua sua pesquisa em paralelo. A jovem conseguiu parceria com um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), onde estão sendo testadas diferentes fórmulas da mistura com o caroço. A ideia é descobrir em quais porcentagens é possível criar outras aplicações para alvenaria, como telhas, cimento e argamassa. "É para testar a resistência do material. Agora temos um ano para fazer os testes e abranger um pedido de patente", ela informa.

Barbosa começou a se interessar por ciência aos oito anos de idade, quando participou pela primeira vez de uma feira científica em sua escola e do Clube de Ciências de Moju. "Vi tantas coisas interessantes que me apaixonei e decidi que queria fazer aquilo", comenta.

Ela pretende cursar engenharia, mas ainda não sabe em qual das áreas irá se especializar. "Mas com certeza será em uma área de STEM [ciência, tecnologia, engenharia e matemática]", conta. Barbosa ainda afirma que a participação dela em palestras, congressos e viagens ampliaram seu campo de visão para o ensino superior. "Penso que posso entrar na USP ou estudar no exterior. É tão maravilhoso. Se é possível para mim, é possível para qualquer jovem."

Para ela, ser cientista significa poder ajudar as pessoas − mas também considera essencial que os jovens cientistas tenham suporte de familiares, amigos e professores. "Peço que as pessoas orientem os alunos a não deixar os sonhos deles morrerem", ela diz. "Eu tive sorte, pois a minha família sempre me apoiou. Se não fosse isso, eu nunca teria ido para fora do país e conhecido vários cantos do Brasil."


Retirado e adaptado de: FABRO, Nathalia. Paraense de 18 anos tem mais de 15 prêmios por criar tijolo de caroço de açaí. Galileu. Disponível em: -annos-teem--mmas-dde-115-pemmio-poo-ciarrtoooood decarocoodeeacaihhmm 18-anos-tem-mais-de-15-premios-por-criar-tijolo-de-caroco-de-acai.html Acesso em: 16 jul., 2023.
Sobre o gênero e o tipo textual de "Paraense de 18 anos cria tijolo de caroço de açaí", analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A principal característica do gênero textual ao qual pertence o texto é informar a respeito de um acontecimento real, com uma linguagem formal.
PORQUE
II. O tipo textual predominante nesse gênero é o expositivo, pois apresenta a descrição de aspectos da temática abordada.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: 
Alternativas
Q2237543 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Paraense de 18 anos cria tijolo de caroço de açaí

Aproximadamente 90% de todo o açaí consumido no mundo é produzido no Pará. No entanto, apenas 4% do fruto é aproveitado; o resto − principalmente o caroço − permanece sem uma utilidade definida. Isso acaba provocando a contaminação do meio ambiente regional, visto que não há uma estratégia eficiente de descarte.

Foi a partir dessa perspectiva que Francielly Rodrigues Barbosa, de 18 anos, resolveu desenvolver um projeto para amenizar o problema ambiental e ainda ajudar os moradores de sua cidade, Moju, a cerca de 120 km de Belém. "O caroço possui uma substância chamada lignina, que impede o ataque de fungos, demorando a decomposição", ela explica. "Isso causa mau cheiro, chorume e a liberação de gás metano."

Aluna da Escola Estadual Ernestina Pereira Maia, Barbosa começou o projeto no primeiro ano do Ensino Médio. A inspiração para a pesquisa veio de uma professora, que comentou com ela sobre os problemas de odor ruim e rachaduras nas casas de um bairro de Moju.

A jovem descobriu que muitas residências foram construídas em terrenos frequentemente usados como local de descarte de lixo. Como as construções foram levantadas sem regularização, a decomposição acabou afetando as estruturas − e a vida da população. "Comecei a pensar qual material de baixo custo e que não agride o meio ambiente eu poderia aproveitar para fazer a fundação de forma segura", conta Barbosa. "Não tinha como desenvolver algo que custasse muito dinheiro."

Para criar o tijolo de açaí, ela convidou jovens de Moju para ajudá-la. Eles colocaram os caroços para secar, depois carbonizaram e os trituraram em um pilão. A massa resultante foi misturada com argila e carvão para chegar ao produto final. "Foi um trabalho muito divertido", conta. "Brincar também é ciência. Foi legal para mostrar que a ciência inclui todo mundo, basta querer."

Enquanto cursa já o último ano do Ensino Médio, Barbosa continua sua pesquisa em paralelo. A jovem conseguiu parceria com um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), onde estão sendo testadas diferentes fórmulas da mistura com o caroço. A ideia é descobrir em quais porcentagens é possível criar outras aplicações para alvenaria, como telhas, cimento e argamassa. "É para testar a resistência do material. Agora temos um ano para fazer os testes e abranger um pedido de patente", ela informa.

Barbosa começou a se interessar por ciência aos oito anos de idade, quando participou pela primeira vez de uma feira científica em sua escola e do Clube de Ciências de Moju. "Vi tantas coisas interessantes que me apaixonei e decidi que queria fazer aquilo", comenta.

Ela pretende cursar engenharia, mas ainda não sabe em qual das áreas irá se especializar. "Mas com certeza será em uma área de STEM [ciência, tecnologia, engenharia e matemática]", conta. Barbosa ainda afirma que a participação dela em palestras, congressos e viagens ampliaram seu campo de visão para o ensino superior. "Penso que posso entrar na USP ou estudar no exterior. É tão maravilhoso. Se é possível para mim, é possível para qualquer jovem."

Para ela, ser cientista significa poder ajudar as pessoas − mas também considera essencial que os jovens cientistas tenham suporte de familiares, amigos e professores. "Peço que as pessoas orientem os alunos a não deixar os sonhos deles morrerem", ela diz. "Eu tive sorte, pois a minha família sempre me apoiou. Se não fosse isso, eu nunca teria ido para fora do país e conhecido vários cantos do Brasil."


Retirado e adaptado de: FABRO, Nathalia. Paraense de 18 anos tem mais de 15 prêmios por criar tijolo de caroço de açaí. Galileu. Disponível em: -annos-teem--mmas-dde-115-pemmio-poo-ciarrtoooood decarocoodeeacaihhmm 18-anos-tem-mais-de-15-premios-por-criar-tijolo-de-caroco-de-acai.html Acesso em: 16 jul., 2023.
Analise as relações coesivas propostas em "Paraense de 18 anos cria tijolo de caroço de açaí" e analise as afirmações a seguir:
I.Em "Isso acaba provocando a contaminação do meio ambiente regional, visto que não há uma estratégia eficiente de descarte", no primeiro parágrafo, a palavra "isso" retoma o fato de que apenas 4% do fruto do açaí é utilizado.
II.No trecho "Foi a partir dessa perspectiva que Francielly Rodrigues Barbosa, de 18 anos, resolveu desenvolver um projeto para amenizar o problema ambiental..", no segundo parágrafo, a expressão "dessa perspectiva" retoma o descarte dos restos do açaí que causam contaminação ambiental.
III.Em "Eles colocaram os caroços para secar, depois carbonizaram e os trituraram em um pilão", no quinto parágrafo, a palavra "eles" retoma apenas os jovens que Barbosa chamou para ajudar na pesquisa.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
35441: C
35442: A
35443: A
35444: D
35445: C
35446: E
35447: B
35448: E
35449: C
35450: E
35451: A
35452: C
35453: A
35454: E
35455: C
35456: B
35457: B
35458: A
35459: A
35460: A