Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
Educação climática em tempos de grandes mudanças.
É preciso enraizar na sociedade, sobretudo nos jovens, o senso da urgência.
Tatiana Roque - 17/11/2022
Professora titular da UFRJ, das pós-graduações em Filosofia e em Ensino e História da Matemática e da Física; autora de “O Dia em que Voltamos de Marte” (ed. Crítica), que aborda a descoberta e as implicações das mudanças climáticas.
A maioria dos brasileiros (81%) enxerga o aquecimento global como um problema importante, conforme mostrou pesquisa Ipec realizada em 2021. Apesar disso, apenas 2 em cada 10 dizem estar bem informados sobre o tema — um déficit que abre espaço para a desinformação.
Pesquisas qualitativas indicam uma insatisfação das pessoas com sua própria falta de conhecimento. Entrevistas com grupos focais realizadas pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ sugerem que as pessoas gostariam de saber mais sobre o problema e, principalmente, sobre suas soluções. Ainda que separem o lixo e estejam dispostas a mudar hábitos de consumo, isso não basta — e elas sabem. Percebe-se, portanto, uma lacuna entre a escala do problema e as saídas vislumbradas pelo senso comum.
"A humanidade tem uma escolha: cooperar ou perecer. Ou fechamos um pacto de solidariedade climática ou um pacto de suicídio coletivo", alertou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na abertura da 27ª Conferência sobre as Mudanças Climáticas (COP27). Ainda que as responsabilidades dos países sejam desiguais, todos nós somos parte do problema. Logo, precisamos ser parte da solução. Do contrário, deixamos um terreno fértil para a angústia e a alienação (que são ingredientes do negacionismo). Como dizia Bruno Latour, negar as mudanças climáticas também é um recurso daqueles que preferem escapar de uma realidade com a qual não sabem lidar.
A expectativa é que a COP27 seja a conferência da implementação — aquela que vai colocar os acordos em prática. Isso torna ainda mais urgentes estratégias para aumentar a participação da população — especialmente da juventude — na agenda climática. A cada COP, o artigo 6 da Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (que defende habilitar a sociedade a ser parte da solução por meio da educação e da conscientização) é retomado em termos mais enfáticos. Foi criada uma Ação para Empoderamento Climático (ACE, em inglês), com o objetivo de fomentar o engajamento da sociedade, por meio da educação climática, da conscientização e da participação pública e do acesso à informação.
No ano passado, em Glasgow, foi aprovado um programa de trabalho para fortalecer essa ação, com orientações para que os países: incorporem o tema das mudanças climáticas ao currículo de todos os níveis de ensino, de modo transversal, inclusive saberes tradicionais e dos povos originários; treinem professores de todas as áreas para abordar o tema; formem uma força de trabalho adaptada aos desafios da transição para uma economia de baixo carbono; empoderem sua juventude para participar das decisões da agenda climática; integrem suas estratégias de educação às políticas públicas e compartilhem suas experiências internacionalmente.
[...]
A educação climática é uma ferramenta-chave para a popularização e a democratização da agenda climática, que precisa se tornar mais enraizada na sociedade. Só assim, incorporando ações de baixo para cima, poderemos ser parte da solução — uma vacina contra a tentação de fugir do problema por ele ser grande demais.
https://www1.folha.uol.com.br
Uma variante possível para o trecho acima, mesmo com as alterações de sentido, mas em que a correção gramatical é preservada, está em:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Educação climática em tempos de grandes mudanças.
É preciso enraizar na sociedade, sobretudo nos jovens, o senso da urgência.
Tatiana Roque - 17/11/2022
Professora titular da UFRJ, das pós-graduações em Filosofia e em Ensino e História da Matemática e da Física; autora de “O Dia em que Voltamos de Marte” (ed. Crítica), que aborda a descoberta e as implicações das mudanças climáticas.
A maioria dos brasileiros (81%) enxerga o aquecimento global como um problema importante, conforme mostrou pesquisa Ipec realizada em 2021. Apesar disso, apenas 2 em cada 10 dizem estar bem informados sobre o tema — um déficit que abre espaço para a desinformação.
Pesquisas qualitativas indicam uma insatisfação das pessoas com sua própria falta de conhecimento. Entrevistas com grupos focais realizadas pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ sugerem que as pessoas gostariam de saber mais sobre o problema e, principalmente, sobre suas soluções. Ainda que separem o lixo e estejam dispostas a mudar hábitos de consumo, isso não basta — e elas sabem. Percebe-se, portanto, uma lacuna entre a escala do problema e as saídas vislumbradas pelo senso comum.
"A humanidade tem uma escolha: cooperar ou perecer. Ou fechamos um pacto de solidariedade climática ou um pacto de suicídio coletivo", alertou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na abertura da 27ª Conferência sobre as Mudanças Climáticas (COP27). Ainda que as responsabilidades dos países sejam desiguais, todos nós somos parte do problema. Logo, precisamos ser parte da solução. Do contrário, deixamos um terreno fértil para a angústia e a alienação (que são ingredientes do negacionismo). Como dizia Bruno Latour, negar as mudanças climáticas também é um recurso daqueles que preferem escapar de uma realidade com a qual não sabem lidar.
A expectativa é que a COP27 seja a conferência da implementação — aquela que vai colocar os acordos em prática. Isso torna ainda mais urgentes estratégias para aumentar a participação da população — especialmente da juventude — na agenda climática. A cada COP, o artigo 6 da Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (que defende habilitar a sociedade a ser parte da solução por meio da educação e da conscientização) é retomado em termos mais enfáticos. Foi criada uma Ação para Empoderamento Climático (ACE, em inglês), com o objetivo de fomentar o engajamento da sociedade, por meio da educação climática, da conscientização e da participação pública e do acesso à informação.
No ano passado, em Glasgow, foi aprovado um programa de trabalho para fortalecer essa ação, com orientações para que os países: incorporem o tema das mudanças climáticas ao currículo de todos os níveis de ensino, de modo transversal, inclusive saberes tradicionais e dos povos originários; treinem professores de todas as áreas para abordar o tema; formem uma força de trabalho adaptada aos desafios da transição para uma economia de baixo carbono; empoderem sua juventude para participar das decisões da agenda climática; integrem suas estratégias de educação às políticas públicas e compartilhem suas experiências internacionalmente.
[...]
A educação climática é uma ferramenta-chave para a popularização e a democratização da agenda climática, que precisa se tornar mais enraizada na sociedade. Só assim, incorporando ações de baixo para cima, poderemos ser parte da solução — uma vacina contra a tentação de fugir do problema por ele ser grande demais.
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“[...] o artigo 6 da Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (que defende habilitar a sociedade a ser parte da solução por meio da educação e da conscientização) é retomado em termos mais enfáticos.” 4º§
É sinônimo da palavra destacada:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Educação climática em tempos de grandes mudanças.
É preciso enraizar na sociedade, sobretudo nos jovens, o senso da urgência.
Tatiana Roque - 17/11/2022
Professora titular da UFRJ, das pós-graduações em Filosofia e em Ensino e História da Matemática e da Física; autora de “O Dia em que Voltamos de Marte” (ed. Crítica), que aborda a descoberta e as implicações das mudanças climáticas.
A maioria dos brasileiros (81%) enxerga o aquecimento global como um problema importante, conforme mostrou pesquisa Ipec realizada em 2021. Apesar disso, apenas 2 em cada 10 dizem estar bem informados sobre o tema — um déficit que abre espaço para a desinformação.
Pesquisas qualitativas indicam uma insatisfação das pessoas com sua própria falta de conhecimento. Entrevistas com grupos focais realizadas pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ sugerem que as pessoas gostariam de saber mais sobre o problema e, principalmente, sobre suas soluções. Ainda que separem o lixo e estejam dispostas a mudar hábitos de consumo, isso não basta — e elas sabem. Percebe-se, portanto, uma lacuna entre a escala do problema e as saídas vislumbradas pelo senso comum.
"A humanidade tem uma escolha: cooperar ou perecer. Ou fechamos um pacto de solidariedade climática ou um pacto de suicídio coletivo", alertou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na abertura da 27ª Conferência sobre as Mudanças Climáticas (COP27). Ainda que as responsabilidades dos países sejam desiguais, todos nós somos parte do problema. Logo, precisamos ser parte da solução. Do contrário, deixamos um terreno fértil para a angústia e a alienação (que são ingredientes do negacionismo). Como dizia Bruno Latour, negar as mudanças climáticas também é um recurso daqueles que preferem escapar de uma realidade com a qual não sabem lidar.
A expectativa é que a COP27 seja a conferência da implementação — aquela que vai colocar os acordos em prática. Isso torna ainda mais urgentes estratégias para aumentar a participação da população — especialmente da juventude — na agenda climática. A cada COP, o artigo 6 da Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (que defende habilitar a sociedade a ser parte da solução por meio da educação e da conscientização) é retomado em termos mais enfáticos. Foi criada uma Ação para Empoderamento Climático (ACE, em inglês), com o objetivo de fomentar o engajamento da sociedade, por meio da educação climática, da conscientização e da participação pública e do acesso à informação.
No ano passado, em Glasgow, foi aprovado um programa de trabalho para fortalecer essa ação, com orientações para que os países: incorporem o tema das mudanças climáticas ao currículo de todos os níveis de ensino, de modo transversal, inclusive saberes tradicionais e dos povos originários; treinem professores de todas as áreas para abordar o tema; formem uma força de trabalho adaptada aos desafios da transição para uma economia de baixo carbono; empoderem sua juventude para participar das decisões da agenda climática; integrem suas estratégias de educação às políticas públicas e compartilhem suas experiências internacionalmente.
[...]
A educação climática é uma ferramenta-chave para a popularização e a democratização da agenda climática, que precisa se tornar mais enraizada na sociedade. Só assim, incorporando ações de baixo para cima, poderemos ser parte da solução — uma vacina contra a tentação de fugir do problema por ele ser grande demais.
https://www1.folha.uol.com.br
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O ato de brincar é algo que nos une como seres humanos
Beatriz Gatti
11 de out de 2022 - editado
RENATA MEIRELLES Eu costumo dizer que é tão importante brincar quanto comer ou dormir. É como um recurso básico de manutenção do nosso ser. E o que isso significa na prática? Quando você brinca, você é você. Você tem acesso ao seu próprio corpo, ao contexto em que você vive e a quem são as pessoas [ao seu redor]. Você tem recurso para gerenciar essas relações. (…)
1. A pauta da escolha do assunto respeita ao que classificamos de hard news – se não for publicada imediatamente, perde a atualidade. 2. A notícia central da entrevista é pauta fria, logo sem prazo de validade. 3. O critério de noticiabilidade mais relevante para a publicação dessa entrevista é a oportunidade, ou seja, o momento da publicação é que importa.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O ato de brincar é algo que nos une como seres humanos
Beatriz Gatti
11 de out de 2022 - editado
RENATA MEIRELLES Eu costumo dizer que é tão importante brincar quanto comer ou dormir. É como um recurso básico de manutenção do nosso ser. E o que isso significa na prática? Quando você brinca, você é você. Você tem acesso ao seu próprio corpo, ao contexto em que você vive e a quem são as pessoas [ao seu redor]. Você tem recurso para gerenciar essas relações. (…)
Sendo assim, ao interagir com uma pessoa em cadeira de rodas, observe o seguinte:
1. Ao ajudá-la, esteja certo de que será capaz de fazê-lo com segurança. 2. Para subir ou descer escadas, posicione as rodas traseiras da cadeira de forma empinada para trás, e as rodas dianteiras de forma suspensas, apoiando com cuidado um degrau de cada vez. 3. Evite apoiar-se na cadeira de rodas, para não dificultar os seus movimentos. 4. Ao conversar com uma pessoa na cadeira de rodas, sente-se de modo a ficar no mesmo nível (altura) do seu olhar. 5. Para ajudar uma pessoa em cadeira de rodas a descer rampas ou degraus, mantenha a pessoa sempre virada para frente, para que consiga ver o caminho que está fazendo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. – Chora em meus braços, disse ela. [Ela disse que ele deve chorar em seus braços.]
II. – Ia visitá-lo, mas não tive tempo, disse ele. [Ele disse que iria visitá-lo, mas (que) não teve tempo]
III. – Apertem os bolsos, disse o ministro da Fazenda. [O ministro da Fazendo pede que apertemos os bolsos.]
A edição em discurso indireto está CORRETA apenas em:
Faça a associação correta entre as duas colunas, relacionando o tipo de ambiguidade e a sentença que a exemplifica.
1. Ambiguidade pelo uso de pronomes possessivos na terceira pessoa 2. Ambiguidade relacionada ao uso de formas nominais 3. Ambiguidade entre pronome relativo e conjunção integrante. 4. Ambiguidade pela colocação inadequada de sintagmas.
a) Assistente social nega que menor fugiu de sua casa. b) A mãe cansada saiu apressada do trabalho. c) Rita avisou a Clarice que estava terminando o trabalho. d) O garoto mal-humorado resmungou durante o treino.
A associação CORRETA entre números e letras é:
I. O estudo apresenta o resultado de uma pesquisa realizada com 91 profissionais, que atuam no ensino particular, com a finalidade de discutir as perspectivas a respeito das especificidades da profissão docente em âmbito privado e abordar temas relacionados a essa profissão no Brasil.
II. Apresentando as mesmas características dos textos anteriores, seu foco principal foi contextualizar a temática “citando pesquisas prévias” e apresentando diferentes abordagens teóricas, priorizando confrontar essas abordagens e problematizá-las.
III. A análise dos estudos de caso evidenciou que a atividade laboral, bem como outras atividades envolve uma percepção dos processos discursivos e interacionais na construção de sentidos e comprovando a importância do estudo do funcionamento da linguagem no trabalho com textos.
Encontra-se nas passagens em análise falta de
Tem-se, ainda, desse ponto de vista, que toda e qualquer ação individual de produção de linguagem está implicada em uma atividade, assim como a linguagem – capacidade humana de simbolizar e de realizar ações simbólicas – é regulada nas interações sociais.
[Tem-se, ainda, desse ponto de vista, que toda e qualquer ação individual de produção de linguagem está implicada em uma atividade, assim como a linguagem, [capacidade humana de simbolizar e de realizar ações simbólicas], é regulada nas interações sociais.
Considere o texto seguinte, retirado uma notícia jornalística.
Em discurso nesse domingo, o candidato defendeu a equiparação salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função [1]. O Projeto de Lei (PLC 130/2011) estabelece “multa para combater a diferença de remuneração verificada entre homens e mulheres no Brasil” [2].
Nesse excerto, há o entrecruzamento de vozes que ocorre da seguinte forma:
Tendo em vista esses conceitos, leia cada uma das sentenças abaixo e marque a que possui CORRETA análise dos ELEMENTOS ENDOFÓRICOS:
Minhas parcas experiências com a escrita já me convenceram de algumas coisas – e gostaria que ajudassem a convencer outros, o que não é fácil. De todos os passos do processo que vai do batucar das teclas a um escrito que circula, um dos que mais aprendi a apreciar e respeitar é o da revisão. [...] A maior vantagem da profissão é ganhar uma grana lendo. A maior desvantagem é que um revisor deve ler de tudo e, por isso, deve ler para caçar impropriedades. (POSSENTI, S. A dupla face das revisões. Malcomportadas línguas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.]
Quanto ao registro linguístico utilizado pelo autor do excerto anterior, pode-se dizer que
( ) Um texto se realiza a partir de vozes que são oriundas de discursos distintos. Por exemplo, podemos encontrar em um romance vozes originadas do senso comum, da ciência e da religião.
( ) Haverá sempre uma voz que predomina em um dado texto. Por exemplo, no texto bíblico, a voz divina terá essa predominância.
( ) Um texto apropriado é aquele cuja voz predominante é a que segue as regras gramaticais da variedade padrão da língua.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é: