Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 97.500 questões

Q2306142 Português
Profundamente


[...]
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


(BANDEIRA, Manoel. Antologia poética.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. P.81. Fragmento.)
Em “— Estão todos dormindo / Estão todos deitados / Dormindo / Profundamente” /, o Autor empregou, como recurso estilístico, uma figura de linguagem (pensamento) conhecida como:
Alternativas
Q2306141 Português
Profundamente


[...]
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


(BANDEIRA, Manoel. Antologia poética.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. P.81. Fragmento.)
Considerando o título e os sentidos propostos no poema, é correto afirmar que predominam nele as funções de linguagem:
Alternativas
Q2306139 Português
Profundamente


[...]
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


(BANDEIRA, Manoel. Antologia poética.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. P.81. Fragmento.)
O texto em estudo, “Profundamente”, pertence ao gênero textual poema. Entretanto, sua tipologia textual de base é: 
Alternativas
Q2306137 Português
Profundamente


[...]
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


(BANDEIRA, Manoel. Antologia poética.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. P.81. Fragmento.)
A segunda estrofe retoma o momento presente, evocado pelo advérbio “hoje”, que a inicia. A lista de familiares, associada à pergunta final (“Onde estão todos eles?”), cria o contexto necessário para que o verbo “dormir” ganhe um sentido figurado. Marque a alternativa que apresenta o sentido de “dormindo” nesse contexto:
Alternativas
Q2306136 Português
Profundamente


[...]
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


(BANDEIRA, Manoel. Antologia poética.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. P.81. Fragmento.)
O trecho do poema começa com a lembrança de um acontecimento passado. Um menino de seis anos adormeceu e não viu o fim da festa de São João. Nesse trecho, o verbo “adormecer” é usado em sentido: 
Alternativas
Q2306112 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)
Analise as afirmações sobre o comportamento do Reizinho. Ele era mandão porque

I. aprendera com o seu pai, o velho rei. II. tinha gênio ruim. III. aprendera com os conselheiros. IV. fora mimado quando criança.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q2306111 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)
Marque a alternativa que apresenta as características do comportamento do velho rei para com o povo do seu reino:
Alternativas
Q2306107 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)
Analise o fragmento do texto : “Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão , teimoso, implicante, xereta!”. Marque a alternativa que apresenta sinônimos para implicante e xereta, respectivamente, nesse contexto.
Alternativas
Q2306106 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)

Analise as informações abaixo sobre as características do povo daquele reino: 


I. Eram corajosos.

II. Eram tristes e oprimidos.

III. Tinham senso crítico.

IV. Eram passivos.


Marque a alternativa correta:

Alternativas
Q2306069 Português
TEXTO 


      Tô Pedindo Trabalho   


        Eu tinha de cuidar da mamãe. Zelar da Divina. E expulsar o Bené do barraco. Faz dois dias que tô rondando o armazém do Seu Sebastião. Tô com fome. Eu olhava de cá, ele despistava de lá. (...) Um dia, trinquei a coragem nos dentes, saltei pra dentro do armazém e botei olho no olho dele: — Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou esteio de casa. — Seu malandro, você pode ser é rato de lixo, isto sim. Esteio de casa... ora essa!... tá até de bumbum de fora. Rapa daqui.
        — Se o Senhor me botar pra trabalhar, posso comprar um calção e uma camiseta. Ali de frente tem na liquidação... — Você é renitente, hem? Já disse: não emprego menino. Inda mais de favela. É capaz que me leve o armazém. Fora daqui! E, se trouxer turma, chamo a patrulha. Sabe de uma coisa? Vou chamar o guarda.
        Saí chutando lixo. Andei. Andeiandeiandeiandei, andei. Voltei.
     Peguei assento em frente da porta do armazém. O sol já tava morrendo lá no finzinho do céu com cor de sangue pisado. Tive uma gastura nas tripas porque fiquei lembrando da perna da Binha saindo da salmoura, sem sentença de cura. Nem demorou muito, o céu coalhou de estrelas, e a diacha da fome atazanou minha barriga. Fiquei juntando cuspe na boca. Um cara jogou um toco de cigarro aceso no meu pé. Ai, que alívio! Dei uma chupada bem pra dentro, a fome calou um tico.
      Embolei papel do lixo pra fazer cama. Já tavaesquentando. Mas a ronqueira da barriga virou uma danação, quando um rato saiu debaixo da porta, atrás de mim com um pedaço de carne seca. Outro veio atrás e trancafiaram na luta.Enquanto um chiava com as mordidas do outro, num bote só, tomei a carne. Tive medo dos ratos. Tive medo da fome que barulhava minha ideia. Tive medo até do medo. Dormi na porta do armazém do Seu Sebastião.


(ALVARENGA TEREZINHA. Tô pedindo trabalho.
 Editora Miguilim. pp. 10/11. Texto adaptado).
Na frase “— Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou o esteio da casa”, o menino
Alternativas
Q2306068 Português
TEXTO 


      Tô Pedindo Trabalho   


        Eu tinha de cuidar da mamãe. Zelar da Divina. E expulsar o Bené do barraco. Faz dois dias que tô rondando o armazém do Seu Sebastião. Tô com fome. Eu olhava de cá, ele despistava de lá. (...) Um dia, trinquei a coragem nos dentes, saltei pra dentro do armazém e botei olho no olho dele: — Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou esteio de casa. — Seu malandro, você pode ser é rato de lixo, isto sim. Esteio de casa... ora essa!... tá até de bumbum de fora. Rapa daqui.
        — Se o Senhor me botar pra trabalhar, posso comprar um calção e uma camiseta. Ali de frente tem na liquidação... — Você é renitente, hem? Já disse: não emprego menino. Inda mais de favela. É capaz que me leve o armazém. Fora daqui! E, se trouxer turma, chamo a patrulha. Sabe de uma coisa? Vou chamar o guarda.
        Saí chutando lixo. Andei. Andeiandeiandeiandei, andei. Voltei.
     Peguei assento em frente da porta do armazém. O sol já tava morrendo lá no finzinho do céu com cor de sangue pisado. Tive uma gastura nas tripas porque fiquei lembrando da perna da Binha saindo da salmoura, sem sentença de cura. Nem demorou muito, o céu coalhou de estrelas, e a diacha da fome atazanou minha barriga. Fiquei juntando cuspe na boca. Um cara jogou um toco de cigarro aceso no meu pé. Ai, que alívio! Dei uma chupada bem pra dentro, a fome calou um tico.
      Embolei papel do lixo pra fazer cama. Já tavaesquentando. Mas a ronqueira da barriga virou uma danação, quando um rato saiu debaixo da porta, atrás de mim com um pedaço de carne seca. Outro veio atrás e trancafiaram na luta.Enquanto um chiava com as mordidas do outro, num bote só, tomei a carne. Tive medo dos ratos. Tive medo da fome que barulhava minha ideia. Tive medo até do medo. Dormi na porta do armazém do Seu Sebastião.


(ALVARENGA TEREZINHA. Tô pedindo trabalho.
 Editora Miguilim. pp. 10/11. Texto adaptado).
A autora usa a expressão “andeiandeiandeiandei”. Essa montagem da palavra “andei”, conforme o contexto onde foi empregada, significa: 
Alternativas
Q2306067 Português
TEXTO 


      Tô Pedindo Trabalho   


        Eu tinha de cuidar da mamãe. Zelar da Divina. E expulsar o Bené do barraco. Faz dois dias que tô rondando o armazém do Seu Sebastião. Tô com fome. Eu olhava de cá, ele despistava de lá. (...) Um dia, trinquei a coragem nos dentes, saltei pra dentro do armazém e botei olho no olho dele: — Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou esteio de casa. — Seu malandro, você pode ser é rato de lixo, isto sim. Esteio de casa... ora essa!... tá até de bumbum de fora. Rapa daqui.
        — Se o Senhor me botar pra trabalhar, posso comprar um calção e uma camiseta. Ali de frente tem na liquidação... — Você é renitente, hem? Já disse: não emprego menino. Inda mais de favela. É capaz que me leve o armazém. Fora daqui! E, se trouxer turma, chamo a patrulha. Sabe de uma coisa? Vou chamar o guarda.
        Saí chutando lixo. Andei. Andeiandeiandeiandei, andei. Voltei.
     Peguei assento em frente da porta do armazém. O sol já tava morrendo lá no finzinho do céu com cor de sangue pisado. Tive uma gastura nas tripas porque fiquei lembrando da perna da Binha saindo da salmoura, sem sentença de cura. Nem demorou muito, o céu coalhou de estrelas, e a diacha da fome atazanou minha barriga. Fiquei juntando cuspe na boca. Um cara jogou um toco de cigarro aceso no meu pé. Ai, que alívio! Dei uma chupada bem pra dentro, a fome calou um tico.
      Embolei papel do lixo pra fazer cama. Já tavaesquentando. Mas a ronqueira da barriga virou uma danação, quando um rato saiu debaixo da porta, atrás de mim com um pedaço de carne seca. Outro veio atrás e trancafiaram na luta.Enquanto um chiava com as mordidas do outro, num bote só, tomei a carne. Tive medo dos ratos. Tive medo da fome que barulhava minha ideia. Tive medo até do medo. Dormi na porta do armazém do Seu Sebastião.


(ALVARENGA TEREZINHA. Tô pedindo trabalho.
 Editora Miguilim. pp. 10/11. Texto adaptado).
No texto, Seu Sebastião diz “ “Você pode ser é rato de lixo, isto sim.” Com esta frase ele demonstra
Alternativas
Q2306066 Português
TEXTO 


      Tô Pedindo Trabalho   


        Eu tinha de cuidar da mamãe. Zelar da Divina. E expulsar o Bené do barraco. Faz dois dias que tô rondando o armazém do Seu Sebastião. Tô com fome. Eu olhava de cá, ele despistava de lá. (...) Um dia, trinquei a coragem nos dentes, saltei pra dentro do armazém e botei olho no olho dele: — Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou esteio de casa. — Seu malandro, você pode ser é rato de lixo, isto sim. Esteio de casa... ora essa!... tá até de bumbum de fora. Rapa daqui.
        — Se o Senhor me botar pra trabalhar, posso comprar um calção e uma camiseta. Ali de frente tem na liquidação... — Você é renitente, hem? Já disse: não emprego menino. Inda mais de favela. É capaz que me leve o armazém. Fora daqui! E, se trouxer turma, chamo a patrulha. Sabe de uma coisa? Vou chamar o guarda.
        Saí chutando lixo. Andei. Andeiandeiandeiandei, andei. Voltei.
     Peguei assento em frente da porta do armazém. O sol já tava morrendo lá no finzinho do céu com cor de sangue pisado. Tive uma gastura nas tripas porque fiquei lembrando da perna da Binha saindo da salmoura, sem sentença de cura. Nem demorou muito, o céu coalhou de estrelas, e a diacha da fome atazanou minha barriga. Fiquei juntando cuspe na boca. Um cara jogou um toco de cigarro aceso no meu pé. Ai, que alívio! Dei uma chupada bem pra dentro, a fome calou um tico.
      Embolei papel do lixo pra fazer cama. Já tavaesquentando. Mas a ronqueira da barriga virou uma danação, quando um rato saiu debaixo da porta, atrás de mim com um pedaço de carne seca. Outro veio atrás e trancafiaram na luta.Enquanto um chiava com as mordidas do outro, num bote só, tomei a carne. Tive medo dos ratos. Tive medo da fome que barulhava minha ideia. Tive medo até do medo. Dormi na porta do armazém do Seu Sebastião.


(ALVARENGA TEREZINHA. Tô pedindo trabalho.
 Editora Miguilim. pp. 10/11. Texto adaptado).
Em “senti uma gastura nas tripas”, a palavra “gastura” pode ser substituída, sem prejuízo de significado por:
Alternativas
Q2305997 Português

TEXTO II


MUDANÇA


       Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

       Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

      Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se, [...] A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.


(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 71. ed.

Rio de Janeiro: Record, 1996. P. 9-10. Fragmento.)


Do ponto de vista de gênero textual, o texto é um fragmento de um romance. Considere esse fragmento e marque a alternativa que apresenta as tipologias de base desse fragmento:
Alternativas
Q2305995 Português
TEXTO I


MOTIVO


Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.


(MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra Poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. p.228.)

Considere o poema e marque a alternativa que apresenta as funções de linguagem predominantes nele:
Alternativas
Q2305993 Português
TEXTO I


MOTIVO


Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.


(MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra Poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. p.228.)

Na terceira estrofe, o eu lírico apresenta uma figura de linguagem como recurso estilístico na construção da mensagem:
Alternativas
Q2305992 Português
TEXTO I


MOTIVO


Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.


(MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra Poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. p.228.)

Considere o verso: “Eu canto porque o instante existe”. O vocábulo “instante” está relacionado
Alternativas
Q2305956 Português
“Se os macacos chegassem a sentir tédio, poderiam tornar-se gente.” (Goethe). Isso significa que:
Alternativas
Q2305758 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.

Texto 01


A teoria do flow: foco total no fluxo  

Ana Paula Puga 


            Quando estamos em flow, segundo Mihaly Csikszentmihalyi, desenvolvemos atividades que nos trazem prazer e chegamos mais perto da satisfação plena. Já observou uma criança brincando? Se sim, você deve ter notado como ela parece 100% envolvida no seu mundo imaginário, na fantasia que criou naquele momento do brincar. Ela nem vê o tempo passar. Parece nem escutar se alguém chamar. Ela cria personagens, histórias, cria saídas ultra mega fantásticas para as situações mais inimagináveis de sua história. 

            E você, já se pegou tão envolvido em uma atividade que nem percebeu o tempo passar? Nem ouvia as pessoas à sua volta e parecia que nada existia além de você e daquilo que estava fazendo? E era tão bom que, quando terminou, se pegou sorrindo, suspirando, olhando para si e para seu feito com aquele orgulho do bem! Tem pessoas que se percebem assim quando cozinham, quando escrevem, quando desenham, quando estão montando um quebra-cabeças, pintando, restaurando um móvel, fazendo uma planilha...

            Pois é, este é o estado de flow. Flow – que poderia ser definido como um estado subjetivo em que o sujeito experimenta uma entrega total na atividade desempenhada. No estado de flow (ou fluxo), há um envolvimento tão intenso com a tarefa que a sua realização promove grande satisfação.

            Se o desafio é grande e me percebo com pouca habilidade para resolvê-lo, sinto ansiedade. Se tenho pouca habilidade para lidar com certa situação, mas não me sinto desafiado, surge uma sensação de apatia. Ou ainda se me percebo hábil, mas sem desafios, relaxo, permaneço ali na zona de conforto. Mas não é nem ansiedade, nem apatia, muito menos a estagnação que nos leva a experimentar felicidade e satisfação, seja no trabalho, seja em relacionamentos, seja na vida como um todo.

            Então, como experimentar mais felicidade e satisfação no meu dia a dia, em casa ou no trabalho? A resposta é: desenvolva novas habilidades ou crie oportunidades novas e desafiadoras. Sim, é o que você leu. A escolha é minha, é sua, é nossa, de criar esses momentos. De sair da posição de vítima para protagonistas do que queremos.

            É isso o que há em comum entre as pessoas que vivem momentos de flow e, por consequência, se dizem felizes e satisfeitas com suas vidas. Elas sabem aproveitar cada situação como uma oportunidade de colocar suas habilidades em prática ou adquirirem novas, e desafiarem-se.

            Sim, é o que afirma Mihaly Csikszentmihalyi, psicólogo húngaro, doutor pela Universidade de Chicago e reconhecido no meio como uma das maiores autoridades em pesquisa no campo da Psicologia Positiva. “É por estar totalmente envolvido com cada detalhe de nossas vidas, seja bom ou ruim, que nós encontramos a felicidade, não tentando procurá-la diretamente.” Diz ele, sobre esse estado chamado flow. [...]

Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 28 set. 2023. Adaptado. 
Entre os recursos usados para a construção do texto, estão a
I - citação direta.
II - exemplificação.
III - função fática.
IV - interrogação.
V - citação indireta.
Estão CORRETAS as alternativas 
Alternativas
Q2305757 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.

Texto 01


A teoria do flow: foco total no fluxo  

Ana Paula Puga 


            Quando estamos em flow, segundo Mihaly Csikszentmihalyi, desenvolvemos atividades que nos trazem prazer e chegamos mais perto da satisfação plena. Já observou uma criança brincando? Se sim, você deve ter notado como ela parece 100% envolvida no seu mundo imaginário, na fantasia que criou naquele momento do brincar. Ela nem vê o tempo passar. Parece nem escutar se alguém chamar. Ela cria personagens, histórias, cria saídas ultra mega fantásticas para as situações mais inimagináveis de sua história. 

            E você, já se pegou tão envolvido em uma atividade que nem percebeu o tempo passar? Nem ouvia as pessoas à sua volta e parecia que nada existia além de você e daquilo que estava fazendo? E era tão bom que, quando terminou, se pegou sorrindo, suspirando, olhando para si e para seu feito com aquele orgulho do bem! Tem pessoas que se percebem assim quando cozinham, quando escrevem, quando desenham, quando estão montando um quebra-cabeças, pintando, restaurando um móvel, fazendo uma planilha...

            Pois é, este é o estado de flow. Flow – que poderia ser definido como um estado subjetivo em que o sujeito experimenta uma entrega total na atividade desempenhada. No estado de flow (ou fluxo), há um envolvimento tão intenso com a tarefa que a sua realização promove grande satisfação.

            Se o desafio é grande e me percebo com pouca habilidade para resolvê-lo, sinto ansiedade. Se tenho pouca habilidade para lidar com certa situação, mas não me sinto desafiado, surge uma sensação de apatia. Ou ainda se me percebo hábil, mas sem desafios, relaxo, permaneço ali na zona de conforto. Mas não é nem ansiedade, nem apatia, muito menos a estagnação que nos leva a experimentar felicidade e satisfação, seja no trabalho, seja em relacionamentos, seja na vida como um todo.

            Então, como experimentar mais felicidade e satisfação no meu dia a dia, em casa ou no trabalho? A resposta é: desenvolva novas habilidades ou crie oportunidades novas e desafiadoras. Sim, é o que você leu. A escolha é minha, é sua, é nossa, de criar esses momentos. De sair da posição de vítima para protagonistas do que queremos.

            É isso o que há em comum entre as pessoas que vivem momentos de flow e, por consequência, se dizem felizes e satisfeitas com suas vidas. Elas sabem aproveitar cada situação como uma oportunidade de colocar suas habilidades em prática ou adquirirem novas, e desafiarem-se.

            Sim, é o que afirma Mihaly Csikszentmihalyi, psicólogo húngaro, doutor pela Universidade de Chicago e reconhecido no meio como uma das maiores autoridades em pesquisa no campo da Psicologia Positiva. “É por estar totalmente envolvido com cada detalhe de nossas vidas, seja bom ou ruim, que nós encontramos a felicidade, não tentando procurá-la diretamente.” Diz ele, sobre esse estado chamado flow. [...]

Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 28 set. 2023. Adaptado. 
Um dos fatores que impedem o estado flow é o(a)  
Alternativas
Respostas
33821: A
33822: B
33823: D
33824: B
33825: A
33826: C
33827: B
33828: A
33829: D
33830: D
33831: C
33832: B
33833: A
33834: D
33835: B
33836: C
33837: B
33838: C
33839: E
33840: D