Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia a tirinha a seguir.

Disponível em:<https://www.pedrocordier.com/tag/calvin-e-haroldo/>. Acesso em: 30 out. 2023.
Na tira, a construção do efeito de ironia deve-se
Leia o Texto 1 para responder a questão.
Texto 1
Leia o Texto 1 para responder a questão.
Texto 1
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Meu filho, você não merece nada
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se
tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando
para virar gente grande, percebo que estamos diante da
geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais
despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades,
despreparada porque não sabe lidar com frustrações.
Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da
tecnologia, despreparada porque despreza o esforço.
Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas,
despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da
vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a
acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi
ensinada a criar a partir da dor.
BRUM, Eliane. Revista Época. Disponível em:<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca>
I - O termo “porém” insere, no primeiro período, uma ideia de adversidade.
II - O termo “fino”, na expressão “exercício fino”, assume o sentido de aguçado.
III - A frase “Irrecusável, não?” comprova o uso da função fática da linguagem.
IV - O termo “auscultar” foi usado com o significado de “escutar atentamente”.
V - O adjetivo em “estação mais artística de todas” foi elevado ao máximo grau.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 04

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura das falas que compõem o texto.
I - O termo “se”, na fala do médico, no primeiro quadro, insere nela uma ideia hipotética.
II - O advérbio “aqui” foi usado pelo médico com significado diferente do que foi entendido por Hagar.
III - A flexão no futuro do presente do indicativo do verbo “ficará” foi motivada pelo uso da expressão “se não mudar [...]”.
IV - No primeiro quadro, na fala do médico, as vírgulas intercalam uma oração subordinada adverbial condicional.
V - A forma verbal “vamos mudar”, na fala de Hagar, no segundo quadro, poderia ser substituída, com igual correção pela forma “mudaremos”, sem que haja alteração de sentido.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01

Disponível em: https://vidasimples.co/vida-emocional/primavera. Acesso em: 28 set. 2023. Adaptado.
Considerando o trecho “Porém, incentivou o ‘exercício fino’ de se auscultar os primeiros sinais da estação mais artística de todas. Irrecusável, não?” (linhas 3-4), analise as afirmativas a seguir.
I - O termo “porém” insere, no primeiro período, uma ideia de adversidade.
II - O termo “fino”, na expressão “exercício fino”, assume o sentido de aguçado.
III - A frase “Irrecusável, não?” comprova o uso da função fática da linguagem.
IV - O termo “auscultar” foi usado com o significado de “escutar atentamente”.
V - O adjetivo em “estação mais artística de todas” foi elevado ao máximo grau.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 03
Sobre a velhice
[...] Por oposição aos gerontologistas, que analisam a velhice como um processo biológico, eu estou interessado na velhice como um acontecimento estético. A velhice tem a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo. A juventude eterna, que é o padrão estético dominante em nossa sociedade, pertence à estética das manhãs. As manhãs têm uma beleza única, que lhes é própria. Mas o crepúsculo tem um outro tipo de beleza, totalmente diferente da beleza das manhãs. A beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa – talvez solitária. No crepúsculo, tomamos consciência do tempo. Nas manhãs, o céu é como um mar azul, imóvel. No crepúsculo, as cores se põem em movimento: o azul vira verde, o verde vira amarelo, o amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo – tudo rapidamente. Ao sentir a passagem do tempo, nos apercebemos que é preciso viver o momento intensamente. Tempus fugit – o tempo foge – portanto, carpe diem – colha o dia. [...]
Disponível em: https://www.pensador.com/autor/rubemalves/. Acesso em: 28 set. 2023.
Analise as afirmativas, tendo em vista a estrutura formal do texto.
I - Em “As manhãs têm uma beleza única [...]”, o verbo “têm” encontra-se no presente do indicativo e foi acentuado porque foi flexionado na terceira pessoa do plural, para concordar com o seu sujeito.
II - Em, “Nas manhãs, o céu é como um mar azul, imóvel”, a conjunção “como” foi usada para construir uma comparação subjetiva.
III - Em “As manhãs têm uma beleza única, que lhes é própria.”, o pronome oblíquo átono “lhes” encontra-se proclítico, porque a palavra “que” é atrativa.
IV - Em [...] o azul vira verde, o verde vira amarelo, o amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo [...]”, percebe-se que o artigo “o” substantiva vários adjetivos.
V - Em “Tempus fugit – o tempo foge – portanto, carpe diem – colha o dia.”, a conjunção “portanto” assume o valor semântico de explicação.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01
Jardins
Rubem Alves
[...] Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade. Dentro da casa os adultos estavam sempre vigiando: “Não mexa aí, não faça isso, não faça aquilo...” O Paraíso foi perdido quando Adão e Eva começaram a se vigiar. O inferno começa no olhar do outro que pede que eu preste contas. E como as crianças são seres paradisíacos, eu fugia para o jardim. Lá eu estava longe dos adultos. Eu podia ser eu mesmo. O jardim era o espaço da minha liberdade. As árvores eram minhas melhores amigas. A pitangueira, com seus frutinhos sem vergonha. Meu primeiro furto foi o furto de uma pitanga: “furto” – “fruto” – é só trocar uma letra.... Até mesmo inventei uma maquineta de roubar pitangas... Havia uma jabuticabeira que eu considerava minha, em especial. Fiz um rego à sua volta para que ela bebesse água todo dia. Jabuticabeiras regadas sempre florescem e frutificam várias vezes por ano. Na ocasião da florada era uma festa. O perfume das suas flores brancas é inesquecível. E vinham milhares de abelhas. No pé de nêspera eu fiz um balanço. Já disse que balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando? Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento. Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado! [...]
Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas/rubem_alves/. Acesso em: 28 set. 2023.
Analise as afirmativas, tendo em vista a estrutura de composição do texto 01.
I - Em “E como as crianças são seres paradisíacos, eu fugia para o jardim.”, o termo “paradisíacos” atribui às crianças uma característica negativa.
II - Em “Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade.”, o termo “menino” expressa uma circunstância de tempo.
III - Em “Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos.”, as frases interrogativas expressam, respectivamente, possível reação e opinião do interlocutor.
IV - Em “Têm medo do ridículo.”, o verbo “têm” foi empregado na terceira pessoa do plural para indicar uma ideia de indeterminação do ser sobre o qual a declaração é feita.
V - Em “A pitangueira, com seus frutinhos sem vergonha.”, o termo “sem vergonha” confere ao termo “frutinhos” um valor depreciativo.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01
Jardins
Rubem Alves
[...] Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade. Dentro da casa os adultos estavam sempre vigiando: “Não mexa aí, não faça isso, não faça aquilo...” O Paraíso foi perdido quando Adão e Eva começaram a se vigiar. O inferno começa no olhar do outro que pede que eu preste contas. E como as crianças são seres paradisíacos, eu fugia para o jardim. Lá eu estava longe dos adultos. Eu podia ser eu mesmo. O jardim era o espaço da minha liberdade. As árvores eram minhas melhores amigas. A pitangueira, com seus frutinhos sem vergonha. Meu primeiro furto foi o furto de uma pitanga: “furto” – “fruto” – é só trocar uma letra.... Até mesmo inventei uma maquineta de roubar pitangas... Havia uma jabuticabeira que eu considerava minha, em especial. Fiz um rego à sua volta para que ela bebesse água todo dia. Jabuticabeiras regadas sempre florescem e frutificam várias vezes por ano. Na ocasião da florada era uma festa. O perfume das suas flores brancas é inesquecível. E vinham milhares de abelhas. No pé de nêspera eu fiz um balanço. Já disse que balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando? Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento. Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado! [...]
Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas/rubem_alves/. Acesso em: 28 set. 2023.