Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 97.979 questões
“É uma hora da madrugada. Diante da porta de Maria, solteira, velha e fofoqueira de profissão, para um cavalheiro de alta estatura, abrigado por um grande casaco negro. A escuridão da noite de outono não permite distinguir nem o rosto nem as mãos do cavalheiro; mas só a sua maneira de tocar a campainha revela firmeza, seriedade e algo imponente.”
Sobre esse segmento textual, assinale a afirmativa correta.
Assinale a opção em que esse acréscimo está ligado de forma lógica ao aviso inicial.
Assinale a opção em que essa identificação está correta.
O que há em um nome?
Não vou dizer o meu nome de batismo. Aos 15 anos quis adotar o nome de Goldie. Mas desisti quando vi que havia uma porção de mulheres esquisitas chamadas Goldie. Então tive uma ideia brilhante: adotei o nome de Alma. Alma é um termo derivado do hebraico nephesh, que significa vida ou criatura, e também do latim animu, que significa “o que anima”. É um nome bonito, duvido que alguém o ache feio. Feio era o meu nome antigo. Não vou dizer qual era, de jeito nenhum.
Quando adotei o nome Alma, pintei os cabelos de louro. O dourado anima, simboliza vibração elevada, vigor, inteligência superior e nobreza. É a cor da opulência, da luz e da prosperidade. Traz charme e constrói confiança, dá poder, persuasão, energia e inteligência. Senti isso tudo olhando o meu rosto no espelho.
Mas os clientes não gostavam.
“Alma?”, disse um deles. “Posso chamar você de Mimi?”
“Mimi, Mimi?!”, gritei. “Ponha-se daqui para fora.”
Dona Erotildes me chamou.
“Genoveva”, ela disse.
“Pelo amor de Deus, dona Erotildes, não me chame por esse nome”, pedi.
“Mas é o seu nome.”
“Não, não, não, eu já o abandonei há muito tempo.”
“Quero saber por que você brigou com o cliente.”
“Ele me chamou de Mimi.”
“Mas Alma não dá, você não pode trabalhar aqui com esse nome. Alma? Isso não é nome de gente. Outra coisa, você é uma mulher bonita, a mais bonita de todas, mas é a que tem menos clientes. Quando ouvem o nome Alma eles desistem. Olha, Genoveva, temos que mudar o seu nome.”
“Pelo amor de Deus, não me chame de Genoveva.”
“Está bem. Anda, vamos escolher um nome para você.”
Ficaram meia hora vendo nomes. Nenhum foi aceito por nenhuma das duas.
Finalmente dona Erotildes deu um soco na mesa.
“Já decidi. O seu nome vai ser Mimi. É um nome bonito, agradável, sensual, fácil de memorizar. Mimi, seu nome vai ser Mimi.”
“Mimi não, por favor.”
“Será Mimi, ou então vou mandar você embora.”
Mimi chorou muito. Seus olhos chegaram a inchar. Mas acabou se conformando.
E então, no lupanar de dona Erotildes, a Mimi passou a ser a mais solicitada.
Nome? O que há em um nome?
FONSECA, Rubem. O que há em um nome? In: ______. Histórias curtas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
Glossário:
lupanar: substantivo masculino Casa de prostituição. = ALCOUCE, BORDEL, PROSTÍBULO ("lupanar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2023, https://dicionario.priberam.org/lupanar.)
De acordo com o texto,
Beijo
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
SENA, Jorge de. Beijo. Disponível em:
https://www.escritas.org/pt/t/1601/beijo
Segundo esse poema, o beijo

LEITE, Will. Anésia #721. 18 de novembro de 2023.
Leia o texto a seguir.

McGRATH, Matt; POYNTING, Mark. É
'praticamente certo' que 2023 será o ano mais quente já
registrado, indicam novos dados. BBC Brasil, 08 de
novembro de 2023.
De acordo com esse texto,
LEITE, Will. Eu tô na fila certa? 12 de novembro de 2023.
Nessa tirinha, pode-se inferir que
“A moça chegou com sapatinho baixo, saia curta, cabelos lisos castanhos arrumados em rabo-de-cavalo, sorriu dentes branquinhos muito pequenos, como de primeira dentição, e falou o senhor me deixa telefonar? de maneira inescapável.
O homem da caixa registradora estava olhando o movimento do bar, tomando conta de maneira meio preguiçosa, sem fixar muito os olhos no que o rapaz do balcão já havia servido aos dois fregueses silenciosos, demorando-os mais no bêbado que balançava-se à porta do botequim ameaçando entrar e afinal parando-os no recheio da blusinha preta sem mangas que estava à sua frente, o que o fez despertar completamente com um e a senhora o que é?
A moça constatou contrariada que havia desperdiçado a primeira carga de charme e mostrou novamente seus pequeninos dentes, agora fazendo a precisadinha urgente, dizendo eu posso telefonar? com ar de quem entrega ao outro todas as esperanças.
O homem falou pois não e levantou a mão meio gorda do teclado da caixa registradora, abaixou-a olhando para o bêbado que subia o degrau da porta, retirou de uma prateleira debaixo da registradora um telefone preto onde ainda estava gravado no meio do disco o selo da antiga Companhia Telefônica Brasileira e empurrou-o para a moça dizendo não demore por favor que já vamos fechar.
A moça tirou o fone do gancho e murmurou baixinho putz, sopesou ostensivamente o aparelho e disse bajuladora pesadinho hein? O homem sorriu atingido pela seta da lisonja dizendo éééé antigo. A moça levou o fone ao ouvido e discou 277281 com um dedo bem tratado de unha lilás.
O homem da caixa tirou os olhos do dedo, pegou um lápis enganchado na orelha direita e anotou a milhar explicando é pra o bicho, não se importando se a moça ouvia ou não e devolveu o lápis à orelha enquanto olhava o bêbado que navegava agora à beira do balcão.
A moça falou quer fazer o favor de chamar o Otacílio e ficou esperando. [...]
ÂNGELO, Ivan. Bar. In: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. São Paulo: Objetiva, 2009
Percebe-se, nesse trecho, que

VIDA DE SUPORTE. Aliviar o estresse.
Foram estratégias adotadas para a representação do estresse nessa tirinha, EXCETO:
A reescritura da passagem acima que produz desvio em relação à norma padrão é:
No fragmento acima, a posição do elemento “Em 2020” gera ambiguidade não intencional. Para eliminá-la, o texto deve ser reorganizado.
Dentre as alternativas abaixo, a única que elimina a ambiguidade indesejada e, ao mesmo tempo, expressa adequadamente o significado pretendido com a passagem original é:
A alternativa em que essa reescritura acarreta redução do grau de formalidade em relação ao texto original é:
A palavra “ainda” tem múltiplos significados. A alternativa em que esse elemento é usado com significado idêntico ao que ele apresenta na passagem acima é:
Por ser uma notícia de divulgação científica, o texto 1 apresenta, predominantemente, a função referencial da linguagem.
Na passagem acima, no entanto, a palavra sublinhada revela a presença da função:
A única passagem em que o(s) elemento(s) sublinhado(s) NÃO desempenha(m) essa função é:
Essas duas passagens estão corretamente identificadas em:
A “‘creche’ de dinossauros” referida no título do texto 1 é um sítio paleontológico recém-descoberto.
A passagem do texto que explica por que esse sítio foi apelidado de “creche” é:
Embora os modos de organização predominantes no texto 1 sejam a narração e a exposição, a passagem acima, localizada no 9º parágrafo, tem caráter argumentativo.
Em relação à estrutura interna dessa passagem, é correto afirmar que seus três períodos correspondem, respectivamente, aos seguintes elementos da argumentação: