Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 97.988 questões

Q2338072 Português
Texto

Automóvel: Sociedade Anônima

(Paulo Mendes Campos)

    Se você quiser, compre um carro; é um conforto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo.

    Com o carro, você está ampliando seriamente a economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc.

    Já na compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...] 

    Você já pode ir vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você.

    Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores, olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de francopuxadores. [...]
A partir da leitura atenta do texto, conclui-se que seu título cumpre um papel irônico uma vez que:
Alternativas
Q2337935 Português
O Texto IV serve de base para responder a questão.

TEXTO IV

Curso Superior

O meu medo é entrar na faculdade e tirar zero eu que nunca fui bom de matemática fraco no inglês eu que nunca gostei de química geografia e português o que é que eu faço agora hein mãe não sei.

O meu medo é o preconceito e o professor ficar me perguntando o tempo inteiro por que eu não passei por que eu não passei por que eu não passei por que fiquei olhando aquela loira gostosa o que é que eu faço se ela me der bola hein mãe não sei.

O meu medo é a loira gostosa ficar grávida e eu não sei como a senhora vai receber a loira gostosa lá em casa se a senhora disse um dia que eu devia olhar bem para a minha cara antes de chegar aqui com uma namorada hein mãe não sei.

O meu medo também é do pai da loira gostosa e da mãe da loira gostosa e do irmão da loira gostosa no dia em que a loira gostosa me apresentar para a família como o homem da sua vida será que é verdade será que isso é felicidade hein mãe não sei.

O meu medo é a situação piorar e eu não conseguir arranjar emprego nem de faxineiro nem de porteiro nem de ajudante de pedreiro e o pessoal dizer que o governo já fez o que pôde já pôde o que fez já deu a sua cota de participação hein mãe não sei. 

O meu medo é que mesmo com diploma debaixo do braço andando por aí desiludido e desempregado o policial me olhe de cara feia e eu acabe fazendo uma burrice sei lá uma besteira será que vou ter direito a uma cela especial hein mãe não sei.

Fonte: FREIRE, Marcelino. Contos Negreiros. Rio de Janeiro: Record, 2020.
Leia a passagem e analise as assertivas: “O meu medo também é do pai da loira gostosa e da mãe da loira gostosa e do irmão da loira gostosa no dia em que a loira gostosa me apresentar para a familia...”
I. A passagem, juntamente com as demais partes do texto que apresentam redundância, tem por intenção especialmente caracterizar a deficiência linguística da personagem. 
Il. A ausência total de pontuação no discurso da personagem denuncia a falta de escolaridade suficiente para cursar uma faculdade.
IIl. Tanto a pontuação inexistente quanto os sinais de redundância sinalizam exclusivamente o contexto de produção discursiva da personagem, no caso, uma conversa informal com a mãe.
IV. A ausência de sinais de pontuação somada às redundâncias sinalizam especificamente a sensação de medo que a personagem tem diante da possibilidade de não aceitação de si pela família da “loira” devido a questões raciais.
Assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q2337933 Português
O Texto IV serve de base para responder a questão.

TEXTO IV

Curso Superior

O meu medo é entrar na faculdade e tirar zero eu que nunca fui bom de matemática fraco no inglês eu que nunca gostei de química geografia e português o que é que eu faço agora hein mãe não sei.

O meu medo é o preconceito e o professor ficar me perguntando o tempo inteiro por que eu não passei por que eu não passei por que eu não passei por que fiquei olhando aquela loira gostosa o que é que eu faço se ela me der bola hein mãe não sei.

O meu medo é a loira gostosa ficar grávida e eu não sei como a senhora vai receber a loira gostosa lá em casa se a senhora disse um dia que eu devia olhar bem para a minha cara antes de chegar aqui com uma namorada hein mãe não sei.

O meu medo também é do pai da loira gostosa e da mãe da loira gostosa e do irmão da loira gostosa no dia em que a loira gostosa me apresentar para a família como o homem da sua vida será que é verdade será que isso é felicidade hein mãe não sei.

O meu medo é a situação piorar e eu não conseguir arranjar emprego nem de faxineiro nem de porteiro nem de ajudante de pedreiro e o pessoal dizer que o governo já fez o que pôde já pôde o que fez já deu a sua cota de participação hein mãe não sei. 

O meu medo é que mesmo com diploma debaixo do braço andando por aí desiludido e desempregado o policial me olhe de cara feia e eu acabe fazendo uma burrice sei lá uma besteira será que vou ter direito a uma cela especial hein mãe não sei.

Fonte: FREIRE, Marcelino. Contos Negreiros. Rio de Janeiro: Record, 2020.
O texto de Marcelino Freire apresenta uma personagem carregada de dúvidas acerca da possibilidade de frequentar o ensino de nível superior. Sobre o texto, é correto afirmar que:
I. A personagem tem receio exclusivamente da sua competência para adentrar o nível superior, já que seria admitido via programa de cotas raciais.
Il. O medo que perpassa a personagem atravessa sua possível incompetência para acompanhar a aprendizagem na faculdade e recai, sobretudo, na sua condição racial.
IIl. A personagem tem inúmeros questionamentos e se sente insegura em vários pontos, entre eles, o de ser desprezada pela “loira”, ou seja, a mulher desejada, pelo fato de ser negro.
IV. A personagem não apresenta perspectiva de que sua entrada na faculdade possa dar certo, seja porque não se considera boa nos estudos, seja pela questão racial. Assim, apresenta apenas pensamentos negativos em relação a sua estada no ensino superior.
Assinale a opção CORRETA: 
Alternativas
Q2337931 Português
O Texto IIl serve de base para responder à questão.

TEXTO Ill

Papos

- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo? - Também não. O que vocé ia me dizer?
- Que vocé está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se vocé não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe
. Mato vocé. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esquega-o e para-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se vocé prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? llumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, esta bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por que? 
 - Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

Luiz Fernando Verissimo.

Disponivel em: https://www.pensador.com/frase/NzIwMzEy/. Acesso em: 13 abr. 2023.
Sobre o Texto III, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2337731 Português
Precisamos Ensinar Nossos Alunos a Falar


Por que não temos líderes no Brasil que nos motivem para um futuro promissor?


Por que não temos bons professores?


Por que nossos poucos cientistas não falam em público e não são mais úteis e conhecidos?


Porque dos 6 aos 22 anos, no nosso sistema estatal de educação, nós ensinamos a Ler, Escrever, Reler e Decorar.


Falar, Convencer, Inspirar, Debater e Rebater com propriedade, simplesmente não é ensinado nem diariamente treinado. Quem fala é sempre o Professor.


A neuropedagogia mostra que as sinapses utilizadas para falar são totalmente diferentes das sinapses para ouvir.


O fato de que você memorizou algo, nunca significa que saberá falar algo com propriedade.


Gastamos verdadeiras fortunas em aulas de inglês, aprendemos a ler e escrever, mas ninguém consegue falar.


Muito menos expor uma ideia nova para um investidor, fazer um discurso na ONU ou negociar um acordo favorável para o Brasil.


Ensinar a falar é tão demorado quanto ensinar a ler e escrever ou mais, mas nada fazemos.


Aprender a Falar em público com clareza, com consistência, repetindo os pontos chaves, convencendo o outro que suas ideias funcionam, responder as perguntas feitas, simplesmente não é ensinado.


Falar para uma plateia de 5.000 pessoas, o que muitos poucos brasileiros sabiam fazer, foi sorte minha.


Aprendi a falar e expor ideias na Harvard Business School onde há 100 anos nos treinam todo dia a solucionar problemas reais, a expor e convencer nossos colegas de nossas soluções, e refutar delicadamente opiniões contrárias.


Todo santo dia.


O professor somente falava nos últimos 10 minutos da aula.


Normalmente apontando o que havíamos esquecido de analisar, elogiando um aluno ou outro.


Por isso no nosso ensino não resolvemos nada, muito menos implantamos nossos grandes problemas nacionais porque ninguém explica direito, porque ninguém entende direito, e assim nada é solucionado.


Só ouvido.


Não temos os famosos debates de pontos de vistas diferentes na USP, Unicamp, Brasília, PUC como em Stanford, Oxford e Harvard.


Temos um sistema educacional voltado a Ouvir, como em todo regime antidemocrático.


Onde o aluno precisa repetir ou obedecer o que foi dito.


Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/precisamos-ensinarnossos-alunos-a-falar/
Os verbos que, na concepção do articulista, enfatizam a passividade dos discentes no nosso sistema educacional são:
Alternativas
Q2337730 Português
Precisamos Ensinar Nossos Alunos a Falar


Por que não temos líderes no Brasil que nos motivem para um futuro promissor?


Por que não temos bons professores?


Por que nossos poucos cientistas não falam em público e não são mais úteis e conhecidos?


Porque dos 6 aos 22 anos, no nosso sistema estatal de educação, nós ensinamos a Ler, Escrever, Reler e Decorar.


Falar, Convencer, Inspirar, Debater e Rebater com propriedade, simplesmente não é ensinado nem diariamente treinado. Quem fala é sempre o Professor.


A neuropedagogia mostra que as sinapses utilizadas para falar são totalmente diferentes das sinapses para ouvir.


O fato de que você memorizou algo, nunca significa que saberá falar algo com propriedade.


Gastamos verdadeiras fortunas em aulas de inglês, aprendemos a ler e escrever, mas ninguém consegue falar.


Muito menos expor uma ideia nova para um investidor, fazer um discurso na ONU ou negociar um acordo favorável para o Brasil.


Ensinar a falar é tão demorado quanto ensinar a ler e escrever ou mais, mas nada fazemos.


Aprender a Falar em público com clareza, com consistência, repetindo os pontos chaves, convencendo o outro que suas ideias funcionam, responder as perguntas feitas, simplesmente não é ensinado.


Falar para uma plateia de 5.000 pessoas, o que muitos poucos brasileiros sabiam fazer, foi sorte minha.


Aprendi a falar e expor ideias na Harvard Business School onde há 100 anos nos treinam todo dia a solucionar problemas reais, a expor e convencer nossos colegas de nossas soluções, e refutar delicadamente opiniões contrárias.


Todo santo dia.


O professor somente falava nos últimos 10 minutos da aula.


Normalmente apontando o que havíamos esquecido de analisar, elogiando um aluno ou outro.


Por isso no nosso ensino não resolvemos nada, muito menos implantamos nossos grandes problemas nacionais porque ninguém explica direito, porque ninguém entende direito, e assim nada é solucionado.


Só ouvido.


Não temos os famosos debates de pontos de vistas diferentes na USP, Unicamp, Brasília, PUC como em Stanford, Oxford e Harvard.


Temos um sistema educacional voltado a Ouvir, como em todo regime antidemocrático.


Onde o aluno precisa repetir ou obedecer o que foi dito.


Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/precisamos-ensinarnossos-alunos-a-falar/
Fica claro no texto que a preocupação eminente de seu autor é: 
Alternativas
Q2337729 Português
Precisamos Ensinar Nossos Alunos a Falar


Por que não temos líderes no Brasil que nos motivem para um futuro promissor?


Por que não temos bons professores?


Por que nossos poucos cientistas não falam em público e não são mais úteis e conhecidos?


Porque dos 6 aos 22 anos, no nosso sistema estatal de educação, nós ensinamos a Ler, Escrever, Reler e Decorar.


Falar, Convencer, Inspirar, Debater e Rebater com propriedade, simplesmente não é ensinado nem diariamente treinado. Quem fala é sempre o Professor.


A neuropedagogia mostra que as sinapses utilizadas para falar são totalmente diferentes das sinapses para ouvir.


O fato de que você memorizou algo, nunca significa que saberá falar algo com propriedade.


Gastamos verdadeiras fortunas em aulas de inglês, aprendemos a ler e escrever, mas ninguém consegue falar.


Muito menos expor uma ideia nova para um investidor, fazer um discurso na ONU ou negociar um acordo favorável para o Brasil.


Ensinar a falar é tão demorado quanto ensinar a ler e escrever ou mais, mas nada fazemos.


Aprender a Falar em público com clareza, com consistência, repetindo os pontos chaves, convencendo o outro que suas ideias funcionam, responder as perguntas feitas, simplesmente não é ensinado.


Falar para uma plateia de 5.000 pessoas, o que muitos poucos brasileiros sabiam fazer, foi sorte minha.


Aprendi a falar e expor ideias na Harvard Business School onde há 100 anos nos treinam todo dia a solucionar problemas reais, a expor e convencer nossos colegas de nossas soluções, e refutar delicadamente opiniões contrárias.


Todo santo dia.


O professor somente falava nos últimos 10 minutos da aula.


Normalmente apontando o que havíamos esquecido de analisar, elogiando um aluno ou outro.


Por isso no nosso ensino não resolvemos nada, muito menos implantamos nossos grandes problemas nacionais porque ninguém explica direito, porque ninguém entende direito, e assim nada é solucionado.


Só ouvido.


Não temos os famosos debates de pontos de vistas diferentes na USP, Unicamp, Brasília, PUC como em Stanford, Oxford e Harvard.


Temos um sistema educacional voltado a Ouvir, como em todo regime antidemocrático.


Onde o aluno precisa repetir ou obedecer o que foi dito.


Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/precisamos-ensinarnossos-alunos-a-falar/
O tipo textual predominante responsável pela composição do texto é o:
Alternativas
Q2337728 Português
Precisamos Ensinar Nossos Alunos a Falar


Por que não temos líderes no Brasil que nos motivem para um futuro promissor?


Por que não temos bons professores?


Por que nossos poucos cientistas não falam em público e não são mais úteis e conhecidos?


Porque dos 6 aos 22 anos, no nosso sistema estatal de educação, nós ensinamos a Ler, Escrever, Reler e Decorar.


Falar, Convencer, Inspirar, Debater e Rebater com propriedade, simplesmente não é ensinado nem diariamente treinado. Quem fala é sempre o Professor.


A neuropedagogia mostra que as sinapses utilizadas para falar são totalmente diferentes das sinapses para ouvir.


O fato de que você memorizou algo, nunca significa que saberá falar algo com propriedade.


Gastamos verdadeiras fortunas em aulas de inglês, aprendemos a ler e escrever, mas ninguém consegue falar.


Muito menos expor uma ideia nova para um investidor, fazer um discurso na ONU ou negociar um acordo favorável para o Brasil.


Ensinar a falar é tão demorado quanto ensinar a ler e escrever ou mais, mas nada fazemos.


Aprender a Falar em público com clareza, com consistência, repetindo os pontos chaves, convencendo o outro que suas ideias funcionam, responder as perguntas feitas, simplesmente não é ensinado.


Falar para uma plateia de 5.000 pessoas, o que muitos poucos brasileiros sabiam fazer, foi sorte minha.


Aprendi a falar e expor ideias na Harvard Business School onde há 100 anos nos treinam todo dia a solucionar problemas reais, a expor e convencer nossos colegas de nossas soluções, e refutar delicadamente opiniões contrárias.


Todo santo dia.


O professor somente falava nos últimos 10 minutos da aula.


Normalmente apontando o que havíamos esquecido de analisar, elogiando um aluno ou outro.


Por isso no nosso ensino não resolvemos nada, muito menos implantamos nossos grandes problemas nacionais porque ninguém explica direito, porque ninguém entende direito, e assim nada é solucionado.


Só ouvido.


Não temos os famosos debates de pontos de vistas diferentes na USP, Unicamp, Brasília, PUC como em Stanford, Oxford e Harvard.


Temos um sistema educacional voltado a Ouvir, como em todo regime antidemocrático.


Onde o aluno precisa repetir ou obedecer o que foi dito.


Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/precisamos-ensinarnossos-alunos-a-falar/
A configuração do texto permite-nos classificálo corretamente como pertencente ao gênero:
Alternativas
Q2337727 Português
Precisamos Ensinar Nossos Alunos a Falar


Por que não temos líderes no Brasil que nos motivem para um futuro promissor?


Por que não temos bons professores?


Por que nossos poucos cientistas não falam em público e não são mais úteis e conhecidos?


Porque dos 6 aos 22 anos, no nosso sistema estatal de educação, nós ensinamos a Ler, Escrever, Reler e Decorar.


Falar, Convencer, Inspirar, Debater e Rebater com propriedade, simplesmente não é ensinado nem diariamente treinado. Quem fala é sempre o Professor.


A neuropedagogia mostra que as sinapses utilizadas para falar são totalmente diferentes das sinapses para ouvir.


O fato de que você memorizou algo, nunca significa que saberá falar algo com propriedade.


Gastamos verdadeiras fortunas em aulas de inglês, aprendemos a ler e escrever, mas ninguém consegue falar.


Muito menos expor uma ideia nova para um investidor, fazer um discurso na ONU ou negociar um acordo favorável para o Brasil.


Ensinar a falar é tão demorado quanto ensinar a ler e escrever ou mais, mas nada fazemos.


Aprender a Falar em público com clareza, com consistência, repetindo os pontos chaves, convencendo o outro que suas ideias funcionam, responder as perguntas feitas, simplesmente não é ensinado.


Falar para uma plateia de 5.000 pessoas, o que muitos poucos brasileiros sabiam fazer, foi sorte minha.


Aprendi a falar e expor ideias na Harvard Business School onde há 100 anos nos treinam todo dia a solucionar problemas reais, a expor e convencer nossos colegas de nossas soluções, e refutar delicadamente opiniões contrárias.


Todo santo dia.


O professor somente falava nos últimos 10 minutos da aula.


Normalmente apontando o que havíamos esquecido de analisar, elogiando um aluno ou outro.


Por isso no nosso ensino não resolvemos nada, muito menos implantamos nossos grandes problemas nacionais porque ninguém explica direito, porque ninguém entende direito, e assim nada é solucionado.


Só ouvido.


Não temos os famosos debates de pontos de vistas diferentes na USP, Unicamp, Brasília, PUC como em Stanford, Oxford e Harvard.


Temos um sistema educacional voltado a Ouvir, como em todo regime antidemocrático.


Onde o aluno precisa repetir ou obedecer o que foi dito.


Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/precisamos-ensinarnossos-alunos-a-falar/
É notório que o texto pertence ao domínio discursivo: 
Alternativas
Q2337510 Português
Leia o fragmento a seguir.
Fui para o seminário. Poupa-me as outras despedidas. Minha mãe apertava-me ao peito. Prima Justina suspirava. Talvez chorasse mal ou nada. Há pessoas a quem as lágrimas não acodem logo nem nunca; diz-se que padecem mais que as outras.
Machado de Assis. Dom Casmurro. Rio de Janeiro. Livraria Garnier. 1ª ed. 1899.
Esse fragmento textual deve ser classificado como 
Alternativas
Q2337508 Português
Leia o texto argumentativo a seguir.
Os brasileiros são preguiçosos e detestam o trabalho constante, como a maioria dos latino-americanos.
Sobre a estruturação desse texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2337507 Português
Nas frases a seguir, a expressão sublinhada foi substituída por um vocábulo de mesmo significado, formado com a ajuda de um prefixo.
Assinale a opção em que essa substituição foi feita de forma correta. 
Alternativas
Q2337506 Português
Abaixo estão quatro pares de frases com uma formulação muito próxima; assinale a opção que apresenta o par em que, apesar da diferente formulação, o significado das frases é idêntico.
Alternativas
Q2337505 Português
Imagem associada para resolução da questão
Uma crônica do célebre escritor Stanislaw Ponte Preta, intitulada Vamos acabar com essa folga, começa com o seguinte parágrafo:
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.
Quanto ao modo de organização discursiva e aos componentes desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2337504 Português
Leia o trecho a seguir.

Nasci na taba duma tribo tupinambá. Sei que foi numa meia-noite clara. Fazia luar. Minha mãe viu que eu era magro e feio. Ticou triste, mas não disse nada. Meu pai resmungou: - Filho fraco. Não presta para a guerra!

VERÍSSIMO, Érico. Aventuras de Tibicuera. Companhia das Letras. São Paulo. 2015.

Sobre os componentes desse fragmento textual, assinale a afirmativa que apresenta a observação incorreta.
Alternativas
Q2337420 Português
Assinale a opção que apresenta a frase que mostra uma contradição interna. 
Alternativas
Q2337418 Português
Uma receita tradicional de bolo é exemplo clássico de texto 
Alternativas
Q2337415 Português

Leia o fragmento a seguir.



Rubião fitava a enseada, — eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.


Machado de Assis. Quincas Borba. São Paulo. Ed. Ática. 1988. 



No primeiro parágrafo do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, o narrador do romance, mostra-se como 

Alternativas
Q2337414 Português

Leia o trecho a seguir. 



A segunda edição deste livro acabou mais depressa que a primeira. Aqui sai ele em terceira, sem outra alteração além da emenda de alguns erros tipográficos, tais e tão poucos que, ainda conservados, não encobririam o sentido.


Um amigo e confrade ilustre tem teimado comigo para que dê a este livro o seguimento de outro. “Com as Memórias Póstumas de Brás Cubas, donde este proveio, fará você uma trilogia, e a Sofia de Quincas Borba ocupará exclusivamente a terceira parte.  Algum tempo cuidei que podia ser, mas relendo agora estas páginas concluo que não. A Sofia está aqui toda. Continuá-la seria repeti-la, e acaso repetir o mesmo seria pecado. Creio que foi assim que me tacharam este e alguns outros dos livros que vim compondo pelo tempo fora no silêncio da minha vida. Vozes houve, generosas e fortes, que então me defenderam; já lhes agradeci em particular; agora o faço cordial e publicamente.


Machado de Assis. Quincas Borba. São Paulo. Ed. Ática. 1988. 



A principal finalidade desta “introdução” é 

Alternativas
Q2337413 Português

Leia fragmento textual a seguir.



A administração Clinton decidiu ontem, o que parecem ser os preparativos finais para uma eventual invasão do Haiti e, em meio da crescente oposição popular e da oposição republicana, enviar às costas desse paupérrimo país caribenho dois porta-aviões.



A seguir estão quatro conselhos para quem deseja redigir bem; assinale a opção que apresenta o conselho inaplicável a esse segmento por não mostrar o problema apontado. 

Alternativas
Respostas
33041: D
33042: E
33043: D
33044: D
33045: B
33046: C
33047: E
33048: D
33049: B
33050: C
33051: B
33052: A
33053: D
33054: A
33055: D
33056: D
33057: D
33058: A
33059: B
33060: D