Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2208681 Português
Leia o texto para responder à questão.

OIT: desigualdades de gênero no emprego
são maiores do que se pensava

        Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que as diferenças entre os gêneros no acesso ao emprego e às condições de trabalho são maiores do que se pensava anteriormente. Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego. Por esse motivo, ele reflete um quadro muito mais sombrio da situação das mulheres no mundo do trabalho do que a taxa de desemprego mais comumente usada. O documento “Novos dados esclarecem as diferenças de gênero no mercado de trabalho”, indica que 15% das mulheres em idade produtiva em todo o mundo gostariam de trabalhar, mas não têm emprego, em comparação com 10,5% dos homens.

        A lacuna de postos de trabalho é particularmente grave nos países em desenvolvimento, onde a proporção de mulheres incapazes de encontrar uma vaga chega a 24,9% nos países de baixa renda. A taxa correspondente para os homens na mesma categoria é de 16,6%, um nível preocupantemente alto, mas significativamente inferior ao das mulheres.

        A análise aponta que as responsabilidades pessoais e familiares, incluindo o trabalho de cuidados não remunerado, afetam desproporcionalmente as mulheres. Essas atividades se tornam um impedimento não apenas para uma contratação, mas também para procurar emprego ativamente ou para estarem disponíveis para trabalhos de última hora.

(ONU News. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/ 2023/03/1810927. Adaptado)
Há palavra empregada em sentido figurado na seguinte alternativa:
Alternativas
Q2208680 Português
Leia o texto para responder à questão.

OIT: desigualdades de gênero no emprego
são maiores do que se pensava

        Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que as diferenças entre os gêneros no acesso ao emprego e às condições de trabalho são maiores do que se pensava anteriormente. Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego. Por esse motivo, ele reflete um quadro muito mais sombrio da situação das mulheres no mundo do trabalho do que a taxa de desemprego mais comumente usada. O documento “Novos dados esclarecem as diferenças de gênero no mercado de trabalho”, indica que 15% das mulheres em idade produtiva em todo o mundo gostariam de trabalhar, mas não têm emprego, em comparação com 10,5% dos homens.

        A lacuna de postos de trabalho é particularmente grave nos países em desenvolvimento, onde a proporção de mulheres incapazes de encontrar uma vaga chega a 24,9% nos países de baixa renda. A taxa correspondente para os homens na mesma categoria é de 16,6%, um nível preocupantemente alto, mas significativamente inferior ao das mulheres.

        A análise aponta que as responsabilidades pessoais e familiares, incluindo o trabalho de cuidados não remunerado, afetam desproporcionalmente as mulheres. Essas atividades se tornam um impedimento não apenas para uma contratação, mas também para procurar emprego ativamente ou para estarem disponíveis para trabalhos de última hora.

(ONU News. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/ 2023/03/1810927. Adaptado)
A partir dos dados publicados no relatório da OIT, é possível concluir que
Alternativas
Q2208678 Português
Leia o texto para responder à questão.

Flor-de-maio

        Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.

        Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

        Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

        No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa: no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de-maio”.

        Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.

(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado)
Considere os trechos a seguir.
•  Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever... (2º parágrafo)
•  Se entre vós houver essa criatura, ... então eu vos direi que nem tudo está perdido... (5º parágrafo)

Os vocábulos em destaque expressam, respectivamente, os sentidos de
Alternativas
Q2208675 Português
Leia o texto para responder à questão.

Flor-de-maio

        Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.

        Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

        Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

        No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa: no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de-maio”.

        Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.

(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado)
O trecho – No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém... (4º parágrafo) – pode ser assim reescrito, em conformidade com a norma-padrão de regência e emprego dos pronomes relativos:
Alternativas
Q2208674 Português
Leia o texto para responder à questão.

Flor-de-maio

        Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.

        Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

        Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

        No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa: no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de-maio”.

        Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.

(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado)
A respeito das reflexões feitas pelo autor no texto, é correto afirmar que ele
Alternativas
Q2208673 Português
Leia o texto para responder à questão.

Flor-de-maio

        Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.

        Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

        Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

        No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa: no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de-maio”.

        Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.

(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado)
A partir da leitura da crônica, é correto afirmar que a notícia sobre o desabrochar da flor-de-maio
Alternativas
Q2208671 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bill Watterson. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin e Haroldo, 2010)

No contexto em que foram empregados, os vocábulos “iminência” e “desmantelar” possuem como sinônimos, respectivamente:
Alternativas
Q2208670 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bill Watterson. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin e Haroldo, 2010)

A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor deriva principalmente do fato de que 
Alternativas
Q2208545 Português
O conceito de natureza constitui um dos pilares através do qual os homens erguem as suas relações sociais, sua produção material e espiritual, enfim, a sua cultura. Dessa forma, é fundamental que reflitamos e analisemos como foi e como é concebida a natureza na nossa sociedade, o que tem servido como um dos suportes para o modo como produzimos e vivemos que tantos problemas nos têm causado e contra o qual constituímos o movimento ecológico
(Vargas, Observatorium Revista Eletrônica de Geografia, 2019. Adaptado)
A partir do texto, conclui-se que o conceito de natureza é
Alternativas
Q2207686 Português
Direitos humanos à mesa

     A cadeia de produção de alimentos que se delineou a partir da década de 1980 se caracteriza pela interconexão entre empresas produtoras de sementes, químicas e de biotecnologias agrícolas. Isso permite que empresas desenvolvam, fabriquem e distribuam sementes geneticamente modificadas, que costumam ser quimicamente dependentes do uso de pesticidas. Nesse sentido, é como dizer que "se compra o pacote todo", porque os produtos não são vendidos separadamente.
     Quando as sementes são geneticamente modificadas, a sua produção inclui diversos atores, como as empresas provedoras dos traits (características genéticas) que concedem licenças para as novas características de modificação genética, as grandes empresas que utilizam essas sementes, mas que podem também desenvolver as suas sementes proprietárias, e, finalmente, outras empresas de sementes que desenvolvem variedades distintas e adaptáveis _______ diferentes condições climáticas e de solo.
       Assim, ainda na primeira etapa da cadeia de produção de alimentos — a dos insumos agrícolas —, a semente que é cultivada aqui no Brasil está necessariamente relacionada _______ indústria global de tecnologias bioquímicas.
      O argumento que justifica essa prática "inovadora" é a escassez de alimentos e a necessidade de produzir cada vez mais para atender às demandas mundiais, e, para garantir a alta produção agrícola, são necessários os pesticidas. O que se alega é que a solução do problema não passa por livrar o campo dos pesticidas, já que isso acarretaria grande perda de safras, o que seria insustentável economicamente.

      O argumento das empresas do mercado é o mesmo de sempre: grandes monoculturas dependem de pesticidas. Hoje, não só o milho, a soja e o algodão estão aprisionados nessas práticas, mas também o cultivo de verduras, de frutas e de legumes. A justificativa não parece válida, pois dados apontam que há um brutal desperdício e uma má distribuição de alimentos e não escassez. Então, qual seria o motivo para se conectar geneticamente sementes com pesticidas? Restringir a autonomia do agricultor e aumentar o poder das empresas do setor.

(Fonte: Ciência Hoje — adaptado.)
Sobre o texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) A partir da década de 1980, a produção de alimentos articula-se a empresas que produzem sementes, produtos químicos e que detêm tecnologias necessárias à produção.
(_) O uso de sementes geneticamente modificadas, articuladas às tecnologias bioquímicas, encontra justificativa no argumento da escassez de alimentos e, consequentemente, na necessidade de produzir cada vez mais para atender às demandas mundiais.
Alternativas
Q2207664 Português
O texto a seguir refere-se à questão.

Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity.

O Xikunahity ou Jikunahaty (pronuncia-se Zikunariti, na linguagem dos Paresi e Hiara) é um esporte tradicional indígena conhecido como futebol de cabeça ou Cabeçabol.

Jikunahity é o nome da bola utilizada no jogo, a qual é fabricada pelo povo Paresí do Estado do Mato Grosso. A bola é feita de látex, obtida com a seiva de mangabeira, e colhida preferencialmente entre 5h30 e 7h da manhã, quando a planta oferta mais seiva. Esta, após colhida, é colocada sobre uma superfície lisa até formar uma camada espessa. Esta camada de seiva de mangaba é aquecida em fogo, e aplainada com ajuda de uma cabaça. Suas extremidades são unidas com a própria cola formada pela seiva, de modo a deixar um orifício por onde o látex será assoprado dando forma a bola, originando um núcleo arredondado, que é envolto em outras camadas de látex, até formar a bola. Este produto fica exposto ao ar para secar e resfriar, para ganhar consistência para pular. A bola tem aproximadamente de 12 a 14 centímetros de diâmetro e pesa 300 gramas.

Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity. Disponpivel em:<https://museudofutebol.
org.br/crfb/instituicoes/628922/>. Acesso em 10 mar. 2023. Adaptado.
Considerando o texto Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity, com relação às transformações químicas e saberes locais, analise os itens a seguir.
I. O látex é uma seiva extraída da mangabeira e que coagula na exposição ao ar. II. O uso da bola para praticar esportes coletivos é um saber tradicional dos indígenas Paresi e Hiara. III. A atividade extrativa da mangaba para fins esportivos acelera o processo de expropriação da terra.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2207663 Português
O texto a seguir refere-se à questão.

Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity.

O Xikunahity ou Jikunahaty (pronuncia-se Zikunariti, na linguagem dos Paresi e Hiara) é um esporte tradicional indígena conhecido como futebol de cabeça ou Cabeçabol.

Jikunahity é o nome da bola utilizada no jogo, a qual é fabricada pelo povo Paresí do Estado do Mato Grosso. A bola é feita de látex, obtida com a seiva de mangabeira, e colhida preferencialmente entre 5h30 e 7h da manhã, quando a planta oferta mais seiva. Esta, após colhida, é colocada sobre uma superfície lisa até formar uma camada espessa. Esta camada de seiva de mangaba é aquecida em fogo, e aplainada com ajuda de uma cabaça. Suas extremidades são unidas com a própria cola formada pela seiva, de modo a deixar um orifício por onde o látex será assoprado dando forma a bola, originando um núcleo arredondado, que é envolto em outras camadas de látex, até formar a bola. Este produto fica exposto ao ar para secar e resfriar, para ganhar consistência para pular. A bola tem aproximadamente de 12 a 14 centímetros de diâmetro e pesa 300 gramas.

Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity. Disponpivel em:<https://museudofutebol.
org.br/crfb/instituicoes/628922/>. Acesso em 10 mar. 2023. Adaptado.
De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2207658 Português
Toda a materialidade da produção de conhecimento e da educação dos Karajá vem da natureza e do respeito pelas riquezas que ela oferece. “Devíamos admitir a natureza como uma imensa multidão de formas, incluindo cada pedaço de nós, que somos parte de tudo” (Krenak).
Quem pensa assim não desmata, não polui rios, não desrespeita os animais, as aves, as árvores, as serras etc. A partir desta percepção, a natureza é vista não de modo fragmentado, distanciado, mas numa teia de “conexões ocultas entre os fenômenos”.
PIMENTEL DA SILVA, M. S. Fundamentos e práticas de alfabetização de crianças pelos conhecimentos indígenas. 1ª ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2021. (Adaptado).
Segundo o texto, o povo Karajá
Alternativas
Q2207654 Português
Os povos indígenas, por terem um olhar apresentado pelo colonizador, acabaram e ainda acabam sendo posicionados como os “outros”, “os diferentes”, e esse posicionamento decorre das relações de poder que são “outorgadas” pela cultura ocidental, pelos colonizadores. Esses povos encontram-se inscritos com as marcas culturais, sociais e epistêmicas em decorrência de como foram impostas e são ordenadas na chamada cultura ocidental. Como diz o provérbio africano, “[...] até que os leões inventem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça”. Em outras palavras, as narrativas desses povos foram subalternizadas pelas narrativas hegemônicas impostas pela colonialidade, situação em que seus saberes não são considerados “acadêmicos” e suas lógicas como conhecimentos limitados, mágicos, de segunda categoria.
URQUIZA, Antônio H. Aguilera e CALDERONI, Valéria A. M. O. A influência dos estudos culturais para a construção dos diferentes olhares e saberes sobre os povos indígenas. Disponível em: <https://periodicos.ufms.br›cadec›article›view> . Acesso em: 4 mar. 2023.
De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2207653 Português
Existiam dois sóis. Eram dois astros muito poderosos, que prejudicavam o mundo, ou seja, o planeta, pois os dois juntos faziam muito calor. Certa vez os dois se desentenderam e brigaram.
Na briga, o sol deu um soco nos olhos da lua. A lua disse ao sol: — Como é que vou trabalhar agora? O sol disse: — Você ilumina o mundo de noite e eu ilumino o dia. Por este motivo, o sol, com sua luz muito quente, seca os rios e as plantas. E a lua derrama lágrimas por estar com o olho machucado, molhando assim as plantas. As gotas de sua lágrima quando caem vão recuperando os rios onde estes secaram. À noite, desde então, temos a lua (Kysã), que nos dá a escuridão necessária para o repouso, e, durante o dia, o sol (Rã), que ilumina nossos dias e florestas. Até hoje, assim que o sol se põe, a lua nasce. Desse modo, os dois nunca se encontram para não brigarem novamente. Um vai complementando o outro. Assim todas as coisas no mundo têm seu complemento, seu lado par ou ímpar.
CARDOSO, Dorvalino Refej. Kanhgág Jykre Kar — filosofia e educação kanhgág e a oralidade: uma abertura de caminhos. 2017. Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.
No texto Kanhgág Jykre Kar
Alternativas
Q2207652 Português
Leia o fragmento a seguir.
O estudioso B. A. Conklin (1989) apresenta uma relação das restrições alimentares wari’, relacionando-as a princípios etnomédicos e crenças espirituais. Os Wari’ seguem não se alimentando de gambás (waxik; Didelphus sp.), lontras (moromen e kawija; Lutra sp.), urubus (maho; Cathartidae), ratos (matok; Cricetidae), morcegos (nao’; Chiroptera), serpentes (em) e botos (kahao; Delphinidae).
LEITE, MS. Transformação e persistência: antropologia da alimentação e nutrição em uma sociedade indígena amazônica. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007.
De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2207637 Português

Nos enunciados da narrativa a seguir, há o uso de palavras de línguas da família tupi-guarani

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www.mundinhodacrianca.net/wpcontent/uploads/2018/06/mImageHandlerA-4.png>. Acesso em 10 mar. 2023.

Sobre o uso de palavras de línguas indígenas na língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir.

I. A língua usada no dia a dia do Brasil recebeu grande influência do idioma tupi.

II. A contribuição do tupi se deu principalmente no vocabulário com nomes de plantas e animais que não eram conhecidos pelos colonizadores.

III. A língua portuguesa do Brasil, mediante o contato com o tupi, se diferenciou muito do português falado em Portugal.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q2207631 Português
“Acredito que haja outro momento para além do oriente e ocidente se juntando para tentar encapsular o pensamento. Ganham novas dimensões quando velhos termos são postos em outros contextos. O caso é que vivemos em estado de arte e o passeio em outros mundos é apenas uma forma de como podemos pensar e experimentar a tão falada decolonização. Makunaima e decolonização soam termos soltos no meio da multidão, ou seja, o povo, aquele a quem nós midiáticos buscamos. Ou não? Acontece que Makunaima expôs-se em Makunaíma para ser parte da cultura disponível. Uma vida inteira a esse propósito é anunciada para a contextualização mínima. A minha relação com meu avô será o nosso passeio. Makunaima no círculo que este texto alcança é, ou poderia ser, minimamente conhecido por sua parte exposta antes na arte, no mundo.”
ESBELL, Jaider. Makunaima, o meu avô em mim! Iluminuras, Porto Alegre, v. 19, n. 46, p. 11-39, jan/jul, 2018.
Considerando o texto de Jaider Esbell, analise as afirmativas a seguir.
I. Os sentidos, que têm constituição espaço-temporal, são ideológicos e, por isso, dependentes das esferas de atividades em que circulam.
II. Expor Makunaíma em Makunaíma faz revolver as narrativas da história e possibilita retirar da invisibilidade questões da ancestralidade, da organização social e da subjetividade do indígena.
III. Ações decoloniais, como atos de insurgência, podem ser experimentadas nas obras, nas vozes e na agentividade dos artistas indígenas contemporâneos.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2207629 Português
Leia o texto a seguir.
Uma língua morre quando uma geração deixa de passá-la para a seguinte. Este é um fator preponderante quando pesquisadores falam em morte de línguas. Quando isso ocorre são pouquíssimos os falantes que manterão a sua língua ao longo do tempo. Esse é um fato que vem sendo constatado pelas pesquisas com línguas indígenas onde quer que elas ocorram. O resgate de uma língua extinta requer tremendos esforços e recursos financeiros. Uma língua sendo deslocada, ainda não extinta, pode ser revigorada, fortalecida, empoderada (empowered), mas requer esforços não só de seus falantes, como de especialistas e de políticas governamentais que cumpram seu papel de salvaguarda de seus bens imateriais, caso das línguas indígenas brasileiras.
BRAGGIO, S. L. B. Os diferentes tipos de situação sociolinguística e os tipos de empréstimos na adição do português ao xerente akwén: fatores positivos e negativos. Liames (UNICAMP), v. 12, p. 157-177, 2012.
De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2207610 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As armadilhas dos games para fazer crianças gastarem dinheiro sem parar 

Leif pedia dinheiro à família para conseguir comprar moedas em um jogo, com as quais poderia incrementar seu personagem e comprar itens virtuais. Então, no Natal, os avós deram a ele mil reais em crédito em uma loja de aplicativos.

"Para minha surpresa, ele gastou tudo em questão de dias", recorda Nara Ward. "Depois disso, não dei a ele mais do que cinquenta reais em moedas do jogo por mês. Ele rapidamente ficou frustrado e entediado com o jogo."

Leif passou a usar outro jogo, que também exige que os jogadores atualizem seu armamento usando créditos. "No entanto, este jogo tem a opção de assistir a anúncios para ganhar crédito", explica a mãe. "Ele fazia isso por desespero quando esgotava sua mesada para jogos." Ward diz que seu filho mais novo ainda não dominou o autocontrole nem o uso de dinheiro. "É algo que tenho que policiar constantemente." 

Em vez de apenas lucrar com a compra de um jogo de videogame, como antigamente, hoje, muitas empresas do segmento dependem da receita gerada por compras efetuadas durante o jogo e das chamadas microtransações. Esse conteúdo adquirido pode ser puramente estético, como passos de dança e novas roupas para um personagem.

Mas as compras podem trazer também uma vantagem tática, como vidas extras, melhorias no personagem e novas armas - ganhos em relação aos jogadores que não compram esses recursos adicionais. É previsto que o mercado global de microtransações online cresça cerca de R$ 330 bilhões em 2022 para R$ 370 bilhões em 2023.

No entanto, alguns especialistas e consumidores reagem a essa tendência. Algumas empresas prometem novos lançamentos que não trazem compras durante o jogo.

As empresas de jogos, diz a professora Sarah Mills, usam a psicologia comportamental para levar os usuários a gastar. A fronteira entre jogos e apostas, diz ela, torna-se cada vez mais confusa. Sua pesquisa indica que técnicas de jogos de azar são incorporadas nos games, fazendo os usuários jogarem por mais tempo e gastarem mais dinheiro, além de fazerem pequenas compras em sequência.

Ao gastar, os jogadores impedem a rotina: fazer uma compra evita ter que passar horas em um jogo monótono para que se possa subir de nível.

A estratégia por trás disso chama-se 'fun pain', algo como diversão dolorosa: você pode perder algo importante ou mais divertido se não fizer uma compra.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/clw9xep49zgo. Adaptado.
'Algumas empresas prometem' novos lançamentos que não trazem compras durante o jogo.
A expressão destacada exemplifica uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Respostas
32781: C
32782: E
32783: D
32784: C
32785: A
32786: E
32787: A
32788: B
32789: C
32790: A
32791: D
32792: A
32793: A
32794: C
32795: E
32796: A
32797: E
32798: E
32799: C
32800: B