Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 98.118 questões
I. A iniciativa privada não participa da ação liderada pela ONU.
II. Campina Grande foi escolhida por concentrar o atendimento a várias crianças de diversas outras cidades do interior do estado.
III. A Paraíba é o terceiro estado em números de caso de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus da zika.
Julgue o item a seguir.
A sentença: “Ela deixou a plateia emocionada” tem uma
ambiguidade, a qual pode ser desfeita com o
deslocamento do predicativo para antes do sujeito,
deixando apenas um sentido possível.
Julgue o item a seguir.
Em uma série de cartazes e outdoors, a empresa
Hortifruti divulgou campanhas fazendo referência a
filmes conhecidos, como “Thormate” e “A Incrível Rúcula”.
A intertextualidade se deu com a exploração de termos
com sonoridade semelhante à dos títulos originais, os
quais precisam ser conhecidos pelo receptor para a
compreensão adequada da intenção humorística.
Julgue o item a seguir.
Em “Ferrari trabalha em carro que lê a mente do
motorista”, pode-se inferir que o nome Ferrari na verdade
se refere a funcionários da fabricante de automóveis, o
que constitui um exemplo de metonímia.
Uma advertência que vira virtude
Por Fabrício Carpinejar

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considere as passagens:
• Pensei em ir atirá-lo no fundo da Ilha…
• Ficou, que remédio.
• Os gatitos cresceram e deixamos, na esperança de domarmos algum.
As passagens permitem, correta e respectivamente, as seguintes interpretações:
• … é o que melhor ilustra esse fenômeno.
• … dedicam preciosos minutos a temas herméticos…
• De que outra maneira isso ganharia espaço no horário nobre?
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Considere as informações.

Na fala do ator – Elo de ligação com o original –, o vício
de linguagem presente é o
[Expectativa e desempenho nossos]
Numa cultura como a nossa, que valoriza o indivíduo, espera-se de cada um que se faça ouvir e reconhecer pelo que tem de mais singular. Um dos grandes imperativos da época diz que é preciso expressar-se a qualquer preço. E acreditamos automaticamente que, se pudéssemos procurar fundo nas nossas tripas, encontraríamos pérolas. “Eu sou advogada. mas lá no fundo sou poeta ou romancista”. “Eu sou engenheiro, mas lá no fundo sou viajante como Amyr Klink.” Eu sou médica, mas há uma bailarina dentro de mim.” O vínculo social tenta nos definir, mas a criatividade nos resgatará.
Valorizamos o individuo em suas expressões idealmente mais singulares. Portanto, as relações sociais nos parecem sempre suspeitas: será que elas não ameaçam a expressão de nossa subjetividade única e original? Apesar dos outros, que nos identificam socialmente, imaginamos que é possível ser “nós mesmos” e produzir algo de mais valor.
Muitos acabam pensando que, se não seguem sua vocação, é por causa do parceiro com quem vivem. “Não posso deixar de trabalhar; e à noite, quando volto para casa, não dá. Precisaria de solidão para tocar, escrever, pensar, treinar. Pedem de mim toda a atenção e não há como não conversar.” Em suma, as necessidades da vida em família seriam responsáveis por nossas falências expressivas.
Surpresa e mistério: quando a reivindicação consegue ser satisfeita, ocorre um imprevisto: aliviado dos compromissos e das responsabilidades sociais, sozinho e com o tempo que pediu a Deus, livre e desembaraçado, o indivíduo nada cria, nada produz. O tempo e o espaço agora reservados ao seu gênio transformaram-se em caricatura de seus anseios de adolescência.
[Expectativa e desempenho nossos]
Numa cultura como a nossa, que valoriza o indivíduo, espera-se de cada um que se faça ouvir e reconhecer pelo que tem de mais singular. Um dos grandes imperativos da época diz que é preciso expressar-se a qualquer preço. E acreditamos automaticamente que, se pudéssemos procurar fundo nas nossas tripas, encontraríamos pérolas. “Eu sou advogada. mas lá no fundo sou poeta ou romancista”. “Eu sou engenheiro, mas lá no fundo sou viajante como Amyr Klink.” Eu sou médica, mas há uma bailarina dentro de mim.” O vínculo social tenta nos definir, mas a criatividade nos resgatará.
Valorizamos o individuo em suas expressões idealmente mais singulares. Portanto, as relações sociais nos parecem sempre suspeitas: será que elas não ameaçam a expressão de nossa subjetividade única e original? Apesar dos outros, que nos identificam socialmente, imaginamos que é possível ser “nós mesmos” e produzir algo de mais valor.
Muitos acabam pensando que, se não seguem sua vocação, é por causa do parceiro com quem vivem. “Não posso deixar de trabalhar; e à noite, quando volto para casa, não dá. Precisaria de solidão para tocar, escrever, pensar, treinar. Pedem de mim toda a atenção e não há como não conversar.” Em suma, as necessidades da vida em família seriam responsáveis por nossas falências expressivas.
Surpresa e mistério: quando a reivindicação consegue ser satisfeita, ocorre um imprevisto: aliviado dos compromissos e das responsabilidades sociais, sozinho e com o tempo que pediu a Deus, livre e desembaraçado, o indivíduo nada cria, nada produz. O tempo e o espaço agora reservados ao seu gênio transformaram-se em caricatura de seus anseios de adolescência.