Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 98.136 questões
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.
Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra
01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo
02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com
03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente
04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.
05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de
06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram
07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —
08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,
09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o
11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos
12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo
13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que
14 eram também tão pesados.
15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de
16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.
17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas
18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com
19 algo entre 85 e 340 toneladas.
20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito
21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam
22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.
23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais
24 profundas e distantes da costa.
25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco
26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,
27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito
28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas
29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.
30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça
31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da
32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do
33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos
34 futuros.
35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos
36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa
37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação
38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As
39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital
40 peruana.
41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,
42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros
43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de
44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil
45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.
Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
Em Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P. colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas até hoje –, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com algo entre 85 e 340 toneladas (linhas 16 a 19), a expressão sublinhada refere-se
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.
Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra
01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo
02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com
03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente
04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.
05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de
06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram
07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —
08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,
09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o
11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos
12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo
13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que
14 eram também tão pesados.
15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de
16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.
17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas
18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com
19 algo entre 85 e 340 toneladas.
20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito
21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam
22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.
23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais
24 profundas e distantes da costa.
25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco
26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,
27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito
28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas
29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.
30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça
31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da
32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do
33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos
34 futuros.
35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos
36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa
37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação
38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As
39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital
40 peruana.
41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,
42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros
43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de
44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil
45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.
Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
Para Eli Amson, o P. colossus
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 10.
Cientistas encontram fóssil do maior animal que já viveu na Terra
01 ____ Há 30 milhões de anos, quando o deserto na costa do Peru ainda era coberto pelo
02 que se conhece hoje como Oceano Pacífico, um gigante habitava os litorais do país. Com
03 20 metros de comprimento, até 340 toneladas e uma cabeça desproporcionalmente
04 pequena, esse pode ter sido o maior animal que já viveu no planeta Terra.
05 ____ Há décadas um grupo internacional de cientistas investiga o deserto em busca de
06 fósseis, mas a grande surpresa só apareceu em 2010. “Assim que os colegas começaram
07 a desenterrar as vértebras, ficou claro que estávamos lidando com algo excepcional —
08 certamente um recorde”, afirmou o autor sênior do artigo publicado na Nature, Eli Amson,
09 do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
10 ____ Chamado de Perucetus colossus, nome científico para baleia colossal do Peru, o
11 animal pertencia à família dos Basilosauridae, os primeiros cetáceos (grupo de mamíferos
12 que também inclui os golfinhos) completamente aquáticos de que se tem notícia. O longo
13 comprimento não foi exatamente uma novidade, mas essa é a primeira evidência que
14 eram também tão pesados.
15 ____ O maior animal conhecido hoje é a baleia-azul, podendo ultrapassar 20 metros de
16 comprimento e 150 toneladas. Diferentemente desses graciosos gigantes, contudo, o P.
17 colossus tem vértebras muito maiores — além de serem as mais densas já descobertas
18 até hoje —, o que sugere que eles eram muito mais inchados que os cetáceos atuais, com
19 algo entre 85 e 340 toneladas.
20 ____ “Essa é uma adaptação típica de animais costeiros, o que dá essa aparência muito
21 mais inchada do que a das baleias atuais, mas também garante que eles consigam
22 controlar melhor a flutuabilidade e permanecer em águas mais superficiais”, diz Amson.
23 Essa é a primeira diferença entre ele e as baleias atuais, presentes em águas mais
24 profundas e distantes da costa.
25 ____ Apesar do tamanho descomunal, essa característica os torna nadadores pouco
26 ágeis e, por isso, uma alimentação baseada em peixes é pouco provavel. Segundo o autor,
27 existem algumas teorias sobre o padrão alimentar, mas “a minha favorita, embora muito
28 especulativa, é que era um animal necrófago, alimentando-se de carcaças subaquáticas
29 de algum outro gigante — uma visão que deve ter sido muito sombria”.
30 ____ Outra característica curiosa dos assustadores gigantes é a cabeça
31 inesperadamente miúda. Enquanto essa parte do corpo representa cerca de um terço da
32 massa das maiores baleias contemporâneas, a do P. colossus não chegava a 10% do
33 peso total do animal, uma informação que também precisará ser confirmada por estudos
34 futuros.
35 ____ Esse achado muda completamente o conhecimento atual sobre a evolução dos
36 cetáceos. Até agora, acreditava-se que o aparecimento dos primeiros gigantes dessa
37 família era um evento recente, de cerca de 5 milhões de anos atrás, mas essa investigação
38 mostra que eles são bem mais antigos e surgiram há pelo menos 30 milhões de anos. As
39 Vértebras encontradas estão em uma exibição temporária no Museu de Lima, na capital
40 peruana.
41 ____ Agora, o objetivo é continuar as escavações para encontrar fósseis mais completos,
42 que possibilitem um melhor estudo da cabeça, por exemplo, ou a descoberta de outros
43 animais do mesmo período. Para isso, o grupo organizou uma campanha de
44 financiamento coletivo objetivando obter 25 mil francos suíços, o equivalente a 136 mil
45 reais, para bancar a manutenção da pesquisa.
Disponível em https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-encontram-fossil-do-maior-animal-que-ja-viveu-na-terra/ Acessado em 03/08/2023. Texto adaptado
De acordo com o texto,
TEXTO 3
Muitos de nós já ouvimos falar do antissemitismo, em nome de que o regime nazista legitimou e justificou o genocídio de cerca de 7 milhões de judeus e 300 mil ciganos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos sabem da história de Nelson Mandela, que passou 27 anos de sua vida ativa na prisão, por ter desafiado o apartheid, regime de segregação racial implantado na África do Sul a partir de 1948. Muitos já escutaram histórias sobre a discriminação racial nos Estados Unidos, particularmente no sul desse país, onde também existiu um regime de segregação racial comparável ao da África do Sul.
Sem dúvida, essas manifestações do racismo são as mais conhecidas, pois são mais noticiadas e popularizadas em nosso país e em nossa educação. Mas a maioria de nós, brasileiras e brasileiros, temos ainda bastante dificuldade para entender e decodificar as manifestações do nosso racismo à brasileira, por causa de suas peculiaridades que o diferenciam das outras formas de manifestações de racismo acima referidas. Além disso, ecoa dentro de muitos brasileiros uma voz muito forte que grita: “não somos racistas, os racistas são os outros”.
Essa voz forte e poderosa é o que costumamos chamar de “mito da democracia racial brasileira”, que funciona como uma crença, uma verdadeira realidade, uma ordem. Assim fica muito difícil arrancar do brasileiro a confissão de que ele é racista. Até as manifestações esportivas mais populares nos campos de futebol não ficaram isentas de preconceitos dos próprios jogadores e do público torcedor, que xingam outros de macacos, porque são negros. Essas manifestações não acontecem apenas nos campos de futebol europeus, mas também aqui na terra brasileira, dita sem preconceito racial.
Há alguns anos, surgiu também no Brasil um movimento de jovens de origem operária denominado skin heads, ligado ao movimento neonazista. Esse movimento, cujo vento soprou a partir do Ocidente, proclama seu ódio contra judeus, negros, homossexuais e nordestinos. Quem nunca escutou piadas racistas contra negros, japoneses, judeus, até contra portugueses? Onde estão os ameríndios e qual é a imagem que temos deles?
Fatos corriqueiros colocam em dúvida a declarada existência das relações harmoniosas entre negros e brancos, índios e brancos e outros portadores de diferenças no Brasil da “democracia racial”. Cada um poderia direta e interiormente se perguntar por que essas coisas acontecem no nosso mundo, contrariando os princípios da solidariedade humana, ou seja, da humanitude. Se tivéssemos respostas fáceis, creio que teríamos também facilidade para encontrar soluções.
O fenômeno chamado racismo tem uma grande complexidade, além de ser muito dinâmico no tempo e no espaço. Se ele é único em sua essência, em sua história, características e manifestações, ele é múltiplo e diversificado, daí a dificuldade para denotá-lo, ora através de uma única definição, ora através de uma única receita de combate. […]
Kabengele Munanga. Excertos do texto Teoria social e relações raciais no Brasil contemporâneo. Disponível em: https://www.mprj.mp.br/documents/20184/172682/teoria_social_relacoes_sociais_brasil_conte mporaneo.pdf. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas têm sentidos equivalentes, no contexto em que estão inseridas.
TEXTO 3
Muitos de nós já ouvimos falar do antissemitismo, em nome de que o regime nazista legitimou e justificou o genocídio de cerca de 7 milhões de judeus e 300 mil ciganos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos sabem da história de Nelson Mandela, que passou 27 anos de sua vida ativa na prisão, por ter desafiado o apartheid, regime de segregação racial implantado na África do Sul a partir de 1948. Muitos já escutaram histórias sobre a discriminação racial nos Estados Unidos, particularmente no sul desse país, onde também existiu um regime de segregação racial comparável ao da África do Sul.
Sem dúvida, essas manifestações do racismo são as mais conhecidas, pois são mais noticiadas e popularizadas em nosso país e em nossa educação. Mas a maioria de nós, brasileiras e brasileiros, temos ainda bastante dificuldade para entender e decodificar as manifestações do nosso racismo à brasileira, por causa de suas peculiaridades que o diferenciam das outras formas de manifestações de racismo acima referidas. Além disso, ecoa dentro de muitos brasileiros uma voz muito forte que grita: “não somos racistas, os racistas são os outros”.
Essa voz forte e poderosa é o que costumamos chamar de “mito da democracia racial brasileira”, que funciona como uma crença, uma verdadeira realidade, uma ordem. Assim fica muito difícil arrancar do brasileiro a confissão de que ele é racista. Até as manifestações esportivas mais populares nos campos de futebol não ficaram isentas de preconceitos dos próprios jogadores e do público torcedor, que xingam outros de macacos, porque são negros. Essas manifestações não acontecem apenas nos campos de futebol europeus, mas também aqui na terra brasileira, dita sem preconceito racial.
Há alguns anos, surgiu também no Brasil um movimento de jovens de origem operária denominado skin heads, ligado ao movimento neonazista. Esse movimento, cujo vento soprou a partir do Ocidente, proclama seu ódio contra judeus, negros, homossexuais e nordestinos. Quem nunca escutou piadas racistas contra negros, japoneses, judeus, até contra portugueses? Onde estão os ameríndios e qual é a imagem que temos deles?
Fatos corriqueiros colocam em dúvida a declarada existência das relações harmoniosas entre negros e brancos, índios e brancos e outros portadores de diferenças no Brasil da “democracia racial”. Cada um poderia direta e interiormente se perguntar por que essas coisas acontecem no nosso mundo, contrariando os princípios da solidariedade humana, ou seja, da humanitude. Se tivéssemos respostas fáceis, creio que teríamos também facilidade para encontrar soluções.
O fenômeno chamado racismo tem uma grande complexidade, além de ser muito dinâmico no tempo e no espaço. Se ele é único em sua essência, em sua história, características e manifestações, ele é múltiplo e diversificado, daí a dificuldade para denotá-lo, ora através de uma única definição, ora através de uma única receita de combate. […]
Kabengele Munanga. Excertos do texto Teoria social e relações raciais no Brasil contemporâneo. Disponível em: https://www.mprj.mp.br/documents/20184/172682/teoria_social_relacoes_sociais_brasil_conte mporaneo.pdf. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Podemos perceber, pelas informações do Texto 3, que o autor se posiciona contrário à ideia generalizada de que
TEXTO 3
Muitos de nós já ouvimos falar do antissemitismo, em nome de que o regime nazista legitimou e justificou o genocídio de cerca de 7 milhões de judeus e 300 mil ciganos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos sabem da história de Nelson Mandela, que passou 27 anos de sua vida ativa na prisão, por ter desafiado o apartheid, regime de segregação racial implantado na África do Sul a partir de 1948. Muitos já escutaram histórias sobre a discriminação racial nos Estados Unidos, particularmente no sul desse país, onde também existiu um regime de segregação racial comparável ao da África do Sul.
Sem dúvida, essas manifestações do racismo são as mais conhecidas, pois são mais noticiadas e popularizadas em nosso país e em nossa educação. Mas a maioria de nós, brasileiras e brasileiros, temos ainda bastante dificuldade para entender e decodificar as manifestações do nosso racismo à brasileira, por causa de suas peculiaridades que o diferenciam das outras formas de manifestações de racismo acima referidas. Além disso, ecoa dentro de muitos brasileiros uma voz muito forte que grita: “não somos racistas, os racistas são os outros”.
Essa voz forte e poderosa é o que costumamos chamar de “mito da democracia racial brasileira”, que funciona como uma crença, uma verdadeira realidade, uma ordem. Assim fica muito difícil arrancar do brasileiro a confissão de que ele é racista. Até as manifestações esportivas mais populares nos campos de futebol não ficaram isentas de preconceitos dos próprios jogadores e do público torcedor, que xingam outros de macacos, porque são negros. Essas manifestações não acontecem apenas nos campos de futebol europeus, mas também aqui na terra brasileira, dita sem preconceito racial.
Há alguns anos, surgiu também no Brasil um movimento de jovens de origem operária denominado skin heads, ligado ao movimento neonazista. Esse movimento, cujo vento soprou a partir do Ocidente, proclama seu ódio contra judeus, negros, homossexuais e nordestinos. Quem nunca escutou piadas racistas contra negros, japoneses, judeus, até contra portugueses? Onde estão os ameríndios e qual é a imagem que temos deles?
Fatos corriqueiros colocam em dúvida a declarada existência das relações harmoniosas entre negros e brancos, índios e brancos e outros portadores de diferenças no Brasil da “democracia racial”. Cada um poderia direta e interiormente se perguntar por que essas coisas acontecem no nosso mundo, contrariando os princípios da solidariedade humana, ou seja, da humanitude. Se tivéssemos respostas fáceis, creio que teríamos também facilidade para encontrar soluções.
O fenômeno chamado racismo tem uma grande complexidade, além de ser muito dinâmico no tempo e no espaço. Se ele é único em sua essência, em sua história, características e manifestações, ele é múltiplo e diversificado, daí a dificuldade para denotá-lo, ora através de uma única definição, ora através de uma única receita de combate. […]
Kabengele Munanga. Excertos do texto Teoria social e relações raciais no Brasil contemporâneo. Disponível em: https://www.mprj.mp.br/documents/20184/172682/teoria_social_relacoes_sociais_brasil_conte mporaneo.pdf. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Como podemos perceber, o Texto 3 tematiza o racismo. Sobre esse tema, o autor escolhe focalizar, no texto,
TEXTO 1
Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país
Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?
Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.
Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.
Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.
De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.
Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.
A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.
Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Releia o seguinte trecho do Texto 1: “Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.” (4.º §). Assinale a alternativa que corresponde a uma paráfrase correta desse trecho.
TEXTO 1
Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país
Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?
Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.
Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.
Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.
De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.
Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.
A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.
Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Assinale a alternativa em que os termos destacados têm o mesmo sentido, no contexto em que se inserem.
TEXTO 1
Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país
Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?
Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.
Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.
Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.
De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.
Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.
A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.
Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Observando o Texto 1, percebemos que o autor emprega palavras e expressões diferentes para designar a mesma ideia. Um exemplo desse recurso é
TEXTO 1
Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país
Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?
Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.
Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.
Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.
De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.
Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.
A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.
Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Em todo texto, podemos identificar informações explícitas e implícitas. No Texto 1, por exemplo, estão presentes, explícita ou implicitamente, as seguintes informações:
1) As pesquisas indicam que tanto o Brasil, com sua diversidade cultural, quanto seus habitantes são percebidos de maneira extremamente positiva pelos brasileiros.
2) Os brasileiros têm de si mesmos uma imagem de pessoas resilientes, que, de mãos dadas com seus conterrâneos, conseguem se levantar e prosseguir.
3) Os brasileiros avaliam que o desenvolvimento do país é dificultado por querelas internas, pelo isolamento em relação a outros países e pelas frequentes mudanças de rumo.
4) Apesar dos graves problemas que cotidianamente enfrentamos no país, a grande maioria dos brasileiros preserva um forte orgulho em relação a sua pátria natal.
Estão corretas:
TEXTO 1
Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país
Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?
Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.
Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.
Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.
De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.
Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.
A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.
Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
Considerando o gênero em que o Texto 1 se organiza e seu conteúdo global, é correto afirmar que, ao escrevê-lo, seu autor pretendeu, principalmente,
TEXTO 1
Jeitinho brasileiro? Animados? Isolados? Unidos? Pesquisa analisou como o brasileiro tem percebido o próprio país
Afinal, como está a relação do brasileiro com o Brasil? Será que o país ainda é aquele do ‘jeitinho’ ou a NASA precisa ser chamada para entender mais o nativo da terra brasilis?
Uma agência especializada em branding e comunicação lançou um estudo sobre a marca “Brasil”. A pesquisa nasceu com a missão de entender a percepção do brasileiro em relação ao país. Foram realizadas pesquisas utilizando 3 metodologias complementares: 5 comunidades online, com 150 participantes ao todo; social listening, com análise de mais de 600 mil tweets; e um estudo quantitativo com 2500 representantes de todo o Brasil.
Um dos achados da pesquisa mostra que existe uma distinção clara entre a imagem do Brasil e do brasileiro. Enquanto a instituição está associada a percepções mais negativas, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. Os dados revelam que 71% acham que o brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une. As percepções da maioria dizem muito sobre o que dificulta nosso desenvolvimento: 54% acreditam que o país está isolado e percebem o Brasil como um país ilhado; já 52% acreditam que o país não se desenvolve por sempre mudar de rumo; e 51% acreditam que o brasileiro passa muito tempo brigando entre si.
Quando falamos de união, por exemplo, 38% acreditam que o país está mais unido; 33% acreditam que o país está mais desunido; e apenas 29% acreditam que nada mudou nos últimos 10 anos. Já quando falamos de tolerância, 37% veem o Brasil como mais tolerante, versus 35% que acreditam que está menos tolerante. Em relação ao orgulho, 31% sentem mais desgosto em relação ao Brasil; já 40% se sentem orgulhosos em relação ao país. Diante dessas análises, foi observado que existem vários Brasis dentro de um só Brasil.
De um lado, o Brasil carrega uma percepção negativa quando falamos de economia, política, políticos, corrupção, desigualdades e desafios estruturais. Do outro, surgem associações mais positivas sobre os brasileiros quando falamos de diversidade cultural, potencial e atributos de personalidade marcantes.
Para 59% das pessoas, a palavra ‘festeiro’ descreve mais o Brasil e o brasileiro; outras palavras como ‘alegre’, ‘acolhedor’, ‘criativo’, ‘trabalhador’ e ‘forte’ também aparecem como características positivas ao brasileiro. Já para as características negativas, palavras como ‘malandro’, ‘oportunista’, ‘aproveitador’, ‘desonesto’ são as respostas mais comuns.
A capacidade de união, de se reerguer e de ir mais longe quando temos mais oportunidades estão entre as associações mais fortes do brasileiro: 70% das pessoas acreditam que brasileiro é capaz de fazer qualquer coisa quando se une; 65% das pessoas acreditam que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 63% das pessoas acreditam que quando o brasileiro tem oportunidade ele vai mais longe que qualquer outro povo.
Disponível em: https://portalcontexto.com.br/como-o-brasileiro-ve-o-brasil. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
A análise do conteúdo global do Texto 1 permite que o leitor lhe atribua, corretamente, o seguinte título:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.
Texto 01
A ousadia (ou tolice) de tentar fazer diferente
1 Fincar raízes numa cidade, ter um lar fixo, trabalhar no mesmo cargo e frequentar sempre o mesmo
ambiente social. Era assim que eu vivia há 10 anos. Mas num breve instante, decidi fazer tudo ao contrário. Fiz bem
ou fiz besteira?
Para responder a essa pergunta, há quem diga que é preciso saber se as consequências dessa mudança
5 foram positivas ou negativas. Será mesmo? Na obsessão de querer qualificar somente o resultado das nossas
atitudes, a gente acaba por desprezar o precioso valor das tentativas. E tentar também é conquista. [...]
Primeiro porque é ao tentar e falhar que ganhamos consciência de defeitos, carências e fraquezas, e com
elas a oportunidade de aprimoramento. E segundo porque é ao tentar e lograr que desenvolvemos autoconfiança,
entusiasmo e determinação. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 abr. 2023.
Considere o trecho "Fincar raízes numa cidade, ter um lar fixo, trabalhar no mesmo cargo e frequentar sempre o mesmo ambiente social." (Linhas 1-2)
A expressão "fincar raízes" indica o uso de linguagem
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.
Texto 01
A ousadia (ou tolice) de tentar fazer diferente
1 Fincar raízes numa cidade, ter um lar fixo, trabalhar no mesmo cargo e frequentar sempre o mesmo
ambiente social. Era assim que eu vivia há 10 anos. Mas num breve instante, decidi fazer tudo ao contrário. Fiz bem
ou fiz besteira?
Para responder a essa pergunta, há quem diga que é preciso saber se as consequências dessa mudança
5 foram positivas ou negativas. Será mesmo? Na obsessão de querer qualificar somente o resultado das nossas
atitudes, a gente acaba por desprezar o precioso valor das tentativas. E tentar também é conquista. [...]
Primeiro porque é ao tentar e falhar que ganhamos consciência de defeitos, carências e fraquezas, e com
elas a oportunidade de aprimoramento. E segundo porque é ao tentar e lograr que desenvolvemos autoconfiança,
entusiasmo e determinação. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 abr. 2023.
Assinale a alternativa que comprova o uso da linguagem coloquial no texto.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.
Texto 01
A ousadia (ou tolice) de tentar fazer diferente
1 Fincar raízes numa cidade, ter um lar fixo, trabalhar no mesmo cargo e frequentar sempre o mesmo
ambiente social. Era assim que eu vivia há 10 anos. Mas num breve instante, decidi fazer tudo ao contrário. Fiz bem
ou fiz besteira?
Para responder a essa pergunta, há quem diga que é preciso saber se as consequências dessa mudança
5 foram positivas ou negativas. Será mesmo? Na obsessão de querer qualificar somente o resultado das nossas
atitudes, a gente acaba por desprezar o precioso valor das tentativas. E tentar também é conquista. [...]
Primeiro porque é ao tentar e falhar que ganhamos consciência de defeitos, carências e fraquezas, e com
elas a oportunidade de aprimoramento. E segundo porque é ao tentar e lograr que desenvolvemos autoconfiança,
entusiasmo e determinação. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 abr. 2023.
Analise as afirmativas, tendo em vista as ideias apresentadas no texto 01.
I. As mudanças só valem a pena se trouxerem consequências positivas.
II. A vida equilibrada não deve ser trocada pelas mudanças incertas.
III. A coragem que se tem para tentar deve ser encarada como vitória.
IV. As falhas advindas do ato de tentar favorecem o aperfeiçoamento.
V. O êxito que se obtém ao tentar promove a confiança em si mesmo.
Estão CORRETAS as afirmativas
Nas paredes — mas altos demais para serem lidos com facilidade, como se pendurados por timidez — estavam vários certificados acadêmicos e menções literárias.
Christ, R. Os escritores: as históricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
No excerto, o trecho destacado encontra-se entre travessões duplos. Esse recurso pode ser substituído, sem prejuízo ao sentido original do texto, por:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 05 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 05
Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com. Acesso em: 18 abr. 2023.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o texto 05.
I. A pergunta do personagem no último quadro procede, pois, de acordo com a fala do primeiro quadro, os bichos são maltratados.
II. Na fala do personagem, no primeiro quadro, verifica-se marca de coloquialidade, já que houve o pagamento da preposição “a” em “igual um bicho”.
III. A fala da personagem, no primeiro quadro, revela sua indignação pelo fato de alguém ter sido maltratado.
IV. Por meio da desinência -o da palavra “tratado”, usada na primeira fala, identifica-se o gênero do ser que foi maltratado.
V. O texto permite concluir que a expressão “tratado igual um bicho”, que é usada popularmente, não procede, já que os bichos não devem ser maltratados.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.
Texto 04
A (nem sempre) sutil diferença entre ser autêntico e ser grosseiro
Muita gente usa a sinceridade ou autenticidade como desculpa para grosserias: “O que eu tenho pra falar, falo na cara!”; “Não douro pílula, não uso meias palavras, sou uma pessoa autêntica!”
Quantas vezes você já ouviu frases como essas? Na verdade, elas são, na maioria das vezes, desculpas para esconder a falta de tato de pessoas ríspidas. Pessoas assim escondem a própria rudeza em argumentos como autenticidade ou mesmo sinceridade.
Claro que não vamos pedir que as pessoas não sejam autênticas, que não sejam sinceras, que sorriam para todos e sejam hipócritas. Mas, no trato com as pessoas, é sempre possível encontrar expressões menos grosseiras, mais positivas e animadoras do que frases duras, secas e amargas. [...]
Disponível em: https://www.bemparana.com.br/trabalho-negocios. Acesso em: 18 abr. 2023. Adaptado.
Analise as afirmativas, tendo em vista os recursos usados na construção do texto.
I. No título, os parênteses foram usados para a inserção de uma ideia, os quais, se retirados, provocam alteração de sentido.
II. No primeiro parágrafo, verifica-se o uso de palavras e expressões da linguagem coloquial.
III. No primeiro parágrafo, verifica-se o uso de expressões que estão na linguagem conotativa.
IV. No primeiro parágrafo, as aspas foram usadas para marcar tanto a presença do discurso direto quanto da ironia.
V. No último parágrafo, verifica-se o uso do paralelismo sintático, ou seja, há complementos do verbo “pedir” que são utilizados conjuntamente.
Estão CORRETAS as afirmativas
Analise os itens a seguir, considerando os sentidos em que as frases “[...] não douro a pílula [...]” e “[...] não uso meias palavras [...]” foram usadas no texto.
I. amenizar.
II. dificultar.
III. abrandar.
IV. piorar.
V. atenuar.
Estão CORRETOS os itens
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.
Texto 04
A (nem sempre) sutil diferença entre ser autêntico e ser grosseiro
Muita gente usa a sinceridade ou autenticidade como desculpa para grosserias: “O que eu tenho pra falar, falo na cara!”; “Não douro pílula, não uso meias palavras, sou uma pessoa autêntica!”
Quantas vezes você já ouviu frases como essas? Na verdade, elas são, na maioria das vezes, desculpas para esconder a falta de tato de pessoas ríspidas. Pessoas assim escondem a própria rudeza em argumentos como autenticidade ou mesmo sinceridade.
Claro que não vamos pedir que as pessoas não sejam autênticas, que não sejam sinceras, que sorriam para todos e sejam hipócritas. Mas, no trato com as pessoas, é sempre possível encontrar expressões menos grosseiras, mais positivas e animadoras do que frases duras, secas e amargas. [...]
Disponível em: https://www.bemparana.com.br/trabalho-negocios. Acesso em: 18 abr. 2023. Adaptado.
Analise as afirmativas, tendo em vista as ideias veiculadas no texto 04.
I. Algumas pessoas confundem grosseria com sinceridade e autenticidade.
II. A sinceridade nem sempre é bem compreendida por algumas pessoas.
III. A hipocrisia pode ser notada naquelas pessoas que sorriem para todos.
IV. As frases duras, secas e amargas são inevitáveis no trato com as pessoas.
V. As palavras positivas e animadoras são bem-vindas no trato com as pessoas.
Estão CORRETAS as afirmativas