Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

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Q2626054 Português

Muitos foram os estudiosos que contribuíram para a definição do que é a moral humana. O filósofo e escritor Adolfo Sánchez Vázquez se acercou ao tema em seu livro Ética, publicado em 1984, no qual define a moral como um conjunto de normas aceitas — livre e conscientemente — que regulam o comportamento individual e social das pessoas.

O conceito de moral não deve, porém, ser confundido com o de ética, que é a teoria (ou a ciência) do comportamento moral das pessoas na sociedade.

O filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, doutor em Educação pela Pontifícia Universitária Católica de São Paulo (PUC-SP) e referência brasileira em discussões sobre o tema, explica que a ética é sempre coletiva, enquanto a moral pode ser individual.

“A ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para decidir a nossa conduta social. Só se fala em ética porque homens, mulheres vivemos em coletividade. Se eu fosse sozinho, não existiria a questão da ética. A moral é a prática, portanto, existe moral individual. A ética é o conjunto de princípios de convivência, portanto, não existe ética individual”, explica Cortella, em artigo publicado no seu site oficial.

De acordo com a Enciclopédia Britânica (uma plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido), todas as sociedades têm regras morais que determinam ou proíbem certos tipos de ações. Essas proibições costumam vir acompanhadas de punições para garantir a obediência à norma.

Normalmente, são normas ligadas a questões como organização familiar, deveres individuais, liberdade sexual (a possibilidade de expressar a sua sexualidade), direitos de propriedade, verdade e o cumprimento de promessas.

Para o filósofo Sánchez Vázquez, o significado, a função e a validade dessas regras variam de acordo com o período da História e da sociedade em questão. Logo, a moral da Antiguidade é diferente da moral feudal ou da moral burguesa.

O autor diz que a moral tem um caráter social, fazendo com que os indivíduos se submetam a princípios, normas ou valores estabelecidos socialmente.

Além disso, a moral cumpre a função de regular as relações entre as pessoas para assegurar a ordem social.

Em resumo, ainda que a moral mude historicamente, ela cumpre um serviço comum a todas as épocas: fazer com que os atos dos indivíduos estejam de acordo com o que uma sociedade (ou um setor específico dela) enxerga como favorável ou positivo.

(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

A apresentação do posicionamento de autoridades no assunto foi uma estratégia utilizada no texto para:

Alternativas
Q2626020 Português

“Ratificar” e “retificar” são palavras parônimas, já que não têm escrita nem pronúncia iguais, mas sim parecidas. Nas alternativas, a lacuna que deveria ser completada com o “ratificar” é:

Alternativas
Q2626015 Português

As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.

Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.

A publicação de janeiro de 2023 — disponível na revista científica especializada em saúde JAMA Pediatrics — sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.

Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida real.

Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três anos, indicou que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente a recompensas e punições sociais.

Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em redes sociais. A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.

Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e jogos de azar.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

Sobre a estrutura do texto, analisar os itens abaixo:


I. Por meio do primeiro parágrafo, o leitor fica sabendo qual é o tema do texto: impactos do uso excessivo de redes sociais sobre a saúde humana, especialmente em razão dos efeitos dessas mídias no cérebro das pessoas.

II. O segundo parágrafo traz informações sobre uma pesquisa científica realizada acerca do tema tratado no texto. Além do foco da pesquisa, do nome da instituição e do país onde o estudo foi realizado, há, resumidamente, o principal resultado a que a investigação científica chegou.

III. Informações mais detalhadas sobre a primeira pesquisa relatada no texto — número e idade dos participantes e indicação do período em que eles foram acompanhados pelo estudo — constam no quinto parágrafo.

IV. O sexto parágrafo traz informações sobre o segundo estudo relatado no texto: instituição em que foi realizado, país onde se localiza a universidade, número de participantes, indicação do período em que eles foram acompanhados pelo estudo e principal resultado da pesquisa.


Estão CORRETOS:

Alternativas
Q2626014 Português

As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.

Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.

A publicação de janeiro de 2023 — disponível na revista científica especializada em saúde JAMA Pediatrics — sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.

Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida real.

Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três anos, indicou que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente a recompensas e punições sociais.

Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em redes sociais. A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.

Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e jogos de azar.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

De acordo com as ideias expressas no texto, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2625955 Português

A sociedade é global porque está dominada por empresas globais. Você pode achar que é a facilidade de se comunicar ou viajar para qualquer lugar do planeta, ou de consumir produtos importados pelo comércio eletrônico, ou de assistir aos programas de TV do mundo todo, ou de comprar, em qualquer shopping center, um par de tênis de marca americana, fabricado na Malásia ou na China. Por trás de cada uma dessas vantagens da globalização, está uma empresa global, com capacidade de entregar produtos e serviços em qualquer lugar do mundo, de acordo com as necessidades dos mercados e clientes locais. Em muitos casos, trata-se de business to business — empresas globais vendendo para outras empresas globais, em todo o mundo, para fazer o produto chegar até você. Essas empresas operam como se não existissem fronteiras nacionais, por meio de estruturas integradas de produção, comercialização e suprimentos. Tudo sustentado por estratégias e práticas de gestão de pessoas. Uma implicação importante dessa expansão é a universalização das práticas de gestão de pessoas. Não importa que a empresa seja uma operação estritamente local. Na disputa por mão de obra, concorre com as empresas globais e, para isso, precisa usar os padrões globais de gestão de pessoas.

Não é de hoje que existem organizações multinacionais. A primeira grande empresa multinacional foi o Império Romano (em seus diferentes regimes de governo). Em seu lugar ficou a Igreja Católica, que se expandiu e criou bases em todo o mundo, por meio de pessoas recrutadas em todos os lugares, para trabalhar em todos os lugares. Vieram, em seguida, os impérios coloniais que, como Roma, usaram a força para se estabelecer e atuaram, em certos casos, por meio das companhias das Índias — diversas delas foram fundadas na Europa do século XVII. O uso da força consome recursos e gera ressentimentos. Esse modelo de negócios desapareceu e em seu lugar ficaram as companhias multinacionais.

Hoje, essas empresas não precisam mandar centuriões comandando legiões para cobrar impostos nem construir prisões para os rebeldes. Você, alegre, consciente e voluntariamente, dá seu dinheiro para elas, em troca de automóveis, sapatos e roupas fabricadas na China, sanduíches com alface, pickles e um pão com gergelim, tablets, relógios digitais, roupas e calçados de grife e muitos outros produtos, alguns deles indispensáveis; outros, nem tanto.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)

No 2º parágrafo, no trecho: “[...] Em seu lugar ficou a Igreja Católica [...]”, o termo sublinhado faz referência à palavra/expressão:

Alternativas
Q2625954 Português

A sociedade é global porque está dominada por empresas globais. Você pode achar que é a facilidade de se comunicar ou viajar para qualquer lugar do planeta, ou de consumir produtos importados pelo comércio eletrônico, ou de assistir aos programas de TV do mundo todo, ou de comprar, em qualquer shopping center, um par de tênis de marca americana, fabricado na Malásia ou na China. Por trás de cada uma dessas vantagens da globalização, está uma empresa global, com capacidade de entregar produtos e serviços em qualquer lugar do mundo, de acordo com as necessidades dos mercados e clientes locais. Em muitos casos, trata-se de business to business — empresas globais vendendo para outras empresas globais, em todo o mundo, para fazer o produto chegar até você. Essas empresas operam como se não existissem fronteiras nacionais, por meio de estruturas integradas de produção, comercialização e suprimentos. Tudo sustentado por estratégias e práticas de gestão de pessoas. Uma implicação importante dessa expansão é a universalização das práticas de gestão de pessoas. Não importa que a empresa seja uma operação estritamente local. Na disputa por mão de obra, concorre com as empresas globais e, para isso, precisa usar os padrões globais de gestão de pessoas.

Não é de hoje que existem organizações multinacionais. A primeira grande empresa multinacional foi o Império Romano (em seus diferentes regimes de governo). Em seu lugar ficou a Igreja Católica, que se expandiu e criou bases em todo o mundo, por meio de pessoas recrutadas em todos os lugares, para trabalhar em todos os lugares. Vieram, em seguida, os impérios coloniais que, como Roma, usaram a força para se estabelecer e atuaram, em certos casos, por meio das companhias das Índias — diversas delas foram fundadas na Europa do século XVII. O uso da força consome recursos e gera ressentimentos. Esse modelo de negócios desapareceu e em seu lugar ficaram as companhias multinacionais.

Hoje, essas empresas não precisam mandar centuriões comandando legiões para cobrar impostos nem construir prisões para os rebeldes. Você, alegre, consciente e voluntariamente, dá seu dinheiro para elas, em troca de automóveis, sapatos e roupas fabricadas na China, sanduíches com alface, pickles e um pão com gergelim, tablets, relógios digitais, roupas e calçados de grife e muitos outros produtos, alguns deles indispensáveis; outros, nem tanto.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)

De acordo com o texto, só NÃO é uma vantagem da globalização:

Alternativas
Q2625928 Português

Responda às questões 1 a 5 com base no seguinte texto:


Esta imensa campina, que se dilata por horizontes infindos, é o sertão de minha terra natal. Aí campeia o destemido vaqueiro cearense, que à unha de cavalo acossa o touro indômito no cerrado mais espesso, e o derriba pela cauda com admirável destreza. Aí, ao morrer do dia, reboa entre os mugidos das reses, a voz saudosa e plangente do rapaz que abóia o gado para o recolher aos currais no tempo da ferra. Quando te tomarei a ver, sertão da minha terra, que atravessei há muitos anos na aurora serena e feliz da minha infância? Quando tornarei a respirar tuas auras impregnadas de perfumes agrestes, nas quais o homem comunga a seiva dessa natureza possante? De dia em dia aquelas remotas regiões vão perdendo a primitiva rudeza, que tamanho encanto lhes infundia. A civilização que penetra pelo interior corta os campos de estradas, e semeia pelo vastíssimo deserto as casas e mais tarde as povoações. Não era assim no fim do século passado, quando apenas se encontravam de longe em longe extensas fazendas, as quais ocupavam todo o espaço entre as raras freguesias espalhadas pelo interior da província.


Autor: José de Alencar. Trecho extraído da obra O Sertanejo.

Relativamente a aspectos gramaticais, analise as assertivas.


I. Considerando a colocação pronominal, na frase que se dilata por horizontes infindos, tem-se um caso de ênclise.

II. O verbo reboa, na frase reboa entre os mugidos das reses, a voz saudosa e plangente do rapaz, possui como sinônimo o verbo retumba.

III. Há linguagem conotativa em ao morrer do dia.


Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2625927 Português

Responda às questões 1 a 5 com base no seguinte texto:


Esta imensa campina, que se dilata por horizontes infindos, é o sertão de minha terra natal. Aí campeia o destemido vaqueiro cearense, que à unha de cavalo acossa o touro indômito no cerrado mais espesso, e o derriba pela cauda com admirável destreza. Aí, ao morrer do dia, reboa entre os mugidos das reses, a voz saudosa e plangente do rapaz que abóia o gado para o recolher aos currais no tempo da ferra. Quando te tomarei a ver, sertão da minha terra, que atravessei há muitos anos na aurora serena e feliz da minha infância? Quando tornarei a respirar tuas auras impregnadas de perfumes agrestes, nas quais o homem comunga a seiva dessa natureza possante? De dia em dia aquelas remotas regiões vão perdendo a primitiva rudeza, que tamanho encanto lhes infundia. A civilização que penetra pelo interior corta os campos de estradas, e semeia pelo vastíssimo deserto as casas e mais tarde as povoações. Não era assim no fim do século passado, quando apenas se encontravam de longe em longe extensas fazendas, as quais ocupavam todo o espaço entre as raras freguesias espalhadas pelo interior da província.


Autor: José de Alencar. Trecho extraído da obra O Sertanejo.

São aspectos que podem ser identificados no texto, EXCETO:

Alternativas
Q2625924 Português

Responda às questões 1 a 5 com base no seguinte texto:


Esta imensa campina, que se dilata por horizontes infindos, é o sertão de minha terra natal. Aí campeia o destemido vaqueiro cearense, que à unha de cavalo acossa o touro indômito no cerrado mais espesso, e o derriba pela cauda com admirável destreza. Aí, ao morrer do dia, reboa entre os mugidos das reses, a voz saudosa e plangente do rapaz que abóia o gado para o recolher aos currais no tempo da ferra. Quando te tomarei a ver, sertão da minha terra, que atravessei há muitos anos na aurora serena e feliz da minha infância? Quando tornarei a respirar tuas auras impregnadas de perfumes agrestes, nas quais o homem comunga a seiva dessa natureza possante? De dia em dia aquelas remotas regiões vão perdendo a primitiva rudeza, que tamanho encanto lhes infundia. A civilização que penetra pelo interior corta os campos de estradas, e semeia pelo vastíssimo deserto as casas e mais tarde as povoações. Não era assim no fim do século passado, quando apenas se encontravam de longe em longe extensas fazendas, as quais ocupavam todo o espaço entre as raras freguesias espalhadas pelo interior da província.


Autor: José de Alencar. Trecho extraído da obra O Sertanejo.

Com base na interpretação do texto, leia as assertivas:


I. O autor destaca a beleza e a rusticidade do sertão — sua terra natal — descrevendo a vida dos vaqueiros, que são conhecidos por sua coragem e habilidade na lida com o gado.

II. O autor expressa nostalgia por sua terra natal e lamenta as mudanças que a civilização trouxe para o sertão, as quais estão tirando parte de sua primitiva beleza e rusticidade.

III. O autor expressa uma sensação de saudade e um desejo de reviver a simplicidade e a natureza selvagem do sertão de sua juventude.


Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2625775 Português

Analise as frases abaixo:


A árvore chorou de tristeza. Muitas cidades foram afetadas pela chuva. Joana foi picada por uma cobra. Essa menina é fogo!

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2625121 Português

Analise a tirinha a seguir, do personagem Armandinho, criado por Alexandre Beck:

Imagem associada para resolução da questão

Fonte:

https://qualusar.files.wordpress.com/2017/11/tumblr_nyus00dnu41u1iys qo1_500.png?w=750 Acesso em: 05 nov., 2023.

A tirinha apresentada poderia ser empregada no ensino de qual fenômeno da língua portuguesa?

Alternativas
Q2625120 Português

Assinale a alternativa que apresenta uma figura fônica de linguagem:

Alternativas
Q2625115 Português

Analise o excerto a seguir:

Nos anos finais do século XX e nos iniciais do século XXI, os estudos do letramento e ___ contribuições das concepções bakhtinianas para o tratamento das questões de ensino de língua ofereceram novas perspectivas para as discussões em torno da escrita produzida em contexto escolar. ___ consideração dos aspectos ideológicos inerentes ___ práticas sociais que envolvem a produção; o desenvolvimento dos estudos sobre a heterogeneidade das relações oral/escrito; e ___ discussões a respeito das possibilidades oferecidas pelos recursos digitais produziram novas possibilidades para as considerações sobre o ensino de escrita na escola. O distanciamento produzido pela textualidade eletrônica, em relação ___ ordem dos discursos constituída na cultura impressa, ao apontar para riscos de rupturas nessa ordem, possibilitou, em consequência, a consideração de aspectos da produção linguística não tematizados anteriormente ___ possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais (de Pietri, 2010).

Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas no excerto:

Alternativas
Q2625114 Português

Os gêneros jornalísticos são amplamente propostos ao longo do currículo da educação básica. Sobre esses gêneros, analise as afirmações a seguir:

I. ___________ é um gênero textual jornalístico que se posiciona criticamente a respeito dos assuntos mais relevantes para o momento, expressando a opinião de uma equipe (Matos, 2023).

II. __________ trata-se de um texto informativo sobre um tema atual ou algum acontecimento real, veiculado pelos principais meios de comunicação: jornais, revistas, meios televisivos, rádio, internet, dentre outros (Diana, 2023).

III. __________ é um texto pertencente ao gênero jornalístico que tem como principal função expor, opinar ou interpretar informações do cotidiano (Oliveira, 2023).

IV. __________ é um tipo de texto dissertativo-argumentativo em que o autor apresenta seu ponto de vista sobre determinado tema (Diana, 2023).

V. __________ é um tipo de correspondência veiculada geralmente em jornais e revistas em que os leitores podem apresentar suas opiniões (Diana, 2023).

Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas nos excertos:

Alternativas
Q2625109 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 47.

A escuta nas práticas de leitura

Mesmo antes do surgimento da escrita, o homem lia o mundo com o seu olhar, com suas experiências sensoriais. Utilizando-se da linguagem oral e das imagens, trocava ideias, refletindo sobre tudo o que o cercava. E, mesmo depois da invenção da escrita, continua utilizando-se da palavra oral e das imagens para fazer observações, construir conhecimentos, partilhar suas impressões sobre a vida e discutir as questões que ocorrem a sua volta.

A produção de sentidos a partir da leitura, seja pela criança, pelo leitor jovem ou adulto, está relacionada a vários elementos, entre os quais podemos destacar: o ambiente de leitura; a formação histórico-cultural do leitor; sua disposição pessoal para a leitura; as leituras anteriores feitas pelo leitor; a forma como a leitura é mediada etc.

Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela. A leitura com envolvimento proporciona uma simbiose entre o leitor e o livro, mas quando esta não é acompanhada e orientada pode não atingir os seus objetivos. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.

O livro Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura, da pesquisadora argentina Cecilia Bajour, trata justamente dessas discussões sobre o papel do mediador e a qualidade de suas intervenções, tendo como propósito principal refletir sobre a escuta como vínculo pedagógico entre docentes e alunos em diversas práticas de leitura literária [...].

Para Bajour, a tarefa do professor é "escutar e se nutrir de leituras e saberes", a fim de descobrir como ocorre a construção de mundos com palavras e imagens. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido. Para isso, entra a necessidade primeira de se conhecerem a fundo os textos que serão escolhidos. Somente assim tem-se uma escuta apurada no momento da conversa.

No primeiro capítulo do livro, a autora [...] discorre sobre a importância da escuta para o sucesso no trabalho com a leitura e enfatiza o papel do mediador como sujeito ativo na interlocução entre o texto e o leitor. Destaca, ainda, o potencial da conversação literária como possibilidade de mudança nos métodos tradicionais de leitura adotados na escola e aponta a seleção de textos como sendo um dos pilares no trabalho de formação de leitores [...].

No segundo capítulo, o texto debruça-se sobre a conversa literária como uma situação de ensino. A partir da análise de falas dos professores que participaram do curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil, a autora ressalta que diversas experiências relatadas mostraram a necessidade de um posicionamento crítico por parte dos professores a respeito da relação entre seleção de textos e teoria. Quanto mais esses mediadores conhecerem a respeito dos textos e das maneiras de lê-los, menos ficarão presos a receitas, esquemas, critérios fixos etc. no momento de fazer escolhas. Esses pontos de partida muitas vezes desprezam a importância do estético e propõem classificações e tipologias que deixam o literário e o artístico em segundo plano [...].

O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa: "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?". Inicialmente, a autora tece críticas sobre algumas versões que são dadas ao conceito de "promoção", associando-o à ideia de "animação", "espetáculo", "show", que acabam deixando o livro e a leitura em segundo plano ou, em casos mais graves, nos quais eles quase não aparecem. Por outro lado, ela mostra-se a favor de muitas práticas artísticas ligadas ao campo da "promoção" que colocam a leitura e os livros como o centro das propostas. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.

Entretanto, Bajour não defende a desescolarização da leitura. De acordo com a autora, "não há motivo para que a responsabilidade da escola de propiciar aos alunos experiências culturais ricas e variadas seja concebida de forma apartada da responsabilidade de ensinar".

No quarto e último capítulo, a autora, no intuito de ampliar as discussões sobre as escolhas, trata da questão do cânone referente à literatura infantil. Ela propõe uma forma possível de mudar essa ideia de cânone, concebido como algo totalitário, sagrado, surdo e autorreferencial, que consagra os textos e define sua circulação. Bajour aponta que se deve pensar em um cânone que escute, que se ofereça ao diálogo, que se abra para a cultura que corre fora das instituições e que não se reduza a seus ditames.

A partir da leitura da obra, pode-se concluir que a literatura na escola deve se pautar em textos que possibilitem o desenvolvimento do senso crítico. Os alunos devem ser percebidos como leitores plurais e as mediações necessitam de critérios e ações capazes de levar o leitor iniciante a valorizar a leitura e a reconhecê-la como um processo de escuta que conduz a novos horizontes.

Retirado e adaptado de: Revista Presença Pedagógica. A escuta nas práticas de leitura. Editora Pulo do Gato. Disponível em: http://www.editorapulodogato.com.br/pagina.php?id=102 Acesso em: 05 nov., 2023.


Fonte: Revista Presença Pedagógica.

A partir da leitura atenta de "A escuta nas práticas de leitura", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Segundo a autora Cecilia Bajour, para além de ensinar a ler, a escola também precisa promover a leitura.

(__)Para Bajour, o professor deve atuar como mediador entre o estudante e a leitura. Dessa forma, o estudante deve ser sempre o responsável pela escolha das leituras que socializará com o professor.

(__)A autora defende que o que é considerado cânone deve ser revisto e ressignificado de forma que o cânone assuma uma postura mais dialógica, menos fixa e mais plural.

(__)Um dos papéis do mediador em leitura é ouvir o que o estudante leitor tem a dizer, dialogar sobre leituras, de modo a perceber a forma como o leitor compreendeu o que leu, como significou essa leitura e quais percepções de mundo foram possíveis a partir da leitura.

(__)No texto, a fala - e a escuta - são apresentadas como ferramentas para a promoção de leitura.

(__)O estudante-leitor é o centro do processo da educação literária. Assim o professor não deve desempenhar interferências na interação leitor e texto lido.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q2625108 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 47.

A escuta nas práticas de leitura

Mesmo antes do surgimento da escrita, o homem lia o mundo com o seu olhar, com suas experiências sensoriais. Utilizando-se da linguagem oral e das imagens, trocava ideias, refletindo sobre tudo o que o cercava. E, mesmo depois da invenção da escrita, continua utilizando-se da palavra oral e das imagens para fazer observações, construir conhecimentos, partilhar suas impressões sobre a vida e discutir as questões que ocorrem a sua volta.

A produção de sentidos a partir da leitura, seja pela criança, pelo leitor jovem ou adulto, está relacionada a vários elementos, entre os quais podemos destacar: o ambiente de leitura; a formação histórico-cultural do leitor; sua disposição pessoal para a leitura; as leituras anteriores feitas pelo leitor; a forma como a leitura é mediada etc.

Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela. A leitura com envolvimento proporciona uma simbiose entre o leitor e o livro, mas quando esta não é acompanhada e orientada pode não atingir os seus objetivos. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.

O livro Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura, da pesquisadora argentina Cecilia Bajour, trata justamente dessas discussões sobre o papel do mediador e a qualidade de suas intervenções, tendo como propósito principal refletir sobre a escuta como vínculo pedagógico entre docentes e alunos em diversas práticas de leitura literária [...].

Para Bajour, a tarefa do professor é "escutar e se nutrir de leituras e saberes", a fim de descobrir como ocorre a construção de mundos com palavras e imagens. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido. Para isso, entra a necessidade primeira de se conhecerem a fundo os textos que serão escolhidos. Somente assim tem-se uma escuta apurada no momento da conversa.

No primeiro capítulo do livro, a autora [...] discorre sobre a importância da escuta para o sucesso no trabalho com a leitura e enfatiza o papel do mediador como sujeito ativo na interlocução entre o texto e o leitor. Destaca, ainda, o potencial da conversação literária como possibilidade de mudança nos métodos tradicionais de leitura adotados na escola e aponta a seleção de textos como sendo um dos pilares no trabalho de formação de leitores [...].

No segundo capítulo, o texto debruça-se sobre a conversa literária como uma situação de ensino. A partir da análise de falas dos professores que participaram do curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil, a autora ressalta que diversas experiências relatadas mostraram a necessidade de um posicionamento crítico por parte dos professores a respeito da relação entre seleção de textos e teoria. Quanto mais esses mediadores conhecerem a respeito dos textos e das maneiras de lê-los, menos ficarão presos a receitas, esquemas, critérios fixos etc. no momento de fazer escolhas. Esses pontos de partida muitas vezes desprezam a importância do estético e propõem classificações e tipologias que deixam o literário e o artístico em segundo plano [...].

O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa: "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?". Inicialmente, a autora tece críticas sobre algumas versões que são dadas ao conceito de "promoção", associando-o à ideia de "animação", "espetáculo", "show", que acabam deixando o livro e a leitura em segundo plano ou, em casos mais graves, nos quais eles quase não aparecem. Por outro lado, ela mostra-se a favor de muitas práticas artísticas ligadas ao campo da "promoção" que colocam a leitura e os livros como o centro das propostas. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.

Entretanto, Bajour não defende a desescolarização da leitura. De acordo com a autora, "não há motivo para que a responsabilidade da escola de propiciar aos alunos experiências culturais ricas e variadas seja concebida de forma apartada da responsabilidade de ensinar".

No quarto e último capítulo, a autora, no intuito de ampliar as discussões sobre as escolhas, trata da questão do cânone referente à literatura infantil. Ela propõe uma forma possível de mudar essa ideia de cânone, concebido como algo totalitário, sagrado, surdo e autorreferencial, que consagra os textos e define sua circulação. Bajour aponta que se deve pensar em um cânone que escute, que se ofereça ao diálogo, que se abra para a cultura que corre fora das instituições e que não se reduza a seus ditames.

A partir da leitura da obra, pode-se concluir que a literatura na escola deve se pautar em textos que possibilitem o desenvolvimento do senso crítico. Os alunos devem ser percebidos como leitores plurais e as mediações necessitam de critérios e ações capazes de levar o leitor iniciante a valorizar a leitura e a reconhecê-la como um processo de escuta que conduz a novos horizontes.

Retirado e adaptado de: Revista Presença Pedagógica. A escuta nas práticas de leitura. Editora Pulo do Gato. Disponível em: http://www.editorapulodogato.com.br/pagina.php?id=102 Acesso em: 05 nov., 2023.


Fonte: Revista Presença Pedagógica.

Analise os aspectos semânticos do seguinte trecho, retirado de "A escuta nas práticas de leitura":

Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela.

A palavra em destaque foi empregada no trecho com o mesmo sentido que em:

Alternativas
Q2625107 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 47.

A escuta nas práticas de leitura

Mesmo antes do surgimento da escrita, o homem lia o mundo com o seu olhar, com suas experiências sensoriais. Utilizando-se da linguagem oral e das imagens, trocava ideias, refletindo sobre tudo o que o cercava. E, mesmo depois da invenção da escrita, continua utilizando-se da palavra oral e das imagens para fazer observações, construir conhecimentos, partilhar suas impressões sobre a vida e discutir as questões que ocorrem a sua volta.

A produção de sentidos a partir da leitura, seja pela criança, pelo leitor jovem ou adulto, está relacionada a vários elementos, entre os quais podemos destacar: o ambiente de leitura; a formação histórico-cultural do leitor; sua disposição pessoal para a leitura; as leituras anteriores feitas pelo leitor; a forma como a leitura é mediada etc.

Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela. A leitura com envolvimento proporciona uma simbiose entre o leitor e o livro, mas quando esta não é acompanhada e orientada pode não atingir os seus objetivos. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.

O livro Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura, da pesquisadora argentina Cecilia Bajour, trata justamente dessas discussões sobre o papel do mediador e a qualidade de suas intervenções, tendo como propósito principal refletir sobre a escuta como vínculo pedagógico entre docentes e alunos em diversas práticas de leitura literária [...].

Para Bajour, a tarefa do professor é "escutar e se nutrir de leituras e saberes", a fim de descobrir como ocorre a construção de mundos com palavras e imagens. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido. Para isso, entra a necessidade primeira de se conhecerem a fundo os textos que serão escolhidos. Somente assim tem-se uma escuta apurada no momento da conversa.

No primeiro capítulo do livro, a autora [...] discorre sobre a importância da escuta para o sucesso no trabalho com a leitura e enfatiza o papel do mediador como sujeito ativo na interlocução entre o texto e o leitor. Destaca, ainda, o potencial da conversação literária como possibilidade de mudança nos métodos tradicionais de leitura adotados na escola e aponta a seleção de textos como sendo um dos pilares no trabalho de formação de leitores [...].

No segundo capítulo, o texto debruça-se sobre a conversa literária como uma situação de ensino. A partir da análise de falas dos professores que participaram do curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil, a autora ressalta que diversas experiências relatadas mostraram a necessidade de um posicionamento crítico por parte dos professores a respeito da relação entre seleção de textos e teoria. Quanto mais esses mediadores conhecerem a respeito dos textos e das maneiras de lê-los, menos ficarão presos a receitas, esquemas, critérios fixos etc. no momento de fazer escolhas. Esses pontos de partida muitas vezes desprezam a importância do estético e propõem classificações e tipologias que deixam o literário e o artístico em segundo plano [...].

O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa: "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?". Inicialmente, a autora tece críticas sobre algumas versões que são dadas ao conceito de "promoção", associando-o à ideia de "animação", "espetáculo", "show", que acabam deixando o livro e a leitura em segundo plano ou, em casos mais graves, nos quais eles quase não aparecem. Por outro lado, ela mostra-se a favor de muitas práticas artísticas ligadas ao campo da "promoção" que colocam a leitura e os livros como o centro das propostas. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.

Entretanto, Bajour não defende a desescolarização da leitura. De acordo com a autora, "não há motivo para que a responsabilidade da escola de propiciar aos alunos experiências culturais ricas e variadas seja concebida de forma apartada da responsabilidade de ensinar".

No quarto e último capítulo, a autora, no intuito de ampliar as discussões sobre as escolhas, trata da questão do cânone referente à literatura infantil. Ela propõe uma forma possível de mudar essa ideia de cânone, concebido como algo totalitário, sagrado, surdo e autorreferencial, que consagra os textos e define sua circulação. Bajour aponta que se deve pensar em um cânone que escute, que se ofereça ao diálogo, que se abra para a cultura que corre fora das instituições e que não se reduza a seus ditames.

A partir da leitura da obra, pode-se concluir que a literatura na escola deve se pautar em textos que possibilitem o desenvolvimento do senso crítico. Os alunos devem ser percebidos como leitores plurais e as mediações necessitam de critérios e ações capazes de levar o leitor iniciante a valorizar a leitura e a reconhecê-la como um processo de escuta que conduz a novos horizontes.

Retirado e adaptado de: Revista Presença Pedagógica. A escuta nas práticas de leitura. Editora Pulo do Gato. Disponível em: http://www.editorapulodogato.com.br/pagina.php?id=102 Acesso em: 05 nov., 2023.


Fonte: Revista Presença Pedagógica.

Analise as características textuais de "A escuta nas práticas de leitura" e avalie as afirmações a seguir:

I. O texto pertence ao gênero resenha, que consiste em um texto opinativo no qual o autor visa influenciar o seu leitor a acessar o material ou a evitá-lo.

II. A função da linguagem predominante no texto é a apelativa, que tem o intuito de convencer o leitor.

III.O tipo textual predominante no texto é o chamado descritivo objetivo, que descreve as características de um determinado referente.

É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q2625105 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 47.

A escuta nas práticas de leitura

Mesmo antes do surgimento da escrita, o homem lia o mundo com o seu olhar, com suas experiências sensoriais. Utilizando-se da linguagem oral e das imagens, trocava ideias, refletindo sobre tudo o que o cercava. E, mesmo depois da invenção da escrita, continua utilizando-se da palavra oral e das imagens para fazer observações, construir conhecimentos, partilhar suas impressões sobre a vida e discutir as questões que ocorrem a sua volta.

A produção de sentidos a partir da leitura, seja pela criança, pelo leitor jovem ou adulto, está relacionada a vários elementos, entre os quais podemos destacar: o ambiente de leitura; a formação histórico-cultural do leitor; sua disposição pessoal para a leitura; as leituras anteriores feitas pelo leitor; a forma como a leitura é mediada etc.

Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela. A leitura com envolvimento proporciona uma simbiose entre o leitor e o livro, mas quando esta não é acompanhada e orientada pode não atingir os seus objetivos. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.

O livro Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura, da pesquisadora argentina Cecilia Bajour, trata justamente dessas discussões sobre o papel do mediador e a qualidade de suas intervenções, tendo como propósito principal refletir sobre a escuta como vínculo pedagógico entre docentes e alunos em diversas práticas de leitura literária [...].

Para Bajour, a tarefa do professor é "escutar e se nutrir de leituras e saberes", a fim de descobrir como ocorre a construção de mundos com palavras e imagens. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido. Para isso, entra a necessidade primeira de se conhecerem a fundo os textos que serão escolhidos. Somente assim tem-se uma escuta apurada no momento da conversa.

No primeiro capítulo do livro, a autora [...] discorre sobre a importância da escuta para o sucesso no trabalho com a leitura e enfatiza o papel do mediador como sujeito ativo na interlocução entre o texto e o leitor. Destaca, ainda, o potencial da conversação literária como possibilidade de mudança nos métodos tradicionais de leitura adotados na escola e aponta a seleção de textos como sendo um dos pilares no trabalho de formação de leitores [...].

No segundo capítulo, o texto debruça-se sobre a conversa literária como uma situação de ensino. A partir da análise de falas dos professores que participaram do curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil, a autora ressalta que diversas experiências relatadas mostraram a necessidade de um posicionamento crítico por parte dos professores a respeito da relação entre seleção de textos e teoria. Quanto mais esses mediadores conhecerem a respeito dos textos e das maneiras de lê-los, menos ficarão presos a receitas, esquemas, critérios fixos etc. no momento de fazer escolhas. Esses pontos de partida muitas vezes desprezam a importância do estético e propõem classificações e tipologias que deixam o literário e o artístico em segundo plano [...].

O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa: "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?". Inicialmente, a autora tece críticas sobre algumas versões que são dadas ao conceito de "promoção", associando-o à ideia de "animação", "espetáculo", "show", que acabam deixando o livro e a leitura em segundo plano ou, em casos mais graves, nos quais eles quase não aparecem. Por outro lado, ela mostra-se a favor de muitas práticas artísticas ligadas ao campo da "promoção" que colocam a leitura e os livros como o centro das propostas. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.

Entretanto, Bajour não defende a desescolarização da leitura. De acordo com a autora, "não há motivo para que a responsabilidade da escola de propiciar aos alunos experiências culturais ricas e variadas seja concebida de forma apartada da responsabilidade de ensinar".

No quarto e último capítulo, a autora, no intuito de ampliar as discussões sobre as escolhas, trata da questão do cânone referente à literatura infantil. Ela propõe uma forma possível de mudar essa ideia de cânone, concebido como algo totalitário, sagrado, surdo e autorreferencial, que consagra os textos e define sua circulação. Bajour aponta que se deve pensar em um cânone que escute, que se ofereça ao diálogo, que se abra para a cultura que corre fora das instituições e que não se reduza a seus ditames.

A partir da leitura da obra, pode-se concluir que a literatura na escola deve se pautar em textos que possibilitem o desenvolvimento do senso crítico. Os alunos devem ser percebidos como leitores plurais e as mediações necessitam de critérios e ações capazes de levar o leitor iniciante a valorizar a leitura e a reconhecê-la como um processo de escuta que conduz a novos horizontes.

Retirado e adaptado de: Revista Presença Pedagógica. A escuta nas práticas de leitura. Editora Pulo do Gato. Disponível em: http://www.editorapulodogato.com.br/pagina.php?id=102 Acesso em: 05 nov., 2023.


Fonte: Revista Presença Pedagógica.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente o referente de cada um dos termos anafóricos presentes em "A escuta nas práticas de leitura":

I. Esses pontos de partida (sétimo parágrafo):

a. textos e as maneiras de lê-los.

b. receitas, esquemas, critérios fixos etc.

II. Esta não é acompanhada (terceiro parágrafo):

a. simbiose entre o leitor e o livro.

b. leitura.

III. Ela propõe uma forma possível... (décimo parágrafo):

a. a autora.

b. literatura infantil.

IV. O texto debruça-se (sétimo parágrafo):

a. O livro "Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura".

b. segundo capítulo.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação:

Alternativas
Q2575319 Português
Texto para à questão.
 
Cafezinho – Rubem Braga

    Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café. 
    Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:
    – Ele foi tomar café.
    A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante.
    Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer: 
    – Bem cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho. 
    Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago: 
    – Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.
    Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:
    – Ele está?
    – Alguém dará o nosso recado sem endereço. 
    Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:
    – Ele disse que ia tomar um cafezinho...
    Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:
    – Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...
    Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais.         Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar. 
    Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

FONTE: https://www.culturagenial.com/cronicas-famosas-comentadas/
Para o autor, a informação de que um funcionário público carioca fora tomar um cafezinho significa que
Alternativas
Q2575309 Português
Texto para à questão.
 
Te Amo Demais
Marília Mendonça

Eu sou assim
Nunca soube recitar poesia
Não sei palavras de amor
Não sou sedutor, não sei fingir, nem poderia

Eu não tenho ouro nem prata
Mas o meu maior tesouro eu te dei
Só quero o seu amor e mais nada
Você precisa entender, é que eu não sei dizer

Só sei que eu te amo demais
Nas noites sozinho, é o teu nome que eu chamo
Baby, eu te amo demais
Eu só sei dizer: Te amo, te amo

Palavras valem menos que um olhar
O coração é quem vai te explicar
Da cabeça aos pés, eu vou te beijar
Como um sábio na arte de amar

Não sei mentir pra conquistar uma mulher
Daria tudo nesse mundo só pra ter você
O destino seja o que Deus quiser
Você precisa entender, é que eu não sei dizer

Só sei que eu te amo demais
Nas noites sozinha, é o teu nome que eu chamo
Baby, eu te amo demais
Eu só sei dizer: Te amo, te amo 

Só sei que eu te amo demais
Nas noites sozinha, é o teu nome que eu chamo
Baby, eu te amo demais
Eu só sei dizer: Te amo, te amo

Te amo demais
Como eu te amo
Te amo demais
Te amo, te amo

Só sei que eu te amo demais
Nas noites sozinha, é o teu nome que eu chamo B
aby, eu te amo demais
Eu só sei dizer: Te amo, te amo

Te amo

FONTE: https://maistocadas.mus.br/musicas-mais-tocadas/
No trecho “é o teu nome que eu chamo”, o verbo chamar pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ou mudança de contexto, por:
Alternativas
Respostas
32081: B
32082: B
32083: C
32084: B
32085: A
32086: C
32087: D
32088: D
32089: B
32090: B
32091: C
32092: C
32093: D
32094: D
32095: B
32096: D
32097: A
32098: D
32099: B
32100: B