Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3967026 Português
Leia o texto e responda à questão.

O mito do “multitarefa”: a mente em 15 abas e a sensação de não concluir nada

Eu descobri que minha mente não é um cérebro. É um navegador. E eu sou o tipo de pessoa que abre abas como quem coleciona possibilidades: com entusiasmo, sem critério e com a esperança ingênua de que “depois eu volto”.

Começa sempre com uma intenção nobre. Vou responder um e-mail. Abro o computador, encaro a caixa de entrada e penso: “Agora vai”. Aí vejo uma mensagem pedindo um arquivo. Preciso achar o arquivo. Abro a pasta. Não lembro onde salvei. Pesquiso pelo nome. Aparecem três versões: “final”, “final mesmo” e “final agora vai”. Abro as três, para comparar. Três abas mentais.

No meio disso, lembro que tenho que pagar uma conta. Abro o app do banco. Ele pede senha, biometria, confirmação por SMS e, se pudesse, pediria uma redação sobre responsabilidade financeira. Enquanto espero o código, olho uma notificação: “Você tem 24 mensagens não lidas”. Eu não tenho 24 mensagens. Eu tenho 24 pequenas urgências em formato de balão.

Eu volto para o e-mail. Escrevo “Olá, tudo bem?”. Pauso. Porque aparece a dúvida existencial do multitarefa: eu ponho vírgula depois do “Olá”? Eu estou sendo formal demais? Releio. De repente, estou revisando o tom, a pontuação e o sentido da vida.

Aí eu lembro do café. Vou até a cozinha. No caminho, vejo a pia. A pia olha para mim como um lembrete de que eu tenho um lar e um passado. Eu lavo uma xícara “rapidinho”. Só que “rapidinho” é uma palavra mentirosa. Quando vejo, estou lavando mais três coisas, organizando a esponja e pensando que talvez eu devesse comprar uma plantinha, porque adultos compram plantinhas para se sentirem equilibrados.

Volto para o computador com o café. Sento. Abro a aba errada. Estou lendo sobre plantas. Como cheguei aqui? Ah, sim: a plantinha. O algoritmo, sempre gentil, me oferece “10 plantas que sobrevivem a quem esquece de regar”. Eu me sinto visto.

Fecho. Ou tento fechar. Porque surge um pop-up: “Você tem certeza que deseja sair?”. O computador tem mais cuidado comigo do que eu mesmo. Abro o documento do arquivo “final”. Percebo um erro. Vou corrigir. Mas antes, preciso confirmar um dado.

Abro uma busca rápida. A busca rápida vira um buraco. Em dois cliques, estou lendo uma discussão de 2017 entre desconhecidos com opiniões fortes e pouca pontuação. Eu nem concordo com ninguém, mas sigo lendo, como se fosse importante para a minha carreira.

Meu celular vibra. Mensagem. Eu respondo. Enquanto respondo, alguém manda áudio. Eu ouço no 1,5x, porque eu sou multitarefa e moderno. O áudio fala de um assunto que exige resposta cuidadosa. Eu penso “vou responder depois”. Só que “depois” é a prateleira onde eu guardo tudo o que eu não quero lidar agora. Essa prateleira está lotada.

Em algum momento, eu olho para o alto da tela: 15 abas abertas. Quinze. Algumas são úteis. Outras são lembranças de decisões interrompidas. Uma delas é uma música que eu nem dei play. Ela está ali apenas para me julgar em silêncio.

O mito do multitarefa é que ele parece eficiência. Na prática, ele é uma forma elegante de fragmentar a atenção. Você faz um pouco de tudo e termina com a sensação de não ter feito nada. É como cozinhar 15 pratos ao mesmo tempo e, no fim, comer biscoito em pé.

No final do dia, eu fecho o notebook e sinto uma vitória estranha: não resolvi tudo, mas sobrevivi ao meu próprio navegador mental. E penso que talvez a solução não seja fazer mais coisas. Talvez seja fechar abas. Uma de cada vez. E, principalmente, aceitar que foco não é uma virtude mística. É só uma escolha repetida. Com teimosia. E com menos “rapidinhos”.

Fonte: Banca Examinadora
A crítica do narrador ao “multitarefa” se apoia, de modo implícito, no pressuposto de que
Alternativas
Q3965727 Português
“Escolher um livro é fazer um pacto com ele, olhando nos olhos da capa.” (Socorro Acioli)

No pensamento acima, o livro é apresentado em sentido:
Alternativas
Q3965722 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A beleza total A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. (...)

  Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. Cultura
genial. Disponível em:
<https://www.culturagenial.com/contos-curtos-para-leragora-mesmo/>. 
“Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana”

É correto afirmar que a palavra destacada no trecho acima:
Alternativas
Q3965721 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A beleza total A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. (...)

  Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. Cultura
genial. Disponível em:
<https://www.culturagenial.com/contos-curtos-para-leragora-mesmo/>. 
“A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes.”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3965720 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A beleza total A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. (...)

  Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. Cultura
genial. Disponível em:
<https://www.culturagenial.com/contos-curtos-para-leragora-mesmo/>. 
De acordo com o texto “A beleza total”, Gertrudes possuía uma beleza:
Alternativas
Q3965614 Português
“Mística e poesia são braços do mesmo rio.” (Adélia Prado)

No pensamento acima, o rio é apresentado como um corpo que possui dois braços. Essa imagem remete à seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q3965613 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada está sendo empregada em sentido próprio.
Alternativas
Q3965611 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Eu sei, mas não devia


    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. (...)

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. (...)

    A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Cultura genial. Disponível em . <https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/>. 
“A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3965610 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Eu sei, mas não devia


    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. (...)

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. (...)

    A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Cultura genial. Disponível em . <https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/>. 
No texto “Eu sei, mas não devia”, o uso repetitivo da expressão “a gente se acostuma” reforça o sentido de: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Assistente Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Arquiteto | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Contador | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Coordenador Pedagógico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Físico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Enfermeiro | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Civil | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Sanitarista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fisioterapeuta | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fonoaudiólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Veterinário | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Endodontista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Tradutor e Intérprete de Libras | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Turismólogo |
Q3965551 Português
Analise:

“Jorge é um volante experiente.”

Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem presente na oração acima:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Assistente Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Arquiteto | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Contador | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Coordenador Pedagógico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Físico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Enfermeiro | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Civil | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Sanitarista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fisioterapeuta | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fonoaudiólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Veterinário | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Endodontista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Tradutor e Intérprete de Libras | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Turismólogo |
Q3965550 Português
Leia o texto e responda a questão:


Adolescente de 12 anos é aprovado em curso de matemática da Uerj: 'consegui passar com uns pontinhos sobrando'


Bernardo Manfredini prestou vestibular como 'treineiro', motivado pela curiosidade em entender o processo seletivo e testar seus conhecimentos. Jovem tem altas habilidades e sonha cursar engenharia da computação.


    Aos 12 anos e cursando o 8º ano do ensino fundamental, Bernardo Vinício Manfredini, morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, alcançou um feito notável: a aprovação no curso de matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

  O adolescente prestou vestibular como "treineiro", motivado pela curiosidade em entender o processo seletivo e testar seus conhecimentos.

   Bernardo explica que queria saber como funcionava o processo e que sua mãe, Luzia Manfredini, deu apoio para que ele tivesse essa vivência na prática. O resultado da aprovação foi recebido com surpresa.

 "As licenciaturas, no geral, são os cursos menos concorridos das universidades. Mas por informações que encontramos na internet, esperávamos um corte bem mais baixo. O corte desse ano veio com uma média de 20 pontos mais alto do que esperávamos. Consegui passar com uns pontinhos sobrando", revela o estudante.

   Nos dias de prova, o estudante conta que atraiu olhares, por conta de sua idade. "Alguns que me olharam curiosos, mas eles estavam mais preocupados com suas provas. Eu sou alto para a minha idade, então não chamei muito a atenção. Teve uma pessoa que me perguntou se eu estava de treineiro e quis saber como era participar. Mas foi uma conversa curta", explica.

   A escolha por matemática foi natural, já que essa é sua matéria favorita e a área em que estuda conteúdos avançados para olimpíadas do conhecimento. Bernardo, inclusive, acumula um histórico invejável nessas disputas: já participou de mais de 100 provas de alto nível e conquistou cerca de 80 medalhas.

  "Não é em toda competição que ganho medalha, não. Dessas 80 medalhas, a maioria é de matemática, mas tem de outras áreas também, como a nacional de ciências, de química jr, de nanotecnologia, de astronomia e física. Tenho algumas medalhas internacionais em olimpíadas americana e asiáticas. As mais importantes são as da OBM, OMERJ e OBMEP", pontua o jovem.


(https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/02/10/adolescentede-12-anos-e-aprovado-em-curso-de-matematica-da-uerj.ghtml)
Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto acima:
Alternativas
Q3965354 Português
Vícios de linguagem correspondem a expressões ou estruturas linguísticas que contrariam as regras da gramática normativa. Com base nos conhecimentos sobre desvios da norma-culta, analise as frases a seguir:
1.No almoço de domingo, eles prepararam uma pizza de calabreza, que deixaram o prato saboroso.
2.Os cidadões participaram da reunião da prefeitura para discutir melhorias na cidade e apresentar suas sugestões.
3.Ela está meia triste, sem vontade de falar com ninguém.

Nas três frases, identifica-se o vício de linguagem denominado:
Alternativas
Q3965337 Português
As relações de sentido entre as palavras são fundamentais para a interpretação de textos e para a ampliação do repertório vocabular. Acerca desses conceitos semânticos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A homonímia ocorre quando palavras possuem a mesma pronúncia (homófonas) ou a mesma grafia (homógrafas), mas significados distintos, como "sessão", "seção" e "cessão".
(__)A polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir múltiplos significados dependendo do contexto de uso, mantendo uma origem semântica comum, como o termo "mão" em "mão de obra" e "mão de direção".
(__)A antonímia refere-se a palavras que possuem grafia e pronúncia semelhantes, mas sentidos diferentes, sendo frequentemente exemplificada pelos termos "ratificar" e "retificar".
(__)A sinonímia absoluta é frequente na língua portuguesa, permitindo que qualquer termo seja substituído por outro em qualquer contexto sem nenhuma alteração de nuança ou registro.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3965325 Português
A produção textual manifesta-se por meio de diferentes linguagens e propósitos comunicativos, sendo a distinção entre o literário e o não-literário pautada pela função estética e pelo compromisso com a realidade objetiva. Diante das características do discurso poético e informativo, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3965249 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.



Texto 01


A lição da jabuticabeira


    Quando nos mudamos para o novo apartamento, há quinze anos, ganhei uma jabuticabeira do meu marido. Sempre amei jabuticabas e, talvez ainda mais, as jabuticabeiras. Minha mãe, quando morava no Mato Grosso, dizia que cada pessoa da família tinha uma árvore no quintal, e que ela refletia o momento de vida de cada um. A minha era uma jabuticabeira. Quando ela dava muitos frutos, minha mãe tirava uma foto e mandava: “Olha que linda! Sua vida está florindo.” Ela nunca mandava fotos sem flores ou frutos. Não porque a vida estivesse sempre florida, mas por aquela delicadeza que só as mães têm.

    Há algum tempo, a jabuticabeira da varanda começou a ficar amarelada. Achamos que fosse falta de sol — abrimos as cortinas. Nada. Depois abrimos as janelas, para que o vento circulasse. Também não funcionou. O Google (sim, ainda sou do tempo do Google) dizia que restavam duas alternativas: adubar ou trocar a terra. Optei pelo adubo. Mais rápido, mais fácil e muito menos possibilidade de sujeira. Escolhi o mais eficiente, com a embalagem mais bonita e as melhores recomendações. Li a bula com atenção, mas como sou péssima com medidas, fiz “no olho”. Quatro colheres e água até o pó desaparecer. Pronto. No dia seguinte, percebi algumas folhas no chão. No segundo dia, nenhuma nos galhos. Coloquei adubo demais. Chamei um jardineiro, um especialista na vida real, não mais no mundo virtual. Ele foi direto: talvez houvesse salvação, talvez não. Entrei em choque. Sempre associei adubo à força. E força, achava eu, nunca era demais. Engano.

    Passei a olhar em volta e percebi: o excesso de adubo tem seu equivalente na vida. O excesso de cuidado também sufoca. Quantas vezes, com boas intenções, pais e mães “adubam demais” os filhos? São crianças e adolescentes que, desde pequenos, não precisam lidar com o tédio, nem cumprir pequenas obrigações, nem ser responsáveis por suas tarefas. Há sempre um adulto disponível – pais, babás, professores – pronto para lembrar, ajudar e, muitas vezes, resolver o problema antes mesmo que ele aconteça.

    Mas sem tropeços, raramente há aprendizado. Sem esforço, dificilmente há conquista.

    Não defendo o “se vira” da educação mais antiga, mas também não precisamos viver no “eu resolvo”, tão contemporâneo. No meio do caminho existe o “vamos juntos”. A questão é sempre a medida. Paracelso já dizia no século 16: “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose.” Cuidado demais é como adubo demais: sufoca a possibilidade de crescer por conta própria. Impede o outro de desenvolver sua própria forma de florescer, no seu tempo e do seu jeito. Talvez, no fundo, a gente queira evitar o sofrimento do outro para não enfrentar o nosso medo de vê-los tropeçar, a dor de achar que poderíamos ter impedido a queda. Mas um dia a gente entende: é preciso aprender a ficar no banco do passageiro. Confiar no caminho, no aprendizado e estar junto sem tirar o volante das mãos de quem precisa dirigir. E, como me ensinou minha jabuticabeira, tudo tem seu tempo: o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas. E, se houver paciência, o de renascer.



Fonte: MADALOZZO, Regina. A lição da jabuticabeira. Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/a-licao-da-jabuticabeira/. Acesso em: 22 jan. 2026.

Na passagem “E, como me ensinou minha jabuticabeira, tudo tem seu tempo: o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas.”, a omissão da palavra “tempo” no trecho “[...] o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas [...]” constitui um recurso de expressão denominado
Alternativas
Q3965130 Português
A VERDADEIRA ARTE DE VIAJAR

        A gente deve sair à rua como quem foge de casa,

        Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo...

        Não importa que os compromissos, as obrigações estejam logo ali...

        Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

(A cor do invisível. São Paulo: Globo, 1994. P.34)
Considere o texto e analise as afirmações a seguir:
I. Ao empregar a expressão “a gente”, o eu lírico inclui-se no texto.
II. O emprego da expressão “a gente” faz com que o autor fique mais perto do leitor.
III. A expressão “a gente” foi empregada no sentido coloquial e corresponde a nós.
IV. O eu lírico aconselha a chegarmos aos lugares como se chegássemos de muito longe.
Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3964989 Português
Q10.png (365×273)

Disponível em: https://cursoenemgratuito.com.br/figuras-depalavras-gramatica-enem/. Acesso em 15 fev. 2026.

Observe a imagem acima. Em qual figura de linguagem ela está presente?
Alternativas
Q3964980 Português
Leia o texto abaixo e responda CORRETAMENTE a questão:

“Instruções para montar o móvel:

1. Separe todas as peças e os parafusos sobre uma superfície plana.
2. Encaixe as laterais (A) na base inferior (B) utilizando os parafusos (P1).
3. Fixe a prateleira central (C) com os suportes metálicos (S2).
4. Por fim, encaixe o tampo superior (D) e aperte bem todos os parafusos.
Atenção: não use força excessiva para não danificar as peças de madeira.”

Qual é a tipologia textual predominante e a finalidade principal desse texto?
Alternativas
Q3964658 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O galo e a pérola

Um galo estava ciscando na terra, em busca de alimentos, quando se deparou com uma pérola. Olhou para o objeto por um instante, admirando sua beleza, e depois declarou:

– Você é linda e deve ser preciosa para aqueles que valorizam as joias, mas para mim não tem valor, porque eu quero algo para comer.

Logo depois, o animal largou a pérola e continuou a sua procura, com o objetivo de encontrar algo que pudesse servir de alimento.

Moral: o valor de cada coisa depende daquele que está observando.

ESOPO. O galo e a pérola. Cultura genial. Disponível em:
<https://www.culturagenial.com/fabulas-pequenas-commoral-e-interpretacao/>.
“Um galo estava ciscando na terra, em busca de alimentos, quando se deparou com uma pérola.”
A expressão destacada no trecho acima é sinônima de: 
Alternativas
Q3964657 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O galo e a pérola

Um galo estava ciscando na terra, em busca de alimentos, quando se deparou com uma pérola. Olhou para o objeto por um instante, admirando sua beleza, e depois declarou:

– Você é linda e deve ser preciosa para aqueles que valorizam as joias, mas para mim não tem valor, porque eu quero algo para comer.

Logo depois, o animal largou a pérola e continuou a sua procura, com o objetivo de encontrar algo que pudesse servir de alimento.

Moral: o valor de cada coisa depende daquele que está observando.

ESOPO. O galo e a pérola. Cultura genial. Disponível em:
<https://www.culturagenial.com/fabulas-pequenas-commoral-e-interpretacao/>.
O texto “O galo e a pérola” apresenta: 
Alternativas
Respostas
3181: D
3182: C
3183: A
3184: B
3185: A
3186: A
3187: A
3188: D
3189: E
3190: C
3191: A
3192: D
3193: C
3194: D
3195: C
3196: D
3197: B
3198: C
3199: C
3200: A