Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 98.153 questões

Q2647346 Português

Texto para responder às questões 3 e 4


Projeto mapeia e resgata a história de prédios antigos do centro de Vitória

1 Um professor de arquitetura, junto com os alunos,

resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de

Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em

4 um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.

No centro de Vitória, as construções históricas estão

por todos os lados. Mas até quem passa o dia inteiro

7 trabalhando nos prédios antigos sabe muito pouco acerca da

história dessas construções.

“Não conheço a história, não sei quando esse prédio

10 foi construído”, disse o comerciante Elizath Coelho.

“Às vezes a pessoa não percebe pelos maus-tratos.

Tem que estar sempre limpinho, mais pintado, bonito”,

13 falou o comerciante Gabriel Heleno.

A falta de informação incomodava o professor de

arquitetura, que se mudou para o Espírito Santo há poucos

16 anos. Por isso, ele reuniu um grupo de alunos e juntos

fizeram uma pesquisa a respeito de todos os prédios

protegidos pelo valor histórico.

19 “Aqui no centro de Vitória, a gente tem história de

vários períodos e de vários estilos arquitetônicos.

Edificações do estilo colonial, eclético, art decor, o

22 neocolonial e moderno. E, portanto, um museu ao ar livre”,

23 explicou o professor João Sayd.

Disponível em: . Acesso em:<https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/> 11 ago. 2023, com adaptações.

No que se refere à compreensão das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2647345 Português

Texto para responder às questões 1 e 2.

A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo

1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi

projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e

que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade

4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em

Vitória.

Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,

7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o

CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado

em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de

10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto

semelhante para o Vasco.

A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um

13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje

reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço

de ponta para os atletas?

16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de

arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no

Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório

19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos

convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse

momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o

22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o

CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então

diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e

25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,

conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT

recém-inaugurado.

28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se

Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.

Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma

31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.

Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito

bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa

34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da

Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,

uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e

37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de

manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da

Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,

40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um

monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos

arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,

43 à noite, também, viva, muito bacana.

Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.

No que tange à compreensão das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2647305 Português

Texto para responder às questões 1 e 2.

A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo

1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi

projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e

que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade

4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em

Vitória.

Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,

7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o

CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado

em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de

10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto

semelhante para o Vasco.

A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um

13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje

reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço

de ponta para os atletas?

16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de

arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no

Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório

19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos

convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse

momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o

22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o

CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então

diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e

25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,

conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT

recém-inaugurado.

28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se

Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.

Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma

31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.

Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito

bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa

34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da

Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,

uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e

37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de

manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da

Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,

40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um

monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos

arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,

43 à noite, também, viva, muito bacana.

Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.

Quanto aos tipos e gêneros textuais, assinale a alternativa que indica a classificação do texto apresentado.

Alternativas
Q2647271 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta no que diz respeito à relação de coesão entre o elemento destacado e seu referente textual.

Alternativas
Q2647270 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a substituição proposta para termo ou trecho destacados do texto é coerente e gramaticalmente correta.

Alternativas
Q2647269 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa correta em relação a aspectos linguísticos do texto.

Alternativas
Q2647266 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Depreende-se da leitura do texto que

Alternativas
Q2647264 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Da leitura do texto entende-se que a expressão ‘contemplação do próprio umbigo’ (linha 4) significa

Alternativas
Q2647263 Português

Texto para as questões de 1 a 9.

1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,

um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de

descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas

4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além

desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que

merece consideração séria.

7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:

diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e

argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a

10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador

e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um

“positivista” simplório, digno de pena.

13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a

ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do

domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem

16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de

Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já

bastavam.

19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação

de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem

científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e

22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.

O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em

outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem

25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no

momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,

pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.

28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os

resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente

científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,

31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,

parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a

contemplação do próprio umbigo.

34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em

abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo

positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,

37 o umbigo é mau conselheiro.

Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).

Entende-se da leitura do primeiro parágrafo do texto que a palavra “cientificismo” é

Alternativas
Q2647257 Português

Qual figura de linguagem está presente na frase: "O sorriso dele era um arco-íris no meu dia."

Alternativas
Q2647252 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 24 a 25.


Os moradores de Presidente Prudente e região estão enfrentando a onda de frio mais intensa do ano. Para se ter uma ideia, as mínimas podem ficar próximas a 8ºC e 9ºC nesta sexta-feira. Para nós, que estamos acostumados com o calor escaldante, este clima causa enorme impacto na saúde, portanto, é importante tomar alguns cuidados, como se manter bastante aquecido, protegendo as extremidades do corpo, com luvas, gorros, meias quentes e cachecóis. Tomar sopas e chás quentes para aquecer também é uma ótima pedida. É preciso ter cuidado redobrado com crianças e idosos.

Se nós, que temos condições de nos abrigar e nos aquecer sofremos com essa friaca, imagina quem passa por necessidade financeira? Como mostrado por este diário, campanhas de arrecadação de agasalhos e cobertores já estão em pleno vapor em diversas cidades da região há algum tempo. Chegou a hora de cada doação ajudar a aquecer famílias inteiras e pessoas em vulnerabilidade social, que não teriam condições de adquirir tais itens por conta própria. Ajudar o próximo, sem dúvida nenhuma, aquece o coração.

Se tiver um momento livre, aproveite para dar mais uma olhada no guarda-roupa de toda a família. Veja se tem cobertores e roupas quentes que não são mais utilizados e doe. Se puder, deixe algumas peças no carro, e as distribua quando se deparar com um irmão padecendo de frio pelas ruas. Não há nada mais triste do que ver alguém encolhido, em tamanho sofrimento.

Vamos ajudar o próximo. Não se esqueça que armário não sente frio!


https://www.imparcial.com.br/noticias/guarda-roupa-nao-sente-frio,59056

Diante da onda de frio intensa, qual é a recomendação mencionada no texto para se proteger do frio?

Alternativas
Q2647251 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 24 a 25.


Os moradores de Presidente Prudente e região estão enfrentando a onda de frio mais intensa do ano. Para se ter uma ideia, as mínimas podem ficar próximas a 8ºC e 9ºC nesta sexta-feira. Para nós, que estamos acostumados com o calor escaldante, este clima causa enorme impacto na saúde, portanto, é importante tomar alguns cuidados, como se manter bastante aquecido, protegendo as extremidades do corpo, com luvas, gorros, meias quentes e cachecóis. Tomar sopas e chás quentes para aquecer também é uma ótima pedida. É preciso ter cuidado redobrado com crianças e idosos.

Se nós, que temos condições de nos abrigar e nos aquecer sofremos com essa friaca, imagina quem passa por necessidade financeira? Como mostrado por este diário, campanhas de arrecadação de agasalhos e cobertores já estão em pleno vapor em diversas cidades da região há algum tempo. Chegou a hora de cada doação ajudar a aquecer famílias inteiras e pessoas em vulnerabilidade social, que não teriam condições de adquirir tais itens por conta própria. Ajudar o próximo, sem dúvida nenhuma, aquece o coração.

Se tiver um momento livre, aproveite para dar mais uma olhada no guarda-roupa de toda a família. Veja se tem cobertores e roupas quentes que não são mais utilizados e doe. Se puder, deixe algumas peças no carro, e as distribua quando se deparar com um irmão padecendo de frio pelas ruas. Não há nada mais triste do que ver alguém encolhido, em tamanho sofrimento.

Vamos ajudar o próximo. Não se esqueça que armário não sente frio!


https://www.imparcial.com.br/noticias/guarda-roupa-nao-sente-frio,59056

Qual é a principal motivação do texto em relação à arrecadação de agasalhos e cobertores?

Alternativas
Q2647250 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 23.


O baixo crescimento populacional é um fenômeno que já há algum tempo é uma realidade mundial, especialmente em países mais desenvolvidos social e economicamente. E a tendência é que tal cenário se replique cada vez mais, como constatado pelos primeiros resultados do censo demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De 2010 a 2022, a população da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo cresceu 3%. Em 2010, as 53 cidades localizadas no oeste paulista somavam 833.530 habitantes, número que saltou para 858.554 em 2022. Como noticiado por O Imparcial, o sociólogo prudentino Marcos Lupércio Ramos expõe que, com base nesses primeiros resultados, o crescimento populacional na região ficou abaixo da média nacional (6,5%). Segundo ele, a situação surpreende o próprio IBGE, pois, conforme tendências apontadas pelos dados do censo de 2010, o órgão apontava maior aumento da população brasileira em 2022.

O profissional explica que podem ser elencados alguns fatores que justificam esse baixo crescimento, como a diminuição das taxas de fecundidade (redução do número de filhos por mulher) e natalidade (redução do número de nascimentos) no país.

À medida que as taxas de natalidade diminuem e as populações estagnam ou até mesmo diminuem surgem riscos significativos que precisam ser abordados de maneira séria e proativa. Embora algumas pessoas possam enxergar o baixo crescimento populacional como um alívio para os recursos naturais e uma oportunidade para uma sociedade mais sustentável, é importante reconhecer que ele também traz consigo ameaças que podem comprometer a economia e o bem-estar social.

Um dos principais riscos do baixo crescimento populacional é o impacto negativo na economia. Com menos pessoas em idade ativa, há uma redução da força de trabalho disponível. Isso pode levar a uma diminuição da produtividade e do crescimento econômico, resultando em desafios para a sustentação dos sistemas previdenciários e de seguridade social. Além disso, a escassez de trabalhadores em setores específicos, como saúde e cuidados com idosos, pode gerar uma pressão adicional sobre esses serviços, afetando a qualidade e a disponibilidade dos mesmos.

O baixo crescimento populacional traz consigo riscos significativos que não podem ser ignorados. É necessário abordar esses desafios com seriedade e desenvolver estratégias que equilibrem a sustentabilidade ambiental, a viabilidade econômica e o bem-estar social. Somente através de uma abordagem abrangente e colaborativa será possível mitigar os riscos associados ao baixo crescimento populacional e construir um futuro próspero e sustentável para as próximas gerações.


https://www.imparcial.com.br/noticias/desafios-do-baixo-crescimento-populacional,59333

Além do impacto na economia, qual é outra consequência negativa do baixo crescimento populacional mencionada no texto?

Alternativas
Q2647249 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 23.


O baixo crescimento populacional é um fenômeno que já há algum tempo é uma realidade mundial, especialmente em países mais desenvolvidos social e economicamente. E a tendência é que tal cenário se replique cada vez mais, como constatado pelos primeiros resultados do censo demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De 2010 a 2022, a população da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo cresceu 3%. Em 2010, as 53 cidades localizadas no oeste paulista somavam 833.530 habitantes, número que saltou para 858.554 em 2022. Como noticiado por O Imparcial, o sociólogo prudentino Marcos Lupércio Ramos expõe que, com base nesses primeiros resultados, o crescimento populacional na região ficou abaixo da média nacional (6,5%). Segundo ele, a situação surpreende o próprio IBGE, pois, conforme tendências apontadas pelos dados do censo de 2010, o órgão apontava maior aumento da população brasileira em 2022.

O profissional explica que podem ser elencados alguns fatores que justificam esse baixo crescimento, como a diminuição das taxas de fecundidade (redução do número de filhos por mulher) e natalidade (redução do número de nascimentos) no país.

À medida que as taxas de natalidade diminuem e as populações estagnam ou até mesmo diminuem surgem riscos significativos que precisam ser abordados de maneira séria e proativa. Embora algumas pessoas possam enxergar o baixo crescimento populacional como um alívio para os recursos naturais e uma oportunidade para uma sociedade mais sustentável, é importante reconhecer que ele também traz consigo ameaças que podem comprometer a economia e o bem-estar social.

Um dos principais riscos do baixo crescimento populacional é o impacto negativo na economia. Com menos pessoas em idade ativa, há uma redução da força de trabalho disponível. Isso pode levar a uma diminuição da produtividade e do crescimento econômico, resultando em desafios para a sustentação dos sistemas previdenciários e de seguridade social. Além disso, a escassez de trabalhadores em setores específicos, como saúde e cuidados com idosos, pode gerar uma pressão adicional sobre esses serviços, afetando a qualidade e a disponibilidade dos mesmos.

O baixo crescimento populacional traz consigo riscos significativos que não podem ser ignorados. É necessário abordar esses desafios com seriedade e desenvolver estratégias que equilibrem a sustentabilidade ambiental, a viabilidade econômica e o bem-estar social. Somente através de uma abordagem abrangente e colaborativa será possível mitigar os riscos associados ao baixo crescimento populacional e construir um futuro próspero e sustentável para as próximas gerações.


https://www.imparcial.com.br/noticias/desafios-do-baixo-crescimento-populacional,59333

Qual é um dos fatores mencionados no texto que justificam o baixo crescimento populacional?

Alternativas
Q2647242 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 23.


O baixo crescimento populacional é um fenômeno que já há algum tempo é uma realidade mundial, especialmente em países mais desenvolvidos social e economicamente. E a tendência é que tal cenário se replique cada vez mais, como constatado pelos primeiros resultados do censo demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De 2010 a 2022, a população da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo cresceu 3%. Em 2010, as 53 cidades localizadas no oeste paulista somavam 833.530 habitantes, número que saltou para 858.554 em 2022. Como noticiado por O Imparcial, o sociólogo prudentino Marcos Lupércio Ramos expõe que, com base nesses primeiros resultados, o crescimento populacional na região ficou abaixo da média nacional (6,5%). Segundo ele, a situação surpreende o próprio IBGE, pois, conforme tendências apontadas pelos dados do censo de 2010, o órgão apontava maior aumento da população brasileira em 2022.

O profissional explica que podem ser elencados alguns fatores que justificam esse baixo crescimento, como a diminuição das taxas de fecundidade (redução do número de filhos por mulher) e natalidade (redução do número de nascimentos) no país.

À medida que as taxas de natalidade diminuem e as populações estagnam ou até mesmo diminuem surgem riscos significativos que precisam ser abordados de maneira séria e proativa. Embora algumas pessoas possam enxergar o baixo crescimento populacional como um alívio para os recursos naturais e uma oportunidade para uma sociedade mais sustentável, é importante reconhecer que ele também traz consigo ameaças que podem comprometer a economia e o bem-estar social.

Um dos principais riscos do baixo crescimento populacional é o impacto negativo na economia. Com menos pessoas em idade ativa, há uma redução da força de trabalho disponível. Isso pode levar a uma diminuição da produtividade e do crescimento econômico, resultando em desafios para a sustentação dos sistemas previdenciários e de seguridade social. Além disso, a escassez de trabalhadores em setores específicos, como saúde e cuidados com idosos, pode gerar uma pressão adicional sobre esses serviços, afetando a qualidade e a disponibilidade dos mesmos.

O baixo crescimento populacional traz consigo riscos significativos que não podem ser ignorados. É necessário abordar esses desafios com seriedade e desenvolver estratégias que equilibrem a sustentabilidade ambiental, a viabilidade econômica e o bem-estar social. Somente através de uma abordagem abrangente e colaborativa será possível mitigar os riscos associados ao baixo crescimento populacional e construir um futuro próspero e sustentável para as próximas gerações.


https://www.imparcial.com.br/noticias/desafios-do-baixo-crescimento-populacional,59333

De acordo com o texto, qual é um dos principais riscos do baixo crescimento populacional?

Alternativas
Q2646867 Português

Leia o texto para responder às questões de números 04 a 10.


Inteligência artificial: a era do “deus” máquina


No teatro grego antigo, quando não havia solução para um impasse, um ator interpretando uma divindade descia ao palco pendurado num guindaste, resolvia o problema e, assim, acabava a peça. Era o Deus ex-machina – o deus surgido da máquina. Com o avanço sem precedentes da inteligência artificial (IA), é justo pensar que, no mundo contemporâneo, a máquina é a própria deidade.

Para ela, nada parece impossível. Da confecção de discursos em segundos à criação de obras de arte; da identificação de medicamentos promissores ao diagnóstico preciso de doenças, tudo é resolvido pelo “deus algoritmo”. E, ao observar sua invenção “surgindo do guindaste”, o homem pode se perguntar qual lugar ocupará neste enredo. Segundo especialistas, porém, o perigo não está na criatura e, sim, no uso que o criador faz dela.

A inteligência artificial faz parte da rotina, ainda que não se perceba. O GPS que indica o percurso, a atendente virtual, o internet banking são exemplos de seu uso no dia a dia. Só que, até agora, ninguém temia os mecanismos de busca dos navegadores, os sistemas de reconhecimento facial dos condomínios ou a sugestão de filmes apresentadas pelos aplicativos de streaming.

Então, as máquinas começaram a gerar imagens perfeitas de pessoas inexistentes, escrever reportagens com acurácia, resolver enigmas matemáticos em frações de segundos, dirigir e voar sozinhas, elaborar defesas jurídicas e até “ler” pensamentos em experimentos científicos. A ponto de, em um editorial da revista Science, um grupo de cientistas pedir a moratória de pesquisas até alguma regulamentação ética da IA.

A discussão sobre riscos e avanços da IA ultrapassa o campo da ciência da computação; é também filosófica. Já na Grécia Antiga, filósofos questionavam a essência da inteligência e se ela era um atributo somente humano.

Hoje, esse é um dos centros da discussão sobre IA: sistemas programados e alimentados por seres humanos poderão ultrapassar em astúcia seus criadores? Não, garante um dos maiores especialistas no tema, o cientista da computação francês Jean-Gabriel Ganascia, da Universidade de Sorbonne que, já em 1980, obteve mestrado em inteligência artificial em Paris.


(Paloma Oliveto, Inteligência artificial: a era do ‘deus’ máquina. https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude. Adaptado)

A expressão destacada contém termo(s) em sentido figurado em:

Alternativas
Q2646820 Português

Considere atentamente o trecho a seguir, extraído de uma das crônicas de Paulo Mendes Campos, para responder as próximas questões.


“O homem entra no bar para transcender-se: eis a miserável verdade. Entrei em muitos, bebo alguma coisa desde a minha adolescência, conheço bares em Porto Alegre, Buenos Aires, São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, João Pessoa, Petrópolis, Belém, Nova Iorque, Lisboa, Vigo, Londres, Roma, Nápoles, Siracusa, Agrigento, Marsala, Palermo, Veneza, Hamburgo, Berlim, Heidelberg, Dusseldorf, Colônia, Munique, Goettingen, Varsóvia, Estocolmo, Leningrado, Moscou, Pequim, Múquiden, Xangai, Santa Luzia e Sabará... Em 1954, viajando pela Alemanha de carro, cheguei, pouco depois da meia-noite, à cidade universitária do Goettingen. No Brasil, uma cidade cheia de estudantes costuma tumultuar-se pela madrugada. Mas Goettingen àquela hora entregava-se a um repouso unânime. Sem sono, reservei um quarto no hotel, perguntando ao empregado onde poderia beber qualquer coisa. – ‘Ah, senhor’ – respondeu orgulhoso o alemão – ‘Goettingen é uma cidade universitária, não existe nada aberto a esta hora’. – ‘O senhor está completamente enganado’ – retruquei-lhe. Ele se riu bondosamente de mim: tinha mais de sessenta anos, nascera em Goettingen, conhecia todas as ruas da cidade, todos os bares, seria humanamente impossível encontrar qualquer venda aberta depois de meia-noite. – ‘O senhor está completamente enganado’ – insistia eu. Outro alemão que viajava comigo reforçou a opinião do empregado do hotel, e começou a dissertar impertinentemente sobre as diferenças entre o Brasil e a Alemanha. Eu estava parecendo bobo – disse ele – não querendo aceitar esta germânica verdade: em Goettingen não havia um único bar aberto depois de meia-noite. A esta altura manifestei-lhes um princípio universal pelo qual sempre me guiei: – ‘Pois fiquem vocês sabendo que em todas as cidades, todas as vilas e povoados do mundo, há pelo menos duas pessoas que continuam a beber depois da meia-noite; aqui em Goettingen há pelo menos duas pessoas que estão bebendo neste momento; vou encontrá-las’. Meio cético a respeito do meu princípio, mas solidário com o amigo, resolveu acompanhar-me. Saímos para a noite morta de Goettingen, e fomos andando pelas ruas paralisadas. No fim duma rua comprida e oblíqua, vi um cubo iluminado, mais parecido com um anúncio de barbearia, e afirmei: ‘É ali’. Ao fim da passagem lateral, por onde entramos, demos com a porta fechada. Batemos em vão, e já íamos embora, desapontados, quando notei no corredor uma escada circular para o porão, cavada na pedra. No primeiro patamar, ouvimos música. Tomei um ar superior de vidente e desci o segundo lance. Empurrada a grossa porta, recebi uma salutar lufada de música, de tabaco, de gente, de aromas etílicos. Foi como se eu reconquistasse o paraíso. O boteco dançava e bebia animadamente, repleto de jovens universitários e lindas universitárias de bochechas coradas e riso amorável. Não havia uma única mesa vaga, mas três segundos depois eu estava a beber um magnífico branco do Reno e a explicar para os estudantes, que nos acolheram com simpatia, o princípio universal que rege a vida noturna. E eles acataram o meu pacífico princípio como um axioma luminoso”. (“Por que bebemos tanto assim”, de Paulo Mendes Campos, com adaptações).

Marque a alternativa que indica qual o “pacífico princípio” a que o autor se refere na última oração do trecho selecionado.

Alternativas
Q2646819 Português

Considere atentamente o trecho a seguir, extraído de uma das crônicas de Paulo Mendes Campos, para responder as próximas questões.


“O homem entra no bar para transcender-se: eis a miserável verdade. Entrei em muitos, bebo alguma coisa desde a minha adolescência, conheço bares em Porto Alegre, Buenos Aires, São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, João Pessoa, Petrópolis, Belém, Nova Iorque, Lisboa, Vigo, Londres, Roma, Nápoles, Siracusa, Agrigento, Marsala, Palermo, Veneza, Hamburgo, Berlim, Heidelberg, Dusseldorf, Colônia, Munique, Goettingen, Varsóvia, Estocolmo, Leningrado, Moscou, Pequim, Múquiden, Xangai, Santa Luzia e Sabará... Em 1954, viajando pela Alemanha de carro, cheguei, pouco depois da meia-noite, à cidade universitária do Goettingen. No Brasil, uma cidade cheia de estudantes costuma tumultuar-se pela madrugada. Mas Goettingen àquela hora entregava-se a um repouso unânime. Sem sono, reservei um quarto no hotel, perguntando ao empregado onde poderia beber qualquer coisa. – ‘Ah, senhor’ – respondeu orgulhoso o alemão – ‘Goettingen é uma cidade universitária, não existe nada aberto a esta hora’. – ‘O senhor está completamente enganado’ – retruquei-lhe. Ele se riu bondosamente de mim: tinha mais de sessenta anos, nascera em Goettingen, conhecia todas as ruas da cidade, todos os bares, seria humanamente impossível encontrar qualquer venda aberta depois de meia-noite. – ‘O senhor está completamente enganado’ – insistia eu. Outro alemão que viajava comigo reforçou a opinião do empregado do hotel, e começou a dissertar impertinentemente sobre as diferenças entre o Brasil e a Alemanha. Eu estava parecendo bobo – disse ele – não querendo aceitar esta germânica verdade: em Goettingen não havia um único bar aberto depois de meia-noite. A esta altura manifestei-lhes um princípio universal pelo qual sempre me guiei: – ‘Pois fiquem vocês sabendo que em todas as cidades, todas as vilas e povoados do mundo, há pelo menos duas pessoas que continuam a beber depois da meia-noite; aqui em Goettingen há pelo menos duas pessoas que estão bebendo neste momento; vou encontrá-las’. Meio cético a respeito do meu princípio, mas solidário com o amigo, resolveu acompanhar-me. Saímos para a noite morta de Goettingen, e fomos andando pelas ruas paralisadas. No fim duma rua comprida e oblíqua, vi um cubo iluminado, mais parecido com um anúncio de barbearia, e afirmei: ‘É ali’. Ao fim da passagem lateral, por onde entramos, demos com a porta fechada. Batemos em vão, e já íamos embora, desapontados, quando notei no corredor uma escada circular para o porão, cavada na pedra. No primeiro patamar, ouvimos música. Tomei um ar superior de vidente e desci o segundo lance. Empurrada a grossa porta, recebi uma salutar lufada de música, de tabaco, de gente, de aromas etílicos. Foi como se eu reconquistasse o paraíso. O boteco dançava e bebia animadamente, repleto de jovens universitários e lindas universitárias de bochechas coradas e riso amorável. Não havia uma única mesa vaga, mas três segundos depois eu estava a beber um magnífico branco do Reno e a explicar para os estudantes, que nos acolheram com simpatia, o princípio universal que rege a vida noturna. E eles acataram o meu pacífico princípio como um axioma luminoso”. (“Por que bebemos tanto assim”, de Paulo Mendes Campos, com adaptações).

No trecho “salutar lufada de música, de tabaco, de gente, de aromas etílicos”, a expressão “aromas etílicos” diz respeito, nesse contexto, a:

Alternativas
Q2646816 Português

Considere atentamente o trecho a seguir, extraído de uma das crônicas de Paulo Mendes Campos, para responder as próximas questões.


“O homem entra no bar para transcender-se: eis a miserável verdade. Entrei em muitos, bebo alguma coisa desde a minha adolescência, conheço bares em Porto Alegre, Buenos Aires, São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, João Pessoa, Petrópolis, Belém, Nova Iorque, Lisboa, Vigo, Londres, Roma, Nápoles, Siracusa, Agrigento, Marsala, Palermo, Veneza, Hamburgo, Berlim, Heidelberg, Dusseldorf, Colônia, Munique, Goettingen, Varsóvia, Estocolmo, Leningrado, Moscou, Pequim, Múquiden, Xangai, Santa Luzia e Sabará... Em 1954, viajando pela Alemanha de carro, cheguei, pouco depois da meia-noite, à cidade universitária do Goettingen. No Brasil, uma cidade cheia de estudantes costuma tumultuar-se pela madrugada. Mas Goettingen àquela hora entregava-se a um repouso unânime. Sem sono, reservei um quarto no hotel, perguntando ao empregado onde poderia beber qualquer coisa. – ‘Ah, senhor’ – respondeu orgulhoso o alemão – ‘Goettingen é uma cidade universitária, não existe nada aberto a esta hora’. – ‘O senhor está completamente enganado’ – retruquei-lhe. Ele se riu bondosamente de mim: tinha mais de sessenta anos, nascera em Goettingen, conhecia todas as ruas da cidade, todos os bares, seria humanamente impossível encontrar qualquer venda aberta depois de meia-noite. – ‘O senhor está completamente enganado’ – insistia eu. Outro alemão que viajava comigo reforçou a opinião do empregado do hotel, e começou a dissertar impertinentemente sobre as diferenças entre o Brasil e a Alemanha. Eu estava parecendo bobo – disse ele – não querendo aceitar esta germânica verdade: em Goettingen não havia um único bar aberto depois de meia-noite. A esta altura manifestei-lhes um princípio universal pelo qual sempre me guiei: – ‘Pois fiquem vocês sabendo que em todas as cidades, todas as vilas e povoados do mundo, há pelo menos duas pessoas que continuam a beber depois da meia-noite; aqui em Goettingen há pelo menos duas pessoas que estão bebendo neste momento; vou encontrá-las’. Meio cético a respeito do meu princípio, mas solidário com o amigo, resolveu acompanhar-me. Saímos para a noite morta de Goettingen, e fomos andando pelas ruas paralisadas. No fim duma rua comprida e oblíqua, vi um cubo iluminado, mais parecido com um anúncio de barbearia, e afirmei: ‘É ali’. Ao fim da passagem lateral, por onde entramos, demos com a porta fechada. Batemos em vão, e já íamos embora, desapontados, quando notei no corredor uma escada circular para o porão, cavada na pedra. No primeiro patamar, ouvimos música. Tomei um ar superior de vidente e desci o segundo lance. Empurrada a grossa porta, recebi uma salutar lufada de música, de tabaco, de gente, de aromas etílicos. Foi como se eu reconquistasse o paraíso. O boteco dançava e bebia animadamente, repleto de jovens universitários e lindas universitárias de bochechas coradas e riso amorável. Não havia uma única mesa vaga, mas três segundos depois eu estava a beber um magnífico branco do Reno e a explicar para os estudantes, que nos acolheram com simpatia, o princípio universal que rege a vida noturna. E eles acataram o meu pacífico princípio como um axioma luminoso”. (“Por que bebemos tanto assim”, de Paulo Mendes Campos, com adaptações).

Ainda em relação ao termo “impertinentemente”, poderia ser substituído no texto, sem prejuízo ao sentido pretendido pelo autor, por:

Alternativas
Q2646812 Português

Considere atentamente o trecho a seguir, extraído de uma das crônicas de Paulo Mendes Campos, para responder as próximas questões.


“O homem entra no bar para transcender-se: eis a miserável verdade. Entrei em muitos, bebo alguma coisa desde a minha adolescência, conheço bares em Porto Alegre, Buenos Aires, São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, João Pessoa, Petrópolis, Belém, Nova Iorque, Lisboa, Vigo, Londres, Roma, Nápoles, Siracusa, Agrigento, Marsala, Palermo, Veneza, Hamburgo, Berlim, Heidelberg, Dusseldorf, Colônia, Munique, Goettingen, Varsóvia, Estocolmo, Leningrado, Moscou, Pequim, Múquiden, Xangai, Santa Luzia e Sabará... Em 1954, viajando pela Alemanha de carro, cheguei, pouco depois da meia-noite, à cidade universitária do Goettingen. No Brasil, uma cidade cheia de estudantes costuma tumultuar-se pela madrugada. Mas Goettingen àquela hora entregava-se a um repouso unânime. Sem sono, reservei um quarto no hotel, perguntando ao empregado onde poderia beber qualquer coisa. – ‘Ah, senhor’ – respondeu orgulhoso o alemão – ‘Goettingen é uma cidade universitária, não existe nada aberto a esta hora’. – ‘O senhor está completamente enganado’ – retruquei-lhe. Ele se riu bondosamente de mim: tinha mais de sessenta anos, nascera em Goettingen, conhecia todas as ruas da cidade, todos os bares, seria humanamente impossível encontrar qualquer venda aberta depois de meia-noite. – ‘O senhor está completamente enganado’ – insistia eu. Outro alemão que viajava comigo reforçou a opinião do empregado do hotel, e começou a dissertar impertinentemente sobre as diferenças entre o Brasil e a Alemanha. Eu estava parecendo bobo – disse ele – não querendo aceitar esta germânica verdade: em Goettingen não havia um único bar aberto depois de meia-noite. A esta altura manifestei-lhes um princípio universal pelo qual sempre me guiei: – ‘Pois fiquem vocês sabendo que em todas as cidades, todas as vilas e povoados do mundo, há pelo menos duas pessoas que continuam a beber depois da meia-noite; aqui em Goettingen há pelo menos duas pessoas que estão bebendo neste momento; vou encontrá-las’. Meio cético a respeito do meu princípio, mas solidário com o amigo, resolveu acompanhar-me. Saímos para a noite morta de Goettingen, e fomos andando pelas ruas paralisadas. No fim duma rua comprida e oblíqua, vi um cubo iluminado, mais parecido com um anúncio de barbearia, e afirmei: ‘É ali’. Ao fim da passagem lateral, por onde entramos, demos com a porta fechada. Batemos em vão, e já íamos embora, desapontados, quando notei no corredor uma escada circular para o porão, cavada na pedra. No primeiro patamar, ouvimos música. Tomei um ar superior de vidente e desci o segundo lance. Empurrada a grossa porta, recebi uma salutar lufada de música, de tabaco, de gente, de aromas etílicos. Foi como se eu reconquistasse o paraíso. O boteco dançava e bebia animadamente, repleto de jovens universitários e lindas universitárias de bochechas coradas e riso amorável. Não havia uma única mesa vaga, mas três segundos depois eu estava a beber um magnífico branco do Reno e a explicar para os estudantes, que nos acolheram com simpatia, o princípio universal que rege a vida noturna. E eles acataram o meu pacífico princípio como um axioma luminoso”. (“Por que bebemos tanto assim”, de Paulo Mendes Campos, com adaptações).

Logo no início do texto, ao citar explicitamente o nome de uma série de cidades, o autor pretende:

Alternativas
Respostas
31701: E
31702: A
31703: C
31704: D
31705: B
31706: E
31707: D
31708: C
31709: A
31710: D
31711: C
31712: B
31713: C
31714: A
31715: A
31716: D
31717: E
31718: A
31719: C
31720: D