Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

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Q3045470 Português
Leia o excerto a seguir.


      “Dois trabalhos recentes feitos no Brasil apontam uma associação estatística significativa entre o consumo em excesso de alimentos ultraprocessados e a ocorrência de mortes evitáveis, somada à aceleração do processo de declínio cognitivo na população brasileira. Um artigo publicado em novembro passado na revista American Journal of Preventive Medicine estima que, em 2019, pelo menos 57 mil óbitos prematuros no país teriam sido causados pela ingestão em demasia de ultraprocessados. Outro estudo, que saiu em dezembro de 2022 na revista científica JAMA Neurology, sugere que o consumo exacerbado desse tipo de alimento acelera em 28% o declínio da cognição geral dos adultos.

      Os alimentos ultraprocessados apresentam pouco do valor nutritivo de seus ingredientes originais. A categoria, genérica, abrange um conjunto de comidas às quais foram adicionados altos teores de açúcar, gordura, sal ou compostos químicos com a finalidade de aumentar sua durabilidade ou palatabilidade. Como exemplos desse tipo de alimento, figuram embutidos como salsichas, nuggets de frango, bolachas recheadas, refrigerantes, salgadinhos, sorvetes e doces industrializados. Os ultraprocessados são altamente calóricos. Comer um hambúrguer congelado de 80 gramas (g), por exemplo, equivale a ingerir 25% da quantidade diária recomendada de gordura. Uma lata de refrigerante representa 12% do total de açúcar que deveria ser consumido por uma pessoa em 24 horas.

     A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como mortes prematuras aquelas que ocorrem entre 30 e 69 anos e, portanto, não estão associadas apenas à velhice. Acidentes de carro, homicídios, quedas, envenenamentos estão entre as causas mais comuns de óbitos preveníveis, além das chamadas doenças não transmissíveis, como os problemas cardíacos, a obesidade e o câncer. [...]”


ELER, Guilherme. O peso dos ultraprocessados. Pesquisa Fapesp, março de 2023. Nutrição. Disponível em: (fonte:https://revistapesquisa.fapesp.br/o-peso-dosultraprocessados/. Acesso em: 06 mar. 2023.


O tipo de texto predominante nesse trecho é o:
Alternativas
Q3045469 Português
Música violenta

Publicado em 14/02/2023

Paulo Pestana

Crônica



            Carmen Miranda, em 1932, gravou um samba de André Filho, o autor de Cidade Maravilhosa, que dizia assim: “Vivo feliz, no meu canto, sossegada/ Tenho amor, tenho carinho/ Tenho tudo, até pancada”.


        No mesmo ano, Noel Rosa escreveu: “Mas que mulher indigesta, merece um tijolo na testa”. Em 1930, Ary Barroso ganhou o concurso de músicas de carnaval na voz de Francisco Alves, que cantava: “Essa mulher há muito tempo me provoca/ Dá nela! Dá Nela”.


          Em 1974, outro dia mesmo, portanto, Simone gravou um samba de roda que diz: “Se essa mulher fosse minha/ Eu tirava do samba já, já/ Dava uma surra nela/ Que ela gritava: chega”. A violência, além da pancada física, era humilhante. Francisco Alves, o rei da voz, em parceria com Jorge Faraj, gravou uma valsinha em 1936: “Certas mulheres que conheço/ Que vendem conforme o preço/ Os seus amores banais/ E eu volto a chorar pensando/ Que fui bem tolo te amando/ Pois tu deves ser das tais”.


       E Mário Lago, que quatro anos depois, com Ataulfo Alves, comporia Amélia, o símbolo da mulher submissa, treinou antes com Benedito Lacerda. A música foi gravada por Orlando Silva, em 1939: “Eras no fundo uma fútil/ E foste de mão em mão/ Satisfaz tua vaidade/ Muda de dono à vontade/ Isto em mulher é comum”.


        E o fato de gostar de música não significa comunhão de ideias com os autores. Até porque muitas mulheres, de ontem e de hoje, participam da detração; Francisco Alves, que tantas músicas machistas gravou, derreteu corações femininos até a morte, em 1952, quando milhares de mulheres saíram à rua para chorar pelo ídolo.


         Amélia, música-símbolo da mulher submissa, está completando 80 anos. Ainda é ouvida em rodas de samba pela cidade. Não surpreende: a letra é de uma candura angelical diante de alguns funks atuais, alguns deles cantados por mulheres.


      É uma música importante, uma das primeiras a usar uma estrutura mais parecida com o samba ouvido nas escolas, menos estilizada do que o que se ouvia no rádio de então, criada por Ataulfo Alves [...]. Mas a letra, de Mário Lago, provocou polêmica desde o início, tanto que nenhum dos grandes cantores da época a lançou, foi gravada pelo próprio Ataulfo (e suas Pastoras).


        Amélia virou verbete de dicionário como sinônimo de submissão; a canção é condenada, vem sendo cancelada. Hoje – mesmo depois de passada a pandemia – muita gente prefere usar máscara, se esconder por trás de palavras corretas, ao invés de coibir as ações incorretas.


       Amélias e Emílias (“Eu quero uma mulher/ Que saiba lavar e cozinhar/ E de manhã cedo/ Me acorde na hora de ir trabalhar”, do samba de Wilson Baptista) são personagens de outra época. Nos funks atuais a submissão é bem mais explícita, com letras que não se ouvia nem nas músicas safadas de outros tempos.


      A sociedade vem se alternando contraditoriamente entre a amoralidade absoluta e as palavras politicamente corretas. É um mundo meio perdido e triste quando a gente vê que as pessoas estão se alienando da vida. 



PESTANA, Paulo. Música violenta. Correio Braziliense, 23 de janeiro de 2023. Crônica. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/musicaviolenta/. Acesso em: 03 mar. 2023. 
A palavra “detração”, utilizada no sexto parágrafo, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido ao trecho em que ela ocorre, por:
Alternativas
Q3045468 Português
Música violenta

Publicado em 14/02/2023

Paulo Pestana

Crônica



            Carmen Miranda, em 1932, gravou um samba de André Filho, o autor de Cidade Maravilhosa, que dizia assim: “Vivo feliz, no meu canto, sossegada/ Tenho amor, tenho carinho/ Tenho tudo, até pancada”.


        No mesmo ano, Noel Rosa escreveu: “Mas que mulher indigesta, merece um tijolo na testa”. Em 1930, Ary Barroso ganhou o concurso de músicas de carnaval na voz de Francisco Alves, que cantava: “Essa mulher há muito tempo me provoca/ Dá nela! Dá Nela”.


          Em 1974, outro dia mesmo, portanto, Simone gravou um samba de roda que diz: “Se essa mulher fosse minha/ Eu tirava do samba já, já/ Dava uma surra nela/ Que ela gritava: chega”. A violência, além da pancada física, era humilhante. Francisco Alves, o rei da voz, em parceria com Jorge Faraj, gravou uma valsinha em 1936: “Certas mulheres que conheço/ Que vendem conforme o preço/ Os seus amores banais/ E eu volto a chorar pensando/ Que fui bem tolo te amando/ Pois tu deves ser das tais”.


       E Mário Lago, que quatro anos depois, com Ataulfo Alves, comporia Amélia, o símbolo da mulher submissa, treinou antes com Benedito Lacerda. A música foi gravada por Orlando Silva, em 1939: “Eras no fundo uma fútil/ E foste de mão em mão/ Satisfaz tua vaidade/ Muda de dono à vontade/ Isto em mulher é comum”.


        E o fato de gostar de música não significa comunhão de ideias com os autores. Até porque muitas mulheres, de ontem e de hoje, participam da detração; Francisco Alves, que tantas músicas machistas gravou, derreteu corações femininos até a morte, em 1952, quando milhares de mulheres saíram à rua para chorar pelo ídolo.


         Amélia, música-símbolo da mulher submissa, está completando 80 anos. Ainda é ouvida em rodas de samba pela cidade. Não surpreende: a letra é de uma candura angelical diante de alguns funks atuais, alguns deles cantados por mulheres.


      É uma música importante, uma das primeiras a usar uma estrutura mais parecida com o samba ouvido nas escolas, menos estilizada do que o que se ouvia no rádio de então, criada por Ataulfo Alves [...]. Mas a letra, de Mário Lago, provocou polêmica desde o início, tanto que nenhum dos grandes cantores da época a lançou, foi gravada pelo próprio Ataulfo (e suas Pastoras).


        Amélia virou verbete de dicionário como sinônimo de submissão; a canção é condenada, vem sendo cancelada. Hoje – mesmo depois de passada a pandemia – muita gente prefere usar máscara, se esconder por trás de palavras corretas, ao invés de coibir as ações incorretas.


       Amélias e Emílias (“Eu quero uma mulher/ Que saiba lavar e cozinhar/ E de manhã cedo/ Me acorde na hora de ir trabalhar”, do samba de Wilson Baptista) são personagens de outra época. Nos funks atuais a submissão é bem mais explícita, com letras que não se ouvia nem nas músicas safadas de outros tempos.


      A sociedade vem se alternando contraditoriamente entre a amoralidade absoluta e as palavras politicamente corretas. É um mundo meio perdido e triste quando a gente vê que as pessoas estão se alienando da vida. 



PESTANA, Paulo. Música violenta. Correio Braziliense, 23 de janeiro de 2023. Crônica. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/musicaviolenta/. Acesso em: 03 mar. 2023. 

No trecho “Hoje – mesmo depois de passada a pandemia – muita gente prefere usar máscara, se esconder por trás de palavras corretas, ao invés de coibir as ações incorretas.” (9º parágrafo), a estratégia argumentativa utilizada tem ligação com o emprego de uma palavra polissêmica. Assinale a alternativa em que essa palavra é corretamente apresentada.

Alternativas
Q3045467 Português
Música violenta

Publicado em 14/02/2023

Paulo Pestana

Crônica



            Carmen Miranda, em 1932, gravou um samba de André Filho, o autor de Cidade Maravilhosa, que dizia assim: “Vivo feliz, no meu canto, sossegada/ Tenho amor, tenho carinho/ Tenho tudo, até pancada”.


        No mesmo ano, Noel Rosa escreveu: “Mas que mulher indigesta, merece um tijolo na testa”. Em 1930, Ary Barroso ganhou o concurso de músicas de carnaval na voz de Francisco Alves, que cantava: “Essa mulher há muito tempo me provoca/ Dá nela! Dá Nela”.


          Em 1974, outro dia mesmo, portanto, Simone gravou um samba de roda que diz: “Se essa mulher fosse minha/ Eu tirava do samba já, já/ Dava uma surra nela/ Que ela gritava: chega”. A violência, além da pancada física, era humilhante. Francisco Alves, o rei da voz, em parceria com Jorge Faraj, gravou uma valsinha em 1936: “Certas mulheres que conheço/ Que vendem conforme o preço/ Os seus amores banais/ E eu volto a chorar pensando/ Que fui bem tolo te amando/ Pois tu deves ser das tais”.


       E Mário Lago, que quatro anos depois, com Ataulfo Alves, comporia Amélia, o símbolo da mulher submissa, treinou antes com Benedito Lacerda. A música foi gravada por Orlando Silva, em 1939: “Eras no fundo uma fútil/ E foste de mão em mão/ Satisfaz tua vaidade/ Muda de dono à vontade/ Isto em mulher é comum”.


        E o fato de gostar de música não significa comunhão de ideias com os autores. Até porque muitas mulheres, de ontem e de hoje, participam da detração; Francisco Alves, que tantas músicas machistas gravou, derreteu corações femininos até a morte, em 1952, quando milhares de mulheres saíram à rua para chorar pelo ídolo.


         Amélia, música-símbolo da mulher submissa, está completando 80 anos. Ainda é ouvida em rodas de samba pela cidade. Não surpreende: a letra é de uma candura angelical diante de alguns funks atuais, alguns deles cantados por mulheres.


      É uma música importante, uma das primeiras a usar uma estrutura mais parecida com o samba ouvido nas escolas, menos estilizada do que o que se ouvia no rádio de então, criada por Ataulfo Alves [...]. Mas a letra, de Mário Lago, provocou polêmica desde o início, tanto que nenhum dos grandes cantores da época a lançou, foi gravada pelo próprio Ataulfo (e suas Pastoras).


        Amélia virou verbete de dicionário como sinônimo de submissão; a canção é condenada, vem sendo cancelada. Hoje – mesmo depois de passada a pandemia – muita gente prefere usar máscara, se esconder por trás de palavras corretas, ao invés de coibir as ações incorretas.


       Amélias e Emílias (“Eu quero uma mulher/ Que saiba lavar e cozinhar/ E de manhã cedo/ Me acorde na hora de ir trabalhar”, do samba de Wilson Baptista) são personagens de outra época. Nos funks atuais a submissão é bem mais explícita, com letras que não se ouvia nem nas músicas safadas de outros tempos.


      A sociedade vem se alternando contraditoriamente entre a amoralidade absoluta e as palavras politicamente corretas. É um mundo meio perdido e triste quando a gente vê que as pessoas estão se alienando da vida. 



PESTANA, Paulo. Música violenta. Correio Braziliense, 23 de janeiro de 2023. Crônica. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/musicaviolenta/. Acesso em: 03 mar. 2023. 
De acordo com o que foi explicitado no texto, compreende-se que o cronista: 
Alternativas
Q3045380 Português
Censo atrasa e IBGE prevê divulgar resultado definitivo em abril.

Instituto tenta reduzir recusas para concluir contagem da população, marcada por atrasos.

Leonardo Vieceli

02/02/23


RIO DE JANEIRO - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmou nesta quinta-feira (2) que pretende divulgar resultados definitivos do Censo Demográfico 2022 no próximo mês de abril.


Para finalizar o levantamento, marcado por atrasos, o instituto tenta reduzir as recusas de parte da população em receber os recenseadores.


"Após seis meses em campo, um dos principais desafios para a conclusão do Censo 2022 é o número alto de recusas para responder ao questionário. No país, a taxa média chega a 2,43%, em dados atualizados no último dia de janeiro", afirmou o IBGE.


"Esse percentual é consideravelmente maior em localidades onde há maior concentração populacional. Em São Paulo, que lidera o ranking entre os estados, a taxa de recusas é de 4,49%, o que equivale a cerca de 720 mil domicílios em que o morador se recusou a prestar informações ao IBGE", completou.


O órgão já relatou em outras ocasiões que há previsão de multa para quem negar o fornecimento dos dados, protegidos por sigilo. Segundo o IBGE, uma das dificuldades é o acesso dos recenseadores a condomínios de bairros de renda alta.


"Para o recenseador conseguir abordar um apartamento, é preciso passar por uma portaria ou ter autorização do síndico, do porteiro ou da administração do prédio. Uma situação que ocorre em áreas mais nobres, como na zona sul do Rio ou alguns bairros de classe alta em São Paulo e de outros estados, é o impedimento da entrada dos recenseadores", disse o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.


Para tentar reverter a situação, o instituto elaborou um protocolo que deve ser seguido por suas equipes. Há um ofício a ser entregue aos síndicos ou à representação dos condomínios.


Conforme o instituto, quando o documento não traz efeito prático, o recenseador é instruído a recorrer à polícia local. O IBGE aponta que, segundo a legislação, ninguém pode impedir uma unidade habitacional de responder ao Censo.


Iniciada em agosto, a coleta das informações estava prevista para ser concluída em três meses, até outubro do ano passado. O trabalho, porém, já levou o dobro da estimativa inicial. O IBGE associou a situação a dificuldades para contratar e manter em campo os recenseadores.


Parte desses trabalhadores, contratados de maneira temporária, reclamou de atrasos em pagamentos e de valores em nível abaixo do esperado. Houve desistências e ameaça de greve durante a coleta.


Nesta quinta, o IBGE disse que a cobertura dos setores censitários (espaços de divisão do território) foi praticamente concluída em janeiro.


O instituto planeja seguir com o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo em fevereiro e março. Nessa etapa, estão previstas, por exemplo, tentativas de reversão de recusas e revisitas a domicílios com moradores ausentes.


"A previsão é de que o IBGE divulgue os resultados definitivos do Censo referentes à população dos municípios em abril de 2023", afirmou o órgão. Em dezembro, o instituto havia sinalizado que pretendia publicar os dados em março.



[...]

https://www1.folha.uol.com.br
“Uma situação que ocorre em áreas mais nobres, como na zona sul do Rio [...].” 6º§
A palavra sublinhada nessa frase pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q3045378 Português
Censo atrasa e IBGE prevê divulgar resultado definitivo em abril.

Instituto tenta reduzir recusas para concluir contagem da população, marcada por atrasos.

Leonardo Vieceli

02/02/23


RIO DE JANEIRO - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmou nesta quinta-feira (2) que pretende divulgar resultados definitivos do Censo Demográfico 2022 no próximo mês de abril.


Para finalizar o levantamento, marcado por atrasos, o instituto tenta reduzir as recusas de parte da população em receber os recenseadores.


"Após seis meses em campo, um dos principais desafios para a conclusão do Censo 2022 é o número alto de recusas para responder ao questionário. No país, a taxa média chega a 2,43%, em dados atualizados no último dia de janeiro", afirmou o IBGE.


"Esse percentual é consideravelmente maior em localidades onde há maior concentração populacional. Em São Paulo, que lidera o ranking entre os estados, a taxa de recusas é de 4,49%, o que equivale a cerca de 720 mil domicílios em que o morador se recusou a prestar informações ao IBGE", completou.


O órgão já relatou em outras ocasiões que há previsão de multa para quem negar o fornecimento dos dados, protegidos por sigilo. Segundo o IBGE, uma das dificuldades é o acesso dos recenseadores a condomínios de bairros de renda alta.


"Para o recenseador conseguir abordar um apartamento, é preciso passar por uma portaria ou ter autorização do síndico, do porteiro ou da administração do prédio. Uma situação que ocorre em áreas mais nobres, como na zona sul do Rio ou alguns bairros de classe alta em São Paulo e de outros estados, é o impedimento da entrada dos recenseadores", disse o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.


Para tentar reverter a situação, o instituto elaborou um protocolo que deve ser seguido por suas equipes. Há um ofício a ser entregue aos síndicos ou à representação dos condomínios.


Conforme o instituto, quando o documento não traz efeito prático, o recenseador é instruído a recorrer à polícia local. O IBGE aponta que, segundo a legislação, ninguém pode impedir uma unidade habitacional de responder ao Censo.


Iniciada em agosto, a coleta das informações estava prevista para ser concluída em três meses, até outubro do ano passado. O trabalho, porém, já levou o dobro da estimativa inicial. O IBGE associou a situação a dificuldades para contratar e manter em campo os recenseadores.


Parte desses trabalhadores, contratados de maneira temporária, reclamou de atrasos em pagamentos e de valores em nível abaixo do esperado. Houve desistências e ameaça de greve durante a coleta.


Nesta quinta, o IBGE disse que a cobertura dos setores censitários (espaços de divisão do território) foi praticamente concluída em janeiro.


O instituto planeja seguir com o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo em fevereiro e março. Nessa etapa, estão previstas, por exemplo, tentativas de reversão de recusas e revisitas a domicílios com moradores ausentes.


"A previsão é de que o IBGE divulgue os resultados definitivos do Censo referentes à população dos municípios em abril de 2023", afirmou o órgão. Em dezembro, o instituto havia sinalizado que pretendia publicar os dados em março.



[...]

https://www1.folha.uol.com.br
Conforme cita o autor, são causas do atraso do Censo 2022, EXCETO:
Alternativas
Q3045377 Português
Censo atrasa e IBGE prevê divulgar resultado definitivo em abril.

Instituto tenta reduzir recusas para concluir contagem da população, marcada por atrasos.

Leonardo Vieceli

02/02/23


RIO DE JANEIRO - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmou nesta quinta-feira (2) que pretende divulgar resultados definitivos do Censo Demográfico 2022 no próximo mês de abril.


Para finalizar o levantamento, marcado por atrasos, o instituto tenta reduzir as recusas de parte da população em receber os recenseadores.


"Após seis meses em campo, um dos principais desafios para a conclusão do Censo 2022 é o número alto de recusas para responder ao questionário. No país, a taxa média chega a 2,43%, em dados atualizados no último dia de janeiro", afirmou o IBGE.


"Esse percentual é consideravelmente maior em localidades onde há maior concentração populacional. Em São Paulo, que lidera o ranking entre os estados, a taxa de recusas é de 4,49%, o que equivale a cerca de 720 mil domicílios em que o morador se recusou a prestar informações ao IBGE", completou.


O órgão já relatou em outras ocasiões que há previsão de multa para quem negar o fornecimento dos dados, protegidos por sigilo. Segundo o IBGE, uma das dificuldades é o acesso dos recenseadores a condomínios de bairros de renda alta.


"Para o recenseador conseguir abordar um apartamento, é preciso passar por uma portaria ou ter autorização do síndico, do porteiro ou da administração do prédio. Uma situação que ocorre em áreas mais nobres, como na zona sul do Rio ou alguns bairros de classe alta em São Paulo e de outros estados, é o impedimento da entrada dos recenseadores", disse o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.


Para tentar reverter a situação, o instituto elaborou um protocolo que deve ser seguido por suas equipes. Há um ofício a ser entregue aos síndicos ou à representação dos condomínios.


Conforme o instituto, quando o documento não traz efeito prático, o recenseador é instruído a recorrer à polícia local. O IBGE aponta que, segundo a legislação, ninguém pode impedir uma unidade habitacional de responder ao Censo.


Iniciada em agosto, a coleta das informações estava prevista para ser concluída em três meses, até outubro do ano passado. O trabalho, porém, já levou o dobro da estimativa inicial. O IBGE associou a situação a dificuldades para contratar e manter em campo os recenseadores.


Parte desses trabalhadores, contratados de maneira temporária, reclamou de atrasos em pagamentos e de valores em nível abaixo do esperado. Houve desistências e ameaça de greve durante a coleta.


Nesta quinta, o IBGE disse que a cobertura dos setores censitários (espaços de divisão do território) foi praticamente concluída em janeiro.


O instituto planeja seguir com o processo de revisão, controle de qualidade e apuração do Censo em fevereiro e março. Nessa etapa, estão previstas, por exemplo, tentativas de reversão de recusas e revisitas a domicílios com moradores ausentes.


"A previsão é de que o IBGE divulgue os resultados definitivos do Censo referentes à população dos municípios em abril de 2023", afirmou o órgão. Em dezembro, o instituto havia sinalizado que pretendia publicar os dados em março.



[...]

https://www1.folha.uol.com.br
O tipo textual predominante é narrativo. Marque a alternativa que justifica essa afirmativa.
Alternativas
Q3045050 Português
Imagem associada para resolução da questão



Analise as afirmativas tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto.

I. A frase “Está brincando” foi a forma pela qual Hagar optou para responder que não era a primeira vez que ia consultar.
II. Hagar disse e a recepcionista entendeu que ele foi o carpinteiro que construiu a casa de campo do doutor.
III. A recepcionista entendeu, pela fala de Hagar, que ele foi o carpinteiro que construiu a casa de campo do doutor.
IV. Hagar, na verdade, quis dizer que já pagou por tantas consultas que possibilitou ao doutor construir uma casa de campo.
V. A pergunta da recepcionista, no primeiro quadro, deixa claro que ela não conhecia Hagar.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3045049 Português
Analise as afirmativas tendo em vistas as ideias que se podem inferir do texto.

I. O uso do “$”, na palavra “direito$”, relaciona-se a aspectos monetários. II. As leis que protegem o consumidor podem ser aplicadas na prática de abusos. III. A mensagem do texto não indica que há pessoas que praticam abusos. IV. O uso das letras maiúsculas em “NÃO” objetiva dar realce a esse termo. V. O texto tem o objetivo de alertar aquelas pessoas que praticam abusos.

Estão CORRETAS as alternativas 
Alternativas
Q3045046 Português
Imagem associada para resolução da questão


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as informações veiculadas no mapa.

I. O Estado de Minas Gerais compõe a região em que se concentra o maior número de leitores.

II. A porcentagem de mulheres leitoras, no Brasil, é maior que a porcentagem de homens leitores.

III. O número de leitores da região Nordeste representa o dobro do número de leitores da região Sul.

IV. As regiões Norte e Centro-oeste do Brasil apresentam o mesmo número percentual de leitores.

V. A soma dos leitores das regiões Sul e Nordeste é igual à soma dos leitores da região Sudeste.


Estão CORRETAS as alternativas 
Alternativas
Q3045043 Português
Texto 02

        Passar por todas as etapas da vida implica mudanças e aprendizados que perpassam as vivências de cada um. Não somos os mesmos quando crianças, tampouco na adolescência quando as dores emocionais ficam mais latentes e fortes.
           Por outro lado, os adultos caminham com a pressa de uma vida corrida e atarefada entre trabalho, filhos e demandas domésticas. Já os idosos – nossos pais ou avós – costumam levar o dia a dia ao som de “ando devagar porque já tive pressa”, um processo de amadurecimento e visão de mundo que só se ganha com o tempo. [...]

Disponível em: https://www.vidasimples.com.br/. Acesso em: 18 maio 2023. Adaptado. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto.

I. A fase da adolescência é mais sofrida do que a fase da infância. II. A fase adulta é marcada pelo acúmulo de responsabilidades. III. A fase da velhice é caracterizada pela experiência e maturidade. IV. A maturidade e a experiência são adquiridas com o passar do tempo. V. A fase adulta é aquela em que se processa total amadurecimento.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3045042 Português
Texto 01

       Você já ouviu falar em Cordão de Girassol? Ainda pouco usado no Brasil, o cordão é uma ferramenta internacional para o reconhecimento de pessoas com doenças, deficiências ou transtornos não aparentes. A faixa verde com o desenho de girassóis funciona como um cartão de visitas ou um sinalizador de que a pessoa precisa de atendimento preferencial ou acompanhamento especial. Um jeito delicado de pedir mais empatia. [...]

Disponível em: https://www.vidasimples.com.br/. Acesso em: 18 maio 2023. Adaptado.


No texto, a palavra “empatia” foi usada no sentido de  
Alternativas
Q3044025 Português

Texto 05 



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://triunfotransbrasiliana.com.br/. Acesso em: 17 abril 2023.



Analise as afirmativas, tendo em vista o texto 05.



I. O texto foi veiculado com o objetivo principal de conscientizar as pessoas.

II. A repetição da palavra “nem” foi usada para dar realce à ideia de negação.

III. A ideia principal veiculada pelo texto é que não se pode beber, se for dirigir.

IV. As terminações iguais em “latão”, “não” e “direção” conferem ritmo ao texto.

V. As terminações das palavras “latinha” e “latão” introduzem ideia de tamanho.



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3044023 Português

Texto 03




Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://estado.rs.gov.br/campanha. Acesso em: 17 abr. 2023.



Analise as afirmativas tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto.



I. As palavras “perigo” e “ele” se referem ao mosquito Aedes aegypti.

II. O mosquito Aedes aegypti é um “perigo”, pois pode causar doenças.

III. O combate ao mosquito Aedes aegypti passa pelo cuidado com o lixo.

IV. O mosquito Aedes aegypti reproduz-se em recipientes vazios.

V. As pessoas sabem como combater o mosquito Aedes aegypti.



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3044022 Português
Texto 02


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://amocanela.com/campanha. Acesso em: 17 abr. 2023.



A alternativa que contraria a mensagem veiculada pelo texto é 


Alternativas
Q3043995 Português
Os pares de verbos “esquenta e esfria”, “aperta e afrouxa”, “sossega e desinquieta” comprovam o uso do recurso de expressão denominado  
Alternativas
Q3043994 Português
A principal ideia defendida pelo texto é:
Alternativas
Q3043989 Português
No trecho “[...] apesar do cenário cheio de nuvens cinzas [...]”, o termo “nuvens cinzas” indica o uso de linguagem
Alternativas
Q3043750 Português

Texto 04



A (nem sempre) sutil diferença entre ser autêntico e ser grosseiro



         Muita gente usa a sinceridade ou autenticidade como desculpa para grosserias: “O que eu tenho pra falar, falo na cara!”; “Não douro pílula, não uso meias palavras, sou uma pessoa autêntica!”


      Quantas vezes você já ouviu frases como essas? Na verdade, elas são, na maioria das vezes, desculpas para esconder a falta de tato de pessoas ríspidas. Pessoas assim escondem a própria rudeza em argumentos como autenticidade ou mesmo sinceridade.


      Claro que não vamos pedir que as pessoas não sejam autênticas, que não sejam sinceras, que sorriam para todos e sejam hipócritas. Mas, no trato com as pessoas, é sempre possível encontrar expressões menos grosseiras, mais positivas e animadoras do que frases duras, secas e amargas. [...]



Disponível em: https://www.bemparana.com.br/trabalho-negocios. Acesso em: 18 abr. 2023. Adaptado.

Analise os itens a seguir, considerando os sentidos em que as frases “[...] não douro a pílula [...]” e “[...] não uso meias palavras [...]” foram usadas no texto.

I. amenizar. II. dificultar. III. abrandar. IV. piorar. V. atenuar.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3042181 Português
Texto 01


O que é ser rico?

   O relato era sobre a cobertura de um acidente de trem no Peru, na região do Vale Sagrado. Eu estava de plantão na reportagem num final de semana qualquer e, por telefone mesmo, conversei com algumas pessoas que me contaram que muitos viajantes e turistas ficaram isolados nas montanhas no inverno, sem comida nem aquecimento. Muitos poderiam ter morrido naquela noite do acidente se não fosse pelos camponeses das vilas do entorno que foram até o local levando comida e cobertores para aquecê-los. Eram pessoas pobres e muitos levaram seus próprios cobertores e pertences.

   Relendo minha descrição da época sobre o episódio, um forte sentimento me veio à tona no momento. Fiquei pensando como minhas próprias inseguranças me parecem pequenas demais. Como minha generosidade ainda é minúscula.

   Meu coração abriu como se quisesse me dizer algo. Se aqueles camponeses indigentes podem doar o pouco que têm, então certamente eu não preciso ficar tão preocupado com meu futuro financeiro. Eu posso doar também e vai ficar tudo bem.

   Outra maneira de interpretar essa história também é entender que aqueles moradores andinos pobres são muito mais ricos do que eu, do que você e de muitos de nós que ainda não conseguimos enxergar além do muro que nos aprisiona.

     Talvez esses camponeses tenham o que nós, em busca do dinheiro, sucesso e de uma segurança ilusória, estamos querendo atingir de alguma maneira.

     Penso que ainda temos muita dificuldade em ver sentido e grandeza em pequenos gestos, mas são eles que mudam o mundo e nos convidam a olhar para a vida e sentir nela toda sua potencialidade. A vida nos convida a todo momento, só precisamos nos permitir, ou melhor, confiar. [...]


Disponível em: https://www.vidasimples.com.br/. Acesso em: 14 maio 2023.
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