Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2298552 Português

Texto 1

Adélia Prado 

Tabaréu 

 

Vira e mexe eu penso é numa toada só.

Fiz curso de filosofia pra escovar o pensamento,

não valeu. O mais universal que eu chego

é a recepção de Nossa Senhora de Fátima

em Santo Antônio do Monte.

Duas mil pessoas com velas louvando a Maria

num oco de escuro, pedindo bom parto,

moço de bom gênio pra casar,

boa hora pra nascer e morrer.

O cheiro do povo espiritado,

isso eu entendo sem desatino.

Porque, mercê de Deus, o poder que eu tenho

é de fazer poesia, quando ela insiste feito

água no fundo da mina, levantando morrinho de areia.

É quando clareia e refresca, abre sol, chove, conforme necessidades.

Às vezes dá até de escurecer de repente

com trovoada e raio. Não desaponta nunca.

É feito sol.

Feito amor divino. 


Fonte:

https://www.aio.com.br/questions/content/leia-opoema-tabareu-de-adelia-prado-vira-e-mexe-eupenso-e-numa-toada> 

Depois de ler o texto 1, Tabaréu, de Adélia Prado, e levando em conta os aspectos morfossintáticos e semânticos presentes, assinale o que estiver correto.  
Alternativas
Q2298491 Português




(Disponível em: uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/06/26/os-desafios-de-descobrir-uma-doencacronica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova). 

O sentido conferido pelo emprego da palavra “se” no trecho “se inserir no mercado de trabalho” (l. 18) indica:
Alternativas
Q2298487 Português




(Disponível em: uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/06/26/os-desafios-de-descobrir-uma-doencacronica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “desorganização” (l. 21):


I. A palavra foi formada por um processo chamado derivação parassintética.

II. Um sinônimo possível para a palavra seria “desordem”.

III. Trata-se de um substantivo uniforme comum de dois gêneros.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2298286 Português
Em relação aos antônimos, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2298283 Português
Qual é a diferença entre tempo e clima?


    Tempo e clima são dois ____________ que costumam ser confundidos e até usados como sinônimos. Para entender a diferença entre eles, é preciso analisar quais fatores determinam esses estados atmosféricos.
    O tempo é o estado atmosférico momentâneo de um determinado lugar. Ele diz respeito à temperatura, à umidade do ar, à ocorrência de chuvas e ventos e à presença de nuvens, por exemplo. A soma desses fatores atua diretamente sobre o estado atmosférico do lugar.
     Ele está sujeito a diversas variações em um curto espaço de tempo. Ao longo de um dia, as condições atmosféricas podem mudar, alterando o tempo naquele local. Podemos dizer, então, que hoje de manhã o tempo estava frio e nublado em São Paulo, mas que à tarde estava quente.
       A ___________ e o estudo dos tipos de tempo mais comuns e sua distribuição ao longo do ano revelam o clima de uma região. Se o tempo seco é uma característica forte e marcante daquele lugar, por exemplo, pode-se chegar à conclusão de que a região tem um clima seco — mas essa análise é obtida a partir de muitos dados ao longo de pelo menos 30 anos.
        Dessa forma, é __________ saber qual dos dois utilizar em cada frase. Se você está se referindo à condição momentânea, está incorreto dizer "Hoje o clima está chuvoso" ou "Amanheceu com o clima seco" — nesses casos, o correto é o emprego do termo tempo.
        Mas se você está falando sobre características já estabelecidas sobre o lugar, deve usar a palavra clima, como em "Manaus tem um clima quente e úmido".

(Fonte: Revista Recreio — adaptado.)
Sobre as informações presentes no texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2298282 Português
Qual é a diferença entre tempo e clima?


    Tempo e clima são dois ____________ que costumam ser confundidos e até usados como sinônimos. Para entender a diferença entre eles, é preciso analisar quais fatores determinam esses estados atmosféricos.
    O tempo é o estado atmosférico momentâneo de um determinado lugar. Ele diz respeito à temperatura, à umidade do ar, à ocorrência de chuvas e ventos e à presença de nuvens, por exemplo. A soma desses fatores atua diretamente sobre o estado atmosférico do lugar.
     Ele está sujeito a diversas variações em um curto espaço de tempo. Ao longo de um dia, as condições atmosféricas podem mudar, alterando o tempo naquele local. Podemos dizer, então, que hoje de manhã o tempo estava frio e nublado em São Paulo, mas que à tarde estava quente.
       A ___________ e o estudo dos tipos de tempo mais comuns e sua distribuição ao longo do ano revelam o clima de uma região. Se o tempo seco é uma característica forte e marcante daquele lugar, por exemplo, pode-se chegar à conclusão de que a região tem um clima seco — mas essa análise é obtida a partir de muitos dados ao longo de pelo menos 30 anos.
        Dessa forma, é __________ saber qual dos dois utilizar em cada frase. Se você está se referindo à condição momentânea, está incorreto dizer "Hoje o clima está chuvoso" ou "Amanheceu com o clima seco" — nesses casos, o correto é o emprego do termo tempo.
        Mas se você está falando sobre características já estabelecidas sobre o lugar, deve usar a palavra clima, como em "Manaus tem um clima quente e úmido".

(Fonte: Revista Recreio — adaptado.)
Qual das alternativas a seguir apresenta um sinônimo para a palavra “curto”, sublinhada no terceiro parágrafo do texto?
Alternativas
Q2298233 Português
     O crescimento desordenado das cidades vem sendo tema de grandes discussões na elaboração de políticas públicas de planejamento urbano. Esse crescimento vem causando uma série de prejuízos à saúde humana, como aparecimento de doenças infectocontagiosas, violência urbana, falta de saneamento básico, desigualdade social, desastres naturais, entre outros. A aglomeração de muitas pessoas em pequenos locais é um dos fatores de risco para vários agravos, tais como problemas respiratórios, cardiovasculares, entre outros.
     Associado ao processo de urbanização desenfreada, está também o crescimento populacional não acompanhado de planejamento, que vem gerando “inchaço’’ de pessoas em cidades não preparadas, fazendo surgir favelas em áreas insalubres e sujeitas a condições de risco, e o pior, o surgimento de doenças e epidemias causadas pela falta de higiene e de serviços sanitários básicos.
     No Brasil, um dos mais recorrentes impactos negativos em virtude dessa falta de planejamento são as inundações, que, em maiores precipitações pluviométricas, assolam as populações, favorecendo o aumento e a migração de vetores de epidemias e doenças, e, assim, expondo, dessa forma, comunidades inteiras a sérios riscos de saúde.
    A urbanização é um processo de transformação de uma população rural em população urbana decorrente da migração, levando-se em conta o crescimento vegetativo. A partir disso, as pessoas saíram do campo para as cidades em busca de trabalho nas fábricas e em busca de melhores condições de vida.
     O grande problema foi a falta de planejamento urbano encontrado nessas cidades que ocasionou um inchaço populacional, contribuindo para o surgimento de favelas sem infraestrutura e amontoado de habitações em condições insalubres.
     De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por volta de meados do século XIX a população urbana brasileira que residia em áreas com alguma infraestrutura de habitação, saneamento, transporte, emprego, renda, assistência à saúde, entre outras, representava 1,7% da população total do planeta, atingindo, em 1960 (um século depois), 25% e, em 1980, 41,1%. Em 1995, a população urbana mundial atingiu 46% do total, o equivalente a 2,7 milhões de pessoas.
      O processo de adensamento urbano brasileiro, de forma desenfreada nos grandes centros, está associado à desigualdade social, promovida pela grande concentração de renda nas mãos de poucas pessoas. Essa desigualdade pode contribuir para a concentração acentuada de população em estado de pobreza, habitando as áreas periféricas aos centros urbanos, de forma desordenada, se aglomerando irregularmente em locais carentes de infraestrutura e de serviços básicos. 
      Diante dessa situação, a precariedade de saneamento, a ausência de água tratada, a violência acentuada, a marginalização social e o déficit de moradias adequadas contribuem para a proliferação de doenças infectocontagiosas e degradação socioambiental, favorecendo a incidência de doenças ocasionadas pelo estresse social, estimuladas pelo uso de drogas, potencializando o aumento da violência urbana e afetando a qualidade de vida da população.

(Fonte: Secad Artmed — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que o segmento do texto está redigido sem problemas gramaticais: 
Alternativas
Q2298231 Português
     O crescimento desordenado das cidades vem sendo tema de grandes discussões na elaboração de políticas públicas de planejamento urbano. Esse crescimento vem causando uma série de prejuízos à saúde humana, como aparecimento de doenças infectocontagiosas, violência urbana, falta de saneamento básico, desigualdade social, desastres naturais, entre outros. A aglomeração de muitas pessoas em pequenos locais é um dos fatores de risco para vários agravos, tais como problemas respiratórios, cardiovasculares, entre outros.
     Associado ao processo de urbanização desenfreada, está também o crescimento populacional não acompanhado de planejamento, que vem gerando “inchaço’’ de pessoas em cidades não preparadas, fazendo surgir favelas em áreas insalubres e sujeitas a condições de risco, e o pior, o surgimento de doenças e epidemias causadas pela falta de higiene e de serviços sanitários básicos.
     No Brasil, um dos mais recorrentes impactos negativos em virtude dessa falta de planejamento são as inundações, que, em maiores precipitações pluviométricas, assolam as populações, favorecendo o aumento e a migração de vetores de epidemias e doenças, e, assim, expondo, dessa forma, comunidades inteiras a sérios riscos de saúde.
    A urbanização é um processo de transformação de uma população rural em população urbana decorrente da migração, levando-se em conta o crescimento vegetativo. A partir disso, as pessoas saíram do campo para as cidades em busca de trabalho nas fábricas e em busca de melhores condições de vida.
     O grande problema foi a falta de planejamento urbano encontrado nessas cidades que ocasionou um inchaço populacional, contribuindo para o surgimento de favelas sem infraestrutura e amontoado de habitações em condições insalubres.
     De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por volta de meados do século XIX a população urbana brasileira que residia em áreas com alguma infraestrutura de habitação, saneamento, transporte, emprego, renda, assistência à saúde, entre outras, representava 1,7% da população total do planeta, atingindo, em 1960 (um século depois), 25% e, em 1980, 41,1%. Em 1995, a população urbana mundial atingiu 46% do total, o equivalente a 2,7 milhões de pessoas.
      O processo de adensamento urbano brasileiro, de forma desenfreada nos grandes centros, está associado à desigualdade social, promovida pela grande concentração de renda nas mãos de poucas pessoas. Essa desigualdade pode contribuir para a concentração acentuada de população em estado de pobreza, habitando as áreas periféricas aos centros urbanos, de forma desordenada, se aglomerando irregularmente em locais carentes de infraestrutura e de serviços básicos. 
      Diante dessa situação, a precariedade de saneamento, a ausência de água tratada, a violência acentuada, a marginalização social e o déficit de moradias adequadas contribuem para a proliferação de doenças infectocontagiosas e degradação socioambiental, favorecendo a incidência de doenças ocasionadas pelo estresse social, estimuladas pelo uso de drogas, potencializando o aumento da violência urbana e afetando a qualidade de vida da população.

(Fonte: Secad Artmed — adaptado.)
Com relação às principais ideias defendidas pelo texto, assinalar a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q2298230 Português
     O crescimento desordenado das cidades vem sendo tema de grandes discussões na elaboração de políticas públicas de planejamento urbano. Esse crescimento vem causando uma série de prejuízos à saúde humana, como aparecimento de doenças infectocontagiosas, violência urbana, falta de saneamento básico, desigualdade social, desastres naturais, entre outros. A aglomeração de muitas pessoas em pequenos locais é um dos fatores de risco para vários agravos, tais como problemas respiratórios, cardiovasculares, entre outros.
     Associado ao processo de urbanização desenfreada, está também o crescimento populacional não acompanhado de planejamento, que vem gerando “inchaço’’ de pessoas em cidades não preparadas, fazendo surgir favelas em áreas insalubres e sujeitas a condições de risco, e o pior, o surgimento de doenças e epidemias causadas pela falta de higiene e de serviços sanitários básicos.
     No Brasil, um dos mais recorrentes impactos negativos em virtude dessa falta de planejamento são as inundações, que, em maiores precipitações pluviométricas, assolam as populações, favorecendo o aumento e a migração de vetores de epidemias e doenças, e, assim, expondo, dessa forma, comunidades inteiras a sérios riscos de saúde.
    A urbanização é um processo de transformação de uma população rural em população urbana decorrente da migração, levando-se em conta o crescimento vegetativo. A partir disso, as pessoas saíram do campo para as cidades em busca de trabalho nas fábricas e em busca de melhores condições de vida.
     O grande problema foi a falta de planejamento urbano encontrado nessas cidades que ocasionou um inchaço populacional, contribuindo para o surgimento de favelas sem infraestrutura e amontoado de habitações em condições insalubres.
     De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por volta de meados do século XIX a população urbana brasileira que residia em áreas com alguma infraestrutura de habitação, saneamento, transporte, emprego, renda, assistência à saúde, entre outras, representava 1,7% da população total do planeta, atingindo, em 1960 (um século depois), 25% e, em 1980, 41,1%. Em 1995, a população urbana mundial atingiu 46% do total, o equivalente a 2,7 milhões de pessoas.
      O processo de adensamento urbano brasileiro, de forma desenfreada nos grandes centros, está associado à desigualdade social, promovida pela grande concentração de renda nas mãos de poucas pessoas. Essa desigualdade pode contribuir para a concentração acentuada de população em estado de pobreza, habitando as áreas periféricas aos centros urbanos, de forma desordenada, se aglomerando irregularmente em locais carentes de infraestrutura e de serviços básicos. 
      Diante dessa situação, a precariedade de saneamento, a ausência de água tratada, a violência acentuada, a marginalização social e o déficit de moradias adequadas contribuem para a proliferação de doenças infectocontagiosas e degradação socioambiental, favorecendo a incidência de doenças ocasionadas pelo estresse social, estimuladas pelo uso de drogas, potencializando o aumento da violência urbana e afetando a qualidade de vida da população.

(Fonte: Secad Artmed — adaptado.)
 Segundo o texto, o crescimento desordenado das cidades: 
Alternativas
Q2298147 Português
Informação é poder


     Thomas Hobbes já dizia, em 1668, que “conhecimento é poder”, e não poderia estar mais correto. O conhecimento vem através da informação e, atualmente, a Internet é a maior fonte de informação disponível, podendo ser consultada a qualquer momento e por qualquer um. Enquanto aproveitamos a conexão com a rede para ler textos como este e assistir a vídeos no YouTube, enormes quantidades de informações são coletadas e circulam pela Internet a cada segundo.
     Essas informações coletadas são chamadas de dados e são tão importantes — sobretudo quando armazenados e tratados em massa (o que é conhecido como Big Data, ou megadados) — que, em 2012, foram considerados como o “novo petróleo” durante o Fórum Econômico Mundial (WEF — Davos), por serem uma grande fonte de valor econômico.
      No entanto, o próprio WEF veio retificar que chamar os dados de “novo petróleo” é errado, porque o petróleo é um recurso natural que algum dia vai acabar.
     Os dados, porém, são infinitos e são produzidos mais e mais a cada minuto! Os dados são divididos em duas categorias: os pessoais e os não pessoais. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, Lei nº 13.709/2018), os dados pessoais são aqueles que possibilitam a identificação de uma pessoa. Essa identificação pode ser direta — como o nome completo, RG, CPF —, ou seja, informações que levam diretamente ao indivíduo; ou indireta — como endereço, profissão, gênero —, ou seja, informações que sozinhas não dizem nada, mas que se combinadas podem identificar alguém.
      Já os dados não pessoais são aqueles que não identificam nenhum indivíduo vivente, por exemplo o número de acessos a tal página na web, ou quantas viagens de Uber foram feitas em determinado mês, ou até mesmo quantos casos de COVID-19 foram registrados em determinada cidade. Os dados não pessoais também são produzidos por empresas, como dados relativos à indústria, aos serviços financeiros ou ao agronegócio, por exemplo.
     Atualmente, a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) são consideradas grandes fontes geradoras de dados não pessoais, muito utilizadas em processos automatizados de produção industrial. A partir da coleta e da análise dos dados, é possível, por exemplo, avaliar o público de determinada empresa e criar estratégias de marketing personalizadas ou reduzir custos ao melhorar o gerenciamento de estoque e de compras para, dessa forma, aumentar o lucro. 
      Por isso, os dados pessoais e não pessoais são, atualmente, uma das maiores “commodities” da economia mundial, tamanha a sua importância. Como já dizia Thomas Hobbes, "conhecimento é poder", e isso nunca foi tão verdadeiro como hoje em dia. Com a internet trazendo um oceano de informações ao alcance de todos, e com as leis de proteção de dados pessoais como a LGPD definindo as regras, os dados se tornaram um recurso incrivelmente valioso, impulsionando negócios, automação industrial e muito mais.

(Fonte: Instituto Observatório do Direito Autoral — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:

I. A internet é considerada o “novo petróleo”. II. Os dados pessoais podem ser utilizados de maneira direta ou indireta. III. Os dados não pessoais não têm uso amplo na atualidade.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2298146 Português
Informação é poder


     Thomas Hobbes já dizia, em 1668, que “conhecimento é poder”, e não poderia estar mais correto. O conhecimento vem através da informação e, atualmente, a Internet é a maior fonte de informação disponível, podendo ser consultada a qualquer momento e por qualquer um. Enquanto aproveitamos a conexão com a rede para ler textos como este e assistir a vídeos no YouTube, enormes quantidades de informações são coletadas e circulam pela Internet a cada segundo.
     Essas informações coletadas são chamadas de dados e são tão importantes — sobretudo quando armazenados e tratados em massa (o que é conhecido como Big Data, ou megadados) — que, em 2012, foram considerados como o “novo petróleo” durante o Fórum Econômico Mundial (WEF — Davos), por serem uma grande fonte de valor econômico.
      No entanto, o próprio WEF veio retificar que chamar os dados de “novo petróleo” é errado, porque o petróleo é um recurso natural que algum dia vai acabar.
     Os dados, porém, são infinitos e são produzidos mais e mais a cada minuto! Os dados são divididos em duas categorias: os pessoais e os não pessoais. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, Lei nº 13.709/2018), os dados pessoais são aqueles que possibilitam a identificação de uma pessoa. Essa identificação pode ser direta — como o nome completo, RG, CPF —, ou seja, informações que levam diretamente ao indivíduo; ou indireta — como endereço, profissão, gênero —, ou seja, informações que sozinhas não dizem nada, mas que se combinadas podem identificar alguém.
      Já os dados não pessoais são aqueles que não identificam nenhum indivíduo vivente, por exemplo o número de acessos a tal página na web, ou quantas viagens de Uber foram feitas em determinado mês, ou até mesmo quantos casos de COVID-19 foram registrados em determinada cidade. Os dados não pessoais também são produzidos por empresas, como dados relativos à indústria, aos serviços financeiros ou ao agronegócio, por exemplo.
     Atualmente, a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) são consideradas grandes fontes geradoras de dados não pessoais, muito utilizadas em processos automatizados de produção industrial. A partir da coleta e da análise dos dados, é possível, por exemplo, avaliar o público de determinada empresa e criar estratégias de marketing personalizadas ou reduzir custos ao melhorar o gerenciamento de estoque e de compras para, dessa forma, aumentar o lucro. 
      Por isso, os dados pessoais e não pessoais são, atualmente, uma das maiores “commodities” da economia mundial, tamanha a sua importância. Como já dizia Thomas Hobbes, "conhecimento é poder", e isso nunca foi tão verdadeiro como hoje em dia. Com a internet trazendo um oceano de informações ao alcance de todos, e com as leis de proteção de dados pessoais como a LGPD definindo as regras, os dados se tornaram um recurso incrivelmente valioso, impulsionando negócios, automação industrial e muito mais.

(Fonte: Instituto Observatório do Direito Autoral — adaptado.)
No 7º parágrafo, no segmento “[...] os dados pessoais e não pessoais são, atualmente, uma das maiores ‘commodities’ da economia mundial [...]”, a palavra sublinhada, nesse contexto, significa:
Alternativas
Q2298145 Português
Informação é poder


     Thomas Hobbes já dizia, em 1668, que “conhecimento é poder”, e não poderia estar mais correto. O conhecimento vem através da informação e, atualmente, a Internet é a maior fonte de informação disponível, podendo ser consultada a qualquer momento e por qualquer um. Enquanto aproveitamos a conexão com a rede para ler textos como este e assistir a vídeos no YouTube, enormes quantidades de informações são coletadas e circulam pela Internet a cada segundo.
     Essas informações coletadas são chamadas de dados e são tão importantes — sobretudo quando armazenados e tratados em massa (o que é conhecido como Big Data, ou megadados) — que, em 2012, foram considerados como o “novo petróleo” durante o Fórum Econômico Mundial (WEF — Davos), por serem uma grande fonte de valor econômico.
      No entanto, o próprio WEF veio retificar que chamar os dados de “novo petróleo” é errado, porque o petróleo é um recurso natural que algum dia vai acabar.
     Os dados, porém, são infinitos e são produzidos mais e mais a cada minuto! Os dados são divididos em duas categorias: os pessoais e os não pessoais. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, Lei nº 13.709/2018), os dados pessoais são aqueles que possibilitam a identificação de uma pessoa. Essa identificação pode ser direta — como o nome completo, RG, CPF —, ou seja, informações que levam diretamente ao indivíduo; ou indireta — como endereço, profissão, gênero —, ou seja, informações que sozinhas não dizem nada, mas que se combinadas podem identificar alguém.
      Já os dados não pessoais são aqueles que não identificam nenhum indivíduo vivente, por exemplo o número de acessos a tal página na web, ou quantas viagens de Uber foram feitas em determinado mês, ou até mesmo quantos casos de COVID-19 foram registrados em determinada cidade. Os dados não pessoais também são produzidos por empresas, como dados relativos à indústria, aos serviços financeiros ou ao agronegócio, por exemplo.
     Atualmente, a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) são consideradas grandes fontes geradoras de dados não pessoais, muito utilizadas em processos automatizados de produção industrial. A partir da coleta e da análise dos dados, é possível, por exemplo, avaliar o público de determinada empresa e criar estratégias de marketing personalizadas ou reduzir custos ao melhorar o gerenciamento de estoque e de compras para, dessa forma, aumentar o lucro. 
      Por isso, os dados pessoais e não pessoais são, atualmente, uma das maiores “commodities” da economia mundial, tamanha a sua importância. Como já dizia Thomas Hobbes, "conhecimento é poder", e isso nunca foi tão verdadeiro como hoje em dia. Com a internet trazendo um oceano de informações ao alcance de todos, e com as leis de proteção de dados pessoais como a LGPD definindo as regras, os dados se tornaram um recurso incrivelmente valioso, impulsionando negócios, automação industrial e muito mais.

(Fonte: Instituto Observatório do Direito Autoral — adaptado.)
Sobre o título do texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2297878 Português

Saneamento e Saúde 


    A noção da relação entre a água, os dejetos e a saúde data de milênios e se originou quando a humanidade mudou sua relação com o ambiente, e a vida se tornou crescentemente sedentária, associada à necessidade de práticas agrícolas.

    A introdução desse modo de vida promoveu uma transformação na maneira de o homem se relacionar socialmente, ao surgirem as primeiras aglomerações humanas. 

    Junto com a transformação das relações sociais, o advento da agricultura mudou a forma de o homem se relacionar com a natureza, o que repercutiu no aparecimento de diversas doenças. 

    A derrubada das florestas e o convívio próximo com animais promoveram mudanças no ciclo de vetores e um maior contato do homem com patógenos causadores de doenças nos animais, agora domesticados. 

    Junto a isso, a concentração humana em um mesmo território aumentou a poluição e a produção de resíduos, favorecendo a proliferação de vetores. 

    Por sua vez, a eliminação de dejetos em fontes de água resultou na intensificação das infecções por parasitas intestinais e favoreceu a transmissão de doenças bacterianas e virais. 

    Assim, as alterações ambientais decorrentes da mudança de hábitos e do modo de vida, associadas à falta de saneamento, levaram ao aparecimento de doenças que ainda hoje afetam milhões de pessoas.


(Fonte: Fundação Oswaldo Cruz— Adaptado.)

No 5º parágrafo, no trecho: “[...] favorecendo a proliferação de vetores.”, a palavra sublinhada, nesse contexto, significa: 
Alternativas
Q2297877 Português

Saneamento e Saúde 


    A noção da relação entre a água, os dejetos e a saúde data de milênios e se originou quando a humanidade mudou sua relação com o ambiente, e a vida se tornou crescentemente sedentária, associada à necessidade de práticas agrícolas.

    A introdução desse modo de vida promoveu uma transformação na maneira de o homem se relacionar socialmente, ao surgirem as primeiras aglomerações humanas. 

    Junto com a transformação das relações sociais, o advento da agricultura mudou a forma de o homem se relacionar com a natureza, o que repercutiu no aparecimento de diversas doenças. 

    A derrubada das florestas e o convívio próximo com animais promoveram mudanças no ciclo de vetores e um maior contato do homem com patógenos causadores de doenças nos animais, agora domesticados. 

    Junto a isso, a concentração humana em um mesmo território aumentou a poluição e a produção de resíduos, favorecendo a proliferação de vetores. 

    Por sua vez, a eliminação de dejetos em fontes de água resultou na intensificação das infecções por parasitas intestinais e favoreceu a transmissão de doenças bacterianas e virais. 

    Assim, as alterações ambientais decorrentes da mudança de hábitos e do modo de vida, associadas à falta de saneamento, levaram ao aparecimento de doenças que ainda hoje afetam milhões de pessoas.


(Fonte: Fundação Oswaldo Cruz— Adaptado.)

De acordo com as informações do texto, o que motivou as mudanças sociais humanas foi: 
Alternativas
Q2297876 Português

Saneamento e Saúde 


    A noção da relação entre a água, os dejetos e a saúde data de milênios e se originou quando a humanidade mudou sua relação com o ambiente, e a vida se tornou crescentemente sedentária, associada à necessidade de práticas agrícolas.

    A introdução desse modo de vida promoveu uma transformação na maneira de o homem se relacionar socialmente, ao surgirem as primeiras aglomerações humanas. 

    Junto com a transformação das relações sociais, o advento da agricultura mudou a forma de o homem se relacionar com a natureza, o que repercutiu no aparecimento de diversas doenças. 

    A derrubada das florestas e o convívio próximo com animais promoveram mudanças no ciclo de vetores e um maior contato do homem com patógenos causadores de doenças nos animais, agora domesticados. 

    Junto a isso, a concentração humana em um mesmo território aumentou a poluição e a produção de resíduos, favorecendo a proliferação de vetores. 

    Por sua vez, a eliminação de dejetos em fontes de água resultou na intensificação das infecções por parasitas intestinais e favoreceu a transmissão de doenças bacterianas e virais. 

    Assim, as alterações ambientais decorrentes da mudança de hábitos e do modo de vida, associadas à falta de saneamento, levaram ao aparecimento de doenças que ainda hoje afetam milhões de pessoas.


(Fonte: Fundação Oswaldo Cruz— Adaptado.)

Com base na leitura global do texto, assinalar uma informação que NÃO pode ser deduzida por meio dele:  
Alternativas
Q2297807 Português

A triste realidade do trabalho infantil 


Número cresce e, por causa da pandemia, tende a piorar ainda mais no próximo ano. Criança tem o direito de brincar e ir para a escola. 


     A afirmação não poderia estar mais correta, mas, infelizmente, não é a realidade para cerca de 160 milhões de jovens em todo o mundo. 

     Segundo o UNICEF, esse é o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. O índice voltou a crescer após uma tendência de queda registrada entre 2000 e 2016. E o que já está ruim pode ficar ainda pior: a entidade alerta que outros 8,9 milhões correm o risco de ingressar nessa condição até 2022, como resultado da crise causada pela pandemia da Covid-19. 

     A pobreza extrema é a principal razão que leva as crianças ao trabalho. 

     Nas grandes metrópoles, por exemplo, é comum vermos crianças nos faróis, vendendo balas ou até fazendo malabarismo. Apesar de as cenas cortarem o coração e termos vontade de ajudar, especialistas dizem que dar dinheiro não é o correto a fazer, pois isso incentiva os jovens a permanecerem nas ruas. E, assim, as chances de não estarem na escola ou largarem os estudos muito cedo aumentam. Uma alternativa é ajudar instituições que oferecem apoio psicológico e social aos seus familiares. 

     Além do problema básico de não estarem na escola, o trabalho infantil traz outras diversas consequências para as crianças. Atuar na agricultura, com o plantio de cana de açúcar, por exemplo, que é muito comum no Brasil, pode resultar em doenças musculares e ósseas; na pesca, em exposição excessiva ao sol e em problemas com o sono; e, na mineração, em doenças respiratórias. Em todos os casos, há grandes chances de os jovens terem problemas psicológicos e serem privados de sua infância, seu potencial e sua dignidade. Ou seja, trabalhar é prejudicial ao seu desenvolvimento físico e mental em diversos aspectos.

(Fonte: Moderna — adaptado.)

De acordo com as ideias do texto, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2297787 Português

Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://pt-br.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/mais-tirinhas-wwwlinguaportuguesablogbrtirinhas-relacionadas-as-letras/2736670563013564/)


É possível inferir, com base na leitura realizada, que o papel do professor é:

Alternativas
Q2297786 Português
Em conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais, na abordagem da variação linguística, é CORRETO o que se afirma como proposta de atividade junto aos estudantes
Alternativas
Q2297780 Português

Como contribuir com a formação de leitores nos Anos Finais do Fundamental?


É importante ouvir os interesses dos alunos, abrir espaço para debates e reflexões e colocar as obras em diálogo com a realidade dos estudantes


[...] 


Michelli, atualmente com 36 anos, se formou em Letras e se especializou em Gestão de Bibliotecas Escolares pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje, atua como docente de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental na EBM Paulina Wagner, em Blumenau, e na EEF Clara Donner, em Timbó, ambas no interior de Santa Catarina. Em 2020, ela foi uma das 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10 com o projeto O podcast na sala de aula: oralidade, escrita e tecnologia.


        Mas, mesmo apreciando muito os livros e suas histórias, Michelli tinha dificuldade de inserir o trabalho com a leitura literária nas suas aulas. “Eu incentivava [a leitura] e conversava com os alunos, mas era difícil trabalhar um livro inteiro, especialmente por serem textos mais longos e pela questão do acesso às obras. Por mais que a gente tivesse biblioteca, não contávamos ainda com o PNLD [Programa Nacional do Livro Didático] Literário, que garantiria obras a todos os alunos. Isso era um entrave”, diz.


Contextualização, discussões e reflexões


Essa realidade começou a mudar em 2019, quando ela fazia mestrado em Letras na UFSC e teve a ideia de desenvolver um projeto literário a partir do livro O menino do dedo verde, clássico infanto-juvenil do escritor francês Maurice Druon. “Em uma das disciplinas do mestrado, nós estudamos alguns critérios de qualidade de uma obra infantojuvenil. Achei esse livro uma ótima escolha por ter também capítulos curtos e algumas ilustrações, adequado para turmas de 6º ano, com as quais trabalhei”, explica. Com isso, a professora partiu para a prática em sala de aula: primeiro, fez a apresentação do autor, contextualizando a época em que a obra foi escrita. Depois, para motivar a leitura, relacionou o livro com outros textos que dialogam com a história. Como o enredo aborda a temática da guerra, Michelli decidiu mostrar o trailer do filme O menino do pijama listrado — inspirado no livro homônimo, de John Boyne — a fim de ampliar o olhar dos alunos para um dos assuntos tratados. Os primeiros capítulos foram lidos em sala, e depois a professora combinou prazos para que os estudantes lessem e pudessem discutir alguns temas em grupo.

 

Para ela, a prática de sempre contextualizar algum assunto que aparecia na história e recorrer a materiais complementares foi essencial para engajar a turma, que se envolveu com a trama. Em um trecho da obra, o garoto visita uma cadeia, e esse foi o gancho para falar com os alunos sobre o sistema prisional brasileiro. Com o auxílio de um infográfico, a conversa rendeu um bom debate sobre direitos humanos. Em outra parte da história, o menino conhece uma favela e usa o poder de seu dedo para florir o lugar. Com isso, Michelli propôs uma discussão que partiu de uma reportagem sobre artistas plásticos que fizeram diversas pinturas nas casas de uma comunidade no México, ação que colaborou para melhorar a segurança das pessoas.


“São discussões que acontecem a partir da história, e não cobranças com questionários e fichas de leitura. A proposta é sempre ter conversas sobre algo que surgiu na narrativa, mas que vai mais a fundo em questões que nos fazem refletir, que é uma das coisas que a literatura provoca na gente”, comenta. Para encerrar o trabalho com O menino do dedo verde, as crianças plantaram mudinhas de flores em um vaso e o entregaram para alguém que estava precisando de um gesto de gentileza. Depois, escreveram um depoimento sobre esse momento.

[...]

(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/21390/ como-contribuir-com-a-formacao-de-leitores-nos-anos-finaisdo-fundamental)

 

Leia o fragmento retirado do Texto II: 


“Depois, para motivar a leitura, relacionou o livro com outros textos que dialogam com a história. Como o enredo aborda a temática da guerra, Michelli decidiu mostrar o trailer do filme O menino do pijama listrado — inspirado no livro homônimo, de John Boyne — a fim de ampliar o olhar dos alunos para um dos assuntos tratados.” 


Agora, leia um trecho retirado dos Parâmetros Curriculares Nacionais sobre a especificidade do gênero literário: 


“Como representação um modo particular de dar forma às experiências humanas, o texto literário não está limitado a critérios de observação fatual (ao que ocorre e ao que se testemunha), nem às categorias e relações que constituem os padrões dos modos de ver a realidade e, menos ainda, às famílias de noções/conceitos com que se pretende descrever e explicar diferentes planos da realidade (o discurso científico). Ele os ultrapassa e transgride para constituir outra mediação de sentidos entre o sujeito e o mundo, entre a imagem e o objeto, mediação que autoriza a ficção e a reinterpretação do mundo atual e dos mundos possíveis.”


Considerando a análise dos fragmentos supracitados, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q2297777 Português

Como contribuir com a formação de leitores nos Anos Finais do Fundamental?


É importante ouvir os interesses dos alunos, abrir espaço para debates e reflexões e colocar as obras em diálogo com a realidade dos estudantes


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Michelli, atualmente com 36 anos, se formou em Letras e se especializou em Gestão de Bibliotecas Escolares pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje, atua como docente de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental na EBM Paulina Wagner, em Blumenau, e na EEF Clara Donner, em Timbó, ambas no interior de Santa Catarina. Em 2020, ela foi uma das 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10 com o projeto O podcast na sala de aula: oralidade, escrita e tecnologia.


        Mas, mesmo apreciando muito os livros e suas histórias, Michelli tinha dificuldade de inserir o trabalho com a leitura literária nas suas aulas. “Eu incentivava [a leitura] e conversava com os alunos, mas era difícil trabalhar um livro inteiro, especialmente por serem textos mais longos e pela questão do acesso às obras. Por mais que a gente tivesse biblioteca, não contávamos ainda com o PNLD [Programa Nacional do Livro Didático] Literário, que garantiria obras a todos os alunos. Isso era um entrave”, diz.


Contextualização, discussões e reflexões


Essa realidade começou a mudar em 2019, quando ela fazia mestrado em Letras na UFSC e teve a ideia de desenvolver um projeto literário a partir do livro O menino do dedo verde, clássico infanto-juvenil do escritor francês Maurice Druon. “Em uma das disciplinas do mestrado, nós estudamos alguns critérios de qualidade de uma obra infantojuvenil. Achei esse livro uma ótima escolha por ter também capítulos curtos e algumas ilustrações, adequado para turmas de 6º ano, com as quais trabalhei”, explica. Com isso, a professora partiu para a prática em sala de aula: primeiro, fez a apresentação do autor, contextualizando a época em que a obra foi escrita. Depois, para motivar a leitura, relacionou o livro com outros textos que dialogam com a história. Como o enredo aborda a temática da guerra, Michelli decidiu mostrar o trailer do filme O menino do pijama listrado — inspirado no livro homônimo, de John Boyne — a fim de ampliar o olhar dos alunos para um dos assuntos tratados. Os primeiros capítulos foram lidos em sala, e depois a professora combinou prazos para que os estudantes lessem e pudessem discutir alguns temas em grupo.

 

Para ela, a prática de sempre contextualizar algum assunto que aparecia na história e recorrer a materiais complementares foi essencial para engajar a turma, que se envolveu com a trama. Em um trecho da obra, o garoto visita uma cadeia, e esse foi o gancho para falar com os alunos sobre o sistema prisional brasileiro. Com o auxílio de um infográfico, a conversa rendeu um bom debate sobre direitos humanos. Em outra parte da história, o menino conhece uma favela e usa o poder de seu dedo para florir o lugar. Com isso, Michelli propôs uma discussão que partiu de uma reportagem sobre artistas plásticos que fizeram diversas pinturas nas casas de uma comunidade no México, ação que colaborou para melhorar a segurança das pessoas.


“São discussões que acontecem a partir da história, e não cobranças com questionários e fichas de leitura. A proposta é sempre ter conversas sobre algo que surgiu na narrativa, mas que vai mais a fundo em questões que nos fazem refletir, que é uma das coisas que a literatura provoca na gente”, comenta. Para encerrar o trabalho com O menino do dedo verde, as crianças plantaram mudinhas de flores em um vaso e o entregaram para alguém que estava precisando de um gesto de gentileza. Depois, escreveram um depoimento sobre esse momento.

[...]

(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/21390/ como-contribuir-com-a-formacao-de-leitores-nos-anos-finaisdo-fundamental)

 

Sobre o texto lido, é possível inferir que 
Alternativas
Respostas
30781: C
30782: A
30783: B
30784: A
30785: A
30786: B
30787: B
30788: C
30789: B
30790: B
30791: C
30792: D
30793: D
30794: B
30795: B
30796: D
30797: B
30798: C
30799: B
30800: C