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Q3668741 Português
Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios

Estudos realizados nos últimos anos com um número ainda modesto de participantes sugerem que os psicodélicos, compostos conhecidos por alterarem a percepção da realidade e causarem alucinações, têm um efeito antidepressivo rápido e potente. Um trabalho internacional publicado em 5 de junho na revista Nature Neuroscience está ajudando a desvendar como eles atuam para amenizar a depressão. O estudo, do qual participaram três pesquisadores brasileiros, indica ainda que o efeito contra a depressão seria independente daquele que causa a distorção da realidade, o que pode, em princípio, levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e livres dos efeitos alucinógenos para tratar um problema que aflige cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.

Em experimentos com células e animais de laboratório, o grupo coordenado pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, verificou que os psicodélicos preparam os neurônios para responder melhor a uma proteína que estimula a formação de novas conexões com outras células e do reforço das já existentes, o fator neurotrófico derivado de encéfalo (BNDF). Compostos como o ácido lisérgico (LSD) e a psilocina, extraída de cogumelos do gênero Psylocibe, aderem a uma proteína da membrana dos neurônios chamada receptor de quinase B relacionado à tropomiosina (TrkB), que é ativado pelo BDNF. Produzido no próprio cérebro, o BDNF, ao se ligar ao TrkB e ativá-lo, desencadeia uma cascata de comandos químicos que levam as células neuronais a se multiplicar ou a emitir prolongamentos e pontos de contatos com outros neurônios. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, está associado à capacidade do cérebro de aprender e armazenar informações e à melhora dos sintomas depressivos.

Bioquímicos, farmacologistas e médicos já suspeitavam de que a neuroplasticidade talvez fosse o fator responsável pela ação antidepressiva de muitos medicamentos, inclusive daqueles que aumentam os níveis do neurotransmissor serotonina, como a fluoxetina e similares. Uma das razões para a desconfiança de que o efeito desses compostos não fosse decorrente apenas do aumento da disponibilidade de serotonina ou de outros neurotransmissores é que os níveis deles sobem muito rapidamente após o início do tratamento, mas os sintomas da depressão só começam a diminuir semanas mais tarde. "Já se imaginava que, além do aumento dos níveis de serotonina, existiam outros fatores envolvidos", conta o farmacologista brasileiro Cassiano Ricardo Diniz, coautor do estudo. Ele participou dos experimentos que mostraram a ação antidepressiva dos psicodélicos via TrkB durante a temporada que passou no laboratório de Castrén, na Finlândia. "Evidências obtidas por outros grupos sugeriam que o efeito antidepressivo de vários medicamentos se dava via BDNF, mas achávamos que a ação ocorria de forma indireta, pelo aumento dos níveis desse fator neurotrófico, e não porque os antidepressivos se conectavam à molécula que facilita a ação dele."

O que se viu para o LSD e a psilocina, a forma da psilocibina que chega ao cérebro, já havia sido observado pelo grupo de Castrén em outros tipos de antidepressivo. Experimentos conduzidos pelo farmacologista brasileiro Plínio Casarotto, que integra a equipe finlandesa, e publicados em 2021 na revista Cell mostraram que também a fluoxetina, da categoria dos inibidores de recaptação de serotonina, a imipramina, um antidepressivo tricíclico, e a cetamina, um anestésico com ação antidepressiva, promoviam a neuroplasticidade por aderir ao TrkB e facilitar a ação do BNDF. "Os antidepressivos, sozinhos, não acionam esse receptor, mas o colocam em um estado suscetível à ativação pelo BDNF", conta Casarotto, outro coautor do estudo.

As descobertas desse estudo, dizem os autores, abrem caminho para o desenho de compostos com estrutura análoga à dos psicodélicos, que apresentem alta afinidade com o TrkB e ação antidepressiva de início rápido e duração prolongada, mas sem os efeitos alucinógenos. "Os dados sugerem fortemente essa possibilidade, mas é necessário que outros estudos reproduzam os resultados", afirmou o psiquiatra Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP-USP), que não participou da pesquisa.

Para o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o desenvolvimento de um antidepressivo apenas com as características desejáveis dos psicodélicos reduziria o risco de haver dependência química e potencialmente diminuiria parte dos custos do tratamento. Hoje os psicodélicos são usados em alguns países para tratar depressão apenas em condições experimentais, em ensaios clínicos que necessitam de aprovação prévia de comitês de ética e de agências regulatórias. "O caminho para se chegar a um novo medicamento com essas características é longo e com elevadas taxas de insucesso", lembra Lacerda. "Mais de 90% das moléculas testadas para tratar doenças psiquiátricas não são aprovadas na fase final de ensaio clínico", conclui.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: oaao-esstimuuaa-conexxoessente-neeuroono s/icos-agem-contra-a-depressao-ao-estimular-conexoes-entre-neuronios/ Acesso em: 14 jul., 2023.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, entre parênteses, a figura de linguagem presente em cada sentença:
Alternativas
Q3668740 Português
Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios

Estudos realizados nos últimos anos com um número ainda modesto de participantes sugerem que os psicodélicos, compostos conhecidos por alterarem a percepção da realidade e causarem alucinações, têm um efeito antidepressivo rápido e potente. Um trabalho internacional publicado em 5 de junho na revista Nature Neuroscience está ajudando a desvendar como eles atuam para amenizar a depressão. O estudo, do qual participaram três pesquisadores brasileiros, indica ainda que o efeito contra a depressão seria independente daquele que causa a distorção da realidade, o que pode, em princípio, levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e livres dos efeitos alucinógenos para tratar um problema que aflige cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.

Em experimentos com células e animais de laboratório, o grupo coordenado pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, verificou que os psicodélicos preparam os neurônios para responder melhor a uma proteína que estimula a formação de novas conexões com outras células e do reforço das já existentes, o fator neurotrófico derivado de encéfalo (BNDF). Compostos como o ácido lisérgico (LSD) e a psilocina, extraída de cogumelos do gênero Psylocibe, aderem a uma proteína da membrana dos neurônios chamada receptor de quinase B relacionado à tropomiosina (TrkB), que é ativado pelo BDNF. Produzido no próprio cérebro, o BDNF, ao se ligar ao TrkB e ativá-lo, desencadeia uma cascata de comandos químicos que levam as células neuronais a se multiplicar ou a emitir prolongamentos e pontos de contatos com outros neurônios. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, está associado à capacidade do cérebro de aprender e armazenar informações e à melhora dos sintomas depressivos.

Bioquímicos, farmacologistas e médicos já suspeitavam de que a neuroplasticidade talvez fosse o fator responsável pela ação antidepressiva de muitos medicamentos, inclusive daqueles que aumentam os níveis do neurotransmissor serotonina, como a fluoxetina e similares. Uma das razões para a desconfiança de que o efeito desses compostos não fosse decorrente apenas do aumento da disponibilidade de serotonina ou de outros neurotransmissores é que os níveis deles sobem muito rapidamente após o início do tratamento, mas os sintomas da depressão só começam a diminuir semanas mais tarde. "Já se imaginava que, além do aumento dos níveis de serotonina, existiam outros fatores envolvidos", conta o farmacologista brasileiro Cassiano Ricardo Diniz, coautor do estudo. Ele participou dos experimentos que mostraram a ação antidepressiva dos psicodélicos via TrkB durante a temporada que passou no laboratório de Castrén, na Finlândia. "Evidências obtidas por outros grupos sugeriam que o efeito antidepressivo de vários medicamentos se dava via BDNF, mas achávamos que a ação ocorria de forma indireta, pelo aumento dos níveis desse fator neurotrófico, e não porque os antidepressivos se conectavam à molécula que facilita a ação dele."

O que se viu para o LSD e a psilocina, a forma da psilocibina que chega ao cérebro, já havia sido observado pelo grupo de Castrén em outros tipos de antidepressivo. Experimentos conduzidos pelo farmacologista brasileiro Plínio Casarotto, que integra a equipe finlandesa, e publicados em 2021 na revista Cell mostraram que também a fluoxetina, da categoria dos inibidores de recaptação de serotonina, a imipramina, um antidepressivo tricíclico, e a cetamina, um anestésico com ação antidepressiva, promoviam a neuroplasticidade por aderir ao TrkB e facilitar a ação do BNDF. "Os antidepressivos, sozinhos, não acionam esse receptor, mas o colocam em um estado suscetível à ativação pelo BDNF", conta Casarotto, outro coautor do estudo.

As descobertas desse estudo, dizem os autores, abrem caminho para o desenho de compostos com estrutura análoga à dos psicodélicos, que apresentem alta afinidade com o TrkB e ação antidepressiva de início rápido e duração prolongada, mas sem os efeitos alucinógenos. "Os dados sugerem fortemente essa possibilidade, mas é necessário que outros estudos reproduzam os resultados", afirmou o psiquiatra Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP-USP), que não participou da pesquisa.

Para o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o desenvolvimento de um antidepressivo apenas com as características desejáveis dos psicodélicos reduziria o risco de haver dependência química e potencialmente diminuiria parte dos custos do tratamento. Hoje os psicodélicos são usados em alguns países para tratar depressão apenas em condições experimentais, em ensaios clínicos que necessitam de aprovação prévia de comitês de ética e de agências regulatórias. "O caminho para se chegar a um novo medicamento com essas características é longo e com elevadas taxas de insucesso", lembra Lacerda. "Mais de 90% das moléculas testadas para tratar doenças psiquiátricas não são aprovadas na fase final de ensaio clínico", conclui.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: oaao-esstimuuaa-conexxoessente-neeuroono s/icos-agem-contra-a-depressao-ao-estimular-conexoes-entre-neuronios/ Acesso em: 14 jul., 2023.
Sobre a significação das palavras em "Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios", analise o trecho a seguir:
Estudos realizados nos últimos anos com um número ainda modesto de participantes sugerem que os psicodélicos, compostos conhecidos por alterarem a percepção da realidade e causarem alucinações, têm um efeito antidepressivo rápido e potente.
Podemos afirmar que a palavra "ainda" foi empregada no excerto com o mesmo sentido que em:
Alternativas
Q3668739 Português
Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios

Estudos realizados nos últimos anos com um número ainda modesto de participantes sugerem que os psicodélicos, compostos conhecidos por alterarem a percepção da realidade e causarem alucinações, têm um efeito antidepressivo rápido e potente. Um trabalho internacional publicado em 5 de junho na revista Nature Neuroscience está ajudando a desvendar como eles atuam para amenizar a depressão. O estudo, do qual participaram três pesquisadores brasileiros, indica ainda que o efeito contra a depressão seria independente daquele que causa a distorção da realidade, o que pode, em princípio, levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e livres dos efeitos alucinógenos para tratar um problema que aflige cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.

Em experimentos com células e animais de laboratório, o grupo coordenado pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, verificou que os psicodélicos preparam os neurônios para responder melhor a uma proteína que estimula a formação de novas conexões com outras células e do reforço das já existentes, o fator neurotrófico derivado de encéfalo (BNDF). Compostos como o ácido lisérgico (LSD) e a psilocina, extraída de cogumelos do gênero Psylocibe, aderem a uma proteína da membrana dos neurônios chamada receptor de quinase B relacionado à tropomiosina (TrkB), que é ativado pelo BDNF. Produzido no próprio cérebro, o BDNF, ao se ligar ao TrkB e ativá-lo, desencadeia uma cascata de comandos químicos que levam as células neuronais a se multiplicar ou a emitir prolongamentos e pontos de contatos com outros neurônios. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, está associado à capacidade do cérebro de aprender e armazenar informações e à melhora dos sintomas depressivos.

Bioquímicos, farmacologistas e médicos já suspeitavam de que a neuroplasticidade talvez fosse o fator responsável pela ação antidepressiva de muitos medicamentos, inclusive daqueles que aumentam os níveis do neurotransmissor serotonina, como a fluoxetina e similares. Uma das razões para a desconfiança de que o efeito desses compostos não fosse decorrente apenas do aumento da disponibilidade de serotonina ou de outros neurotransmissores é que os níveis deles sobem muito rapidamente após o início do tratamento, mas os sintomas da depressão só começam a diminuir semanas mais tarde. "Já se imaginava que, além do aumento dos níveis de serotonina, existiam outros fatores envolvidos", conta o farmacologista brasileiro Cassiano Ricardo Diniz, coautor do estudo. Ele participou dos experimentos que mostraram a ação antidepressiva dos psicodélicos via TrkB durante a temporada que passou no laboratório de Castrén, na Finlândia. "Evidências obtidas por outros grupos sugeriam que o efeito antidepressivo de vários medicamentos se dava via BDNF, mas achávamos que a ação ocorria de forma indireta, pelo aumento dos níveis desse fator neurotrófico, e não porque os antidepressivos se conectavam à molécula que facilita a ação dele."

O que se viu para o LSD e a psilocina, a forma da psilocibina que chega ao cérebro, já havia sido observado pelo grupo de Castrén em outros tipos de antidepressivo. Experimentos conduzidos pelo farmacologista brasileiro Plínio Casarotto, que integra a equipe finlandesa, e publicados em 2021 na revista Cell mostraram que também a fluoxetina, da categoria dos inibidores de recaptação de serotonina, a imipramina, um antidepressivo tricíclico, e a cetamina, um anestésico com ação antidepressiva, promoviam a neuroplasticidade por aderir ao TrkB e facilitar a ação do BNDF. "Os antidepressivos, sozinhos, não acionam esse receptor, mas o colocam em um estado suscetível à ativação pelo BDNF", conta Casarotto, outro coautor do estudo.

As descobertas desse estudo, dizem os autores, abrem caminho para o desenho de compostos com estrutura análoga à dos psicodélicos, que apresentem alta afinidade com o TrkB e ação antidepressiva de início rápido e duração prolongada, mas sem os efeitos alucinógenos. "Os dados sugerem fortemente essa possibilidade, mas é necessário que outros estudos reproduzam os resultados", afirmou o psiquiatra Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (FMRP-USP), que não participou da pesquisa.

Para o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o desenvolvimento de um antidepressivo apenas com as características desejáveis dos psicodélicos reduziria o risco de haver dependência química e potencialmente diminuiria parte dos custos do tratamento. Hoje os psicodélicos são usados em alguns países para tratar depressão apenas em condições experimentais, em ensaios clínicos que necessitam de aprovação prévia de comitês de ética e de agências regulatórias. "O caminho para se chegar a um novo medicamento com essas características é longo e com elevadas taxas de insucesso", lembra Lacerda. "Mais de 90% das moléculas testadas para tratar doenças psiquiátricas não são aprovadas na fase final de ensaio clínico", conclui.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: oaao-esstimuuaa-conexxoessente-neeuroono s/icos-agem-contra-a-depressao-ao-estimular-conexoes-entre-neuronios/ Acesso em: 14 jul., 2023.
Sobre o texto "Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios", analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Os pesquisadores já haviam desconfiado de que não era exclusivamente o aumento do nível de serotonina que influenciava positivamente no tratamento da depressão.
PORQUE
II. Os estudos indicam que a neuroplasticidade possivelmente seja o fator responsável pela ação antidepressiva de muitos medicamentos.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3668706 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
A partir da leitura do texto "Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)A ideia do eBus já está sendo implementada em larga escala.
(__)O eBus é uma possibilidade de pesquisa, para além da questão da mobilidade urbana.
(__)O eBus é considerado o primeiro veículo totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.
(__)O eBus é uma parceria entre universidade pública e empresas privadas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3668705 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
A respeito da função da linguagem predominante no texto "Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar", analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A função da linguagem predominante no texto é a chamada referencial ou denotativa.
PORQUE
II. A função da linguagem está centrada no canal ou veículo de comunicação, é aquela em que a intencionalidade está na manutenção do ato comunicativo, ou seja, quando o emissor busca estratégias para manter a interação com o receptor.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3668704 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona figuras de linguagem a seus exemplos:
Primeira coluna: figura de linguagem (1) Polissíndeto (2) Lilote (3) Hipérbole (4) Silepse
Segunda coluna: exemplo (__)Essa tecnologia não é nada barata, mas gosto do seu resultado. (__)A gente ficou empolgadas ao saber do projeto do eBus. (__)Eu já te expliquei mil vezes porque é importante investir em tecnologia sustentável. (__)O tempo passa e a tecnologia avança e o humano cria coisas e não percebe o dano à natureza.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3668703 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
O texto "Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar" está organizado em algumas partes. São elas:
1.Indicação do funcionamento. 2.Adição de característica do eBus. 3.Contextualização do projeto. 4.Apresentação do objetivo. 5.Argumentação sobre sustentabilidade. 6.Apresentação do eBus.

Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta em que essas partes aparecem no texto:
Alternativas
Q3668702 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
São características do gênero textual ao qual pertence o texto "Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar":
I.Trata-se de um gênero literário.
II.Consiste em um texto de cunho informativo.
III.Apresenta fatos ficcionais.
IV.Aborda fatos atuais.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3668701 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
Analise o seguinte trecho retirado de "Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar":
O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol.
Assinale a alternativa que poderia substituir a palavra em destaque sem prejuízo de valor no trecho: 
Alternativas
Q3668698 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
A respeito dos sentidos das palavras no texto, analise o trecho a seguir: Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável. Agora, analise as afirmações. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A palavra "adotar" foi empregada com sentido denotativo no trecho.
(__)A palavra "limpo" foi utilizada com sentido conotativo no trecho.
(__)A palavra "emissões" poderia ser substituída por "remessa" sem prejuízo de sentido.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3668417 Português
A Lebre e a Tartaruga
Uma tartaruga e uma lebre discutiam sobre qual era a mais rápida. Então, marcaram um dia e um lugar para apostar uma corrida. Ora, a lebre, confiando em sua rapidez natural, não se apressou em correr, deitou no caminho e dormiu. Mas a tartaruga, consciente de sua lentidão, não parou de correr e, assim, ultrapassou a lebre que dormia, chegando ao fim e obtendo a vitória.
Analisando o texto acima, é correto afirmar que se trata de:
Alternativas
Q3668390 Português
Normose


    Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

    Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

    A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

    Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

    Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. 


(Martha Medeiros – O pensador: https://www.pensador.com/sobre_professores_martha_ medeiros/. Acesso: 13.09.23) 
Assinale a alternativa que apresenta o sentido de aconselhamento realizado pela autora aos leitores. 
Alternativas
Q3668389 Português
Normose


    Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

    Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

    A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

    Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

    Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. 


(Martha Medeiros – O pensador: https://www.pensador.com/sobre_professores_martha_ medeiros/. Acesso: 13.09.23) 
No primeiro período do texto, a estratégia utilizada pela autora foi a de:
Alternativas
Q3668387 Português
Normose


    Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

    Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

    A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

    Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

    Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. 


(Martha Medeiros – O pensador: https://www.pensador.com/sobre_professores_martha_ medeiros/. Acesso: 13.09.23) 
De acordo com o texto, a ‘‘normose’’ não pode ser caracterizada como:
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Q3668252 Português
As cabras que ajudam a combater incêndios em Los Angeles

A Califórnia está no epicentro do combate aos incêndios florestais, que se tornaram mais frequentes, mais destrutivos e maiores, desde 1980.

Fatores como condições mais quentes e secas devido às alterações climáticas são cruciais no aumento do risco e da gravidade dos incêndios.

Mas também existem estudos que sugerem que a gestão dos terrenos pode desempenhar um papel importante, uma vez que o acúmulo de árvores mortas e arbustos secos cria um combustível perigoso, que pode levar a incêndios grandes e graves.

Os gestores de terras tradicionalmente dependiam de herbicidas e trabalho manual para desbastar os arbustos e reduzir o combustível seco, mas as agências e as autoridades municipais também estão testando outros métodos potencialmente mais sustentáveis e econômicos — como as cabras.

As cabras têm apetites insaciáveis e devoram ervas daninhas, arbustos, folhas baixas e arbustos secos — todos funcionam como combustíveis para incêndios. As diretrizes para evitar incêndios florestais da Califórnia instruem os moradores a removerem toda a vegetação morta e cortarem a grama para que ela tenha até 10cm — tudo o que uma cabra faria naturalmente, com entusiasmo e sem ser lembrada.

As cabras também pastam tranquilamente sob um calor acima de 37°C e não têm problemas em escalar encostas íngremes de montanhas que podem ser de difícil acesso para os trabalhadores.

O uso de cabras para limpar terras é uma prática secular em países europeus como Itália, Grécia e Espanha. Um estudo sobre a eficácia do pastoreio de cabras no Mediterrâneo na prevenção de incêndios concluiu que é “provavelmente a técnica mais ecologicamente correta para eliminar os combustíveis, principalmente na camada arbustiva”.

Embora a prática não exista há tanto tempo na Califórnia, as experiências com cabras no controle do fogo vêm ocorrendo há mais de uma década.

Elas trabalham de dois a cinco hectares por vez, antes de serem transferidas para o próximo campo. No final do verão, os bombeiros cortam todos os arbustos deixados pelas cabras.

(Fonte: BBC — adaptado.)
Na frase “Mas também existem estudos que sugerem que a gestão dos terrenos pode desempenhar um papel importante, uma vez que o acúmulo de árvores mortas e arbustos secos cria um combustível perigoso, que pode levar a incêndios grandes e graves.”, o termo destacado expressa a ideia de:
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Q3668184 Português
"Quando eu discuto e procuro sinceramente compreender outrem, comprometo-me não somente a não me contradizer, a não jogar com as palavras etc., mas ainda comprometo-me a entrar numa série indefinida de pontos de vista que não são os meus. A cooperação não é, portanto, um sistema de equilíbrio estático, como ocorre no regime da coação. É um equilíbrio móvel. Os compromissos que assumo em relação à coação podem ser penosos, mas sei aonde me levam. Aqueles que eu assumo em relação à cooperação me levam não sei aonde. Eles são formais e não materiais". (Piaget)
(LA TAILLE, Yves de et alli. Piaget, Vygotsky e Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão.18ª ed. São Paulo: Summus 1992. p. 2.)

O texto permite entender que Piaget concebe a "cooperação" como um:
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Q3668182 Português
Ensinar a escrever textos torna-se uma tarefa muito difícil fora do convívio com textos verdadeiros, com leitores e escritores verdadeiros e com situações de comunicação que os tornem necessários. Fora da escola escrevem-se textos dirigidos a interlocutores de fato.
Nesse contexto apresentado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, Vol.2 − Língua Portuguesa, analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__)Todo texto pertence a um determinado gênero, com uma forma própria, que se pode aprender. Quando entram na escola, os textos que circulam socialmente cumprem um papel modelizador, servindo como fonte de referência, repertório textual, suporte da atividade intertextual.
(__)A diversidade textual que existe fora da escola pode e deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno. Mas a ênfase que se está dando ao conhecimento sobre as características discursivas da linguagem — que hoje sabe-se essencial para a participação no mundo letrado — não significa que a aquisição da escrita alfabética deixe de ser importante.
(__)A capacidade de decifrar o escrito é não só condição para a leitura independente como — verdadeiro rito de passagem — um saber de grande valor social. É preciso ter claro também que as propostas didáticas difundidas a partir de 1985, ao enfatizar o papel da ação e reflexão do aluno no processo de alfabetização, não sugerem (como parece ter sido entendido por alguns) uma abordagem espontaneísta da alfabetização escolar; ao contrário, o conhecimento dos caminhos percorridos pelo aluno favorece a intervenção pedagógica e não a omissão, pois permite ao professor ajustar a informação oferecida às condições de interpretação em cada momento do processo. Permite também considerar os erros cometidos pelo aluno como pistas para guiar sua prática, para torná-la menos genérica e mais eficaz.
(__)A alfabetização, considerada em seu sentido restrito de aquisição da escrita alfabética, ocorre dentro de um processo mais amplo de aprendizagem da Língua Portuguesa. Esse enfoque coloca necessariamente um novo papel para o professor das séries iniciais: o de professor de Língua Portuguesa.
(Língua Portuguesa pcn − Vol.2 (mec.gov.br)) − (P.23)

Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3668179 Português
Educação é um processo de desenvolvimento global, integrando os vários níveis de conhecimento e de expressão: sensorial, intuitivo, afetivo, racional e transcendental. No conhecimento integrado devemos educar segundo uma visão de totalidade, para a abertura de novas experiências, novas maneiras de ser, novas ideias, para a autonomia, para a autenticidade, respeitando os diversos pontos de partida de cada educando. Uma das funções da Educação seria a de desenvolver o capital intelectual dos estudantes, especialmente nos seguintes eixos:
I.A criatividade e a flexibilidade.
II.A capacidade de resolução de problemas.
III.A inteligência coletiva e o aperfeiçoamento contínuo. IV.A inteligência artificial.
(Educação como desenvolvimento global - Educador Brasil Escola (uol.com.br))

Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3668176 Português
As concepções de Vygotsky sobre o funcionamento do cérebro humano fundamentam-se em sua ideia de que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo da história social do homem. Na sua relação como mundo, mediada pelos instrumentos e símbolos desenvolvidos culturalmente, o ser humano cria as formas de ação que o distinguem de outros animais. Sendo assim, a compreensão do desenvolvimento psicológico não pode ser buscada em propriedades naturais do sistema nervoso. Vygotsky rejeitou, a ideia de funções mentais fixas e imutáveis, trabalhando com a noção do cérebro como um sistema aberto, de grande plasticidade, cuja estrutura e modos de funcionamento são moldados ao longo da história da espécie e do desenvolvimento individual. Dada as imensas possibilidades de realização humana, essa plasticidade é essencial: o cérebro pode servir a novas funções, criadas na história do homem, sem que sejam necessárias transformações morfológicas no órgão físico.
(LA TAILLE, Yves de et alli. Piaget, Vygotsky e Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. 18ª ed. São Paulo: Summus 1992. p. 24/5.)
Uma ideia fundamental para que se compreenda essa concepção sobre o funcionamento cerebral é a ideia de_____.

Marque os dados que completam coerentemente o enunciado.
Alternativas
Q3668175 Português
O livro didático ainda é o recurso mais utilizado pelos professores da educação básica, embora não seja o único. O acesso ao livro didático é um direito do aluno da educação básica no Brasil, garantido por diversos dispositivos legais, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e vários outros decretos, portarias e resoluções do Ministério da Educação (MEC).
(A importância do livro didático na prática pedagógica | e-docente (edocente.com.br))

Marque a alternativa com informação que não representa importância do Livro Didático.
Alternativas
Respostas
30261: B
30262: E
30263: B
30264: E
30265: A
30266: D
30267: C
30268: D
30269: A
30270: A
30271: B
30272: B
30273: C
30274: D
30275: A
30276: A
30277: A
30278: D
30279: C
30280: D