Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Para compreender a “Améfrica” e o “pretuguês”
Em texto de 1980, mas surpreendentemente atual, historiadora expõe contradição central na vida brasileira: mulheres negras são reduzidas a “mulatas, domésticas ou mães pretas”; mas sua presença deu forma e sentido ao país
Foi então que uns brancos muito legais convidaram a gente prá uma festa deles, dizendo que era prá gente também. Negócio de livro sobre a gente, a gente foi muito bem recebido e tratado com toda consideração. Chamaram até prá sentar na mesa onde eles tavam sentados, fazendo discurso bonito, dizendo que a gente era oprimido, discriminado, explorado. Eram todos gente fina, educada, viajada por esse mundo de Deus. Sabiam das coisas. E a gente foi sentar lá na mesa. Só que tava cheia de gente que não deu prá gente sentar junto com eles. Mas a gente se arrumou muito bem, procurando umas cadeiras e sentando bem atrás deles. Eles tavam tão ocupados, ensinando um monte de coisa pro crioléu da plateia, que nem repararam que se apertasse um pouco até que dava prá abrir um espaçozinho e todo mundo sentar junto na mesa. Mas a festa foi eles que fizeram, e a gente não podia bagunçar com essa de chega prá cá, chega prá lá. A gente tinha que ser educado. E era discurso e mais discurso, tudo com muito aplauso. Foi aí que a neguinha que tava sentada com a gente, deu uma de atrevida. Tinham chamado ela prá responder uma pergunta. Ela se levantou, foi lá na mesa prá falar no microfone e começou a reclamar por causa de certas coisas que tavam acontecendo na festa. Tava armada a quizumba. A negrada parecia que tava esperando por isso prá bagunçar tudo. E era um tal de falar alto, gritar, vaiar, que nem dava prá ouvir discurso nenhum. Tá na cara que os brancos ficaram brancos de raiva e com razão. Tinham chamado a gente prá festa de um livro que falava da gente e a gente se comportava daquele jeito, catimbando a discurseira deles. Onde já se viu? Se eles sabiam da gente mais do que a gente mesmo? Se tavam ali, na maior boa vontade, ensinando uma porção de coisa prá gente da gente? Teve uma hora que não deu prá aguentar aquela zoada toda da negrada ignorante e mal educada. Era demais. Foi aí que um branco enfezado partiu prá cima de um crioulo que tinha pegado no microfone prá falar contra os brancos. E a festa acabou em briga… Agora, aqui prá nós, quem teve a culpa? Aquela neguinha atrevida, ora. Se não tivesse dado com a língua nos dentes… Agora tá queimada entre os brancos. Malham ela até hoje. Também quem mandou não saber se comportar? Não é a toa que eles vivem dizendo que “preto quando não caga na entrada, caga na saída”.
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Disponível em: <https://outraspalavras.net/eurocentrismoemxeque/para-compreender-a-
amefrica-e-o-pretugues/>
É fundamental que o autor tenha domínio a respeito do assunto sobre o qual vai escrever.
Esse domínio garante a boa qualidade de um texto expositivo.
O texto expositivo repassa um conteúdo teórico aprofundado.
É essencial que o autor tenha em mente que informações equivocadas desqualificam o conteúdo
apresentado.Reescrevendo essas frases em um único parágrafo, com coesão e coerência, ficará:
( ) O doutor disse, que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo” depois de compreensível hesitação. ( ) O doutor disse, depois de compreensível hesitação, que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. ( ) O doutor, depois de compreensível hesitação, disse que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. ( ) O doutor disse que o rapaz, depois de compreensível hesitação, sofria de “Complexo de Édipo”.
Assinale a sequência correta.
I. No primeiro parágrafo, a palavra coisa aparece várias vezes; na última delas, pode-se atribuir o sentido de mistério, enigma. II. O homem na época pré-histórica acreditava que as doenças eram criadas por espíritos malignos, mas hoje não mais se pensa assim. III. Tanto pacientes quanto médicos vivem momento de tensão em termos de ter um diagnóstico, nomear uma doença. IV. A fala da mãe, na história contada no final do texto, revela desconhecimento da doença, mas necessidade de ter um nome para a doença.
Estão corretas as afirmativas
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.
Grupo Flor Ribeirinha embarca nesta quinta-feira para Oriente Médio
No período de 21 a 28 de janeiro, o grupo representará o Brasil e o continente da América em Omã
O Grupo Folclórico Flor Ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio seguirá para o Sultanato de Omã, um país árabe que faz fronteira com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Próximo de completar 30 anos de existência, o Flor Ribeirinha deixará sua marca em mais um continente do mundo. No período de 21 a 28 de janeiro, o grupo representará o Brasil e o continente da América em Omã.
O grupo foi convidado pela Federação de Festivais Internacionais de Dança-FIDAF, devido a sua qualidade artística e por representar a pluralidade da cultura, levando em seu repertório de danças, quadros alusivos às regiões brasileiras. O convite se concretizou graças à atuação e sua conquista de tricampeão no ano passado na Bulgária.
Com o espetáculo Mato Grosso Dançando Brasil, o grupo já conquistou três prêmios mundiais, sendo o primeiro no Festival Internacional de Arte e Cultura, realizado em 2017 na Turquia. O segundo em 2020 no Festival da Polônia e o terceiro em 2021, no Festival Internacional da Bulgária.
Durante a permanência em Omã, o grupo se apresentará no Royal Ópera Muscat, um dos renomados locais da cultura daquele país.
O gestor cultural e diretor artístico do grupo, Avinner Brandão, frisa que, em seu repertório, o Flor Ribeirinha destacará as cores e a força do Siriri, a dança típica mato-grossense que reflete o multiculturismo e traz ritmo contagiante com a viola de cocho, o mocho e o ganzá.
O presidente do Setor América e representante nacional da Federação de Festivais Internacionais de Dança-FIDAF, Regis Bastian, informou que o Flor Ribeirinha vai se apresentar nos dias 26 e 27 de janeiro, ao lado de grupos de outros países, como Romênia, Filipinas e Omã. Ele destacou que foram escolhidos os grupos de grande importância artística.
Regis reforçou, ainda, que esta será a primeira vez que um grupo brasileiro atuará naquele país do Oriente Médio e numa casa de espetáculos do padrão do Royal Ópera Muscat. O Flor Ribeirinha estará ao lado de quatro companhias de ponta, como a Companhia Nacional das Filipinas e o Ensamble Nacional Transilvânia da Romênia e a Delegação Nacional de Omã.
(Disponível em: https://primeirapagina.com.br/cultura/grupo-flor-ribeirinha-embarca-nesta-quinta-feira-para-oriente-medio/.
Acesso em: 19/01/23. Adaptado.)
“Está na hora dele sair.” A respeito do registro escolhido pelo falante, não é correto afirmar que,
Curiosidades que tornam o tomate um vegetal único
O tomate, um delicioso alimento, foi revalorizado ao longo de centenas de anos e agora é considerado um dos vegetais mais benéficos para a saúde das pessoas, informa a Encyclopedia of Life (EOL).
Sem o tomate não _________ pizza, lasanha ou espaguete à bolonhesa. O gaspacho (sopa fria espanhola) não _______ tomates nem qualquer uma das centenas de pratos que incluem esse vegetal vermelho entre seus ingredientes. Entretanto, nenhum desses alimentos _________ sem a chegada dos colonizadores à América no final do século 15, explica a EOL.
Embora atualmente seja encontrado em todo o mundo, acredita-se que as primeiras plantações de tomate tenham surgido no oeste da América do Sul, no que hoje é a região do Peru e do Equador. A EOL afirma que, no século 16, quando os europeus chegaram ao México, os povos nativos também já cultivavam tomates há muito tempo.
No século 19, o tomate havia sido incorporado à dieta dos europeus, assim como sua agricultura, diz a Encyclopedia of Life. No entanto, os livros de botânica franceses de 1600 descreviam a planta como "mais agradável aos olhos do que ao paladar e ao olfato, porque comer a fruta causa nojo e vômito". Não se sabe se os tomates daquela época eram realmente ruins ou se o paladar europeu não aceitava seu novo sabor.
O tomate foi usado na medicina após sua aceitação como alimento. A EOL diz que, em 1770, o médico inglês William Salmon começou a usar o vegetal como loção para tratar queimaduras, coceiras, úlceras, feridas, dores nas costas, dores de cabeça, gota e até ciática.
(Fonte: National Geographic — adaptado.)
"Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva".