Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das alternativas abaixo NÃO é algo que a autora aponta como uma morte cotidiana?
Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual é o assunto principal do texto?
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 35, a locução conjuntiva “para que” indica _________ e poderia ser substituída por _________, _________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a correção gramatical do período.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego de recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 03, o pronome demonstrativo “essa” refere-se ao que foi explicado no período anterior.
II. Na linha 21, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “venda”.
III. A palavra “Agência”, na linha 37, é usada como substituinte à palavra “Anvisa” (l. 35).
Quais estão corretas?
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “inócua” (l. 27) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica uma informação do texto anterior que justifica a situação ilustrada comicamente pela charge da Figura 1 abaixo:
Figura 1
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Dráuzio Varella compara a ação da indústria de cigarros com o mundo do crime.
II. A estratégia da indústria do fumo para contornar sua imagem negativa consistia apenas em
propagandas que veiculavam uma ideia de saúde e energia associada ao tabagismo.
III. O Brasil foi pioneiro na adoção de medidas de combate ao fumo e, por isso, é reconhecido por especialistas da OMS.
Quais estão corretas?
Abaixo o trote nas universidades
Por Dráuzio Varella
- O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
- caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
- por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
- consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
- Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
- nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
- veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
- se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
- no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
- No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
- meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
- universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
- Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
- repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
- tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
- deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
- Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
- faculdade?
- Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
- que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
- responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
- prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
- mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
- técnicas.
- As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
- brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
- fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
- Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
- e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
- civilizada no ambiente universitário.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam necessárias caso a palavra “estudante” fosse substituída por sua forma plural no trecho abaixo:
“O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula”.
Abaixo o trote nas universidades
Por Dráuzio Varella
- O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
- caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
- por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
- consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
- Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
- nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
- veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
- se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
- no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
- No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
- meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
- universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
- Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
- repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
- tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
- deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
- Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
- faculdade?
- Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
- que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
- responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
- prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
- mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
- técnicas.
- As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
- brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
- fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
- Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
- e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
- civilizada no ambiente universitário.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta um pronome relativo que poderia substituir adequadamente a expressão sublinhada no trecho “desde o dia em que põe os pés na sala de aula”.
Abaixo o trote nas universidades
Por Dráuzio Varella
- O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
- caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
- por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
- consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
- Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
- nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
- veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
- se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
- no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
- No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
- meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
- universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
- Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
- repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
- tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
- deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
- Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
- faculdade?
- Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
- que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
- responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
- prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
- mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
- técnicas.
- As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
- brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
- fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
- Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
- e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
- civilizada no ambiente universitário.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra que poderia substituir corretamente a conjunção “Embora” (l. 13) sem causar alteração de sentido ao trecho em que ocorre.
Abaixo o trote nas universidades
Por Dráuzio Varella
- O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
- caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
- por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
- consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
- Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
- nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
- veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
- se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
- no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
- No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
- meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
- universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
- Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
- repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
- tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
- deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
- Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
- faculdade?
- Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
- que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
- responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
- prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
- mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
- técnicas.
- As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
- brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
- fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
- Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
- e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
- civilizada no ambiente universitário.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra “indecorosos” (l. 15).
Abaixo o trote nas universidades
Por Dráuzio Varella
- O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
- caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
- por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
- consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
- Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
- nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
- veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
- se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
- no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
- No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
- meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
- universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
- Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
- repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
- tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
- deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
- Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
- faculdade?
- Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
- que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
- responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
- prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
- mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
- técnicas.
- As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
- brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
- fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
- Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
- e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
- civilizada no ambiente universitário.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na opinião do autor do texto, o trote universitário NÃO é uma:
Abaixo o trote nas universidades
Por Dráuzio Varella
- O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
- caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
- por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
- consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
- Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
- nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
- veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
- se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
- no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
- No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
- meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
- universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
- Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
- repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
- tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
- deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
- Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
- faculdade?
- Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
- que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
- responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
- prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
- mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
- técnicas.
- As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
- brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
- fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
- Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
- e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
- civilizada no ambiente universitário.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Para o autor do texto, o trote é um ritual de humilhação.
II. Segundo o autor, quem passa pelas situações impostas pelo trote irá repeti-las.
III. Somente práticas educativas podem impedir que tais atos continuem acontecendo.
Quais estão corretas?
Caso de divórcio (I)
O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo. Na noite de núpcias, ele lhe declarou.
― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.
― Ora, Morgadinho…
Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.
― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.
― Vamos ver.
Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.
― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?
― Ainda não.
Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.
― Quem sabe Momo?
― Não.
― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:
― Tigre?
Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.
― Que tal este: “Barrilzinho”?
― Não gosto.
Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.
― Pitoco. Vem, Pitoco.
Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.
― Você não me ama.
― Ora, Morgadinho…
― Até hoje não pensou num apelido para mim.
― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.
O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:
― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!
Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
O uso da palavra “xarope” retratado no texto exprime um sentido:
Caso de divórcio (I)
O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo. Na noite de núpcias, ele lhe declarou.
― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.
― Ora, Morgadinho…
Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.
― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.
― Vamos ver.
Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.
― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?
― Ainda não.
Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.
― Quem sabe Momo?
― Não.
― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:
― Tigre?
Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.
― Que tal este: “Barrilzinho”?
― Não gosto.
Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.
― Pitoco. Vem, Pitoco.
Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.
― Você não me ama.
― Ora, Morgadinho…
― Até hoje não pensou num apelido para mim.
― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.
O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:
― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!
Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
No texto Caso de divórcio (I), o humor é desencadeado por uma situação em que não há reciprocidade aparente entre um casal, em relação ao uso de apelidos carinhosos. Depois de diversas cobranças, a esposa dá o apelido ao marido de ‘Xaropão’. No entanto, há uma quebra de expectativa quando:
TEXTO:
CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO
Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.
Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.
Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.
Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.
Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.
Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.
As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.
Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.
Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.
Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I - Em “Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas”, a palavra destacada pode ser substituída por “monitoram” sem prejudicar o sentido.
II – Em “Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros”, a palavra destacada pode ser substituída por “extensão” sem prejudicar o sentido.
III – Em “[...] 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais”, a palavra destacada pode ser substituída por “extensa” sem prejudicar o sentido.
TEXTO:
CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO
Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.
Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.
Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.
Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.
Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.
Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.
As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.
Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.
Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.
Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.
Com base no texto fornecido, qual é a principal preocupação dos cientistas em relação ao declínio acentuado das populações de insetos?
TEXTO:
CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO
Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.
Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.
Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.
Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.
Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.
Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.
As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.
Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.
Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.
Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.
Qual é o papel desempenhado pelos estudos realizados na Alemanha e na Dinamarca no contexto da discussão sobre o declínio das populações de insetos?
TEXTO:
O CORPO TEM UM SALDO NEGATIVO DE SONO ACUMULADO?
Mais ou menos. Você até pode dormir 10h no sábado para compensar aquele ronco de 4h horas que você puxou na sexta. Mas essa hora extra na cama, embora nos deixe perceptivelmente mais despertos e tentos, não cancela magicamente os danos de longo prazo à saúde: as chances de desenvolver hipertensão, diabetes, doenças coronárias e até a propensão a fazer lanchinhos após o jantar (que são ruins para o metabolismo) permanecem maiores.
Um estudo calculou que, para compensar os malefícios de uma única hora de sono perdida, precisamos de até quatro noites com oito horas de sono regular – o tempo exato depende da vulnerabilidade de cada um à privação do sono. Chutar o balde é fácil, difícil é ir buscar.
Fonte: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/o-corpo-tem-um-saldo-negativo-de-sono-acumulado/.
No trecho “para compensar os malefícios de uma única hora de sono perdida”, assinale a alternativa que indica a palavra que pode ser usada para substituir “malefícios” sem causar prejuízo.
TEXTO:
O CORPO TEM UM SALDO NEGATIVO DE SONO ACUMULADO?
Mais ou menos. Você até pode dormir 10h no sábado para compensar aquele ronco de 4h horas que você puxou na sexta. Mas essa hora extra na cama, embora nos deixe perceptivelmente mais despertos e tentos, não cancela magicamente os danos de longo prazo à saúde: as chances de desenvolver hipertensão, diabetes, doenças coronárias e até a propensão a fazer lanchinhos após o jantar (que são ruins para o metabolismo) permanecem maiores.
Um estudo calculou que, para compensar os malefícios de uma única hora de sono perdida, precisamos de até quatro noites com oito horas de sono regular – o tempo exato depende da vulnerabilidade de cada um à privação do sono. Chutar o balde é fácil, difícil é ir buscar.
Fonte: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/o-corpo-tem-um-saldo-negativo-de-sono-acumulado/.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.