Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Aporofobia
Aporofobia é o sentimento de aversão ao pobre. É um temo novo criado para nomear o preconceito e a exclusão de pessoas com base em sua situação socioeconômica.
É uma palavra criada pela filósofa espanhola Adela Cortina para designar a aversão aos pobres e suas implicações na democracia. É um neologismo que remete etimologicamente às palavras gregas áporos (pobre, desvalido) e phobos (medo, aversão). A aporofobia aborda pensamentos, atitudes, práticas e políticas presentes nas relações sociais que desprezam uma pessoa por sua condição puramente socioeconômica.
A aporofobia possui fundamentos estruturais dentro de classes sociais. As causas da aporofobia são muitas e vão desde as desigualdades sociais até os esteriótipos que o nosso cérebro cria naturalmente. As possíveis soluções para a aporofobia passam põr uma educação ética que conscientize as pessoas sobre a importância da compaixão pelo outro e políticas públicas que assegurem uma renda mínima para a população que vive em extrema pobreza.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
Os parênteses, no texto, contém:
Aporofobia
Aporofobia é o sentimento de aversão ao pobre. É um temo novo criado para nomear o preconceito e a exclusão de pessoas com base em sua situação socioeconômica.
É uma palavra criada pela filósofa espanhola Adela Cortina para designar a aversão aos pobres e suas implicações na democracia. É um neologismo que remete etimologicamente às palavras gregas áporos (pobre, desvalido) e phobos (medo, aversão). A aporofobia aborda pensamentos, atitudes, práticas e políticas presentes nas relações sociais que desprezam uma pessoa por sua condição puramente socioeconômica.
A aporofobia possui fundamentos estruturais dentro de classes sociais. As causas da aporofobia são muitas e vão desde as desigualdades sociais até os esteriótipos que o nosso cérebro cria naturalmente. As possíveis soluções para a aporofobia passam põr uma educação ética que conscientize as pessoas sobre a importância da compaixão pelo outro e políticas públicas que assegurem uma renda mínima para a população que vive em extrema pobreza.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm
A solução para o término da aporofobia fundamenta-se em:
A relação entre verdade e justiça
Gostaria de me deter um instante na relação verdade-justiça, porque, claro, é um dos temas fundamentais da filosofia ocidental. Afinal de contas, um dos pressupostos mais imediatos e mais radicais de todo discurso judiciário, político, crítico é o de que existe pertinência essencial entre o enunciado da verdade e a prática da justiça. Ora, acontece que, no ponto em que vêm encontrar-se a instituição destinada a administrar a justiça, de um lado, e as instituições qualificadas para enunciar a verdade, de outro, sendo mais breve, no ponto em que se encontram o tribunal e o cientista, onde se cruzam a instituição judiciária e o saber médico ou científico em geral, nesse ponto são formulados os enunciados que possuem o estatuto de discursos verdadeiros, que detêm efeitos judiciários consideráveis e que têm, no entanto, a curiosa propriedade de serem alheios a todas as regras, mesmo as mais elementares, de formação dos discursos científicos, de serem alheios também às regras do direito e de serem, no sentido estrito, grotescos.
(Michel Foucault. Os anormais. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 14-15)
Tomando por base o texto, extraído da obra “Os Anormais”, de Michel Foucault, marque a alternativa correta:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Dos delitos e das penas
As condições em que vivem os presos, em nossos cárceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinquentes. Mas a criminalidade só vem aumentando, causando medo e perplexidade na população.
Muitas vozes têm se levantado em favor do endurecimento das penas, da manutenção ou ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar “doutrina da lei e da ordem”, apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas práticas criminosas. Geralmente, valem-se de argumentos retóricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir. Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignação, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, tão combatido pelo iluminismo jurídico.
O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao Congresso o anteprojeto do Código Penal, elaborado por renomados juristas, com participação da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas, reservando a privação da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegração social. Destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados, a restrição de direitos etc.
Contra a ideia de que o bandido é um facínora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noção de que são as vergonhosas condições sociais e econômicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas não mudarem, não há mágica: os crimes vão continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicação de presídios.
(WEIS, Carlos. Dos delitos e das penas. Folha de S.Paulo, Tendências e debates) (adaptado)
Marque a alternativa que contém uma interpretação coerente do texto acima:
Texto para responder às questões de 5 a 8.
Patrimônio Material – Espírito Santo (ES)
1 A ocupação do território capixaba remonta à
Capitania Hereditária do ES, destinada a Vasco Fernandes
Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos
4 povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida
e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os
vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.
7 Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território
brasileiro, e o padre José de Anchieta foi seu missionário
mais ilustre e fundou alguns dos núcleos mais antigos do
10 Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta,
Guarapari e Viana.
O universo dos 12 edifícios tombados pelo Instituto
13 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES
testemunha o processo de colonização do seu território, com
o predomínio da arquitetura religiosa. A proteção desse
16 patrimônio iniciou-se em 1940, pelo único exemplar da
arquitetura rural do final do século 18 em Vitória, a Chácara
Barão de Monjardim, sede da antiga Fazenda Jucutuquara.
19 Em 1943, foram tombados três conjuntos religiosos
do século 16: Outeiro, Convento e Igreja de Nossa Senhora
da Penha, implantado pelos franciscanos sobre outeiro de
22 elevada posição geográfica e relevância paisagística em Vila
Velha e Vitória, Igreja Nossa Senhora da Assunção e antiga
residência anexa em Anchieta, e a Igreja dos Reis Magos e
25 residência em Nova Almeida, atual município de Serra.
Os demais tombamentos ocorreram nas décadas
seguintes: em 1946, a Capela de Santa Luzia e as igrejas de
28 Nossa Senhora do Rosário e de São Gonçalo (Vitória); em
1950, as igrejas do Rosário de Vila Velha e de Nossa Senhora
d’Ajuda de Araçatiba (Viana); em 1967, os dois sobrados do
31 século 18, situados em Vitória (Cidade Alta); e, em 1970, a
32 Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari.
Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1353/> . Acesso em: 10 ago. 2023, com adaptações.
Em “Entretanto, são parcos os vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.” (linhas 5 e 6), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido original do texto, por
Texto para responder às questões de 5 a 8.
Patrimônio Material – Espírito Santo (ES)
1 A ocupação do território capixaba remonta à
Capitania Hereditária do ES, destinada a Vasco Fernandes
Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos
4 povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida
e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os
vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.
7 Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território
brasileiro, e o padre José de Anchieta foi seu missionário
mais ilustre e fundou alguns dos núcleos mais antigos do
10 Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta,
Guarapari e Viana.
O universo dos 12 edifícios tombados pelo Instituto
13 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES
testemunha o processo de colonização do seu território, com
o predomínio da arquitetura religiosa. A proteção desse
16 patrimônio iniciou-se em 1940, pelo único exemplar da
arquitetura rural do final do século 18 em Vitória, a Chácara
Barão de Monjardim, sede da antiga Fazenda Jucutuquara.
19 Em 1943, foram tombados três conjuntos religiosos
do século 16: Outeiro, Convento e Igreja de Nossa Senhora
da Penha, implantado pelos franciscanos sobre outeiro de
22 elevada posição geográfica e relevância paisagística em Vila
Velha e Vitória, Igreja Nossa Senhora da Assunção e antiga
residência anexa em Anchieta, e a Igreja dos Reis Magos e
25 residência em Nova Almeida, atual município de Serra.
Os demais tombamentos ocorreram nas décadas
seguintes: em 1946, a Capela de Santa Luzia e as igrejas de
28 Nossa Senhora do Rosário e de São Gonçalo (Vitória); em
1950, as igrejas do Rosário de Vila Velha e de Nossa Senhora
d’Ajuda de Araçatiba (Viana); em 1967, os dois sobrados do
31 século 18, situados em Vitória (Cidade Alta); e, em 1970, a
32 Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari.
Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1353/> . Acesso em: 10 ago. 2023, com adaptações.
Na perspectiva das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
Texto para responder às questões 3 e 4
Projeto mapeia e resgata a história de prédios antigos do centro de Vitória
1 Um professor de arquitetura, junto com os alunos,
resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de
Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em
4 um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.
No centro de Vitória, as construções históricas estão
por todos os lados. Mas até quem passa o dia inteiro
7 trabalhando nos prédios antigos sabe muito pouco acerca da
história dessas construções.
“Não conheço a história, não sei quando esse prédio
10 foi construído”, disse o comerciante Elizath Coelho.
“Às vezes a pessoa não percebe pelos maus-tratos.
Tem que estar sempre limpinho, mais pintado, bonito”,
13 falou o comerciante Gabriel Heleno.
A falta de informação incomodava o professor de
arquitetura, que se mudou para o Espírito Santo há poucos
16 anos. Por isso, ele reuniu um grupo de alunos e juntos
fizeram uma pesquisa a respeito de todos os prédios
protegidos pelo valor histórico.
19 “Aqui no centro de Vitória, a gente tem história de
vários períodos e de vários estilos arquitetônicos.
Edificações do estilo colonial, eclético, art decor, o
22 neocolonial e moderno. E, portanto, um museu ao ar livre”,
23 explicou o professor João Sayd.
Disponível em: . Acesso em:<https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/> 11 ago. 2023, com adaptações.
Em “Um professor de arquitetura, junto com os alunos, resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.” (linhas de 1 a 4), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido original do texto, por
Texto para responder às questões 3 e 4
Projeto mapeia e resgata a história de prédios antigos do centro de Vitória
1 Um professor de arquitetura, junto com os alunos,
resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de
Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em
4 um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.
No centro de Vitória, as construções históricas estão
por todos os lados. Mas até quem passa o dia inteiro
7 trabalhando nos prédios antigos sabe muito pouco acerca da
história dessas construções.
“Não conheço a história, não sei quando esse prédio
10 foi construído”, disse o comerciante Elizath Coelho.
“Às vezes a pessoa não percebe pelos maus-tratos.
Tem que estar sempre limpinho, mais pintado, bonito”,
13 falou o comerciante Gabriel Heleno.
A falta de informação incomodava o professor de
arquitetura, que se mudou para o Espírito Santo há poucos
16 anos. Por isso, ele reuniu um grupo de alunos e juntos
fizeram uma pesquisa a respeito de todos os prédios
protegidos pelo valor histórico.
19 “Aqui no centro de Vitória, a gente tem história de
vários períodos e de vários estilos arquitetônicos.
Edificações do estilo colonial, eclético, art decor, o
22 neocolonial e moderno. E, portanto, um museu ao ar livre”,
23 explicou o professor João Sayd.
Disponível em: . Acesso em:<https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/> 11 ago. 2023, com adaptações.
No que se refere à compreensão das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
Texto para responder às questões 1 e 2.
A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo
1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi
projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e
que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade
4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em
Vitória.
Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,
7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o
CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado
em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de
10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto
semelhante para o Vasco.
A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um
13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje
reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço
de ponta para os atletas?
16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de
arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no
Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório
19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos
convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse
momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o
22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o
CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então
diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e
25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,
conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT
recém-inaugurado.
28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se
Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.
Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma
31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.
Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito
bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa
34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da
Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,
uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e
37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de
manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da
Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,
40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um
monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos
arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,
43 à noite, também, viva, muito bacana.
Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.
No que tange à compreensão das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
Texto para responder às questões 1 e 2.
A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo
1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi
projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e
que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade
4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em
Vitória.
Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,
7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o
CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado
em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de
10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto
semelhante para o Vasco.
A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um
13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje
reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço
de ponta para os atletas?
16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de
arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no
Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório
19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos
convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse
momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o
22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o
CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então
diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e
25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,
conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT
recém-inaugurado.
28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se
Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.
Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma
31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.
Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito
bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa
34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da
Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,
uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e
37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de
manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da
Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,
40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um
monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos
arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,
43 à noite, também, viva, muito bacana.
Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.
Quanto aos tipos e gêneros textuais, assinale a alternativa que indica a classificação do texto apresentado.
Texto para as questões de 1 a 9.
1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,
um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de
descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas
4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além
desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que
merece consideração séria.
7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:
diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e
argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a
10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador
e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um
“positivista” simplório, digno de pena.
13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a
ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do
domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem
16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de
Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já
bastavam.
19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação
de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem
científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e
22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.
O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em
outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem
25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no
momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,
pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.
28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os
resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente
científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,
31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,
parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a
contemplação do próprio umbigo.
34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em
abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo
positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,
37 o umbigo é mau conselheiro.
Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa correta no que diz respeito à relação de coesão entre o elemento destacado e seu referente textual.
Texto para as questões de 1 a 9.
1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,
um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de
descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas
4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além
desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que
merece consideração séria.
7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:
diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e
argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a
10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador
e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um
“positivista” simplório, digno de pena.
13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a
ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do
domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem
16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de
Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já
bastavam.
19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação
de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem
científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e
22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.
O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em
outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem
25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no
momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,
pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.
28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os
resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente
científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,
31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,
parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a
contemplação do próprio umbigo.
34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em
abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo
positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,
37 o umbigo é mau conselheiro.
Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa em que a substituição proposta para termo ou trecho destacados do texto é coerente e gramaticalmente correta.
Texto para as questões de 1 a 9.
1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,
um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de
descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas
4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além
desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que
merece consideração séria.
7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:
diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e
argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a
10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador
e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um
“positivista” simplório, digno de pena.
13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a
ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do
domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem
16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de
Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já
bastavam.
19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação
de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem
científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e
22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.
O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em
outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem
25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no
momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,
pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.
28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os
resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente
científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,
31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,
parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a
contemplação do próprio umbigo.
34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em
abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo
positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,
37 o umbigo é mau conselheiro.
Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa correta em relação a aspectos linguísticos do texto.
Texto para as questões de 1 a 9.
1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,
um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de
descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas
4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além
desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que
merece consideração séria.
7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:
diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e
argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a
10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador
e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um
“positivista” simplório, digno de pena.
13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a
ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do
domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem
16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de
Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já
bastavam.
19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação
de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem
científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e
22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.
O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em
outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem
25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no
momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,
pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.
28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os
resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente
científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,
31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,
parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a
contemplação do próprio umbigo.
34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em
abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo
positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,
37 o umbigo é mau conselheiro.
Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Depreende-se da leitura do texto que
Texto para as questões de 1 a 9.
1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,
um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de
descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas
4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além
desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que
merece consideração séria.
7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:
diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e
argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a
10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador
e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um
“positivista” simplório, digno de pena.
13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a
ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do
domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem
16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de
Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já
bastavam.
19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação
de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem
científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e
22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.
O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em
outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem
25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no
momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,
pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.
28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os
resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente
científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,
31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,
parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a
contemplação do próprio umbigo.
34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em
abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo
positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,
37 o umbigo é mau conselheiro.
Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Da leitura do texto entende-se que a expressão ‘contemplação do próprio umbigo’ (linha 4) significa
Texto para as questões de 1 a 9.
1 A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo,
um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de
descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas
4 alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além
desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que
merece consideração séria.
7 O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental:
diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e
argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a
10 intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador
e seus seguidores do trabalho extenuante de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um
“positivista” simplório, digno de pena.
13 O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a
ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do
domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem
16 contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de
Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já
bastavam.
19 Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação
de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem
científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema: que os aspectos revelados pela ciência são e
22 serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo.
O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em
outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem
25 vários aspectos, e a forma correta de abordá-lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no
momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou,
pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto.
28 O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os
resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente
científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos,
31 ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim,
parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a
contemplação do próprio umbigo.
34 Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar, mesmo para quem, em
abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo
positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica,
37 o umbigo é mau conselheiro.
Carlos Orsi. Internet:<revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Entende-se da leitura do primeiro parágrafo do texto que a palavra “cientificismo” é
Qual figura de linguagem está presente na frase: "O sorriso dele era um arco-íris no meu dia."
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 24 a 25.
Os moradores de Presidente Prudente e região estão enfrentando a onda de frio mais intensa do ano. Para se ter uma ideia, as mínimas podem ficar próximas a 8ºC e 9ºC nesta sexta-feira. Para nós, que estamos acostumados com o calor escaldante, este clima causa enorme impacto na saúde, portanto, é importante tomar alguns cuidados, como se manter bastante aquecido, protegendo as extremidades do corpo, com luvas, gorros, meias quentes e cachecóis. Tomar sopas e chás quentes para aquecer também é uma ótima pedida. É preciso ter cuidado redobrado com crianças e idosos.
Se nós, que temos condições de nos abrigar e nos aquecer sofremos com essa friaca, imagina quem passa por necessidade financeira? Como mostrado por este diário, campanhas de arrecadação de agasalhos e cobertores já estão em pleno vapor em diversas cidades da região há algum tempo. Chegou a hora de cada doação ajudar a aquecer famílias inteiras e pessoas em vulnerabilidade social, que não teriam condições de adquirir tais itens por conta própria. Ajudar o próximo, sem dúvida nenhuma, aquece o coração.
Se tiver um momento livre, aproveite para dar mais uma olhada no guarda-roupa de toda a família. Veja se tem cobertores e roupas quentes que não são mais utilizados e doe. Se puder, deixe algumas peças no carro, e as distribua quando se deparar com um irmão padecendo de frio pelas ruas. Não há nada mais triste do que ver alguém encolhido, em tamanho sofrimento.
Vamos ajudar o próximo. Não se esqueça que armário não sente frio!
https://www.imparcial.com.br/noticias/guarda-roupa-nao-sente-frio,59056
Diante da onda de frio intensa, qual é a recomendação mencionada no texto para se proteger do frio?
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 24 a 25.
Os moradores de Presidente Prudente e região estão enfrentando a onda de frio mais intensa do ano. Para se ter uma ideia, as mínimas podem ficar próximas a 8ºC e 9ºC nesta sexta-feira. Para nós, que estamos acostumados com o calor escaldante, este clima causa enorme impacto na saúde, portanto, é importante tomar alguns cuidados, como se manter bastante aquecido, protegendo as extremidades do corpo, com luvas, gorros, meias quentes e cachecóis. Tomar sopas e chás quentes para aquecer também é uma ótima pedida. É preciso ter cuidado redobrado com crianças e idosos.
Se nós, que temos condições de nos abrigar e nos aquecer sofremos com essa friaca, imagina quem passa por necessidade financeira? Como mostrado por este diário, campanhas de arrecadação de agasalhos e cobertores já estão em pleno vapor em diversas cidades da região há algum tempo. Chegou a hora de cada doação ajudar a aquecer famílias inteiras e pessoas em vulnerabilidade social, que não teriam condições de adquirir tais itens por conta própria. Ajudar o próximo, sem dúvida nenhuma, aquece o coração.
Se tiver um momento livre, aproveite para dar mais uma olhada no guarda-roupa de toda a família. Veja se tem cobertores e roupas quentes que não são mais utilizados e doe. Se puder, deixe algumas peças no carro, e as distribua quando se deparar com um irmão padecendo de frio pelas ruas. Não há nada mais triste do que ver alguém encolhido, em tamanho sofrimento.
Vamos ajudar o próximo. Não se esqueça que armário não sente frio!
https://www.imparcial.com.br/noticias/guarda-roupa-nao-sente-frio,59056
Qual é a principal motivação do texto em relação à arrecadação de agasalhos e cobertores?
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 23.
O baixo crescimento populacional é um fenômeno que já há algum tempo é uma realidade mundial, especialmente em países mais desenvolvidos social e economicamente. E a tendência é que tal cenário se replique cada vez mais, como constatado pelos primeiros resultados do censo demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De 2010 a 2022, a população da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo cresceu 3%. Em 2010, as 53 cidades localizadas no oeste paulista somavam 833.530 habitantes, número que saltou para 858.554 em 2022. Como noticiado por O Imparcial, o sociólogo prudentino Marcos Lupércio Ramos expõe que, com base nesses primeiros resultados, o crescimento populacional na região ficou abaixo da média nacional (6,5%). Segundo ele, a situação surpreende o próprio IBGE, pois, conforme tendências apontadas pelos dados do censo de 2010, o órgão apontava maior aumento da população brasileira em 2022.
O profissional explica que podem ser elencados alguns fatores que justificam esse baixo crescimento, como a diminuição das taxas de fecundidade (redução do número de filhos por mulher) e natalidade (redução do número de nascimentos) no país.
À medida que as taxas de natalidade diminuem e as populações estagnam ou até mesmo diminuem surgem riscos significativos que precisam ser abordados de maneira séria e proativa. Embora algumas pessoas possam enxergar o baixo crescimento populacional como um alívio para os recursos naturais e uma oportunidade para uma sociedade mais sustentável, é importante reconhecer que ele também traz consigo ameaças que podem comprometer a economia e o bem-estar social.
Um dos principais riscos do baixo crescimento populacional é o impacto negativo na economia. Com menos pessoas em idade ativa, há uma redução da força de trabalho disponível. Isso pode levar a uma diminuição da produtividade e do crescimento econômico, resultando em desafios para a sustentação dos sistemas previdenciários e de seguridade social. Além disso, a escassez de trabalhadores em setores específicos, como saúde e cuidados com idosos, pode gerar uma pressão adicional sobre esses serviços, afetando a qualidade e a disponibilidade dos mesmos.
O baixo crescimento populacional traz consigo riscos significativos que não podem ser ignorados. É necessário abordar esses desafios com seriedade e desenvolver estratégias que equilibrem a sustentabilidade ambiental, a viabilidade econômica e o bem-estar social. Somente através de uma abordagem abrangente e colaborativa será possível mitigar os riscos associados ao baixo crescimento populacional e construir um futuro próspero e sustentável para as próximas gerações.
https://www.imparcial.com.br/noticias/desafios-do-baixo-crescimento-populacional,59333
Além do impacto na economia, qual é outra consequência negativa do baixo crescimento populacional mencionada no texto?