Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3475458 Português
A digitalização no Brasil: o quão distante estamos de outros países

Por JB WEB


A digitalização é uma etapa essencial para o desenvolvimento tecnológico de qualquer país. O Brasil também faz parte desse grupo de países que precisa contar com o mundo digital para conseguir se desenvolver. No entanto, quanto será que o Brasil está digitalizado? Como medir esse valor?

Essa discussão é muito mais ampla do que se imagina. De maneira geral, o Brasil aparece como um dos países com maior percentual de usuários de internet em toda a América Latina. Em pesquisa publicada recentemente pela Agência Brasil foi compartilhada a estatística de que mais de 80% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet.

Será que esse é um número que condiz com os principais países internacionais? Qual será a posição do Brasil no ranking de digitalização? Confira alguns dados que ajudam a entender o patamar brasileiro em meio ao mundo globalizado e saiba o quão avançado está o mundo digital para o cidadão do Brasil.

Estados Unidos tem maior penetração de internet por usuário.

A digitalização no Brasil foi analisada em diferentes aspectos. Por exemplo, quanto a presença de empresas que oferecem serviços digitais para o brasileiro, mesmo sendo estrangeiras. No caso da AWISEE, por exemplo, a Agência de Marketing Digital percebeu um aumento na demanda por seus serviços dentro do Brasil.

Esse aumento condiz com os dados apontados pelo portal Statista, os quais indicam que houve um aumento na penetração da internet por usuário ao longo dos últimos anos. Segundo informações do portal, em 2018 aproximadamente 67,03% da população brasileira tinha acesso à internet.

Já em 2022 esse número foi de 77,87%. Um ganho percentual de mais de 10% em apenas 5 anos. Isso representa milhões de pessoas e certamente é um avanço importantíssimo para a digitalização no Brasil. Porém, ao compararmos o percentual do Brasil com o de outros países, percebemos que ainda há muito que avançar.

No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o percentual de usuários com acesso à internet em 2018 era de 87,27%, um valor muito acima do patamar brasileiro. No entanto, em 2022, os norte-americanos alcançaram 91,80%, sendo o país com um dos maiores percentuais de usuários com acesso à rede de dados global.

O Brasil ficou acima da média de usuários de internet, que foi de 49% em 2018. No entanto, ainda tem muito que melhorar, quando comparamos os dados brasileiros com os Estados Unidos e outros países desenvolvidos, por exemplo.


(Acesso na data de 10 de outubro de 2022 em: https://www.jb.com.br) 
Leia o texto e assinale a afirmativa correta:
Alternativas
Q3475451 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Emissoras apresentam propostas para combater desinformação na internet

Por Pedro Lacerda

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) anunciou, nessa quarta-feira (15), uma série de propostas e ações para regulação das plataformas digitais no Brasil. O documento, denominado "Carta de Brasília", foi preparado durante o 1º Seminário sobre os Desafios e Ações na Era Digital, promovido pela Abert e pela Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), em Brasília. As propostas visam combater a proliferação de desinformação na internet e práticas anticompetitivas das redes sociais.

De acordo com o presidente da Abert, Flávio Lara Resende, as empresas de tecnologia e as plataformas digitais precisam ter regras mais simétricas. Ele também assinalou que as grandes companhias digitais devem ser responsabilizadas em relação à desinformação que circula em suas respectivas plataformas, bem como sobre os conteúdos publicitários e impulsionamentos.

"É necessária a responsabilização destas empresas e plataformas pela divulgação de conteúdo disponibilizado na rede mundial de computadores, em especial quando se verificar a veiculação de notícias falsas ou informações direcionadas e impulsionadas eletronicamente, com fins lucrativos", disse.

A presença de mentiras, ofensas e ódio nas plataformas, afirma Resende, são uma consequência da falta de responsabilização e supervisão das atividades das companhias digitais. Outro ponto defendido pelos grupos nacionais de TV e rádio, representados pela Abert, são a garantia de "remuneração justa" dos veículos de comunicação pelo conteúdo autoral distribuído indiscriminadamente pelas plataformas.

Nesse sentido, a carta defende a igualdade de tratamento das plataformas digitais com atuação no mercado global em relação às mídias locais, além de um tratamento equânime no cumprimento de regras no mercado publicitário. O presidente da Abert lembrou que países como Austrália, França e Canadá estão avançados no debate sobre como criar um ambiente simétrico no setor de mídia. (com Agência Brasil)


(Acesso em 16 de março de 2023 em: https://www.jb.com.br)
 
Leia o texto Emissoras apresentam propostas para combater desinformação na internet e assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: CREA-ES Prova: IDCAP - 2023 - CREA-ES - Motorista |
Q3474437 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Design dos cardápios influencia mais o seu pedido do que você pensa, segundo pesquisa


Por Eduardo Vanini


Escolher um prato no cardápio pode exigir um olhar bem mais criterioso do que se imagina. Uma pesquisa publicada pela "International Journal of Hospitality Management" analisou as escolhas de 300 clientes a partir de 217 menus e descobriu que, muitas vezes, os pedidos tinham mais a ver com o design do próprio menu - ou com a imagem e a descrição da comida - do que com a preferência de cada um. E o pior: a maior parte das tentativas de influência dos restaurantes levava a escolhas menos saudáveis. 


Analisando o quadro mais a fundo, os autores Brian Wansink e Katie Love descobriram que as descrições mais tentadoras correspondiam aos pratos mais cheios de gordura, sal e outros componentes potencialmente perigosos. Para comprovar esses efeitos, eles alteraram a descrição de alguns itens. O "filé de pescado" virou "suculento filé de pescado do mar italiano", e o "arroz e feijão vermelho" foi transformado em "feijão vermelho à moda cajun e arroz". O resultado? As vendas desses itens mais balanceados subiram 28%. Além disso, os clientes estavam dispostos a pagar, em média, 12% a mais por alimentos com nomes atraentes.


Diante das constatações da pesquisa, Wansink afirmou à revista "Time" que o segredo para garantir uma boa refeição é conversar com o garçom.


- Pergunte quais são as duas ou três entradas mais leves que recebem o maior número de elogios ou qual é a melhor coisa no menu para uma pessoa que deseja uma refeição light - recomendou.


Segundo a coordenadora de Design da ESPM Rio, Eliana Formiga, o uso de adjetivos e nomes personalizados têm aparecido crescentemente nos menus. Segundo ela, esse não é o problema:


- A princípio, isso não deve ser motivo de desconfiança. Mas é um direito do cliente saber exatamente o que está comendo.


O chef Pedro de Artagão afirma que os restaurantes têm de tratar seus pratos de maneira padrão. E sustenta não haver mais espaço para quem tenta supervalorizar determinados itens para vender mais.


- Quem age assim está fadado ao insucesso. Os clientes estão mais atentos a esses detalhes - pontua, citando exemplos de frequentadores de restaurantes que utilizam as redes sociais para fazer reclamações.


(Acesso na data 26 de abril de 2023 em: ueenciaa-maasseuupedddoddo-que-voce-pensaaseegundo-ppessqusaa 1145522571 pedido-do-que-voce-pensa-segundo-pesquisa-13452571 - Texto editado em partes para fins didáticos.)


eu--peddido-doqque-voce-pensa-segunndo-pesquisa-1345525571 ncia-mais-seu-pedido-do-que-voce-pensa-segundo-pesquisa-13452571 

Leia a matéria do Jornal O Globo "Design dos cardápios influencia mais o seu pedido do que você pensa, segundo pesquisa" publicada no dia 26 de abril de 2023, por Eduardo Vanini.


A matéria lida, faz menção a um gênero textual comum a restaurantes e bares que visa informar o leitor sobre o conteúdo que pode ser consumido no estabelecido, bem como valor e ingredientes. Sabendo disso, assinale a tipologia textual do gênero cardápio:

Alternativas
Q3473457 Português

Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil


Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).


A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.


Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.


"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".


O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".


"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.


"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.

Cargueiros movidos a energia eólica podem ajudar indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde.



Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.

Alternativas
Q3473452 Português

Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil


Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).


A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.


Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.


"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".


O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".


"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.


"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.

As funções da linguagem correspondem a diferentes maneiras de usar a linguagem de acordo com a intenção do falante. Elas podem ser agrupadas em várias categorias. Cada uma dessas funções desempenha um papel específico em relação aos elementos envolvidos na comunicação (BECHARA, 2019).



No texto base 'Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil', predomina a função:

Alternativas
Q3473451 Português

Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil


Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).


A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.


Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.


"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".


O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".


"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.


"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.

Textos apresentam características próprias de sua natureza, como formas, símbolos, significados, significantes, e outros elementos que os caracterizam ao longo de sua construção.



A linguagem empregada no texto 'Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil' é considerada linguagem: 

Alternativas
Q3473187 Português

 A aviação pode se tornar sustentável um dia?


Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.


Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."


Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.


 A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.

'Não existe uma bala de prata' para tornar a aviação mais ambiental.



Na expressão destacada, a figura de linguagem presente denomina-se:

Alternativas
Q3473182 Português

 A aviação pode se tornar sustentável um dia?


Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.


Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."


Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.


 A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.

Segundo Bechara (2019), tipos textuais, também conhecidos como gêneros textuais, são categorias que classificam os diferentes tipos de textos com base em suas características estruturais, funcionais e comunicativas. Eles são definidos de acordo com os objetivos de comunicação e as características linguísticas predominantes em cada tipo de texto.



De acordo com esta definição, no texto intitulado 'A aviação pode se tornar sustentável um dia?' predomina o sentido: 

Alternativas
Q3473180 Português

 A aviação pode se tornar sustentável um dia?


Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.


Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."


Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.


 A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.

Voar de avião é uma parte importante das vidas de muitas pessoas, mas especialistas alertam que é preciso equilibrar isso com o fato de que o setor contribui enormemente para o aquecimento global.



Assinale a opção correta de acordo com o texto base.

Alternativas
Q3471975 Português
Maria caminhava pela rua tranquila da cidade, apreciando a paisagem. Ela observava as árvores altas e frondosas que se erguiam ao longo do passeio. O ar estava fresco e agradável, o que a fazia se sentir revigorada. Maria decidiu sentar em um banco de praça e aproveitar o momento de paz.
Qual é o sinônimo para a palavra "tranquila" no texto? 
Alternativas
Q3471971 Português
4.png (771×310)
Disponível em: https://cangurunews.com.br/tirinhas-mafalda/.  

Na tirinha, Mafalda observa que todas as atividades domésticas foram realizadas e, em seguida, pergunta à sua mãe: "Mamãe, o que você gostaria de ser se você vivesse?" Qual é a crítica social implícita nessa pergunta de Mafalda em relação ao papel da mãe na família? 
Alternativas
Q3471970 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Beijinho, beijinho



Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:


‒ Bonito, o discurso do Amaro.
‒ Não dou dois meses para eles se separarem ‒ disse a Nair.
‒ O quê?
‒ Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…


Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.


‒ Mas eles parecem cada vez mais apaixonados ‒ protestou Marinho.
‒ Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
‒ É mesmo…
‒ Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
‒ É mesmo…
‒ E não deu outra. Divórcio e litigioso.
‒ Você tem razão.
‒ E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
‒ Você acha, então, que o Amaro tem outra?
‒ Ou outras.


Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.


‒ Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
‒ Eu sei que tenho razão.
‒ Você tem sempre razão, Nair.
‒ Sempre, não sei.
‒ Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto.


Aí Nair perguntou:


‒ Quem é ela, Marinho?


(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.

O autor da crônica utiliza a pontuação de forma variada para criar efeitos específicos. Qual é o efeito da pontuação na seguinte passagem: "Bonito, o discurso do Amaro."? 
Alternativas
Q3471969 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Beijinho, beijinho



Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:


‒ Bonito, o discurso do Amaro.
‒ Não dou dois meses para eles se separarem ‒ disse a Nair.
‒ O quê?
‒ Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…


Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.


‒ Mas eles parecem cada vez mais apaixonados ‒ protestou Marinho.
‒ Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
‒ É mesmo…
‒ Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
‒ É mesmo…
‒ E não deu outra. Divórcio e litigioso.
‒ Você tem razão.
‒ E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
‒ Você acha, então, que o Amaro tem outra?
‒ Ou outras.


Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.


‒ Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
‒ Eu sei que tenho razão.
‒ Você tem sempre razão, Nair.
‒ Sempre, não sei.
‒ Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto.


Aí Nair perguntou:


‒ Quem é ela, Marinho?


(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.

No texto "Beijinho, beijinho," o autor utiliza diversos adjetivos para descrever personagens e situações. Qual dos seguintes adjetivos é usado no texto para descrever a personagem Marli? 
Alternativas
Q3471968 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Beijinho, beijinho



Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:


‒ Bonito, o discurso do Amaro.
‒ Não dou dois meses para eles se separarem ‒ disse a Nair.
‒ O quê?
‒ Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…


Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.


‒ Mas eles parecem cada vez mais apaixonados ‒ protestou Marinho.
‒ Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
‒ É mesmo…
‒ Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
‒ É mesmo…
‒ E não deu outra. Divórcio e litigioso.
‒ Você tem razão.
‒ E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
‒ Você acha, então, que o Amaro tem outra?
‒ Ou outras.


Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.


‒ Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
‒ Eu sei que tenho razão.
‒ Você tem sempre razão, Nair.
‒ Sempre, não sei.
‒ Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto.


Aí Nair perguntou:


‒ Quem é ela, Marinho?


(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.

No trecho da crônica "Beijinho, beijinho" de Luís Fernando Veríssimo, a personagem Nair expressa sua desconfiança em relação à declaração de Amaro sobre a sua esposa Clarinha. De acordo com Nair, qual é a principal razão para sua desconfiança em relação ao elogio de Amaro a Clarinha? 
Alternativas
Q3469254 Português
Assinale a alternativa em que uma das orações da sentença exprime sentido temporal. 
Alternativas
Q3469248 Português

O clube



― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…


― E gordos…


― Você está enorme.


― Você também.


― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.


― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.


― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?


― Você não se lembra? Não há mais criados.


― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.


― Mas eu vivo só para estas reuniões.


― Eu também. Não há mais nada.


― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.


― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.


― Ali se sentava o… Como era mesmo?


― O Gastão.


― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…


― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.


― É engraçado. Não consigo me lembrar…


― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.


― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.


― Ali, sentava o doutor Malvino.


― Camarões com molho de nata.


― Não. Musse de salmão.


― Exato. Divina. E do lado dele…


― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.


― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.


― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…


― Lamentável, lamentável.


― E quando morreu o Parreirinha?


― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.


― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.


― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.


― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]


― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.


― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.


― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…


― Cuidado. Assim. Epa.


― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.


― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.


― Olha a garrafa!


― Caiu embaixo da mesa.


― O fogo já chegou no chão.


― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.


― Salva as panquecas! Salva as panquecas!


― Tarde demais.


― Acho que devíamos chamar alguém para…


― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.


― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?


― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.


― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.


― Ai.


― Hein?


― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?


― Bisque de lagosta.


― Pena, pena. Enfim…


― O pior é morrer assim, queimado.


― Você preferia como?


― Pelo menos mal-passado. 



Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011. 

No excerto “Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.”, um dos personagens relembra o enterro de um dos membros do clube. Dado o comportamento dos membros em relação à comida, neste contexto, a ação de salivar junto ao caixão remete ao ato de:
Alternativas
Q3469247 Português

O clube



― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…


― E gordos…


― Você está enorme.


― Você também.


― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.


― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.


― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?


― Você não se lembra? Não há mais criados.


― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.


― Mas eu vivo só para estas reuniões.


― Eu também. Não há mais nada.


― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.


― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.


― Ali se sentava o… Como era mesmo?


― O Gastão.


― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…


― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.


― É engraçado. Não consigo me lembrar…


― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.


― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.


― Ali, sentava o doutor Malvino.


― Camarões com molho de nata.


― Não. Musse de salmão.


― Exato. Divina. E do lado dele…


― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.


― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.


― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…


― Lamentável, lamentável.


― E quando morreu o Parreirinha?


― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.


― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.


― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.


― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]


― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.


― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.


― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…


― Cuidado. Assim. Epa.


― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.


― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.


― Olha a garrafa!


― Caiu embaixo da mesa.


― O fogo já chegou no chão.


― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.


― Salva as panquecas! Salva as panquecas!


― Tarde demais.


― Acho que devíamos chamar alguém para…


― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.


― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?


― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.


― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.


― Ai.


― Hein?


― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?


― Bisque de lagosta.


― Pena, pena. Enfim…


― O pior é morrer assim, queimado.


― Você preferia como?


― Pelo menos mal-passado. 



Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011. 

No texto “O clube”, de Luís Fernando Verissimo, o sentido cômico é construído em função da forma como os personagens se comportam em relação à comida. O excerto em que se pode depreender o clímax do texto é: 
Alternativas
Q3456964 Português

O que é uma tempestade, como ela se forma


As pesquisas pelo termo "tempestade" cresceram mais de 50% na comparação com o ano passado e mais de 70% nos últimos três anos.


Os moradores da região Sul do país — Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná — foram os que mais tiveram interesse no tema.


Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.


Uma tempestade é um fenômeno meteorológico que "tem como características ventos fortes, chuva, trovoadas, relâmpagos, granizo e raios", explica Paulo Cezar Mendes, professor de climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).


Ou seja, é uma chuva forte com raios ou granizos; logo, chuvas que não têm pelo menos um desses fenômenos, não são consideradas tempestades.


Elas se formam em nuvens grandes verticais chamadas cumulonimbus.


Já chuvas mais amenas são formadas em nuvens cirrus − fibrosas, altas, brancas e finas − ou stratus − nuvens com menos formato, que ficam um pouco mais baixas no céu.


O tipo de nuvem formado é o que determina a intensidade da chuva, o tempo que ela vai demorar para cair e, consequentemente, se ela é uma tempestade ou não.


Uma tempestade é um fenômeno meteorológico caracterizado por muita instabilidade atmosférica; as moléculas presentes na superfície terrestre se movimentam de maneira muito intensa, provocando a formação de nuvens.


Estas nuvens se formam a partir da movimentação do ar em uma área de baixa pressão atmosférica. A tempestade está associada, principalmente, ao encontro de duas massas de ar com características diferentes − quente/seca e úmida/fria − que provoca uma variação de temperatura na atmosfera.


Esse choque provoca uma movimentação intensa das moléculas presentes na superfície da terra, ou seja, o ar quente − menos denso − eleva-se para a atmosfera, enquanto o ar frio − mais denso − desce em direção à superfície do solo, proporcionando uma redução da pressão atmosférica. Esse choque entre massas de ar é o que causa a tempestade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ ce5pl2e1nkdo. Adaptado. 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.
Com base no texto fornecido, qual das seguintes afirmações é verdadeira? 
Alternativas
Q3454711 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais.”, o advérbio que pode substituir ‘significativamente’ sem alterar o significado da sentença é:
Alternativas
Q3454710 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Considere o excerto: “As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial (...)”. Nesse contexto, a expressão ‘além disso’ funciona como um recurso coesivo de:
Alternativas
Respostas
28501: A
28502: C
28503: A
28504: D
28505: A
28506: B
28507: D
28508: D
28509: B
28510: B
28511: C
28512: C
28513: B
28514: A
28515: D
28516: A
28517: A
28518: D
28519: E
28520: B