Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2463791 Português

Texto para o item.


Por que cientistas estão congelando animais de espécies ameaçadas



 Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


A forma verbal “É” (linha 26) poderia ser substituída por “Trata‑se de”, sem prejuízo ao sentido original do texto.

Alternativas
Q2463606 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
A conclusão do texto quanto à cultura do cancelamento, no texto, é:
Alternativas
Q2463605 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
O texto cita a autocensura generalizada, consequência da cultura do cancelamento, de forma que não poderíamos afirmar corretamente que esta consequência:
Alternativas
Q2463604 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
Em relação ao pensamento atribuído, pelo texto, ao filósofo Jürgen Habermas, teríamos que a cultura do cancelamento:
Alternativas
Q2463603 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
Dentre as causas que geraram a cultura do cancelamento, segundo o texto, podemos destacar todas as seguintes, EXCETO:
Alternativas
Q2463602 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
Quanto à cultura do cancelamento, segundo o texto, podemos dizer corretamente que:
Alternativas
Q2463000 Português

Texto 06 para a questão.


O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeita audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.

Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças, disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes.

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.

Às vezes, é preciso recolher-se.


Lya Luft Disponível em: https://www.pensador.com/lya_luft_textos/ Acesso em 05 de março de 2024. 

Quando a autora afirmou “Às vezes, é preciso recolher-se.”, ela pretendeu dizer que
Alternativas
Q2462998 Português

Texto 06 para a questão.


O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeita audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.

Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças, disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes.

A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.

Às vezes, é preciso recolher-se.


Lya Luft Disponível em: https://www.pensador.com/lya_luft_textos/ Acesso em 05 de março de 2024. 

Segundo a autora do texto 06,
Alternativas
Q2462996 Português

Texto 05 para a questão.


Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve, e a vida é muito para ser insignificante.


Disponível em: https://www.pensador.com/melhores_frases_de_reflexao_sobre_a_vida/ Acesso em 05 de março de 2024. 

Em que alternativa abaixo, o termo em parênteses NÃO se grafa do mesmo modo que o termo destacado em maiúscula?
Alternativas
Q2462994 Português

Texto 05 para a questão.


Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve, e a vida é muito para ser insignificante.


Disponível em: https://www.pensador.com/melhores_frases_de_reflexao_sobre_a_vida/ Acesso em 05 de março de 2024. 

Sobre o texto 05, assinale a alternativa que apresenta um texto cuja mensagem NÃO está nele declarada.
Alternativas
Q2462993 Português
Texto 04 para a questão.

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma bênção escondida; uma bênção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

Disponível em: https://www.pensador.com/frases_inteligentes/ Acesso em 05 de março de 2024.
Assinale a alternativa cujo texto contém uma mensagem que NÃO foi declarada no texto 04.
Alternativas
Q2462982 Português
Texto 01 para a questão.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Augusto Cury Disponível em https://www.pensador.com/melhores_frases_de_reflexao_sobre_a_vida/ Acesso em : 03 de março de 2024.
Após a leitura do texto 01, conclui-se que o autor
Alternativas
Q2462391 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)
Dentre os significados indicados para os vocábulos destacados a seguir e empregados no texto, está INCORRETO (considere o contexto): 
Alternativas
Q2462390 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)
De acordo com as características linguísticas e semânticas empregadas no texto, pode-se afirmar que seu principal objetivo está corretamente identificado em: 
Alternativas
Q2462389 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)
Acerca da comparação estabelecida em: “A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você.” (2º§), pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2462388 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)

De acordo com as informações e ideias apresentadas no texto, indique a alternativa correta.


Alternativas
Q2462387 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)
Em cada segmento a seguir há dois termos(ou expressões) sublinhados(as); assinale a alternativa em que há relação de retomada da informação entre os(as) termos(expressões) destacados(as). 
Alternativas
Q2462386 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)
De acordo com os sentidos produzidos pelo contexto, pode-se afirmar que a expressão “no entanto” (1º§) estabelece um valor contrastivo em relação à(ao):
Alternativas
Q2462382 Português
O poder do pensamento positivo

    Livrar-se de pensamentos intrusivos, sentimentos pessimistas e crenças negativas é um desafio e tanto para muitos. Procurar maneiras de driblar esses obstáculos – e realmente lutar contra eles – pode significar se desviar do que já foi estabelecido como rotina e ser, portanto, desconfortável. No entanto, estes pensamentos de medo e de sentir-se com as mãos atadas poderão atrair ciclicamente as mesmas circunstâncias.
    A vida é como um algoritmo de redes sociais: quanto mais você demonstra gostar de um sentimento, mais dele você enxergará nas situações que se apresentarem a você. E, aqui, defino que “gostar” não significa necessariamente uma decisão consciente de predileção genuína, mas sim a percepção que o próprio inconsciente tem das suas manifestações, baseada em frequência. Ou seja, quanto mais associações negativas você fizer, mais acostumado você estará com eles, e mais seu cérebro entenderá que deve mantê-los.
    Independentemente de gostar, tudo o que acontece é resultado de escolhas feitas no passado. Muitas pessoas fazem escolhas inconscientes e, por isso, acham que não estão agindo ou, de fato, escolhendo algo. O próprio fato de se abster de certas decisões é, em si, uma decisão.
     O ato de observar com mais atenção as próprias atitudes e reações é o primeiro passo para contornar esse ciclo vicioso, pois transfere todo o processo do campo do inconsciente para o campo do consciente. Com o entendimento de que o futuro é resultado das escolhas feitas no presente, cria-se a condição para que as mudanças necessárias sejam feitas sem demora. Como disse Einstein, “insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”.
     Tudo depende de que escolhas se deseja fazer. As pessoas podem não saber bem o que desejam, mas podem, por oposição, saber o que não querem. “Eu não quero ficar doente”; “Eu não quero essa dor de cabeça.” “Eu não quero arranjar despesas.” Mais produtivo que focar nas negativas é estabelecer uma lista de prioridades e do que se pretende fazer para alcançá-las. Assim, toma-se consciência sobre as próprias escolhas e seus objetivos. É preciso ter maestria na arte de transformar o que não quer naquilo que quer.

(Nuno Paiva, Hoje em dia. Em: 29/02/2024.)
Considerando-se o processo de construção anafórico, recurso utilizado na construção da coesão textual, indique a seguir o trecho destacado em que ocorre sua exemplificação.
Alternativas
Q2462360 Português
O retratista fiel

        Folhear álbuns de fotografias antigas, sejam elas em papel ou digitais vem me causando um certo estranhamento, uma sensação de que os ambientes, as pessoas, as fisionomias não eram assim como estão retratadas.
         Pela foto do aniversário de 15 anos o vestido que, à época, me fez sentir uma princesa, mais parecia aquele tule de cobrir bolo – difícil acreditar que eu tinha escolhido essa roupa, que em nada me valorizava. 
         Na varanda da casa onde morei com os filhos pequenos que, aos meus olhos, conseguia abrigar a família inteira, pela foto mal cabia quatro cadeiras... e elas não tinham nada a ver com os móveis charmosos de jardim que tinha comprado.
        Meu bolo de aniversário com cobertura de chocolate, que brilhava à luz das velas acesas no parabéns, pareceu seco, simples demais para a importância que aquela comemoração teve para mim.
       Minha maneira de lidar com isso, inicialmente, foi pensar que as fotos não foram bem captadas: a iluminação não devia estar boa, elas ficaram distorcidas porque foram tiradas a pouca ou muita distância, ou mesmo que o dia estava nublado por isso as cores ficaram mais mortas.
       Aos poucos fui percebendo que não eram as fotos que me traiam e sim minha memória, minha lente afetiva que guardou lembranças que vão muito além dos flagrantes retratados por uma máquina, seja ela qual for.
      Minha memória afetiva registrou aquilo que foi captado pelos sentidos, e pode ter sido o olhar de admiração que percebi em quem eu gostava e me fez feliz naquele vestido, o som das risadas gostosas na varanda que ficaram nos meus ouvidos e ampliaram o espaço, o gosto de chocolate do beijo depois do bolo que inundou minha boa e a fez brilhar.
        Como cantou Roberto Carlos...
         Antes de dormir você procura o meu retrato
        Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
        Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
     Prefiro, desde então, confiar no que em mim ficou registrado, pois a memória é o mais generoso dos  retratistas.
(Ana Helena Reis. Pincel de Crônicas, 2019.)
No trecho “Prefiro, desde então, confiar no que em mim ficou registrado, pois a memória é o mais generoso dos retratistas.” (12º§), o vocábulo “pois” exprime ideia de: 
Alternativas
Respostas
27681: C
27682: B
27683: A
27684: A
27685: C
27686: B
27687: C
27688: A
27689: C
27690: A
27691: D
27692: B
27693: B
27694: A
27695: B
27696: C
27697: C
27698: C
27699: B
27700: C