Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Disponível em: https://www.malvados.com.br/tirinha1712.jpg. Acesso em 12 set. 2023.
Em geral, a tira apresenta uma sequência de quadrinhos cujo objetivo é o humor, provocado pela quebra de expectativa. Nessa tira, a quebra de expectativa acontece por meio de um(a)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Poluição ambiental: Cientistas encontram formigas emaranhadas em plástico
Um estudo publicado na revista Ecological Entomology mostra fotos inéditas de duas espécies de formigas emaranhadas em plástico. De acordo com a publicação, trata-se de um dos primeiros artigos a documentar o impacto da poluição ambiental aos insetos.
Apesar de a influência de detritos plásticos no ambiente marinho ser amplamente conhecida, como no caso de tartarugas e mamíferos, "nos ecossistemas terrestres, o emaranhado plástico da fauna tem sido largamente ignorado", diz trecho do estudo.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram 113 formigas de 40 locais diferentes na ilha de La Palma, na Espanha, em 2022.
Os insetos foram capturados sem contato direto, utilizando tubos Eppendorf colocados abertos no meio do caminho.
Das 113 formigas, três estavam emaranhadas em fibra, mas uma análise laboratorial determinou que somente duas estavam entrelaçadas em plástico.
Segundo a investigação, não foi possível confirmar que a fibra presa à terceira formiga era sintética, e, por isso, ela foi desconsiderada.
Os animais emaranhados ao plástico eram das espécies Lasius grandis e Monomorium sp. De acordo com o estudo, as duas formigas estavam vivas e não apresentavam danos aparentes causados pelas fibras.
Os pesquisadores afirmam que é possível que os animais tenham se emaranhado acidentalmente durante a alimentação ou enquanto transportavam as fibras como material de construção.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/poluicao ambiental-cientistas-encontram-formigas emaranhadas-em-plastico-veja-fotos/
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, tanto na área econômica como na social, e continuará sendo enquanto a oferta da educação de qualidade permanecer desigual. Sem oportunidades iguais de acesso a um ensino de qualidade para todas as crianças e adolescentes, jamais ultrapassaremos os umbrais da mediocridade. Por isso, termos as escolas funcionando em período estendido é uma das poucas quase-unanimidades, como demonstram diversas pesquisas.
VENTURI, Jacir. Escola em tempo integral para uma educação integral. Gazeta do povo. Opinião, 31 ago. 2023. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/escolaem-tempo-integral-para-uma-educacao-integral/. Acesso em: 6 set. 2023. [Fragmento]
No texto, observa-se o sentido conotativo em:
As redes sociais se tornam convenientes para quem produz falas discriminatórias e intolerantes porque elas conseguem interpretar o comportamento dos usuários, recomendando automaticamente conteúdos alinhados com os interesses deles. As redes criam, portanto, uma audiência para oradores de discursos de ódio que normalmente teriam pouco alcance.
Ocorre que, também por essa razão, as mesmas ações que contribuem para a propagação de um vídeo, foto ou meme, como as curtidas e compartilhamentos, colaboram para disseminar essas mensagens problemáticas. Entender isso é importante para evitarmos propagar o discurso que queremos combater.
Explico: por causa de como as plataformas funcionam, quanto mais interagirmos com a postagem problemática, maior será a audiência atingida por ela e mais perigosa esta mensagem será. Isso acontece mesmo quando compartilhamos uma manifestação de ódio como forma de denúncia ou publicamos um comentário criticando o conteúdo.
[…]
Infelizmente, mesmo com boas intenções e sem perceber, podemos acabar ajudando a disseminar posts que depreciam pessoas por sua etnia, gênero, orientação sexual ou outro marcador social. Isso é profundamente perigoso, pois quanto mais pessoas são alcançadas e têm suas opiniões formadas por discursos de ódio, mais provável se torna que algumas delas pratiquem atos concretos de discriminação e violência contra minorias sociais e grupos vulneráveis.
SALVADOR, J. P. F. Podemos alimentar o discurso de ódio sem perceber. Hoje em Dia. Opinião, 18 out. 2023. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/podemosalimentar-o-discurso-de-odio-sem-perceber-1.984113. Acesso em: 23 out. 2023. [Fragmento]
Em seu texto, o autor argumenta que

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com. Acesso em: 6 set. 2023.
Na construção da tirinha, foi usada linguagem

Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/bh-promove-campanha-e-acoes-de-visibilidade-no-mes-de-conscientizacao-doautismo. Acesso em: 7 set. 2023.
Tendo em vista os elementos verbais e não verbais do cartaz, infere-se que seu objetivo é
Mais de 100 pessoas foram salvas por apenas um homem durante a tragédia que atingiu o Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, no começo da semana passada. Com um pequeno barco, o gaúcho Sérgio Benini, morador de Roca Sales, conseguiu resgatar vários vizinhos da enchente que atingiu a cidade, uma das mais afetadas.
“Eu fiquei 23 horas em cima do rio. Nós arrancamos o telhado à mão. As pessoas subiam no segundo piso, no forro embaixo do telhado, porque estava chovendo. E lá eles só gritavam socorro, socorro, socorro”, relembrou ele ao Fantástico.
[...] Conforme a água foi ganhando força pelas ruas da cidade, começaram os pedidos por ajuda. Das janelas, moradores começaram a registrar a força da água.
PORTAL G1. Gaúcho resgatou mais de 100 pessoas de enchente com pequeno barco: ‘fiquei 23 horas em cima do rio’. Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/ noticia/2023/09/11/gaucho-resgatou-mais-de-100-pessoas-deenchente-com-pequeno-barco-fiquei-23-horas-em-cima-do-rio. ghtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]
As diferentes funções da linguagem atendem a propósitos específicos da comunicação. Considerando o texto, a função da linguagem a ele associada é aquela que
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Glamorizar o passado é se deixar enganar
Prefiro a caneta ao teclado — apesar da minha letra, que às vezes nem eu entendo —, o papel à tela, o livro físico ao digital. Não é saudosismo e muito menos uma vilanização dos avanços tecnológicos, que ao mesmo tempo são uma bênção e uma maldição. Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...].
Mantenho o melhor de antes — que gravei no meu HD apertando o rec e o play — e aproveito o melhor de hoje. O que posso escolher escolho, dentro de uma lista nada coerente entre o antigo e o novo, com a vantagem de carregar comigo o passado. A nossa história é um caminho irreversível, saber viver o presente é o melhor dos mundos.
KORICH, Becky S. Glamorizar o passado é se deixar enganar.Folha de S.Paulo. Colunas, 11 set. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2023/09/ glamorizar-o-passado-e-se-deixar-enganar.shtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]
Releia este trecho.
“Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...]”.
O termo em destaque nesse fragmento indica que a autora
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Glamorizar o passado é se deixar enganar
Prefiro a caneta ao teclado — apesar da minha letra, que às vezes nem eu entendo —, o papel à tela, o livro físico ao digital. Não é saudosismo e muito menos uma vilanização dos avanços tecnológicos, que ao mesmo tempo são uma bênção e uma maldição. Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...].
Mantenho o melhor de antes — que gravei no meu HD apertando o rec e o play — e aproveito o melhor de hoje. O que posso escolher escolho, dentro de uma lista nada coerente entre o antigo e o novo, com a vantagem de carregar comigo o passado. A nossa história é um caminho irreversível, saber viver o presente é o melhor dos mundos.
KORICH, Becky S. Glamorizar o passado é se deixar enganar.Folha de S.Paulo. Colunas, 11 set. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2023/09/ glamorizar-o-passado-e-se-deixar-enganar.shtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]
I. Floe Foxon cruzou os dados de registros de supostas aparições do Pé-grande com os locais onde os ursos-negros também são encontrados.
II. O temor causado pelas aparições pode ser uma das prováveis explicações para a dificuldade de identificação do que seria o Pé-grande.
Compreende-se a partir da leitura do gráfico que:
As máscaras continuam sendo recomendadas para as pessoas mais vulneráveis.
______________, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias, seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.
Disponível em: https://jornalistaslivres.org/. Acesso em 03 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Conforme a leitura do texto, os operadores discursivos que completarão corretamente os tracejados apresentam, respectivamente, sentido
Leia o texto seguinte e responda à questão.
A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.
João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.
Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.
Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
Leia o texto abaixo para responder à questão.
No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.
Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]
Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.
Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]
É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)
Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]