Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2385743 Português

Texto 02 para a questão. 



Um monstro dentro de nós



( ...) Mesmo sendo apenas uma criança, Isabela sabia que o ódio, a ira e a agressividade não trazem benefício algum. No entanto, são tendências fortes, e muitos não sabem como lidar com elas, sejam crianças ou adultos. Como consequência, as pessoas ficam amarguradas por acabar pagando isso com a própria saúde, além de prejudicar seus relacionamentos.

A ira e o ódio podem se manifestar ocasionalmente e, como sentimentos humanos, podem se tornar inevitáveis. Porém, quando ultrapassam o nível esporádico, são reações que causam devastação nos relacionamentos familiares, sociais e de trabalho. A agressividade física é inaceitável em qualquer grupo humano e deve ser prevenida. Ao que tudo indicava, Isabela não estava sofrendo agressões físicas, mas era evidente que sofria algum tipo de privação de amor. Algo não estava bem no lar daquela criança. 


MELGOSA, Julian e BORGES, Michelson. O poder da esperança. Segredos do bem-estar emocional. Casa Publicadora Brasileira. SP. 2023. p.72. 

Assinale a alternativa que indica uma mensagem cuja ideia é declarada no texto 02.
Alternativas
Q2385737 Português

Texto 01 para a questão. 



O projeto de cada indivíduo pode ser traçado desde a infância, mas também pode ser construído ou modificado nas diferentes fases da vida. A ênfase existencialista se coloca no exercício permanente da liberdade da escolha e da responsabilidade individual na construção de um projeto de vida que dê significado às nossas existências até os últimos dias. 



GOLDENBERG, Mirian. A Invenção de uma bela velhice.2021. p.48

Em qual alternativa, existe uma mensagem que NÃO foi declarada no texto 01? 
Alternativas
Q2385638 Português

    Resveratrol é um fitonutriente encontrado em algumas plantas e frutos e que possui ação antioxidante e anti-inflamatória. O resveratrol tem diversos benefícios para a saúde, já que possui poder antioxidante e protege o organismo contra o estresse oxidativo, combatendo a inflamação e ajudando a prevenir alguns tipos de câncer, melhorar a aparência da pele e diminuir os níveis de colesterol no sangue, proporcionando bem-estar.

    Assim, os alimentos fontes de resveratrol podem fazer parte da alimentação do dia a dia. No caso do suplemento, antes de iniciar o seu uso, um médico ou nutricionista deve ser consultado para avaliar a necessidade do seu uso e a quantidade diária recomendada.

    As propriedades do resveratrol incluem a ação antioxidante, anticancerígena, antiviral, protetora, antiinflamatória, neuroprotetora, fitoestrogênica e antienvelhecimento. Por esse motivo, ele pode trazer diversos benefícios para a saúde, como: proteger o organismo contra doenças cardiovasculares, ajudar a reduzir o colesterol LDL (conhecido como colesterol ruim) e evitar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, a doença de Huntington e de Parkinson.

       É importante ter em mente que apenas o consumo de alimentos fontes de resveratrol não é suficiente para garantir os benefícios, sendo fundamental que a pessoa tenha uma alimentação saudável e equilibrada e pratique atividade física de forma regular.

        A substância pode ser encontrado no suco de uva natural, no vinho tinto, no cacau, no pistache, no amendoim e em outros alimentos ou ser obtido por meio do uso de suplementos. Seu excesso pode causar transtornos gastrointestinais, como diarreias, náuseas ou vômitos. Os suplementos de resveratrol não devem se usados por crianças, mulheres grávidas ou que estejam amamentando.


(Fonte: Tua Saúde — adaptado.) 

A partir das informações do texto sobre o resveratrol, é CORRETO afirmar que:  
Alternativas
Q2385637 Português

    Resveratrol é um fitonutriente encontrado em algumas plantas e frutos e que possui ação antioxidante e anti-inflamatória. O resveratrol tem diversos benefícios para a saúde, já que possui poder antioxidante e protege o organismo contra o estresse oxidativo, combatendo a inflamação e ajudando a prevenir alguns tipos de câncer, melhorar a aparência da pele e diminuir os níveis de colesterol no sangue, proporcionando bem-estar.

    Assim, os alimentos fontes de resveratrol podem fazer parte da alimentação do dia a dia. No caso do suplemento, antes de iniciar o seu uso, um médico ou nutricionista deve ser consultado para avaliar a necessidade do seu uso e a quantidade diária recomendada.

    As propriedades do resveratrol incluem a ação antioxidante, anticancerígena, antiviral, protetora, antiinflamatória, neuroprotetora, fitoestrogênica e antienvelhecimento. Por esse motivo, ele pode trazer diversos benefícios para a saúde, como: proteger o organismo contra doenças cardiovasculares, ajudar a reduzir o colesterol LDL (conhecido como colesterol ruim) e evitar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, a doença de Huntington e de Parkinson.

       É importante ter em mente que apenas o consumo de alimentos fontes de resveratrol não é suficiente para garantir os benefícios, sendo fundamental que a pessoa tenha uma alimentação saudável e equilibrada e pratique atividade física de forma regular.

        A substância pode ser encontrado no suco de uva natural, no vinho tinto, no cacau, no pistache, no amendoim e em outros alimentos ou ser obtido por meio do uso de suplementos. Seu excesso pode causar transtornos gastrointestinais, como diarreias, náuseas ou vômitos. Os suplementos de resveratrol não devem se usados por crianças, mulheres grávidas ou que estejam amamentando.


(Fonte: Tua Saúde — adaptado.) 

Qual é o papel do termo “como” (sublinhado no 3º parágrafo) na frase do texto?  
Alternativas
Q2385606 Português
Na frase “Tudo parecia perdido. Foi quando Maria decidiu arregaçar as mangas.”, qual o significado da expressão sublinhada? 
Alternativas
Q2385602 Português
Assinalar a alternativa em que o par de palavras descrito entre parênteses NÃO é um sinônimo e um antônimo (respectivamente) da palavra dada: 
Alternativas
Q2385598 Português
Os caranguejos estão “vestindo” nosso lixo plástico   


     Buscando conchas como armadura para seus corpos, caranguejos eremitas ao redor do mundo estão recorrendo mais ao lixo plástico em vez de conchas naturais. É o que diz um estudo publicado em janeiro deste ano na revista científica Science of the Total Environment. 

Os autores do estudo indicaram que dois ter___os das espécies de caranguejos eremitas foram registrados em "conchas artificiais" — objetos descartados pelos humanos. Os cientistas afirmam estar "desolados" ao ver até que ponto os animais estão convivendo com nossos resíduos. 

     Marta Szulkin, Zuzanna Jagiello e Łukasz Dylewski, da Universidade de Varsóvia, identificaram um total de 386 animais utilizando conchas artificiais, principalmente tampas plásticas. "Começamos a notar algo completamente fora do comum. Em vez de estarem adornados com uma bela concha de caracol, que é o que estamos acostumados a ver, eles tinham uma tampa de garrafa plástica vermelha ou um pedaço de lâmpada em suas costas. Segundo nossos cálculos, dez das 16 espécies de caranguejos eremitas terrestres no mundo utilizam esse tipo de abrigo, e isso foi observado em todas as regiões tropicais da Terra", explicou Szulkin. 

     Os pesquisadores afirmam que os resultados levantam novas questões sobre como esses crustáceos costeiros interagem com e utilizam o plástico. Além de entender se isso lhes causa algum dano, os cientistas querem descobrir como isso pode afetar sua evolu___ão. 

     Esses caranguejos se adaptaram procurando e usando conchas de caracol para proteger seus corpos frágeis. Quando essas conchas estão em escassez, os caranguejos brigam por elas. "O que não sabemos é quanto o fator novidade pode afetá-los — e se os caranguejos vão brigar por conchas plásticas artificiais", explicou Szulkin. As conchas mais leves de plástico podem até mesmo ajudar caranguejos menores e mais frágeis a sobreviver, pois são mais fáceis de carregar. 

     Um estudo recente que tentou quantificar a escala da poluição por plásticos estimou que pelo menos 171 trilhões de pedaços de plástico estão flutuando em nossos oceanos. Esse número pode quase triplicar até 2040 se nenhuma ação for tomada, alertaram os especialistas. No entanto, há esperança de que 2024 possa ser o ano em que os países finalmente assinem um aguardado tratado global para acabar com o fla___elo do plástico. 

     Mark Miodownik, professor de materiais e sociedade de University College London, diz que há uma lição para os humanos. "Assim como os caranguejos eremitas, devemos reutilizar o plástico muito mais, em vez de descartá-lo", apontou.

(Fonte: B BC — adaptado.) 
Assinalar a alternativa que reproduz CORRETAMENTE as informações do texto sobre os caranguejos:  
Alternativas
Q2384514 Português

A importância da ciência, tecnologia e inovação para a sociedade


Por Benigno Nuñez Novo







(Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-importancia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-paraa-sociedade/845978281 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, leia a charge a seguir, analisando as asserções seguintes e a relação proposta entre elas:

Imagem associada para resolução da questão



I. A charge retrata uma constatação feita pelo texto,
A SABER,
II. Que não há investimentos suficientes no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2384340 Português
O maiúsculo e o minúsculo








Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
A partir dos sentidos possíveis para os termos destacados, no contexto seguinte, marque a alternativa correta.

“Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna, no mínimo, preocupante.” (linhas 2 a 5)
Alternativas
Q2384339 Português
O maiúsculo e o minúsculo








Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
“Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.” (linhas 11 e 12) O trecho entre aspas legitima o processo de variação linguística, o qual está corretamente tipificado e descrito como
Alternativas
Q2384338 Português
O maiúsculo e o minúsculo








Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
Quando o autor denomina seus eixos temáticos de “O maiúsculo e o minúsculo”, ele o faz por meio de um processo de substituições, valendo-se de uma relação de sentido entre tais palavras e a discussão que irá realizar. Dessa forma, há o uso de uma figura de linguagem denominada de 
Alternativas
Q2383582 Português

Texto 03 para a questão.


Eu levo isso para o lado pessoal


Nunca acreditei que as mulheres são superiores aos homens nem que o mundo será melhor se as mulheres tiverem mais poder do que os homens. Acho que a dominação masculina é prejudicial à sociedade porque qualquer dominação é ruim: significa que a sociedade é governada por uma hierarquia falsa em que poder e oportunidade subordinam-se a gênero, idade, riqueza e privilégios – e não, à capacidade, esforço, talento ou realizações. A quebra de uma cultura de dominação ativa o poder em todos nós. Assim, para mim o objetivo não é a ascensão das mulheres e a queda dos homens. É a ascensão de homens e mulheres, evoluindo da luta pelo domínio em direção a uma condição de parceria.


GATES, Melinda. O momento de voar. Sextante. 2019. p.133.

Sobre o fragmento do texto abaixo:




Imagem associada para resolução da questão



Assinale a alternativa que expressa a ideia da autora ao produzir esse fragmento. 

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Q2382976 Português
Considere o Texto I e o Texto II sobre a agenda urbana.

Texto I
O modelo de desenvolvimento urbano atual tem promovido a mercantilização da cidade que privilegia os grupos financeiros e de investidores em detrimento dos interesses e das necessidades da maioria da população urbana. Os efeitos do padrão de urbanização, tais como a privatização dos espaços públicos e dos serviços básicos, a segregação urbana, a precarização dos bairros da população pobre, o aumento dos assentamentos informais, a utilização de investimentos públicos para promover projetos de infraestrutura que atendem aos interesses econômicos dos negócios imobiliários, apontam que novos caminhos de vida e desenvolvimento nas cidades precisam ser adotados na nova agenda urbana. Por essa razão, a nova agenda urbana deve abraçar uma mudança no padrão predominante, a fim de aumentar a equidade, a inclusão social, a participação política e dar uma vida digna para a população urbana.
SAULE JR., N. O direito à cidade como centro da nova agenda urbana. In: IPEA. Boletim Regional, Urbano e Ambiental. Brasília, DF: Ipea, n. 15, jul.-dez. 2016, p. 73. Adaptado.

Texto II
No contexto específico das áreas centrais das cidades, ao renovar o conjunto da vizinhança e concretizar uma demanda que anteriormente estava reprimida, os novos usos e/ou os novos moradores substituem os moradores anteriores. Para esses antigos moradores valerá mais a pena vender seus imóveis e realizar o lucro com a valorização do bairro, e morar em outra vizinhança que lhes atendam as preferências por amenidades urbanas. Parte do lucro da venda do imóvel valorizado é utilizado na compra de imóvel de menor valor, parte utilizada em outras compras, ou poupança. Ambos os movimentos são mais valorizados pelo antigo morador do que permanecer no centro e usufruir das amenidades urbanas do centro renovado. No caso de moradores de aluguel, a situação é mais precária, pois não conseguirão arcar com os custos dos aluguéis mais altos e não se beneficiarão em nada com a valorização do imóvel.

NADALIN, V. Revitalização das áreas centrais nas cidades brasileiras por meio da mobilização de investimentos privados. Brasília, DF: Ipea, mar. 2023 (Textos para Discussão, n. 2862). Adaptado.

Considerando-se os efeitos do padrão de urbanização, na comparação entre os Textos I e II, conclui-se que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382568 Português

Texto para a questão.


Resquícios de satélites na estratosfera



Uma equipe da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) dos Estados Unidos usou um avião de pesquisa, com um funil especial, para coletar partículas¹ em suspensão, chamadas aerossóis, na estratosfera, a segunda camada da atmosfera que se estende até 50 quilômetros acima da superfície. O objetivo era encontrar partículas de rochas que queimam ao entrar na atmosfera, mas o avião registrou elementos químicos metálicos que não poderiam ser explicados por processos naturais. [Os altos níveis de nióbio, háfnio, alumínio, cobre, lítio, prata, ferro, chumbo, magnésio, titânio, berílio, cromo, níquel² e zinco] foram associados à reentrada de satélites³ artificiais e foguetes na atmosfera terrestre. Quando voltam à Terra, os veículos produzem vapores metálicos que se condensam em aerossóis. Nesse levantamento, 10% das partículas de ácido sulfúrico da estratosfera com o mínimo de 120 nanômetros4 de diâmetro continham pelo menos um entre os 20 elementos químicos provenientes da reentrada de satélites, já que a quantidade desses metais excedia a que chega com a poeira cósmica. A situação, de consequências incertas, pode se intensificar, porque há 9 mil satélites de órbita5 terrestre baixa em operação e outros 50 mil devem ser colocados em órbita até 2030 (PNAS, 16 de outubro).


RESQUÍCIOS de satélites na estratosfera. Pesquisa Fapesp, dezembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/resquicios-de-satelites-naestratosfera/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

De acordo com esse texto, 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382567 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Qual dos trechos a seguir NÃO representa, no texto base, a manifestação de uma intertextualidade explícita? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382565 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

O trecho sublinhado no período “Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades.” confere a esse período um sentido de 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382562 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

A fim de introduzir o tema do texto, os dois primeiros parágrafos se valem de qual função da linguagem? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382561 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Observando-se todos os dados percentuais apresentados no texto, NÃO é possível pressupor que, no Brasil, 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382560 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Analisando-se as características de estruturação e de conteúdo desse texto, é possível afirmar que ele é um exemplar de qual gênero textual escrito? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Artes | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicopedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ciências | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Física | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Ensino Religioso | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Especial AEE | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Geografia | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - História | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Libras | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Inglesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Professor de Educação Básica - Matemática |
Q2382559 Português

Leia o texto para responder à questão.



Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?



Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa


Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023       



            O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades. 


            No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes. 


            Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.



Analisando um extrato do mercado 



            Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância. 


[...] 


        Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.



Média salarial, a grande quebra de paradigma 



            Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio. 


            No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade. 


            No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.



Onde estão as mulheres? 



            Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que 


• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.


• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.


• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.


• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio. 


            Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…



Não é só uma questão de homens e mulheres 



            Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco. 


            Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):


• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.


• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.


• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas. 


            Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa. 


            Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.


Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.



ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?  Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado. 

Na subseção “Analisando um extrato do mercado”, os conectivos que iniciam os dois parágrafos apresentados são idênticos. Caso a autora quisesse substituir um deles por outro de mesmo sentido, o mais apropriado ao contexto (que receberia as modificações sintáticas necessárias) seria 
Alternativas
Respostas
26081: D
26082: A
26083: C
26084: A
26085: A
26086: B
26087: C
26088: E
26089: E
26090: B
26091: E
26092: B
26093: A
26094: D
26095: E
26096: B
26097: E
26098: B
26099: B
26100: C