Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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I. Material próprio para costurar ou bordar tecidos. II. Os vários atacantes de um time de futebol. III. Os trilhos de um trem ou bonde. IV. Uma certa conduta de um indivíduo, postura.
Quais estão corretos?
( ) A polissemia é um fato da língua.
( ) A polissemia é o fato de haver uma só forma (significante) com mais de um significado unitário pertencente a campos semânticos diferentes.
( ) A polissemia é um conjunto de significados, cada um unitário, relacionados com uma mesma forma.
( ) Não se pode ver polissemia como “significados imprecisos e indeterminados”, porque cada um desses significados é preciso e determinado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise os fragmentos de textos a seguir:
“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores”.
(Dias, Gonçalves. Canção do Exílio.)
“Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos”.
(Mendes, Murilo. Canção do Exílio.)
A essa citação de um texto por outro, a esse diálogo entre textos, à luz do que ensinam Platão e Fiorin, denomina-se intertextualidade. Em relação aos dois textos, analise as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O texto de Murilo Mendes é uma paródia, visto que inverte, contesta e deforma alguns dos sentidos do texto de Gonçalves Dias, polemizando com ele.
( ) O texto de Murilo Mendes é uma paráfrase, visto que reafirma alguns dos sentidos do texto de Gonçalves Dias.
( ) O texto de Murilo Mendes é uma mera cópia do texto de Gonçalves Dias, visto que apenas altera o vocabulário.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Uma estrutura superficial, onde afloram os significados mais concretos e diversificados. É nesse nível que se instalam no texto o narrador, os personagens, os cenários, o tempo e as ações concretas.
II. Uma estrutura intermediária, onde se definem basicamente os valores com que os diferentes sujeitos entram em acordo ou desacordo.
III. Uma estrutura profunda, onde ocorrem os significados mais abstratos e mais simples. É nesse nível que se podem postular dois significados abstratos que se opõem entre si e garantem a unidade do texto inteiro.
Quais estão corretos?
I. Se o narrador, por exemplo, conta os fatos no passado, pode produzir um efeito de subjetividade.
II. Se os fatos são narrados no presente, pode haver um efeito de sentido de subjetividade, porque o narrador está envolvido com o que acontece.
III. O uso dos três tempos fundamentais – o presente, o pretérito e o futuro – fazem referência exclusivamente ao momento da produção do texto.
Quais estão corretas?
( ) Antífrase ou ironia é utilizado quando se afirma alguma coisa que na verdade se quer negar.
( ) Lítotes, quando se diz alguma coisa e, ao mesmo tempo, nega-se explicitamente que se pretenda dizê-la, ou seja, nega-se claramente que se queira dizer o que se disse, simula-se não querer dizer o que, no entanto, se disse claramente.
( ) Preterição, quando se diz menos para significar mais; ou seja, quando se nega alguma coisa de sentido positivo para afirmar o contrário, com sentido negativo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. As variantes faladas nos estados do Nordeste são diferentes daquelas faladas nos estados do Sul; no interior dessas regiões geográficas, podem também ser observadas diferenças entre os estados e mesmo entre regiões e cidades dos estados.
II. As variações de estilo ou registros linguísticos são as denominações comumente dadas aos diferentes graus de formalidade determinados pelos contextos de uso da língua.
III. A gíria, ao mesmo tempo que contribui para definir a identidade do grupo que a utiliza, funciona como um meio de exclusão dos indivíduos externos a esse grupo.
Quais estão corretas?
( ) Variedade linguística é cada um dos sistemas em que uma língua se diversifica, em função das possibilidades de variação de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe).
( ) Norma culta ou padrão é a denominação dada à variedade linguística dos membros da classe social envolvida com fenômenos econômico-financeiros no âmbito da comunidade rural.
( ) Preconceito linguístico está relacionado ao aspecto pejorativo atribuído às produções escritas elaboradas por falantes da Língua Portuguesa no ambiente profissional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Universal ou do falar cotidiano, já que se apresenta como prática de grupo, isto é, em que os seres que constituem o grupo se valem do mesmo código. É a referência ao plano do falar específico; não fazendo referência a uma língua específica, mas à capacidade de falar.
II. Sociológico ou da língua relativa a um grupo, já que, ao falar, o homem o faz mediante o uso de qualquer língua, independentemente do contexto e da necessidade, visando ao processo de comunicação.
III. Individual, já que é sempre um indivíduo que fala, mediante uma língua determinada, e o faz cada vez segundo uma circunstância determinada. A atividade de falar de um indivíduo segundo a conveniência de uma circunstância determinada chama-se discurso.
Quais estão corretos?
I. Criatividade. II. Materialidade. III. Semanticidade. IV. Alteridade. V. Historicidade.
Quais estão corretas?
I. A linguagem ideal seria aquela em que cada palavra (significante) designasse ou apontasse apenas uma coisa, correspondesse a uma só ideia ou conceito, tivesse um só sentido significado.
II. As palavras são, por natureza, enganosas, porque polissêmicas ou plurivalentes. Muitas constituem mesmo uma espécie de constelação semântica.
III. Isoladas, as palavras têm significados claros, objetivos e precisos. Por si só, as palavras têm significado; a construção do significado independe do contexto.
Quais estão corretas
Pronominais
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Pronominais
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
I- Possui versos livres na sua composição.
II- Pertence à escola literária modernista cujo início se deu no ano de 1922.
III- Segue a linha de produção que privilegia a estrutura poética clássica e tradicional do Soneto.
De acordo com o contexto literário de onde foi retirada a poesia em análise no texto III, pode-se afirmar que se encontra correto o que se diz
TEXTO II
O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grande, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painel, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
/.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
/.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Legado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.

