Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 98.217 questões

Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575743 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma crônica para responder à questão.

Aconteceu na Suécia

O sorriso é, geralmente, muito bem aceito em sociedade. A menos quando não há razão para estar alegre, e a pessoa abre um meio sorriso, sardônico, voltairiano. Esse sorriso da inteligência, marca dos espíritos privilegiados, às vezes ofende; quase sempre inquieta.

Já o riso é a explosão do sorriso. O sistema nervoso central se descontrola, e o corpo inteiro se sacode, os pulmões expelem todo o ar de que dispõem, as lágrimas se aproximam das pálpebras. Certas situações, ou às vezes uma simples frase, ou então uma lembrança antiga que aflora de repente à consciência, são capazes de provocar um riso de tal forma [...] que sua manifestação é a gargalhada.

Aqui, entramos no terreno da repressão. Não se pode rir às gargalhadas em todas as ocasiões. Num velório, por exemplo [...]. Na igreja também é melhor não rir; idem diante do juiz ou do delegado de polícia; no ônibus, se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou livro, cuidado com a gargalhada solitária, vão pensar que há um passageiro lunático.

OLIVEIRA, José Carlos. Disponível em: https://contobrasileiro.com. br/aconteceu-na-suecia-cronica-de-jose-carlos-oliveira/. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento]
Em “se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou livro”, a palavra destacada poderia ser substituída, sem perda de sentido, por
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575741 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma crônica para responder à questão.

Aconteceu na Suécia

O sorriso é, geralmente, muito bem aceito em sociedade. A menos quando não há razão para estar alegre, e a pessoa abre um meio sorriso, sardônico, voltairiano. Esse sorriso da inteligência, marca dos espíritos privilegiados, às vezes ofende; quase sempre inquieta.

Já o riso é a explosão do sorriso. O sistema nervoso central se descontrola, e o corpo inteiro se sacode, os pulmões expelem todo o ar de que dispõem, as lágrimas se aproximam das pálpebras. Certas situações, ou às vezes uma simples frase, ou então uma lembrança antiga que aflora de repente à consciência, são capazes de provocar um riso de tal forma [...] que sua manifestação é a gargalhada.

Aqui, entramos no terreno da repressão. Não se pode rir às gargalhadas em todas as ocasiões. Num velório, por exemplo [...]. Na igreja também é melhor não rir; idem diante do juiz ou do delegado de polícia; no ônibus, se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou livro, cuidado com a gargalhada solitária, vão pensar que há um passageiro lunático.

OLIVEIRA, José Carlos. Disponível em: https://contobrasileiro.com. br/aconteceu-na-suecia-cronica-de-jose-carlos-oliveira/. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento]
Na crônica, a distinção feita pelo autor entre “sorriso”, “riso” e “gargalhada” tem como objetivo
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Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575740 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma crônica para responder à questão.

Aconteceu na Suécia

O sorriso é, geralmente, muito bem aceito em sociedade. A menos quando não há razão para estar alegre, e a pessoa abre um meio sorriso, sardônico, voltairiano. Esse sorriso da inteligência, marca dos espíritos privilegiados, às vezes ofende; quase sempre inquieta.

Já o riso é a explosão do sorriso. O sistema nervoso central se descontrola, e o corpo inteiro se sacode, os pulmões expelem todo o ar de que dispõem, as lágrimas se aproximam das pálpebras. Certas situações, ou às vezes uma simples frase, ou então uma lembrança antiga que aflora de repente à consciência, são capazes de provocar um riso de tal forma [...] que sua manifestação é a gargalhada.

Aqui, entramos no terreno da repressão. Não se pode rir às gargalhadas em todas as ocasiões. Num velório, por exemplo [...]. Na igreja também é melhor não rir; idem diante do juiz ou do delegado de polícia; no ônibus, se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou livro, cuidado com a gargalhada solitária, vão pensar que há um passageiro lunático.

OLIVEIRA, José Carlos. Disponível em: https://contobrasileiro.com. br/aconteceu-na-suecia-cronica-de-jose-carlos-oliveira/. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento]
Qual é a principal diferença entre “sorriso” e “gargalhada”, conforme exposto pelo cronista?
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Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575738 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição. Quantas vezes você se encontra nesse ciclo interminável de autocrítica e de reavaliação constante? Quantas vezes se pega refletindo sobre cada detalhe, cada mínimo deslize, cada imperfeição?

Você se identifica com essas características? Se sim, saiba que não está sozinho. Muitos compartilham desse traço de personalidade, às vezes moldado desde a infância por expectativas irreais ou padrões inatingíveis impostos por pais, professores ou mesmo pela sociedade.

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) fez uma pesquisa e perguntou: “Você é perfeccionista?”. Como resposta, 43,95% dos quase 50 mil entrevistados apontaram que fazem de tudo para concluir tarefas sem nenhum erro. Um levantamento semelhante foi feito pela Fundação Getúlio Vargas, e 73% dos profissionais brasileiros relataram ter traços perfeccionistas.

No entanto, o perfeccionismo, apesar de muitas vezes ser visto como uma qualidade, pode ser um poderoso sabotador, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Estudos alertam para os perigos do perfeccionismo, associando-o a um maior risco de desenvolver depressão e ansiedade, especialmente entre aqueles que são autocríticos. Quando uma pessoa se torna refém desse padrão elevado e irrealista, acaba se distanciando dela mesma e de seus objetivos. Deixa de agir, de arriscar, de se permitir falhar e aprender com os próprios erros.

MORAES, Thereza Cristina. Quais são os problemas que o perfeccionismo causa? Hoje em Dia. Opinião. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/quais-s-o-osproblemas-que-o-perfeccionismo-causa-1.1011271. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento adaptado] 
A apresentação de perguntas nos dois primeiros parágrafos do texto funciona como estratégia para
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Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575737 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição. Quantas vezes você se encontra nesse ciclo interminável de autocrítica e de reavaliação constante? Quantas vezes se pega refletindo sobre cada detalhe, cada mínimo deslize, cada imperfeição?

Você se identifica com essas características? Se sim, saiba que não está sozinho. Muitos compartilham desse traço de personalidade, às vezes moldado desde a infância por expectativas irreais ou padrões inatingíveis impostos por pais, professores ou mesmo pela sociedade.

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) fez uma pesquisa e perguntou: “Você é perfeccionista?”. Como resposta, 43,95% dos quase 50 mil entrevistados apontaram que fazem de tudo para concluir tarefas sem nenhum erro. Um levantamento semelhante foi feito pela Fundação Getúlio Vargas, e 73% dos profissionais brasileiros relataram ter traços perfeccionistas.

No entanto, o perfeccionismo, apesar de muitas vezes ser visto como uma qualidade, pode ser um poderoso sabotador, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Estudos alertam para os perigos do perfeccionismo, associando-o a um maior risco de desenvolver depressão e ansiedade, especialmente entre aqueles que são autocríticos. Quando uma pessoa se torna refém desse padrão elevado e irrealista, acaba se distanciando dela mesma e de seus objetivos. Deixa de agir, de arriscar, de se permitir falhar e aprender com os próprios erros.

MORAES, Thereza Cristina. Quais são os problemas que o perfeccionismo causa? Hoje em Dia. Opinião. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/quais-s-o-osproblemas-que-o-perfeccionismo-causa-1.1011271. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento adaptado] 
Releia o trecho a seguir:

“No entanto, o perfeccionismo, apesar de muitas vezes ser visto como uma qualidade, pode ser um poderoso sabotador, tanto na vida pessoal quanto na profissional.”

A expressão destacada no trecho apresentado indica que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575736 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição. Quantas vezes você se encontra nesse ciclo interminável de autocrítica e de reavaliação constante? Quantas vezes se pega refletindo sobre cada detalhe, cada mínimo deslize, cada imperfeição?

Você se identifica com essas características? Se sim, saiba que não está sozinho. Muitos compartilham desse traço de personalidade, às vezes moldado desde a infância por expectativas irreais ou padrões inatingíveis impostos por pais, professores ou mesmo pela sociedade.

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) fez uma pesquisa e perguntou: “Você é perfeccionista?”. Como resposta, 43,95% dos quase 50 mil entrevistados apontaram que fazem de tudo para concluir tarefas sem nenhum erro. Um levantamento semelhante foi feito pela Fundação Getúlio Vargas, e 73% dos profissionais brasileiros relataram ter traços perfeccionistas.

No entanto, o perfeccionismo, apesar de muitas vezes ser visto como uma qualidade, pode ser um poderoso sabotador, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Estudos alertam para os perigos do perfeccionismo, associando-o a um maior risco de desenvolver depressão e ansiedade, especialmente entre aqueles que são autocríticos. Quando uma pessoa se torna refém desse padrão elevado e irrealista, acaba se distanciando dela mesma e de seus objetivos. Deixa de agir, de arriscar, de se permitir falhar e aprender com os próprios erros.

MORAES, Thereza Cristina. Quais são os problemas que o perfeccionismo causa? Hoje em Dia. Opinião. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/quais-s-o-osproblemas-que-o-perfeccionismo-causa-1.1011271. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento adaptado] 
No último parágrafo do texto, a autora apresenta um contraponto sobre a ideia de perfeccionismo, com a finalidade de
Alternativas
Q2575685 Português

Texto: O relógio


Eu tinha medo de dormir na casa do meu avô. Era um sobradão colonial enorme, longos corredores, escadarias, portas grossas e pesadas que rangiam, vidros coloridos nos caixilhos das janelas, pátios calçados com pedras antigas… De dia, tudo era luminoso. Mas quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Seu ritmo sem pressa não era coisa daquele tempo da minha insônia de menino. Vinha de muito longe. Tempo de musgos crescidos em paredes húmidas, de tábuas largas de assoalho que envelheciam, de ferrugem que aparecia nas chaves enormes e negras, da senzala abandonada, dos escravos que ensinaram para as crianças estórias de além-mar “dinguele-dingue que eu vou para Angola, dingueledingue que eu vou para Angola“ de grandes festas e grandes tristezas, nascimentos, casamentos, sepultamentos, de riqueza e decadência… O relógio batera aquelas horas – e se sofrera, não se podia dizer, porque ninguém jamais notara mudança alguma em sua indiferença pendular. Exceto quando a corda chegava ao fim e o seu carrilhão excessivamente lento se tomava num pedido de socorro: “Não quero morrer…“ Aí, aquele que tinha a missão de lhe dar corda – (pois este não era privilégio de qualquer um. Só podia tocar no coração do relógio aquele que já, por muito tempo, conhecesse os seus segredos) – subia numa cadeira e, de forma segura e contada, dava voltas na chave mágica. O tempo continuaria a fugir… Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande, memória do sobrado. E o meu medo era por isto: por sentir que o relógio, com seu pêndulo e carrilhão, me chamava para si e me incorporava naquela estória que eu não conhecia, mas só imaginava. Já havia visto alguns dos seus sinais imobilizados, fosse na própria magia do espaço da casa, fosse nos velhos álbuns de fotografia, homens solenes de colarinho engomado e bigode, famílias paradigmáticas, maridos assentados de pernas cruzadas, e fiéis esposas de pé, ao seu lado, mão docemente pousada no ombro do companheiro. Mas nada mais eram que fantasmas, desaparecidos no passado, deles, não se sabendo nem mesmo o nome. “Tempus fugit“. O relógio toca de novo. Mais um quarto de hora. Mais uma hora no quarto, sem dormir… Sentia que o relógio me chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou. Depois o sobradão pegou fogo. Ficaram os gigantescos barrotes de pau-bálsamo fumegando por mais de uma semana, enchendo o ar com seu perfume de tristeza. Salvaram-se algumas coisas. Entre elas, o relógio. Dali saiu para uma casa pequena. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.


Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“


Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre?


Correr para chegar, aonde?


Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.


O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“.


E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…


Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ 


Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria:


Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…


Rubem Alves

Considere o fragmento extraído do texto para responder a questão que se refere a correta compreensão de palavras:
“ Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão. O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“. E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões… 
A palavra sublinhada no excerto, pêndulo também possui o significado de:
Alternativas
Q2575684 Português

Texto: O relógio


Eu tinha medo de dormir na casa do meu avô. Era um sobradão colonial enorme, longos corredores, escadarias, portas grossas e pesadas que rangiam, vidros coloridos nos caixilhos das janelas, pátios calçados com pedras antigas… De dia, tudo era luminoso. Mas quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Seu ritmo sem pressa não era coisa daquele tempo da minha insônia de menino. Vinha de muito longe. Tempo de musgos crescidos em paredes húmidas, de tábuas largas de assoalho que envelheciam, de ferrugem que aparecia nas chaves enormes e negras, da senzala abandonada, dos escravos que ensinaram para as crianças estórias de além-mar “dinguele-dingue que eu vou para Angola, dingueledingue que eu vou para Angola“ de grandes festas e grandes tristezas, nascimentos, casamentos, sepultamentos, de riqueza e decadência… O relógio batera aquelas horas – e se sofrera, não se podia dizer, porque ninguém jamais notara mudança alguma em sua indiferença pendular. Exceto quando a corda chegava ao fim e o seu carrilhão excessivamente lento se tomava num pedido de socorro: “Não quero morrer…“ Aí, aquele que tinha a missão de lhe dar corda – (pois este não era privilégio de qualquer um. Só podia tocar no coração do relógio aquele que já, por muito tempo, conhecesse os seus segredos) – subia numa cadeira e, de forma segura e contada, dava voltas na chave mágica. O tempo continuaria a fugir… Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande, memória do sobrado. E o meu medo era por isto: por sentir que o relógio, com seu pêndulo e carrilhão, me chamava para si e me incorporava naquela estória que eu não conhecia, mas só imaginava. Já havia visto alguns dos seus sinais imobilizados, fosse na própria magia do espaço da casa, fosse nos velhos álbuns de fotografia, homens solenes de colarinho engomado e bigode, famílias paradigmáticas, maridos assentados de pernas cruzadas, e fiéis esposas de pé, ao seu lado, mão docemente pousada no ombro do companheiro. Mas nada mais eram que fantasmas, desaparecidos no passado, deles, não se sabendo nem mesmo o nome. “Tempus fugit“. O relógio toca de novo. Mais um quarto de hora. Mais uma hora no quarto, sem dormir… Sentia que o relógio me chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou. Depois o sobradão pegou fogo. Ficaram os gigantescos barrotes de pau-bálsamo fumegando por mais de uma semana, enchendo o ar com seu perfume de tristeza. Salvaram-se algumas coisas. Entre elas, o relógio. Dali saiu para uma casa pequena. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.


Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“


Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre?


Correr para chegar, aonde?


Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.


O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“.


E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…


Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ 


Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria:


Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…


Rubem Alves

Considere o fragmento extraído do texto para responder a questão que se refere a correta compreensão de palavras:
“ Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão. O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“. E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões… 
A expressão carrilhão tem a sua compreensão descrita na seguinte alternativa:
Alternativas
Q2575681 Português

Texto: O relógio


Eu tinha medo de dormir na casa do meu avô. Era um sobradão colonial enorme, longos corredores, escadarias, portas grossas e pesadas que rangiam, vidros coloridos nos caixilhos das janelas, pátios calçados com pedras antigas… De dia, tudo era luminoso. Mas quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Seu ritmo sem pressa não era coisa daquele tempo da minha insônia de menino. Vinha de muito longe. Tempo de musgos crescidos em paredes húmidas, de tábuas largas de assoalho que envelheciam, de ferrugem que aparecia nas chaves enormes e negras, da senzala abandonada, dos escravos que ensinaram para as crianças estórias de além-mar “dinguele-dingue que eu vou para Angola, dingueledingue que eu vou para Angola“ de grandes festas e grandes tristezas, nascimentos, casamentos, sepultamentos, de riqueza e decadência… O relógio batera aquelas horas – e se sofrera, não se podia dizer, porque ninguém jamais notara mudança alguma em sua indiferença pendular. Exceto quando a corda chegava ao fim e o seu carrilhão excessivamente lento se tomava num pedido de socorro: “Não quero morrer…“ Aí, aquele que tinha a missão de lhe dar corda – (pois este não era privilégio de qualquer um. Só podia tocar no coração do relógio aquele que já, por muito tempo, conhecesse os seus segredos) – subia numa cadeira e, de forma segura e contada, dava voltas na chave mágica. O tempo continuaria a fugir… Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande, memória do sobrado. E o meu medo era por isto: por sentir que o relógio, com seu pêndulo e carrilhão, me chamava para si e me incorporava naquela estória que eu não conhecia, mas só imaginava. Já havia visto alguns dos seus sinais imobilizados, fosse na própria magia do espaço da casa, fosse nos velhos álbuns de fotografia, homens solenes de colarinho engomado e bigode, famílias paradigmáticas, maridos assentados de pernas cruzadas, e fiéis esposas de pé, ao seu lado, mão docemente pousada no ombro do companheiro. Mas nada mais eram que fantasmas, desaparecidos no passado, deles, não se sabendo nem mesmo o nome. “Tempus fugit“. O relógio toca de novo. Mais um quarto de hora. Mais uma hora no quarto, sem dormir… Sentia que o relógio me chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou. Depois o sobradão pegou fogo. Ficaram os gigantescos barrotes de pau-bálsamo fumegando por mais de uma semana, enchendo o ar com seu perfume de tristeza. Salvaram-se algumas coisas. Entre elas, o relógio. Dali saiu para uma casa pequena. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.


Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“


Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre?


Correr para chegar, aonde?


Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.


O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“.


E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…


Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ 


Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria:


Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…


Rubem Alves

A respeito da compreensão textual abordada ao longo da trajetória do enredo, por meio do desencadeamento das ideias e evidências elencadas ao longo do texto, é CORRETO afirmar sobre o relógio que:
Alternativas
Q2575680 Português

Texto: O relógio


Eu tinha medo de dormir na casa do meu avô. Era um sobradão colonial enorme, longos corredores, escadarias, portas grossas e pesadas que rangiam, vidros coloridos nos caixilhos das janelas, pátios calçados com pedras antigas… De dia, tudo era luminoso. Mas quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Seu ritmo sem pressa não era coisa daquele tempo da minha insônia de menino. Vinha de muito longe. Tempo de musgos crescidos em paredes húmidas, de tábuas largas de assoalho que envelheciam, de ferrugem que aparecia nas chaves enormes e negras, da senzala abandonada, dos escravos que ensinaram para as crianças estórias de além-mar “dinguele-dingue que eu vou para Angola, dingueledingue que eu vou para Angola“ de grandes festas e grandes tristezas, nascimentos, casamentos, sepultamentos, de riqueza e decadência… O relógio batera aquelas horas – e se sofrera, não se podia dizer, porque ninguém jamais notara mudança alguma em sua indiferença pendular. Exceto quando a corda chegava ao fim e o seu carrilhão excessivamente lento se tomava num pedido de socorro: “Não quero morrer…“ Aí, aquele que tinha a missão de lhe dar corda – (pois este não era privilégio de qualquer um. Só podia tocar no coração do relógio aquele que já, por muito tempo, conhecesse os seus segredos) – subia numa cadeira e, de forma segura e contada, dava voltas na chave mágica. O tempo continuaria a fugir… Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande, memória do sobrado. E o meu medo era por isto: por sentir que o relógio, com seu pêndulo e carrilhão, me chamava para si e me incorporava naquela estória que eu não conhecia, mas só imaginava. Já havia visto alguns dos seus sinais imobilizados, fosse na própria magia do espaço da casa, fosse nos velhos álbuns de fotografia, homens solenes de colarinho engomado e bigode, famílias paradigmáticas, maridos assentados de pernas cruzadas, e fiéis esposas de pé, ao seu lado, mão docemente pousada no ombro do companheiro. Mas nada mais eram que fantasmas, desaparecidos no passado, deles, não se sabendo nem mesmo o nome. “Tempus fugit“. O relógio toca de novo. Mais um quarto de hora. Mais uma hora no quarto, sem dormir… Sentia que o relógio me chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou. Depois o sobradão pegou fogo. Ficaram os gigantescos barrotes de pau-bálsamo fumegando por mais de uma semana, enchendo o ar com seu perfume de tristeza. Salvaram-se algumas coisas. Entre elas, o relógio. Dali saiu para uma casa pequena. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.


Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“


Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre?


Correr para chegar, aonde?


Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.


O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“.


E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…


Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ 


Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria:


Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…


Rubem Alves

O texto “O relógio” apresenta traços da narrativa informal com apresentações de fatos cotidianos, geralmente com narrador-observador, do gênero textual descrito na alternativa: 
Alternativas
Q2575549 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A medicina é para os humanos

O grande médico e pintor português Abel Salazar, que viveu entre 1889 e 1946, dizia que “o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”. Sua afirmação quase centenária mostra‑se cada vez mais sólida e, arrisco dizer, mais apropriada para os tempos atuais do que para o contexto em que resolveu pronunciá‑la pela primeira vez.

Diferentemente do que existia naquele tempo, a medicina atual está bastante avançada, ainda que necessite seguir em permanente evolução. Mas ainda falta algo, uma sustância que não aparece nas práticas científicas e que não é exigida nas escolas de medicina. Falta amor.

Não me refiro ao amor fruto de um discurso piegas, romantizado. Tampouco motivada por uma falsa elegância ou marketing pessoal. Mas a verdade é que a ciência alcançou um ponto em que sobra medicina, mas que ainda carece de humanismo. Por mais desafiador que seja, o médico contemporâneo precisa dominar e aplicar habilidades como comunicação, compaixão e respeito. E esses valores devem coexistir à técnica, ao conhecimento médico. O foco não é sobre a doença nem sobre seu tratamento, mas sobre o bem‑estar do indivíduo que está diante dele.

VILLAÇA, Felipe. A medicina é para os humanos. Hoje em Dia. Opinião. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/ opiniao/a‑medicina‑e‑para‑os‑humanos‑1.1011790. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Sobre a falta de amor citada no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2575548 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A medicina é para os humanos

O grande médico e pintor português Abel Salazar, que viveu entre 1889 e 1946, dizia que “o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”. Sua afirmação quase centenária mostra‑se cada vez mais sólida e, arrisco dizer, mais apropriada para os tempos atuais do que para o contexto em que resolveu pronunciá‑la pela primeira vez.

Diferentemente do que existia naquele tempo, a medicina atual está bastante avançada, ainda que necessite seguir em permanente evolução. Mas ainda falta algo, uma sustância que não aparece nas práticas científicas e que não é exigida nas escolas de medicina. Falta amor.

Não me refiro ao amor fruto de um discurso piegas, romantizado. Tampouco motivada por uma falsa elegância ou marketing pessoal. Mas a verdade é que a ciência alcançou um ponto em que sobra medicina, mas que ainda carece de humanismo. Por mais desafiador que seja, o médico contemporâneo precisa dominar e aplicar habilidades como comunicação, compaixão e respeito. E esses valores devem coexistir à técnica, ao conhecimento médico. O foco não é sobre a doença nem sobre seu tratamento, mas sobre o bem‑estar do indivíduo que está diante dele.

VILLAÇA, Felipe. A medicina é para os humanos. Hoje em Dia. Opinião. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/ opiniao/a‑medicina‑e‑para‑os‑humanos‑1.1011790. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Ao longo do texto, o autor utiliza uma estratégia de contraste cujo objetivo é
Alternativas
Q2575547 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A medicina é para os humanos

O grande médico e pintor português Abel Salazar, que viveu entre 1889 e 1946, dizia que “o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”. Sua afirmação quase centenária mostra‑se cada vez mais sólida e, arrisco dizer, mais apropriada para os tempos atuais do que para o contexto em que resolveu pronunciá‑la pela primeira vez.

Diferentemente do que existia naquele tempo, a medicina atual está bastante avançada, ainda que necessite seguir em permanente evolução. Mas ainda falta algo, uma sustância que não aparece nas práticas científicas e que não é exigida nas escolas de medicina. Falta amor.

Não me refiro ao amor fruto de um discurso piegas, romantizado. Tampouco motivada por uma falsa elegância ou marketing pessoal. Mas a verdade é que a ciência alcançou um ponto em que sobra medicina, mas que ainda carece de humanismo. Por mais desafiador que seja, o médico contemporâneo precisa dominar e aplicar habilidades como comunicação, compaixão e respeito. E esses valores devem coexistir à técnica, ao conhecimento médico. O foco não é sobre a doença nem sobre seu tratamento, mas sobre o bem‑estar do indivíduo que está diante dele.

VILLAÇA, Felipe. A medicina é para os humanos. Hoje em Dia. Opinião. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/ opiniao/a‑medicina‑e‑para‑os‑humanos‑1.1011790. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Ao citar o médico e pintor português Abel Salazar, o autor do texto tem como finalidade
Alternativas
Q2575544 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma canção de Zeca Baleiro para responder à questão.

Bienal

Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta

Meu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neoexpressionista
Com pitadas de arte nouveau pós‑surrealista
Calcado da revalorização da natureza morta

BALEIRO, Zeca. Bienal. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ zeca‑baleiro/73692/. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento]
Tendo em vista o contexto apresentado na canção, a palavra “calcado”, no último verso, evidencia que
Alternativas
Q2575541 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Um homem de consciência

Chamava‑se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. [...]

Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada…

Ser delegado numa cidadinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, [...] que vai à capital falar com o Governo. Uma coisa colossal ser delegado [...]

LOBATO, Monteiro. Um homem de consciência. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/ um‑homem‑de‑consciencia‑conto‑de‑monteiro‑lobato/. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento]
Quanto à tipologia textual, o texto é predominantemente
Alternativas
Q2575540 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Um homem de consciência

Chamava‑se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. [...]

Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada…

Ser delegado numa cidadinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, [...] que vai à capital falar com o Governo. Uma coisa colossal ser delegado [...]

LOBATO, Monteiro. Um homem de consciência. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/ um‑homem‑de‑consciencia‑conto‑de‑monteiro‑lobato/. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento]
O trecho “Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio” revela que João Teodoro
Alternativas
Q2575352 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de um conto a seguir para responder à questão.

Itaoca é uma grande família com presunção de cidade, espremida entre montanhas, lá nos confins do Judas [...]. Tão isolada vive do resto do mundo que escapam à compreensão dos forasteiros muitas palavras e locuções de uso local, puros itaoquismos. Entre eles este, que seriamente impressionou um gramático em trânsito por ali: Maria, dá cá o pito!

LOBATO, Monteiro. O Pito do Reverendo. Disponível em: https:// contobrasileiro.com.br/o-pito-do-reverendo-conto-de-monteirolobato/. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento]
A expressão “lá nos confins do Judas”, usada no conto, indica que
Alternativas
Q2575351 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sem ajuda humanitária, não há humanidade

Do latim calamitas, a palavra calamidade pode ser entendida como um grande mal comum a muitos, um infortúnio público ou uma série de desgraças que vêm sobre alguém. Mas o que uma calamidade tem a nos ensinar? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1 a cada 45 pessoas que vivem no planeta precisam de ajuda humanitária.

Com causas diversas, incluindo desastres climáticos, doenças infecciosas e conflitos, o trabalho humanitário é imprescindível para ajudar coletivos em estado de vulnerabilidade social, aliviando e levando apoio e ajuda aos que precisam. Em âmbito global, temos como exemplo de atores de solidariedade os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha.

Além disso, são inúmeras as pessoas e empresas que financiam as ações por meio de doações financeiras, sendo que, a curto prazo, salvam vidas e, a longo, reestabelecem a segurança social e diluem a extrema pobreza. Por consequência, o objetivo da ajuda humanitária é justamente amenizar o sofrimento humano, integrando em sua logística o planejamento, suprimento, suporte, armazenamento e monitoramento em resposta a desastres.

É preciso pensar em políticas sociais que promovam constantemente a vida, gerando condições reais para a sobrevivência de toda a sociedade. [...]

CIRILO, Ailton. Sem ajuda humanitária, não há humanidade. Hoje em Dia. Opinião. 8 maio 2024. Disponível em: https://www. hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/sem-ajuda-humanitaria-n-o-hahumanidade-1.1012398. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Tendo em vista o contexto apresentado no artigo e a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2575349 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sem ajuda humanitária, não há humanidade

Do latim calamitas, a palavra calamidade pode ser entendida como um grande mal comum a muitos, um infortúnio público ou uma série de desgraças que vêm sobre alguém. Mas o que uma calamidade tem a nos ensinar? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1 a cada 45 pessoas que vivem no planeta precisam de ajuda humanitária.

Com causas diversas, incluindo desastres climáticos, doenças infecciosas e conflitos, o trabalho humanitário é imprescindível para ajudar coletivos em estado de vulnerabilidade social, aliviando e levando apoio e ajuda aos que precisam. Em âmbito global, temos como exemplo de atores de solidariedade os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha.

Além disso, são inúmeras as pessoas e empresas que financiam as ações por meio de doações financeiras, sendo que, a curto prazo, salvam vidas e, a longo, reestabelecem a segurança social e diluem a extrema pobreza. Por consequência, o objetivo da ajuda humanitária é justamente amenizar o sofrimento humano, integrando em sua logística o planejamento, suprimento, suporte, armazenamento e monitoramento em resposta a desastres.

É preciso pensar em políticas sociais que promovam constantemente a vida, gerando condições reais para a sobrevivência de toda a sociedade. [...]

CIRILO, Ailton. Sem ajuda humanitária, não há humanidade. Hoje em Dia. Opinião. 8 maio 2024. Disponível em: https://www. hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/sem-ajuda-humanitaria-n-o-hahumanidade-1.1012398. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento adaptado]
No contexto em que se encontram no terceiro parágrafo do texto, os vocábulos “diluem” e “amenizar” apresentam como antônimos, respectivamente,
Alternativas
Q2575348 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sem ajuda humanitária, não há humanidade

Do latim calamitas, a palavra calamidade pode ser entendida como um grande mal comum a muitos, um infortúnio público ou uma série de desgraças que vêm sobre alguém. Mas o que uma calamidade tem a nos ensinar? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1 a cada 45 pessoas que vivem no planeta precisam de ajuda humanitária.

Com causas diversas, incluindo desastres climáticos, doenças infecciosas e conflitos, o trabalho humanitário é imprescindível para ajudar coletivos em estado de vulnerabilidade social, aliviando e levando apoio e ajuda aos que precisam. Em âmbito global, temos como exemplo de atores de solidariedade os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha.

Além disso, são inúmeras as pessoas e empresas que financiam as ações por meio de doações financeiras, sendo que, a curto prazo, salvam vidas e, a longo, reestabelecem a segurança social e diluem a extrema pobreza. Por consequência, o objetivo da ajuda humanitária é justamente amenizar o sofrimento humano, integrando em sua logística o planejamento, suprimento, suporte, armazenamento e monitoramento em resposta a desastres.

É preciso pensar em políticas sociais que promovam constantemente a vida, gerando condições reais para a sobrevivência de toda a sociedade. [...]

CIRILO, Ailton. Sem ajuda humanitária, não há humanidade. Hoje em Dia. Opinião. 8 maio 2024. Disponível em: https://www. hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/sem-ajuda-humanitaria-n-o-hahumanidade-1.1012398. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento adaptado]

Releia este trecho:


“Além disso, são inúmeras as pessoas e empresas que financiam as ações por meio de doações financeiras.”


O pronome “que”, apresentado no trecho, tem como função

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Respostas
25181: C
25182: D
25183: A
25184: C
25185: B
25186: D
25187: A
25188: C
25189: A
25190: C
25191: D
25192: B
25193: C
25194: A
25195: C
25196: A
25197: A
25198: C
25199: D
25200: D