Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2464359 Português
MUDAS, MUDANÇAS E REFORMAS PROFUNDAS


           Na passagem de ano, desejamos vida nova e realizações. No mundo das aves, o ano novo ocorre antes, na primavera. Pouco antes do início da estação, as aves passam pela fase de muda de penas e ficam mais bonitas.
 
         Creio que podemos seguir o exemplo das aves em nosso ano novo, trocando nossas penas a começar pela “pena de mim”, sentimento que todos temos quando nos sentimos injustiçados ou preteridos, ou quando acreditamos que o que fazemos não tem importância.

         Quase sempre trabalhamos buscando o sustento sem nos darmos conta que a nossa labuta também contribui para a coletividade. Da mesma forma que um beija-flor ao se alimentar do néctar das flores não percebe que ajuda as plantas a se reproduzir.

       Quantas vezes nos infligimos penas, punições às quais acreditamos estar condenados por não nos julgarmos merecedores de uma vida melhor, ou ainda por sermos influenciados por tantas notícias negativas. Acreditar nisso é uma pena severa demais que podemos e devemos trocar.

          Penso que também podemos visitar o nosso interior, o profundo de nossos corações. Lá dentro vamos encontrar outros sentimentos de pena, mágoas, desgostos e tristezas que também podemos trocar. Sejamos como as aves capazes de sacudir as penas e recomeçar sem rancores.

            Com a pena em punho, escrevemos o livro de nossas vidas e temos o direito de escolher escrever a verdade ou rascunhar a mentira. Basta largar o que não serve, o que atrapalha, o que não precisa ser carregado.

            Nós observadores de aves, admiramos o voo, mas só conseguimos voar quando sonhamos e, para sonhar, precisamos estar leves. Ao voar em um sonho, os riscos são maiores, mas basta mudar a direção do voo e escolher um outro rumo diante do amplo horizonte.

           Se você trocar as suas penas vai se sentir não só mais leve, mas também mais alegre, com mais entusiasmo em viver e, por que não dizer, em servir. Assim como as aves, você terá criado, ou melhor, terá encontrado um novo ser, o verdadeiro ser. Só assim o ano novo será de fato, novo. E tenha a certeza, vale a pena. 



Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-dagente/especiais/noticia/2016/12/cronica-de-ano-novo-fala-sobreimportancia-da-renovacao-da-vida.html
pela fase de muda de penas (1º parágrafo) a começar pela “pena de mim” (2º parágrafo) é uma pena severa demais (4º parágrafo) Com a pena em punho (6º parágrafo) vale a pena (último parágrafo)


Conforme o contexto em que foi empregada, uma mesma palavra pode apresentar diferentes significados. É o que ocorre com a palavra “pena” nos segmentos retirados do texto. A essa propriedade, damos o nome de: 
Alternativas
Q2464358 Português
MUDAS, MUDANÇAS E REFORMAS PROFUNDAS


           Na passagem de ano, desejamos vida nova e realizações. No mundo das aves, o ano novo ocorre antes, na primavera. Pouco antes do início da estação, as aves passam pela fase de muda de penas e ficam mais bonitas.
 
         Creio que podemos seguir o exemplo das aves em nosso ano novo, trocando nossas penas a começar pela “pena de mim”, sentimento que todos temos quando nos sentimos injustiçados ou preteridos, ou quando acreditamos que o que fazemos não tem importância.

         Quase sempre trabalhamos buscando o sustento sem nos darmos conta que a nossa labuta também contribui para a coletividade. Da mesma forma que um beija-flor ao se alimentar do néctar das flores não percebe que ajuda as plantas a se reproduzir.

       Quantas vezes nos infligimos penas, punições às quais acreditamos estar condenados por não nos julgarmos merecedores de uma vida melhor, ou ainda por sermos influenciados por tantas notícias negativas. Acreditar nisso é uma pena severa demais que podemos e devemos trocar.

          Penso que também podemos visitar o nosso interior, o profundo de nossos corações. Lá dentro vamos encontrar outros sentimentos de pena, mágoas, desgostos e tristezas que também podemos trocar. Sejamos como as aves capazes de sacudir as penas e recomeçar sem rancores.

            Com a pena em punho, escrevemos o livro de nossas vidas e temos o direito de escolher escrever a verdade ou rascunhar a mentira. Basta largar o que não serve, o que atrapalha, o que não precisa ser carregado.

            Nós observadores de aves, admiramos o voo, mas só conseguimos voar quando sonhamos e, para sonhar, precisamos estar leves. Ao voar em um sonho, os riscos são maiores, mas basta mudar a direção do voo e escolher um outro rumo diante do amplo horizonte.

           Se você trocar as suas penas vai se sentir não só mais leve, mas também mais alegre, com mais entusiasmo em viver e, por que não dizer, em servir. Assim como as aves, você terá criado, ou melhor, terá encontrado um novo ser, o verdadeiro ser. Só assim o ano novo será de fato, novo. E tenha a certeza, vale a pena. 



Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-dagente/especiais/noticia/2016/12/cronica-de-ano-novo-fala-sobreimportancia-da-renovacao-da-vida.html
Após leitura atenta do texto, é possível afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q2464357 Português
MUDAS, MUDANÇAS E REFORMAS PROFUNDAS


           Na passagem de ano, desejamos vida nova e realizações. No mundo das aves, o ano novo ocorre antes, na primavera. Pouco antes do início da estação, as aves passam pela fase de muda de penas e ficam mais bonitas.
 
         Creio que podemos seguir o exemplo das aves em nosso ano novo, trocando nossas penas a começar pela “pena de mim”, sentimento que todos temos quando nos sentimos injustiçados ou preteridos, ou quando acreditamos que o que fazemos não tem importância.

         Quase sempre trabalhamos buscando o sustento sem nos darmos conta que a nossa labuta também contribui para a coletividade. Da mesma forma que um beija-flor ao se alimentar do néctar das flores não percebe que ajuda as plantas a se reproduzir.

       Quantas vezes nos infligimos penas, punições às quais acreditamos estar condenados por não nos julgarmos merecedores de uma vida melhor, ou ainda por sermos influenciados por tantas notícias negativas. Acreditar nisso é uma pena severa demais que podemos e devemos trocar.

          Penso que também podemos visitar o nosso interior, o profundo de nossos corações. Lá dentro vamos encontrar outros sentimentos de pena, mágoas, desgostos e tristezas que também podemos trocar. Sejamos como as aves capazes de sacudir as penas e recomeçar sem rancores.

            Com a pena em punho, escrevemos o livro de nossas vidas e temos o direito de escolher escrever a verdade ou rascunhar a mentira. Basta largar o que não serve, o que atrapalha, o que não precisa ser carregado.

            Nós observadores de aves, admiramos o voo, mas só conseguimos voar quando sonhamos e, para sonhar, precisamos estar leves. Ao voar em um sonho, os riscos são maiores, mas basta mudar a direção do voo e escolher um outro rumo diante do amplo horizonte.

           Se você trocar as suas penas vai se sentir não só mais leve, mas também mais alegre, com mais entusiasmo em viver e, por que não dizer, em servir. Assim como as aves, você terá criado, ou melhor, terá encontrado um novo ser, o verdadeiro ser. Só assim o ano novo será de fato, novo. E tenha a certeza, vale a pena. 



Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-dagente/especiais/noticia/2016/12/cronica-de-ano-novo-fala-sobreimportancia-da-renovacao-da-vida.html
Conforme suas características em relação a um contexto, incluindo sua intenção comunicativa, entre outras particularidades, os textos podem ser classificados em variados gêneros. Com base em suas especificidades, a qual gênero pertence o texto “Mudas, Mudanças e Reformas Profundas”? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Analista de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Arquiteto | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Meio Ambiente | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Obras | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Posturas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Transportes | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal Sanitário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Bibliotecário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Biólogo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrimensor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrônomo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Minas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Trânsito e Tráfego | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Florestal |
Q2464246 Português

Texto CB2A1


        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo.

        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

        — Não é ninguém, é o padeiro!

        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”

        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...

        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

         E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. O padeiro (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o item que se segue.


No sexto parágrafo, o narrador se compara ao padeiro com base na ideia de que ambos exercem profissões pouco valorizadas.

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Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Analista de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Arquiteto | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Meio Ambiente | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Obras | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Posturas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Transportes | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal Sanitário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Bibliotecário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Biólogo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrimensor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrônomo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Minas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Trânsito e Tráfego | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Florestal |
Q2464245 Português

Texto CB2A1


        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo.

        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

        — Não é ninguém, é o padeiro!

        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”

        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...

        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

         E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. O padeiro (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o item que se segue.


O texto apresenta um viés reflexivo a respeito do fato de o padeiro ser chamado de “ninguém” e de ele aceitar essa condição, apesar de realizar um trabalho importante para a sociedade.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Analista de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Arquiteto | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Meio Ambiente | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Obras | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Posturas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Transportes | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal Sanitário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Bibliotecário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Biólogo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrimensor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrônomo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Minas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Trânsito e Tráfego | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Florestal |
Q2464244 Português

Texto CB2A1


        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo.

        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

        — Não é ninguém, é o padeiro!

        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”

        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...

        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

         E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. O padeiro (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o item que se segue.


O texto, que é predominantemente narrativo e desenvolvido com base em um fato do cotidiano do narrador, caracteriza-se como uma crônica.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Analista de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Arquiteto | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Meio Ambiente | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Obras | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Posturas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Transportes | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal Sanitário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Bibliotecário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Biólogo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrimensor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrônomo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Minas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Trânsito e Tráfego | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Florestal |
Q2464243 Português

Texto CB2A1


        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo.

        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

        — Não é ninguém, é o padeiro!

        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”

        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...

        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

         E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. O padeiro (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o item que se segue.


Estariam mantidos os sentidos do segundo período do primeiro parágrafo caso se deslocasse o termo “alguma” para imediatamente depois de “coisa”.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Analista de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Arquiteto | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Defesa do Consumidor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Meio Ambiente | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Obras | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Posturas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal de Transportes | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Auditor Fiscal Sanitário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Bibliotecário | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Biólogo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrimensor | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Agrônomo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Minas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro de Trânsito e Tráfego | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2024 - Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES - Engenheiro Florestal |
Q2464242 Português

Texto CB2A1


        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo.

        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

        — Não é ninguém, é o padeiro!

        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”

        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...

        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque, no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”

         E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. O padeiro (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o item que se segue.


Infere-se do primeiro período do texto, pela sequência das ações enumeradas, um único sentido para a palavra “abluções”: o de orações.

Alternativas
Q2464017 Português

Texto 04 para a questão.


Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.

Prefiro a loucura à realidade e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.

Eu, (..........), sou assim.

Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha e traça o contorno que ela mesma há de romper.

A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.

Desculpem, mas preciso lhes dizer: EU quero o delírio.

(Lya Luft)

Observe o fragmento de texto abaixo:

Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.

Se esse fragmento fosse escrito na 1ª pessoa do plural, mantendo-se os verbos no tempo do texto original, estaria CORRETO o que se indica na alternativa 
Alternativas
Q2464016 Português

Texto 04 para a questão.


Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.

Prefiro a loucura à realidade e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.

Eu, (..........), sou assim.

Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha e traça o contorno que ela mesma há de romper.

A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.

Desculpem, mas preciso lhes dizer: EU quero o delírio.

(Lya Luft)

De acordo com o texto, percebe-se que a personagem do texto 


Alternativas
Q2464008 Português
Texto 03 para a questão.

Garantir a segurança escolar é um dos grandes desafios das instituições de ensino de todo o planeta. Infelizmente, todos os anos, a sociedade é impactada por notícias de ataques a colégios, entre outras questões delicadas. Diante de tantos fatos, o receio deixa pais, alunos, professores e demais profissionais da educação em estado de alerta.
O bem-estar de crianças e adolescentes em sala de aula depende da segurança no ambiente escolar. A adoção de medidas preventivas nas mais variadas esferas também deixa os pais e responsáveis bastante tranquilos. Enfim, todas essas iniciativas são essenciais para assegurar o êxito da relação ensino e aprendizagem.
Vale a pena lembrar que a segurança escolar vai muito além de evitar a violência e o acesso de pessoas estranhas ao local de ensino. Ela deve ser vista como sinônimo de acolhimento e de liberdade nesse espaço com o objetivo de permitir um desenvolvimento saudável a todos os estudantes.
A escola é peça-chave na formação de meninos e meninas. Trata-se do local em que passam a maior parte do dia em diferentes fases da vida, tornando-se também o ambiente em que ocorrem as primeiras experiências de socialização de muitos deles.

https://www.google.com/search?q=textos+sobre+seguran%C3%A7a+nas+escolas&sca_esv= Acesso em 19 de janeiro de 2024.

Após a leitura do texto 03, conclui-se que 


Alternativas
Q2464005 Português

Texto 01 para a questão.


Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.

(Augusto Cury)

Observe o fragmento de texto abaixo:



“Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida...”



Se o termo “defeitos” for substituído por “virtudes” e o termo “pérolas” por “talentos”, mantendo-se o verbo nos tempos verbais do texto original, está CORRETO o que se indica na alternativa 

Alternativas
Q2464003 Português

Texto 01 para a questão.


Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.

(Augusto Cury)

Em: “Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas...”, Augusto Cury


Alternativas
Q2464002 Português

Texto 01 para a questão.


Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.

(Augusto Cury)

De acordo com o texto 01, 
Alternativas
Q2463791 Português

Texto para o item.


Por que cientistas estão congelando animais de espécies ameaçadas



 Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


A forma verbal “É” (linha 26) poderia ser substituída por “Trata‑se de”, sem prejuízo ao sentido original do texto.

Alternativas
Q2463606 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
A conclusão do texto quanto à cultura do cancelamento, no texto, é:
Alternativas
Q2463605 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
O texto cita a autocensura generalizada, consequência da cultura do cancelamento, de forma que não poderíamos afirmar corretamente que esta consequência:
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Q2463604 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
Em relação ao pensamento atribuído, pelo texto, ao filósofo Jürgen Habermas, teríamos que a cultura do cancelamento:
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Q2463603 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
Dentre as causas que geraram a cultura do cancelamento, segundo o texto, podemos destacar todas as seguintes, EXCETO:
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Q2463602 Português
O QUE É CULTURA DO CANCELAMENTO?

    A cultura do cancelamento é a prática de organizar um boicote generalizado contra uma pessoa, geralmente uma figura pública, devido a comportamentos ou declarações ofensivas, injustificadas ou moralmente condenáveis.
    O cancelamento ocorre por meio de intensas campanhas nas redes sociais, podendo assumir a forma de um linchamento virtual. O alvo dos canceladores pode ser levado ao repúdio público e perder trabalho, seguidores e patrocínios. O ostracismo virtual almejado pelo cancelamento também pode ser dirigido contra empresas, filmes e até mesmo livros.
    Uma das causas da cultura do cancelamento está relacionada com o advento da internet e das redes sociais. A interação e a postagem de conteúdos nas plataformas digitais deram à opinião pública um novo espaço de expressão e engajamento. Alguns argumentam que isso tem facilitado a resposta a décadas de opressão, injustiças sociais e um desejo por mudanças reais. Então, a democratização das redes sociais deu voz a grupos que antes eram marginalizados e agora podem defender os seus direitos.
       A crescente conscientização sobre questões de justiça social e direitos individuais é outro fator que causa a cultura do cancelamento. Movimentos como o feminista, o antirracista e o ativismo LGBTQIA+ têm desempenhado um papel fundamental na promoção da igualdade e na denúncia de abusos e discriminações. O engajamento desses grupos para conceituar o que é considerado “politicamente correto” favoreceu a imposição de novas regras para mediar o debate sobre as identidades individuais. 
    No entanto, essa conscientização também pode levar a um ambiente hipersensível a qualquer percepção de desvio das normas socialmente aceitas. O engajamento dos grupos de canceladores pode amplificar os erros e punir os desviantes de maneira desproporcional, disseminando ódio, intolerância e uma cultura de linchamentos virtuais.
        Enfim, a cultura do cancelamento é causada pela polarização política e o decorrente fortalecimento da identidade de grupos fechados na sociedade. A lealdade ao grupo e a defesa de suas crenças se tornam prioridades. Isso leva a uma maior intolerância em relação a opiniões discordantes e a uma maior disposição para cancelar aqueles que são considerados inimigos do grupo. Portanto, a fragmentação da sociedade em seitas ideológicas fortalece a cultura do cancelamento.
       Embora a cultura do cancelamento possa ser vista como uma forma de responsabilização, ela também traz consequências preocupantes. O cancelamento público pode causar danos psicológicos profundos, isolamento social e efeitos na saúde mental das pessoas envolvidas.
     Além disso, há casos em que o cancelamento é baseado em emoções infundadas ou mal interpretadas, o que pode levar à injustiça e à destruição de reputações sem fundamento. É crucial avaliar criticamente os efeitos dessa cultura no tecido social e, mais especificamente, naquilo que o filósofo Jürgen Habermas chamou de esfera pública.
      O filósofo alemão contemporâneo, teórico da Escola de Frankfurt, conceituou a esfera pública como um espaço de debate racional e público, onde os indivíduos podem discutir livremente questões de interesse comum, formular opiniões informadas e influenciar as decisões políticas.
   Esse conceito implica a necessidade de uma troca de ideias aberta, inclusiva e baseada na argumentação lógica. No entanto, a cultura do cancelamento, com suas táticas de ostracismo e desprezo público, ataca os princípios fundamentais da esfera pública habermasiana.
       Em vez de buscar a resolução construtiva de conflitos e a ampliação do entendimento mútuo, a cultura do cancelamento prioriza a punição e a exclusão daqueles que são considerados culpados de transgressões ou opiniões indesejáveis.
    Desse modo, o cancelamento deteriora o debate aberto e prejudica a construção de consensos e entendimentos mútuos, em vez de contribuir para uma razão dialógica, uma ação comunicativa e eficaz.
      Outra consequência da cultura do cancelamento é a autocensura generalizada. Com o medo de serem alvo de ataques virtuais, muitas pessoas optam por não expressar suas opiniões ou debater presentes controversos. Isso cria um ambiente de silenciamento e pode prejudicar a diversidade de ideias que circulam pela sociedade.
    Enfim, há muito defendemos o direito a um julgamento justo, que nada mais é do que o direito de contradizer, de contra argumentar denúncias ou acusações. Por isso, eliminar das discussões a pessoa que comete erros ou desvios morais talvez seja uma ação tão imoral quanto a praticada pela pessoa que se deseja cancelar.

(Disponível em brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-docancelamento.htm)
Quanto à cultura do cancelamento, segundo o texto, podemos dizer corretamente que:
Alternativas
Respostas
25041: A
25042: D
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25050: A
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